O Jason dos Invisible Children foi detido depois de durante um meltdown cerebral ter sido apanhado completamente nu, na rua e acusado de se masturbar em publico. Quanto a isso não tenho nada a dizer pois é óbvio que ele é controlado por grupos poderosos e estamos na presença de mais um que se passa da cabeça por não aguentar a pressão. Nos últimos anos tivemos muitos caso deste tipo, de pessoas que deixam de suportar o controlo e simplesmente de passam da cabeça, como por exemplo:
Na musica: Britney Spears e Amy Winehouse: Por se quererem retirar da ribalta.
No cinema: Charlie Sheen e Mel Gibson: Depois de respetivamente terem dado as suas opiniões sobre o 11 de Setembro, e Holocausto passaram a acusados de violência domestica e iniciaram um processo auto-destrutivo. Charlie Sheen estava a tornar-se inconveniente depois da sua carta aberta ao Presidente Obama sobre o 11 de Setembro.
Na comédia: Richard Prior e Bernie Mac: O primeiro "matou" o seu próprio carro a tiro e o segundo saiu armado para a rua gritando que o queriam matar, Bernie Mac foi encontrado morto dias depois.
Temos os que escaparam como: Dave Chapell: simplesmente largou tudo, comprou uma quinta no meio do nada e desapareceu, tendo dado uma entrevista deixando no ar uma pergunta "O que acham que leva uma pessoa com dinheiro e sucesso a sair nu para a rua, de arma na mão, gritando querem matar-me?". Outra que escapou foi a dona de uma das melhores vozes do século, Joss Stone: Quando se conseguiu libertar disse que sabia que nunca mais a iam deixar ter sucesso, mas mesmo assim fundou a sua editora e lançou o seu novo disco, dias depois sofreu uma tentativa de assassinato.
Isto não serve para desculpar o líder dos Invisible Children, serve para explicar que quem vende a sua almaa estas elites manipuladoras não tem mais liberdade e não consegue sair sem um enorme prejuízo.
Outro exemplo é Michael Jackson que desapareceu depois de ter lutado contra a Sony Music e ter exposto a manipulação na industria, passou os seguintes anos em tribunais e quando ia voltar ao palco sem as elites, morreu.
Aqui esta parte do que Jason fez na rua, não acredito que se tenha masturbado mas é visível que ficou completamente louco:
No entanto os Invisible Children vão continuar com esta propaganda, continuar a recrutar o seu exercito de crianças ativistas para combater crianças soldadoe precisam ser combatidos e ridicularizados sendo este o melhor exemplo de ridicularização feito a este grupo... simplesmente genial:
A comunidade do Youtube arrasou a campanha Kony 212 com centenas de vídeos de investigação e críticos, ao pontos dos Invisible Children fecharem os comentários os seus vídeos. A comunidade Twitter segue o mesmo caminho havendo 3 twitts negativos por cada positivo e o campo de batalha final é o Facebook, onde KONY 2012 ainda tem poder mas ainda há tempo de travar a mais uma loucura, iniciando uma nova guerra de caça a mais um fantasma onde vai ser o povo do Uganda a sofrer. O inimigo do povo não são Hitlers, Sadams, Bin Ladens ou Konys mas sim a propaganda que a historia nos ensinou a identificar mas que a maioria consome como se fossem os seus cereais matinais.
Nota: Antes de abordar a nova noticia do ativista que bate punhetas em publico, irei terminar a sequencia de textos:
O Presidente do Uganda que mantém o poder desde 1986, tomou o poder com um exercito de milhares de crianças. Tem o poder porque apoia o imperialismo ocidental e sua influencia em África. A questão não são as crianças mas sim quem está e não está recetivo a liderar sem poder real, a troco de dinheiro. Um pouco como o que se passa na Nigéria, onde o governo pro-ocidental é o bom da fita ao passo que o grupo que tomou controlo de uma zona rica em petróleo, porque quer que o dinheiro desse petróleo seja investido na Nigéria e não na Europa, são os terroristas.
Em 1985, um ano antes de tomar o poder Yoweri Museveni deu uma entrevista ao ocidente explicando o uso de crianças na guerra, dizendo que faz parte da cultura do Uganda os rapazes desde os 4 anos aprenderem a lutar e usar armas. Existe também uma entrevista a Joseph Kony feita por Sam Farmar, que não permite que ninguém use a totalidade ou parte dessa entrevista em caso algum... eu quero que ele se foda e vou revelar o conteúdo da entrevista.
(Sam filho, este vídeo está no teu canal e isto não passa de um link. Se queres o vídeo fora deste blogue, retira-o do teu canal e... it's a kind of magic... deixo de o poder linkar)
Kony falava do que o motivava nesta guerra, a vontade de libertar o Uganda da presidência vitalícia de Yoweri e que nem haveria guerra se o Presidente se encontra-se com ele no mato. Nessa entrevista ele acusava Yoweni de usar imagens de crianças mutiladas como propaganda contra o LRA. O jornalista entrevistado admite que não viu criança nenhuma mas que ouviu dizer que havia 15 no grupo. QUINZE, ora conseguimos ver uma ligeira diferença entre 15 e os 30.000 mencionado pelos Invisible children (vejam a imagem do texto anterior), mas o jornalista refere que os seus soldados apesar de não serem crianças estão com ele desde criança, desde que foram raptados... seria um triste comentário para um jornalista, mas aceitável para um mercenário jornalístico.
Nesta entrevista, o jornalista aproveita quando o Kony fala na sua língua nativa para nos dar uma tradução que justifique os motivos que o levaram lá. Aceito que há crimes por parte dos LRA e há crimes por parte das tropas governamentais mas Kony diz que gostaria de ver eleições no Uganda e não um Presidente eterno como existe agora. Sinceramente isso sempre foi um desejo não só Africano mas em todo o mundo, por esse desejo se assassinou a família real em Portugal.
A diferença entre criminoso e justo está em quem tem o poder e por isso Kony é o único criminoso. Este jornalista tentou perpetuar a imagem de louco com a mania que é Deus perguntando „Foi Deus que lhe disse para lutar esta guerra?“, esta pergunta é uma armadilha pois quer ele responda que sim ou não ele está correto. Um crente religioso que luta pela liberdade acha que Deus está do seu lado. Os Americanos dizem „God bless America“, „One nation under God“, „In God we trust“. Mas Kony mostrou não ser o preto burro que o jornalista tentou mostrar ao mundo e respondeu: „Não, não é assim, Deus não me disse para lutar“. Não desistindo o jornalista insiste perguntando a Kony, quantos espíritos falam com ele, e pronto, ele respondeu que muito espíritos falam com ele e ficou rotulado de louco sem importar que ele tenha esclarecido que a medicina africana depende dos espíritos, pois não existe medicina.
Em África ainda são os curandeiros, com ajuda de rezas e espíritos que selecionam ervas e misturas naturais criando medicamentos... tudo bem, placebos mas a nossa cultura evoluída também os tem... quem nunca tomou Melhoral... que nem faz bem, nem faz mal? Não faz nada, mas para quem acha que ajuda, certamente se sente melhor.
Mas afinal quem esta a ser atraído por toda esta propaganda? Analisando as estatísticas online dos vídeos de promoção Kony 2012, eles estão a ser devastador nos rapazes e raparigas dos 13 aos 17 e nos rapazes o vídeo continua a atrair dos 19 aos 24 e isto tem uma explicação: Os homens não só possuem um atraso de 2 a 4 anos de maturidade em relação ao sexo feminino como também possuem uma estupidez prolongada de 5 a 7 anos depois da adolescência. Existem exceções mas eu adoro a regra.
Aqui temos o sucesso da campanha, pois são estes jovens que sem mais nada que fazer, tornam estes vídeos virais. Como já disse, depois das criticas terem começado os Invisible Children publicaram no seu website os relatórios anuais de contas mas continuam a recusar uma auditoria por parte de um grupo independente. Por isso possuem menos 50% de pontuação de confiança no que toca a transparência. Gastam menos de 37% nos programas que apresentam ao publico sendo o restante para ordenados e propaganda e no final sobra dinheiro como mostrei no primeiro texto. Os 3 lideres deste grupo que podem ver nesta bela fotografia com ar super cool armados no meio de rebeldes Sudaneses:
(Ironicamente os rebeldes Sudaneses usaram e ainda usam crianças soldado mas eles estão numa onda cool demais, de armas na mão para se preocuparem com os novos amigos.)
