Ser humano Versus Pessoa

"A policia actua por consentimento, um polícia policia com o consentimento da população, tal como é com esse consentimento que um Estado governa."


Percebem as repercussões legais desta frase? Sem consentimento não há policiamento, não há nada que a policia possa fazer, por isso quando um policia quer impor autoridade sobre alguém tem de ter o seu consentimento e isto é conseguido pela forma de contrato.

Como se estabelece um contrato com um policia? É simples, ele pede-vos a identificação e quando vocês a dão estão a fazer três coisas:
1- entram em contrato com ele, reconhecem a sua autoridade sobre vocês.
2- abdicam da qualidade seres humanos, passando a ser pessoas legais sob a sua jurisdição.
3- Uma conversa entre dois seres humanos, passa a ser uma conversa entre autoridade e súbdito.

A partir deste momento, ele tem autoridade e não há mais nada que possam fazer, pois ao entrar em contrato com ele mostrando o vosso BI, vocês abdicaram temporariamente da vossa condição de seres humanos e passaram a ser pessoas. É por isso que vos é pedida a identificação sempre, pois é o reconhecimento da autoridade do senhor com a roupa estranha.
Ora nós não somos pessoas, nós somos seres humanos, mas todos nós temos uma pessoa, essa pessoa é a pessoa legal sobre a qual o estado exerce poder, que não exerce sobre o ser humano. Daí haver a necessidade do ser humano abdicar da sua liberdade colocando-se na condição de pessoa.


Nós nascemos como seres humanos livres, e no caso da minha geração, aos 9/10 anos de idade fomos "raptados" em excursão escolar a um registo civil para preencher um contrato com o governo que em troca nos tornou pessoas. O contrato foi estabelecido ao entregarmos um requerimento de documentação estatal e em troca recebemos algo que nos coloca na posição de súbditos. Desde o momento que obtemos documentação emitida pelo estado, a sua apresentação serve sempre de contrato, onde deixa de ser necessário assinar um documento, basta perante um policia, tribunal, ou qualquer instituição apresentar o BI e estamos a dar-nos como pessoas legais súbditas do Estado, prescindindo temporariamente da condição livre de seres humanos.

polícia
s. f.
1. Ordem e regulamentos estabelecidos numa localidade ou nação.
2. Força pública encarregada de manter estas leis e disposições.
3. Civilização, cultura de costumes.
s. 2 gén.
4. Indivíduo pertencente à corporação policial.

O policia na verdade não é a autoridade, por mais que um policia acredite ou o diga que é. A policia não impõe a lei pois não o pode fazer, é o dever do cidadão cumprir a lei. O trabalho do policia é fazer cumprir a lei, algo que eles se esquecem convenientemente.
É por isto que não se aprende lei na escola, pois desta forma seremos mais fáceis de controlar e levados a acreditar que um policia sabe a lei e que temos de lhe obedecer. Não sabe, só temos de obedecer à lei, pois um policia nem sequer sabe os limites do seu desempenho profissional. Isto é um problema mundial e também uma vergonha nacional com violações da lei todos os dias cometidas pela policia Portuguesa, que a par da Inglesa são, na Europa, as responsáveis por mais interpretações pessoais da lei por ignorância, incompetência ou pura maldade.



policiar -
v. tr.
1. Vigiar pela boa ordem ou tranquilidade.
2. Zelar.
3. Fig. Civilizar.

Quando vão na rua e um policia vos pára para falar, ele tem esse direito. Ele pode parar-vos e falar mas não é um policia e vocês não são uma pessoa, ele falará na condição de ser humano para com outro ser humano, ele é neste momento um ser humano com um fato de carnaval. Um fato que não lhe dá poder, mas que serve para que o povo que lhe pode dar poder o identifique e só lhe dará poder por consentimento.
Se ele vos pede o BI, vocês não o podem negar, mas não são obrigados a mostrar (excepto se forem a conduzir). Isto significa que como seres humanos vocês estão a interagir em diálogo, são iguais, mas quando lhes mostramos o BI ele passa a ter poder sobre nós pois nós reconhecemos o poder dele quando por consentimento sob a forma de contrato lhe damos autoridade sobre a nossa pessoa. Não podemos nem devemos negar mostrar o BI, mas podemos dizer que não o queremos mostrar pois não estamos interessados em entrar em contrato com ele, por isso devem perguntar "Sob que autoridade me pede identificação?". Se o policia argumenta que como policia o pode fazer, ele está certo pois um policia é um ser humano e pode pedir qualquer coisa tal como vocês podem, mas aqui entra uma outra pergunta, "isso é um pedido ou uma ordem?", se ele responde que é um pedido, vocês não precisam de aceder a ele, mas se ele disser que é uma ordem ele estará a violar a lei, pois a lei não lhe dá essa autoridade. A autoridade conferida a um policia para vos pedir identificação está na lei, ou seja vocês precisam de ter quebrado a lei, ou haver suspeita de que o fizeram ou estão para fazer, sem isso batatas, o policia pode pedir o vosso BI, mas vocês não precisam de o mostrar.

Andar com o BI é obrigatório? NÃO! Não é nem pode ser, nem nunca na puta da vida isso seria possível. Conduzir sim, só pessoas o podem fazer. Só uma pessoa precisa de andar identificada... Até lá somos seres humanos, livres. No entanto as barreiras criadas às coisas mais simples como: ter conta num banco, entrar para a escola, viajar, etc, etc foram genialmente ligadas à identificação emitida pelo Estado, tornando-nos dependentes dela. No entanto a necessidade de ter uma pessoa, não nos torna pessoas a tempo inteiro.


Há 3 estados de consciência, somos livres, estamos a lutar pela nossa liberdade, ou não queremos saber disso. Mas acho que é importante todos e cada um de nós, de vez em quando lembrar os agentes da autoridade de que são unicamente agentes da autoridade e a autoridade é quem tem o poder, quem consente que eles existam, as pessoas que eles juram proteger quando se tornam policias, só para dias depois cagarem nesse juramento lembrando outro que realizam para com o Estado, passando servi-lo muitas vezes contra o povo.

