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Visão Europeia...

... traduzida para Eurovisão, significa na realidade visão Europeia, uma miragem, uma espécie de alucinação coletiva que nos faz acreditar que a União Europeia é algo de positivo. Se por um lado lutam politicamente para construir uma federação tentando eliminar o nacionalismo e impor uma ilusão de unidade, por outro continuam a dividir-nos para nos conquistarem, com constantes competições entre as nações europeias com vista a fomentar o nacionalismo que tentam eliminar... complicado? É um pouco complicado perceber como estas mentes funcionam, excepto se perceberem que na verdade só fomentam o nacionalismo de quem paga as contas da Europa. Os outros servem unicamente para estarem presentes e serem desiludidos. A desilusão é o prémio dos idiotas que ainda se iludem.

Como não sou de me iludir e gosto de comentar de acordo com as conclusões a que chego após uma analise imparcial. Disse há dias isto:


Ai... se fosse assim tão fácil acertar no Lotto (claro que teria de jogar, mas isso é outra questão). Portugal foi eliminado e não irá à final e portanto a minha previsão de zero pontos, foi na mouche.

Esta eliminação é realmente positiva, pois poupa Portugal e os portugueses de uma vergonha que iria ser lembrada durante muitos anos. Uma vergonha não tanto sentida por nós quanto pelos nossos filhos, que daqui a uns anos seriam lembrados da merda que os pais escolheram para os representar. É como olhar para as nossas fotos de bebé e imaginar que merdas é que os nossos pais fumaram para nos vestirem como espantalhos... mas pior.

No meio de uma crise, lá gastámos algum dinheiro para mandar um bando de palhaços à Alemanha passear e fazerem figuras de parvos. Mas é extremamente positivo não ter de suportar a vergonha de ter aquela merda de música e banda em horário nobre a ser vista por dezenas de milhões de pessoas em toda a Europa.

Finalmente algo de positivo nesta década negativa para Portugal.

25 de Abril,novamente...

Como possivelmente repararam este blogue tem andado um pouco mais parado devido a eu estar numa fase de transição no mercado de trabalho. Por opção deixei recentemente uma posição de escravidão em nome das elites em busca de algo que goste e queira realmente fazer. É certo que todo o trabalho é escravidão voluntária, mas já que é voluntária que faça algo que me agrade onde construa algo, me sinta bem sem que tenha de destruir a economia de terceiros e podendo dormir de consciência tranquila. Felizmente tenho agora essa oportunidade mas que durante este tempo de adaptação me está a roubar muito do meu tempo.

É por isto que sobre o 25 de Abril, escrevi um texto de opinião e não uma explicação mais fundamentada do dia em si. Há cada vez mais pessoas a investigar e a partilhar informação e por isso gostaria de divulgar um texto de investigação que subscrevo na totalidade:

25 de Abril

A última vez que escrevi sobre o 25 de Abril foi no dia 25.04.2009 (este texto). Escrevi nesse nesse texto a minha opinião sobre a pseudo-revolução, o meu ponto de vista sobre o "equilíbrio" político em Portugal e subscrevi o que muitos "revolucionários" afirmam: "A revolução está incompleta".

Critiquei de forma irónica e humorista, o valor dado uma música chamada: Grândola Vila Morena. Valor esse equivalente aos mais altos símbolos nacionais, quando na verdade, letra e música não valem o cotão que se acumula naturalmente debaixo de uma cama. O 25 de Abril teria acontecido independentemente do Grândola Vila Morena existir ou não. A escolha desta música foi simbólica e tanto poderia ter sido esta como a Lenda da Maria da Fonte (de longe, com mais qualidade).


Esse meu texto, levantou uma polémica imensa liderada por uma senhora, até esse dia minha leitora e até esse dia com a sua crise de menopausa sob controlo, à qual o meu texto desencadeou o processo natural de histeria e irracionalidade que essa fase da vida de uma mulher, por vezes causa.

A revolução do 25 de Abril é um dia em que os portugueses gritam liberdade, mas onde não há liberdade em questionar esse dia. Os auto-intitulados anti-fascistas usam essa data para se exprimirem livremente e castram a liberdade de quem questiona essa revolução planeada, estudada, combinada mas sempre em cima do joelho.

Como há quase um ano não fazia, sintonizei hoje a RTP internacional e em 10 minutos ouvi ou li a palavra liberdade 22 vezes. Mas que liberdade é essa? Onde está a porra da liberdade numa altura em perdemos o controlo da nossa economia para um grupo estrangeiro (FMI)? Onde está a porra da liberdade quando somos atacados diariamente por dizermos o que pensamos, se o que pensamos vai contra: Governos, Juízes e principalmente contra a maçonaria? Será a liberdade de nos podermos juntar em grupos de mais de 3 pessoas e conversar?

Que liberdade é a que nos liberta do controlo fascista e nos coloca sob controlo de idiotas incompententes, por sua vez controlados por um grupo obscuro como a maçonaria?
Vocês sabiam que durante a ditadura, Portugal tinha a mais baixa divida externa de todos os tempos? Sabiam que mesmo com ela baixa, a existente era vendida a Inglaterra? Ao contrário dos dias de hoje, em que vendemos a dívida externa a outro pais e acabamos com a mesma divida mas com outro cobrador, antigamente juntávamos volfrâmio à divida e entregávamos a Inglaterra. Desta forma ficávamos sem dívida e sem novo cobrador.
Não estou a defender um governo totalitarista, estou a afirmar um facto. A própria União Europeia tem documentado que a última vez que Portugal teve crescimento económico foi durante a ditadura e que os últimos 40 anos foram marcados por sucessivos erros económicos e políticos.

Será que não é possível ter em Portugal a responsabilidade económica dos fascistas juntamente com a ilusão democrática dos actuais partidos? Pelo menos desta forma teríamos idiotas incompetentes que agradam ao povo, como temos, mas bons a tratar da economia nacional. Será que é impossível um político em Portugal ser bom em qualquer coisa que não seja desviar assunto, desculpar-se e/ou fazer figuras tristes?

O 25 de Abril libertou-nos do fascismo? Será? Temos neste momento mais liberdade de expressão? Temos uma imprensa mais livre? Temos uma democracia de representação? O que temos é muita sorte em não termos caído num regime totalitarista de esquerda.
As pessoas ceguinhas defensoras do 25 de Abril, propositadamente ou por ignorância, não falam no 25 de Novembro. Nesse dia sim, houve uma verdadeira libertação, pois foi quando o plano de tornar Portugal numa URSS ocidental, caiu por terra. E mesmo assim foi uma fantochada (mas positiva), pois o maior traidor de Portugal (Mário Soares), simplesmente mudou de ideias a troca de dinheiro.

Os festejos do 25 de Abril, a repetição constante da palavra "liberdade" é uma acção flagrante de programação. Tanta vez a palavra é dita que eventualmente o povinho acredita que a sua definição é uma realidade no nosso dia-a-dia.

O que é o 25 de Abril afinal?
É unicamente mais um dia criado para reforçar a ideia nacionalista. Reforçar aquele sentimento de amor à pátria. Reforçar a ideia de que estamos tesos mas somos os maiores. No fundo é unicamente mais um feriado, mais uma desculpa para tirar um dia e mais um dia para juntar aos 16/17 feriados que temos e que nos colocam no topo da lista dos países que menos dias por ano trabalham... e depois, não percebemos como é que estamos em crise...

E a história do cravo? Que maravilhosa coincidência de estarem a vender cravos naquele momento. Que maravilhosa ideia de colocar os cravos nos canos das armas. Que coincidência fantástica que o puto com cara e cabelo de menino Jesus que vimos a colocar o cravo numa arma, seja hoje um destacado escravo das elites maçónicas, como reconhecido bolsista na bolsa de valores de Londres. Que coincidência fantástica que tenha sido o PS o partido mais beneficiado, o partido com uma rosa como símbolo. Irónico que a rosa vermelha se tenha seguido ao cravo vermelho, sendo que ambas são símbolos maçónicos.


Mas o que significa o cravo para a maçonaria?
O cravo é uma flor oferecida pelos maçons a quem se ama e por isso é irónico que tenha sido oferecido a militares, ou melhor, às armas desses militares.
A rosa tem o mesmo valor maçónico onde "amor" passa a "paixão" e lhe é adicionado a o significado de: dor e martírio. Muita dor e martírio espera ainda os portugueses na próxima década de ilusória recuperação económica. Dor e martírio com o patrocínio do partido da rosa em conivência com todos os outros.