Estes 3 afirmaram receber em 2011 como salário:
Ben Keesey – Diretor – 88.241 dólares
Jason Russel – Co-fundador – 89.669 dólares (O Sr. Punhetas)
Laren Poole – Co-fundador – 84.337 dólares
Cada um deles recebeu 1% de todos os lucros de 2011 e como já disse só na primeira semana deste mês fizeram mais dinheiro do que em todo o ano de 2011. Neste momento alem de censurarem comentários nos seus vídeos e banirem certos utilizadores, entram com ações junto do YouTube e websites para retirar vídeos e estudos que exponham o projeto Kony 2012. Parece que este ano vão gastar muito dinheiro em ações judiciais e por isso África vai receber menos do que os 37%.
Kony 2012 quer uma intervenção armada no Uganda onde está o petróleo e o ouro, ignorando que Kony está desaparecido há anos e os 400 rebeldes do grupo já nem estão no Uganda mas sim no Congo.
Não sigam lideres, não sejam ovelhas num rebanho. Leiam, ouçam, questionem e busquem as vossas respostas. Analisem os dados concluídos e chegam ao que importa, não a verdade mas sim a vossa verdade. Se querem apoiar apoiem, mas tendo a informação vão apoiar conscientes de que acreditam no protesto. Se não apoiam, falem, imponham-se. Sempre que um amigo vosso começar a soltar traques orais imaginando-se um bloquista de boina na cabeça e polegar no rabo, confrontem-no não para mudar a forma dele pensar mas para impedir que ele passe o vírus da idiotice mascarada de intelectualidade.
Kony 2012 era suposto ser um único texto mas pelos visto merece mais atenção do que isso e vou continuar a abordar o tema.
Os vídeos sobre Kony referem que ele raptou, e os números dependem do vídeo, entre 30.000 a 60.000 crianças. Quem viu o vídeo ficou a pensar que o Kony tem um exercito de pelo menos 30.000 soldados, quando na verdade se trata do numero de crianças alegadamente desaparecidas no Uganda nos últimos 25 anos, sendo que existem imensos grupos guerrilheiros no Uganda e não existe um Census populacional. Outro facto importante é que ninguém sabe onde está Kony, ninguém o viu, ninguém ouviu falar dele há pelo menos 6 anos e as autoridades do Uganda alegam que ele foi morto por volta de 2006. Coincidentemente desde de 2006 não existe nenhum ataque do grupo LRA liderado por Kony. Kony é mais um fantasma para aterrorizar o mundo. Um pouco como o Bin Laden, que muitos anos depois de ter morrido foi capturado, assassinado e o seu corpo inexistente deitado ao mar. Kony pode assim ser a nova caça aos gambuzinos onde depois de matarem o morto... já que estão ali, o melhor é aproveitar aquele petróleo por explorar.
A consciencialização da verdade por detrás de Kony 2012 está a ser gigantesca, a tal ponto que a maioria dos vídeos Kony 2012, em particular no youtube censuram comentários, pois estão diariamente a ser expostos.
(Vamos capturar um criminoso por ano. Apoiem o Bush 2012)
Na primeira semana de Março Kony 2012 recolheu 15 milhões de dólares em donativos. Numa só semana conseguiram mais dinheiro do que em todo o ano de 2011, aproveitando-se da estupidez mundial dos jovens que seguem ideias sem as estudar, sem as questionar.
Recentemente o Diretor Geral do grupo Invisible Children deu um esclarecimento sobre a organização, pois já está mais do que provado que eles recebem dinheiro e não o partilham com ninguém. A forma encontrada para escapar a estas criticas foi dizendo a verdade. Jedidiah Jenkins disse que: „37% de todo o dinheiro é aplicado nos programas em África“, isto significa, manter os grupos que trabalham em África, quer neste projeto que nos projetos a serem inciados, pois este grupo tem uma lista de homens tipo Kony e Kony é só o primeiro. Ele continua dizendo: „20% vai para salários“... vamos fazer contas, 15 milhões numa semana são por volta de 60 milhões neste mês e 20% em salários significam 12 milhões! Parece que os diretores receberam um grande aumento de salário e já não recebem os +-80.000 dólares por ano como receberam em 2011. Por fim ele refere-se aos restantes 43% „usados em programas de consciencialização“, meus amigos aqui está a verdade: Metade dos donativos vão para propaganda. O rei da propaganda foi Hitler e os Nazis, em que Hitler disse algo que aplica a este projeto, Kony 2012, „Faz a mentira grande mas simples, insiste nela e eventualmente todos vão acreditar“, para isso se usam as redes sociais, pois todos os idiotas partilham imagens que colocam nos seus sites, em comentários ou em blogues fazem curtos textos de apoio ao projeto Kony, sem entrar em grandes detalhes dos motivos pelos quais apoiam esta insanidade, e isto porque nem eles sabem porque apoiam. Jedidiah Jenkins em vez de se calar continuou dizendo: „A verdade sobre os Invisible Children é que não somos uma organização de ajuda humanitária nem tencionamos ser. As pessoas pensam que andamos por África a dar sapatos ou comida mas somos unicamente uma organização de consciencialismo“ leia-se, propaganda.
Desses 43% que referi, 20% são gastos em viagens e filmagens e toda esta percentagem é gasta nos EUA. O que esta campanha busca é tornar os jovens apoiantes de guerras, se a propaganda for a favor de uma suposta guerra „justa“. As guerras da moda chamadas „preventivas“ em que se começa uma guerra para evitar que a guerra seja começada (por outros). As pessoas que esta campanha quer apanhar são pessoas que estão acordadas e a acordar. As pessoas que deixaram de acreditar na TV e que buscam informação por outros meios. Pessoas como eu e como vocês. Somos alvos porque estamos a vencer a guerra informativa. Varias vezes referi que 1% da população está acordada e a ver o mundo de outra forma, nos últimos meses esse numero disparou. Há agora milhares de blogues e sites a falar destes assuntos e diria agora que 10% da população está acordada ou a acordar e 10% é uma vitoria nossa, pois 1% é a elite e os 99% de adormecidos são agora 89% e esses não contam nem contra nem a favor da elite ou dos acordados, pois dormem o sono dos escravos.
Antes de terminar este texto vamos ver a imagem que os Invisible Children usaram para tentar ilustar os exercito de crianças de Kony:
Marquei por cores as mesmas crianças que aparecem vezes sem conta na imagem. Mesmas caras, mesmas roupas, mesma posição e por vezes com uma ligeira descoloração do tecido.
Esta parece ser a luta da moda, um grupo de brancos usando de um dos seus filhos, pequenino, branco e lourinho, como todos nós gostamos, criaram um vídeo bonito, comovente que em 5 dias teve mais de 50 milhões visualizações. Para quem não viu o vídeo, vamos ver e pode ser que se comovam um pouco e depois continuamos a conversar:
OK, limpem a lágrima!
No final do vídeo, nas descrições, há um detalhe importante: Antes de nos darem o link do website para obtermos mais informações, pois poderíamos ir também ao um motor de busca buscar informação externa. Eles dão-nos primeiro o link para doar uns trocos, os trocos inerentes a uma lágrima comovida ao ver este mini-filme dramático. Não! Primeiro informação e depois veremos se vale a pena abrir a carteira. Por isso fechem a certeira por uns momentos e deixem-me terminar.
Kony 2012 é supostamente uma forma de protesto para „obrigar“ as autoridades a agir sobre um guerrilheiro criminoso no Uganda tornando-o conhecido internacionalmente através de um protesto global. Este grupo chamado de „Invisible Children“ trabalha na base „Problema, reacção, solução“, estão a pegar num criminoso, tornando-o conhecido como forma de nos apresentarem um problema, a população ao começar a falar disto vai exigir uma solução e tropas internacionais entram no Uganda tomando controlo dos recursos naturais e esta organização fica rica (vão perceber dentro de umas linhas).
Vamos ver o site deles http://www.invisiblechildren.com mais um vez temos a opção de „Doar“ antes da opção de ver „o que fazemos“.