A questão dos abusos diários da autoridade começa aqui, por não se saber que direitos temos, por acreditarmos que somos pessoas, um termo que é gravado nas nossas mentes a ferros quentes e que não passa de uma cortina de fumo para nos impedir de vermos quem somos. Somos livres, somos seres humanos e nenhum ser humano tem autoridade sobre outro. O que acontece é haver pessoas com autoridade sobre outras, mas para isso tem de haver um contrato.
Mas na verdade, argumentar com um policia requer tempo e hoje em dia ninguém quer despender de tempo, mesmo que seja para impor os seus direitos, por isso de dia para dia temos cada vez menos. É por isto que a frase com que dei inicio ao texto poder ser mudada para:

"A policia abusa da autoridade por consentimento, um polícia viola a lei com o consentimento da população, tal como é com esse consentimento que um Estado nos priva de direitos."

Nota: deixo-vos um vídeo de um Anglo-Brasileiro que demonstra com protestar e como lidar educadamente com a policia. Este vídeo mostra que há muitos policias que agem como seres humanos e sabem os seus limites, e outros perante as câmaras demonstram não saber nada de lei:


43 Comentários:

  MIB

sexta-feira, setembro 04, 2009 10:08:00 da manhã

Não sei porque colocava-te mais à direita conservadora do que à esquerda anarquista mas pronto...

Quanto ao post em si, não concordo nem discordo, simplesmente temos formas diferentes de ver as coisas e acredito no estado como forma de civilidade, pois os seres humanos por si tendem a ser umas bestas...

Mas são opiniões, ah e como é óbvio não sou policia e não gosto nada de multas e afins :P

Abraço

  Fada

sexta-feira, setembro 04, 2009 11:16:00 da manhã

MUITO, mas MUITO interessante este texto!!!

Mas antes de concordar ou discordar com ele, vou-me informar melhor, e para isso preciso de tempo que agora não tenho.
Porque o meu contrato realizado com a minha entidade patronal faz de mim, neste momento, uma pessoa que tem de trabalhar e não andar a investigar assuntos extra-trabalho... ;)

Beijitos

  Anónimo

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:07:00 da tarde

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:24:00 da tarde

MIB:

"Não sei porque colocava-te mais à direita conservadora do que à esquerda anarquista mas pronto..."

Esquerda anarquista? O que raio tem a anarquia a ver com a lei?
A sociedade é um grupo de pessoas que estão nelas inseridas voluntariamente, a documentação emitida pelo estado retira o sentido da palavra. Não tem a ver com lados políticos, só com lei.

"simplesmente temos formas diferentes de ver as coisas e acredito no estado como forma de civilidade, pois os seres humanos por si tendem a ser umas bestas..."

Algo patente no comportamento policial ao abordar civis, principalmente quando o primeiro é acto é identificar um, não tendo de o fazer, mas pela simples necessidade de falar com autoridade e não como igual.

Só não me venha com conversas de anarquia pois eu falo em lei e ordem que nada tem a ver com anarquia.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:24:00 da tarde

Fada:

"Mas antes de concordar ou discordar com ele, vou-me informar melhor, e para isso preciso de tempo que agora não tenho."

Sim, deves fazê-lo.

  I.D.Pena

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:28:00 da tarde

É , não há como não concordar :/ , talvez possa parecer algo de irrelevante separar essas pequenas coisas, mas é como dizes, eu testemunho todos os dias abusos de autoridade, a policia descrimina escolhe quem quer descriminar(desde a quem tem dinheiro ou a quem é preto e cara de bad motherfucker) conforme a comissão que lhe calha.


Peço imensa desculpa às autoridades que se ofendam, mas é o que eu acho, sei que não têm dinheiro sequer para os coletes anti bala, mas se não funciona bem , então precisa de ser completamente reformulada e limpa da corrupção que todos nós sabemos que tem.

Para não falar no caso da Maddie que foi um escandalo e ainda é.

Eles esquecem-se que não passam de meros peões que tanto podem estar a dar cacetadas a um inocente como podem estar a ser assassinados por um assassino no outro dia. Para o estado são menos que nós não passam de carne para canhão.

E não é assim que se torna uma civilização mais segura, com terror , muito pelo contrário...

Assim estamos a seguir o exemplo dos USA e eles só são 1 exemplo de MERDA que estraga os recursos deste planeta fantastico.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:29:00 da tarde

Anónimo:

"Se calhar sou eu que sou picuinhas, e deveria gostar de comer m**** ao pequeno-almoço. Mas não gosto."

Não gosta? Isso não me soa nada bem... mas em tempos de crise...

repercussão
s. f.
1. Acto!Ato ou efeito de repercutir.
2. O resultado de um choque, de uma investida.

  I.D.Pena

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:33:00 da tarde

ah anónimo e dar erros básicos não demonstra inteligência ou tira ao texto o conteudo que tem.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:42:00 da tarde

I.D.Pena:

"Peço imensa desculpa às autoridades que se ofendam, mas é o que eu acho, sei que não têm dinheiro sequer para os coletes anti bala, mas se não funciona bem , então precisa de ser completamente reformulada e limpa da corrupção que todos nós sabemos que tem."

Eu não sou contra a sua existência, eu só sou contra a forma como é formada, as prioridades que dão ao seu trabalho e o desconhecimento da lei.
A separação entre ser humano e pessoa, pode até ser usado em tribunal, o que acaba por fazer com que alguém sob a presença por vezes mal disposta de um juiz, o irrite um pouco mais mas acabando por receber o tratamento humano que merece. Os próprios juízes acham que são a lei e não um meio pelo qual ela comunica e é aplicada. Referem-se às salas de tribunal como suas, quando na verdade são salas públicos que pertencem tanto a ele como à pessoa legal a ser julgada.