Nós não precisamos de festejar o 25 de Abril. Nós precisamos de parar de viver no passado. É essencial festejar um novo dia de uma nova revolução e esse dia será quando o português quiser. Esse dia será o dia tanto faz do mês não importa do ano de 2011.



Nada de cravos, nada de rosas. Que usem Euphorbia pulcherrima Willd (chamada de: Comigo ninguém pode) que simbolizem que a vontade do povo é fodida!

Quando parti de Portugal deixei de viver no passado. Esse viver no passado é que algo que nos ensinam a fazer na escola e que nos programam a fazer durante toda a nossa vida. Enquanto nos orgulhamos da grandeza colorida do passado onde a história esconde a pequenez passada, isso impede-nos de agir no presente de modo a lutar por um futuro melhor. Que melhor maneira de festejar o 25 de Abril de 1974 do que com uma revolução com principio meio e fim? Uma revolução em que não mais se diga "25 de Abril sempre", mas sim "hoje, agora, já".

Até onde?

Já tinha aqui feito referencia ao trabalho de um grande amigo e venho mais uma vez publicitar esse trabalho, sem que tal me tenha sido pedido. Este é o trailer "Até onde?" da primeira longa metragem de Carlos M. Barros. Tive o privilégio de ler o guião em 2004 e já sabia os nomes dos actores envolvidos. Destaco que o desempenho destes actores, alguns conhecidos de todos vós, foi quase grátis, devido ao orçamento mínimo deste projecto independente.

Em 2004 havia o interesse de um canal televisivo e espero sinceramente que esse interesse se mantenha, pois até este guião ter nascido, este jovem produtor/realizador precisou de muitos puxões de orelhas para escrever, pois o talento existia, a vontade existia, só faltava a confiança.


O guião parece um cruzamento entre o síndroma de cabana abordado no filme Shinning e as escolhas impostas nos jogos dos filmes Saw
Em Portugal há talento e há vontade quer dos escritores, quer dos realizadores, quer dos actores, só faltam os apoios financeiros e claro, o apoio do público que é essencial para que os investidores abram as carteiras.

O BPI

Sei bem que vou falar do Millenium BCP brevemente, acho o caso que vou referir bem mais grave.

Uma grande fatia das receitas de Portugal vem da diáspora. O dinheiro que os imigrantes mandam diariamente para Portugal é essencial para a economia nacional, no entanto as entidades privadas não querem saber disso.

Apesar de onde moro existir uma delegação do BPI, anda por aqui um representante que não trabalha nessa delegação. Este senhor possui uma interessante base de dados sobre os imigrantes, em particular das suas profissões e só anda a contactar certos imigrantes e não todos. Parece haver um interesse particular pelos chamados imigrantes de sucesso.

Apesar de eu estar fora da "rede" e completamente integrado na sociedade do país onde resido, através de uma recomendação de terceiros, este senhor chegou até mim. Apresentou-se como representante do BPI e recebeu logo um "fora" meu, pois estou satisfeito com o meu banco. No entanto ele insistiu e ofereceu-se para me apresentar uma proposta durante um jantar que seria pago pelo BPI.

Ao entregar-me o seu cartão, reparo em algo estranho, o logotipo do BPI não era laranja mas sim azul. O senhor sorriu e louvou a minha capacidade de reparar em detalhes (o chamado lambe-botas).
No fundo o BPI de logo azul é o departamento offshore do BPI, aquele que contorna a lei portuguesa e Europeia fazendo dinheiro desaparecer.
Basicamente a proposta deste senhor é que eu lhes confie o meu dinheiro, fazendo-o desaparecer do sistema, não tendo de pagar impostos nacionais e fazendo-o reaparecer num "offshore" mais exactamente em Singapura. Tudo isto em troca de uma comissão.

O processo é relativamente simples: O dinheiro entra numa conta anónima do BPI, a qual será da responsabilidade deste "gestor de conta", que por sua vez o faz desaparecer, transferindo-o para Macau depois de uma passagem pela Madeira. De Macau é enviado para Singapura, voltando eu a ter controlo sobre esse dinheiro.
De facto, o dinheiro que tenho no banco aqui, já pagou impostos e por isso nada tenho a ganhar com um offshore, este processo é recomendado para quem tem dinheiro "negro", dinheiro que se recebe sem que impostos tenham sido pagos e que por isso não podem aparecer de qualquer maneira em contas bancárias. 

No site do BPI não encontro nada sobre esse departamento de logotipo azul. Fui a um site onde podemos obter informação sobre bancos e suas actividades e fica claro que o BPI usa destas estratégias:


O dinheiro entra no BPI português:


E termina no BPI Philipino expandido para Singapura?:


É interessante saber que um dos maiores grupos financeiros português, está a prejudicar Portugal desviando fundos essenciais ao não agravamento da actual crise.
Claro que isto é uma critica a uma actividade corrupta, mas se o BPI o faz certamente que os outros grupos privados de Portugal o fazem, imitando a tendência corrupta da banca mundial.

Se eu ou vocês abrirem uma conta offshore ou onshore num paraíso fiscal, evitando pagar impostos estamos a violar a lei. Se um banco oficial o faz estão unicamente a contornar a lei. É como, quando alguém rouba uma carteira com 5 Euros, roubou e quem rouba um saco azul com 10 milhões de euros, desviou. A lei é justa para alguns. A lei é severa para alguns. A lei só se aplica a alguns...

Nuno Markl e o seu fã

Vamos falar de um tema mais suave. Este blogue funciona também a nível de pedidos de opinião sobre alguns assuntos e aqui está a resposta a um desses pedidos que consiste em eu usar métodos que usei em alguns textos neste blogue e analisar uma possível edição de imagem por forma a esclarecer quem tem razão, o Nuno Markl ou seu amigo anal.

Apesar de já ter referido que não gosto do Nuno Markl, e já o ter criticado aqui e aqui (depois de saber que ele lida mal com as criticas, passou a dar-me ainda mais gozo), admito que por raras vezes já lhe achei piada. Com isto não quero dizer que o ache um bom humorista, pois se o simples facto de me ter feito rir uma vez ou outra fosse prova de qualidade, então tenho uma génia humorística de quatro patas cá em casa...


Sinopse do caso:
Alegadamente um fã de Nuno Markl enviou-lhe um guião para análise. Alegadamente Nuno Markl respondeu por E-mail de forma deselegante. Alegadamente, nesse mail, Nuno Markl admitiu usar/adaptar piadas de humoristas desconhecidos, retiradas de DVD's comprados online. É facto que alguém que alegou isto expôs uma suposta troca de mails num blogue e no Facebook. É facto que a conta de Facebook e blogue desse "fã" foram encerrados. É facto que Nuno Markl nega (ver texto de 02.07). É facto que não tenho acesso aos prints da primeira troca de mails. É facto que o fã insiste numa nova página e com um novo mail alegadamente do Markl. É facto que esta merda não deveria interessar a ninguém, mas vamos dar o desconto...

O que fiz foi verificar se o printScreen do E-mail do acusador foi editado ou se é mesmo um PrintScreen. Ao analisar a imagem do alegado mail do Nuno Markl ao seu fã:


Detectei o seguinte:


Em "Assessement" podemos ler que a imagem foi editada sem referir o programa usado. Acima vemos que as marcas de edição são coincidentes com os programas descritos. No entanto num printscreen aparece SEMPRE como tendo sido editado, pois é usado o paint (ou programa semelhante) para guardar o printscreen e a marca paint (ou programa semelhante) coincide com todos os programas descritos. Para confirmação fiz um print da minha caixa de E-mail e analisei o resultado:

 

Como podem verificar, o programa refere que foi editado e apresenta a mesma lista de programas possíveis, que neste caso se deve ao facto de ter usado o Paint para guardar o print.

Que conclusões podemos retirar?

Contra Afonso Queirós (o fã):

Para falsificar um mail, não é preciso editar com Photoshop ou outros programas. Eu posso mandar um mail a mim mesmo como tendo vindo do E-mail oficial do Presidente da República. Já alguma vez receberam spam mail vindo do vosso próprio mail? O sistema é o mesmo. No entanto isso não prova nada, pois não temos forma de saber se é esse o caso!


O print acima também foi divulgado pelo "fã", no entanto a caixa de mail dele levanta algumas suspeitas:

O acusador alega que ficou sem conta de Facebook, devido à sinalização dos fãs do Markl e que essa conta era pessoal com mais de 200 contactos. No entanto o que vejo é que criou a conta Facebook unicamente 3 horas antes do alegado mail do Nuno Markl. É claro que isto não prova nada, mas é intrigante.