Mas o importante no site é a recente novidade, e digo recente pois só foi colocada há muito pouco tempo quando o grupo começou a ser exposto. A novidade é este gráfico de despesas:
O gráfico é acompanhado por uma outra novidade: Os relatórios financeiros desde de 2009: http://www.invisiblechildren.com/financials.html Este grupo vende T-shirts a 25 dólares para ajudar a campanha, uma porcaria de kit de ativista com duas pulseiras uns autocolantes, uns cartazes, e acho que ficava bem um preservativo com a cara do Kony, por 30 dólares e ainda pedem uma pequena ajuda mensal para manter a campanha viva. Na verdade e na minha modesta opinião, estes gajos não passam de um grupo de filhos da puta que iniciaram mais um negócio da moda. Mais uma organização humanitária que nos enche de propaganda como forma de obter lucro fácil. Este grupo gerou em 2011 mais de 10 milhões de dólares e destes, menos de 2 milhões chegaram ao Uganda e dos 2 milhões que chegaram ao pais menos de meio milhão foi usado para os fins publicitados. As pessoas na frente desta organização possuem um vencimento de 80 mil dólares por ano e recusam-se a prestar contas a uma das instituições que investiga estes grupos "humanitários" onde por lei mais de 60% dos rendimentos devem de ir para a caridade anunciada.
Por outro lado uma outra organização que não investiga e aceita tudo o que uma caridade lhes diz, publicou algo muito giro e que deixa passar uma imagem limpa dos Invisible Children: http://www.charitynavigator.org/index.cfm?bay=search.summary&orgid=12429. Parece tudo muito bem até perto do final onde lemos:
Parece que é uma caridade bem lucrativa tendo terminado o ano de 2011 com quase 5 milhões de dólares „assumidos“ no bolso, mesmo depois de gastar mais de 1 milhão em despesas „administrativas“. Isto em 2011 quando pouco se falava do Kony, mas agora em 2012 eles estão a atacar a sério, enchendo a net de vídeos e o mundo de T-shirts, pulseiras e cartazes. Na verdade as despesas não se alteraram pois um aumento de produção de cartazes e T-Shirts é pago por um aumento das compras com os preços inflacionados a 1000%, mas os lucros nos donativos podem ser multiplicados por 5 ou por 10.
Este grupo gaba-se de ter conseguido pressionar o governo Americano de Obama a colocar um grupo de 100 soldados Americanos no Uganda a treinar as tropas governamentais para que capturem Kony. Dizem ter conseguido isto após uma acção de sensibilização da opinião publica. Quando na verdade esse grupo de soldados já está no pais desde 2007, enviado por Bush, mais precisamente quando se descobriram poços de petróleo com uma capacidade 2,5 biliões de barris de petróleo junta da fronteira com o Congo e exatamente na zona onde está Kony.
Isto só serve para mostrar a diferença entre activistas e propagandistas pois se o importante fosse realmente a ideia não seria necessário mentir por forma a reforçar essa ideia pois assim sendo não estamos na presença de uma ideia mas sim de propaganda. Eu conheço imensos activistas mas acreditem que há muitos mais a usar deste "titulo" para propaganda, para negocio.
Kony 2012 é uma farsa. Até ao dia 20 de Abril em que planeiam encher as capitais do mundo, na noite de 19 para 20 de Abril de cartazes Kony 2012. Grupos de jovens bem intencionados, mas completamente ceguinhos vão arranjar forma de comprar imensas quantidades de cartazes a esta organização para fazer esta palhaçada em que a maioria das pessoais ao ler "Kony 2012" vai achar que mais umas eleições estão próximas e depois da merda feita por um Sócrates um Kony não vai fazer pior.
Em todo o vídeo, o seu autor diz uma coisa muito acertada. Ele com isto quer proporcionar ao seu filho a oportunidade de crescer num mundo melhor do que aquele em que o pai cresceu e isto traduz-se como: No mundo dos milionários.
Não há nada mais poderoso que uma ideia! Quando essa ideia é o que nos move! O problema é que raramente a ideia é o programa apresentado e se a minha ideia é ficar rico custe o que custar, o activismo mendigo é o negocio do século! O activismo, a vontade de espalhar informação e opinião é uma ideia bem formada e argumentada que nos move, mas quando fazemos dessa ideia uma profissão, acabou, toda a mensagem perde valor pois deixamos de dar a liberdade necessária para que a ideia cresça e passamos molda-la de acordo com o programa económico-financeiro ao qual nos rendemos.
Querem ajudar alguém, ajudem! Ninguém vos impede. Mas devemos ajudar por quereremos ajudar e não abrir a carteira e dar uma nota de 50 Euros a um intermediario que primeiro faz uma pausa numa pastelaria e come uma tosta-mista e bebe um café, depois coloca 20 Euros de gasolina e passados 6 meses vai de Mercedes a vossa casa mostrar-vos uma fotografia de um puto na Somália com uma bola de futebol de €1,5 feita de preservativos reciclados na China e diz-vos que forma vocês que uniram a bola e o menino. Depois pede-vos para imaginarem o que poderiam fazer com 100 Euros.
Dar dinheiro é uma forma de nos enganarmos a nos próprios: „eu fiz algo, dei 50 Euros um tipo que diz que deu uma bola e uma sandes de torresmo a um puto em África“. Se gostam de dar, podem dar, começando pela vossa comunidade. Será que ajudar um menino em África que recebe 1 euro dos 50 que mandam (por vezes nem isso), da mais satisfação do que ajudar um idoso que passa um inverno a dormir na rua da vossa cidade? Será que o Kony sendo o filho da puta que é, é mais filho da puta do que o governo do Uganda que mantém o pais na miséria e que usa o Kony para causar medo e desta forma manter o poder? Não me lixem! Os Invisible Children não passam de uma versão moderna da Caritas, mas sem velhinhas a pedir na rua em troca de autocolantes. Estes possuem conhecimentos de Photoshop, edição de vídeo, Redes Sociais e a lábia necessária para se fazerem ouvir aliada a uma, economicamente útil, queda para o dramático.
O jornal digital ionline está nas ruas da amargura, este declínio começou quando deixaram de ter jornalistas e passaram a ter putos a tomar conta do site. O ionline publica tudo o que aparece sem verificarem a sua veracidade (já apontei alguns casos neste blogue). O caso que vou falar hoje é uma clara incapacidade de distinguir entre o que é noticia e o que é publicidade. A não-noticia tem como título:
por Clara Silva, Publicado em 25 de Janeiro de 2010
Esta não noticia fala-nos de um suposto estudo feito por o antropólogo Robin Dunbar, professor da Universidade de Oxford e que nos diz que 150 é o numero máximo de amizades que o cérebro é capaz de gerir. Até chamam a este numero: número de Dunbar.
Consciente da estupidez deste numero estabelecido como máximo absoluto como se a nossa cabeça fosse um PC com as mesmas limitações, o neuropsicólogo Nélson Lima refere que o número é variável mas ter 1.000 amigos é impraticável. Quando pensei que a não-noticia não poderia ficar mais ridícula, ela na verdade não ficou mesmo, pois Nélson Lima acabou por dizer algo acertado: "O que importa não é o número, mas sim a qualidade das relações e a disponibilidade que temos para as cultivar."E termina com algo que merece um aplauso meu:"Na internet usa-se o termo 'amigo' para um membro de uma comunidade (...) É abusivo. São meros conhecidos, apenas relações virtuais."
Logicamente o nosso cérebro é diferente do cérebro do meu vizinho. Pessoalmente esqueço dos nomes das pessoas mas mantenho memória fotográfica das caras e basta-me ver uma cara para me lembrar quando e onde a conheci. Outras pessoas nunca se esquecem dos nomes mas a memória dessas pessoas não vai além disso mesmo, um nome associado a uma cara.
Mas porque raio falam no Facebook havendo tanta plataforma deste tipo? E se o estudo é dos anos 90 como é que isto se torna noticia agora? Isto não passa de uma ridícula manobra publicitária e por isso usam o nome Facebook.
Eu não tenho 5.000 amigos, nem 1.000, nem 150 nem 50, nem 10 nem sequer 5. Os meus amigos são 4 e um deles é uma cadela. Estamos a banalizar uma palavra usando o termo "amigo" para definir as pessoas que conhecemos, tal como ao longo de séculos banalizámos a palavra "amor" para nos referirmos a um simples gostar. Hoje ninguém sabe ao certo quando ama ou gosta muito e em breve não saberemos o que é realmente um amigo.