"Para não falar no caso da Maddie que foi um escandalo e ainda é."

Mais uma vez, aí não houve desconhecimento da lei, só alguns erros de investigação por inexperiência.

"E não é assim que se torna uma civilização mais segura, com terror , muito pelo contrário..."

A função do estado é dominar e segurar.

Repito que a policia tem ideias nobre e é necessária, mas que a sua formação tem falhas grandes no que toca ao conhecimento da lei e dos direitos humanos.
É que legalmente os direitos humanos aplicam-se a seres humanos e não a pessoas, a escolha de palavras nesse documento cria um vazio legal propositado. Por causa dessa distinção os voos secretos da CIA e a prisão de Guantanamo nunca gerou um processo contra os EUA. Todos os detidos foram identificados e foram presos como pessoas.

Tanto a policia como o cidadão não aprende lei, e não a aprende porque os estado não quer ensinar para que se pense que temos de lhe obedecer sempre. Mas isto não desculpa as atitudes dos policias de rua, pois um bom profissional estuda ou deveria estudar as suas funções, direitos e deveres... mas é típico falarmos em direitos ignorando os deveres.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 1:47:00 da tarde

I.D.Pena:

"ah anónimo e dar erros básicos não demonstra inteligência ou tira ao texto o conteudo que tem."

Excepto quando é um texto do Bruno Fehr, que tendencialmente irrita só anónimos. Mas os motivos eu percebo-os!

Na Internet não há anónimos, só anonymous por isso não percebo a insistência ao não se identificarem :S

Mas isto só acontecerá até ao dia em que eu estiver mal disposto e comece a colocar online informações pessoais de quem invade o meu espaço tentado ofender-me. Pode ser que aí aprendam o que não significa a opção de comentar como "anónimo".

  I.D.Pena

sexta-feira, setembro 04, 2009 2:10:00 da tarde

isso são os efeitos secundários de seres cozido da tola Bruno Fehr , hehe :)

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 2:11:00 da tarde

I.D.Pena:

"de seres cozido da tola Bruno Fehr , hehe :)"

A cozedura é saudável, isto é mesmo fritura em óleo já negro :)

  angelodias

sexta-feira, setembro 04, 2009 3:39:00 da tarde

O polícia pode sempre pedir o teu BI e se não o tiveres és "acompanhado" à esquadra para te identificares.
Só se tiveres cometido um crime, haver suspeita que o cometeste ou que estarás para cometer? Deve ser muito difícil para um polícia obrigar-te a ir à esquadra...Ainda por cima se lhe perguntares: " Isso é um pedido ou é uma ordem?"- Até aposto que chegas lá cheio de escoriações :)
A polícia faz cumprir a lei e não estou a ver polícias no fim de uma missa a pedir identificação ao pessoal. Quando isso se passa obviamente que ou suspeitam de algo, ou aconteceu algo e aí sim pedem a identificação.

Mas gostava de te ver a fazeres essas duas perguntas a uns polícias que eu conheço:)

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 04, 2009 4:00:00 da tarde

angelodias:

"O polícia pode sempre pedir o teu BI e se não o tiveres és "acompanhado" à esquadra para te identificares."

Se houver indicio de violação da lei, sim a identificação na esquadra é uma necessidade.
Se o acompanhamento à esquadra for só porque o policia é teimoso e acha que pode exigir o BI a qualquer pessoa na rua, isso é um abuso da autoridade previsto na lei.
Não havendo crime, mas sim uma simples identificação de um cidadão que se desloca a pé, o policia terá de contactar a sua unidade e pedir esclarecimentos sob a forma de proceder.

"Deve ser muito difícil para um polícia obrigar-te a ir à esquadra...Ainda por cima se lhe perguntares: " Isso é um pedido ou é uma ordem?"- Até aposto que chegas lá cheio de escoriações :)"

É dificultar sim, pois é levado à esquadra de duas formas, por crime ou consentimento.
O que sustenta tudo o que digo. A maneira como se entra em diálogo com o policia é feita com educação e não com arrogância ou superioridade. Você parte do principio que essa pergunta é feita em tom de chico esperto.

A lei é clara e prevê que o cidadão não sabe a lei, mas prevê também que não pode alegar o seu desconhecimento como forma de desculpa e por isso o policia deverá responder às perguntas do cidadão.

a"estória" das escoriações é são contos muito bonitos mas que só resulta com quem apanha e cala, ou se deixa intimidar depois da sova.
Além disso, nesse campo a maioria dos policia não entra, isso são mais lendas dos filmes Americanos do que a realidade. Ser-se policia nem é um mau emprego e tem boas regalias, ninguém quer colocar o futuro em causa por um estalo mal dado.

"A polícia faz cumprir a lei e não estou a ver polícias no fim de uma missa a pedir identificação ao pessoal. Quando isso se passa obviamente que ou suspeitam de algo, ou aconteceu algo e aí sim pedem a identificação."

Isso é incorrecto, basta estejam num local que o estado considere sensível para se acharem no direito de o fazer. Experimente ficar de um lado para o outro a fumar um cigarro perto da Assembleia de republica, banco de Portugal, etc.
Você pode lá estar e não está a violar a lei, mas em pouco tempo irão tentar identificá-lo, mas se não se identificar ninguém o levará preso, poderão levá-lo se filmar ou tirar fotos pois aí irão usar o argumento de possíveis filmagens com fins terroristas.

O argumento usado pela policia poderá ser "desobediência à autoridade", mas só desobedeces se tiveres quebrado a lei. Se a lei diz que a policia actua por consentimento e o consentimento é por causa da criminalidade, sem crime ou suspeita não a policia não uma autoridade é um ser humano que resolveu trocar ideia com outro ser humano.

Se a farda não lhe subir à cabeça, correrá tudo bem.

