Saramago Vs José Rodrigues dos Santos

O titulo deste texto era para ser: "Saramago Vs José Rodrigues dos Santos e Zé Trolha perdido pelo meio". Mas resolvi simplificar o titulo.


José Rodrigues do Santos e Saramago resolveram editar livros polémicos, aos quais com todo o respeito chamo de duas cagadas sem ponta por onde se lhes pegue.
O que acho incrível é toda a cobertura mediática em torno de ambos.

Saramago ataca a Bíblia e é o fim do mundo. "Meus Deus, herege vai já para a fogueira".
Se bem que muitos católicos concordam que a Bíblia não é a religião católica mas sim um livro de relatos "históricos", quando se ataca a Bíblia os católicos ficam loucos. É tão fácil ridicularizar a Bíblia, que está carregada de erros e contradições, que até o Saramago o faz.

Do outro lado do ringue, temos o José Rodrigues dos Santos que fez uma fantástica investigação de WC sobre a religião muçulmana e a ridiculariza. Este gajo é aplaudido...

Então mas... expliquem-me... dizer verdades sobre o que não bate certo na Bíblia é mais grave do que inventar frases e dizer que estão no Corão? O mentiroso é aplaudido e o que expõe a sua opinião é criticado? Vivemos agora numa sociedade onde mentir é menos grave do que ter opinião?
José Rodrigues dos Santos diz ter convidado um dos fundadores da Al Quaeda para o lançamento do livro... mas... e chamam mentiroso ao gajo que escreveu "O Ultimo Papa"? Quem fundou a Al Quaeda foi a CIA, pois era um grupo que seria treinado para ser usado como resistência numa possível segunda invasão Russa do Afeganistão. A própria CIA admite-o! O gajo convidado era só um muçulmano e não um fundador do grupo.

Eu não gosto do Saramago, mas defendo os direitos dele pois os seus direitos são os meus direitos. Não gosto do José Rodrigues dos Santos desde o seu Códex muito pouco original. Ambos podem e devem dizer o que pensam, a liberdade deles é a nossa também independentemente de concordar ou não com eles.

Hilariante é a opinião de um Zé Trolha de seu nome: José Luís Seixas*, acho giro o asterisco pois leva-nos ao final do texto onde diz *Advogado. Não sei o que ele pretende ao salientar que é advogado, será narcisismo? É que ele deveria ter vergonha de dizer que é advogado, pois refere nesta crónica:

"Não gosto do homem (referindo-se a Saramago). Estou no meu direito. Embora a Bíblia me recomende tolerância, respeito e misericórdia."

Este advogado só pode ser parvinho, pois sublinha o seu direito de dizer que não gosta do homem publicamente, mas acha que o alvo não tem o direito de dizer o que pensa.
O advogado tem liberdade de expressão, mas o escritor não?
Se este senhor fosse tão católico como quer fazer parecer, perdoava... É que a religião católica diz "Perdoai-nos as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido", se este Zé Trolha não perdoa, por que motivo temos de se condescendentes com ele? Ele que se foda.

Eu não gosto do Saramago, mas defenderei o seu direito a dizer, escrever ou vomitar o que pensa, pois o direito dele é o meu direito e é o direito de todos nós. Eu sei disto, vocês sabem disto, mas este advogado não sabe... possivelmente fez o seu exame a um domingo e enviou-o por fax como o Sócrates.



Termino com duas outras frases retiradas desta crónica:

"Rejeitou a Pátria porque um dia a Pátria o não reconheceu. Mas dela colhe homenagens e recebe fundações."

Mas que puta de lei obriga um Português a morar em Portugal? Por que raio não pode ele morar em Espanha? Por que raio não posso eu morar onde moro? Eu compro casa e passo os meus dias onde me der na real gana e isso não invalida que escreva em Português e até sobre Portugal, e se algum prémio é dado por Portugal, se os Portugueses lêem, que mal tem isso?

Há com cada besta a escrever crónicas em jornais que até mete dó. Gostaria de saber qual é a porra do objectivo de colocar qualquer Zé-Trolha ou Maria-da-vida-airada a escrever crónicas de opinião. Mas o que é que interessa uma opinião pessoal num jornal? Compramos jornais para ler noticias e não opiniões, a imprensa deveria ser isenta e a função destas crónicas é levar as pessoas lentamente a aceitar que os jornalistas sigam este caminho e se tornem em maus jornalistas como o Paulo Querido ou a Manuela Moura Guedes, mais preocupados em impor a sua opinião do que a cumprirem a sua função de informar de forma imparcial.
Ainda se estas crónicas fizessem sentido, fossem argumentadas e equilibradas, mas não são!

34 Comentários:

  Jane Doe

sexta-feira, outubro 30, 2009 2:28:00 da manhã

Começo por dizer que finalmente alguém fala sobre a vulgaridade do Códex, e dos livros que se seguiram do JRS. Dele, só valeu a pena ler A filha do Capitão, e há quem diga que é plágio.