... traduzida para Eurovisão, significa na realidade visão Europeia, uma miragem, uma espécie de alucinação coletiva que nos faz acreditar que a União Europeia é algo de positivo. Se por um lado lutam politicamente para construir uma federação tentando eliminar o nacionalismo e impor uma ilusão de unidade, por outro continuam a dividir-nos para nos conquistarem, com constantes competições entre as nações europeias com vista a fomentar o nacionalismo que tentam eliminar... complicado? É um pouco complicado perceber como estas mentes funcionam, excepto se perceberem que na verdade só fomentam o nacionalismo de quem paga as contas da Europa. Os outros servem unicamente para estarem presentes e serem desiludidos. A desilusão é o prémio dos idiotas que ainda se iludem.
Como não sou de me iludir e gosto de comentar de acordo com as conclusões a que chego após uma analise imparcial. Disse há dias isto:
Ai... se fosse assim tão fácil acertar no Lotto (claro que teria de jogar, mas isso é outra questão). Portugal foi eliminado e não irá à final e portanto a minha previsão de zero pontos, foi na mouche.
Esta eliminação é realmente positiva, pois poupa Portugal e os portugueses de uma vergonha que iria ser lembrada durante muitos anos. Uma vergonha não tanto sentida por nós quanto pelos nossos filhos, que daqui a uns anos seriam lembrados da merda que os pais escolheram para os representar. É como olhar para as nossas fotos de bebé e imaginar que merdas é que os nossos pais fumaram para nos vestirem como espantalhos... mas pior.
No meio de uma crise, lá gastámos algum dinheiro para mandar um bando de palhaços à Alemanha passear e fazerem figuras de parvos. Mas é extremamente positivo não ter de suportar a vergonha de ter aquela merda de música e banda em horário nobre a ser vista por dezenas de milhões de pessoas em toda a Europa.
Finalmente algo de positivo nesta década negativa para Portugal.
Sei bem que vou falar do Millenium BCP brevemente, acho o caso que vou referir bem mais grave.
Uma grande fatia das receitas de Portugal vem da diáspora. O dinheiro que os imigrantes mandam diariamente para Portugal é essencial para a economia nacional, no entanto as entidades privadas não querem saber disso.
Apesar de onde moro existir uma delegação do BPI, anda por aqui um representante que não trabalha nessa delegação. Este senhor possui uma interessante base de dados sobre os imigrantes, em particular das suas profissões e só anda a contactar certos imigrantes e não todos. Parece haver um interesse particular pelos chamados imigrantes de sucesso.
Apesar de eu estar fora da "rede" e completamente integrado na sociedade do país onde resido, através de uma recomendação de terceiros, este senhor chegou até mim. Apresentou-se como representante do BPI e recebeu logo um "fora" meu, pois estou satisfeito com o meu banco. No entanto ele insistiu e ofereceu-se para me apresentar uma proposta durante um jantar que seria pago pelo BPI.
Ao entregar-me o seu cartão, reparo em algo estranho, o logotipo do BPI não era laranja mas sim azul. O senhor sorriu e louvou a minha capacidade de reparar em detalhes (o chamado lambe-botas).
No fundo o BPI de logo azul é o departamento offshore do BPI, aquele que contorna a lei portuguesa e Europeia fazendo dinheiro desaparecer.
Basicamente a proposta deste senhor é que eu lhes confie o meu dinheiro, fazendo-o desaparecer do sistema, não tendo de pagar impostos nacionais e fazendo-o reaparecer num "offshore" mais exactamente em Singapura. Tudo isto em troca de uma comissão.
O processo é relativamente simples: O dinheiro entra numa conta anónima do BPI, a qual será da responsabilidade deste "gestor de conta", que por sua vez o faz desaparecer, transferindo-o para Macau depois de uma passagem pela Madeira. De Macau é enviado para Singapura, voltando eu a ter controlo sobre esse dinheiro.
De facto, o dinheiro que tenho no banco aqui, já pagou impostos e por isso nada tenho a ganhar com um offshore, este processo é recomendado para quem tem dinheiro "negro", dinheiro que se recebe sem que impostos tenham sido pagos e que por isso não podem aparecer de qualquer maneira em contas bancárias.
No site do BPI não encontro nada sobre esse departamento de logotipo azul. Fui a um site onde podemos obter informação sobre bancos e suas actividades e fica claro que o BPI usa destas estratégias:
O dinheiro entra no BPI português:
E termina no BPI Philipino expandido para Singapura?:
É interessante saber que um dos maiores grupos financeiros português, está a prejudicar Portugal desviando fundos essenciais ao não agravamento da actual crise.
Claro que isto é uma critica a uma actividade corrupta, mas se o BPI o faz certamente que os outros grupos privados de Portugal o fazem, imitando a tendência corrupta da banca mundial.
Se eu ou vocês abrirem uma conta offshore ou onshore num paraíso fiscal, evitando pagar impostos estamos a violar a lei. Se um banco oficial o faz estão unicamente a contornar a lei. É como, quando alguém rouba uma carteira com 5 Euros, roubou e quem rouba um saco azul com 10 milhões de euros, desviou. A lei é justa para alguns. A lei é severa para alguns. A lei só se aplica a alguns...
Vamos falar de um tema mais suave. Este blogue funciona também a nível de pedidos de opinião sobre alguns assuntos e aqui está a resposta a um desses pedidos que consiste em eu usar métodos que usei em alguns textos neste blogue e analisar uma possível edição de imagem por forma a esclarecer quem tem razão, o Nuno Markl ou seu amigo anal.
Apesar de já ter referido que não gosto do Nuno Markl, e já o ter criticado aqui e aqui (depois de saber que ele lida mal com as criticas, passou a dar-me ainda mais gozo), admito que por raras vezes já lhe achei piada. Com isto não quero dizer que o ache um bom humorista, pois se o simples facto de me ter feito rir uma vez ou outra fosse prova de qualidade, então tenho uma génia humorística de quatro patas cá em casa...
Sinopse do caso:
Alegadamente um fã de Nuno Markl enviou-lhe um guião para análise. Alegadamente Nuno Markl respondeu por E-mail de forma deselegante. Alegadamente, nesse mail,Nuno Markl admitiu usar/adaptar piadas de humoristas desconhecidos, retiradas de DVD's comprados online. É facto que alguém que alegou isto expôs uma suposta troca de mails num blogue e no Facebook. É facto que a conta de Facebook e blogue desse "fã" foram encerrados. É facto que Nuno Markl nega (ver texto de 02.07). É facto que não tenho acesso aos prints da primeira troca de mails. É facto que o fã insistenuma nova página e com um novo mail alegadamente do Markl. É facto que esta merda não deveria interessar a ninguém, mas vamos dar o desconto...
O que fiz foi verificar se o printScreen do E-mail do acusador foi editado ou se é mesmo um PrintScreen. Ao analisar a imagem do alegado mail do Nuno Markl ao seu fã:
Detectei o seguinte:
Em "Assessement" podemos ler que a imagem foi editada sem referir o programa usado. Acima vemos que as marcas de edição são coincidentes com os programas descritos. No entanto num printscreen aparece SEMPRE como tendo sido editado, pois é usado o paint (ou programa semelhante) para guardar o printscreen e a marca paint (ou programa semelhante) coincide com todos os programas descritos. Para confirmação fiz um print da minha caixa de E-mail e analisei o resultado:
Como podem verificar, o programa refere que foi editado e apresenta a mesma lista de programas possíveis, que neste caso se deve ao facto de ter usado o Paint para guardar o print.
Que conclusões podemos retirar?
Contra Afonso Queirós (o fã):
Para falsificar um mail, não é preciso editar com Photoshop ou outros programas. Eu posso mandar um mail a mim mesmo como tendo vindo do E-mail oficial do Presidente da República. Já alguma vez receberam spam mail vindo do vosso próprio mail? O sistema é o mesmo. No entanto isso não prova nada, pois não temos forma de saber se é esse o caso!