"Mas gostava de te ver a fazeres essas duas perguntas a uns polícias que eu conheço:)"

Tal como eu gostaria de os ver a abusar da autoridade. Eu já vivi em diversos países incluindo Portugal e juntamente com Inglaterra são os policias que mais abusam da autoridade, mas há que saber falar com eles. Uns percebem os seus limites outros não.

O problema é o cidadão que não sabe nada de nada, acha que a policia é a autoridade, e desde de criança ouve merdas de pais irresponsáveis, como: "Ou comes a sopa, ou o policia leva-te".

Recomendo-te os vídeos de um brasileiro no Reino Unido, como por exemplo:

http://www.youtube.com/watch?v=PPxfTx-OJXI

Como falar com a policia com educação.

  Tia Maria

sexta-feira, setembro 04, 2009 4:26:00 da tarde

"pois os seres humanos por si tendem a ser umas bestas..."

Os policias sao seres humanos.
Os seres humanos sao umas bestas.
Os policias sao umas bestas.

  provocação

sexta-feira, setembro 04, 2009 4:29:00 da tarde

Gostei muito deesta postagem, é importante que haja pessoas interessadas em definir o que são os limites deste controle muito pouco democrático a que somos sujeitos cada vez mais até porque a dada altura o que acontece é que vão-se esticando e a nós resta-nos balbuciar e pouco mais por não sabermos como reagir. O abuso policial existe por um lado mas também tem falta de poderes por outro, tenho a sensação que se apoderam indevidamente desse tal poder criado no cidadão comum para "compensar" um pouco o que não podem fazer no delito real. Este exemplo do megafone é de facto interessante mas em Portugal quase aposto que a polícia teria levantado a voz ou agarrado num bracinho. Cheira-me que somos menos brandos neste tipo de confronto intelectual.

  provocação

sexta-feira, setembro 04, 2009 4:29:00 da tarde

E li agora o comentário da Tia Maria, isso é o que se chama de sofismo, certo?

  Mel

sexta-feira, setembro 04, 2009 5:46:00 da tarde

Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais, logo, há bons e maus policias.
2 dos meus melhores amigos são policias em Lisboa, um fazia a zona da 24 de Julho, e outro fazia a do casal ventoso. Um desses policias é mulher, eles são um casal (só para poderem compreender o que vou escrevendo), e ela, como mulher, era das mais solicitadas para lidar com problemas sociais, como crianças deixadas sozinhas em casa, mulheres espancadas pelos maridos, e por ai fora.
Em termos psicológicos, ela foi-se muito abaixo com o passar do tempo, porque tinha dificuldade em separar as águas e fazer apenas o papel dela.
Desesperava sempre que tinha que informar a segurança social de situações dramáticas, porque pura e simplesmente eles se estavam a barimbar para os relatórios dela e nem se dignavam a responder. E ela podia pura e simplesmente virar costas e concluir o trabalho dela, porque era para isso que lhe pagavam. Mas nunca o fez.
Já o marido, pessoa mais experiente nestes meios, e a ter que lidar com tudo o que era merda de rua, todos os dias, sempre conseguiu separar as águas, fazer o trabalho dele, ir para casa descansar e deitar a cabeça na almofada com a consciência tranquila. Sempre que falávamos ele despedia-se com um "até amanhã, Mel...se eu ainda cá estiver."
Sempre lhe levei aquela despedida como uma brincadeira, até que um dia me apercebi que não, que ele ia para a rua (principalmente quando fazia o turno da noite) com a sensação de que bem poderia ser a última vez.

Já ouvi relatos dos dois em primeira mão, desabafos de quem não é minimamente respeitado, porque já se podem agredir e matar policias todos os dias sem que nada seja feito.
Bandidos, canalhas da pior espécie, traficantes de droga que nos andam a matar os filhos, que são presos e rapidamente colocados em liberdade, prontos a fazer ajuste de contas com quem os prendeu.

Se existem policias que não valem nada? Pois existem, assim como existem cozinheiros, cantores, actores, advogados, médicos, varredores de rua, e tantos outros que não merecem o ordenado que recebem no final do mês.

E então, devemos generalizar?
Óbvio que não, e é a todos os BONS e EXCELENTES policias que tiro o meu chapéu.

Gosto da nota final, mas não me identifico de todo com o teu post.
Há muito bom policia, e a maior parte recebe ordens completamente absurdas, que teem que ser cumpridas, com pena de ganharem processos disciplinares que os podem impedir de voltar a exercer!

  Vani

sexta-feira, setembro 04, 2009 6:50:00 da tarde

Concordo com a Mel :). E confesso que tenho pouca paciência para alguns polícias, se bem que, para ser sincera, sempre me trataram com muita cortesia, compreensão e profissionalismo, nas vezes em que tive de lidar com eles. E olha que numa das vezes eu até estava exaltada e vi como ele estava a tentar ter paciência :D.

Percebo o que queres dizer, nunca tinha pensado nas coisas por esse prisma, embora já tenha pensado se sou mesmo obrigada a mostrar o BI a um polícia se este mo pedir sem razão aparente.

  Vani

sexta-feira, setembro 04, 2009 7:22:00 da tarde

Ah, eu só tirava aquela mamalhuda do meio do texto...

  Vani

sexta-feira, setembro 04, 2009 7:22:00 da tarde

Acaso o tasco agora é playboy???????

  MIB

sexta-feira, setembro 04, 2009 7:30:00 da tarde

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399177&idCanal=2101

pequena provocação um bocado fora de contexto mas comoé o post mais recenta vai aqui ;)

  Bruno Fehr

sábado, setembro 05, 2009 12:34:00 da manhã

Tia Maria:

"Os policias sao seres humanos.
Os seres humanos sao umas bestas.
Os policias sao umas bestas."

Certíssimo.

  Bruno Fehr

sábado, setembro 05, 2009 12:34:00 da manhã

provocação:

"Gostei muito deesta postagem, é importante que haja pessoas interessadas em definir o que são os limites deste controle muito pouco democrático a que somos sujeitos cada vez mais até porque a dada altura o que acontece é que vão-se esticando e a nós resta-nos balbuciar e pouco mais por não sabermos como reagir."

