Lápis azul


Recentemente encontrei em perto de 80% dos blogues que acompanho, críticas ao filme Austrália, tantas mas tantas, que me levaram até hoje a não ver o filme. Encontro regularmente críticas positivas a livros dos quais não gostei e negativas a alguns que gostei. Encontro críticas a políticos e acontecimentos políticos. Encontro críticas desportivas, sociais, musicais. A blogosfera está repleta de críticas tal como o nosso dia-a-dia.
O que eu até hoje desconhecia, pois sou novo na blogosfera só andando por aqui há pouco mais de 5 anos, é que existe uma regra que proíbe as críticas a blogues.
Desculpem-me, o facto de ter violando esta regra, mas eu não recebi a acta dessa reunião.
Acho muito interessante que tenham escrito textos a criticar críticas. Ora, se bem entendi os textos: é errado críticar um blogue, mas a critica à crítica, já não é problema.

Mas afinal, não se pode críticar, ou só certos bloguers não o podem fazer?

"Se não gostas não lês" - Concordo. Mas como pode alguém saber se gosta ou não sem ler?
Muitas vezes, nem é o caso de não gostar, mas sim de não concordar. Mas, a crítica resulta da leitura, aliada à opinião pessoal.

"O mal exige paixão e densidade. A ligeireza que imprimimos ao facere quando nos dá jeito não nos exime de um juízo interior" - O mal, o bem, tudo exige paixão, pois sem paixão não vale a pena falar, escrever, pensar, agir, não vale a pena fazer nada. O juízo interior é durante a reflexão sobre o que se vai escrever, enquanto se escreve, durante a leitura e ajustes ao que se escreveu, não é o facere porque, ou quando nos dá jeito, nem faria sentido se o assim fosse. O "jeito" nem é um factor a equacionar, mas sim uma desculpa anti-crítica.

A crítica é uma liberdade, tal como é uma liberdade a verbalização das nossas opiniões, e uma crítica é válida quando se trata de uma opinião formada após uma análise.
Duas meninas que estão numa esplanada a beber um café, não deveriam criticar a maneira como as que passam estão vestidas, mas podem fazê-lo e fazem-no, porque são livres de expressar a sua opinião. A pessoa criticada não tem de mudar por causa da crítica, mas tem o direito de se sentir insultada. O sentir-se insultada, não significa que foi insultada, por isso não justifica o insulto como resposta.

O insulto tal como a crítica é uma questão de pontos de vista. Opiniões.

Eu considero que tudo está sujeito a uma crítica, pelo facto de estar sujeito a análise. A própria crítica está sujeita a uma crítica e por aí em diante.
Quem não concorda com a crítica como uma liberdade, tem uma mentalidade "lápis azul" em que é pró-censura de terceiros. Mas como é que essas pessoas expressam essa ideia de censura, num estado livre e democrático? Por forma de crítica. É giro! Usam da liberdade crítica para censurar uma crítica, tornado o que escrevem num texto hipócrita, merecedor do slogan:

"Liberdade crítica para mim mas não para ti, porque não concordo contigo!"

Hipocrisia e arrogância no seu estado mais puro, muito ao estilo de, "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".


"O maior prazer de um homem inteligente, é armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente". (Confúcio)

97 Comentários:

  Anónimo

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:10:00 da manhã

Grande texto, aplaudo.
Apesar de ter visto as tuas críticas como erradas, acho que são justificáveis, visto que é mesmo uma liberdade. Errada estava eu, pois não vi as coisas de um lado neutro. Continua.

  Mulheka

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:21:00 da manhã

"Não gostas, não leias!" é o que dizem aqueles que formam opiniões por opiniões de outros. Na realidade não sabem nada.

Se tens uma opinião sobre um assunto e a expões, argumentas, etc, eu até posso concordar com aquilo que dizes de acordo com os factos que apresentes. Mas nunca vou ter a minha opinião se não souber do que falas, será sempre a tua opinião e não a minha.

Para formarmos opinião sobre algo, tempos de pesquisar, procurar, ler o assunto em questão até porque, se até ao momento estava de acordo contigo, ao estudar o assunto, posso ver a coisa por outro aspecto e formar a minha opinião. Encontrar pormenores de que não te apercebeste, ver a coisa por uma perspectiva diferente, etc.
Daí o debate ser tão rico mas só o podemos fazer com conhecimento fundamentado por pesquisa e não opiniões alheias, caso contrário, a informação que temos será sempre superficial.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:33:00 da manhã

Anónimo disse...

"Errada estava eu, pois não vi as coisas de um lado neutro."

Não tens de ver de um lado neutro, tens de criar a tua opinião, que será o teu lado e nunca será neutro. O que não podemos fazer é entrar em carneirismo e defender quem conhecemos contra qualquer estranho, pois quem estamos a defender cegamente, poderá estar errado e caímos nós em erro também.

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:33:00 da manhã

Esquecemo-nos muito da seguinte "regra":

"Todo o ser humano tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e de as poder divulgar e manifestar livremente."

Carta dos Direitos Humanos...

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:34:00 da manhã

Mulheka disse...

"Se tens uma opinião sobre um assunto e a expões, argumentas, etc, eu até posso concordar com aquilo que dizes de acordo com os factos que apresentes. Mas nunca vou ter a minha opinião se não souber do que falas, será sempre a tua opinião e não a minha."

Correcto. Ao ler uma opinião pessoal o processo é simples:

1- Aceitar a opinião como uma liberdade do autor.

2- Buscar informação necessária e criar a nossa opinião.

3- Discutir argumentando com o autor ou o visado.

Agora sem opinião pessoal, a malta deve ficar caladita.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:35:00 da manhã

Van disse...

"Todo o ser humano tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e de as poder divulgar e manifestar livremente."

Carta dos Direitos Humanos..."


Sim, mas a carta dos direitos humanos é algo que as pessoas que me atacaram, só conhecem por nome. No entanto querem dar uma de cultos e superiores não conhecendo as mais básicas liberdades.

  Eu mesma!

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:35:00 da manhã

Bem Bruno
concordo inteiramente com o teu post...

apesar de te ter criticado no famoso post com mais de 200 comentários, não pelo teor do post mas sim pelo teor dos comentários, sinceramente acho que estamos num mundo de livre expressão...

se criticar tudo o que existe no mundo é possível e permitido por lei... o que faz um blogue estar acima da lei?

Tb não conhecia esta bela regra... contudo mesmo não conhecendo... discordo totalmente.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:42:00 da manhã

Eu mesma! disse...

"apesar de te ter criticado no famoso post com mais de 200 comentários, não pelo teor do post mas sim pelo teor dos comentários, sinceramente acho que estamos num mundo de livre expressão..."

O final deste meu texto em que escrevo: "O maior prazer de um homem inteligente, é armar-se em idiota diante de um idiota que se arma em inteligente"

É um facto. Nao me orgulho de muitas coisas que escrevo, mas sinto prazer em responder de igual para igual. Acho que seu responder dando uma de superior, seria muito mais ofensivo.

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:54:00 da manhã

Um dos busilis da questão gira em torno de "inquietado". Onde começa a crítica e acaba o "inquietar"? Porque, na verdade, ninguém gosta de receber críticas, construtivas ou não ahahaha (eu não gosto...aliás, nunca fui muito boa a recebê-las). Assim sendo, se eu não gosto de ser criticada, quem me critica está a inquietar-me. Ou não?...

Assim chegamos ao real busilis de todas estas celeumas: onde acaba a liberdade de uns e acaba a de outros?...

E à real verdade: não se pode agradar nem a gregos nem a troianos. Existirão sempre pontos de vista diferentes, opostos, distintos, chocantes... cabe-nos a nós aceitar, ou não. Cabe-nos a nós dar importância a isso, ou não. Eu, sou intelectualóide porque não aprecio especialmente as tertúlias cor-de-rosa? O outro, é fútil porque não aprecia o lado intelectual da vida?

Uma coisa é certa. Nem todos nascem com capacidade de expressão. E de entre os que a têm, nem todos se expressam da mesma forma. Existirão sempre públicos diferentes, tal como criadores diferentes.

É um facto que somos um povo preguiçoso que gosta de ser entretido, mais do que incitado a pensar. Só assim explico o êxito da literatura light, da chamada música pimba e dos filmes-mastiga-pipoca. É porque fica no ouvido, é porque é fácil de decorar, é porque entretém sem criar novas conexões nervosas, sei lá. Ou é porque nem todos têm a capacidade de estimular ou ser estimulados. Há gostos para tudo, criadores para todos.
O que não significa que eu goste de tudo o que por aí anda. Ou que goste sempre das mesmas coisas. Hoje pode-me apetecer mastigar pipocas, amanhã pode-me apetecer pensar. Não sou muito esquisita, e apesar de possuir determinados critérios de selecção e determinados gostos/necessidades, é raro sentir-me defraudada por um filme, livro, música, blogue, seja o que for, porque depressa depreendo o que pode e não pode sair dali,logo, não me iludo. Não me iludindo, não poderei ser desiludida, certo? ;-)

Mas, tal como qq ser humano, tenho direito às minhas opiniões. E opinar sobre algo, significa criticar. Tudo, mas tudo, sem nenhuma excepção, é passível de ser criticado. Há sempre pontos positivos e negativos em tudo, pois a perfeição é inatingivel e agradar a todos é impossível.
Mas, se criticas, irás sempre suscitar a ira de alguém, porque ninguém gosta de ser criticado e reage sempre. Costumo achar que a intensidade da reacção é proporcional ao complexo de inferioridade ou insegurança que sentimos.

O que, de facto, é questionável é a forma como se critica. Há quem saiba fazê-lo (e não estou a falar dos chamados criticos profissionais)! Quem tem tacto e sabe usar e abusar da assertividade, sabe como criticar sem suscitar demasiadas reacções adversas. Infelizmente, a grande maioria de nós não sabe fazê-lo e, para firmar algumas opiniões, usa a agressividade.
Ora, acontece que o que é agressivo para uns, não o é para outros. Tu podes achar que não estás a ser agressivo, mas eu posso achar que sim.
Nada é preto e branco, infelizmente. Mas, desde que as pessoas falem e tentem entender-se e tentem aceitar que todos têm direito à sua opinião e à liberdade de a expressar...até o maior xenófobo do mundo tem o direito de dizer as enormidades que quiser. Mas, eu terei o direito de lhe encomendar um arrozinho...

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:59:00 da manhã

ps - escrevi o ultimo comment antes de ler a tua resposta, e referia-se ao "inquietar" que consta na carta dos direitos humanos.