E depois é aquela coisa, eu ando sempre um pouco a leste, mas quando soube desta história da Biblia e do Saramago, deu-me vontade de rir. Alguém me disse que era porque o Saramago dizia que a Biblia era sangrenta. Ora, Leia-se um livro (entre tantos) que se chama Levítico e veja-se se não é?

Claro, que o pessoal vai logo numa de atacar quem está contra os seus dogmas, mas aposto que nunca leram a Biblia toda. (Nem eu, mas já li várias partes sem ser apenas aquilo que o padre nos dá a ler no sermão de domingo).

É giro, dá para rir, o teu texto dá para rir, pois está escrito com tanta energia, ou quase raiva, que eu imagino-te a escreve-lo com um ar furioso e pronto... Não posso deixar de rir, porque já não dá para mais nada.

  Fada

sexta-feira, outubro 30, 2009 11:02:00 da manhã

Estou com a Jane, imagino-te a escrever furiosamente...lol

Bem, segundo o que ouvi dizer (da parte dum padre amigo e outro amigo nosso), esta polémica ajudou às vendas do livro do Saramago E da própria Bíblia!!!
(E se alguém mencionar que na Bíblia há histórias amorosas, triângulos e traições, então ainda há-de vender mais que a revista "Maria" ou romances novelescos!)

Marketing, tudo isto é marketing!

:p

Bom dia :)

  lunatiK

sexta-feira, outubro 30, 2009 1:13:00 da tarde

Viva
hoje o meu comentário vai para a forma como escreves, como dia a Jane Doe tem muita energia, ou raiva, mas acima de tudo acho os teus textos fluídos e de agradável leitura. Tu é que devias de pensar em escrever um livro.
Cumps.

  Carlos II

sexta-feira, outubro 30, 2009 2:42:00 da tarde

A questão central da polémica Saramago, mão é sobre o direito à opinão. Isso está consignado na constituição. Grave era se o livro "Caim" fosse censurado e retirado das bancas.

Na altura da apresentação do livro, Saramago teceu algumas considerações menos próprias para os que seguem a igreja católica, chamando-lhes quadrilha de malfeitores.

Por outro lado não acho que a Bíblia seja um manual de maus costumes. Porque, apesar de muitos defeitos e longe de atingir a perfeição a nossa civilização assenta nos princípios fundamentais do cristianismo, que estão consignados nas historiazinhas da Bíblia, que na generalidade são aceites por todos.

É evidente que o Saramago analisa estas coisas através do prisma marxista. Que é a Biblia dele.

Quanto ao José R. dos Santos é de desconfiar os pressupostos dos seus livros. Puro comércio.

Um abraço.

  VCosta

sexta-feira, outubro 30, 2009 7:54:00 da tarde

Já não vinha cá a algum tempo!
Pelos vistos ainda andam a atacar-te... enfim!!!

Sobre Saramago e seus "amigos"!
Para mim, tudo se faz e diz com a mesma finalidade, vender...
É a única coisa que interessa neste país!
Polémico?! Então está vendido!

  Marta

sábado, outubro 31, 2009 12:08:00 da manhã

Cada um escreve os livros que quer, aliás, que pode e sabe, e compra apenas quem quer. E cada um é livre de ter a sua opinião e de a expressar, quer ela vá ou não de encontro à nossa.

Para mim, esta foi mais uma vez uma excelente estratégia de marketing, e por ironia ou burrice, foram os que se dizem lesados que a promoveram.

Sem ser fã do Saramago, creio que ele se referia ao Antigo Testamento e nesse caso... não sei se era necessário por uma questão de mera opinião ser tão acutilante, mas para vender, esteve óptimo.

O José Rodrigues dos Santos, nunca li nada dele, portanto não tenho opinião.

(Estou há muito tempo sem comentar, mas continuo a ler apesar de por vezes ter alguns artigos em atraso como é o caso da última série.
Parabéns. Fazes-me pensar, no final concordar ou não com tudo o que dizes parece-me irrelevante.)

  Migas-o-Sapo

sábado, outubro 31, 2009 8:45:00 da manhã

A questão da rejeição da pátria não tem nada a ver com o ele ter ido morar para o estrangeiro. Tem a ver sim com o que ele disse várias vezes sobre a sua pretenção de abandonar a cidadana portuguesa e a insstente defesa da ideia de que Portugal devia abdicar da sua independência para a Espanha. Tarde demais, já o fez para a União Europeia.

O resto é só publicidade.

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:45:00 da tarde

Jane Doe:

"Dele, só valeu a pena ler A filha do Capitão, e há quem diga que é plágio."

Dos livros que conheço dele, 3 podem ser considerados plágio parcial, pois mesmo que não seja uma cópia pegou em algo já escrito e chegou a um final diferente. O Códex já tinha sido escrito ele limitou-se a fazer uma versão pessoal na margem da legalidade.

"Alguém me disse que era porque o Saramago dizia que a Biblia era sangrenta. Ora, Leia-se um livro (entre tantos) que se chama Levítico e veja-se se não é?"