Contra Nuno Markl:
Em primeiro lugar, o printscreen de quem acusa o Nuno Markl é real e não foi editado e por isso no seu texto Nuno Markl mente, por ignorância ou maldade, quando se refere ao printscreen como tendo sofrido edição Photoshop.
Nuno Markl tem saídas parvas nesse texto que demonstram que o seu ego é mais exagerado que os testículos do cavalo do mosteiro da Batalha, falando "nos meus fãs", considerando-se um ídolo. Quem se considera ídolo tem graves problemas mentais e Nuno Markl obviamente não joga com o baralho completo.

Apelar a esses tais fãs para denunciarem um perfil Facebook (que conseguiu graças a eles encerrar) e apelar a sinalizarem um blogue e uma página web ou o que quer que seja com a simples intenção de pressionar os donos do servidor a bloquear essa página, é uma atitude parva, sem cabimento, inaceitável e motivadora de se virar o feitiço contra o feiticeiro, eu próprio sinalizei esse texto do blogue do Markl como sendo ofensivo por apelar à acção dos seus fãs em actos de censura.
A web é um local livre e tem de ser mantido um local livre. Livre de nos expressarmos, livre de criticarmos, livre de expormos farsas e até livre de inventarmos histórias sobre terceiros. Sim, temos a liberdade de difamar terceiros. A lei não proíbe a difamação, a lei recomenda a que não se difame, impondo castigos para quem o fizer. No entanto qualquer pessoa é livre de difamar pois, visto que ninguém pode alegar desconhecer a lei, ao faze-lo estamos cientes de que poderemos ter de responder em tribunal. Nuno Markl tem o direito de processar mas não tem o direito de apelar à censura online.
A única vantagem de usar fãs e amigos para sinalizar páginas é a possibilidade de parar esses ataques pessoais na impossibilidade de apresentar uma queixa crime, como por exemplo, não havendo capacidade de provar que é difamação, pois existe sempre possibilidade de identificar o difamador.

A atitude censuradora de Nuno Markl, parece mais um acto de esconder a verdade (mesmo que não seja o caso) do que de salientar a sua inocência. Quem é inocente processa, não age desta forma.
Outra suspeita que fica no ar, é a importância que Nuno Markl deu a este assunto. Quando nos tentamos justificar de algo que alegamos ser mentira, e desta forma damos importância ao que não a tem, estamos alimentar essa suspeita.

Termino com a demonstração do resultado de um teste a uma imagem com Photoshop, que seria o resultado que eu teria de obter para dar razão à acusação de Nuno Markl:

Este é um exemplo de uma foto na qual usei Photoshop e a analise à imagem confirma que o fiz.

As redes sociais servem para socializar tal e qual como no nosso dia-a-dia e por isso fala-se bem e fala-se mal de terceiros, como o próprio Nuno Markl faz com o seu humor, ridicularizando terceiros. A forma de agir contra quem fala mal de nós não é apelando aos fãs para pressionarem os servidores a fechar essas páginas, da mesma forma que não se apela aos fãs e amigos para espancarem na rua quem fala mal de nós. Se a difamação é algo punível por lei, o ataque a páginas web pessoais é terrorismo.

É muito provável que Afonso Queirós tenha agido de má fé, mas é uma certeza que Nuno Markl agiu da mesma forma e se algum idiota por essa web se achar um ídolo poderá apelar aos seus fãs para sinalizarem as páginas em redes sociais de Nuno Markl pois o seu humor é muitas vezes ofensivo.

Claro que não apelo a isso pois não sou ídolo de ninguém, excepto da minha cadela e isso não posso controlar. Não sou hipócrita ao apelar a fazerem algo que acho repugnante. Não alego ser um homem de tomates para depois me esconder atrás dos fãs pedindo para fazerem a merda por mim. E claro, porque quero que Afonso Queirós e Nuno Markl se sodomizem mutuamente.   

O Census Nacional, afinal é Europeu!

Já aqui falei por duas vezes do Census português e por uma vez do Census Britânico. Reparei que os Census são iguais, que as perguntas são iguais. Como podem ser iguais ao mais pequeno detalhe de palavra?
Certamente o Sr.(a) Recenseador/a que tem comentado os outros textos defendendo o sistema e tentando desinformar, dirá que foi coincidência. Talvez diga também que foi um momento cósmico em que um português e um britânico entraram em sintonia e escreveram as mesmas perguntas, da mesma forma, na mesma ordem mas em línguas diferentes.

Andei em busca do motivo real, e não do sobrenatural, e encontrei. Ao encontrar contactei mais uma vez a Comissão Nacional de Protecção de Dados que referiu publicamente neste documento: Que os dados não podem ser transferidos para países terceiros. Neste contacto eles fizeram o mesmo que o INE e ignoraram o meu mail. Por telefone faziam-me esperar e a chamada caía sistematicamente, até eu desistir. Sim, desisti mas só porque percebi que não havia intenção de responder pois tinham conhecimento da legislação e não queriam admitir que a CNPD não serve para nada e não tem razão de existir e de gastar parte dos nossos impostos. Tudo o que CNPD disse que teria de ser feito, não foi feito. Não há adenda ao Census, não há informação clara por parte dos recenseadores e haverá partilha de dados com países terceiros.

A própria lei nacional não o permite. Mas... meus amigos, já todos sabemos que a lei Europeia se sobrepõe à lei nacional e tendo em conta que há legislação Europeia que regula os Census Nacionais e os centra na base de dados da Eurostat, esses dados não ficam só em Portugal. É tudo retórica, pois a União Europeia é vista como uma Federação de Estados e não como uma União de Países. É esta interpretação que torna legal centralizar os Census de toda a União Europeia numa única base de dados e era isso mesmo que eu temia.

No site do Office of National Statistics do Reino Unido, é assumida a partilha de dados com a União Europeia (clicar no link anterior para ver). O INE nada diz, nada responde, mantendo a ilusão de Census nacional de forma a ter mais sucesso nesse Census do que o Reino Unido terá.

A legislação Europeia criada sobre o Census Individual e da Habitação refere-se aos Census nacionais não como sendo nacionais mas sim regionais, considerando países independentes dentro da União Europeia como sendo regiões dessa União e portanto conseguindo que esta legislação se sobreponha à legislação nacional que possa ser contrária.

Nessa legislação diz que os Census de 1980, 1990 e 2001 foram "harmonizados" e que esse processo irá continuar numa maior escala (maior escala devido às perguntas ilegais) em 2011. Continuam o texto dizendo que os Census "serão comparados" referindo uma série de finalidades estatísticas e dizem também servir para "análise e tomada de decisões":

Isto explica muita coisa, como a falsa obrigação e falsas multas só para assustar as pessoas ao ponto de revelarem mais de si.

Tendo lido esta legislação, certamente que o recenseador que batesse à minha porta iria ter de voltar imensas vezes para obter sempre um sonante de directo: NÃO!

Podem consultar a legislação Europeia publicada a 15 de Março de 2011 aqui:  

O Census não é nacional, é Europeu e tem como finalidade a análise estatística e análise para tomada de decisões. Estaremos a falar do sonho molhado do imposto Europeu único? Do seguro de saúde Europeu? O que quer que seja, não será certamente para melhorar o nosso nível de vida!

O Expresso e o Wikileaks, tretas e mais tretas!

O jornal Expresso é hipócrita e o Wikileaks nem fode, nem sai de cima!

Após eu fazer uma cuidada pesquisa de todos os Telegramas disponibilizados até este momento pelo Wikileaks, reparei na fantástica e inqualificável hipocrisia do jornal semanário, Expresso.
Este jornal orgulha-se de não ter conseguido os Telegramas sobre Portugal através do Wikileaks, pois colocou-se numa posição parcial contra este site e a exposição destes telegramas. No entanto associou-se ao jornal Norueguês Aftenposten que teve acesso a todos os telegramas e também afirma que não foi através do Wikileaks, sem nunca revelar a origem do material. É claro que o Aftenposten não revela a origem dos telegramas, pois recebeu-os do Wikileaks mas antes de os receber já se tinha insurgido contra este site e a exposição dos telegramas. É este o motivo do segredo sobre a origem, para não serem chamados de hipócritas... Mas eu chamo e não é só por isto!