Elitismo ou não, acho, ou melhor, sei que existe quem consiga ir mais além e quem não ultrapasse determinados patamares das amarras da percepção e da imaginação...
Antes, tinha a ilusão e viva na utopia pensante de que todos são seres inteligentes, apenas diferindo uns dos outros na quantidade de estímulo a que essa inteligência foi sujeita.
Hoje, tenho uma visão elitista e sei que a inteligência não é uma ferramenta ao alcance de todos.

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:00:00 da manhã

Errata - onde se lê "onde acaba a liberdade de uns e acaba a de outros?..." deve ler-se "onde acaba a liberdade de uns e COMEÇA a de outros?..."

  Nanda Assis

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:16:00 da manhã

boa semana pra ti.

bjosss...

  provocação

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:25:00 da manhã

Pois. Não há mais nada a acrescentar. Só depois da poeira assentar é que dá para SE CALHAR algumas pessoas ficarem a pensar nisso. Assim esperamos...

  forteifeio

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:27:00 da manhã

Este País é engraçado, todos queremos o nosso blogue para dizermos o que nos apetece, mas depois ninguém quer ouvir os comentários contra. Desde que sejam bem argumentados, venham eles, é assim que posso evoluir desenvolver, atingir novos patamares. Ficar mais consistente. Mas neste País ainda existem assuntos tabu. Porque isto é um País de grupo e de amigos. E quem não faz parte é um alvo a abater, acontece em todas as áreas. Eu enquanto puder e não gostar, têm de ter paciência. Por isso o teu texto tem todo o sentido. Este blogue está menos arrumadinho, com menos pipocas, mas muito mais porreiro.

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:45:00 da manhã

Forteefeio, #Porque isto é um País de grupo e de amigos#, na verdade, é um mundo de grupos e de amigos. Todo o ser humano é um animal de grupos e amigos...

  Pronúncia

terça-feira, fevereiro 24, 2009 2:14:00 da manhã

Bruno:

Esta é apenas a minha opinião e vale o que vale (para mim vale muito porque é a minha).

Claro que podes criticar o que quiseres. O blogue é teu...

Claro que o texto "A blogosfera está uma merda" não era um ataque à "Pipoca mais doce", apenas fizeste e, no final do texto, uma comparação entre aquele blogue e o "Controvérsia Maresia". Tanto que o comentei sem nunca me referir a nenhum dos blogues (na realidade leio um quase diariamente ao outro fiz duas ou três visitas e... chegaram).

Mas convenhamos, tudo isto é uma reacção em cadeia. E depois do post "dedicado" ao "Arrumadinho", tu como rapaz inteligente que és (sim, porque não preciso de concordar sempre contigo para te considerar inteligente), sabias perfeitamente que bastava mencionar o nome "Pipoca" para acender um rastilho. Que aliás, foi o que aconteceu. As pessoas são altamente previsiveis e tu... sabes muito bem disso! (Que mais não seja pelos mais de 5 anos de blogosfera).

Se calhar "a culpa é tua que tens uma forma estranha de te divertires"...

  forteifeio

terça-feira, fevereiro 24, 2009 2:18:00 da manhã

Van

Não é Forteefeio, é forteifeio.
O penso que me expliquei bem no texto, mas posso fazê-lo um pouco melhoe, não muito mais porque sou bastante limitado.

Nem todo o ser-humano é um animal de grupo com amigos.
Mas o que eu quis dizer efectivamente é que em Portugal, as pessoas que não tem qualidade tem a necessidade de se juntar, de se proteger, para destruir aqueles que pensam de maneira diferente, que possam ter caminhos alternativos. Normalmente são os mais fracos os mais débeis os que tem pouca confiança, os alinhados. Depois há os outros que acreditam nas suas potencialidades e nas suas qualidades como forma de obter o próprio mérito. Aqueles que fazem avançar o Mundo, porque os outros são iguais, fotocópias a preto e branco, cinzentos, previsiveis.

  pepita chocolate

terça-feira, fevereiro 24, 2009 2:31:00 da manhã

As críticas nunca são fáceis de assimilar.Custam sempre ouvir ou ler; e quando se trata de blogs, embora sendo públicos, se se faz uma crítica melindra-se o autor.O autor riposta mandando o leitor embora ou então, simplesmente não publica o comentário. Eu própria me encho de uma certa carga irónica quanto a isso, quando sou visitada por alguém com opiniões pouco fundamentadas. Se me explicarem o porquê da crítica, e apesar de ser teimosa, eu entendo-a e/ou aceito-a! sou até capaz de publicar dizendo que não tenho razão.
Todos temos a liberdade de opinar. Felizmente vivemos num país lvre e nem todos suportamos as mesmas pessoas/coisas/opiniões, mas temos de conviver com elas. O pluralismo e o debate não existiriam se todos gostássemos do mesmo.

nem sempre é fácil reagir bem á crítica, principalmente se preenchida por pormenores sem fundamento ou mesquinhices por pura birra.

Críticas como as tuas aceitam-se, cresce-se um bocadinho e vê-se um lado que ainda não havíamos visto.
Não é isso a blogosfera. Um mundo de opiniões. Com crédito, se bem fundamentadas. Desacreditadas, se simplesmente fôr para envenenar.

Continua a gostra muito do teu blog. Mesmo que os textos sejam longos, valem a leitura!

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 3:05:00 da manhã

FortIfeio, desculpa o erro. Explicaste-te bastante bem, e eu apenas não concordei com a frase que destaquei...
Todo o ser humano é, por norma, um animal social "de grupo e de amigos". Não é uma característica que existe apenas na nossa republica de bananas, é uma característica comum a todos os animais sociais. Se quiseres, chama-lhe tribalismo...todos temos as nossas tribos, quer queiramos quer não admiti-lo. E na blogosfera isso não há-de ser excepção, seja na blogocoisa portuguesa, seja na blogocoisa inglesa, americana, canadiana, africana, etc, etc, etc...

Disseste "as pessoas que não tem qualidade tem a necessidade de se juntar, de se proteger, para destruir aqueles que pensam de maneira diferente, que possam ter caminhos alternativos".

Concordo em absoluto, mas tirava-lhe o inicio, "em portugal". Não é só em Portugal, é em todo e qq lugar habitado por homo sapiens, e desde o inicio da jornada humana.

Quanto ao resto do teu comentário, concordo. ;-) O facto de sermos animais sociais, tribais e de grupo, não invalida que de quando a quando surja um que é diferente. Mas esse um, é um entre muitos outros. Percebo o que queres dizer quanto ao carneirismo, mas quer queiramos quer não, somos todos carneiros de uma forma ou outra: a nossa cultura, educação, genes, etc, etc, moldou a nossa forma de pensar e, enfim...méeeeee! :D

Logicamente que há sempre uns que balem mais do que outros. Uns são mais cegos que outros. Uns são mais fracos que outros.

A única coisa que não concordei no teu comentário, repito, foi dizeres que era "em Portugal". É, no Mundo. E em toda a humanidade.

Méeeeee!:D

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 3:09:00 da manhã

Ah, e acrescento ao "as pessoas que não tem qualidade tem a necessidade de se juntar, de se proteger, para destruir aqueles que pensam de maneira diferente, que possam ter caminhos alternativos" a frase: "as pessoas que têm qualidade têm a necessidade de se juntar, de se proteger". É válido em ambas as perspectivas...juntamo-nos àqueles que mais nos dizem algo e seguimo-nos uns aos outros. Mesmo discordando, concordamos. Isso não é carneirismo, também? Méeeee! :D

  afectado

terça-feira, fevereiro 24, 2009 4:29:00 da manhã

Claro que se pode criticar blogs e bloggers. Claro que se pode criticar posts ou ideias transmitidas nos blogues. Mal estaremos quando não pudermos fazer isso...

Aliás, o que é diferente em criticar o blogger ou o Sócrates? A maior parte critica o Sócrates... então porque não se pode criticar um blogger? E se o Sócrates fosse blogger? Enfim...

Já critiquei posts, blogs e bloggers. Já houve quem se viesse defender e felizmente a coisa correu bem. Pontos de vista diferentes, mas respeito entre ambos. E é aqui que eu acho que existe um limite para a critica. Critique-se à vontade mas que se respeite quem está do outro lado. Se isso estiver garantido, então tudo bem.

Particularizando para a excessiva polémica que ocorreu estes dias com origem nos teus posts sobre o arrumadinho e sobre a blogosfera, o problema não me parece que tenha estado nos posts. O post sobre o arrumadinho tu fizeste a tua análise... Estás no teu direito. Quem não concordar que o diga. Desde que se respeitem os outros (enquanto os outros nos respeitam) tu podes afirmar que uma coisa é preto e outra pessoa pode afirmar que é branco. O mais provável é ser cinzento e ninguém ter razão por inteiro, mas discutir não é crime. Discutir (com respeito) é saudável.

No post sobre a blogosfera a situação tomou proporções exageradas. Comparaste dois blogs, desde quando isso é crime? As pessoas são livres de acharem o controversa maresia melhor que o da pipoca, assim como o contrário também pode acontecer (e é tão nobre um gosto como o outro).

O problema disto tudo foi nos comentários onde a situação saiu claramente de controlo e ambas as partes se descontrolaram. Tu e a pipoca podiam ter passado melhor por isto e comentadores "fieis" a ti e outros à pipoca também o podiam ter feito. Aliás, os comentadores, que não vocês os dois, é que ajudaram a incendiar as coisas metendo-se num assunto que não era propriamente deles. Andarem de um blog para o outro a insultar fez-me lembrar quando eu jogava Age of Empires II e as minhas tropas iam à beira da civilização adversária, atacavam e voltavam para a minha civilização para estarem protegidos...

O que vale é que, e socorrendo-me da citação que a pronúncia fez de uma frase tua, se calhar "a culpa é tua que tens uma forma estranha de te divertires". Acredito sem sombra de dúvida que tu te divertiste com isto tudo. Assim como também acredito igualmente que a pipoca se divertiu. Acho que houve pessoas que se exaltaram mais e divertiram menos do que vocês os dois!

  Anónimo

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:04:00 da manhã

Ó não.. lá vem ele outra vez..

Queres bater o record de visitas no mês de Fevereiro?
Experimenta escrever sobre outra banalidade qualquer, a ver se as visitas e os comentários diminuem.

Bruno, já deste cabo da tua imagem como blogger. Se queres ter o nível e o estatuto do Arrumadinho, começa com um novo nick. Tudo de novo.

Vontade e tempo parece que não te falta.

  lontra (MR.)

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:09:00 da manhã

"O maior prazer de um Homem inteligente é fazer-se de idiota, perante um idiota que se faz de inteligente."

Concordo...e dar aquele sorrisinho amarelo que ainda que mudo, quer dizer muita coisa.. =)

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:18:00 da manhã

Van disse...

