Escrever bem e bem escrever


Pode parecer, mas não é a mesma coisa.

Escrever bem é respeitar todas as regras gramaticais. Ao fazê-lo o texto ficará primorosamente escrito e um prazer de ver, mas nem sempre de ler. Escrever bem, a preocupação de escrever bem, domina o pensamento de quem escreve e limita a inspiração escrita. Piora ainda quando em vez de deixarmos a escrita fluir, perdemos o nosso tempo em busca de palavras e expressões mais elaboradas que coloquem o nosso texto num patamar intelectual superior, por vezes matando-o.

José Luís Peixoto escreve bem e nos seus livros combina o escrever bem com o bem escrever mas quando lemos uma crónica sua em que ele não teve tempo de "retocar" o seu texto, vemos uma crónica bem escrita mas sem o "docinho" do bem escrever.
Ricardo Araújo Pereira não domia a arte de bem escrever, nem escreve bem. É um excelente comunicador mas não pela via escrita.
Saramago domina a arte de bem escrever, mas não escreve bem.
Rui Zink escreve primorosamente bem, mas aborrece o leitor muitas vezes por não o cativar, não chega ao patamar de bem escrever.
Cecelia Ahern a autora de PS: I love you, usando da arte de bem escrever, tocou os seus leitores, roubou lágrimas e é dos livros mais mal escritos que já li, no entanto gostei.
Miguel Esteves Cardoso, é dos raros casos em que tudo o que escreve é um domínio perfeito da arte de bem escrever aliado a escrever bem. Por vezes, com alguns exageros a cair para a masturbação intelectual, mas o que é certo é que domina a ciência e a arte.

No fundo é isto mesmo:
-Escrever bem é uma ciência, qualquer pessoa pode escrever bem se estudar, se tiver formação e se, se esforçar para o fazer.
-Bem escrever é uma arte, na qual a criatividade é um factor que se impõe à formação, onde qualquer pessoa poderá conseguir transmitir sentimentos, opiniões e ideias, de uma forma cativante.

Escrever bem é uma ciência que muitos dos que escrevem usam como masturbação intelectual. Uma forma de os distinguir num nível intelectual que mata os seus textos. Textos para uma elite que sabe o significado de motejar, sem recorrer a um dicionário ou fazer uma pausa nesse tipo de palavras e pensar no seu significado, matando o ritmo do texto.
A arte de bem escrever é a que dispensa palavras eruditas, onde se deixa o motejo e se usa o riso, onde doutor e trolha podem ler e sentir da mesma forma, sem barreiras linguísticas.

Escrever é uma ciência, escrever é uma arte. Aquele que conseguir juntar ambos na sua escrita, com toda a certeza tem o caminho aberto para o sucesso. Será perfeito. Mas a perfeição acarreta responsabilidades que por vezes, são dominadoras demais, para que um ser humano lide com elas, e é nestes casos que encontramos a loucura nos génios, de mãos dadas e indissociáveis. Onde a loucura é um resultado da pressão de génio, que hoje infelizmente é visto como uma característica pessoal e não mais atribuído a musas.

O génio da criatividade é livre, onde só uma coisa importa, chegar ao leitor fazê-lo sentir o que o autor quer que ele sinta e não o que sentimos ao escrever, se é que sentimos. Tal como escreveu um dia Fernando Pessoa, "Sentir, sinta quem lê".
Apesar de todas as criticas idióticas sobre separar irmãos gémeos à nascença dando um para adopção, como é o caso de separar sujeito de predicado, uma estúpida "proibição nacional". Eu orgulho-me do seguinte:

De todos os dias, dia após dia ter a imaginação e criatividade de escrever algo novo. Algo que é comentado por muita gente e lido por muitas mais, e se lêem não é importante que concordem ou não, não é importante se gostam ou não, o importante é que existe algo naquilo que escrevo que as faz voltar.
Os blogues crescem e a visibilidade aumenta e a partir de hoje que a minha disputa com o Google está resolvida as visitas dispararam e irei receber muitas mais críticas, espero que sejam fundamentadas e se acham que comentar sobre um erro de digitação ou a colocação duvidosa de uma virgula é comentar, estão errados. A mensagem é o texto não é a virgula.

Que a imaginação e criatividade nunca me abandonem e que a colocação purista de virgulas fique nos textos chatos e sem interesse dos meus mais queridos críticos, aos quais me recuso a fazer publicidade, mas que incluem o meu homónimo, crítcio gay, a minha parelha de quaretonas em plena menopausa, a pita púdica e a Sotora pita burra. Já são 5, mas juntos não fazem 1.
Aceito criticas mas... poupem-me. Quero críticos de conteúdo e com capacidade argumentativa.

82 Comentários:

  Memórias de uma Alma Penada

terça-feira, março 03, 2009 12:11:00 da manhã

Deu gosto ler este post!

  Joaninha

terça-feira, março 03, 2009 12:14:00 da manhã

O P.S I love you é um dos livros que mais gostei de ler...sim sou mm adepta de ler coisas que não me façam pensar muito...quando assim é que seja para aprender qualqer coisa e não só parapassar o tempo...Também não aprecio quem critica pq falta a pontuação xpto ou por outro motivo qq absurdo como este...pessoalmente não considero a minha escrita em nenhum tipo das duas categorias, eu escrevo o que me dá na telha e no momento, seja um discurso lógico ou não, naquele momento foi o que me pareceu...se às vezes consigo ser "palhaça" ou até espetar "duas pá caixa" e fazer o pessoal divertir-se ainda bem, se não pois temos pena eu gosto:) e detesto os sacaninhas que andam ai à caça e depois fazem comments da m**** (sorry pela palavra...a página tem um dono que tem a liberdade de lá escrever o que quer e bem lhe apetece e não sou eu nem ninguem que tem o direito de se por a corrigir o que quer que seja:)esses para mim sim têm uma categoria: os atrofiados frustrados com a despreocupação alheia!!
But as always...that's just me :)

  Kika

terça-feira, março 03, 2009 12:27:00 da manhã

Concordo plenamente com tudo o que foi dito. Aliás, quando o bem escrever e o escrever bem se encontram num livro, quando acabo de o ler (falo por mim), fico com aquela sensação de alegria e vazio ao mesmo tempo, a mesma que por vezes sentimos quando acabamos de ver um filme que nos preenche, seja por que motivo fôr.
E sim, Miguel Esteves Cardoso, genial!!

  forteifeio

terça-feira, março 03, 2009 12:30:00 da manhã

Tu assim intimidas quem quer comentar. Vamos lá a ver se a minha mensagem é melhor que a virgula.
Tu falas tamnbém numa questão conceptual que está directamente ligada ao facto do tipo de leitura que tu gostas. Eu não gosto de ler José Luis Peixoto, ele pode ter tido muitos prémios e distinções mas esse facto para mim não é o bastante. Cada página que um escritor um cronista constrói, tem de ser interessante para quem lê, como disseste e bem relativamente ao Pessoa. O Saramago, escreve para ele ou escreve para ser lido, é que isto é diferente. É o conjunto de ideias que quer transmitir? Em que se vão juntando palavras ? E se vai jogando com o vocabulário?
A leitura dos outros também tem muito do que nós gostamos. Nós também entramos na história do livro. O ser que lê o livro não é neutro.
Ainda assim compreendo que tu estás a falar daquilo que gostas e eu respeito. Relativamente ao Ricardo, penso que são crónicas leves e curtas com poucas palavras, nada de muito estruturado.
Já agora, desculpa Bruno, mas vou pôr aqui os meus escritores preferidos. Aqueles que têm arte de escrever e que escreve bem.
Mário de Carvalho, António Tabucchi, Coetzee, Auster, Roth. Pearl Buck e Faulkner. Desculpa se me alonguei

  forteifeio

terça-feira, março 03, 2009 12:30:00 da manhã

Tu assim intimidas quem quer comentar. Vamos lá a ver se a minha mensagem é melhor que a virgula.
Tu falas tamnbém numa questão conceptual que está directamente ligada ao facto do tipo de leitura que tu gostas. Eu não gosto de ler José Luis Peixoto, ele pode ter tido muitos prémios e distinções mas esse facto para mim não é o bastante. Cada página que um escritor um cronista constrói, tem de ser interessante para quem lê, como disseste e bem relativamente ao Pessoa. O Saramago, escreve para ele ou escreve para ser lido, é que isto é diferente. É o conjunto de ideias que quer transmitir? Em que se vão juntando palavras ? E se vai jogando com o vocabulário?
A leitura dos outros também tem muito do que nós gostamos. Nós também entramos na história do livro. O ser que lê o livro não é neutro.
Ainda assim compreendo que tu estás a falar daquilo que gostas e eu respeito. Relativamente ao Ricardo, penso que são crónicas leves e curtas com poucas palavras, nada de muito estruturado.
Já agora, desculpa Bruno, mas vou pôr aqui os meus escritores preferidos. Aqueles que têm arte de escrever e que escreve bem.
Mário de Carvalho, António Tabucchi, Coetzee, Auster, Roth. Pearl Buck e Faulkner. Desculpa se me alonguei

  Eu mesma!

terça-feira, março 03, 2009 12:30:00 da manhã

Gostei do post mas...

não conseguirei ser a critica de conteúdo que pedes no final....

confesso que concordo contigo do que referes do saramago.... odeio a escrita do senhor....