O print acima também foi divulgado pelo "fã", no entanto a caixa de mail dele levanta algumas suspeitas:
O acusador alega que ficou sem conta de Facebook, devido à sinalização dos fãs do Markl e que essa conta era pessoal com mais de 200 contactos. No entanto o que vejo é que criou a conta Facebook unicamente 3 horas antes do alegado mail do Nuno Markl. É claro que isto não prova nada, mas é intrigante.
Contra Nuno Markl:
Em primeiro lugar, o printscreen de quem acusa o Nuno Markl é real e não foi editado e por isso no seu texto Nuno Markl mente, por ignorância ou maldade, quando se refere ao printscreen como tendo sofrido edição Photoshop.
Nuno Markl tem saídas parvas nesse texto que demonstram que o seu ego é mais exagerado que os testículos do cavalo do mosteiro da Batalha, falando "nos meus fãs", considerando-se um ídolo. Quem se considera ídolo tem graves problemas mentais e Nuno Markl obviamente não joga com o baralho completo.
Apelar a esses tais fãs para denunciarem um perfil Facebook (que conseguiu graças a eles encerrar) e apelar a sinalizarem um blogue e uma página web ou o que quer que seja com a simples intenção de pressionar os donos do servidor a bloquear essa página, é uma atitude parva, sem cabimento, inaceitável e motivadora de se virar o feitiço contra o feiticeiro, eu próprio sinalizei esse texto do blogue do Markl como sendo ofensivo por apelar à acção dos seus fãs em actos de censura.
A web é um local livre e tem de ser mantido um local livre. Livre de nos expressarmos, livre de criticarmos, livre de expormos farsas e até livre de inventarmos histórias sobre terceiros. Sim, temos a liberdade de difamar terceiros.A lei não proíbe a difamação, a lei recomenda a que não se difame, impondo castigos para quem o fizer. No entanto qualquer pessoa é livre de difamar pois, visto que ninguém pode alegar desconhecer a lei, ao faze-lo estamos cientes de que poderemos ter de responder em tribunal. Nuno Markl tem o direito de processar mas não tem o direito de apelar à censura online.
A única vantagem de usar fãs e amigos para sinalizar páginas é a possibilidade de parar esses ataques pessoais na impossibilidade de apresentar uma queixa crime, como por exemplo, não havendo capacidade de provar que é difamação, pois existe sempre possibilidade de identificar o difamador.
A atitude censuradora de Nuno Markl, parece mais um acto de esconder a verdade (mesmo que não seja o caso) do que de salientar a sua inocência. Quem é inocente processa, não age desta forma.
Outra suspeita que fica no ar, é a importância que Nuno Markl deu a este assunto. Quando nos tentamos justificar de algo que alegamos ser mentira, e desta forma damos importância ao que não a tem, estamos alimentar essa suspeita.
Termino com a demonstração do resultado de um teste a uma imagem com Photoshop, que seria o resultado que eu teria de obter para dar razão à acusação de Nuno Markl:
Este é um exemplo de uma foto na qual usei Photoshop e a analise à imagem confirma que o fiz.
As redes sociais servem para socializar tal e qual como no nosso dia-a-dia e por isso fala-se bem e fala-se mal de terceiros, como o próprio Nuno Markl faz com o seu humor, ridicularizando terceiros. A forma de agir contra quem fala mal de nós não é apelando aos fãs para pressionarem os servidores a fechar essas páginas, da mesma forma que não se apela aos fãs e amigos para espancarem na rua quem fala mal de nós. Se a difamação é algo punível por lei, o ataque a páginas web pessoais é terrorismo.
É muito provável que Afonso Queirós tenha agido de má fé, mas é uma certeza que Nuno Markl agiu da mesma formae se algum idiota por essa web se achar um ídolo poderá apelar aos seus fãs para sinalizarem as páginas em redes sociais de Nuno Markl pois o seu humor é muitas vezes ofensivo.
Claro que não apelo a isso pois não sou ídolo de ninguém, excepto da minha cadela e isso não posso controlar. Não sou hipócrita ao apelar a fazerem algo que acho repugnante. Não alego ser um homem de tomates para depois me esconder atrás dos fãs pedindo para fazerem a merda por mim. E claro, porque quero que Afonso Queirós e Nuno Markl se sodomizem mutuamente.
Já aqui falei por duas vezes do Census português e por uma vez do Census Britânico. Reparei que os Census são iguais, que as perguntas são iguais. Como podem ser iguais ao mais pequeno detalhe de palavra?
Certamente o Sr.(a) Recenseador/a que tem comentado os outros textos defendendo o sistema e tentando desinformar, dirá que foi coincidência. Talvez diga também que foi um momento cósmico em que um português e um britânico entraram em sintonia e escreveram as mesmas perguntas, da mesma forma, na mesma ordem mas em línguas diferentes.
Andei em busca do motivo real, e não do sobrenatural, e encontrei. Ao encontrar contactei mais uma vez a Comissão Nacional de Protecção de Dados que referiu publicamente neste documento: Que os dados não podem ser transferidos para países terceiros. Neste contacto eles fizeram o mesmo que o INE e ignoraram o meu mail. Por telefone faziam-me esperar e a chamada caía sistematicamente, até eu desistir. Sim, desisti mas só porque percebi que não havia intenção de responder pois tinham conhecimento da legislação e não queriam admitir que a CNPD não serve para nada e não tem razão de existir e de gastar parte dos nossos impostos. Tudo o que CNPD disse que teria de ser feito, não foi feito. Não há adenda ao Census, não há informação clara por parte dos recenseadores e haverá partilha de dados com países terceiros.
A própria lei nacional não o permite. Mas... meus amigos, já todos sabemos que a lei Europeia se sobrepõe à lei nacional e tendo em conta que há legislação Europeia que regula os Census Nacionais e os centra na base de dados da Eurostat, esses dados não ficam só em Portugal. É tudo retórica, pois a União Europeia é vista como uma Federação de Estados e não como uma União de Países. É esta interpretação que torna legal centralizar os Census de toda a União Europeia numa única base de dados e era isso mesmo que eu temia.
No site do Office of National Statistics do Reino Unido, é assumida a partilha de dados com a União Europeia (clicar no link anterior para ver). O INE nada diz, nada responde, mantendo a ilusão de Census nacional de forma a ter mais sucesso nesse Census do que o Reino Unido terá.
A legislação Europeia criada sobre o Census Individual e da Habitação refere-se aos Census nacionais não como sendo nacionais mas sim regionais, considerando países independentes dentro da União Europeia como sendo regiões dessa União e portanto conseguindo que esta legislação se sobreponha à legislação nacional que possa ser contrária.
Nessa legislação diz que os Census de 1980, 1990 e 2001 foram "harmonizados" e que esse processo irá continuar numa maior escala (maior escala devido às perguntas ilegais) em 2011. Continuam o texto dizendo que os Census "serão comparados" referindo uma série de finalidades estatísticas e dizem também servir para "análise e tomada de decisões":
Isto explica muita coisa, como a falsa obrigação e falsas multas só para assustar as pessoas ao ponto de revelarem mais de si.
Tendo lido esta legislação, certamente que o recenseador que batesse à minha porta iria ter de voltar imensas vezes para obter sempre um sonante de directo: NÃO!
Podem consultar a legislação Europeia publicada a 15 de Março de 2011 aqui:
O Census não é nacional, é Europeu e tem como finalidade a análise estatística e análise para tomada de decisões. Estaremos a falar do sonho molhado do imposto Europeu único? Do seguro de saúde Europeu? O que quer que seja, não será certamente para melhorar o nosso nível de vida!
Triste é este título, pois triste foi o desperdício desta oportunidade de ouro. Os portugueses mais uma vez conseguiram desperdiçar uma oportunidade tornando-a numa grande festa de rua, onde se disseram algumas palavras de ordem, de rima pobre, e se cantou e dançou muito. A alegria dos "quinhentoseuristas" a assistir à ancora colocada a esta manifestação. Mas de ancora falo eu? Sei lá... isto parece-vos um protesto revolucionário ou um show para prender os manifestantes num local?
Isto é festa! Talvez agora comecem a perceber o que significa "A luta é alegria". Talvez agora percebam o motivo de "Os Homens da luta" irem à Eurovisão. Talvez percebam que são este tipo de pessoas que passam a vida a representar e que são pagos para isso, que ajudam no vosso controlo. Sinceramente duvido que a maioria perceba, quando nem sequer a mensagem do nosso Presidente ouviu ou percebeu.