A Biblia é sangrenta, basta ler o velho testamento, e é por ser sangrenta que foi já reescrita 5 vezes, para tentar suavizar o Deus cruel que era descrito.

"É giro, dá para rir, o teu texto dá para rir, pois está escrito com tanta energia, ou quase raiva, que eu imagino-te a escreve-lo com um ar furioso e pronto..."

Energia sim, pois a minha próxima série é religiosa e esta polémica caiu com uma luva, mas nem um pingo de fúria.

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:45:00 da tarde

Fada:

"Estou com a Jane, imagino-te a escrever furiosamente...lol"

fluídamente por estar a meio de uma série de textos sobre o assunto.

"Bem, segundo o que ouvi dizer (da parte dum padre amigo e outro amigo nosso), esta polémica ajudou às vendas do livro do Saramago E da própria Bíblia!!!"

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:45:00 da tarde

lunatiK:

Eu iria passar-me com polémicas promocionais, tudo isto é prostituição literária onde se submetem a suspeitas de plágio em silencio e não defendem a sua obra de polémicas com vista às vendas. Eu estaria como um louco a defender uma obra minha, estas putas da escrita estão-se a cagar para o que escreveram.

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:46:00 da tarde

Carlos II:

"A questão central da polémica Saramago, mão é sobre o direito à opinão."

De acordo com o *advogado* o autor não tem o direito de dizer o que pensa.

"Na altura da apresentação do livro, Saramago teceu algumas considerações menos próprias para os que seguem a igreja católica, chamando-lhes quadrilha de malfeitores."

E não será? Ainda hoje tu podes comprar pecados. Dás aos ricos pois a igreja é rica e eles só dizem que dão aos pobres.
O Deus deles manda as pessoas para arder no inferno em eterna tortura mas ama-nos...
Séculos de imposição de um Deus pela lei da espada. Segue-se uma seita que matou milhões. O erro de Saramago foi usar a palavra "quadrilha", seita seria o termo correcto.

"Por outro lado não acho que a Bíblia seja um manual de maus costumes."

Julgo que depende da parte da Bíblia, o velho testamento é no mínimo criminoso, insultuoso e ridículo, daí ter sido reescrito 5 vezes.

"É evidente que o Saramago analisa estas coisas através do prisma marxista. Que é a Biblia dele."

Se ele é marxista deverá analisar tudo na vida sob esse prisma, inclusivamente o marxismo. Pelo menos não muda de opinião ao sabor do vento.

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:46:00 da tarde

VCosta:

"Pelos vistos ainda andam a atacar-te... enfim!!!"

Depois de 2,5 anos de ataques, estou mais do que habituado.

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:46:00 da tarde

Marta:

"Cada um escreve os livros que quer, aliás, que pode e sabe, e compra apenas quem quer."

Que quer, pode e sabe, apesar de poderem retirar inspiração noutras obras, o JRS retira bem mais do que inspiração, ele retira a ideia geral e adapta consoante a sua opinião. É legal mas não é correcto e só é desmascarado após as traduções para Inglês.

"Sem ser fã do Saramago, creio que ele se referia ao Antigo Testamento e nesse caso... não sei se era necessário por uma questão de mera opinião ser tão acutilante"

O velho testamento é algo de assustador e criminoso pois de certa forma sustentava toda a ideia em trono da inquisição. Por outro lado e visto que desde a formação da igreja a Bíblia foi reescrita 5 vezes, o velho testamento está bem mais perto do original que o novo. Se falo no assunto eu abordo o velho testamento e não o novo que não passa de uma adaptação com passagens novas criadas para suavizar o que estava originalmente escrito.

  Bruno Fehr

sábado, outubro 31, 2009 12:46:00 da tarde

Migas-o-Sapo:

"A questão da rejeição da pátria não tem nada a ver com o ele ter ido morar para o estrangeiro."

O meu texto centra-se na opinião do *advogado*, que o ataca simplesmente por morar em Espanha e não por qualquer outro motivo ideológico.

"Tem a ver sim com o que ele disse várias vezes sobre a sua pretenção de abandonar a cidadana portuguesa"

Qualquer Português tem o direito de abdicar da sua nacionalidade seja por motivos ideológicos ou protesto. Não há nada de errado nisso, existe sim é um ideal nacionalista que acha que isso é repugnante.
Ninguém escolhe nascer num determinado grupo, mas à excepção do sexo, podemos escolher fazer ou não parte dele. Se é legal não poderá ser condenável.

"e a insstente defesa da ideia de que Portugal devia abdicar da sua independência para a Espanha. Tarde demais, já o fez para a União Europeia."

Teoricamente Portugal não iria abdicar, quando os Reinos Espanhóis se uniram Portugal foi convidado a constituir a federação Espanhola dentro da qual poderia ter governo próprio e a autonomia que imensas regiões espanholas possuem. Apesar de eu ter uma imagem negativa dos Espanhóis que não passa de um condicionamento cultural, sei que nem Galegos nem Castelhanos nem nenhum dos povos Espanhóis perdeu o seu nacionalismo que se poderá chamar agora de regionalismo só por ter entrado na Federação Espanhola.