Do Esteves Cardoso sim.. um pouco mas... continuo a gostar do que ele escreve embora sim... por vezes.... já chega senhor... já se percebeu e ele continua continua....

um pouco uma versão do Eça moderna....

Mas....
sim.... um post ao estilo gramatical português!

  Physalia physalis

terça-feira, março 03, 2009 12:44:00 da manhã

MEC é simplesmente genial e só tenho a agradecer a quem mo "apresentou".
Quanto ao texto...epá...concordo. É isso.
Acho que não vou conseguir nunca juntar a ciência com arte (excepto quando escrevo sobre biologia), porque quando me atinge o tal flash criativo, as palavras caras e demais pomposidades desaparecem do meu campo de visão.
E agora, mas que nunca, percebo isso, porque, enquanto bióloga, tenho de saber escrever cientificamente bem, mas de uma forma simples e coesa para que leitores não entendores da matéria consigam perceber a mensagem. Sim, desviei-me do assunto literário mas a escrita abrange uma quantidade enorme de temas: jornalismo, blogues, revistas, artigos, livros técnicos, etc.

  Miss Me

terça-feira, março 03, 2009 12:45:00 da manhã

"A mensagem é o texto não é a vírgula"

Gostei muito, ainda que discorde do "sentir, sinta quem lê".. claro que quem lê sente, ri, boceja, seja o que for e é por isso que regressa (ou não). Eu acredito que quem escreve, escreve para/por si, mas não só. O impacto no outro é importante, mas não é o ponto essencial. Escrever, publicamente, como é o caso, exige não só capacidade (e vontade) de comunicar, mas também "algo" que comunicar. Quando escreves a tua opinião, quando teces um enredo, quando as palavras se alinham diante do teclado sem que as contenhas, também (e sobretudo) é teu o sentimento. E por melhor que o escreves, não é traduzível em comentários posteriores. Há quem não releia o que escreveu porque o sentimento já se transformou, mas existiu, tão inegável como as palavras que lhe deram origem e que foram por ele originadas.
Quanto à estética da escrita, é, como toda a arte, potencialmente relativa dentro de uma unanimidade subjectiva (por exemplo, odeio ler le clezio, mas poucas coisas têm em mim o impacto dos livros do Saramago).
E "prontos", 'tá opinado :)

  Who Am I

terça-feira, março 03, 2009 12:50:00 da manhã

Merece uma quase frase feita:

uma virgula esquecida pode mudar toda uma história.

Atrevo-me a dizer que a tua força tem tanto de cativante e sedutora como de assustadora. Críticos de conteúdo, mas não espelhos de ti, espero...Claro que depois, isto que escreveste, serve de incentivo, para vir escrever…como se fora o maior desafio…
Agora também me ocorre escrever o comentário vazio de conteúdo e cheio de humanidade:

Que bem! (palmas)
Que confortável! (semi-cerro os olhos)
Que perverso! (agora faço os dentes ranger)

É…uns são assim, como eu…comuns…mas todos…mortais.

Gosto de te ler, pois claro que gosto, mas essa força….ai, essa força…

  Van

terça-feira, março 03, 2009 12:53:00 da manhã

Eh eh eh ora aqui está algo que eu sempre disse. ;-) Saber usar as palavras, a pontuação e a gramática, é uma coisa. Saber comunicar, é outra. Fazer essas duas coisas e conseguir ser criativo ao mesmo tempo, é a cereja no topo do bolo. :)))

  ipsis verbis

terça-feira, março 03, 2009 12:58:00 da manhã

Se como dizes, "em vez de deixarmos a escrita fluir, perdemos o nosso tempo em busca de palavras e expressóes mais elaboradas" e "A mensagem é o texto e não a vírgula", Saramagos e Antónios Lobo Antunes até escrevem muito bem. (e este último é um génio no deixar fluir as palavras)

:)

  Ana GG

terça-feira, março 03, 2009 12:58:00 da manhã

Não querendo armar-me em carneirinha, porque de facto só de signo o sou, tenho de admitir que partilho precisamente da mesma opinião. Gostei imenso de ler este teu texto!
Confesso que não concordo com muitas das coisas que escreves, em contrapartida outras há que não poderia concordar mais.
Sou daquelas leitoras que nem sempre comentam, ou porque nem sempre me identifico com o tema que escolhes, ou porque, mesmo tendo vontade, não me sinto com capacidade de argumentação e não tenho vontade de ser “trucidada” em praça pública…vá-se lá saber quando estás mal disposto ;)

P.S. Adoro ler José Luis Peixoto. MEC é de facto genial.
Rui Zink está algures entre o amor e o ódio.
O "PS I love you", não faço a miníma ideia de que se trata, mas fiquei curiosa.

Bruno Feher...lê-se muito bem embora por vezes tenha um mau feitio, Ui, UI...

  vita

terça-feira, março 03, 2009 1:34:00 da manhã

Ora nem mais, o escrever bem como dizes qualquer um com estudos o pode fazer,o bem escrever tem um não sei quê de inspiração que nos toca mais;P

E um texto erótico teu?
Acho que já tarda;P

  My Space

terça-feira, março 03, 2009 1:38:00 da manhã

Gostei de tudo.
Apesar de não concordar que escrever bem seja sinónimo de usar termos caros. José Rodrigues dos Santos, por ex, usa termos caros e escreve mal (além de ser arrogante e pedante na escrita, mas isso já é uma opinião pessoal)
Mas não gostei do último parágrafo.
Não consigo identificar-me com estas disputas na blogoesfera. Ou com críticas de merda ou com comentários tipo és o máximo e concordo com tudo o que dizes...
E apesar de achar que este blog tem textos verdadeiramente deliciosos, por serem bem escritos e que revelam inteligência, humor, criatividade e, porque não, alguma erudição, não consigo evitar um senão... Algo de errado se passa no reino da Dinamarca, ou da web, para o caso quando o prazer da escrita não se sobrepõe ao prazer das audiências e ataques pessoais.
Mas parabéns pelos textos, já chorei de rir e já chorei de emocionada. Só por isso, obrigada!

  My Space

terça-feira, março 03, 2009 1:38:00 da manhã

Gostei de tudo.
Apesar de não concordar que escrever bem seja sinónimo de usar termos caros. José Rodrigues dos Santos, por ex, usa termos caros e escreve mal (além de ser arrogante e pedante na escrita, mas isso já é uma opinião pessoal)
Mas não gostei do último parágrafo.
Não consigo identificar-me com estas disputas na blogoesfera. Ou com críticas de merda ou com comentários tipo és o máximo e concordo com tudo o que dizes...
E apesar de achar que este blog tem textos verdadeiramente deliciosos, por serem bem escritos e que revelam inteligência, humor, criatividade e, porque não, alguma erudição, não consigo evitar um senão... Algo de errado se passa no reino da Dinamarca, ou da web, para o caso quando o prazer da escrita não se sobrepõe ao prazer das audiências e ataques pessoais.
Mas parabéns pelos textos, já chorei de rir e já chorei de emocionada. Só por isso, obrigada!

  Abobrinha

terça-feira, março 03, 2009 1:41:00 da manhã

Bruno

Suponho que não vás detalhar a tua quezília com o google, não?

Ora bem, não sei se concordo inteiramente com a parte do tecnicismo do escrever bem. Acho que toda a gente deve cultivar o semeio de vírgulas e pontos no sítio certo, o arranque de erros ortográficos, a bem da elegância do texto e da compreensão do mesmo. Outra coisa é o (ab)uso de certo vocabulário mais rebuscado: se por um lado é excelente e desejável cultivar o nosso vocabulário, por outro lado... sim, às vezes nota-se que é mera presunção!

A parte da inspiração para os textos é em parte algo que nasce connosco, mas parte algum esforço de aprendizagem. Porque ninguém é original a 100% e toda a gente bebe inspiração de algum lado.

Dos autores que referes, não concordo com a parte do Saramago: ele escreve muito bem e tem muita imaginação. Mas tem livros excelentes como outros francamente desinteressantes. Vale a pena pelos excelentes! Não gosto do MEC. Cansei-me dele e da sua mania que é esperto e superior por ser bife já na minha (cada vez mais) longínqua adolescência. Quanto ao Ricardo Araújo Pereira, tem momentos. Mas comparado com o José Diogo Quintela não é um génio: sai da escala. Mas é complicado ombrear com o Zé Diogo em totozisse a escrever. Credo!