É lógico que mesmo não concordando com o Wikileaks e tendo em conta que este site tornou os documentos públicos. estes e todos os jornais possuem o direito de abordar estes telegramas. Mas... e há sempre um mas, eu acusei o Expresso de hipocrisia, pois o Expresso está a ser o pioneiro nesta divulgação! Está a expor o que o Wikileaks não expôs! Está a fazer o que o Wikileaks não fez depois de se afirmar contra este site. Os 5 telegramas que o Expresso publicou não foram tornados públicos pelo Wikileaks e como não se sabe se o Wikileaks viverá tempo suficiente para expor todos os  mais de 250.000 Telegramas, quem está a expor os Telegramas portugueses é o Expresso e quando/se o Wikileaks o fizer, já será em segunda mão. 
Gostaria ver agora o Expresso a colocar-se contra ele próprio por tão vil exposição!

O Expresso diz ter 722 Telegramas mas o Wikileaks só publicou ainda 16 da Embaixada de Lisboa.



Outro facto interessante é a forma simpática de expor os telegramas, mantendo contactos com o governo, dizendo que seguem uma linha de "bom jornalismo" e que vão trabalhar no mesmo sistema do New York Times e The Guardian. Passo a citar o Expresso sobre o método destes dois jornais "Os jornais criaram regras muito estritas para divulgar o material. Protegeram identidades e instituições quando estavam em causa razões de segurança. Discutiram com as autoridades oficiais todos os documentos que iam publicar". Na verdade o Expresso não está a proteger identidades e instituições, está a censurar páginas inteiras dos telegramas e sinceramente mais valia nem ter falado no assunto. 

É triste que o trabalho medíocre dos jornais não seja compensado pelo Wikileaks, pois é uma pena que a Leak seja a conta-gotas. Pois se já tivesse dado acesso ao público aos tais 250.000 telegramas, certamente que estes jornais não andariam a fazer de nós, parvos.
Anda tudo atrás do Assange mas afinal estes jornais andam a expor coisas que nunca tinham visto a luz do dia e é interessante que ninguém ande atrás deles, ainda por cima quando afirmam que a fonte dos documentos não foi o Wikileaks, pois assim sendo temos mais leaks, mais Assanges e mais potenciais filmes, livros e telenovelas e novelos.

Como já aqui afirmei, irei publicar TODOS os telegramas sobre Portugal, sem censura. Não irei proteger identidades de pessoas, sendo essas pessoas funcionários públicos, pois temos o direito de saber o que os nossos funcionários andam a fazer. Não irei proteger instituições públicas pois são propriedade nossa. Não irei proteger instituições privadas pois temos o direito de saber o que instituições que consentimos que existam, nos andam a fazer. Mas garanto que irei confirmar todos os dados de forma a destacar dados incorretos constantes nos telegramas.
Mas infelizmente isso será um processo demorado pois está tudo dependente da rapidez do Wikileaks a colocar os Telegramas cá fora. 

Há 251.287 telegramas e até agora o Wikileaks só disponibilizou 5.947. 
6.000 telegramas em 6 meses vão ser 12.000 telegramas em um ano (Novembro 2011), por isso parece que só daqui a 20 anos é que vamos saber qual o suspeito dos Americanos na morte de Sá Carneiro. Só daqui a 20 anos vamos confirmar que Soares tentou vender a Guiné aos Ingleses. Só daqui a 20 anos vamos saber quantos dólares foram precisam para que Soares traísse Álvaro Cunhal no pós 25 de Abril, opondo-se ao seu próprio plano de regime comunista totalitário em Portugal.

Mas que merda de leak é esta em que o barco demora 20 anos a afundar?

Census 2011 - A verdade

Venho mais uma vez falar no Census, tal como disse que faria, para esclarecimento total do que disse no último texto sobre o assunto.

Como já esperava, não obtive até ao momento, qualquer resposta nas minhas tentativas de contactar o Instituto Nacional de Estatística, pois no meu contacto eu referia claramente que o Decreto Lei 226/2009 de 13 de Setembro que torna o Census 2011 obrigatório, prevendo coimas para quem não o preencher, entrava em conflito directo com a Constituição da República e com o Decreto-Lei 22/2008 de 13 de Maio, tal como referi neste texto. 
O INE é obrigado a responder às minhas questões pois referi que queria que o meu contacto entrasse em acta (é um direito) e para o efeito enviaria uma cópia à Presidência do Concelho de Ministros (obrigando a que entre em acta). No entanto tenho perfeita consciência que esta obrigação de responder será adiada até depois do Census 2011 e desta forma cumprem o seu dever de resposta e essa resposta, que dará razão às minhas preocupações, já não poderá de forma alguma afectar este Census 2011 que assenta num Decreto-Lei ilegal que não passa de uma arma de medo, para assustar os cidadãos a responder com uma multa impossível de ser aplicada. Estas acções de coerção estão identificadas internacionalmente como terrorismo.

(Instituto com a mania que é esperto e que está acima da lei)


A Comissão Nacional de Protecção de dados, por seu lado já respondeu alertando-me para a sua posição oficial exposta neste documento, que um leitor também salientou  na caixa de comentários. A Comissão Nacional de Protecção de Dados não só deu razão às minhas preocupações expostas no meu texto anterior, sobre este assunto, como ainda salientou mais conflitos, como por exemplo o conflito directo com o artigo 35.° da Constituição da República:

Artigo 35.º
(Utilização da informática)
3. A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou
políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante
consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei com garantias de não discriminação ou
para processamento de dados estatísticos não individualmente identificáveis.
Tendo em conta que não só o cidadão está autorizado a enviar as suas respostas online, também o INE irá fazer o tratamento informático de todos os dados e por isso os dados sobre vida privada não podem ser considerados obrigatórios e mesmo a pergunta considerada facultativa não pode ser processada online. O que o INE quer fazer é ilegal. 

 (Exemplo raro de transparência e legalidade em Portugal)

O INE (Instituto Nacional de Estatística) teve o descaramento de ter já todos os questionários imprimidos e de notificar o CNPD (Comissão Nacional de Protecção de Dados) da realização do Census 2011, quando na verdade não tinha de notificar mas sim de pedir autorização ao CNPD para o fazer. Parece que o INE por responder directamente à Presidência do Conselho de Ministros e ao Primeiro-Ministro se vê acima da lei e sem se sentir obrigado a segui-la. O CNPD considerou essa notificação como um pedido de autorização, tal como referiram no documento de resposta (referido com o que me pareceu, ironia).

Ficam desta forma esclarecidas as condições de realização deste Census, e são as seguintes:

1- Na impossibilidade de imprimir novos questionários que refiram quais os dados de resposta facultativa, os questionários terão de vir acompanhados de uma adenda que esclareça o cidadão de quais são essas perguntas. As pessoas contratadas para contactar os cidadãos devem antes de tudo, de alertar o cidadão para essas questões de resposta facultativa.

2- Os dados de resposta facultativa no Questionário de família são:
a) Questões sobre parceiro em união de facto do sexo oposto e/ou mesmo sexo.
b) Questões relativas à dificuldade de desempenhar tarefas ou actividade física relativas à idade ou problemas de saúde.
c) Questões sobre a integração de terceiros na vossa família institucional (ex: pais, filhos, etc do parceiro/parceira em união de facto, que não são nossos familiares mas, que fazem parte da nossa família institucional).

3- Os dados de resposta facultativa no Questionário Individual são:
a) "Vive com um companheiro/a em união de facto?"
b) "Nas perguntas seguintes, indique o grau de dificuldade que sente diariamente na realização de algumas actividades devido a problemas de saúde ou decorrentes da idade"
c) "Indique qual é a sua religião"

4- Os dados de resposta facultativa no Questionário de Família Institucional são:
a) Todos os dados relacionados com os mencionados no ponto 2 e 3 acima referidos.

5- A recolha destes dados de Census, está unicamente autorizada ao INE e por isso o cidadão não deverá responder caso suspeite de que a pessoa que o contactou não representa o INE, não se identificando claramente e sem margem para dúvidas como tal.

6- Os únicos questionários autorizados são: Capa de Edifício, Questionário de Edifício, Questionário de alojamento Familiar, Questionário da Família, Questionário da Família/Suplementar, Questionário Individual, Questionário de Alojamento Colectivo, Questionário de Alojamento Colectivo/Folha suplementar, Questionário da família suplementar. Qualquer outro questionário quer por escrito, quer oral não são legais e portanto não devem responder.

7- Em ponto algum, estão obrigados a deixar um entrevistador ou representante do INE entrar em vossas casas. À porta eles estão muito bem e é o local onde devem estar mesmo que esteja a chover pedregulhos.