Portugal após a queda do império estava condenado a ser engolido por um outro país. Mantivemos os Espanhóis fora de Portugal. Salazar manteve Hitler fora de Portugal, mas o nosso governo cedeu a nossa soberania e cederá o que resta dela. Não fomos conquistados, foi mais humilhante ainda, fomos traídos por quem elegemos para gerir o nosso país.

A opinião de Saramago é anti-UE como qualquer comunista.

Eu não sou comunista e sou anti-UE não sou anti nem a favor da união Espanhola pois seria teorizar.

  Carlos II

sábado, outubro 31, 2009 3:41:00 da tarde

Errado! Se tem uma perspectiva marxista da vida - está no seu pelo direito - não possui a isenção de pensamento que é necessária para analisar sobre este tipo de questões. Porque isso é: combater um dogma com outro dogma.

  Anónimo

sábado, outubro 31, 2009 7:13:00 da tarde

Por alguma razão esse senhor escreve para o jornal Destak. Cronistas a sério estão noutros jornais, quem se entretém a ler o Destak é quem vai nos transportes públicos, é como comer um hamburger, mascar uma chiclete, ou ler um blog de lambe-conas. Nem sei como um blogger do teu calibre perde tempo a ler merdas dessas e dá importância ao que lá está escrito.

D.

  Migas-o-Sapo

sábado, outubro 31, 2009 11:45:00 da tarde

Eu sou contra aquilo em que se tornou a União Europeia e ainda mais contra aquilo em que se pode vir a tornar. Contudo, não sou comunista. Na realidade, apesar de gostar de ter olho aberto para a política, não tenho simpatia por nenhuma corrente ideológica.

Já agora, Portugal foi conquistado pelos Espanhóis em 1580, durante o Segundo Interregno, não sei até que ponto isso pode ser considerado um convite. E, por favor, não digas de novo e repetidamente que a Bíblia foi alterada cinco vezes pois isso é uma incorrecção.

Em suma, se o Saramago é maluco, o tal advogado também deve muito aos pirolitos.

  Fly

domingo, novembro 01, 2009 1:07:00 da manhã

Marxista o Saramago? Só se for de fachada. Veja-se o percurso dos ultimos tempos desse (ig)nobel:

-classificou as FARC como “um bando de assassinos” fazendo passar em claro que o governo de Uribe é outro bando bem mais poderoso, bem apoiado e subsidiado com os próprios recursos que são extorquidos ao seu próprio povo (e lá estão as 6 bases militares dos E.U.A para o demonstrar);

-tem promovido as acções do seu amigo pessoal, o super-Juiz Garzòn, na “luta pelos direitos humanos” o tal que iria processar todos os envolvidos na administração Bush em peso, responsáveis da CIA, etc. Onde estão acções e resultados? a julgar pelos antecedentes vão morrer na cama, como o Pinoxchet. Em contrapartida Garzòn é o mais feroz dos pides na perseguição e ilegalização dos Partidos Bascos que lutam pela independência dos seu país;

-teceu rasgados elogios a Jesús de Polanco, quando o dono do grupo de comunicação social Prisa bateu a bota, dizendo que ele “tinha sido um dos rostos amáveis do capitalismo”.
Ora, “capitalismo amável” é coisa que qualquer revolucionário (ou reaccionário) sabe não existir.

Abraço

  Sylvia FX

domingo, novembro 01, 2009 8:13:00 da manhã

Está visto que não viste o debate entre o Saramago e o padre cujo nome agora não me ocorre. O padre apenas criticou (como é também do seu direito) certos trechos do livro, tirados da bíblia, à qual Saramago acabou por confessar que nessas partes tinha de facto exagerado na linguagem... a polémica está na mente tortuosa das pessoas porque pessoalmente eu não vi nada de especial nesse assunto.

Temos todos o direito de expressão, opinar sobre qualquer assunto etc..etc... O Saramago caíu na "tentação" habitual de interpretar literalmente uma passagem da bíblia, eh pá quem diz o que quer também ouve o que não quer :)
E não os católicos não ficaram loucos, ficaram sim os que alimentaram essa polémica, pessoas essas que nem católicas são.

Quanto ao advogado, também nada a assinalar. É uma opinião como outra qualquer. Ele é advogado e não jornalista (é comum qualquer crónica ter a profissão do seu autor).