  AlfmaniaK

terça-feira, março 03, 2009 5:13:00 da manhã

A melhor descrição que li, e que resume o que aqui procuras distinguir:
Uma coisa é escrever bem, outra é saber escrever.
Simples e bastante directo, sem necessidade de mais conversa.
Portanto escrever bem, é conhecer as regras e afins, considerá-las na escrita e respeitá-las de forma a construir algo que pareça sólido e credível. Saber escrever é brincar com a escrita, fazer dela um suporte flexível como se não houvesse regras - e isto não se consegue sem se escrever bem.
Observo a escrita como observo um desenho. E saber desenhar, não se resume a fazer linhas mais direitas que outras, mas sim conseguir transformar uma ideia em algo perceptível para todos. Saber escrever é saber passar para as letras uma ideia/emoção/whatever.
Com ou sem regras, se a ideia, quando escrita, for clara então terei um exemplo do que é saber escrever, se a isto aliar o escrever bem, tanto melhor. Mas a primeira condição depende da segunda.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:50:00 da manhã

Memórias de uma Alma Penada disse...

"Deu gosto ler este post!"

Obrigado.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:51:00 da manhã

Joaninha disse...

"O P.S I love you é um dos livros que mais gostei de ler...sim sou mm adepta de ler coisas que não me façam pensar muito..."

O livro em si, faz pensar, mas a versão original revela limitações da autora, com repetições desnecessárias de palavras. O livro acaba por ser muito bom, pois tem uma boa história.

"e detesto os sacaninhas que andam ai à caça e depois fazem comments da m****"

Tens um neste blogue a quem não autorizo que comente, mas le religiosamente textos e comentários. Ama-me!

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:51:00 da manhã

Kika disse...

"Aliás, quando o bem escrever e o escrever bem se encontram num livro, quando acabo de o ler (falo por mim), fico com aquela sensação de alegria e vazio ao mesmo tempo, a mesma que por vezes sentimos quando acabamos de ver um filme que nos preenche, seja por que motivo fôr."

É verdade. Outra coisa que encontro é a instabilidade mental de quem atinge esse nível, a genialidade no limiar da loucura.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:52:00 da manhã

forteifeio disse...

"Tu assim intimidas quem quer comentar. Vamos lá a ver se a minha mensagem é melhor que a virgula."

A intenção não é intimidar o comentário, mas sim não limitar os comentários a disputas sobre onde as virgulas ficam melhor. Este texto tem um alvo, que não autorizo que comente o meu blogue.

"Eu não gosto de ler José Luis Peixoto, ele pode ter tido muitos prémios e distinções mas esse facto para mim não é o bastante. Cada página que um escritor um cronista constrói, tem de ser interessante para quem lê, como disseste e bem relativamente ao Pessoa."

Sim mas o JLP joga com isso, faz um pouco o que o Paulo Coelho faz. Escreve o que muita gente quer ler, sobre dor, tristeza, mas que soa a falsidade quando o leitor percebe que são palavras escritas de uma forma calculada e fria. A arte de bem escrever é escrever algo que leve o leitor a sentir e a achar que o escritor sentiu.

"O Saramago, escreve para ele ou escreve para ser lido, é que isto é diferente. É o conjunto de ideias que quer transmitir? Em que se vão juntando palavras ? E se vai jogando com o vocabulário?"

Com um total desrespeito pela pontuação, que é hoje em dia colocada por redactores, nos primeiros livros era inexistente.

"Relativamente ao Ricardo, penso que são crónicas leves e curtas com poucas palavras, nada de muito estruturado."

O que não gosto no Ricardo e como assinante da visão, acompanho as suas crónicas, é o seu esforço de inserir nos textos um vocabulário cuidado onde por vezes usa de palavras ditas "caras", fora de contexto ou onde elas não fazem qualquer sentido.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:53:00 da manhã

Eu mesma! disse...

"não conseguirei ser a critica de conteúdo que pedes no final..."

O meu pedido é para os críticos gramaticais que aqui passam. Pessoas que aceito que percebam de Português e dominem a língua, mas que estão presos a uma gramática obsoleta, recusando-se a entrar na nova era de escrita expressiva onde não há prisões e o limite é o universo. Escrever como arte é a escrita do futuro.

"confesso que concordo contigo do que referes do saramago.... odeio a escrita do senhor..."

O digo do Saramago do qual não gosto nem como escritor nem como activista politico é que ele não percebe nada de gramática, mas organiza bem os seus estranhos pensamentos.

"Do Esteves Cardoso sim.. um pouco mas... continuo a gostar do que ele escreve embora sim... por vezes.... já chega senhor... já se percebeu e ele continua continua..."

O que gosto nele é isso mesmo. Ele passa a mensagem, já toda a gente percebeu, mas ele insiste em largar mais uma série de argumentos que tornam impossível discutir com ele.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:53:00 da manhã

Physalia physalis disse...

"Acho que não vou conseguir nunca juntar a ciência com arte (excepto quando escrevo sobre biologia), porque quando me atinge o tal flash criativo, as palavras caras e demais pomposidades desaparecem do meu campo de visão."

Porque são desnecessárias e qualquer tentativa de as colocares vai quebrar o teu ritmo criativo.

"E agora, mas que nunca, percebo isso, porque, enquanto bióloga, tenho de saber escrever cientificamente bem, mas de uma forma simples e coesa para que leitores não entendores da matéria consigam perceber a mensagem. Sim, desviei-me do assunto literário mas a escrita abrange uma quantidade enorme de temas: jornalismo, blogues, revistas, artigos, livros técnicos, etc."

O que hoje em dia está tudo misturado. Os jornalistas escrevem cada vez mais como cronistas com opinião, já não há regras.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:54:00 da manhã

Miss Me disse...

"Gostei muito, ainda que discorde do "sentir, sinta quem lê".. claro que quem lê sente, ri, boceja, seja o que for e é por isso que regressa (ou não). Eu acredito que quem escreve, escreve para/por si, mas não só. O impacto no outro é importante, mas não é o ponto essencial."

Eu por vezes sinto-me inspirado para escrever um texto sentimental, as palavras fluem, o texto nasce, ao ser publicado vejo que alguém sentiu aquelas palavras que na verdade foram imaginadas e nao sentidas. O importante é que quem leu sentiu e acreditou que escrevi o que senti na altura. Nao é importante ser verdade ou nao.

A mais belas das musicas românticas, pode não ter nascido de uma paixão, simplesmente de uma associação de palavras mecânica. Isto acontece. Nem sempre quem escreve sente, mas quer que sintam.

"Quando escreves a tua opinião, quando teces um enredo, quando as palavras se alinham diante do teclado sem que as contenhas, também (e sobretudo) é teu o sentimento."

É sim, mas nem sempre. Por vezes um texto pode ser pura ficcao.

"Há quem não releia o que escreveu porque o sentimento já se transformou, mas existiu, tão inegável como as palavras que lhe deram origem e que foram por ele originadas."

Nao releio, porque ao reler iria alterar, não consigo ler o que escrevo sem alterar.

"Quanto à estética da escrita, é, como toda a arte, potencialmente relativa dentro de uma unanimidade subjectiva (por exemplo, odeio ler le clezio, mas poucas coisas têm em mim o impacto dos livros do Saramago)."

Mas isso é o bem escrever, é isso que te faz gostar ou odiar. Nao vais odiar um livro, só porque o autor separou um sujeito de um predicado por uma virgula.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:54:00 da manhã

Who Am I disse...

"uma virgula esquecida pode mudar toda uma história."

Pode sim, mas em casos muito raros. Tal como uma virgula mal colocada pode dar um sentido diferente à frase. Tal como um virgula propositadamente mal colocada te fará sem que percebas fazer ali uma pausa e a frase anterior ficará gravada na tua memória, pois é algo que o autor precisa que lembres.

"Atrevo-me a dizer que a tua força tem tanto de cativante e sedutora como de assustadora. Críticos de conteúdo, mas não espelhos de ti, espero...Claro que depois, isto que escreveste, serve de incentivo, para vir escrever…como se fora o maior desafio…"

Nao procuro espelhos de mim, pois isso seria uma guerra argumentativa impossível de vencer ou perder.
O que não quero, é que depois de vencer um desafio escrito, algo que me deu um enorme prazer a escrever, seja pisado, minimizado com um comentário do tipo "entre x e y, está uma virgula que não é precisa"
Claro que é, eu quero-o lá. Eu escrevo, eu imponho o ritmo. Há que use e abuse de pontos, porque não de virgulas? Pausa é pausa!

"Agora também me ocorre escrever o comentário vazio de conteúdo e cheio de humanidade:

Que bem! (palmas)
Que confortável! (semi-cerro os olhos)
Que perverso! (agora faço os dentes ranger)"

Mas nenhum comentário é vazio de conteúdo, quando comenta o que foi escrito, é vazio de conteúdo quando se ignora um todo por um detalhe.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:54:00 da manhã

Van disse...