8- Não é autorizada a transferência destes dados a países terceiros. No entanto esta questão é impossível de verificar se é ou não cumprida. O Census 2011 é a nível da União Europeia e por isso Bruxelas irá ter acesso aos dados recolhidos. É por este motivo que na minha opinião as questões facultativas não devem pura e simplesmente de serem respondidas por nenhum dos cidadãos. Responder é consentir e é o consentimento popular que dá poder a quem o exerce sobre nós. Por isso quanto menos consentimento dermos, menos poder as instituições governamentais nacionais ou europeias terão sobre nós, sobre nossos filhos, nossas famílias,  nossos direitos, nossa vida, e claro, nossas liberdades colocadas em causa com estas acções falsamente obrigatórias de darmos o nosso consentimento.

Fica desta forma claro que o Census 2011 foi iniciado de forma ilegal, assente numa lei ilegal que viola a Constituição da República e contraria a lei existente, por isso a aplicação de coimas só será possível na recusa de resposta ao Census na totalidade.

Nota final: Deixo a minha critica a políticos, advogados, juristas e bloguers que se assumem como pró-constituição, com blogues/páginas web ou qualquer outro tipo de protagonismo, que deveriam ter abordado estas questões e não o fizeram. É triste que tenha de ser um insignificante bloguer anónimo, sem formação em politica ou em direito a abordar estes assuntos. Por isso, e devido à relativa baixa visibilidade que este tema terá, sugiro que enviem aos vossos amigos e familiares o documento da Comissão Nacional de Protecção de Dados (clicar para o visualizar), que devem imprimir e ter em mão quando forem entrevistados para este Census 2011.

Cavaco Silva apela à demonstração popular e o tuga faz festa.

Triste é este título, pois triste foi o desperdício desta oportunidade de ouro. Os portugueses mais uma vez conseguiram desperdiçar uma oportunidade tornando-a numa grande festa de rua, onde se disseram algumas palavras de ordem, de rima pobre, e se cantou e dançou muito. A alegria dos "quinhentoseuristas" a assistir à ancora colocada a esta manifestação. Mas de ancora falo eu? Sei lá... isto parece-vos um protesto revolucionário ou um show para prender os manifestantes num local?



Isto é festa! Talvez agora comecem a perceber o que significa "A luta é alegria". Talvez agora percebam o motivo de "Os Homens da luta" irem à Eurovisão. Talvez percebam que são este tipo de pessoas que passam a vida a representar e que são pagos para isso, que ajudam no vosso controlo. Sinceramente duvido que a maioria perceba, quando nem sequer a mensagem do nosso Presidente ouviu ou percebeu.

"A festa é alegria" e certos (des)organizadores seguiram o lema, colocando os seus grupinhos que usam o Facebook como second-life a cantar, repetindo versos parvinhos ditos e escritos por um troll.



- Cantem, cantem, que isto tudo é festa e esqueçam que no final, depois de tanto cantar, quem se fode é a cigarra!
- Mas quem é a cigarra? Pergunta o povo. 
- Eu sei lá, eu sei lá. Eu ganho 500 Euros e a cigarra não tem guito, por isso quem se fode não sou eu! Siga p'ra festa! Responde o povo ao povo.

"Lala-la-la, estamos tão chateados, la-la-la-lala, ai tão chateados que estamos e por isso cantamos, como tolinhos. Lala-la-lalalala, Ó Sócrates vai-te embora, canto eu todo contente, pois a luta é uma festa e eu que sou uma besta que canta como um parvinho enquanto me fodes devagarinho! Lala-la-la-lalalalalal"

Quando foi o próprio Presidente da República de uma nação a apelar à acção popular para mudar a forma de gestão do país, isso deveria ser um alerta vermelho para levar todos os cidadãos, sem excepção, para a rua em protesto! Nunca na história de Portugal se viu um Presidente a encorajar o povo a impor o seu poder sobre o Estado e a exigir/impor mudanças ao Estado ou o queda do mesmo. Nunca na História de Portugal, um Presidente lembrou o povo, que é ele quem manda, quem escolhe, quem decide e que está na hora de usar esse poder para mudar o rumo da politica nacional.

"(...) É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia."
(Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse)

O nosso Presidente disse-nos: "ACORDEM, façam barulho, protestem e obriguem o Estado a mudar de rumo, seguindo esse novo rumo para um futuro melhor!"


"(...) Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança (...)"

(Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse)

Esta seria a revolução dos jovens. Os nossos pais já tiveram a deles, o 25 de Abril e agora seria a nossa vez. Seria, pois isto não foi nada. Eu esperava pouco mas isto foi menos do que esperava.

"(...) Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!"

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.

Obrigado."
(Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse)

Carta Aberta de um cidadão: "Obrigado Senhor Presidente pela suas palavras de esperança e fé no poder do povo. Como Português apresento o meu sincero pedido de desculpas por não lhe ter dado ouvidos, consciente de que todas as dificuldades que irei sentir nos próximos 2 anos de agravamento desta crise, serão da minha responsabilidade por não ter querido desperdiçar uma festa de sardinhas, pão e vinho, fazendo uma revolução. Tenho também, de como cidadão, lhe pedir desculpa por ter ridicularizado a sua coragem ao fazer História com este seu discurso, ignorando-o. Tenho de lhe pedir desculpa por lhe ter retirado legitimidade e o poder politico para impugnar este governo. Se tivesse protestado, você teria poder e legitimidade para o fazer. Deixo-lhe o meu pedido de desculpa por ter dado ainda mais poder ao governo e mais uma vez, ajudado a minar o futuro dos meus filhos."
(Um cidadão com o direito de se exprimir independentemente de agradar ou não aos seus compatriotas)

Quando o objectivo era fazer ouvir a voz do povo, o povo permitiu que um grupo de palhaços cantasse mais alto. Que abafasse a vossa voz. Que ridicularizasse o protesto. Que tornasse uma oportunidade de ouro em mais um "ai quase..." bem ao estilo do desempenho desportivo português.

Qualquer Primeiro-Ministro se demitiria após um discurso destes de um Presidente, mas não José Sócrates. Este, provou por diversas vezes não ter um mínimo de honra ao lidar com a imprensa e com o povo, nem mesmo com o seu próprio diploma.  Sócrates é um homenzinho que não larga o poleiro a não ser que se retire o poleiro debaixo dele, e é isso que o Presidente nos pediu para fazer!

O povo saiu à rua e foi guiado como ovelhas em todo o protesto e no final, o resultado foi mais uma festa onde só faltou o peixe (pois o pão e o vinho estavam lá). Houve muita alegria pois a luta é a alegria de todos aqueles que já não sabem o que é uma luta. Porque no fundo, tudo se baseia numa frase sem nexo e/ou efeito prático:



"E quem não salta, é do Governo!" Saltem meninos saltem, continuem a saltar sem medos pois o cinto está tão apertado que as calças não vos caem... Pelo menos até terem de por o cinto no prego e atar as calças com um cordel.

Mais uma vez vamos ter de olhar para o que se faz na Europa. Vamos ter de esperar pelas manifestações do dia 26 deste mês na Grã-Bretanha e ver como se protesta. Espero que o povo Português se prepare para tirar apontamentos...

12 de Março de 2011 mais um dia que será esquecido pois não vale pena lembrar falhanços. Mas no mínimo que se aprenda com os erros e se sigam os exemplos vindos de todo o mundo.

Nota: Por favor não tragam para a caixa de comentários exemplos do orgulho no povo português por esta acção. Não usem do orgulho parvo que está o poluir o Youtube e Facebook, considerando isto um sucesso. O sucesso limita-se à movimentação do povo ao sair à rua mas a acção popular foi nula, tornando toda essa movimentação numa grande perda de tempo.