Quanto ao JRS, não sei, ainda não li nada dele embora tenha o "sétimo selo" em stand-by. A ver, ele esteve muito tempo no terreno, acredito que ele tenha muitos conhecimentos sobre a religião muçulmana. Se ele não tiver ameaças de morte é porque não a critica assim tanto :)

Sinceramente não percebo essa tua exagerada "agressividade" neste post.

  shaun

domingo, novembro 01, 2009 1:25:00 da tarde

Qunto à opinião do Saramago sobre Bíbilia... é impressão impressão minha ou a abordagem dos portugueses foi mesma do vídeo da Maitê Proença??? lol Será que "somos bons" só por que sim e não aceitamos algumas "verdades" so porque são aos nossos olhos ideologicamente absurdas?? Se calhar não... Se foi assim com a Bibilia, o que fará se dissesse mal do Jesus... do Benfica!! ahahaah

Quanto ao facto de abdicar da nacionalidade portuguesa, acho que é um direito como outro qualquer. A Maria João Pires também anunciou que iria adbicar da sua nacionalidade portuguesa este ano. O Joaquim de Almeida naturalizou-se português. Será assim tão mau querermos pertencer a um país que nós dá meslhores condições de vida mas que tivemos a infelicidade de não ter lá nascido??? Há e já me esquecia do Liedson :) lol

Quanto ao JRS, o único livro que li delefoi o Sétimo Selo, quando acabei de o ler agradou-me bastante, mais pelo conteúdo técnico sobre o "aquecimento global" do que pelo romance. E digamos que fiquei um pouco chocado na altura com a negatividade dos factos apresentados dado que era uma "verdade inconveniente" em quase tudo igual aquela apresentáda pelos média e pelo Al Gore. À bem pouco tempo atrás, após ler alguns artigos sobre o assunto, entre os quais os que apresentas-te no teu blog sobre o facto de o "aquecimento global" não passar de uma grande treta deixou-me um bocado confuso sobre qual seria a verdade... contudo os factos contra o "aquecimento global" parecem-me bem mais lógicos do que os apresentados pelos defensores. Aconselho vivamente a verem a palestra do "Lord Christopher Monckton" sobre a materia, que incluí o vídeo e a apresentação referis-te no post anterior sobre o tratado de Copenhaga e que tá excelente...

http://www.youtube.com/watch?v=stij8sUybx0

Àquilo eu chamo... "aquecimento global" para totós! :)

Abraço

PS.: Entenda-se "aquecimento global" por alterações climáticas :)

  mike shinoda

domingo, novembro 01, 2009 1:48:00 da tarde

Bruno, quais são os títulos e respectivos autores das obras que o JRS plagiou, podes me dar essa info sff?

abraço

  Teté

domingo, novembro 01, 2009 9:43:00 da tarde

Não podia concordar mais com o texto e os comentários: a liberdade de Saramago dizer o que lhe dá na veneta é a nossa também!

Ah, que não foi politicamente correcto e tal? Pois, mas ele alguma vez foi? Ou tem de ser? Já tentei ler vários livros dele, mas não gosto. Como homem e comunista ferrenho também não o acho simpático. Daí a não poder dizer o que lhe passa pela cabeça é outra coisa.

Mas alguns acham que todos devem de usar delicadezas quando se trata da Igreja Católica ou da Bíblia, se é o Corão ou o Islamismo já não merece o mesmo respeito...

E não, também não li nenhum livro do José Rodrigues dos Santos, mas também há quem goste!

Quanto ao tal advogado a escrever para o Destak, nem merece destaque! (assim como o euro-deputado que queria que Saramago renunciasse à nacionalidade portuguesa...)

Mas ainda me ri, que esta polémica toda deu para publicitar o livro do Saramago, tanto como a Bíblia! Estás a ver como eles se entendem? :D

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:35:00 da tarde

Carlos II:

"Errado! Se tem uma perspectiva marxista da vida - está no seu pelo direito - não possui a isenção de pensamento que é necessária para analisar sobre este tipo de questões."

Como assim? Então as nossas convicções pessoais ou politicas são impeditivas de tecer opiniões? Isso não faz sentido, seria o mesmo que dizer que uma pessoa de direita não é isenta para tecer opiniões sobre a esquerda, que um ateu não pode tecer opiniões sobre o catolicismo.

Para ter ou partilhar uma opinião não precisamos ser isentos, pois no fundo ninguém o é.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:35:00 da tarde

Anónimo:

"Nem sei como um blogger do teu calibre perde tempo a ler merdas dessas e dá importância ao que lá está escrito."

Eu queria escrever sobre o tema, e esta opinião de um advogado ajudou. A questão não é a qualidade do jornal, mas sim os dois pesos e duas medidas sobre a liberdade de expressão sob o ponto de vista de um licenciado em direito. Bem como, o quanto a cegueira religiosa leva as pessoas a seleccionarem liberdades que são atribuídas legalmente a todos os seres humanos.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:35:00 da tarde

Migas-o-Sapo:

"Eu sou contra aquilo em que se tornou a União Europeia e ainda mais contra aquilo em que se pode vir a tornar. Contudo, não sou comunista."

Os comunistas de facto foram dos únicos a alertar para os perigos. Não sou comunista, sempre fui a favor da União Europeia como uma Federação. Apoio até a constituição de um republica Europeia, mas sempre e unicamente mantendo os valores democráticos e com eleições Europeias gerais. Nunca neste sistema de imposição de governos totalitaristas.