"Eh eh eh ora aqui está algo que eu sempre disse. ;-) Saber usar as palavras, a pontuação e a gramática, é uma coisa. Saber comunicar, é outra. Fazer essas duas coisas e conseguir ser criativo ao mesmo tempo, é a cereja no topo do bolo. :)))"

Ambos é o objectivo mas pode ser o fim.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:55:00 da manhã

ipsis verbis disse...

"Se como dizes, "em vez de deixarmos a escrita fluir, perdemos o nosso tempo em busca de palavras e expressóes mais elaboradas" e "A mensagem é o texto e não a vírgula", Saramagos e Antónios Lobo Antunes até escrevem muito bem. (e este último é um génio no deixar fluir as palavras)"

O Lobo Antunes, nao é dos meus favoritos, mas é alguém que me dá um prazer imenso ler, pela clareza e facilidade com passa a sua mensagem.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:55:00 da manhã

Ana GG disse...

"Confesso que não concordo com muitas das coisas que escreves, em contrapartida outras há que não poderia concordar mais."

É esse o objectivo :)

"Sou daquelas leitoras que nem sempre comentam, ou porque nem sempre me identifico com o tema que escolhes, ou porque, mesmo tendo vontade, não me sinto com capacidade de argumentação e não tenho vontade de ser “trucidada” em praça pública…vá-se lá saber quando estás mal disposto ;)"

Ahahahaha, a resposta é nunca. Raras são as pessoas capazes de influenciar o meu estado de espírito.

"Bruno Feher...lê-se muito bem embora por vezes tenha um mau feitio, Ui, UI..."

Ahahahahahah

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:56:00 da manhã

vita disse...

"Ora nem mais, o escrever bem como dizes qualquer um com estudos o pode fazer,o bem escrever tem um não sei quê de inspiração que nos toca mais;P"

Exacto.

"E um texto erótico teu?
Acho que já tarda;P"

Tenho imensos, mas o que publico aqui é original e actual, para o fazer preciso de o querer fazer e estar inspirado para tal.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:56:00 da manhã

My Space disse...

"Apesar de não concordar que escrever bem seja sinónimo de usar termos caros."

Nao é, mas quem o faz tem regra geral essa tendência.

"José Rodrigues dos Santos, por ex, usa termos caros e escreve mal"

Mas esse senhor é jornalista, esse é o tipo de escrita forcado, típico dos jornalistas.

"Não consigo identificar-me com estas disputas na blogoesfera. Ou com críticas de merda ou com comentários tipo és o máximo e concordo com tudo o que dizes..."

Esses comentários acontecem, o importante é não incentivar a sua continuação. Pior que isso são os comentários gramaticais ignorando todo um trabalho e pior ainda os ofensivos, só porque sim.

"Algo de errado se passa no reino da Dinamarca, ou da web, para o caso quando o prazer da escrita não se sobrepõe ao prazer das audiências e ataques pessoais."

As audiências é algo que não me preocupa talvez por as ter. Mas o meu critico mais ofensivo não as tem. O seu blogue é ignorado e ele acha que colocar em causa a minha gramática o levará a ter leitores. Teve-os sim, no dia em que escreveu sobre mim, depois o blogue dele voltou ao mesmo.

Este texto é muito particular, é dirigido a um pequeno grupo de críticos ofensivos. Eu sou critico mas argumentativo.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:57:00 da manhã

Abobrinha disse...

"Suponho que não vás detalhar a tua quezília com o google, não?"

A seu tempo irei expor a situação, ainda há detalhes a resolver. O Google USA já interferiu e resolveu a questão com os seus funcionários abusivos no grupo de páginas em Português, mas o Blogspot é do Google e aí, ainda há problemas a resolver.

"Acho que toda a gente deve cultivar o semeio de vírgulas e pontos no sítio certo"

Discordo. A arte nao segue regras e se eu escrevo um texto e quero que parte de uma ideia te fique gravada no cérebro, só posso usar o uma virgula, que te fará parar por um segundo e gravar a última coisa que leste. É certo que poderia usar um ponto, mas aí iria fazer uma nova frase, quando na verdade o que quero é que graves parte dela, pois irei usar essa memória mais tarde no texto.

A nossa gramática é evolutiva e evolui consoante a evolução da fala e escrita. A língua Portuguesa é aquela que se encontra mais presa a si mesma e mais inacessível à população em geral. Nem os licenciados a dominam e o motivo é um excesso incompreensível de regras sem sentido ou valor prático-literário. Eu não serei preso por elas e usarei sempre de todos os argumentos ao meu dispor de contraria regras mantendo a lógica.

"A parte da inspiração para os textos é em parte algo que nasce connosco, mas parte algum esforço de aprendizagem. Porque ninguém é original a 100% e toda a gente bebe inspiração de algum lado."

Esse é um assunto discutível ao qual te deixo aqui duas ideias opostas e ambas lógicas.

Criatividade como parte de nós:

http://www.ted.com/talks/elizabeth_gilbert_on_genius.html

Criatividade como facto externo:

http://www.ted.com/index.php/talks/amy_tan_on_creativity.html

"Dos autores que referes, não concordo com a parte do Saramago: ele escreve muito bem e tem muita imaginação."

Ele usa da arte de bem escrever, não pode nunca escrever bem, quando não sabe usar a pontuação. Nos novos livros tem redactores que o fazem por ele, mas só nos mais actuais.

"Não gosto do MEC. Cansei-me dele e da sua mania que é esperto e superior por ser bife já na minha (cada vez mais) longínqua adolescência."

Mas nao há outro escritor com tal domínio da língua Portuguesa, ele sabe tudo o que há para saber da nossa gramática e tem uma imginacao fantástica.

"Quanto ao Ricardo Araújo Pereira, tem momentos."

Nao tem momentos, ele escreve mal, muito mal e nao há nada a fazer. Se o que escreve fosse falado teria valor porque é bom material. Mas escrito é um insulto.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 6:57:00 da manhã

AlfmaniaK disse...

"Saber escrever é brincar com a escrita, fazer dela um suporte flexível como se não houvesse regras - e isto não se consegue sem se escrever bem."

Correcto, mas não é necessariamente um fruto da escravização à gramática.

"Observo a escrita como observo um desenho. E saber desenhar, não se resume a fazer linhas mais direitas que outras, mas sim conseguir transformar uma ideia em algo perceptível para todos. Saber escrever é saber passar para as letras uma ideia/emoção/whatever.
Com ou sem regras, se a ideia, quando escrita, for clara então terei um exemplo do que é saber escrever, se a isto aliar o escrever bem, tanto melhor."

Concordo. Looney Toons vs South Park. Bons e maus desenhos onde ambos fazem sucesso pela mensagem.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 7:50:00 da manhã

Bruno:

Como já te disse, perto de e uma centena de vezes, tu aqui não comentas, os teus comentários são apagados sem que eu lhes preste grande atenção. Visto que este texto é para idiotas como tu, irei comentar a tua tentativa de comentários. Gostaria de salientar que este teu comentário foi tão fraco que me parece que engoliste um sapo do tamanho do mundo... posso estar errado.


"Vê-se que escreveste o texto, mas não leste o Pessoa... O que ele escreve é "Sentir? Sinta quem lê!""

Meu caro,eu transcrevi a mensagem e não uma citação, mas também nunca pensei que a tua inteligência atingisse. "Sentir. Sinta quem lê" ou "Sentir? Sinta quem lê", transportam exactamente a mesma mensagem, a mensagem de que compete ao leitor sentir e não ao autor.

"Quanto ao resto, não me parece que haja por aqui nem ciência nem arte, nem domínio do escrever bem, e tão pouco do bem escrever."

Pois, isso deverá estar no teu blogue, pois certamente não está não teus comentários e pelo que escreves não está em ti. Vai viver para New York e terás textos diários sobre taxistas...

...Aliás, não serás tu próprio um taxista? Claro que não tenho nada contra a profissão, só contra quem se quer fazer passar por um intelectual realizado quando a base na qual assentas o teu aparecimento na blogosfera é um projecto que fracassou e que continua a fracassar e merece uma eutanásia visto que foste orgulhoso demais para a eugenia que merecia.

"Infelizmente, não tenho nenhuma citação de Fernando Pessoa para retribuir."

Claro que não, terias de mergulhar em livros para encontrar uma, pois é óbvio que a tua inteligência é limitada e guardas poucas informações que não tenham a ver com banalidades e broches.

Acho que deves procurar um outro alvo, pois de mim nunca levarás a publicidade que buscas e a tua vingança por eu não te dar importância é unicamente com um mosquito no monitor do meu PC... irritante mas insignificante.