"Assim sendo, se eu não gosto de ser criticada, quem me critica está a inquietar-me. Ou não?..."

Aí é que está. Ninguém gosta de receber críticas, mas as críticas não são o que te inquieta, o que inquieta é o que te perturba. O facto de não gostares de críticas és tua perturbar-te a ti mesma e não terceiros.
Agora se te perseguem por teres uma opinião, aí sim, estão a violar os direitos humanos.

"Assim chegamos ao real busilis de todas estas celeumas: onde acaba a liberdade de uns e acaba a de outros?..."

Na violação de espaço e liberdades. Podes criticar mas não podes ser uma stalker e perseguir a pessoa, não podes iniciar campanhas de difamação, etc.

"Uma coisa é certa. Nem todos nascem com capacidade de expressão."

Isso será visível quando aparecerem certas pessoas, regra geral escondidas pelo anonimato.

"Mas, tal como qq ser humano, tenho direito às minhas opiniões. E opinar sobre algo, significa criticar. Tudo, mas tudo, sem nenhuma excepção, é passível de ser criticado. Há sempre pontos positivos e negativos em tudo, pois a perfeição é inatingivel e agradar a todos é impossível."

Correcto.

"Mas, se criticas, irás sempre suscitar a ira de alguém, porque ninguém gosta de ser criticado e reage sempre. Costumo achar que a intensidade da reacção é proporcional ao complexo de inferioridade ou insegurança que sentimos."

Nesse caso, uso a citação, com que terminei o meu texto. Nada dá mais gozo a um homem inteligente do que se fazer de idiota perante um idiota que se faz de inteligente.
É descer o nível? É. Mas só pode descer de nível, quem o tem!

"Ora, acontece que o que é agressivo para uns, não o é para outros. Tu podes achar que não estás a ser agressivo, mas eu posso achar que sim."

E no final, isso importa?

"Antes, tinha a ilusão e viva na utopia pensante de que todos são seres inteligentes, apenas diferindo uns dos outros na quantidade de estímulo a que essa inteligência foi sujeita.
Hoje, tenho uma visão elitista e sei que a inteligência não é uma ferramenta ao alcance de todos."

Nao é mesmo!

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:20:00 da manhã

Nanda Assis:

Para ti também.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:21:00 da manhã

provocação disse...

"Pois. Não há mais nada a acrescentar. Só depois da poeira assentar é que dá para SE CALHAR algumas pessoas ficarem a pensar nisso. Assim esperamos..."

Eu não preciso de esperar pelos mais lentos de raciocínio, até porque não é a esses que os meus textos são dirigidos.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:27:00 da manhã

forteifeio disse...

"Este País é engraçado, todos queremos o nosso blogue para dizermos o que nos apetece, mas depois ninguém quer ouvir os comentários contra."

Fizeste-me lembrar o Pacheco Pereira a chorar por ser atacado constantemente por dois bloguers, por criticarem as criticas do Pacheco.

"Mas neste País ainda existem assuntos tabu. Porque isto é um País de grupo e de amigos. E quem não faz parte é um alvo a abater, acontece em todas as áreas. "

Somos bairristas, "a minha rua é melhor que a tua, se vens para aqui bato-te".

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:29:00 da manhã

Van disse...

"na verdade, é um mundo de grupos e de amigos. Todo o ser humano é um animal de grupos e amigos..."

O que ele quer dizer é que defendemos os nossos amigos contra tudo e contra todos, sem nos preocuparmos se eles estão certos ou errados. Eu não defendo os meus amigos quando estão errados, eu sou o primeiro a dar-lhes uma carolada!

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:34:00 da manhã

Pronúncia disse...

"Mas convenhamos, tudo isto é uma reacção em cadeia. E depois do post "dedicado" ao "Arrumadinho", tu como rapaz inteligente que és (sim, porque não preciso de concordar sempre contigo para te considerar inteligente), sabias perfeitamente que bastava mencionar o nome "Pipoca" para acender um rastilho. Que aliás, foi o que aconteceu."

Todos os meus textos seguem sequências, ao comparar, numa semana há sempre 3 ou 4 textos sobre o mesmo tema. Esta foi a semana das criticas a blogues, de onde fiz 3, mas só duas são mencionadas.

"As pessoas são altamente previsiveis e tu... sabes muito bem disso! (Que mais não seja pelos mais de 5 anos de blogosfera)."

Claro que sei. Na verdade o post em questão era para comparar o Arrumadinho à Maresia, mas ele fechou o blogue impossibilitando a comparação. Daí, porque não a Pipoca? É que é o blogue mais alto no ranking que eu não gosto e o exemplo teria de ser um de que eu não gostasse.

"Se calhar "a culpa é tua que tens uma forma estranha de te divertires"..."

Os textos são um prazer. O meu divertimento é explicado pela citação com que termino este texto.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:48:00 da manhã

forteifeio disse...

"Depois há os outros que acreditam nas suas potencialidades e nas suas qualidades como forma de obter o próprio mérito. Aqueles que fazem avançar o Mundo, porque os outros são iguais, fotocópias a preto e branco, cinzentos, previsiveis."

Correcto. Odeio esta mania de organizarem em gangs, mas uma coisa é certa, estes gangs, só vencem contra pessoas fracas que não se sabem defender.

Na minha passagem pelo exército Português, um instrutor numa aula de combate corpo a corpo, simulou um ataque de uma multidão a uma pessoa. O primeiro que se chegar a ti, tens de ter certificar que não se levanta mais e todos os outros vão pensar duas vezes antes de dar um passo em frente.

Outra forma, que é também usada como táctica militar, é: Se derrubares o líder, os soldados caem como pecas de dominó.

No meu caso, não temo estes gangs, pois os comentários, são demonstradores de insuficiência intelectual. Um carneirinho, pode marrar, mas nunca nos derrubará. Venha lá um touro, se houver!

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 5:53:00 da manhã

pepita chocolate disse...

"As críticas nunca são fáceis de assimilar.Custam sempre ouvir ou ler; e quando se trata de blogs, embora sendo públicos, se se faz uma crítica melindra-se o autor.O autor riposta mandando o leitor embora ou então, simplesmente não publica o comentário."

Aqui refiro-me a posts e não comentários. A censura de comentários é aceitável, pois nem todos queremos que se saiba a verdade, nem queremos dar voz a quem atacamos.

"Eu própria me encho de uma certa carga irónica quanto a isso, quando sou visitada por alguém com opiniões pouco fundamentadas. Se me explicarem o porquê da crítica, e apesar de ser teimosa, eu entendo-a e/ou aceito-a! sou até capaz de publicar dizendo que não tenho razão."

Mas para o fazeres, a crítica tem de ser muito bem fundamentada, pois acredito que tal como eu, não escrevas sem pensar no assunto e teres a tua opinião bem sólida.

"Críticas como as tuas aceitam-se, cresce-se um bocadinho e vê-se um lado que ainda não havíamos visto.
Não é isso a blogosfera. Um mundo de opiniões. Com crédito, se bem fundamentadas. Desacreditadas, se simplesmente fôr para envenenar."

Ora aí está. 9 em cada 10 criticas é respondida com 1 argumento "Inveja". É o argumento mais fácil de usar, o mais usado e que tenta descredibilizar o critico. Mas a minha pergunta é: Inveja de que? Será que podem desenvolver?

"Continua a gostra muito do teu blog. Mesmo que os textos sejam longos, valem a leitura!"

Sim eu reconheço que os textos são longos e o template, faz com pareçam ainda mais longos.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 6:02:00 da manhã

Van disse...

"as pessoas que têm qualidade têm a necessidade de se juntar, de se proteger". É válido em ambas as perspectivas...juntamo-nos àqueles que mais nos dizem algo e seguimo-nos uns aos outros. Mesmo discordando, concordamos. Isso não é carneirismo, também? Méeeee! :D"

Seguindo essa teoria, tudo é carneirismo. Mas eu nao concordo com essa teoria, como seria de esperar.

O careirismo é alguém que segue o pastor, ele/ela escreve no blogue "hoje dei um peido" e todos respondem "Amen". Isto é o carneirismo na verdadeira ascensão da palavra.
Sim, todos os blogues sofrem desse mal, mas nem todos escrevem palha para alimentar os carneirinhos. Entendes?

Agora, se depois de um texto sobre a "vida depois da morte", alguém vem concordar comigo, há aqui uma diferencas gigantesca, quando essa pessoa diz, "concordo completamente, porque bla, bla, bla".

Se lhe queres chamar carneirismo, tudo bem, mas pelo menos faz a distincao:

- Carneirismo cego
- Carneirismo opinativo ou argumentativo.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 6:10:00 da manhã

afectado disse...

"Particularizando para a excessiva polémica que ocorreu estes dias com origem nos teus posts sobre o arrumadinho e sobre a blogosfera, o problema não me parece que tenha estado nos posts. O post sobre o arrumadinho tu fizeste a tua análise... Estás no teu direito. Quem não concordar que o diga. Desde que se respeitem os outros (enquanto os outros nos respeitam) tu podes afirmar que uma coisa é preto e outra pessoa pode afirmar que é branco. O mais provável é ser cinzento e ninguém ter razão por inteiro, mas discutir não é crime. Discutir (com respeito) é saudável."

Mas, respeite para ser respeitado. Nunca no meu espaço, eu desrespeitei alguém sem que fosse desrespeitado.
Eu faço-me de parvo, para discutir com parvos, é um passatempo.

"O problema disto tudo foi nos comentários onde a situação saiu claramente de controlo e ambas as partes se descontrolaram."

Assumo que desci de nível, inconscientemente acompanhando o baixo nível de alguns comentários, mas nunca me descontrolei.

"Tu e a pipoca podiam ter passado melhor por isto e comentadores "fieis" a ti e outros à pipoca também o podiam ter feito."

Sem dúvida alguma. Deves lembrar-te como a Rititi reagiu ao texto em que falava de blogues livro. Veio, comentou, não foi muito educada e foi-se embora. The End.

""a culpa é tua que tens uma forma estranha de te divertires". Acredito sem sombra de dúvida que tu te divertiste com isto tudo. Assim como também acredito igualmente que a pipoca se divertiu. Acho que houve pessoas que se exaltaram mais e divertiram menos do que vocês os dois!"

Eu tenho a certeza que a Pipoca não viu o texto como sendo sobre ela. Por acaso até sei o motivo do ataque dela e sei o motivo pelo qual ela parou. No entanto não os preciso de usar para argumentar com certas meninas que tomaram isto tudo como ofensa pessoal, como se fosse siamesas da Pipoca e sentissem a sua dor.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 6:21:00 da manhã

Anónimo disse...

Será que antes de comentar não leu os comentários anteriores? Nao vê a discrepância de qualidade entre o que escreveu e o que escrito antes?