Apoio pois acho que as maiores manchas negras na nossa história e todas as guerras ridículas tiverem como base pedaços de terra, fronteiras e religião.

"E, por favor, não digas de novo e repetidamente que a Bíblia foi alterada cinco vezes pois isso é uma incorrecção."

Disse alterada? Disse reescrita. Lê o velho testamento e lê o novo testamento. Pega numa bíblia só séc XV, numa dos Séc XVII e numa de hoje. Compara-as não buscando as diferenças mas sim buscando as semelhanças, pois elas são mais dificilmente de encontrar.

A minha próxima série, será religiosa e aí poderás expor esse teu estranho ponto de vista.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:36:00 da tarde

Fly:

"-tem promovido as acções do seu amigo pessoal, o super-Juiz Garzòn, na “luta pelos direitos humanos” o tal que iria processar todos os envolvidos na administração Bush em peso, responsáveis da CIA, etc. Onde estão acções e resultados?"

No entanto esse juiz antes de ser barrado pelo governo Espanhol fez mais do que qualquer outro governo, que se vergou e deu o pacote aos EUA... Portugal incluído.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:37:00 da tarde

Sylvia FX:

"Está visto que não viste o debate entre o Saramago e o padre (...) à qual Saramago acabou por confessar que nessas partes tinha de facto exagerado na linguagem..."

Saramago teria de ceder, é que falar com um padre sobre a Bíblia é o mesmo que falar com um bloco de cimento.

Toda a campanha contra uma opinião vinda da opinião pública que não é uma opinião, é relevante.

"Temos todos o direito de expressão, opinar sobre qualquer assunto etc..etc... O Saramago caíu na "tentação" habitual de interpretar literalmente uma passagem da bíblia"

Essa é a maior desculpa católica. Dizem que a Bíblia não é para ser interpretada literalmente mas interpretam o Corão literalmente. Afinal quem diz que a Bíblia não é para ser interpretada literalmente? A Igreja. Por outro lado a Igreja combate qual interpretação não literal que não seja a sua.

A Bíblia é acima de tudo um conjunto de textos filosóficos e como tal qualquer interpretação literal ou nao, estará sempre correcta, desde que seja devidamente argumentada. Caso contrário seria um conjunto de textos filosóficos sem valor filosófico.
A Bíblia está para igreja com os Lusíadas estão para os velhos professores de Português, não são pare ser interpretados literalmente, mas qualquer interpretação que não tenha sido já feita por um professor será furiosamente combatida.

"Interpretação" é uma ilusão é uma desculpa, pois apesar de sermos livres de interpretar, as interpretações menos convencionais são combatidas, rejeitadas e ridicularizadas por mais sentido que façam e por mais bem argumentadas que estejam.

O grave é ser um advogado que tem dois pesos e duas medidas no que toca a algo sobre o qual ele deveria perceber, ou seja direito. Os direitos são universais e quem se opoe à Bíblia não tem menos direitos que os religiosos.

"A ver, ele esteve muito tempo no terreno, acredito que ele tenha muitos conhecimentos sobre a religião muçulmana."

Não, não tem e se os tem foi bem orientado para ridicularizar a nação Islâmica.
Eu procurei no Corão as suas citações e além de ser interpretações literais ele chegou mesmo a acrescentar palavras. Interpreta o "combate" religioso não como conflito de ideias mas sim como uma declaração de guerra até à morte, quando na verdade nós invadimos, matámos criámos um Holocausto que ainda mantemos, no seio da sua nação e eles nunca tentaram recuperar a Europa de onde foram expulsos.

Ainda hoje existe uma lei Islâmica que fala no objectivo da reconquista do Algarve, no entanto não há qualquer tipo de violência contra os algarvios e Portugal tem soldados no médio oriente que não pensará duas vezes em matar.

"Se ele não tiver ameaças de morte é porque não a critica assim tanto :)"

Esta frase é estranha, pois partes do principio que os muçulmanos querem matar todos os críticos, no entanto, eu vivo num país com 8 milhões de muçulmanos e consegui ter discussões religiosas com eles sem que eles perdessem a calma, como me acontece com os católicos praticantes.

O Islamismo não é violento, mas eles lutam pelas suas liberdades até à morte. Nós já fomos assim, hoje somos escravizados e perdemos a noção de verdadeira liberdade aceitando tudo o que nos é imposto sem questionar.

"Sinceramente não percebo essa tua exagerada "agressividade" neste post."

Não há agressividade nem com, nem sem "", neste texto há energia.Eu não aceito dualidade de liberdades muito menos vindo de um advogado. Não vejo os membros de um grupo como melhores ou piores que outro. Não aceito que uma opinião seja mais grave que uma mentira.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:38:00 da tarde

shaun:

"Será que "somos bons" só por que sim e não aceitamos algumas "verdades" so porque são aos nossos olhos ideologicamente absurdas?? Se calhar não... Se foi assim com a Bibilia, o que fará se dissesse mal do Jesus... do Benfica!! ahahaah"

Mas é isso mesmo, o jornal Financial Times escreveu que "Portugal tem a produtividade de Marrocos, mas gasta como os Alemães", no entanto a mentalidade dos Portugueses é ainda da Super Potencia do séc XV, fomos os maiores e seremos os maiores sempre e tudo o que nos tentar mostrar que somos na verdade pequeninos mas arrogantes, será combatido no limiar da loucura.