Census 2011 versus Constituição da República

Em toda a Europa haverá este ano o Census. 
Pelo que tenho lido, parece que será "obrigatório" em Potugal e quem não responder poderá sofrer uma coima entre 250 e 3.740,98 Euros (acho hilariante o valor máximo aplicado).
Multar alguém por não querer fornecer dados privados é inconstitucional. O Estado, no fundo sabe que é uma multa ilegal, tanto que no Website no INE podemos ler: "O Instituto Nacional de Estatística convida toda a população a participar activamente na realização dos Censos 2011". Em que é que ficamos? É um simpático convite ou uma obrigação? Pelo que diz o decreto-lei criado especialmente para este Census, é "obrigatório":

Decreto-Lei n.º 226/2009
de 14 de Setembro
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 4.º
Execução
1 — Os Censos 2011 são executados através de instrumentos
de notação nominais, simultâneos, de resposta
obrigatória e gratuita, que são objecto de registo no âmbito
do Sistema Estatístico Nacional, nos termos dos artigos 4.º
e 13.º da Lei n.º 22/2008, de 13 de Maio

No site do INE podemos ler mais: "Recorde-se que ao responder aos Censos está a exercer simultaneamente um direito e um dever de cidadania." A constituição diz que todos os portugueses possuem direito ao ensino, emprego, privacidade, segurança, liberdade e no entanto nem sempre isso se verifica. Agora será um Dever? Devemos é tratar o Census como um Census para que exista uma base de dados que diga quantos somos, em que trabalhamos e onde moramos. Quanto a perguntas de foro privado não é um dever mas sim uma opção, a de responder ou não.
Já lá vai o tempo em que os Census serviam unicamente para saber quantos somos, onde moramos e o que fazemos. Agora a UE quer constituir uma base de dados mais completa e violadora de direitos e liberdades. Querem saber as nossas tendências sexuais e o perfil do nosso/a parceiro/a bem como outras perguntas do foro privado e pessoal.
Este Census não é nacional, os dados depois de tratados serão partilhados com Bruxelas. As perguntas constantes deste Census possuem, além da função de contabilizar a população, um objectivo fiscal e de seguro de saúde. Já existem propostas a nível Europeu para extinção dos impostos e criação de um imposto único. Esse imposto será baseado não só no que se ganha mas também no que possuímos (casas, carros, etc). Tem efeitos relacionados com seguro de saúde para estabelecer casos pré-existentes assim que o seguro de Saúde Europeu for instaurado. Se viam mal antes da criação do seguro, não poderão obter ajudas do Estado Europeu para óculos ou tratamentos. A utilização deste Census será abrangente demais e a promessa de protecção de dados é uma  flagrante mentira.
CAPÍTULO VI
Das infracções e sanções
Artigo 24.º
Contra -ordenações
1 — Constitui contra -ordenação qualquer um dos seguintes
comportamentos:
a) O não fornecimento das informações no prazo devido;
b) O fornecimento de informações inexactas, insuficientes
ou susceptíveis de induzir em erro;

Não existe definição do que é ou não insuficiente e portanto este decreto lei é insuficiente para definir que é insuficiente nas respostas que optarmos por não dar.

O questionário família pergunta o sexo do/a parceiro/a em caso de união de facto e isto é um dado irrelevante visto que não perguntam o sexo do cônjuge. Sendo o casamento homossexual legal em Portugal, a união de facto goza dos mesmo direitos independentemente do sexo do/a parceiro/a. Além disso ninguém é obrigado a assumir-se perante o estado como homossexual, independentemente da legislação existente. O que faria, caso se vivesse em união de facto, seria responder sem responder tudo e ao mesmo tempo impedir que me fosse aplicada uma coima por prestar dados insuficientes. Faria isto usando a Constituição da Republica Portuguesa:



Artigo 36.º
(Família, casamento e filiação)
1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.
Constituir família é também a união de facto e a constituição não dá relevância ao sexo de quem forma essa família. A homossexualidade não é ilegal. O casamento homossexual é legal. A pergunta é um abuso de direitos e liberdades constitucionais.
No caso de insistência, por estupidez ou pura teimosia, de ameaça de coima, temos mais uma vez a ajuda da Constituição da Republica:

Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Uma coima aplicada por não indicarmos se somos ou não homossexuais, viola o principio da igualdade, pois a aplicação de uma coima com base na não divulgação da nossa orientação sexual é estar a prejudicar um cidadão. É portanto, inconstitucional.

Questionário individual: 


Esta questão é irrelevante e hilariante. Não são obrigados a responder, pelo simples facto de que não são obrigados a lembrarem-se ou sequer a dizer onde estiveram em certo dia a certa hora, excepto se estiverem a ser acusados de um crime. Só falta perguntar se alguém poderá confirmar que a resposta é verdadeira.
Por não serem obrigados a lembrarem-se podem negar-se a responder ao abrigo da lei que vos obriga a responder:

CAPÍTULO VI
Das infracções e sanções
Artigo 24.º
Contra -ordenações
1 — Constitui contra -ordenação qualquer um dos seguintes
comportamentos:
a) O não fornecimento das informações no prazo devido;
b) O fornecimento de informações inexactas, insuficientes
ou susceptíveis de induzir em erro;

É proibido fornecer informações inexactas ou susceptíveis de induzir em erro. Uma coima por insuficiência de dados não é aplicável pois ao não responderem e posteriormente, se questionados, alegarem que não se lembram, estão a cumprir a lei não dando informações que possam estar erradas ou que possam induzir em erro.

Esta pergunta é uma armadinha:


Ah sim? É estudante e trabalhou? Onde está a declaração fiscal de rendimentos? Os descontos?
Lembrem-se que tudo em Portugal está sujeito a impostos!

Outra armadilha:


Reparo numa insistência nas datas. Acima perguntavam se estávamos em casa no dia 21 e agora; se trabalharíamos de 14 a 20 de Março ou nas duas semanas posteriores, se encontrássemos ou se nos oferecessem trabalho. A pergunta é sem dúvida uma armadilha, por isso: Se estão empregados legalmente devem responder "não", o motivo é que se possuem um emprego legal não teriam disponibilidade. Se estão desempregados inscritos num centro de emprego ou a receber subsidio de desemprego, rendimento mínimo, etc, etc, devem responder "sim", pois é a vossa obrigação procurar trabalho. Se estão desempregados mas a trabalhar a preto sem descontos, o que vos impediria de trabalhar num outro emprego nesses dias, respondam "sim", pois um desempregado sem disponibilidade para trabalhar é uma alerta vermelho a irregularidades. Se estão desempregados mas não estão inscritos num centro de emprego ou a receber qualquer ajuda do Estado, respondam o que vos apetecer, pois é indiferente.

Aqui está a prova de que a Constituição prevalece em todos os casos:


Esta pergunta é facultativa mas não por o Decreto-Lei n° 226/2009 o dizer, pois seria irrelevante se dissesse o contrario, pois é a Constituição que o diz no ponto 3 do artigo 41.°:

Artigo 41.º
(Liberdade de consciência, de religião e de culto)
1. A liberdade de consciência, de religião e de culto é inviolável.
2. Ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isento de obrigações ou deveres cívicos por causa das suas convicções ou prática religiosa.
3. Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis, nem ser prejudicado por se recusar a responder.

Não tenham dúvidas de que a Constituição tal como vos protege neste caso, vos protege no caso da sexualidade que referi anteriormente. Responder sob o argumento: "Não tenho nada a esconder", é pura ignorância. Antes de responder perguntem a vós próprios: "Confio a 100% que o Estado existe para garantir a minha segurança e bem estar?". Ao responderem a esta pergunta perceberão se devem indicar ou não as vossas crenças religiosas.

Como posso não responder ao Census e cumprir a lei? 

Ora ainda bem que me pergunto isto. Não participar no Census sem violar a lei que torna o Census obrigatório é mais fácil do que se pode pensar.

1- De acordo como Decreto-Lei n.º 226/2009 de 14 de Setembro que torna as respostas a este Census obrigatórias limita essa obrigatoriedade durante o tempo de duração do Census. Quem se puder dar ao luxo de sair do país e expandir horizontes, não estará no momento do Census alojado em Portugal e portanto não poderá responder.

2- Perguntem-se o seguinte:
a) Somos obrigados por lei a verificar ou abrir correspondência?
b) Somos obrigados por lei a atender o telefone sempre que ele tocar?
c) Somos obrigados a abrir a porta só porque tocam à campainha?

As respostas são: Não, não e não.
Nenhuma coima vos poderá ser imposta pois a Decreto-Lei refere:
Artigo 28.º
Ausência de encargos dos respondentes
A distribuição, o preenchimento e a recolha dos questionários
dos Censos 2011 não implicam quaisquer encargos
pecuniários para os respondentes.

Se não abrem correspondência, não atendem o telefone e não abrem a porta, não são obrigados a responder pois a lei iliba-vos de encargos e por isso não podem argumentar que vocês poderiam, deveriam ou teriam de vos deslocar por forma a obter esses questionários, pois isso iria causar-vos encargos. 
Uma das primeiras coisas que se aprende em direito é que a lei é para ser interpretada. A lei não é não é perfeita, não é directa e o julgamento dela depende da sua interpretação correcta e uma interpretação correcta varia de pessoa para pessoa e das suas intenções. Se o Estado cria as leis para obter vantagem, temos de as interpretar para lhes retirar essa vantagem.