  Allie

terça-feira, março 03, 2009 9:40:00 da manhã

Tens de olhar para ti como uma celebridade e estes "críticos" como os paparazzi. São chatos, não largam, não fazem sentido nenhum, mas insistem em seguir-te!

  Bruno Fehr

terça-feira, março 03, 2009 10:15:00 da manhã

Allie disse...

"Tens de olhar para ti como uma celebridade e estes "críticos" como os paparazzi. São chatos, não largam, não fazem sentido nenhum, mas insistem em seguir-te!"

Pois... no entanto olho para como um de muitos e essas poucas pessoas como o lixo social.

  sil

terça-feira, março 03, 2009 10:46:00 da manhã

Olá. Escreves de uma maneira diferente... As tuas ideias são transmitidas de uma forma "intrinseca"... Sentimos ao ler, colocamo-nos "lá"...Há textos pelos quais fico viciada, leio-os duas, três vezes.É um gostar que ainda não sei bem explicar muito bem... Sentir com mais intensidade sempre que leio mais uma vez...Outros textos apesar de gostar de os ler, fico com a sensação de .... eu queria outra coisa mais. Tipo ficar a meio....
Os teus textos são óptimos

  Paula

terça-feira, março 03, 2009 11:11:00 da manhã

gostei deste texto e gosto de te ler. confesso que conheço a minha língua mas não ao ponto de saber se a vírgula tal estará bem colocada e também não me preocupo muito com isso. às vezes não sei o significado de uma palavra mas pela frase costumo chegar lá. sou uma leitora inveterada...mas não leio tudo. apesar de dar valor a escritores como nicholas sparks ou da autora do PS I love you, é um tipo de escrita que já consumi mas que hoje me atrai muito pouco. acho que são fases.
gosto imenso de ler saramago, apesar de não gostar da pessoa. tem uma forma de escrever muito característica mas consegue fazer com que eu não queira parar de ler e isso é muito bom. quanto ao esteves cardoso, já li e estou a ler, também é excelente, conseguiu que eu visualizasse s. tomé como se estivesse lá.
e o escritor do meu coração, gabriel garcia marquez é de facto um fenómeno para mim. a maneira quase poética e musical como descreve as personagens e a sua vida. os "cem anos de solidão" vão ser sempre um dos livros da minha vida e parece-me que "o amor nos tempos de cólera" vão pelo mesmo caminho.
enfim, são gostos!

  Paula

terça-feira, março 03, 2009 11:25:00 da manhã

eu não queria colocar o livro no plural..calhou. falta de atenção!
o "cem anos de solidão" e "o amor nos tempos de cólera" serão sempre livros da minha vida.
está melhor?
:)

  provocação

terça-feira, março 03, 2009 11:47:00 da manhã

Cheguei à conclusão que, acima de tudo, gosto de ler ideias...claro que quando compro um livro tenho a preocupação de seleccionar o autor pois há determinados que não me agradam mas dos momentos mais enriquecedores que tenho tido, porque sou uma cusca de pessoas, é ler nada mais nada menos que....blogues! Passo horas nisto, e aprende-se muito sobre uma sociedade, entende-se sentimentos, maneiras de estar...com erros ou sem eles. Afinal, quantas vezes os pr´prios livros mesmo depois de revisados os trazem...
Bom, mas não era disto que estavas a falar, ou era mais ou menos, em relação aos autores, existe um que preenche o escrever bem e o bem escrever...Eça de Queiróz. E o Salman Rushdie, que gosto muito.

  Sad Tear

terça-feira, março 03, 2009 12:10:00 da tarde

Bruno: venho sempre ler os teus posts, apesar de nem sempre comentar. Acho que imaginação e criatividade não te faltam... e isso é bem mais importante do que a colocação das virgulas (na minha modesta opinião). Por isso espero que continues a surpreender com os teus textos que tanto me fazem sorrir.

  Fada

terça-feira, março 03, 2009 12:22:00 da tarde

Amén.

Beijitos

  HAZEL

terça-feira, março 03, 2009 12:55:00 da tarde

Belo texto.
E há para aí tanta gente com a mania que é intelectual e sabe escrever.... ui se há!

Continua assim!

  Gabrielis

terça-feira, março 03, 2009 1:54:00 da tarde

Embora a arte de bem-escrever e escrever bem sejam coisas diferentes, na minha opinião é importante conseguir juntar estas duas até um certo nível para se criar textos que se leiam com prazer. Num blog, em que a maioria dos textos são curtos, o bem-escrever é nitidamente mais importante, visto que se quando se visitam blogs damos importância ao texto em si, e não há forma com este foi escrito. Se bem que, por muito interessante que um texto seja, se estiver cheio de "Us" e "Xs" onde não deve, é muito difícil ter-se uma leitura agradável. Em trabalhos maiores como livros, a arte de escrever bem tem uma importância quase tão grande como a de bem escrever. Eu não consigo apreciar um livro se a qualidade da escrita não for aceitável. Quanto à forma como escrevo, não gosto de publicar o que quer que seja sem reler primeiro, porque há sempre arestas que precisam de ser limadas, e habitualmente dou muitos erros ortográficos.

  Van

terça-feira, março 03, 2009 1:56:00 da tarde

Mas por acaso tenho-me debatido com esse problema ao escrever a tese...não consigo deixar de lado a preocupação de, será que está bem escrita? O que me faz refazer as frases vezes e vezes e vezes sem conta. E o resto acaba por não fluir... entretanto, bloqueei totalmente :(. É a mesma merda de sempre, escrever é sempre uma luta comigo mesma: se não sai perfeito, prefiro nem o fazer...e quando tento, entro num estado de ansiedade tal que quase sufoco. :((

  Van

terça-feira, março 03, 2009 2:19:00 da tarde

Confesso que quando leio um livro, se o autor é um bom comunicador e consegue prender-me no enredo, deixo de reparar se está bem escrito ou não (tirando algumas calinadas que são impossiveis de não reparar). O que gosto num livro, realmente, não é propriamente se está bem escrito. Mas se o autor escreve bem e me transporta para dentro do livro. Quando era adolescente, isto acontecia mais frequentemente do que hoje. Talvez porque tenho menos tempo livre (ahahaha...) e porque dou atenção a outros pormenores. Mas a verdade é que quando viajo com um livro, nem reparo em virgulas e o caneco (logicamente que se estiver muito mal escrito essa viagem não aconteceria...).

Saramago...bem...a primeira vez que peguei num livro dele, fiquei tão traumatizada que jurei que nunca mais ahahahaha! Acho que era o Evangelho segundo Jesus Cristo. A total ausencia de pontuação assustou-me e irritou-me sobremaneira. Nunca mais li nada dele. E continuo sem entender o porque do Nobel.

MEC...fartei-me dele. Gostava dele nos tempos do independente e da noite da má lingua. Mas comecei a aperceber-me que ele dizia muita coisa sem sentido. Era todo muita verborreia e um conteúdo que mais parecia uma trip... :-p. E aquele tique com a lingua, porra!!!!!!!! Também achei sempre que o senhor tinha a mania das grandezas. Bem. Hei-de-lhe dar uma segunda oportunidade pois, diz ele que mudou.

O JLP não conheço. Quer dizer, comecei a ler um livro dele já há uns anos e achei que ele escrevia para homens. Não gostei da mensagem. :-p

Ps I love you, conheço de alto a historia, pelo filme, que não vi. Nem li o livro. Mas pareceu-me terrivelmente romantico e triste.

Rui Zink, não conheço bem.

RAP, gosto de uma ou outra crónica dele. Mas confesso que não fico ansiosa pela próxima. Depende dos assuntos, talvez.

Lobo Antunes. Confesso que nunca li nada dele porque o homem me irrita a montes. Consta que fazia chorar todas as jornalistas que o entrevistavam e tem uma fama de mau feitio do caraças. E de não saber amar nem sequer uma pedra :-p. Parece-me o tipico escritor egocentrico e perdido na sua propria genialidade, que se está perfeitamente a cagar para quem o lê. Como fiquei com esta ideia dele, recusei-me a ler o que escreve. Consta tb que mudou, devido ao cancro com que luta. E q a sua escrita é mais sentimental. Mas,confesso,não tenho vontade de o ler.