"Quanto ao facto de abdicar da nacionalidade portuguesa, acho que é um direito como outro qualquer."

Nem mais. Tanto existe o direito de a pedir, como de abdicar dela e até o direito de ter mais do que uma.

"E digamos que fiquei um pouco chocado na altura com a negatividade dos factos apresentados dado que era uma "verdade inconveniente" em quase tudo igual aquela apresentáda pelos média e pelo Al Gore."

Al Gore sempre foi um intrujão profissional, assim que ele resolveu liderar o lobby ambientalista a ultima coisa que eu esperaria era a verdade.

"contudo os factos contra o "aquecimento global" parecem-me bem mais lógicos do que os apresentados pelos defensores."

Por outro lado, as elites politicas dizem que os seus pontos de vista são sustentados pela comunidade cientifica sem referir elementos de destaque dessa comunidade. Uma pequena investigação leva-nos a estudos científicos que colocam em causa todo o movimento e propaganda politica e de movimentos como o de Al Gore.

"Aconselho vivamente a verem a palestra do "Lord Christopher Monckton" sobre a materia, que incluí o vídeo e a apresentação referis-te no post anterior sobre o tratado de Copenhaga e que tá excelente...

http://www.youtube.com/watch?v=stij8sUybx0"

Este senhor sem dúvida que apresenta, fundamenta e fornece documentos credíveis sobre a farsa criada em torno do ambiente.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:39:00 da tarde

mike shinoda:

"Bruno, quais são os títulos e respectivos autores das obras que o JRS plagiou, podes me dar essa info sff?"

Quero salientar que nunca acusei o JRS de plágio, acuso-o de ser pouco original. Apesar de ele por vezes referir as fontes de onde foi beber inspiração, em certos casos toda a sua tese é a de outra pessoa e isso está no limiar do plágio, não de texto mas de ideias e conclusões:

Códex 632, 2005 - Apesar de referir o trabalho de Mascaranhas Barreto, neste livro a tese deste senhor é plagiada. Como forma de desculpa JRS referiu na TV que uma das pessoas consultadas lhe pediu anonimato, mas Mascaranhas Barreto já referiu que ele nunca pediu tal coisa.
Este senhor foi o criador da tese que refere Colombo como Português.

A Formula de Deus, 2006 - Apesar de não ser um plágio literal, se lermos “The Last Question” de Isaac Asimov iremos ter muito em que pensar.
Por ironia JRS seguiu o exemplo de MST e acusou o grupo de teatro “Fatias de Cá” de plágio ao adaptarem a obra para teatro.
Na verdade JRS adapta sem autorização mas não quer ser adaptado sem receber dinheiro.

Existe um rumor sobre o livro A filha do capitão de 2004, mas não estou dentro do assunto pois nunca li o livro.

Por outro lado Bernard-Henri Lévy é acusado de plagiar José Rodrigues dos Santos e isto coloca em causa a imaginação das pessoas, até que ponto ter uma ideia semelhante é plágio?

Fica provado desde a escola primária que pegando na mesma sinopse, 3 escritores irão escrever 3 livros diferentes, mas actualmente iria processar-se uns aos outros por plágio.

  Bruno Fehr

domingo, novembro 01, 2009 11:43:00 da tarde

Teté:

"Ah, que não foi politicamente correcto e tal? Pois, mas ele alguma vez foi? Ou tem de ser?"

Correcto, ninguém te de ser politicamente correcto, é como aquele ditado Inglês que diz: "Somos livres de criticar o governo e por isso mesmo não o devemos fazer", este é dos ditados mais ridículos que já ouvi.

"Mas alguns acham que todos devem de usar delicadezas quando se trata da Igreja Católica ou da Bíblia, se é o Corão ou o Islamismo já não merece o mesmo respeito..."

Exacto, eu aceito opiniões divergentes mas não quando ficam loucos por interpretarem a bíblia literalmente quando eles próprios interpretam o corão literalmente. Tem de ser como os católicos querem e pensam ou irão amuar.

  Maldonado

segunda-feira, novembro 02, 2009 1:17:00 da manhã

1. Em Portugal os opinion makers são mais que as mães, sendo idolatrados pela carneirada.
O Zé Trolha em questão quer fazer concorrência ao eurodeputado Mário David.

2. Se fosse um ilustre desconhecido que tivesse escrito Caim, decerto que não haveria esta polémica toda.
O lamentável no meio disto tudo é o facto de o Zé Povinho se indignar por simpatia em vez de ler o livro.