Será que essa fixação por mim é a causadora de tal cegueira que impede a sua visão do ridículo ao qual se submete.

É claro para mim, que este blogue, apesar de eu não ter a intenção de que seja elitista, o é. Pois aqui você é um peixe fora de água, escreve banalidades sem valor argumentativo em relação ao texto em epigrafe.

Será que leu?

Leia com atenção. Apesar de ser ainda cedo para anunciar, este blogue não irá encerrar, irá ficar aqui por muito, muito tempo e será sempre um bom blogue com o melhor grupo de comentadores da blogosfera, pois eles escrevem as sua opiniões e não se limitam a "LOL's".

Você é que obviamente, não tem nível para comentar, mas eu sei que no fundo até gostaria.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 6:22:00 da manhã

lontra (MR.) disse...

"Concordo...e dar aquele sorrisinho amarelo que ainda que mudo, quer dizer muita coisa.. =)"

Esse sorriso é um constante na minha cara enquanto respondo a idiotices :)

  forteifeio

terça-feira, fevereiro 24, 2009 8:53:00 da manhã

Van

Gostava de te pedir desculpa. Pensava que estavas a ironizar comigo. Por isso fui rude.

  AP

terça-feira, fevereiro 24, 2009 8:59:00 da manhã

É sempre assim, quem mais critica menos aceita criticas sobre si.

  In a manner of speaking

terça-feira, fevereiro 24, 2009 9:58:00 da manhã

Bruno,conforme referi num comentário anterior, eu não utilizaria o meu próprio Blog para criticar outro, salvo se algo de muito excepcional se tivesse passado.
No entanto e como mencionei no dito comentário, somos todos indivíduos com características diferentes e personalidades distintas, pelo que compreendo e aceito perfeitamente que alguém o faça. Ainda bem que é assim, caso contrário tudo isto seria banal, os blogs todos iguais, as pessoas deixariam de ter vontade própria e passariam a ter desejos e objectivos idênticos.
Mais que isso, tens uma excelente qualidade de escrita, exposta de uma forma inteligente e com um nível cultural acima da média.
Criticas, mas com inteligência e razoabilidade. Isso poderá, também, ser alvo de crítica, desde que essa crítica seja feita com a mesma inteligência e bom senso, altura em que, na minha opinião, deverias aceitar essa crírica à tua crítica.
Quando a crítica à crítica é desprendida de sentido e justificação, não merece a tua perda de tempo ou dedicação.
No caso concreto que mencionas, da crítica à tua crítica, não sei em qual das duas situações acima mencionadas se encaixa, mas sei que a tua crítica, à crítica da tua crítica inicial, vai gerar nova crítica e assim sucessivamente, até que uma das partes desista. A partir de determinado momento, todas estas críticas a críticas, passarão a ser simplesmente teimosia e desrespeito, pelo que naturalmente deixarão de ser razoáveis e inteligentes, deturpando por completo o seu sentido inicial.
Por este motivo e porque efectivamente acho que tens um Blog com muita qualidade, faço os meus votos para que cada um se centre no que realmente é importante e no que impulsionou cada um a "arrancar" com o mesmo.
Espero que a qualidade dos textos se mantenha (e não me refiro à qualidade ortográfica e gramatical), pois seria uma enorme perda se as idéias e conteúdos se degradassem.
"Just go with the flow if the flow doesn't take you against a rock!"… take care.

  Manuel de Jesus

terça-feira, fevereiro 24, 2009 10:05:00 da manhã

O que é criticar? Poucas palavras têm tantos sinónimos com esta, aqui fica uma pequena amostra: zurzir, fustigar, açoitar, bater, magoar, boquejar, sussurrar, cochichar, censurar, bocejar, bordejar, motejar, desaprovar, zombar, gozar, advertir, avisar, aconselhar, sugerir, observar, informar, descascar, descortiçar, debulhar, descamar, repreender, pichar, espinafrar, bronquear, reprovar, condenar, recusar, enjeitar, rejeitar, alfinetar, espetar, ferir, picar, ironizar, atacar, esculhambar, avacalhar, esculachar, desmoralizar, ridicularizar, estigmatizar, tachar, classificar…

Não precisas de me dizer, que para ti não consideras muitas destas palavras como sinónimos de critica, mas esse é o encanto desta nossa fantástica língua, oferece liberdade de escolha tanto ao inteligente como ao idiota.

O que distingue este meio de comunicação que é a blogosfera, dos outros é que coloca ao dispor de todos os que por aqui andam, a facilidade de expor ao mundo, por sua vontade e arbítrio o uso da palavra e vai ainda mais longe, permite que se possa usar a palavra num modo interactivo, como num jogo de esgrima, muitas vezes a quente, sem se pensar muito e assim o fácil é recorrer à critica ou a um dos seus sinónimos.

Concordo, com o que aqui já se disse, que os comentários dos últimos posts foram longe de mais, muitos como eu, foram para a bancada assistir e comer aperitivos estaladiços (não quero alimentar mais polémicas, por analogias infelizes) e a razão diluiu-se.

Ora o bom deste mundo virtual é que é imenso, têm espaço para todos, não tenho duvidas nenhumas que os que ainda te lêem hoje, constituem um grupo muito mais interessante que os que te liam há alguns dias atrás.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 10:16:00 da manhã

AP disse...

"É sempre assim, quem mais critica menos aceita criticas sobre si."

???? Esta não entendi!

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 10:28:00 da manhã

In a manner of speaking disse...

"Criticas, mas com inteligência e razoabilidade. Isso poderá, também, ser alvo de crítica, desde que essa crítica seja feita com a mesma inteligência e bom senso, altura em que, na minha opinião, deverias aceitar essa crírica à tua crítica."

Acho que não percebeste o texto. O que eu digo é que são escritos textos a dizer que é errado criticar bloguers e esses textos são uma critica a um bloguer.
Eu falo desta hipocrisia de fazerem algo que dizem não se dever fazer.
Ora, eu aceito qualquer tipo de critica, até criticas ofensivas, mas se bem argumentadas. Nao me venham é criticar por criticar, pois não faz qualquer sentido.

"Quando a crítica à crítica é desprendida de sentido e justificação, não merece a tua perda de tempo ou dedicação."

Quando a hipocrisia é aliada ao meu nome, não passará em branco.


"No caso concreto que mencionas, da crítica à tua crítica, não sei em qual das duas situações acima mencionadas se encaixa, mas sei que a tua crítica, à crítica da tua crítica inicial, vai gerar nova crítica e assim sucessivamente, até que uma das partes desista. A partir de determinado momento, todas estas críticas a críticas, passarão a ser simplesmente teimosia e desrespeito, pelo que naturalmente deixarão de ser razoáveis e inteligentes, deturpando por completo o seu sentido inicial."

Se consideras este texto uma crítica à crítica que me critica (ehehehe), na minha opinião a minha boa educação mantém-se no texto.

Na verdade este é um texto pró-liberdade de expressão, cada um é livre de criticar, pois não há uma pessoa na blogosfera que não tenha criticas escritas. Qualquer texto pode ser rotulado de critica, sem excepções.

Compreendo que uma magoem. E compreendo ainda melhor que um crítica educada custa mais a aceitar. Logicamente prefiro que digam "o teu blogue é uma merda", do que digam "o teu blogue é banal". Há algo na crítica educada que custa mais a engolir.

"Por este motivo e porque efectivamente acho que tens um Blog com muita qualidade, faço os meus votos para que cada um se centre no que realmente é importante e no que impulsionou cada um a "arrancar" com o mesmo."

Nunca saí do meu caminho. O meu blogue não tem tema, o meu blogue é o que me apetece naquele momento. A maioria dos textos são improvisados, os mais sérios calculados. Diga bem, ou diga mal, guardo os argumentos necessários para defender o meu ponto de vista.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 10:38:00 da manhã

Manuel de Jesus disse...

"O que é criticar? Poucas palavras têm tantos sinónimos com esta, aqui fica uma pequena amostra: zurzir, fustigar, açoitar, bater, magoar, boquejar, sussurrar, cochichar, censurar, bocejar, bordejar, motejar, desaprovar, zombar, gozar, advertir, avisar, aconselhar, sugerir, observar, informar, descascar, descortiçar, debulhar, descamar, repreender, pichar, espinafrar, bronquear, reprovar, condenar, recusar, enjeitar, rejeitar, alfinetar, espetar, ferir, picar, ironizar, atacar, esculhambar, avacalhar, esculachar, desmoralizar, ridicularizar, estigmatizar, tachar, classificar…"

É obvio que nao concordo com maioria desses sinónimos, até porque os mais lógicos estao em falta nessa lista como por exemplo:

Examinar; apreciar; censurar; exprobar; maldizer.

"Concordo, com o que aqui já se disse, que os comentários dos últimos posts foram longe de mais, muitos como eu, foram para a bancada assistir e comer aperitivos estaladiços (não quero alimentar mais polémicas, por analogias infelizes) e a razão diluiu-se."

Admito isso, mas a frase com terminei o meu texto, diz tudo e assumo-a a 100%.

"Ora o bom deste mundo virtual é que é imenso, têm espaço para todos, não tenho duvidas nenhumas que os que ainda te lêem hoje, constituem um grupo muito mais interessante que os que te liam há alguns dias atrás."

Este blogue, sempre teve a característica fantástica de juntar num local os maiores e mais construtivos comentários, quer sejam concordantes e discordantes.
É de facto um orgulho para mim, que isso aconteça em relação às minhas palavras, sejam elas quais forem.

  Teté

terça-feira, fevereiro 24, 2009 11:46:00 da manhã

Abomino "lápis azuis" sejam onde forem!

Também passo por cima de muito blogue e post, sem comentários. Não sou professora ou juiza de ninguém, para criticar ou condenar assim à toa, dar notas e assim... (há quem dê!) :)))

Mas sinto-me no direito de discordar, quer seja da opinião quer da argumentação (como sabes, também as há viciadas)!

Neste caso específico, até concordo contigo: espírito crítico, com a liberdade "mental" suficiente para ter uma opinião própria, longe de "padrões". ;)

Detesto carneiradas!

  I.D.Pena

terça-feira, fevereiro 24, 2009 11:52:00 da manhã

"Mas como pode alguém saber se gosta ou não sem ler?"

É como os putos dizer que não gostam de uma comida quando nunca a provaram, essa lição de vida já deveria ter sido entendida à muito, mas o que é que se verifica é que pouca gente sabe formar uma opinião fundamentada.

"Hipocrisia e arrogância no seu estado mais puro, muito ao estilo de, "faz o que eu digo, não faças o que eu faço"."