Umberto Eco: pode saber escrever (bem, na verdade não sei precisar isso, teria de ler na lingua original -se conseguisse) e pode construir enredos fantasticos, mas...é tudo tão denso, tão descritivo, tão pomposo que...tau, foi contra a parede. :D

Não sei precisar quais os meus escritores favoritos. Na verdade, gosto de livros, não de escritores :D. Não sou muito esquisita, papo muita coisa (quase tudo). Desde que me faça viajar para longe da realidade, devoro.
Tive uma fase Marion Zimmer Bradley e cansei-me. Mas continuo a adorar fantasia - e a ficção cientifica dela é espectacular.
Que mais...Paul Auster e o seu Timbuktu, a-d-o-r-e-i. Fartei-me de chorar, ahahahah.
Cem anos de solidão e ninguem escreve ao coronel, do gabriel garcie marquez, amei. Mas, acho-o muito repetitivo nos restantes livros. Adoro o Sepulveda, adoro, em especial A historia da gaivota e do gato que a ensinou a voar. E, o velho que lia romances de amor.
Mais...tenho tantos livros na prateleira...ahahah...portugueses? Adoro o Eça de Queirós. E o João Aguiar.
Na infancia, as minhas preferidas eram a Catarina Fonseca e a mãe, Alice Vieira.
E podia continuar a conversa...

Ah, quanto ao JR dos Santos. Não é um nobel da literatura, não. Mas é um excelente comunicador e investigador. Tem a capacidade de fazer passar a mensagem. Devorei o Codex, a formula de deus e o sétimo selo. Confesso que não dei importancia ao enredo por detrás do documentário. O que me prendeu mesmo foi a História de POrtugal, A filosofia das ciencias e o documentário por detrás do aquecimento global. O que me prendeu por completo foram as ideias e a informação que passou, e não o romance. Pode não estar bem escrito, mas a mensagem passou, e nesse aspecto,é um excelente comunicador.

  vita

terça-feira, março 03, 2009 2:54:00 da tarde

"Tenho imensos, mas o que publico aqui é original e actual, para o fazer preciso de o querer fazer e estar inspirado para tal."

Bruninho tu diz o que precisamos fazer para te inspirar, se o cobertor de lã não te inspira, nós arranjamos uns tapetes de arraiolos e uma lareira;P

  Who Am I

terça-feira, março 03, 2009 3:59:00 da tarde

“Nao procuro espelhos de mim, pois isso seria uma guerra argumentativa impossível de vencer ou perder.”

Será? Deverei depreender disto que não tens “guerras” internas ou com quem seja um reflexo de ti? Porque os espelhos têm argumentos que podemos vencer ou perder…acredita-me! Acreditas?
Argumentos…opiniões…escrever bem ou bem escrever… que importa? És tu, sou eu, são as pessoas, que estão por trás. Claro que ninguém gosta de ouvir: “olha a vírgula” ou “está mal”, mas e depois? O que importa é onde a “virgula” te faz doer…é onde? Porque se não faz, porquê falar dela?
Bem sei…fujo ao post…mas nem por isso neste comentário fujo a ti.
beijinho

  indomável

terça-feira, março 03, 2009 6:42:00 da tarde

Oh, Bruno...

é um prazer enorme saber que és admirador da TED como eu. Aliás, eu não sou admiradora, eu recorro à TED como baú de tesouros...

Esta tua posta tem que se lhe diga, sabes?
Os clássicos já debatiam esta polémica e acho que nunca chegaram a conclusão nenhuma. Aristóteles, Platão, Plauto, Virgílio, todos eles tentaram balizar a arte da escrita para que se fizesse sempre literatura artística.
Acontece que quando se tenta controlar uma fera, ela acaba sempre por ficar mais forte e mais anárquica e foi o que sempre aconteceu em literatura.

Já como dizia outra conferencista da TED, a arte não se explica, sente-se, interpreta-se e acontece que como arte, a escrita tem de ser interpretada e sentida para que seja entendida como arte.

Por isso é que, como dizes, não basta escrever-se bem, há que saber-se transmitir outras coisas na escrita - imagens, sensações, emoções, vivências.
Pode usar-se a gramática toda que se quiser, pode desconstruir-se a língua ou metamorfosear-se o léxico até à exaustão, que isso não terá necessariamente o condão de nos transportar para outros mundos...

Posso dizer-te que tenho uma relação amor/ódio com a escrita. Apazigua-me a alma e as mágoas mas ao mesmo tempo endoidece-me a pressão de ter de escrever. O fluir, o pensar no que vem a seguir... e são imensos os textos que tenho em folhas soltas, tanto manuscritas como digitadas... todas elas contêm em si uma história, todas elas me arrancam lágrimas quando as releio e por isso mesmo não consigo reler o que escrevo...

Já agora sigo os meus parceiros comentadores e faço aqui uma resenha dos meus escritores favoritos e um comentário aos teus, se conseguir e na minha muito humilde opinião, é claro:
- adoro Saramago - esta é também uma relação confusa. Detesto o senhor pessoalmente, é pedante, é arrogante e pouco filantrópico, pelo que me parece. Mas consegue sempre ter um efeito em mim, quando leio algumas das suas obras, de me fazer questionar sobre se será realmente necessário acatar todas as regras gramaticais, para fazermos sentido, quando as ideias são tão extraordinárias;
- Ricardo é um fulano inteligente, que conseguiu arrancar o humor português ao Herman e colocar o português médio a rir de si próprio, o que convirás, não é de todo fácil;
- Não li PS: I love you, mas em compensação, sou fervorosa admiradora de outra senhora que é escritora quase de cordel e que eu pura e simplesmente amo - a Isabel Allende! Porquê? Porque sim, porque a arte não se explica, porque adoro sentar-me a ler um livro que me coloca lá, no sitio da aventura a transpirar por todos os poros e a sentir as cores e os sabores tanto como os personagens e ansiosa por saber o que se segue;

Agora posso então finalmente dizer-te qual o meu favorito?
Não tenho!
São todos os que me fazem rir e chorar ao mesmo tempo, não são muitos, são apenas um pequeno grupo que me faz questionar, que me coloca um ponto de interrogação no cérebro e me faz salivar por mais...

Sim, inclusive alguns blogs...
Se eu cá volto, isso deve querer dizer alguma coisa...

  forteifeio

terça-feira, março 03, 2009 8:51:00 da tarde

Vita

Tu andas com um fastio....

  Carlos II

terça-feira, março 03, 2009 8:52:00 da tarde

Claro. Perfeitamente de acordo sobre o tema principal. Depois, escusado o resto o que tornou o texto muito comprido. Acho eu.
Como vês, às vezes não sou "lambe-conas".

Um abraço.

  Manuel de Jesus

terça-feira, março 03, 2009 9:15:00 da tarde

Ora aqui tens um tema arriscado e pouco dado a comentários do género “tens toda a razão e gostei muito e vou voltar mais vezes”. Vamos lá a ver como é que a coisa corre hoje aos teus ouvintes.

Concordo contigo que a regra limita a criação. Concordo contigo que a frase que sai da ponta dos dedos se escrita com desenvoltura artística e graça soa mais pura e natural. Não concordo que o uso de palavras eruditas limitem a compreensão de um texto aos doutorados uma vez que se bem usadas no contexto podem constituir uma fonte de aprendizagem gramatical para os trolhas que não são necessariamente analfabetos. Como exemplo refiro que não sabendo o significado de motejar acabei por perceber a tua frase e gozar com o assunto. Tens outro exemplo num escritor fantástico como é o João Ubaldo Ribeiro em que não se percebendo metade das palavras que usa não deixas por isso de motejar com as situações que descreve.

Se para ti bem escrever é uma arte e também uma ciência tens que admitir a diversidade como uma característica comum a ambas. Da mesma forma que alguns admiram Picasso outros nem por isso e gostam de Monet ou do Tio Patinhas do Carl Barks. Dás exemplos que apenas devem reflectir os teus gostos e percepções desta arte.


Olha não usei uma única virgula ou estás sem fôlego ou não percebeste patavina do que escrevi:)

  Salto-Alto

terça-feira, março 03, 2009 9:52:00 da tarde

Não me vou pronunciar porque não me sinto conhecedora suficiente de todas as obras e de todos os leitores que mencionaste!

Beijocas! :)

  vita

terça-feira, março 03, 2009 11:36:00 da tarde

"forteifeio disse...
Vita

Tu andas com um fastio...."

Isso vem a propósito de?

Ou pedi-te alguma água das pedras e não me lembro?:)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:27:00 da manhã

sil disse...

"Olá. Escreves de uma maneira diferente... As tuas ideias são transmitidas de uma forma "intrinseca"... Sentimos ao ler, colocamo-nos "lá"...Há textos pelos quais fico viciada, leio-os duas, três vezes.É um gostar que ainda não sei bem explicar muito bem..."

Agrada-me saber isso, pois sempre acreditei que vale a pena criar, nem que a criação agrade unicamente a uma pessoa.

"Sentir com mais intensidade sempre que leio mais uma vez...Outros textos apesar de gostar de os ler, fico com a sensação de .... eu queria outra coisa mais. Tipo ficar a meio..."

Nao gostar de tudo é óptimo :) seria mau se tudo fosse bom :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:28:00 da manhã

Paula disse...

"apesar de dar valor a escritores como nicholas sparks ou da autora do PS I love you, é um tipo de escrita que já consumi mas que hoje me atrai muito pouco. acho que são fases."