3. O resto da minha opinião está aqui, pois não me quero repetir:

http://a-terceira-via.blogspot.com/2009/10/e-uma-vergonha.html

  Migas-o-Sapo

quarta-feira, novembro 04, 2009 11:57:00 da manhã

Shaun:

Não compreendo o que é que a Maitê Proença disse de verdade sobre nós.

Bruno:

Pois eu cá sou contra toda a forma de governação que ponha em causa a nossa independência. Consequentemente, sou contra a União Europeia como Estado Federal, o que não seria mais do que um restauro reformulado do Sacro-Império Romano-Germânico. Eu acho que jamais pode haver uma organização estatal tão ampla para tantos e tão díspares povos. O que funciona para uns não tem necessariamente de funcionar para outros. Aliás, o que vai acontecendo, que foi o que já aconteceu no referido caso e noutros do género, é que isso será causador não de união mas de tensão e conflito. Já viste bem o que foram os últimos 200 anos do Império Romano e a maior parte da existência do Sacro-Império, por exemplo?

O meu ponto de vista sobre a Bíblia ou a religião nada tem de estranho. Estranho sim é interpretar literalmente a Bíblia, o que não faz qualquer sentido tendo em conta o carácter metafórico e simbólico de boa parte dos textos, principalmente os do Antigo Testamento. Os textos do século XV e actuais conheço eu e as divergências são, como já disse várias vezes, por sucessivas traduções e por supressão de um ou outro versículo por conveniência. Compara antes tu os textos actuais com os mais antigos que se conhecem, do século I, anteriores ao conselho dos Massoretas, e verás que as diferenças são quase nulas. Rescrever? Por favor...

Maldonado:
Faço minhas as palavras que aqui nos deixaste.

  Bruno Fehr

quarta-feira, novembro 04, 2009 12:16:00 da tarde

Migas-o-Sapo:

"Não compreendo o que é que a Maitê Proença disse de verdade sobre nós."

Ela é uma parvinha e muito mal educada. Pode dizer o que bem entender mas eu não vou cuspir em monumentos na país dela.

Quanto à soberania é uma questão de dividir para dominar. A ideia sempre foi criar nas pessoas uma noção de patriotismo onde quando surge um apelo a esse patriotismo haverá pessoas a dar a vida pelas fronteiras. É um atentado à inteligência de qualquer pessoa.

"Rescrever? Por favor..."

Assumidamente pelo Vaticano a Bíblia, segundo eles, foi "actualizada" 5 vezes, logicamente essas actualizações consistiram em alterações aos textos, o que resultou em alteração de palavras, supressão de palavras e frases e até criação de frases novas.
Existem dezenas de contradições na Bíblia que não existiam.

Poderás ver algumas centenas de alterações aqui:

http://www.av1611.org/biblecom.html

Só quem sabe como a bíblia deve ser interpretada é quem escreveu os textos, com toda a certeza vários escritores não escrevem metaforicamente, poderá haver textos a ser interpretados literalmente e outros não. Todos somos diferentes e usamos abordagem à escrita diferente. Falam muito em interpretar mas o Vaticano tolera unicamente a sua interpretação. Um texto filosófico não tem uma única interpretação, tem sim todas as interpretações possíveis se justificadas.

  Migas-o-Sapo

quinta-feira, novembro 05, 2009 12:43:00 da tarde

Bruno:

Dizes acerca da Maitê Proença: «Ela é uma parvinha e muito mal educada. Pode dizer o que bem entender mas eu não vou cuspir em monumentos na país dela.»
Concordo plenamente e eu seguiria o teu exemlo.

Falas do nascimento dos paises como se isso fosse algo sempre planeado. Concordo parcialmente. Muitas vezes, países são criados por tratados e acordos e a sua expansão ou retracção idem. Porém, é inegável que isso acontece muitas vezes por vontade manifesta de um povo. Portugal é um dos mais perfeitos exemplos disso. A deia de patriotismo só é um atentado à inteligência conforme o ponto de vista da parte em disputa. Outrora, o João I de Leão e Castela considerava o D. João Mestre de Avis e o D. Nuno Álvares Pereira uns loucos por defender Portugal e estes o outro louco por defender uma ampliação do Reino Castelhano. É uma questão de perspectiva em que muitas vezes não são os estados que importam mas as culturas, ideais e valores a que estão ligados. Eu acredito no valor domeu país e do meu povo e pretendo honrar-me legando aos meus sucessores uma obra melhorada daquilo que recebi dos meus antepassados. Abdicar de Portugal seria renunciar aos meus antepassados e humilhá-los.

Acerca da Biblia, hei-de ler o que vem nessa morada. Se fores a ver, existem livros mais metafóricos que outros. Uns nem o são por aí além, como os dos Reis ou das Crónicas, tirando uma ou outra passagem, como ainda hoje se faz. Já agora, o Vaticano teve em tempos uma interpretação literal de uma versão oficial, a «Vulgata» do São Jerónimo, em latim imutável, mas hoje, como é público, não tem. Têem-no os protestantes.