Mas é esse o objectivo, colocar todos os cidadãos na posição de pessoas legais e submissas, e nós lentamente permitimos pois não conhecemos a lei e achamos que eles a conhecem, mas não conhecem, eles interpretam a lei à medida que vão falando por forma a levar-nos a fazer o que eles querem.

"Este exemplo do megafone é de facto interessante mas em Portugal quase aposto que a polícia teria levantado a voz ou agarrado num bracinho. Cheira-me que somos menos brandos neste tipo de confronto intelectual."

Os policias Portugueses não podem entrar em confronto intelectual pois tirando os mais jovens, todos os outros são de baixa escolaridade e foram para a policia como último recurso. Hoje já se vai para a policia com estudos superiores e uma mentalidade mais aberta. Mas a influencia dos velhos sobre os novos acaba por destruir a qualidade de policiamento.

  Bruno Fehr

sábado, setembro 05, 2009 12:35:00 da manhã

Mel:

Ser policia é uma profissão de risco e não subestimo o seu trabalho, o que digo é que eles desempenham um serviço em nome da lei, sem conhecerem a lei, eles não são "recliclados" no que toca às leis que deveriam a saber. Não sabem e perdem cada vez mais a noção dos limites.

Por diversas vezes em Portugal recebi multas por nao apresentar o meu BI e tinha 5 dias para me dirigir à esquadra para o fazer. Sempre enviei um carta dizendo que o tencionava fazer e assinando como o representante legal da pessoa que é Bruno Fehr perante o estado, NUNCA recebi contacto posterior, nunca fui a tribunal por falta de pagamento. Esse tipo de multas é ilegal e no entanto passam-nas como se fosse uma violação da lei, não ter ou não apresentar o BI.

"Já ouvi relatos dos dois em primeira mão, desabafos de quem não é minimamente respeitado, porque já se podem agredir e matar policias todos os dias sem que nada seja feito."

Agressões acontecem de parte a parte, mas nada justifica a frustração em certas áreas da sociedade, ser compensada pelo abuso de poder contra pessoas que andam a passear por uma qualquer cidade.

"Bandidos, canalhas da pior espécie, traficantes de droga que nos andam a matar os filhos, que são presos e rapidamente colocados em liberdade, prontos a fazer ajuste de contas com quem os prendeu."

Eu por exemplo em Lisboa tive um policia a dirigir-se a mim, havia suspeita de um crime e por haver essa suspeita identifiquei-me para que se confirma-se se era eu a pessoa procurada. Assim que dou o BI levo com um cacetete no estômago, o meu pensamento inicial foi pegar o policia pelo pescoço, no entanto dirigi-me à esquadra com testemunhas e apresentei queixa. A esquadra violou a lei recusando-se a aceitar a queixa, por isso apresentei-a noutra esquadra o que resultou em 5 processos, 4 contra o policia, 1 contra o posto e 1 contra o seu parceiro:

-Abuso de autoridade.
-Agressão física.
-Difamação.
-Atentado à honra.
-Corrupção.
-Encobrimento de um crime.

Apesar de ter gasto perto de 3.000 euros em advogados e mensagem passou, o posto reconheceu o erro, o policia agressor recebeu 2 meses de suspensão e o seu parceiro 3 dias.
Não sou contra a policia, sou contra abusos e tenho a certeza que da próxima vez ele poderá errar mas não irá agredir ninguém.

Há bons e maus policias, mas no que toca ao conhecimento da lei, todos forma mal ensinados, nem digo maus alunos... eles simplesmente são colocados na rua para impor o que não lhes cabe impor, ou seja a lei.

"E então, devemos generalizar?"

No que toca ao conhecimento da lei, podemos generalizar pois não há um único policia que não tenha abusado da autoridade ao exigir algo a um ser humano. Sim isso é uma violação.
Não são más pessoas, podem ter as melhores intenções, mas quem não sabe o que é esperado deles e o que podem fazer, é mau profissional.

Pensam que é a farda que lhes dá autoridade, mas não é. O que lhes dá a autoridade é o consentimento da população, pois consentimos o policiamento deles pois ele é importante para a nossa segurança.

Se eles são o guardas e nós o deixamos abusar, quem é que guarda os guardas?

"Gosto da nota final, mas não me identifico de todo com o teu post."

Todo o post tem como base a lei.

"Há muito bom policia, e a maior parte recebe ordens completamente absurdas, que teem que ser cumpridas, com pena de ganharem processos disciplinares que os podem impedir de voltar a exercer!"

Isso é incorrecto, aliás nada mais incorrecto. O policia nao tem de obedecer a ordens que violem a lei, pois o seu juramento é para com o país e nao para com os seus superiores. Um policia pode negar-se a actuar.

Nos anos 90, aquando da carga policial na Marinha Grande contra a população, os policias locais entregaram as suas armas e recusaram-se a agredi o povo, tiveram de chamar a BI do Porto e até o padre levou na tromba dentro da igreja. Todos esses policias levaram um processo disciplinar e todos foram perdoados por a sua recusa ser de acordo com a lei, ou seja, a recusa de agredir quem eles juraram proteger.

  Bruno Fehr

sábado, setembro 05, 2009 12:35:00 da manhã

Vani:

"Concordo com a Mel :)"

Nem todos podemos gostar do amarelo, mas neste assunto só há um lado certo, não é o meu nem o da policia é a lei. O meu texto tem como base a lei que permite a policia actuar.

"Percebo o que queres dizer, nunca tinha pensado nas coisas por esse prisma, embora já tenha pensado se sou mesmo obrigada a mostrar o BI a um polícia se este mo pedir sem razão aparente."

Se fores a conduzir sim, mas se estiveres na rua e nenhum crime tiver sido cometido, não tens de o fazer. Mesmo no caso de seres denunciada por alguém não tens de o fazer.