Acho que todo o tipo de leituras são fases, tal como a escrita, regra geral 2 ou 3 textos que escrevo numa semana, respeitam o mesmo assunto, mesmo que não pareça. Mesmo a escrita é por fases.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:30:00 da manhã

provocação disse...

"Bom, mas não era disto que estavas a falar, ou era mais ou menos, em relação aos autores, existe um que preenche o escrever bem e o bem escrever...Eça de Queiróz. E o Salman Rushdie, que gosto muito."

Falo e vivos, quanto ao Rushdie não posso avaliar pois não percebo o texto original, é que a tradução já autor+tradutor e duas cabeças pensam melhor que uma.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:30:00 da manhã

Sad Tear disse...

"Por isso espero que continues a surpreender com os teus textos que tanto me fazem sorrir."

Isso é garantido :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:31:00 da manhã

Fada disse...

:D

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:32:00 da manhã

HAZEL disse...

Continuarei.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:36:00 da manhã

Gabrielis disse...

"Embora a arte de bem-escrever e escrever bem sejam coisas diferentes, na minha opinião é importante conseguir juntar estas duas até um certo nível para se criar textos que se leiam com prazer."

Concordo, mas sem aspirações à perfeição.

"Quanto à forma como escrevo, não gosto de publicar o que quer que seja sem reler primeiro, porque há sempre arestas que precisam de ser limadas, e habitualmente dou muitos erros ortográficos."

Esse é o meu defeito, nunca leio o que escrevo e por isso tempos depois consigo ler o que escrevi sem ver o texto como meu.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:37:00 da manhã

Van disse...

"Mas por acaso tenho-me debatido com esse problema ao escrever a tese...não consigo deixar de lado a preocupação de, será que está bem escrita? O que me faz refazer as frases vezes e vezes e vezes sem conta. E o resto acaba por não fluir... entretanto, bloqueei totalmente :(."

Nao ligues a isso, deixa fluir, suga tudo o que puderes sugar da tua criatividade. Como me disse o meu orientador, primeiro escreves a teses, depois lês e por ultimo corriges. Após isso, não mexas mais, pois vais estragar.

"Saramago...bem...a primeira vez que peguei num livro dele, fiquei tão traumatizada que jurei que nunca mais ahahahaha!"

Já lhe dei 3 oportunidades e nunca consegui ler um livro todo.

"E continuo sem entender o porque do Nobel."

Excelentes tradutores, o Nobel é entregue pela versão em Inglês. Saramago e Paulo Coelho parecem muito melhores em Inglês.

"Também achei sempre que o senhor tinha a mania das grandezas. Bem. Hei-de-lhe dar uma segunda oportunidade pois, diz ele que mudou."

O velho MEC é o melhor o livro "A vida inteira" é fantástico.

"O JLP não conheço. Quer dizer, comecei a ler um livro dele já há uns anos e achei que ele escrevia para homens. Não gostei da mensagem. :-p"

Chora, chora e chora é o João Pedro Pais da escrita, mas escreve bem.

"Lobo Antunes. Confesso que nunca li nada dele porque o homem me irrita a montes. Consta que fazia chorar todas as jornalistas que o entrevistavam e tem uma fama de mau feitio do caraças. E de não saber amar nem sequer uma pedra :-p."

Mas é a forma fria dele de analisar as coisas que torna as suas crónicas boas.

"Ah, quanto ao JR dos Santos. Não é um nobel da literatura, não. Mas é um excelente comunicador e investigador."

Cuidado com o investigador, a originalidade do Codex foi por várias vezes colocada em causa, eu próprio acho que ele não revela a sua fonte de inspiração, quando o deveria fazer.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:38:00 da manhã

vita disse...

"Bruninho tu diz o que precisamos fazer para te inspirar, se o cobertor de lã não te inspira, nós arranjamos uns tapetes de arraiolos e uma lareira;P"

Se sair um conto erótico, sairá no blogue onde publico os contos e nao aqui.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:39:00 da manhã

Who Am I disse...

"Será? Deverei depreender disto que não tens “guerras” internas ou com quem seja um reflexo de ti? Porque os espelhos têm argumentos que podemos vencer ou perder…"

Se tens a escolher entre uma guerra que nao podes ganhar e a paz, o que escolhes?
Discutir contra o meu reflexo é uma discussão perdida onde os argumentos embatem uns nos outros não afectado nenhum dos lados.
Já encontrei aqui excelentes argumentadores que me fizeram pensar, mas argumentam em assuntos nos quais se sentem informados e confortáveis. Por isso, ainda nao encontrei um reflexo meu.

"Argumentos…opiniões…escrever bem ou bem escrever… que importa? És tu, sou eu, são as pessoas, que estão por trás. Claro que ninguém gosta de ouvir: “olha a vírgula” ou “está mal”, mas e depois? O que importa é onde a “virgula” te faz doer…é onde? Porque se não faz, porquê falar dela?"

Exactamente. O que acho é que a virgula é a desculpa de quem quer meter defeitos e não o que dizer.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:41:00 da manhã

indomável disse...

"é um prazer enorme saber que és admirador da TED como eu."

TED é o meu espaço favorito :)

"Os clássicos já debatiam esta polémica e acho que nunca chegaram a conclusão nenhuma. Aristóteles, Platão, Plauto, Virgílio, todos eles tentaram balizar a arte da escrita para que se fizesse sempre literatura artística."

Sim, acho que não vale a pena discutir, isso fica claro nas vendas de livros. Fica claro nas visitas de blogues. Na escrita a arte vence a ciência.

"Pode usar-se a gramática toda que se quiser, pode desconstruir-se a língua ou metamorfosear-se o léxico até à exaustão, que isso não terá necessariamente o condão de nos transportar para outros mundos..."

Exactamente onde quero chegar :)

"Apazigua-me a alma e as mágoas mas ao mesmo tempo endoidece-me a pressão de ter de escrever. O fluir, o pensar no que vem a seguir... e são imensos os textos que tenho em folhas soltas, tanto manuscritas como digitadas... todas elas contêm em si uma história, todas elas me arrancam lágrimas quando as releio e por isso mesmo não consigo reler o que escrevo..."

Na minha modesta opinião, essa tua descrição é prova de que estás no bom caminho.

"- adoro Saramago - esta é também uma relação confusa. Detesto o senhor pessoalmente"

Nao gosto da escrita nem do homem, mas admiro o impacto que ele tem. É porque mostra algo que eu nao consigo ver.

"- Ricardo é um fulano inteligente, que conseguiu arrancar o humor português ao Herman e colocar o português médio a rir de si próprio, o que convirás, não é de todo fácil;"

É um excelente comunicador, mas como cronista é mau, muito mau.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:42:00 da manhã

forteifeio disse...

"Vita

Tu andas com um fastio..."

Ui, não vás por aí...

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:42:00 da manhã

Carlos II disse...

"Como vês, às vezes não sou "lambe-conas"."

Ainda bem :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:43:00 da manhã

Manuel de Jesus disse...

"Não concordo que o uso de palavras eruditas limitem a compreensão de um texto aos doutorados uma vez que se bem usadas no contexto podem constituir uma fonte de aprendizagem gramatical para os trolhas que não são necessariamente analfabetos."

O uso de palavras eruditas com conta e medida, pode ser benéfico para o leitor, mas o que acontece muitas vezes é ler frases compostas por palavras dessas e isso torna o texto inacessível à maioria.

"Como exemplo refiro que não sabendo o significado de motejar acabei por perceber a tua frase e gozar com o assunto. Tens outro exemplo num escritor fantástico como é o João Ubaldo Ribeiro em que não se percebendo metade das palavras que usa não deixas por isso de motejar com as situações que descreve."

Mas nao é um escritor acessível.

"Se para ti bem escrever é uma arte e também uma ciência tens que admitir a diversidade como uma característica comum a ambas. Da mesma forma que alguns admiram Picasso outros nem por isso e gostam de Monet ou do Tio Patinhas do Carl Barks. Dás exemplos que apenas devem reflectir os teus gostos e percepções desta arte."

Eu aceito ambas as escritas, tenho predilecção pelos 2 me 1 literários, mas nao aceito ver a arte minimizado por tarados puristas, que é o caso do critico a quem o texto é dirigido.

"Olha não usei uma única virgula ou estás sem fôlego ou não percebeste patavina do que escrevi:)"

Respiro quando acho que tenho de o fazer, nao sao as virgulas que me lembram de respirar :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:44:00 da manhã

Salto-Alto disse...

"Não me vou pronunciar porque não me sinto conhecedora suficiente de todas as obras e de todos os leitores que mencionaste!"

Foram só exemplos de referencia.

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 12:46:00 da manhã

vita disse...

"Isso vem a propósito de?