"A festa é alegria" e certos (des)organizadores seguiram o lema, colocando os seus grupinhos que usam o Facebook como second-life a cantar, repetindo versos parvinhos ditos e escritos por um troll.
- Cantem, cantem, que isto tudo é festa e esqueçam que no final, depois de tanto cantar, quem se fode é a cigarra!
- Mas quem é a cigarra? Pergunta o povo.
- Eu sei lá, eu sei lá. Eu ganho 500 Euros e a cigarra não tem guito, por isso quem se fode não sou eu! Siga p'ra festa! Responde o povo ao povo.
"Lala-la-la, estamos tão chateados, la-la-la-lala, ai tão chateados que estamos e por isso cantamos, como tolinhos. Lala-la-lalalala, Ó Sócrates vai-te embora, canto eu todo contente, pois a luta é uma festa e eu que sou uma besta que canta como um parvinho enquanto me fodes devagarinho! Lala-la-la-lalalalalal"
Quando foi o próprio Presidente da República de uma nação a apelar à acção popular para mudar a forma de gestão do país, isso deveria ser um alerta vermelho para levar todos os cidadãos, sem excepção, para a rua em protesto! Nunca na história de Portugal se viu um Presidente a encorajar o povo a impor o seu poder sobre o Estado e a exigir/impor mudanças ao Estado ou o queda do mesmo. Nunca na História de Portugal, um Presidente lembrou o povo, que é ele quem manda, quem escolhe, quem decide e que está na hora de usar esse poder para mudar o rumo da politica nacional.
"(...) É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.
O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.
É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia."
(Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse)
O nosso Presidente disse-nos: "ACORDEM, façam barulho, protestem e obriguem o Estado a mudar de rumo, seguindo esse novo rumo para um futuro melhor!"
"(...) Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.
Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança (...)"
(Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse)
Esta seria a revolução dos jovens. Os nossos pais já tiveram a deles, o 25 de Abril e agora seria a nossa vez. Seria, pois isto não foi nada. Eu esperava pouco mas isto foi menos do que esperava.
"(...) Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!"
Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.
Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.
Obrigado."
(Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse)
Carta Aberta de um cidadão: "Obrigado Senhor Presidente pela suas palavras de esperança e fé no poder do povo. Como Português apresento o meu sincero pedido de desculpas por não lhe ter dado ouvidos, consciente de que todas as dificuldades que irei sentir nos próximos 2 anos de agravamento desta crise, serão da minha responsabilidade por não ter querido desperdiçar uma festa de sardinhas, pão e vinho, fazendo uma revolução. Tenho também, de como cidadão, lhe pedir desculpa por ter ridicularizado a sua coragem ao fazer História com este seu discurso, ignorando-o. Tenho de lhe pedir desculpa por lhe ter retirado legitimidade e o poder politico para impugnar este governo. Se tivesse protestado, você teria poder e legitimidade para o fazer. Deixo-lhe o meu pedido de desculpa por ter dado ainda mais poder ao governo e mais uma vez, ajudado a minar o futuro dos meus filhos."
(Um cidadão com o direito de se exprimir independentemente de agradar ou não aos seus compatriotas)
Quando o objectivo era fazer ouvir a voz do povo, o povo permitiu que um grupo de palhaços cantasse mais alto. Que abafasse a vossa voz. Que ridicularizasse o protesto. Que tornasse uma oportunidade de ouro em mais um "ai quase..." bem ao estilo do desempenho desportivo português.
Qualquer Primeiro-Ministro se demitiria após um discurso destes de um Presidente, mas não José Sócrates. Este, provou por diversas vezes não ter um mínimo de honra ao lidar com a imprensa e com o povo, nem mesmo com o seu próprio diploma. Sócrates é um homenzinho que não larga o poleiro a não ser que se retire o poleiro debaixo dele, e é isso que o Presidente nos pediu para fazer!
O povo saiu à rua e foi guiado como ovelhas em todo o protesto e no final, o resultado foi mais uma festa onde só faltou o peixe (pois o pão e o vinho estavam lá). Houve muita alegria pois a luta é a alegria de todos aqueles que já não sabem o que é uma luta. Porque no fundo, tudo se baseia numa frase sem nexo e/ou efeito prático:
"E quem não salta, é do Governo!" Saltem meninos saltem, continuem a saltar sem medos pois o cinto está tão apertado que as calças não vos caem... Pelo menos até terem de por o cinto no prego e atar as calças com um cordel.
Mais uma vez vamos ter de olhar para o que se faz na Europa. Vamos ter de esperar pelas manifestações do dia 26 deste mês na Grã-Bretanha e ver como se protesta. Espero que o povo Português se prepare para tirar apontamentos...
12 de Março de 2011 mais um dia que será esquecido pois não vale pena lembrar falhanços. Mas no mínimo que se aprenda com os erros e se sigam os exemplos vindos de todo o mundo.
Nota: Por favor não tragam para a caixa de comentários exemplos do orgulho no povo português por esta acção. Não usem do orgulho parvo que está o poluir o Youtube e Facebook, considerando isto um sucesso. O sucesso limita-se à movimentação do povo ao sair à rua mas a acção popular foi nula, tornando toda essa movimentação numa grande perda de tempo.
Como referi neste texto sobre os vários milhões de Euros investidos na cantora alemã que venceu o último festival da canção, a manipulação do vencedor continua na Alemanha. Como seria de esperar a vencedora do ano passado foi a escolhida para representar a Alemanha e defender o seu título. Algo inédito aconteceu este ano... ao passo que cada concorrente, concorreu com uma música, esta rapariga foi autorizada a concorrer com 10 músicas e obviamente venceu novamente.
Se analisarmos a actual tendência deste festival, ele está a apostar no que realmente vende, deixando de ser um festival série B no mundo da música, semelhante ao festival de Cannes no cinema. Vejamos:
Em 2006 venceu a Finlândia com o tema "Hard Rock Halellujah" de Lordi. Um tema em Inglês que poderá ter provocado diversos enfartes nos velhotes menos habituados ao metal. Sem dúvida que era o melhor tema do concurso e um dos melhores temas de sempre. Esta vitória surpreendeu-me pois raramente ganha o melhor neste festival e esta vitória mostrou que este concurso gerido por múmias estava a prestar atenção ao que realmente vende.
Em 2007 venceu a Sérvia com o tema "Molitva" em que ao minuto 01:04 ela parece cantar "comigo puta...". Foi um regresso às origens, onde apesar da excelente voz o tema não venderia fora da Sérvia.
Em 2008 venceu a Rússia com o tema "Believe", uma balada em Inglês 100% comercial, seguindo a mudança de rumo iniciada em 2006.
Em 2009, venceu a Noruega com a canção "Farytale", que é uma música pop em Inglês que poderia ter sido cantada por um qualquer gay tipo Ricky Martin, se não fosse a óbvia influencia Celta do tema, influencia essa muito usada pelas bandas nórdicas com boa aceitação mundialmente.
Em 2010 foi a vez da irritante música "Satelite" da representante alemã, com uma letra de merda cantado numa frustrada tentativa de sotaque britânico, e que se tornou numa espécie de hino na Alemanha. Mais uma vez salientou a tendência do festival Eurovisão de se aproximar do que realmente se vende. No caso de "Satelite" é uma música que pode, foi e é passada em clubs nocturnos por ser dentro da actual vaga pop.
E o que faz Portugal? Portugal em vez de evoluir retrocedeu até aos tristes anos 70, escolhendo um palhaço (digo palhaço com todo o respeito pela profissão e porque é o que o Jel faz e sempre fez), com uma música de intervenção ao estilo de Zeca Afonso.
Recuso-me a acreditar que é o povo que escolhe o vencedor. As chamadas telefónicas para votar, servem unicamente para cobrir as despesas do espectáculo. São exactamente como aquelas chamadas que fazemos para doar dinheiro que desaparece e não vai para a causa anunciada.