Sem dúvida, mas por exemplo cada bloguer tem os seus gostos, se há mulheres que tornam os seus blogues numa extensão de um centro comercial é porque precisam desses pequenos objectos para se afirmarem como mulheres, o que está mal é não publicar os comentários que não agradam, e tanto tu como ela fizeram isso.

A diferença é que o tal Bruno que não és tu, fala de ditadura Fehriana, mas se ele quisesse mesmo comentava como anónimo e com o seu nome, sem estar ligado ao blog, ou seja é um caso de carência de publicidade.

Eu gosto de controversia, e claro que os assuntos mais interessantes para mim, serão os menos comentados.

Citaste um desconhecido, eu cito um conhecido:
"A crítica é o imposto que a inveja cobra do mérito."

Duque de Lévis

  I.D.Pena

terça-feira, fevereiro 24, 2009 11:59:00 da manhã

Onde disse :
"Eu gosto de controversia, e claro que os assuntos mais interessantes para mim, serão os menos comentados."

Queria dizer :

Eu gosto de controversia, e que fique claro que os assuntos mais interessantes para mim, serão os menos comentados.

  In a manner of speaking

terça-feira, fevereiro 24, 2009 11:59:00 da manhã

Em jornalismo, crítica é uma função de comentário sobre determinado tema, geralmente da esfera artística ou cultural, com o propósito de informar o leitor sob uma perspectiva não só descritiva, mas também de avaliação.
A crítica é feita pelo crítico, jornalista ou profissional especializado da área, que entra em contato com o produto a ser criticado e redige matérias ou artigos apresentando uma valoração do objeto analisado. Em geral, o crítico não deve apresentar uma avaliação puramente subjectiva, mas também deve apresentar descrição de aspectos objectivos que dêem sustentação aos seus argumentos.
Alguns críticos, como os de cinema por exemplo, costumam encerrar suas matérias atribuindo notas ou conceitos à obra criticada.
Crítica literária
Um dos primeiros tipos de crítica a surgir na imprensa foi a crítica literária, dedicada a analisar livros, romances, poemas e outras obras de Literatura. No século XIX, escritores como Victor Hugo, Émile Zola e Machado de Assis faziam crítica literária ao mesmo tempo em que publicavam seus próprios trabalhos.
Diferente do que acontece em outras áreas, vários autores consagrados exerceram (e até hoje exercem) crítica literária, comentando trabalhos de colegas e, por vezes, passando de vidraça a atiradores de pedras.
Conceituação filosófica
O termo crítica provém do grego crinein, que significa separar, julgar. É um acto do espírito que preserva o que merece ser afirmado e põe em dúvida a pretensão daquilo que vai além de seu domínio de aplicação e, portanto, não merece ser afirmado. A crítica é um julgamento de mérito: tal julgamento é estético, se contempla uma obra de arte; lógico, se contempla um raciocínio; intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou uma experiência; moral, se contempla uma conduta. Esse julgamento de mérito é fruto de uma actividade da razão, esse poder de distinguir o verdadeiro do falso, que age como uma espécie de tribunal. Ele pode tomar por objecto a própria razão, pelo exercício da crítica da razão, separando, distinguindo o domínio dentro do qual a razão pode ser exercida daquele em que ela delira a cada vez que pretende conhecer o absoluto, aquilo que tem sua razão de ser em si mesmo e a que não corresponde nada de sensível. Pertencendo à ordem de um acto de espírito que duvida antes de afirmar, a crítica pertence, então, à ordem da liberdade de espírito.
Em Filosofia, texto de opinião é a forma que cada um tem de expressar suas idéias. Geralmente, é ensinado que devemos ouvir as opiniões dos outros na mesma proporção que devemos opinar.
Em Jornalismo, o jornalismo de opinião é um género geralmente escrito ou realizado por colaboradores dos orgãos de comunicação social em questão. O autor pode ser chamado de colunista ou opinion maker.
No caso inglês, costumam ser controversas, irritantes, sem sentido, com intuito de causar mediatismo e crítica. São valorizados pela imprensa porque são artigos que pela sua agressividade, vendem. Este é um modelo que se pratica pouco em Portugal, mas tem aumentado nos últimos anos.

P.S.: Pretendo apenas transmitir a minha opinião... Quanto ao teu blog: Keep up the good work!

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:01:00 da tarde

Teté disse...

"Mas sinto-me no direito de discordar, quer seja da opinião quer da argumentação (como sabes, também as há viciadas)!"

Concordo.

"Neste caso específico, até concordo contigo: espírito crítico, com a liberdade "mental" suficiente para ter uma opinião própria, longe de "padrões". ;)"

É tudo o que digo, por mais errada que uma opinião possa estar, errar também um direito, corrigir o erro, um dever.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:10:00 da tarde

I.D.Pena disse...

"o que está mal é não publicar os comentários que não agradam, e tanto tu como ela fizeram isso."

Isso é falso. Eu publiquei todos os comentários referentes ao texto em questão.

Nao publico os comentários do Bruno, desde que ele recorreu ao anonimato para me ofender após eu discordar dele. Depois disso, iniciou uma campanha de difamação que para mim é insulto. Após isso deu inicio a uma sequência de E-mails ofensivos. Nao, ele não comenta aqui, mas eu AVISEI que não comentava, após ele rejeitar o meu pedido para deixar de comentar.

O caso Bruno, nada tem a ver com a presente situação. Eu não o censuro na net, não o critico nos meus textos e muito menos no blogue dele.

"A diferença é que o tal Bruno que não és tu, fala de ditadura Fehriana, mas se ele quisesse mesmo comentava como anónimo e com o seu nome, sem estar ligado ao blog, ou seja é um caso de carência de publicidade."

Ele quer publicidade, eu não lhe dou publicidade.

"A crítica é o imposto que a inveja cobra do mérito."

Aqui entra a questão de quem tem o mérito e de quem tem a inveja.
Eu julgo ter o mérito de argumentar, recebo em troca a inveja da ofensa.

  I.D.Pena

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:20:00 da tarde

"Aqui entra a questão de quem tem o mérito e de quem tem a inveja.
Eu julgo ter o mérito de argumentar, recebo em troca a inveja da ofensa."

Exacto, normalmente quando as pessoas não têm argumentos ou ofendem, ou então se forem mais polidas, juntam-se em grupinhos.
Dizem umas alarvidades e os outros concordam com a famosa expressão:
" faço minhas as tuas palavras ", pessoalmente, não gosto dessa expressão :S acho que demonstra falta de carácter .

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:24:00 da tarde

Blogger In a manner of speaking disse...

"A crítica é um julgamento de mérito: tal julgamento é estético, se contempla uma obra de arte; lógico, se contempla um raciocínio; intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou uma experiência; moral, se contempla uma conduta. Esse julgamento de mérito é fruto de uma actividade da razão, esse poder de distinguir o verdadeiro do falso, que age como uma espécie de tribunal. Ele pode tomar por objecto a própria razão, pelo exercício da crítica da razão, separando, distinguindo o domínio dentro do qual a razão pode ser exercida daquele em que ela delira a cada vez que pretende conhecer o absoluto, aquilo que tem sua razão de ser em si mesmo e a que não corresponde nada de sensível. Pertencendo à ordem de um acto de espírito que duvida antes de afirmar, a crítica pertence, então, à ordem da liberdade de espírito.
No caso inglês, costumam ser controversas, irritantes, sem sentido, com intuito de causar mediatismo e crítica. São valorizados pela imprensa porque são artigos que pela sua agressividade, vendem. Este é um modelo que se pratica pouco em Portugal, mas tem aumentado nos últimos anos."

Mais particularmente nas crónicas de opinião.

No fundo a blogosfera é isso mesmo, crónicas de opinião que não seguem nem devem seguir regras jornalísticas, literárias, filosóficas ou quais quer outras. Felizmente ou infelizmente é um local livre, por vezes livre demais. O excesso de liberdade leva por vezes a abusos, e consequentemente ao erro, mas aí entra a liberdade de discordar e fazê-lo publicamente.

O que não existe, nem deve existir é censura, seja ela sob que forma for.

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 12:27:00 da tarde

I.D.Pena disse...

"Dizem umas alarvidades e os outros concordam com a famosa expressão:
" faço minhas as tuas palavras ", pessoalmente, não gosto dessa expressão :S acho que demonstra falta de carácter ."

Sem dúvida alguma, a mim soa-me um furto intelectual. Semelhante ao dizer; faço meu o teu trabalho, faço minhas as tuas ideias, faço minha a tua casa ou a tua conta bancária. Parece ser um comentário inteligente mas só os idiotas o pensam, pois na verdade é ridículo.

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:15:00 da tarde

Forteifeio, no problem. ;-)

  Van

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:18:00 da tarde

Eu distingo os carneirismos Bruno ahahah. Mas, no fundo, andamos todos a balir...méeeee! :D Mas logicamente que sei muito bem onde o carneirismo é visivel. Estava somente a levar o termo a um sentido mais lato, na medida em que o ser humano é um animal tribal.

  André

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:20:00 da tarde

Todos gostam de poder criticar, ams claro que não quando são criticados! Aos nossos olhos tudo o que fazemos está correcto, se não, não o faríamos, mas basta que quando vemos alguém fazer algo, mesmo que nós o tenhamos feito não temos a consciência imediata disso, apenas o de criticar, é o julgar que está presente primeiro.

Para criticar é preciso ter argumentos e defender o que critica, mas nunca ninguém o faz, é apenas um apelo de Humano fazer criticas principalmente sem fundamento por que nos faz sentir bem, pelo menos parece que a algumas pessoas sim!

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:35:00 da tarde

Van disse...

"Estava somente a levar o termo a um sentido mais lato, na medida em que o ser humano é um animal tribal."

Se levas as coisas para sentidos mais latos, isto fica cheio de não latos que não percebem o que é escrito :)

  Bruno Fehr

terça-feira, fevereiro 24, 2009 1:38:00 da tarde

André disse...

"Todos gostam de poder criticar, ams claro que não quando são criticados!"

Obviamente discordo, pois vai contra tudo o que digo no texto.
A minha critica à blogosfera foi criticada em 13 blogues diferentes e eu aceito as criticas, EXCEPTO 4 dessas criticas. Pois o que essas meninas dizem, é que é errado criticar um bloguer... Ora mas o texto delas é uma critica a mim e eu sou um bloguer.

Eu aceito criticas, não aceito é que me atirem pedras enquanto gritam que é feio atira pedras.


"Para criticar é preciso ter argumentos e defender o que critica, mas nunca ninguém o faz"

Claro que aqui também não concordo, sem argumentos nunca iria criticar.