A policia em Portugal tal como os serviços da seguranca social violam por vezes a lei. Se o teu vizinho nao gosta de ti, telefona à policia e diz que estás a bater no teu filho e aí dirigem-se a tua casa para te identificar. TU TENS O DIREITO de ler a acta da denuncia juntamente com o mandato que eles devem ter consigo. Sem acta de denuncia a lei não te obriga a que te identifiques. A protecção da denuncia com anonimato do denunciante viola a lei quando essa protecção não for dada por um tribunal e até isso acontecer tu não tens de te identificar.

Há denuncias crime e há denuncias que são crime e este sistema de incentivo aos chibos, protege crimes deste tipo.

"Ah, eu só tirava aquela mamalhuda do meio do texto..."

É só um exemplo do tipo de policia a quem eu não mostrava o BI, mas era capaz de dar o meu cartão de visita :) só para ver se aquilo rebenta!

"Acaso o tasco agora é playboy???????"

Até parece que é a primeira gaja deste blogue, tenho em textos antigos algumas bem mais nuas.

  Bruno Fehr

sábado, setembro 05, 2009 12:35:00 da manhã

MIB:

"http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1399177&idCanal=2101

pequena provocação um bocado fora de contexto"

Efeito de estufa e aquecimento global são termos com definições diferentes, um é cientifico o outro vem do lobby mais lucrativo da actualidade, o ambientalista.
O primeiro existe e é um problema, o segundo é ficção pois vem de um ciclo natural.

  ecila

sábado, setembro 05, 2009 3:22:00 da tarde

Entendo a intencao do post, é bom que as pessoas sejam esclarecidas dos seus direitos, é só isso. Principalmente em Portugal em que já assisti várias vezes a abusos graves da autoridade sobre os cidadaos. Adorei o video. No meio disto tudo, só dispensava a foto porn que abandalha a seriedade do assunto.

  Vani

segunda-feira, setembro 07, 2009 10:50:00 da tarde

Bruno, errado. O efeito de estufa existe, sempre existiu, e é um fenómeno natural, no qual alguns gases, como o CO2, capturam o calor e o mantêm na atmosfera. Se não fosse o efeito de estufa, que não é propriamente um problema em si, o planeta não conseguiria manter calor, seria um deserto gelado. Já o aquecimento global é um fenómeno que deriva do aumento do egeito de estufa, por seu turno provocado pelo aumento na atmosfera de gases com efeito de estufa. E, sim, parte do fenómeno "aquecimento global" é natural. Mas, asseguro-te, a actividade humana -nomeadamente a poluição atmosférica- aumentou a quantidade de dióxido de carbono que existe na atmosfera, logo, aumentou o número de moléculas capazes de captar calor, logo, aumentou a temperatura da atmosfera. E, se aumentar mais, ainda assistiremos à libertação de metano do fundo dos oceanos. O CO2, ao pé do metano, não é nada de nada...se o metano se liberta para a atmosfera em quantidades demasiado elevadas...preparem-se para um bom cozidinho...
SIM, o aquecimento global é um fenómeno natural. NÃO, não é um fenómeno provocado pela actividade humana. MAAAAAAAAAAAAAS...a actividade humana, nomeadamente, a poluição, AMPLIFICOU o aquecimento global. Não provocou, não acelerou. AMPLIFICOU. E as consequências não são brincadeira nenhuma.

  Bruno Fehr

segunda-feira, setembro 07, 2009 11:09:00 da tarde

ecila:

Existe de facto um problema em Portugal, mas não só.
A foto em questão não é pornográfica, a pornografia é algo de desperta pensamentos sexuais e como não me desperta tais pensamentos, não passa de uma foto.

  Bruno Fehr

segunda-feira, setembro 07, 2009 11:09:00 da tarde

Vani:

"Bruno, errado. O efeito de estufa existe, sempre existiu, e é um fenómeno natural, no qual alguns gases, como o CO2, capturam o calor e o mantêm na atmosfera."

E eu disse o contrário? O que disse foi:
Efeito de estufa e aquecimento global são termos com definições diferentes, um é cientifico o outro vem do lobby mais lucrativo da actualidade, o ambientalista.
O primeiro existe e é um problema, o segundo é ficção pois vem de um ciclo natural.

Termos diferentes com definições diferentes, causas diferentes, e realidades diferentes.

O sol está mais quente, isso é um facto e um processo natural onde após atingir o ponto máximo de calor com violentas tempestades solares em 2013 irá arrefecer.

Com esse arrefecimento solar, o nosso planeta irá automaticamente arrefecer e daqui a centenas ou milhares de anos, irá atingir o ponto mais frio que poderá causar outra era glaciar.

Agora, isto não significa que eu diga que o efeito de estufa não existe. Existe e é um problema causado pela poluição. Mas o aquecimento global não pode nem deve ser unicamente atribuído à poluição, pois está cientificamente provado que não é assim.

"Já o aquecimento global é um fenómeno"

"Global warming" já foi desmistificado, hoje chama-se "global change", "climate change" e não "warming", pois este termo mistura coisas que não podem ser misturadas. O clima está a mudar na Terra por dois factores, a poluição e o sol, e nós não podemos controlar os ciclos solares e devemos dar atenção só a poluição, que causa "change" e não "warming".

Eu não discordo do que dizes, discordo um termo incorrecto, existe uma mudança para pior mas essa mudança não é um aquecimento, se fosse seria um problema mínimo.
Global change é o termo usado, global warming são merdas do lobby ambientalista liderado pelo parvalhão do Al Gore.

http://climate.nasa.gov/

Seria óptimo de o problema fosse um simples aquecimento, mas não é. Concordaria com mais facilidade com termos como "envenenamento", "crime", "catástrofe", "mudança". Agora aquecimento não, pois o sol está perto ponto alto do seu ciclo e muito do actual aquecimento deve-se a ele.