Vamos ter um grupo de palhaços, usando o estereotipo de português atrasado que vive ainda em Abril de 1974, onde a economia nacional ainda é peixe, pão e vinho. Acho incrível que quando escrevi um texto sobre o 25 de Abril referindo-me a essa revolução como "A revolução inacabada" (termo não criado por mim, mas sim por intervenientes dessa revolução) e nesse texto ter adicionado uma letra humorística a ser cantada ao som de "Grândola Vila Morena", gerei uma onda de protestos na blogosfera devido à minha falta de sensibilidade em brincar com o tema. No entanto estes palhaços vão representar Portugal numa paródia ao 25 de Abril. Esta não é uma música de intervenção, é uma paródia.
Será que todos os portugueses adoraram o tema e por azar nenhum deles estava presente naquela noite? É de estranhar que uma vitória tão clara não tivesse apoio do público presente que protestou e abandonou o recinto.
Na actual situação económica e politica actual de um país em negação da falência em que vive, nada melhor, politicamente, do que mandar uns gajos à Europa a cantar merdas sem sentido como "Luta é alegria", passando a mensagem que mesmo sem dinheiro estamos super contentes e se protestamos é por divertimento pois na verdade gostamos de uma boa enrabadela politico-económica desde que não nos falte o pão e vinho.
Este tema, a representar o meu país, envergonha-me como português. Não consigo, nem quero acreditar que os portugueses votaram nesta merda e se votaram, só posso dizer que tenho imensa pena da vossa falta de visão, falta de cultura, falta de gosto e falta de inteligência e que devem sair dessa mediocridade intelectual que é a responsável pela actual situação do país.
Aos que se sentirem ofendidos por estas minhas palavras, cliquem na cruz vermelha no canto superior direito e vão dormir que o vosso mal é sono!
Portugal é a ovelha negra deste festival, nunca ganhou e já nos habituou a terminar com 1 ou zero pontos. Este ano serão zero pontos, nem se Portugal pudesse votar em Portugal, este tema iria ter um único ponto. Merda é merda e o país e seu povo mereciam mais e melhor nesta fase difícil.
Faz exactamente 20 anos que não vejo um festival da canção. O último que vi na totalidade foi o de 1991 em que Portugal ficou em oitavo lugar, tendo estado em terceiro até aos últimos votos, com aquele que foi de longe o melhor tema que representou Portugal, com a melhor voz e foi o melhor tema daquela edição. Nessa edição percebi a politização do festival e a sua relação directa com o que se passa politicamente na Europa e neste momento é necessário masturbar a Alemanha que é a economia que está a sustentar uma Europa falida e sem rumo.
O título não deveria ser irónico mas neste caso é! Eu adoro a Noruega tal como toda a Escandinávia. Visito quase todos os anos este país por motivos desportivos, apesar do Norueguês ser muito diferente do Sueco e ainda mais do Finlandês, eu ainda apanho umas palavras e com facilidade identifiquei este título de jornal:
Esta foi a capa do semanário Dag og Tid do dia 11-02-2011. Na foto podemos ver milhares de Egípcios na rua e sobre a foto um interessante título: "- Isto não é uma revolução". Será que li mal? Não, pois questionei um Norueguês e a minha tradução está perfeita!
É incrível a flagrante utilização de double talk ao estilo do livro 1984 como "war is peace". Após ver esta capa, procurei as edições deste jornal durante a revolução na Tunísia e reparei que não foi noticia. Pura e simplesmente o Dag Og Tid, dos jornais mais vendidos e o qual os Noruegueses levam para casa ao fim-de-semana pois sai à Sexta-Feira, ignorou a primeira revolução da década (Tunísia) e que desencadeou mais duas (Egipto e Líbia) e vários países estão em risco (Bahrain, Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait, Yemen, Marrocos). Até há movimentos a serem inspirados na Europa (Itália e Albânia).
Não contente com a capa fui ver o que se dizia na noticia:
Em letras gordas pode-se ler "Nenhuma revolução no Egipto" e todo o texto é um desdobramento em argumentos sem sentido para fazer esta verdadeira revolução parecer um golpe de estado. Em ponto nenhum referem que o líder destituído manipulava as eleições ao ponto de vencer todas elas com mais de 80% dos votos. O que tentam dizer é que um povo satisfeito com um líder durante 30 anos, ao ponto de o eleger consecutivamente com maioria absoluta, não inicia uma revolução. No meio de tudo isto e se eu estivesse estado ausente do mundo durante os últimos meses, iria pensar que a foto que vemos acima, se trata de uma vigília para que o Presidente não se demita...
Afinal se parece uma revolução, mas não é... O que é uma revolução de verdade?
Será que é esta a forma do governo Norueguês dizer que só é uma revolução se for influenciada pela maçonaria, como: Revolução Francesa, Revolução Americana, Revolução dos Cravos... ou quem sabe, só se admite como revolução a industrial...
É claro que para o governo socialista Norueguês, isto não pode ser uma revolução depois de 30 anos a viverem felizes com um sistema politico dominador. Pois se fosse uma revolução os Noruegueses poderiam ver semelhanças com o seu velho governo socialista e também com a sua luxuosa monarquia, motivo pelo qual pagam tão altos impostos.
É interessante que depois disto, em vez de falarem na Líbia, deixaram o assunto de lado e usaram as páginas deste jornal para uma outra noticia: "Poderá a Noruega tornar-se numa Argentina?". Mais uma vez desdobram-se em explicações sem nexo, dizendo que apesar da linha politica ser igualmente de esquerda, uma ditadura seria impossível e impensável na Noruega. Então e a monarquia, o que é?
É verdade que a imprensa portuguesa está amordaçada pelo actual governo socialista, mas não é a única!
Stop the press é o termo usado quando surge uma noticia que merece toda a atenção da redacção. Normalmente noticias de primeira página. Para o jornal Expresso, Stop the press parece ter um significado diferente.
Foi com grande surpresa que li a notícia do Expresso dizendo que irá revelar o conteúdo de alguns dos documentos wikileaks relativos a Portugal. A surpresa não foi tanto por irem revelar mas sim por dizerem que irão revelar. Li a notícia e percebi que por outras palavras dizem o seguinte:
" Serve esta notícia para informar que vamos ter notícias em breve. Mas se esta notícia tiver uma reacção desagradável das autoridades, iremos improvisar algo de forma a agradar a Gregos e Troianos!"
A sério... porque raio um jornal publica algo dizendo que vai publicar algo? O que vamos ver em breve? Uma notícia de primeira página dizendo: "O jornal Expresso noticia em primeira mão que amanhã vai morrer alguém". Sinceramente o jornal Expresso cada vez desilude mais. Esta notícia parece-me aquelas discussões dos putos em que um diz que faz e desfaz e no fundo não faz nada. Quem faz, faz, não ameaça, pois quem ameaça raramente faz... Quem muito fala, pouco falo!
É interessante como o Expresso nesta "notícia" se esforça para explicar como conseguiu os documentos, visto que está a participar no bloqueio ao site Wikileaks. Quer dizer, estão contra o wikileaks e insinuam ir fazer uma investigação responsável dos documentos expostos por este site , os quais conseguiram através de um outro jornal porque estão contra o site em si. Ou seja, se o Wikileaks não presta e é criminoso e se recusam a usa-lo, o que podemos esperar da análise deste jornal aos documentos expostos por este "criminoso" site?
Cá para mim é mesmo isto, uma ameaça para ver como as autoridades reagem. Se elas se calarem é porque consentem e o Expresso escreve o que entender. Se as autoridades condenarem, o Expresso terá muito cuidado com o que irá publicar e provavelmente terá um assessor do Sócrates presente com um lápis azul. Estou inclinado para a segunda opção, depois de ler esta noticia:
O Expresso deve de ir fazer uma rica "investigação", repleta de "noticias" completamente "objectivas" e "imparciais", mas cá estarei para ler, confirmar, discutir e ridicularizar!
Não sei se repararam na minha utilização de aspas, no último parágrafo para expressar ironia. Faço-o para homenagear uma outra noticia (no meio de muitas... ou todas), do Expresso, onde usam umas aspas hilariantes. Aliás, o Expresso usa e abusa de aspas sem sentido nenhum:
Apesar das citações poderem ser substituídas pelo travessão, são muitas vezes usadas as aspas, em particular na língua Inglesa e Alemã, mas será que faz sentido citar tantas palavras soltas e frases incompletas colocadas em contextos por palavras não citadas? Será isto noticiar ou construir notícias? Ora, vejamos:
1- Logo no título citam a palavra caótica, mas não citam a palavra situação. O que é caótica afinal se não a situação?