  Joaninha

terça-feira, fevereiro 24, 2009 2:09:00 da tarde

Clap clap gostei muito de ler:) e penso que já tinha referido aqui que também sou muito adepta de que cada opinião é uma opinião e deve ser respeitada como tal, se a opinião por vezes roça à crítica epah vamos tentar compreender que até existem críticas construtivas (pronto ok eu sou uma optimista que gosta mesmo é de ver sempre o lado mais cor de rosa das coisas)...
Ah e eu fui das que se deixou influenciar pela crítica e não foi ver o Austrália :p

Bom Carnaval :)

  Joaninha

terça-feira, fevereiro 24, 2009 2:12:00 da tarde

Ah e críticas todos nós fazemos uns aos outros, que atire a primeira pedra quem nunca fez e uma, todos já fomos criticados, mal ou bem, já fomos...e então, choramos?? Bahhh ainda penso que por vezes as críticas e as opiniões só têm importancia porque nós lhe damos importancia!

  vita

terça-feira, fevereiro 24, 2009 2:31:00 da tarde

Vou tentar falar a sério.;P

Muitas vezes existe uma opinião e muitas vezes não a queremos dar, não que não tenhamos argumentos ou informação sobre o assunto, simplesmente no meu caso detesto confusões, gosto até de as ler confesso, mas não tenho pachorra para criticar algo que eu até nem me interesso. Mas admito que quando me metem nas confusões sei bem defender-me, mas evito-as, maneiras de estar na vida, pois afinal eu gosto mesmo é de rir e brincar, ah e de sexo!

O que tu fizeste, foi um texto sobre a blogocoisa que podemos assumir é realista, não é por acaso que andas cá à cinco anos, conheces as várias formas de "blogar" quanto mais não seja porque passaste por elas, o teu texto foi até "saudosista" digamos assim, a crítica foi à blogosfera em geral.

A comparação simplesmente é um gosto teu pessoal, deste dois exemplos do bom e mau, o teu gosto, muitos concordam, outros nem por isso. Engraçado como muitos poucos falaram do blog que tu achas bom e pegaram precisamente no que achas mau, era de salientar era o bom se houvesse algo para salientar.

Poucos entenderam como tua opinião pessoal, mas sim como uma crítica ao blog em causa e pior ainda, alguns até entenderam como crítica à bloguer em causa.

Estou certa que não foi a tua intenção, mas estou certa também que sabias a polémica que ias gerar e isso dá-te gozo, "brincar" com as palavras é uma arte, e tu sabes bem fazê-lo.

Agora, as críticas ás críticas acontece porque não existe poder de encaixe ou porque é mais fácil fazer um texto ordinário/ofensivo porque esses qualquer um sabe fazer, responder a uma critica com argumentos e categoria é mais difícil e não é para todos.

(Já agora quais foram os outros blogs? Parecendo que não quero acompanhar a novela toda...lol)

Estiquei-me eu sei, já estou de rabo para o ar, venha de lá as palmadas.;P

  vita

terça-feira, fevereiro 24, 2009 3:02:00 da tarde

Ah e segundo li por aí a frase:

"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente"

Pertence a Confúcio;)

  Francisco Norega

terça-feira, fevereiro 24, 2009 3:27:00 da tarde

Antes de mais, Bruno, gostava de frisar que adoro ler o teu blog. Concordo com algumas coisas, discordo de outras, mas leio e gosto de o fazer porque as tuas críticas são bem fundamentadas.

No que toca a este texto, concordo plenamente com o que dizes. Acho hipócrita fazer algo com que se acaba de reclamar. Mas pronto, são consequências da mentalidadezinha pequena de muitos dos portugueses... e não só!

No entanto és incoerente numa coisa: dizes que «"Se não gostas não lês" - Concordo. Mas como pode alguém saber se gosta ou não sem ler?
Muitas vezes, nem é o caso de não gostar, mas sim de não concordar. Mas, a crítica resulta da leitura, aliada à opinião pessoal.»
No post "Como assustar uma Testemunha de Jeová", um anónimo mostrou desagrado para com a "infantilidade" do post. Eu ri-me imenso com o texto, apesar de ter apreciado a única experiência que tive com Jeovás (parece é que os moços têm umas palas como os jumentos xD).
No entanto, tu mesmo lhe respondes dizendo que ele não é obrigado a ler o post. Não é por isso que vou deixar de ler o blog, mas pronto... xD Foi só um bocadinho incoerente :P

  Mr. Z

terça-feira, fevereiro 24, 2009 3:56:00 da tarde

Recentemente escrevi:
Certo que todos os textos são, para quem quiser ler, mas é parte do autor também saber aceitar criticas que se lhe imponham, saber viver com elas e boas ou más, tirar ilações das mesmas.

Como dizes em resposta à Mulheka:
"Correcto. Ao ler uma opinião pessoal o processo é simples:

1- Aceitar a opinião como uma liberdade do autor.

2- Buscar informação necessária e criar a nossa opinião.

3- Discutir argumentando com o autor ou o visado."

Eu ando por aqui há muito menos tempo mas confesso que tb faltei à reunião lol.
Tenho uma interpretação talvez um tanto quanto diferente...
Tu quando criticas um blogue ou algo que seja, tens direito a ter uma resposta à tua crítica correcto?!
Mas se a pessoa cujo blogue criticas não estiver aberta à leitura de outros blogues, tal como eu não estava até à pouco tempo (e que agora leio uns poucos :) ), essa pessoa não te vai responder e tu ficas com a tua crítica para ti e para outros que leiam o teu blogue.
Tal como fazias n'O Arrumadinho, davas a tua opinião/crítica acerca do que ele escrevia (mal ou bem) em forma de comentário.
Sim, a pessoa tem o direito de eliminar comentários como acho que alguns deles te foram apagados.
Nesse caso acho que "ganhaste" (se existe algo aqui que se ganhe, pois isto não é nenhum concurso) o teu direito de opinar/críticar o dito blogue no teu próprio blogue, retirando excertos do blogue dele e fazendo uma remissão para o blogue do mesmo.
Mas e ele? Soube da tua crítica? Respondeu-te? (não li os comentários a esse teu post)

Retirando o que a Van escreveu:
"Todo o ser humano tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e de as poder divulgar e manifestar livremente."

As pessoas são livres de opinar sobre o que desejam. Eu sou livre de opinar sobre o teu blogue, sobre o que escreves. Tu sobre o meu. Mas acho que para o fazermos no nosso próprio blogue devemos informar a pessoa visada para que esta possa ter hipótese de resposta, contrapondo ou não as nossas idéias.

P.S. li somente alguns comentários e citei os mesmos, outros escaparam-me, mas é que tou com uma fome tenho de ir almoçar :P

  anatcat

terça-feira, fevereiro 24, 2009 4:32:00 da tarde

Bruno Fehr,

Não devias ser tão ingénuo como eu, e continuar a acreditar em valores tais como o que diz a frase antiga:

'discordo do que dizes, mas defenderei até à morte o direito do teu dizer'.

Eu faço e digo o que quero no meu bloguinho do sapo porque não tenho nem quero ter protagonismo.

Tu mesmo não querendo, tens.

E a partir daí, desse momento em que passaste a ter notoriedade, foste sistematicamente atacado por anónimos ou não-anónimos.

Quer por gramática ou opinão.

Por minudências.

E isso vai continuar, deves manter-te forte/incorruptível ao sectarismo.

Bjs e aquele abraço.

  Mel

terça-feira, fevereiro 24, 2009 8:02:00 da tarde

Bruno disse:

"Apesar de ser ainda cedo para anunciar, este blogue não irá encerrar"


Eheheheh, eu já sabia...:D

  Abobrinha

terça-feira, fevereiro 24, 2009 10:49:00 da tarde

Bruno

Como já disse, a blogosfera é mais uma colecção de egos que de opiniões. E as pessoas defendem o seu ego como não defendem a sua opinião (o que é doentio) ou o seu direito à liberdade. A blogosfera tem essa característica e tu sabias isso.

Falando no geral, tens todo o direito de dar a tua opinião e de criticar. O que não gostei foi de como te defendeste das críticas, do exagero a que chegaste. Não devias ter descido de nível. Tinhas esse direito, mas não te acrescentou nada. Fez-te simplesmente descer de nível e fez com que comentadores novos achassem que eras só um arruaceiro à procura de publicidade, o que não é verdade (nenhuma das partes).

Dei-me conta que tinhas atingido o teu limite quando não reparaste que eu te tinha avisado por andarem a divulgar detalhes pessoais da Pipoca, mas reparaste depois quando outro blogger que avisou do mesmo. E tiveste atitude de homem: pediste desculpa e apagaste, em vez de atacar a moça. Não é para qualquer um e quem te criticou não deu valor a isso!

Prefiro-te assim mais calmo e analítico. E adoro quando estás de bom humor!

Ainda bem que gostas dos teus comentadores e que estás a reconsiderar a tua decisão de fechar o blogue.

  Afrodite

terça-feira, fevereiro 24, 2009 11:43:00 da tarde

Comecei a ler o teu post e....fui a correr fazer pipocas para continuar a ler porque sabia que ias ser atacado à força e com força :)....mas também sabia que ia ler respostas aos ataques do melhor! :)

Ahh e poupem-me as bocas de estou aqui a defende-lo porque lambo cus ou botas porque quem me conhece sabe que nao o faço, aliás eu e o Senhor Bruno Fehr já discordamos de vários assuntos e não é por isso que deixamos de manter esta nossa amizade que as discussões apenas a fazem reforçar! Sim que eu e o amigo Bruno somos humildes, sabemos receber critícas construtivas sem entrarmos em histerias doentias, movendo um clube de "fansquenaosabemporquèmassimsãoevivaobloggersoporquesimefica-mebemviraquicagarpostasdepescadaafavordosdesfavorecidoscoitadinhos" :)!

E VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO!!!!!

Abreijinhos, já me exprimi e espremi! AHAHHAHAA

  Afrodite

terça-feira, fevereiro 24, 2009 11:46:00 da tarde

Aahhahah e eu tenho a mania de ir ver os filmes que a critíca fala mal...é que acabo por gostar sempre...infelizmente com os blogues já aprendi a reconhecer que as tuas critícas estão correctas :)...infelizmente ou não! Poupas-me tempo e poupas-me má leitura :)! Obrigada!

Abreijinhosssss

  Van

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 1:05:00 da manhã

"Apesar de ser ainda cedo para anunciar, este blogue não irá encerrar"

ah ah ah ah eu tb já sabiaaaa :-p :D

  Salto-Alto

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 2:19:00 da manhã

Existe uma regra que proíbe as críticas a blogues?!?! Porquê?!? QUe idiotice é esta?

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:41:00 da manhã

Joaninha disse...

"críticas todos nós fazemos uns aos outros, que atire a primeira pedra quem nunca fez e uma, todos já fomos criticados, mal ou bem, já fomos...e então, choramos??"