  Stiletto

terça-feira, setembro 08, 2009 12:59:00 da manhã

Parte do problema é que tens imensos policias completamente ignorantes e sem instrução. Acham-se os maiores só porque têm uma arma e depois é só ver os abusos de autoridade.
Mas também existe o reverso da medalha: a policia ser crucificada em praça pública porque morreu um delinquente (e não estou a falar de espacamentos ou abusos de poder).
Com todos os seus problemas.. ainda bem que há policias. Isto obviamente que não te tira a razão.. há por aí umas grandes bestas!

  Dr.Phil

terça-feira, setembro 08, 2009 11:45:00 da manhã

Para mim, a autoridade policial não deriva da minha obediência ou não à lei, mas ao facto de o agente policial ter à sua cintura uma arma de fogo letal e vários "amigos"/colegas, que também são portadores dessas mesmas armas. Eu pelo contrário, não sou possuidor de quaisquer armas de fogo, nem tenho amigos que as possuam. Logo, racionalizando, estou em nítida desvantagem em caso de "divergência de opiniões".
Se a isto se somar a "menos boa aptidão intelectual" de muitos dos agentes da autoridade. Diria que a probabilidade de existência de uma "divergência de opiniões" que possa terminar com a minha pessoa/ser humano vitima de uma disparo "acidental" da arma de fogo de um agente de autoridade é pequena, mas existe. E a única maneira de baixar a probabilidade dessa ocorrência é, dentro do possível, satisfazer os "pedidos" do agente de autoridade.
Obviamente, que uma vez fora de alcance da arma do agente, tentarei ripostar da forma que me for possível.

Faço recordar, que à alguns anos atrás, o Advogado João Nabais e a sua esposa que é juíza, foram detidos para identificação e levados para a esquadra. É claro que desta vez a história acabou mal para o policia. Mas, mais uma vez é uma questão de probabilidades, e o policia teve azar.

Por curiosidade estatística, relembro a história de uma matemático russo que durante a Segunda Guerra Mundial trabalhava em Moscovo, enquanto a cidade era bombardeada pelas forças alemãs. E sempre que o alarme de ataque aéreo soava, ao contrário dos seus colegas não se refugiava num abrigo, pois dizia que numa cidade com 7 milhões de pessoas as probabilidades de ser atingido eram mínimas. Até que um dia ao soar o alarme, ele dirigiu-se para o abrigo para surpresa dos seus colegas, que lhe perguntaram o porquê da sua atitude. Ao que ele explicou que em Moscovo existiam 7 milhões de pessoas e um elefante. E ontem os alemães tinham atingido o elefante...

  Vani

terça-feira, setembro 08, 2009 2:04:00 da tarde

AH, ok, já percebi onde querias chegar. Eu não disse que não tinhas dito que o efeito de estufa existia. Só discordei das definições que deste a um e a outro. O efeito de estufa é que é um fenómeno natural. O aquecimento/alteração climática é outro fenómeno natural que a poluição está a amplificar. Queria só por os pontos nos is. Lol. E agora vou continuar com a merda da tese, sou capaz de desaparecer por uns tempos. Beijoca.

  Fada

sexta-feira, setembro 11, 2009 1:56:00 da manhã

Legislação sobre a identificação:

http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=332&tabela=leis

(não inclui a situação de condutores, sobre isso, vê-se aqui: http://www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=254, no Artigo 85 do Decreto-Lei n.o 44/2005 de 23 de Fevereiro)

Bem, em relação ao texto, não encontro nada que transmita essa autoridade e essa situação "pessoa" vs "ser humano".

Nem percebi se a frase inicial é tua ou de outrém, devido a não encontrar nenhuma referência á mesma (e ainda tentei com ela em Inglês).

No meio da pesquisa, encontrei uma expressão gira: "legalis homo" ou "homo legalis".
Depois, "homo juridicus".

Mas a que gostei ,mais foi:
"ubi persona naturalis, ibi persona iuridica"

ou seja, uma pessoa natural é uma pessoa juridica, um ser humano é uma pessoa.

E como comentei no teu texto de SS, há bons e maus profissionais em todo o lado.

Até hoje, nunca tive problemas com a PSP, nem com a GNR, nem com a PJ, sempre foram educados e prestáveis quando a eles recorri (menos um PSP, armado em bronco, mas que não sai lesada), ou quando me abordaram.
Também sou educada e tenho um sorriso desarmante, tendo, com ele, safado algumas situações! :D

Quanto ao vídeo, está engraçado, e o polícia simpático era giro :D, tal como o cameraman... eheheh

Quanto à foto da mulher-polícia-fantasia-sexual, não acho que seja porno, mas ficava bem admirada se não usasses uma foto dessas neste texto... ;)

Resumindo, creio que tem de prevalecer o bom-senso e a educação de ambas as partes, seja nas autoridades, seja nos civis.
Porque nem admira que eles estejam de pé atrás com algumas figuras (eles estão muito expostos a perigos e a gente doida e também são "gente" e seres humanos), tal como nós desconfiamos de alguns com pior aspecto.

Beijitos

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 11, 2009 2:34:00 da manhã

Stiletto:

Sublinho que eu não critico a policia como um todo, critico maus profissionais.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 11, 2009 2:34:00 da manhã

Dr.Phil:.

"Para mim, a autoridade policial não deriva da minha obediência ou não à lei, mas ao facto de o agente policial ter à sua cintura uma arma de fogo letal e vários "amigos"/colegas, que também são portadores dessas mesmas armas."

Que precisam de autorização para serem disparadas, não há que ter medo das armas, mas concordo com o medo das pessoas com as armas, até porque as armas não matam, quem as tem é que mata.

"Faço recordar, que à alguns anos atrás, o Advogado João Nabais e a sua esposa que é juíza, foram detidos para identificação e levados para a esquadra. É claro que desta vez a história acabou mal para o policia."