2- "Nas ruas de Tripoli vive-se um cenário de "tiros" e "destruição", relataram os portugueses..." Neste caso eu percebo a minha utilização de aspas (a negro), mas fico na dúvida se as aspas deles (a vermelho) são citações ou ironia. Se já todos ouvimos e vimos vídeos de tiros e destruição, não vejo necessidade de citar estas palavras por precaução, pois é facto e não há risco em afirmar e assumir a afirmação. Porque raio o e que liga tiros a destruição fica fora das aspas?
Esta noticia parece uma colagem covarde de citações soltas onde a cola são as palavras do jornalista. Não faz sentido citar frases incompletas ou palavras soltas ligadas por palavras que desta forma dão a entender que não foram ditas pelo entrevistado. Isto é o "melhor" do jornalismo no Expresso! Eu leio, nestes casos, as aspas em palavras soltas como possível ironia e querendo dizer o oposto do que foi escrito pois a serem citações reais tenho a certeza (porque ouvi) que muito do que está fora de aspas foi dito e portanto deveria ser também citado.
Em noticias é necessário ser claro, objectivo e não deixar dúvidas sobre o que é escrito. Se querem citar, citem toda a frase entre aspas, caso contrário eu, e muitas pessoas irão ler uma "noticia" repleta de ironia!
Se isto não é um ditado popular, deveria ser: Prefiro levar dois tiros entre aspas, do que um entre os olhos!
Se alguém me diz - dou-te um tiro na tromba - eu sei o que ele/ela quer dizer, mas se me dizem - dou-te um "tiro" na tromba - eu fico na dúvida...
Vamos ver o que aí vem... Já tenho os ficheiros Wikileaks prontinhos para confirmação!
O novo filme documentário lançado a 15 de Janeiro de 2011 do qual temos estado a falar, chama-se: Moving Zeitgeist Forward, ele no site é, tal com já referi nos dois anteriores, também ilustrado por um olho:
Se o primeiro logótipo era hipnotizante e o segundo hipnotizado, este apesar de brilhante parece adormecido, ausente, um olhar perdido no passado e não com o brilho e força de alguém que olha o futuro com esperança. Não minimizem a poder das imagens e mensagens nelas contidas.
Zeitgeist: Moving Zeitgeist Forward (2011)
Com este terceiro filme fica completa a mensagem deixada incompleta nos outros 2: 1 -Acabar com a religião 2 - Aacabar com o sistema monetário 3- Acabar com o sistema politico.
O final deste filme é uma forma de nos dar esperança ou uma ilusão dela, como se o poder instalado fosse largar o poder de forma pacifica. Não acredito na mudança sem revolta e isso está provado ser realidade, mas está também provado que o protesto é combatido com violência e essa violência gera violência de quem protesta. Sim, eles irão largar o poder devido aos protestos, não os de um milhar de pessoas mas sim quando os milhões que ficam em casa saírem às ruas e demonstrarem o seu apoio para com esses primeiros.
O dia seguinte:
O que o filme ignora o dia seguinte, saltando da queda do sistema monetário para um futuro utópico.
Mas e o dia após a revolução? Não havendo estruturas, líder, nada, como se iria processar a distribuição de alimentos? A resposta é simples, tumultos, pilhagens de lojas, o mais forte irá recolher os recursos necessários, o mais fraco iria morrer à fome até que apareça um líder. Alguém para nos liderar durante esta fase negra, alguém que terá a confiança total do povo e com ela o poder total. Mas como se sabe, o poder corrompe ao ponto de depois de todas as estruturas estarem estabelecidas, dificilmente essas pessoas irão largar esse poder.
A história da humanidade é feita de revoluções. Uma revolução que cause a queda do sistema monetário e a criação de um novo sistema será o primeiro passo para daqui a uns tempos haver outra revolução e um novo sistema e assim sucessivamente, não até encontrarmos o melhor sistema mas até nós próprios sermos melhores. Pois se nós humanos evoluirmos até ao ponto de sermos exactamente como nos descrevemos quando falamos de direitos humanos e o sentido de humanidade com base em amor e compreensão, não importa o sistema que temos e até pode ser o sistema monetário actual pois iremos respeitar o próximo, ajudar o próximo, sem o querer governar, dominar, reprimir.
Este é o problema, a minha critica ao Venus Project e os pontos de discórdia entre mim a alguns comentadores é este mesmo: Eu penso que nós vamos querer sempre algo que marque a nossa individualidade, algo que nos destaque e o Venus Project é assente numa ideia falsa em que o ser humano ao acabar com o dinheiro, deixa de ter ambição!
O povo está estupidificado e sem liderança é inerte e passivo e nunca iremos conseguir que todas as pessoas se vejam como iguais, há e haverá sempre uma necessidade de nos destacarmos quer seja, artisticamente, desportivamente, intelectualmente a até fisicamente.
Irão todas as pessoas, militares e civis entregar as suas armas como, no filme, entregaram o dinheiro?
Irão as pessoas deixar de dar valor a objectos que possuem o valor que lhes damos, como ouro, prata, diamantes e outras pedras preciosas?
Irá a vontade de ter algo de único, algo que mais ninguém tem, desaparecer? Neste caso posso referir o coleccionismo algo inofensivo e um passatempo saudável que consiste em ter o que mais ninguém tem ou que poucos possuem devido à sua raridade. Mesmo que o valor do artigo deixe de ter valor monetário, nunca deixaria de ter valor e nunca deixaria de ser raro e arranjariam sempre a forma de lhe rotular um valor seja em que tipo de economia for, monetária ou não.
A natureza é regida pela lei do mais forte e queiramos ou não, somos parte dela e a questão do mais forte é inerente ao ser humano pois não passamos de uma espécie de macaco, mais bonito e com ideias melhores e muitas mais parvas, e portanto um animal.
Deixaria de haver arte? Deixaria de haver desporto? Deixaria de haver jogos de tabuleiro? Jogos de computador? Deixaria de haver flirt, engate? Não! E portanto nunca deixaria de haver competição, Nunca deixaria de haver frustração, nunca deixaria de haver batoteiros, mentirosos e por conseguinte, violência e domínio sobre terceiros.
O Venus Project e este filme do movimento Zeitgeist mostram-nos um mundo perfeito mas não há nem haverá um mundo perfeito pois o ser humano é imperfeito e a nossa imperfeição não se deve a factores sociais ou monetários. Somos imperfeitos pois estamos nos primórdios da nossa evolução comparativamente ao universo, e a perfeição é algo inatingível onde mesmo sabendo que o é, não iremos deixar de buscar a perfeição fazendo as maiores burradas pelo caminho.
O movimento Zeitgeist tal como o Venus Project, devem ser vistos como ideias e não projectos. No máximo dos máximo o Venus Project daria um livro contrário ao 1984 de George Orwell, ou seja algo que daria uma bela obra de ficção distópica. Tal como temos de lembrar à politica maçónico-illuminati que 1984 é ficção e não um manual de instruções. Temos de lembrar o povo que o Venus Project é também ficção.
Se o ser humano não se auto-destruir haverá não uma mas centenas de revoluções nos milénios vindouros, revoluções essas seguidas por novos modelos de sociedade mas estará sempre, SEMPRE presente a necessidade de identificação pessoal que nos levará a um desejo de destaque que é independente de valores materiais e isso será sempre um factor ligado à competição que por sua vez está ligado ao facto de sermos humanos e por conseguinte animais. A raiz do problema não é a politica, não é o sistema monetário, não é nada senão a nossa natureza primitiva. Mesmo com o sistema que temos actualmente poderia não haver fome, guerra, miséria e só há pois deixamos que ela exista. O dinheiro que gastámos e gastamos em guerras não desaparece ele fica cá, pois alguém o recebe e esse dinheiro é mais do que o suficiente para alimentar todo o mundo, explorar o espaço para além do nosso imaginário e erradicar todo o mal da Terra incluindo o desafiar da própria morte.
O problema é a nossa natureza e com esta sociedade ou qualquer outra, o problema será o mesmo.