Podemos gostar ou não gostar, contra-argumentar ou ficar calado, mas temos sempre de as aceitar como opiniões.

"Bahhh ainda penso que por vezes as críticas e as opiniões só têm importancia porque nós lhe damos importancia!"

Mas é isso mesmo!

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:41:00 da manhã

vita disse...

"O que tu fizeste, foi um texto sobre a blogocoisa que podemos assumir é realista, não é por acaso que andas cá à cinco anos, conheces as várias formas de "blogar" quanto mais não seja porque passaste por elas, o teu texto foi até "saudosista" digamos assim, a crítica foi à blogosfera em geral."

Exactamente.


"A comparação simplesmente é um gosto teu pessoal, deste dois exemplos do bom e mau, o teu gosto, muitos concordam, outros nem por isso. Engraçado como muitos poucos falaram do blog que tu achas bom e pegaram precisamente no que achas mau, era de salientar era o bom se houvesse algo para salientar."

Eu de facto nunca esperei que falassem no bom, a minha fé no ser humano é tao pouca, que já sabia que o iriam ignorar e que iriam criticar-me por achar o outro blogue mau. Mas estava preparado para isso.

"Agora, as críticas ás críticas acontece porque não existe poder de encaixe ou porque é mais fácil fazer um texto ordinário/ofensivo porque esses qualquer um sabe fazer, responder a uma critica com argumentos e categoria é mais difícil e não é para todos."

Aceito ter uma critica, criticada, nao posso aceitar é uma critica que me diga que nao posso criticar.

"(Já agora quais foram os outros blogs? Parecendo que não quero acompanhar a novela toda...lol)"

Muitos que prefiro não mencionar aqui, pois não farei publicidade a tolinhos, os textos mais ridículos estão em blogues ridículos escritos por pessoas que interpretam e reagem de forma ridícula. Mas posso dizer que uma usa o nick de MAD :) outra que me parece com uma mente tão aberta como a minha parede, escreve bUrbuleta, erro de professora?


"Estiquei-me eu sei, já estou de rabo para o ar, venha de lá as palmadas.;P"

Deixa-me ir buscar o gel de massagem, venho já...

"Pertence a Confúcio;)"

Ah, muito obrigado :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:42:00 da manhã

Francisco Norega disse...

"No post "Como assustar uma Testemunha de Jeová", um anónimo mostrou desagrado para com a "infantilidade" do post. Eu ri-me imenso com o texto, apesar de ter apreciado a única experiência que tive com Jeovás (parece é que os moços têm umas palas como os jumentos xD).
No entanto, tu mesmo lhe respondes dizendo que ele não é obrigado a ler o post. Não é por isso que vou deixar de ler o blog, mas pronto... xD Foi só um bocadinho incoerente :P"

Será? Esse comentador é anónimo para todos, excepto para mim. Ele sabe que a única maneira de comentar no meu blogue é sendo como anónimo, pois eu recuso-me a fazer publicidade a esse senhor (é o que ele quer).
A liberdade critica pode e deve ser tornada pública, mas como tudo, tem os seus limites.
No caso desse senhor, eu nao me importo com o Looooooonggggooooo texto que ele escreveu sobre mim, que é também o texto dele mais famoso e com mais comentários. Ele é livre de me criticar e de criticar o meu blogue, mas a liberdade de uns acaba quando começa a liberdade dos outros e ao entrar em minha casa com uma critica sem nexo, arrisca-se a ser convidado a sair.

Eu posso ir a casa do Francisco e afirmar que não gosto da sua decoração, mas fazê-lo enquanto convidado imposto na sua casa, é de mau gosto e você tem o direito de ser indelicado.

Esse anónimo é sem dúvida a única pessoa na blogosfera que afirmo não gostar nada, nada, mesmo. É uma pessoal falsa, mentirosa, pouco argumentativa e com um fascínio Stalker a meu respeito.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:42:00 da manhã

Mr. Z disse...

"Certo que todos os textos são, para quem quiser ler, mas é parte do autor também saber aceitar criticas que se lhe imponham, saber viver com elas e boas ou más, tirar ilações das mesmas."

Concordo.

"Tu quando criticas um blogue ou algo que seja, tens direito a ter uma resposta à tua crítica correcto?!"

Correcto. Excepto se a critica me diz que não posso criticar. Pois se eu não posso, quem me critica por não poder, também não pode.


"Tal como fazias n'O Arrumadinho, davas a tua opinião/crítica acerca do que ele escrevia (mal ou bem) em forma de comentário.
(...)
Mas e ele? Soube da tua crítica? Respondeu-te? (não li os comentários a esse teu post)"

Soube sim e respondeu. Sempre que critico um blogue ou bloguer por algo que escreveu ou pelo conteúdo do blogue, além de colocar sempre o link para que os leitores possam tirar as suas conclusões pessoais, o autor é informado.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:43:00 da manhã

anatcat disse...

"Não devias ser tão ingénuo como eu, e continuar a acreditar em valores tais como o que diz a frase antiga:

'discordo do que dizes, mas defenderei até à morte o direito do teu dizer'."

Mas eu não sou e acho essa frase ridícula. Eu não defendo até à morte os direitos dos outros, defendo os meus e ao fazê-lo, estou a defender os direitos em geral.

Para mim a frase deveria ser: "defenderei até à morte o direito do meu dizer e tu serás beneficiado por isso, mesmo que não concorde contigo"

"Tu mesmo não querendo, tens."

Eu sei que tenho e sei viver com isso, nem isso irá mudar a minha forma de escrever. Quer me visitem 300 ou 3000 eu serei o mesmo.

"E a partir daí, desse momento em que passaste a ter notoriedade, foste sistematicamente atacado por anónimos ou não-anónimos."

Isso nao me incomoda, diverte-me.

"Quer por gramática ou opinão."

Valorizo na escrita a arte sobre a ciência. Escrever bem é uma ciência, exige estudo e concentracao, mas eu dedico-me à arte de bem escrever, é isso que as pessoas procuram, é isso que gosto de ler.

A arte de bem escrever, torna os textos leves, interessantes e cativantes. O escrever bem é uma pressão gramatical que mata a criatividade e quando não a mata, recorremos a vocabulário que faz com que o leitor se perca, ou adormeça.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:43:00 da manhã

Mel disse...

"Eheheheh, eu já sabia...:D"

Julgo que não poderias saber, visto que só há dois dias meti o Google ao barulho. Neste momento estou a ganhar, mas isso não significa que não tenha de sair do Blogspot.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:44:00 da manhã

Abobrinha disse...

"Falando no geral, tens todo o direito de dar a tua opinião e de criticar. O que não gostei foi de como te defendeste das críticas, do exagero a que chegaste. Não devias ter descido de nível."

Nao podemos falar com idiotas no nosso nível normal, a mensagem perde-se e detesto mensagens perdidas.

"e fez com que comentadores novos achassem que eras só um arruaceiro à procura de publicidade, o que não é verdade (nenhuma das partes)."

Acho isso positivo, pois prova que nao buscava novos comentadores.

Quem me comenta deve fazê-lo por o que eu escrevo nos textos e só nos textos e não por eu ser um querido nos comentários.

"Dei-me conta que tinhas atingido o teu limite quando não reparaste que eu te tinha avisado por andarem a divulgar detalhes pessoais da Pipoca, mas reparaste depois quando outro blogger que avisou do mesmo."

No teu comentário havia tanto com que eu discordava que esse detalhe passou-me ao lado.

"E tiveste atitude de homem: pediste desculpa e apagaste, em vez de atacar a moça. Não é para qualquer um e quem te criticou não deu valor a isso!"

Essa pessoa foi o Arrumadinho, o alvo do texto em questão. Nunca esperaria algum tipo de reconhecimento por parte de um fraco. Sim estou a baixar o nível, mas é a minha opinião sobre ele.


"Prefiro-te assim mais calmo e analítico. E adoro quando estás de bom humor!"

Acho que o meu ultimo parágrafo alterou novamente a tua opiniao. Eu sou assim, sou imprevisível, quando acham que me conhecem, mostro novidades!

Mas acima de tudo nao sou hipócrita em salientar as minhas qualidades numa atitude de masturbação intelectual. Por outro lado nao escondo os meus defeitos, mas assumo-os, nao os desculpo nem disfarço.

É isto que me torna nao irritável, apesar de pensarem que me irrito. Eu aceito como sou e por isso divirto-me sempre com estas coisas.

"Ainda bem que gostas dos teus comentadores e que estás a reconsiderar a tua decisão de fechar o blogue."

Nao estou a reconsiderar, visto que nunca foi uma escolha pessoal. Mas até o processo estar concluído, nao o posso tornar público.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:44:00 da manhã

Afrodite disse...

"Comecei a ler o teu post e....fui a correr fazer pipocas para continuar a ler porque sabia que ias ser atacado à força e com força :)....mas também sabia que ia ler respostas aos ataques do melhor! :)"

Ehehehehehehe

"Ahh e poupem-me as bocas de estou aqui a defende-lo porque lambo cus ou botas porque quem me conhece sabe que nao o faço, aliás eu e o Senhor Bruno Fehr já discordamos de vários assuntos e não é por isso que deixamos de manter esta nossa amizade que as discussões apenas a fazem reforçar!"

Lá isso é verdade, por vezes nem eu te consigo aturar e olha que sou muito paciente. Mas sei que também nao me consegues aturar, por sermos igualmente teimosos.

"fansquenaosabemporquèmassimsãoevivaobloggersoporquesimefica-mebemviraquicagarpostasdepescadaafavordosdesfavorecidoscoitadinhos" :)!


Ahahahahahah


"Aahhahah e eu tenho a mania de ir ver os filmes que a critíca fala mal...é que acabo por gostar sempre...infelizmente com os blogues já aprendi a reconhecer que as tuas critícas estão correctas :)"

Deves tentar ver os filmes que já critiquei e duvido que gostes. Por falar nisso, tenho de criticar um o outro.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:45:00 da manhã

Van disse...

"ah ah ah ah eu tb já sabiaaaa :-p :D"

Ninguém sabia e ninguém sabe. Acho que na verdade só há duas pessoas a saber o que se passa e a saber que nao posso falar ainda nesse assunto.
Sou critico, mas nao sou parvo e criticarei quando o puder fazer.

Até lá, está numa espécie de segredo de justiça, mas não deixarei em branco.

  Bruno Fehr

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:45:00 da manhã

Salto-Alto disse...

"Existe uma regra que proíbe as críticas a blogues?!?! Porquê?!? QUe idiotice é esta?"

Nao existe, estava a ser irónico. Existe é uma ideia em certas mentes de que nao se pode criticar outros blogues, em particular se o Bruno Fehr for o critico.