Stop the Tuga press

Stop the press é o termo usado quando surge uma noticia que merece toda a atenção da redacção. Normalmente noticias de primeira página. Para o jornal Expresso, Stop the press parece ter um significado diferente.

Foi com grande surpresa que li a notícia do Expresso dizendo que irá revelar o conteúdo de alguns dos documentos wikileaks relativos a Portugal. A surpresa não foi tanto por irem revelar mas sim por dizerem que irão revelar. Li a notícia e percebi que por outras palavras dizem o seguinte:

"  Serve esta notícia para informar que vamos ter notícias em breve. Mas se esta notícia tiver uma reacção desagradável das autoridades, iremos improvisar algo de forma a agradar a Gregos e Troianos!"

A sério... porque raio um jornal publica algo dizendo que vai publicar algo? O que vamos ver em breve? Uma notícia de primeira página dizendo: "O jornal Expresso noticia em primeira mão que amanhã  vai morrer alguém". Sinceramente o jornal Expresso cada vez desilude mais. Esta notícia parece-me aquelas discussões dos putos em que um diz que faz e desfaz e no fundo não faz nada. Quem faz, faz, não ameaça, pois quem ameaça raramente faz... Quem muito fala, pouco falo!

É interessante como o Expresso nesta "notícia" se esforça para explicar como conseguiu os documentos, visto que está a participar no bloqueio ao site Wikileaks. Quer dizer, estão contra o wikileaks e insinuam ir fazer uma investigação responsável dos documentos expostos por este site , os quais conseguiram através de um outro jornal porque estão contra o site em si. Ou seja, se o Wikileaks não presta e é criminoso e se recusam a usa-lo, o que podemos esperar da análise deste jornal aos documentos expostos por este "criminoso" site?

Cá para mim é mesmo isto, uma ameaça para ver como as autoridades reagem. Se elas se calarem é porque consentem e o Expresso escreve o que entender. Se as autoridades condenarem, o Expresso terá muito cuidado com o que irá publicar e provavelmente terá um assessor do Sócrates presente com um lápis azul. Estou inclinado para a segunda opção, depois de ler esta noticia:



O Expresso deve de ir fazer uma rica "investigação", repleta de "noticias" completamente "objectivas" e "imparciais", mas cá estarei para ler, confirmar, discutir e ridicularizar!

Não sei se repararam na minha utilização de aspas, no último parágrafo para expressar ironia. Faço-o para homenagear uma outra noticia (no meio de muitas... ou todas), do Expresso, onde usam umas aspas hilariantes. Aliás, o Expresso usa e abusa de aspas sem sentido nenhum:

Apesar das citações poderem ser substituídas pelo travessão, são muitas vezes usadas as aspas, em particular na língua Inglesa e Alemã, mas será que faz sentido citar tantas palavras soltas e frases  incompletas colocadas em contextos por palavras não citadas? Será isto noticiar ou construir notícias? Ora, vejamos:

1- Logo no título citam a palavra caótica, mas não citam a palavra situação. O que é caótica afinal se não a situação?

2- "Nas ruas de Tripoli vive-se um cenário de "tiros" e "destruição", relataram os portugueses..." Neste caso eu percebo a minha utilização de aspas (a negro), mas fico na dúvida se as aspas deles (a vermelho) são citações ou ironia. Se já todos ouvimos e vimos vídeos de tiros e destruição, não vejo necessidade de citar estas palavras por precaução, pois é facto e não há risco em afirmar e assumir a afirmação. Porque raio o e que liga tiros a destruição fica fora das aspas?

Esta noticia parece uma colagem covarde de citações soltas onde a cola são as palavras do jornalista. Não faz sentido citar frases incompletas ou palavras soltas ligadas por palavras que desta forma dão a entender que não foram ditas pelo entrevistado. Isto é o "melhor" do jornalismo no Expresso! Eu leio, nestes casos, as aspas em palavras soltas como possível ironia e querendo dizer o oposto do que foi escrito pois a serem citações reais tenho a certeza (porque ouvi) que muito do que está fora de aspas foi dito e portanto deveria ser também citado. 
Em noticias é necessário ser claro, objectivo e não deixar dúvidas sobre o que é escrito. Se querem citar, citem toda a frase entre aspas, caso contrário eu, e muitas pessoas irão ler uma "noticia" repleta de ironia!

Se isto não é um ditado popular, deveria ser: Prefiro levar dois tiros entre aspas, do que um entre os olhos! 
Se alguém me diz - dou-te um tiro na tromba - eu sei o que ele/ela quer dizer, mas se me dizem - dou-te um "tiro" na tromba - eu fico na dúvida...

Vamos ver o que aí vem... Já tenho os ficheiros Wikileaks prontinhos para confirmação!

Vendas de dívidas

Mas que história é esta de vendas de dívidas? Para que serve? Como funciona? O que é que o governo Português a e UE estão realmente a fazer?

Existem vários tipos de vendas de dívida, um deles é assim referido mas é na verdade uma venda de créditos.

Tipo 1: Vamos supor que eu devo 1.000 Euros à pessoa X, não tenho nenhuma intenção de os pagar e a pessoa X não tem forma de cobrar esse dinheiro mas está a precisar urgentemente de dinheiro. Neste caso a pessoa X vende esta dívida, na verdade está a vender o crédito. A pessoa X contacta a pessoa ou empresa Y que é perita em cobrar dívidas e vende esses 1.000 Euros de créditos a receber por 500 Euros. A pessoa X fica contente pois 500 Euros é melhor que zero e a pessoa Y cai em cima de mim como um pesadelo, cobrando os 1.000 Euros com juros.

Tipo 2: Vamos supor que estão com uma grave crise financeira. Não conseguem pagar a vossa quinta no Douro e a vossa empresa está a falir. Existem empresas peritas em comprar bens nestas situações. Vocês vendem a quinta e/ou empresa com dívidas e quem compra fica responsável pelo seu pagamento. Neste caso vocês recebem pouco ou nada mas pelo menos já não devem nada a ninguém. Quem compra beneficiou do juros que vocês pagaram em mensalidades e ficou com um bem imóvel a um preço inferior ao do mercado.



Tipo 3: O Estado Português deve dinheiro ao Banco Central Europeu de anos de créditos em que o dinheiro serviu para acender imensas fogueiras e comprar luxos dispensáveis. Neste momento o governo Português não pode pagar a por isso está a vender a dívida. O que difere este caso dos exemplos anteriores é que quem compra a dívida fica a dever esse dinheiro. Como é que alguém no seu perfeito juízo compra algo para ficar a dever?
O processo é simples quem compra a dívida a Portugal fica a dever dinheiro a Portugal dinheiro esse que Portugal deve. Ao pagarem esse dinheiro a Portugal, Portugal deverá pagar ao Banco Central Europeu (esperemos que sim), mas ficamos a dever esse dinheiro a quem nos comprou essa dívida. 

Mas afinal se ficamos a dever o dinheiro que pagamos, o que ganhamos com isso?
Um prazo maior para pagar e uns juros mais baixos. Se a nossa dívida está com 7% de juros quem nos compra a dívida deverá exigir uns juros mais baixos como por exemplo 4%.
Ficamos a dever exactamente o mesmo dinheiro mas com juros mais baixos. É como que juntar os vossos créditos de vários bancos num só crédito em um banco que vos cobra menos juros e vos dá um prazo mais alargado de pagamento.



E o que é que o comprador da dívida ganha com isso além dos juros?
Poder! Vamos imaginar um país como a China que está numa guerra aberta pelo controlo do mercado internacional. Este país poderá exercer pressões para a alteração de certas leis, como por exemplo, o impedimento legal de um grupo estrangeiro controlar mais de 50% de um banco português. Obter regalias e benefícios especiais para empresas chinesas a serem instaladas em Portugal,  solicitar um voto favorável em reuniões da NATO, etc, etc, etc e tal.

Resumindo, ficamos presos pelos tomates e a dever favores a um império estrangeiro.

Apesar de eu não concordar com este método ridículo, pois não paga dívida nenhuma, simplesmente a esconde, fiquei abismado ao ver quem é o grupo que mais dívida portuguesa está a comprar... Esse grupo é nem mais nem menos que o Banco Central Europeu!

Estão a ver o esquema? Nós devemos ao Banco Central Europeu e como não conseguimos pagar, colocamos a dívida à venda e o Banco Central Europeu compra a dívida... No final ficamos a dever exactamente o mesmo, exactamente ao mesmo banco mas com juros melhores até ao dia que os resolverem aumentar.