Ou pedi-te alguma água das pedras e não me lembro?:)"

:S

  forteifeio

quarta-feira, março 04, 2009 1:11:00 da manhã

Vita

Tens razão o post é de literatura, um livro simpático, dias tranquilos em clichy e uma águinha com gás. pra Vita

Estou a brincar

  vita

quarta-feira, março 04, 2009 1:38:00 da manhã

fortefeio...

Eu explico porque estou bem disposta...lol

O texto até pode ser sobre a biblia (bem a propósito) mas eu transfomo tudo em sexo.

E porquê?
Porque quero, porque posso e porque o dono deste blog me permite.

Portanto, posso opiniar sobre o texto, ou se me apetece simplesmente convidar o dono deste espaço para dar uma foda à bruta contra a parede faço-o.

Espero que tenhas percebido, mas qualquer dúvida eu esclareço, se estiver bem disposta:O)

  São

quarta-feira, março 04, 2009 3:29:00 da manhã

“Os livros são os amigos mais sossegados e fiéis; são os conselheiros mais acessíveis e sábios, e os professores mais pacientes”. Charles W. Eliot

Eu adoro ler, e não me interessa o que o escritor sentiu, se sentiu ao escrever, interessa-me o que eu sinto ao ler.
Se um livro ou texto me prende me transmite sentimentos, ideias, me faz pensar, me transporta para outro universo, isso é o mais importante e isso depende da imaginação da criatividade do bem escrever,sem cair em exageros, como em tudo na vida, também é necessário escrever bem, para de uma forma clara, cativante chegar ao leitor.
Também penso que se gosta mais ou menos de um escritor, conforme a nossa vivência a nossa maturidade quando o lemos, o que faz com que algumas pessoas não gostem de ler porque se calhar não começaram por ler os livros mais adequados, eu tenho sempre o cuidado quando ofereço livros de pensar na pessoa, tentar saber o que ela gosta, não oferecer um livro de que eu goste, sei por exemplo que à grande maioria das pessoas que conheço nunca poderia oferecer um livro do Mia Couto eu gosto de o ver brincar com as palavras e até inventar algumas mas nem todos gostam.
Cada um tem os seus gostos e mesmo dentro do mesmo autor gosta-se de uns livros e desgosta-se de outros por exemplo do Saramago só li dois livros dele e não gostei mas gostei bastante da introdução que ele escreveu no livro “Terra” de Sebastião Salgado, felizmente temos muita e variada escolha, a opção é nossa.

  São

quarta-feira, março 04, 2009 3:32:00 da manhã

“Os livros são os amigos mais sossegados e fiéis; são os conselheiros mais acessíveis e sábios, e os professores mais pacientes”. Charles W. Eliot

Eu adoro ler, e não me interessa o que o escritor sentiu, se sentiu ao escrever, interessa-me o que eu sinto ao ler.
Se um livro ou texto me prende me transmite sentimentos, ideias, me faz pensar, me transporta para outro universo, isso é o mais importante e isso depende da imaginação da criatividade do bem escrever, mas sem cair em exageros, como em tudo na vida, também é necessário escrever bem, para de uma forma clara, cativante chegar ao leitor.
Também penso que se gosta mais ou menos de um escritor, conforme a nossa vivência a nossa maturidade quando o lemos, o que faz com que algumas pessoas não gostem de ler porque se calhar não começaram por ler os livros mais adequados, eu tenho sempre o cuidado quando ofereço livros de pensar na pessoa, tentar saber o que ela gosta, não oferecer um livro de que eu goste, sei por exemplo que à grande maioria das pessoas que conheço nunca poderia oferecer um livro do Mia Couto eu gosto de o ver brincar com as palavras e até inventar algumas mas nem todos gostam.
Cada um tem os seus gostos e mesmo dentro do mesmo autor gosta-se de uns livros e desgosta-se de outros por exemplo do Saramago só li dois livros dele e não gostei mas gostei bastante de um prefácio que ele escreveu para o livro “Terra” de Sebastião Salgado, felizmente temos muita e variada escolha, a opção é nossa.

  Tita

quarta-feira, março 04, 2009 7:02:00 da manhã

Por curiosidade, como chamas a alguém que possa conseguir escrever bem e bem escrever? E algum exemplo?

Sendo a primeira vez que comento, fico contente, desde já, por saber que vou obter resposta! Obrigada!

Beijinho!

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 11:26:00 da manhã

vita disse...

"Portanto, posso opiniar sobre o texto, ou se me apetece simplesmente convidar o dono deste espaço para dar uma foda à bruta contra a parede faço-o."

Xiii, e nesses termos é difícil recusar :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 11:27:00 da manhã

São disse...

"Eu adoro ler, e não me interessa o que o escritor sentiu, se sentiu ao escrever, interessa-me o que eu sinto ao ler."

Exacto, porque é isso que importa.

"também é necessário escrever bem, para de uma forma clara, cativante chegar ao leitor."

Concordo, mas não tem de ser perfeito para ser claro.

"não oferecer um livro de que eu goste, sei por exemplo que à grande maioria das pessoas que conheço nunca poderia oferecer um livro do Mia Couto eu gosto de o ver brincar com as palavras e até inventar algumas mas nem todos gostam."

Para mim nao dava :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 11:27:00 da manhã

Tita disse...

"Por curiosidade, como chamas a alguém que possa conseguir escrever bem e bem escrever? E algum exemplo?"

Chamaria-lhe génio e daria como exemplo James Joyce.

  I.D.Pena

quarta-feira, março 04, 2009 12:23:00 da tarde

José L. Peixoto, gosto não é mau, é light, mas de leve nada a ver com luminoso, acho que anda desinspirado, ou porque cai no erro da repetição, ou pq se vendeu.

Ricardo A. Pereira, gosto não é mau, as conclusões dos seus pensamentos são quase sempre estupidas e isso faz-me rir.

Cecilia Ahern, não conheco, e tb não fiquei com vontade de conhecer. O tema é banal na minha opinião.

Concordo a criatividade é livre :)

Fico contente que a disputa com o google tenha acabado, e acho que tens toda a razão para ficar orgulhoso contigo próprio.

"Que a imaginação e a criatividade nunca me abandonem"

Amén.

  Tita

quarta-feira, março 04, 2009 1:38:00 da tarde

Muito bom.

Para mim trata-se de não haver exageros nem pecar por defeito. Como em tudo na vida, na minha opinião, a anarquia não funciona.
Sem regras assassinaríamos a língua, mas com preciosismos também lhe retiramos a beleza.

Beijinho

  Bruno Fehr

quinta-feira, março 05, 2009 4:12:00 da tarde

Reposta ao cão de guarda da Pipoca:

O erro que refere é um erro que você não encontra em NENHUM dos meus textos, tive a preocupação de buscar essa palavra em TODOS os meus textos e não a encontrei.

Qualquer prémio entregue a mim, por o meu blogue é pelos textos escritos e não pelos comentários.

Apesar de você ser uma besta quadrada a comentar, vejo que me lê, religiosamente. Nao sei se é bom ou mau, para sim é realmente produtivo e recompensador.

"E eu pergunto ao sapiente autor o que chamaria ele a esta sua frase e em que categoria a classifica"

Visto que a frase que se refere não se encontra em nenhum texto, não vejo necessidade de a inserir em qualquer categoria.

Você insere-se em que categoria nos cobardes parvos ou nos cobardes burros?


"Eu, que não tenho pretensões a bem escrever, ou a escrever bem"

Sim, eu já li o escreve, não ter qualquer tipo de pretensões é o caminho correcto. Aplaudo esta sua conclusão!

"Mas isso sou eu, que não percebo nada disto."

Exactamente e deveria meter o dedo nu cu, sempre que pensar em comentar :)


"What the fuck???"

Eu faço a mesma questão... afinal você lê religiosamente os textos e devora os comentários.
Se você fosse uma pessoa normal, seria para mim um elogio!

  AP

sexta-feira, março 06, 2009 1:50:00 da tarde

Na minha modesta opinião, que vale o que vale, tu escreves bem.
Dá gosto ler os teus textos e sabes aliar a criatividade à boa escrita. És erudito, tens cultura geral e conhecimentos, mas por tenho a sensação que derrapas para a "porreirice" e toca de escreveres palavrões, como se isso fosse sinal de modernice porque é fixe escrever calão misturado com erudição. Creio que é desnecessário.
Mas gostos são gostos e cada um escreve o que quer e como quer.

  Bruno Fehr

segunda-feira, março 09, 2009 6:29:00 da manhã

AP disse...

"És erudito, tens cultura geral e conhecimentos, mas por tenho a sensação que derrapas para a "porreirice" e toca de escreveres palavrões, como se isso fosse sinal de modernice porque é fixe escrever calão misturado com erudição. Creio que é desnecessário."

Não escrevo palavrões por ser cool ou moderno, escrevo palavras às quais chamam palavrões apesar de serem palavrinhas normais, que são consideradas rudes por uma sociedade púdica.