  Van

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 2:29:00 da tarde

Oh pah, que chato! Percebeste perfeitamente o que eu (e a mel) queriamos dizer :-p. Mas eu explico melhor: que não te irias embora assim, sem luta. :-p

  Who Am I

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 3:28:00 da tarde

Posso?

Este post fez-me lembrar, algo que li e que vou aqui colar, ora então com licença da livre expressão:

"Nenhum Homem Cruel é Cruel na Medi­da em que o Maltratado Julga

Quando o rico ti­ra um pertence ao pobre (por exemplo, um príncipe que tira a amante ao plebeu), então gera-se um erro no pobre; este acha que aquele tem de ser absoluta­mente infame, para lhe tirar o pouco que ele tem. Mas aquele não sente de modo algum tão profunda­mente o valor de um único pertence, porque está ha­bituado a ter muitos: portanto, não se pode trans­por para o espírito do pobre e não comete tal uma injustiça tão grande como este julga. Ambos têm um do outro uma concepção errada. A injustiça do poderoso, a que mais indigna na História, não é as­sim tão grande como parece. O mero sentimento hereditário de ser um ser superior, com direitos su­periores, torna uma pessoa bastante fria e deixa-lhe a consciência tranquila: até todos nós, se a distância entre nós e um outro ente for muito grande, já não sentimos absolutamente nada de injusto e matamos um mosquito, por exemplo, sem qualquer remorso.

Assim, não é sinal de maldade em Xerxes (a quem mesmo todos os Gregos descrevem como eminente­mente nobre) quando ele tira a um pai o seu filho e o manda esquartejar, porque este havia manifestado uma inquieta e ominosa desconfiança em relação a toda a expedição militar: neste caso, o indivíduo é eliminado como um insecto desagradável, ele está demasiado baixo para poder provocar por mais tempo sentimentos importunos num soberano uni­vsal. Sim, nenhum homem cruel é cruel na medi­da em que o maltratado julga; a sua noção da dor não é a mesma que o sofrimento deste. Passa-se o mesmo com o juiz injusto, com o jornalista que, com pequenas desonestidades, desorienta a opinião pública. Causa e efeito estão, em todos estes casos, rodeados por grupos de sentimentos e de pensamen­tos diferentes; enquanto que, involuntariamente, se pressupõe que réu e queixoso pensam e sentem da mesma maneira e, em conformidade com esse pres­suposto, se mede a culpa de um pelo sofrimento do outro.

Friedrich Nietzsche, in Humano, Demasiado Humano "

  Abobrinha

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 3:29:00 da tarde

Bruno

"Eu sou assim, sou imprevisível, quando acham que me conhecem, mostro novidades!"

E isso é uma necessidade (para te continuar a fazer interessante) ou algo que ocorre naturalmente? É que nunca ninguém conhece ninguém. Incluindo a si mesmo. Às vezes é nas situações que as pessoas se mostram.

Não achas a imprevisibilidade perigosa por vezes?

Como é óbvio não te conheço. Nem se te conhecesse pessoalmente poderia dizer isso. Mas mostras qualidades que me agradam e defeitos que te aponto publicamente e sem medo. E convivo contigo (a este nível) com os dois. Naturalmente que gostava que aprendesses com o que se te aponta. Mas a escolha é tua.

Mas fazendo o balanço, pareces ser boa pessoa. E isso para mim basta. Como dizia um amigo meu: a perfeição está no museu de arte.

  vício

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 3:50:00 da tarde

desculpa!!! não se pode criticar um blog?

  Abobrinha

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 4:10:00 da tarde

Bruno

"Nao podemos falar com idiotas no nosso nível normal, a mensagem perde-se e detesto mensagens perdidas."

Não concordo. Se procuras confusão, mete-te na confusão. Se procuras elevação na conversa, eleva o nível. Claro que por vezes a conversa não se consegue elevar com determinado nível de interlocutores, mas ao menos assim não te culpam a ti.

  Mel

quarta-feira, fevereiro 25, 2009 10:48:00 da tarde

Mel disse...

"Eheheheh, eu já sabia...:D"

Bruno respondeu:

"Julgo que não poderias saber, visto que só há dois dias meti o Google ao barulho. Neste momento estou a ganhar, mas isso não significa que não tenha de sair do Blogspot."


É incrível como, de uma simples frase, que não quer chegar a lado nenhum, acabas por racionalizar tudo....

A minha frase não ia nesse sentido, mas ok!

  lontra (MR.)

quinta-feira, fevereiro 26, 2009 1:10:00 da manhã

Eu prefiro ser salva pela crítica do que arruinada pelo elogio, quem não aguenta uma critica é porque é pobre de espírito, um ser que se limita ao que julga saber ou ao que já faz há imenso tempo morre lentamente. Não suporto quando falam mal por inveja ou ignorância ai se for preciso também desço de nível, quero lá saber se vou magoar as susceptibilidades dessas pessoas…Li uma vez certa frase do Bruno Fehr que dizia o seguinte “ se as pessoas que falam mal de mim soubessem o que penso delas diriam bem pior” e identifico-me com ela a 100%.

  Van

quinta-feira, fevereiro 26, 2009 2:17:00 da tarde

#Mel disse...

"Eheheheh, eu já sabia...:D"

Bruno respondeu:

"Julgo que não poderias saber, visto que só há dois dias meti o Google ao barulho. Neste momento estou a ganhar, mas isso não significa que não tenha de sair do Blogspot."


É incrível como, de uma simples frase, que não quer chegar a lado nenhum, acabas por racionalizar tudo....

A minha frase não ia nesse sentido, mas ok!#

ah ah ah faço minhas as palavras da mel, pah!! não queria dizer nada disso, pah. Vá vá, manda mais uma esguichada de retórica, manda :D. ;-)

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:39:00 da manhã

Van disse...

"Oh pah, que chato! Percebeste perfeitamente o que eu (e a mel) queriamos dizer :-p."

Eu percebi e sei que voces perceberam que eu percebi :)

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:44:00 da manhã

Who Am I disse...

"Sim, nenhum homem cruel é cruel na medi­da em que o maltratado julga; a sua noção da dor não é a mesma que o sofrimento deste. Passa-se o mesmo com o juiz injusto, com o jornalista que, com pequenas desonestidades, desorienta a opinião pública. Causa e efeito estão, em todos estes casos, rodeados por grupos de sentimentos e de pensamen­tos diferentes; enquanto que, involuntariamente, se pressupõe que réu e queixoso pensam e sentem da mesma maneira e, em conformidade com esse pres­suposto, se mede a culpa de um pelo sofrimento do outro."

Claro que com isto é impossível discordar.

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:49:00 da manhã

Abobrinha disse...

"E isso é uma necessidade (para te continuar a fazer interessante) ou algo que ocorre naturalmente? É que nunca ninguém conhece ninguém. Incluindo a si mesmo. Às vezes é nas situações que as pessoas se mostram."

Nao me faço de interessante ou desinteressante, sou como sou tento conhecer-me um pouco melhor, mas acima de tudo aceito-me.


"Não achas a imprevisibilidade perigosa por vezes?"

Só se fosse imprevisivelmente perigoso.

"Como é óbvio não te conheço. Nem se te conhecesse pessoalmente poderia dizer isso. Mas mostras qualidades que me agradam e defeitos que te aponto publicamente e sem medo. E convivo contigo (a este nível) com os dois. Naturalmente que gostava que aprendesses com o que se te aponta. Mas a escolha é tua."

Os defeitos que me colocas, podem não ser defeitos, pois na verdade resultam de interpretação do que escrevo e como escrevo.
Eu posso escrever algo de fazer chorar quem lê, se eu sentir o que escrevi, como dizia Fernando Pessoa, "sinta quem lê".

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:50:00 da manhã

vício disse...

"desculpa!!! não se pode criticar um blog?"

Claro que pode, mas tentam convencer-me que nao!

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:53:00 da manhã

Abobrinha disse...

"Não concordo. Se procuras confusão, mete-te na confusão. Se procuras elevação na conversa, eleva o nível. Claro que por vezes a conversa não se consegue elevar com determinado nível de interlocutores, mas ao menos assim não te culpam a ti."

Mas eu aceito que me culpem, tenho as costas largas, a consciencia limpa e sei que a maioria dos leitores sao inteligentes.

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:54:00 da manhã

Mel disse...

"É incrível como, de uma simples frase, que não quer chegar a lado nenhum, acabas por racionalizar tudo....

A minha frase não ia nesse sentido, mas ok!"

Eu sei que nao ia :=)

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 12:56:00 da manhã

lontra (MR.) disse...

"Eu prefiro ser salva pela crítica do que arruinada pelo elogio, quem não aguenta uma critica é porque é pobre de espírito, um ser que se limita ao que julga saber ou ao que já faz há imenso tempo morre lentamente. Não suporto quando falam mal por inveja ou ignorância ai se for preciso também desço de nível, quero lá saber se vou magoar as susceptibilidades dessas pessoas…Li uma vez certa frase do Bruno Fehr que dizia o seguinte “ se as pessoas que falam mal de mim soubessem o que penso delas diriam bem pior” e identifico-me com ela a 100%."

Essa frase, foi é e sempre será o meu lema. Por isso falem mal de mim, pois eu penso bem pior de quem o faz e por vezes expresso-o publicamente, nao quero saber se faz dói-dói!

  Bruno Fehr

sexta-feira, fevereiro 27, 2009 1:00:00 da manhã

Van disse...

"ah ah ah faço minhas as palavras da mel, pah!! não queria dizer nada disso, pah. Vá vá, manda mais uma esguichada de retórica, manda :D. ;-)"

Esguichada de retórica? Ahahahahhaha

  Purple_Su

terça-feira, março 03, 2009 12:57:00 da tarde

A crítica é sempre essencial, quer concordemos com ela ou não. Todos devíamos ser livres (sempre) de dizer o que pensamos. Recuso-me, no entanto, a deixar de ler um livro, ver um filme, seja o que for, por uma crítica negativa. Gosto de julgar por mim própria, porque afinal são apenas opiniões, mesmo que elaboradas pelos ditos especialistas na matéria.

beijinhos

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 04, 2009 1:11:00 da tarde

Purple_Su disse...

"A crítica é sempre essencial, quer concordemos com ela ou não. Todos devíamos ser livres (sempre) de dizer o que pensamos."

Concordo.

"Recuso-me, no entanto, a deixar de ler um livro, ver um filme, seja o que for, por uma crítica negativa. Gosto de julgar por mim própria, porque afinal são apenas opiniões, mesmo que elaboradas pelos ditos especialistas na matéria."

Exactamente, por isso quando escrevo um critica apresento os links onde podem tirar as vossas conclusões.