Estão gozar com a nossa cara, por isso não se iludam com uma solução para esta crise. Com ou sem venda de dívida, tendo em conta quem a está a comprar, iremos passar por um mau bocado e se houver melhoria esse mau bocado irá regressar quando for conveniente, pois nada mudou.

Uma analogia simples deste caso usando "eu" e "tu" é simples. Tu deves-me 100 Euros que precisas pagar até Sábado com 10% de juros. Chegados a Sábado tu não tens o dinheiro por isso eu empresto-te 110 Euros para que me possas pagar (o que te dou, recebo por isso invisto 0) e tens até Sábado para me pagar esses 110 Euros com 9% de juros. Nunca te vais livrar da dívida e na verdade ela está em constante crescimento mesmo que eu te vá baixando os juros. 

Exactamente à hora que estou a escrever esta frase 02:55:55 estamos a dever 156.093.790.956, 45 Euros e que está a aumentar acima dos 1.000 Euros por segundo. E quem é que ainda culpamos? Este senhor:


41 anos após a sua morte, ele ainda é o bode expiatório que desculpa os mesmos 41 anos de incompetência politica. Será que algum Alemão culpa Hitler pela crise Alemã? Claro que não, pois não há crise na Alemanha, em vez de passarem a vida em busca de culpados, eles agem!

A crise e os filhos da puta

Depois de ter escrito os dois textos: A crise no horizonte 1 e A crise no horizonte 2, já esperava aparecerem especialistas com opiniões de merda. Os irresponsáveis por esta reciclagem de lixo em noticia foi o jornal o Público que resolveu colocar-se de joelho e praticar sexo oral ao Estado Português.

Nem é preciso ler toda a noticia do Público para ver a treta que este questionário a especialistas questionáveis é uma grande farsa, basta ver a imagem colorida que colocaram em destaque:


Como referi em A crise no horizonte 2, a redução da taxa social única só irá agravar a crise, pois reduz o custo dos produtos nacionais sem vermos reflexão dessa redução no preço final de venda ao público. 
O apoio às empresas exportadoras não resolve nada, pois elas não pagam IVA e por isso o IVA só afecta as empresas IMPORTADORAS. Quer dizer elas não pagam IVA, querem reduzir a taxa social única e ainda por cima dar-lhes apoios extra? Só falta os trabalhadores terem de pagar-lhes em troca de trabalho!
A maior flexibilização da legislação laboral, é nada mais nada menos do que mais uma retirada de direitos do trabalhador que já vive no limiar da escravatura e que irá permitir às empresas que simplesmente fechem as portas e se mudem para a Polónia sem terem de justificar os despedimentos. A reforma da justiça e extinção de organismos públicos é areia nos olhos do povo, pois o problema não está nos organismos públicos mas sim nos organismos privados ligados a funcionários públicos, em particular a deputados e membros do governo. 

Agência orçamental reforçada da autoridade da concorrência, ou seja reforçar algo que no ponto anterior falavam em extinguir. Um agência que permite que empresas negoceiam entre elas o preço que praticam, como as petrolíferas, fornecedores de serviços móveis, etc, etc.  
Taxa única de IVA, com o IVA mais alto da Europa devem estar calados e não tocar mais neste assunto. Reforma Fiscal, então o que são todas estas medidas senão reformas suicidas? 

Licenciamentos mais rápidos, não resolvem nada, pois o que é preciso é parar com licenciamentos de obras e reduzir a despesa pública. 
Promoção dos produtos nacionais... isto é da responsabilidade das empresas e não do cidadão. Quer dizer, baixam-lhes a taxa social única, não pagam IVA,  pagam menos impostos, ganham poderes com a reforma dos contratos de trabalho e ainda por cima, além de comprarmos estes produtos que deveriam ser mais baratos e não são, ainda temos de pagar a sua promoção nacional e internacional? Estão gozar com quem?  

Menos deputados... nem seria preciso ter menos deputados, bastaria não terem duplicado o seu vencimento. É que mesmo que reduzam para metade o numero de deputados, tendo em conta que estão a ganhar o dobro acabamos por ficar na mesma situação de 2008/2009, ou seja, na merda. Redução do IRC, lá estão eles a valorizar as empresas acima dos trabalhadores reduzindo os impostos deles aumentando os de quem trabalha. Quem tem os lucros deve pagar impostos sobre esses lucros. A Alemanha é o motor da Europa e as empresas aqui pagam 51% dos seus rendimentos em impostos... Portugal acha com toda a certeza que a Alemanha está subdesenvolvida e por isso faz o oposto. 

Privatização da CGD, já deveria estar privatizada há mais de 10 anos, mas não privatizaram pois enquanto houver fundo de reformas, ele é usado para tapar buracos governamentais. A privatização irá acontecer só quando o Governo Sócrates conseguir gastar o fundo de reformas até ao último cêntimo. Aí vendem CGD pois não há mais nada para pilhar.

E finalmente... escondida bem no final e com letras pequeninas para ninguém ler, está a mais grave medida e a mais desejada pelo PS e PSD: Modernização da Constituição. A constituição não tem problema nenhum, nem está desactualizada mas é a constituição que impede que muitas leis castradoras sejam aprovadas. A modernização da constituição não é uma modernização mas sim uma degradação da mesma, de modo a que todas as medidas que querem impor ao cidadão possam ser aprovadas sem serem rotuladas de anti-constitucionais. Já há 4 anos que andam em movimentações para alterar a constituição as principais medidas passam pela retirada de poderes ao Presidente da República e poderes adicionais ao Governo que está a um passo de ficar acima da lei.

A pouca liberdade que temos, ainda a devemos à constituição e até essa nos está a ser roubada nas barbas dos militares. A função dos militares é defender a constituição e no entanto o controlo sobre eles é tão apertado e estão de tal forma ligados ao poder politico que nada dizem, nada fazem e são neste momento uma vergonha nacional. Tudo o que o povo espera dos seus militares é a defesa da integridade nacional e essa integridade passa pela constituição. É à constituição que os militares devem fidelidade e não ao governo. Infelizmente não é isso que estamos a ver.

Eu tenho esperança que as coisas mudem e a nível internacional estou a ver diversas mudanças positivas, mas Portugal... Portugal parece-me sem esperanças, pois é um jogo de uma só equipa onde o povo parece ausente de si próprio e assiste aos desenvolvimentos na TV como se de um filme se tratasse.

Só existe uma forma de sair da crise e ela começa pela redução da despesa pública, coisa que não é feita em Portugal, pois ainda há pouco tempo compraram carrinhos de 140.000 Euros para quando palhaços de outros países visitem os palhaços nacionais. Nenhum palhaço que é pago por nós para gerir o nosso país, precisa de sentar os colhões ou clitóris em carros de 140.000 Euros para fazer o seu trabalho. Não precisam de cadeiras de 10.000 Euros ou secretárias de 25.000 Euros. Não precisam de computadores de 5.000 Euros, usem um Magalhaes que está escrito na língua deles Bed Inglish, Bed Portugize, Bed Franssais. Não precisam de acumular 10 reformas, não precisam de aumentos, não precisam sequer de ordenados pois recebem fortunas em luvas e em funções extra-governamentais. Enfim... o Governo nem precisa sequer de existir pois mesmo um país na anarquia total e à deriva não entrava ou agravava a sua crise a uma velocidade tão grande.

Aposto que se sentarem um macaco no poder em Portugal a falência do país não será tão rápida e podemos até assistir a uma recuperação económica pois ele ficará 4 anos a gastar fundos públicos em bananas e nada mais. É isto mesmo que precisamos 4 anos com um governo que em vez de roubar dinheiro ao povo, poupe o pouco que temos nos cofres.

Para mim estes 30 e tais pseudo-especialistas que o jornal o Público consultou, deveriam limpar o esperma da boca pois já chuparam durante tempo demais o pénis Governativo e voltar para escola ou ir à escola pela primeira vez, pois já não se sabe que tem especialidade e quem compra especialidade.

PS: Poderá parecer um texto agressivo e mal educado, no entanto ele está ao nível da forma como estamos a ser tratados. Se na rua vos tentam sodomizar sem consentimento, podem justificadamente chamar filho da puta a essa pessoa. Se ofensa é crime, então estamos na presença de crime por crime, pois a minha pseudo-ofensa é resposta a ofensas quer em noticias de jornalistas fantoches, quer em medidas governamentais criminosas para com a nossa economia e liberdade.