Por lei só podem ser detidos durante duas horas e se não os identificarem compulsivamente o máximo que podem fazer é tirar impressões digitais e uma foto para o livro de visitas. Já passei por isso.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 11, 2009 2:35:00 da manhã

Vani:

"Só discordei das definições que deste a um e a outro. O efeito de estufa é que é um fenómeno natural."

Agravado pela poluição, mas a poluição não afecta a temperatura solar, é isso que digo.

  Bruno Fehr

sexta-feira, setembro 11, 2009 2:35:00 da manhã

Fada:

"Legislação sobre a identificação:
http://www.pgdlisboa.pt/pgdl/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=332&tabela=leis"

O link é um erro e a verdade está no primeiro parágrafo: "A Assembleia da República decreta", se decreta não é lei é um decreto-lei e um decreto lei tem a forca da lei mas não é lei, obtém a forca da lei por consentimento. E isto porque, o documento não fala em "homem", "mulher" ou "ser humano", fala em pessoa e cidadão, o que não é a mesma coisa. Como sabes que alguém é cidadão? Pela documentação e mesma que te torna pessoa.

Na verdade este é um decreto-lei que tentam sobrepor a uma lei, mas só acontecerá por consentimento.

Mesmo que se confunda decreto com lei, lá diz que a documentacao pode ser pedida, mas nao diz que tem de ser dada. Diz também que pode ser pedida. "sempre que sobre a mesma pessoa existam fundadas suspeitas de prática de crimes contra a vida e a integridade das pessoas, a paz e a Humanidade, a ordem democrática, os valores e interesses da vida em sociedade e o Estado ou tenha penetrado e permaneça irregularmente no território nacional ou contra a qual penda processo de extradição ou de expulsão.", o que é o que eu disse, havendo suspeita de crime devemos esclarecer o assunto, uma identificação de rotina podemos dizer não.

"(não inclui a situação de condutores, sobre isso, vê-se aqui: http://www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=254, no Artigo 85 do Decreto-Lei n.o 44/2005 de 23 de Fevereiro)"

Mais um decreto-lei que não é lei, logo só tem a forca da lei. Mas a lei esclarece que só pessoas que se tenham submetido a um exame em determinada instituição podem conduzir. Ora se diz "pessoa" tem de ter documentos e como pessoa não os pode negar.

"Bem, em relação ao texto, não encontro nada que transmita essa autoridade e essa situação "pessoa" vs "ser humano"."

Tens de buscar de uma forma expecifica: "Freeman", "Human Being versus Human Person", "Freeman on the land" e sucessivas variações.
A Sociedade Freeman existe já há alguns séculos e até fornece apoio legal e jurídico em todo o mundo.

"Nem percebi se a frase inicial é tua ou de outrém, devido a não encontrar nenhuma referência á mesma (e ainda tentei com ela em Inglês)."

A frase é da lei geral da criação de corpos policias, tenta buscar por:
"Policiamento por Consenso"
"policing and police powers concent"
Ou até pela boca de um chefe de policia: Este video é de dois activistas que tentam salvar o seu megafone que foi apreendido, no final o chefe de policia diz a frase chave:

http://www.youtube.com/watch?v=95K3--2BU0U

"No meio da pesquisa, encontrei uma expressão gira: "legalis homo" ou "homo legalis".
Depois, "homo juridicus"."

Tal como a diferenca entre "Human Being" e "Human Person". Uma pessoa é um ser humano, um homem ou uma mulher. Um ser humano é um homem ou uma mulher e TEM um pessoa mas não o é.

"ou seja, uma pessoa natural é uma pessoa juridica, um ser humano é uma pessoa."

Incorrecto, se te consideras pessoa és obviamente pessoa jurídica, mas como ser humano TENS uma pessoa não ÉS. Tu és na verdade a representante legal da pessoa que tens no teu BI.

"Resumindo, creio que tem de prevalecer o bom-senso e a educação de ambas as partes, seja nas autoridades, seja nos civis."

Não são autoridades, são forcas da autoridade, a única autoridade é a lei e o povo que por consentimento dá poder às forcas da lei.

  Anónimo

sexta-feira, setembro 11, 2009 7:09:00 da manhã

Wow!
Tou speechless again. Alto texto.
Acho que...porque nos somos seres racionais, temos capacidade de ouvir e comprender.
Muitas vezes, pessoas na minha posição não possuem acesso a este tipo de informação, provocando atitudes de carácter policial.
Como já tinha dito antes, não pares de escrever. Tas num level inimaginário!
Infelizmente, não vou poder acompanhar mais porque acho que é um espaço super teu e não tenho direito de evadir. Prometo nunca mais perturbar o teu zen.
Keep up the good work!

Ekim.

  Bruno Fehr

sábado, setembro 12, 2009 12:19:00 da tarde

Anónimo:

Tento, mas não percebo os teus comentários, questiono-me sobre a língua em que escreves. Concluo que apesar das semelhanças para com o Português, não é Português.

  Fada

sábado, setembro 12, 2009 12:41:00 da tarde

Bruno, disseste:
"questiono-me sobre a língua em que escreves."

É "Anonimês".

E na Enciclopédia Especial das Fadas, encontras o significado:

" "Anonimês" - linguajar com características pseudo-intelectuais, cujos falantes pretendem contrariar, sem apresentarem argumentos válidos, toda e qualquer opinião que não lhes agrade ou convenha, na intenção de criar confusão e dúvidas.

É um linguajar muito utilizado pelos figurantes (shills) na blogosfera, especialmente no blog "Só me apetece cobrir", de Bruno Fehr. "



Diz lá se a EEF não está super actualizada... ;)

Beijitos e Bom dia! :)

  lunatiK

quinta-feira, outubro 08, 2009 6:22:00 da tarde

Viva
descobri hoje o seu blog, e estou há horas a ler, a informação que partilha aqui além de interessante é extremamente útil.
Por favor continue com o trabalho.
Cumps.