25 de Abril Sempre...

Sempre me questionei sobre a frase "25 de Abril sempre", inicialmente pensei que seria como o Natal "quando um homem quiser" ou "todos os dias". Achei que iria morrer de tédio e provavelmente cortar os pulsos se me fizessem ouvir o Grândola vila morena todos os dias.

Na verdade a frase "25 de Abril sempre", significa que a revolução continua, pois começou no dia 25 de Abril de 1974 e nunca mais ninguém a acabou. Trocaram os lideres. O fascismo caiu e hoje temos um socialismo desbotado, não é bem vermelho é assim como que a cair para o rosa e ninguém percebe bem o que é aquilo, na oposição estão os laranjas, são laranjinhas e o laranja está mais perto do vermelho que de outra coisa qualquer. Depois temos os azuis que se dizem de centro direita mas encontram-se assim numa diagonal estranha que toca à direita mas desvia para a esquerda.

No 25 de Abril acabou o fascismo e o domínio da direita em Portugal, a ideia era criar o equilíbrio mas na verdade isso não aconteceu pois a direita desapareceu e hoje em dia só temos esquerda e canhotos confusos.

Recentemente Sócrates deu uma entrevista completamente manipulada, um insulto à inteligência dos Portugueses, uma atitude a fazer lembrar o auge do controlo dos média por parte do estado novo, um lápis azul gigante que está a ser passado por cima do jornalismo nacional.

Eu gostaria de saber quando é que pretendem terminar a revolução, já lá vão 35 anos e ainda não vi nada feito.

O que não gosto mesmo, mesmo nada ainda menos do que do comunismo é da musica Grândola vila morena, por isso resolvi escrever uma letra mais animada e realmente revolucionária. Por favor cliquem no vídeo, ignorem a letra original e cantem a nova versão:


Gracinda, Velha Solteira por Bruno Fehr

À sombra de uma azinheira, encontrei a felicidade,
Conheci uma velha solteira,
que ainda estava na validade.


Ainda estava na validade, estava quase por estrear,
Baixei-a "pu-la" de cócoras,
ela começou a (desa)brochar.


Farto de lhe ver a testa,
algo tinha de mudar,
Virei-a "pu-la" de gatas,
e comecei a sodomizar.


Farto de a sodomizar,
nao sabia o que mais fazer,
Ela disse "casa comigo",
respondi, "vai-te foder".


Respondi, "vai-te foder",
acho que ela levou a mal,
Baixou a saia subiu as cuecas,
e fiquei sem o seu pardal.


Fiquei sem o seu pardal,
nunca mais vi o camafeu,
Hoje lembro com saudade,
o herpes que ela me deu.


PS: peço desculpa por não ter entrado na vaga de blogues que vão passar uma certa música dos Xutos, mas só fumando erva é conseguiria ouvir essa banda e mesmo assim... duvido.



ADENDA: Devido à dificuldade de perceberem o que quero dizer com revolução incompleta, bem como por haver quem não reconheça o meu estranho sentido de humor acho que preciso clarificar que não me oponho ao 25 de Abril, só acho que a revolução ficou incompleta, bem ao estilo de improvisação Lusitano.
Eu usei do humor para dizer o que penso, mas agora vamos falar a sério, antes de atacarem o meu ponto de vista, apresentem dados que justifiquem o sucesso desta revolução. Deixo-vos com links da opinião de revolucionários do 25 de Abril que parecem concordar comigo:

Memórias da Revolução : A revolução está incompleta :

65 Comentários:

  Jane Doe

sábado, abril 25, 2009 12:43:00 da manhã

Oh... eu gosto dos xutos!

Não sei é de que vaga estás a falar...

Já volto a ler o post...

25 de Abril... Bah...

  jardinsdeLaura

sábado, abril 25, 2009 1:29:00 da manhã

Bruno Fehr,
Devo dizer-te que desta vez desiludiste-me e muito!
Não tanto pelo texto em si sobre o 25 de Abril e a revolução, que como realmente dizes "nunca foi acabada", ou como eu diria "que entretanto tanto foi desvirtuada". Nem sequer por dizeres que não gostas da canção Grândola Vila Morena.
Percebo mesmo que para ti ela não tenha qq significado, sobretudo aquele que teve e tem para quem viveu o antes o durante e o depois da "Revolução", porque imagino que sejas bem "novito" (aí nos vinte e poucos).
Mas já não percebo e ainda menos aceito que para dizeres que não gostas (seja do que fôr) tenhas que ser tão grosseiro e até ofensivo denunciando uma total falta de respeito por aqueles que certamente não serão da tua opinião!
Logo tu que comentas com a mais alta indignação o facto da mulher do Obama ter ousado tocar a Rainha denunciando uma enorme falta de respeito pelo protocolo!!!
E então que fazes tu ao respeito pelo outro?!
O protocolo (uma série de normas convencionadas para reger determinados comportamentos a ter em determinada situações) que tanto fazes questão de respeitar (e deste disso alguns exemplos) é então mais importante que um outro qualquer ser humano?!?!?!
Lamento muito e sobretudo por ti! Julgava-te ousado sim mas sensível, jamais capaz duma vulgaridade tão cruel!!

  MoonDreamer

sábado, abril 25, 2009 1:44:00 da manhã

Grândola vila morena, é, na minha opinião, mais que uma música. Tem uma simbologia e um significado que nem todos têm a capacidade de sentir ou compreender.

  mjf

sábado, abril 25, 2009 2:46:00 da manhã

Olá!
Eu entrei na vaga dos blogs que publicam a musica dos Xutos...
Acho a letra actual...e gosto.

beijocas

  forteifeio

sábado, abril 25, 2009 3:32:00 da manhã

As revoluções, as músicas as diversas formas de estar, são analisadas à luz do tempo em que são construidas e vividas. A Grândola Vila Morena representava fundamentalmente uma forma de demonstrar que havia valores que podes ou não partilhar porque felizmente nunca sentiste determinado tipo de faltas nem de condicionamento de liberdade, para escrever este texto por exemplo.
Ainda assim, quer-me parecer que estás um pouco baralhado politicamente falando. Quem te diz a ti que o PS é um Partido de Esquerda? O PS é fundamentalmente uma partido de oportunistas disfarçados de homens solidários. Uma verdadeira cambada de enrgúmenos. O PSD não é nada é uma manta de retalhos que estou em crer que nem eles saberão bem o que é.
O cds, é uma cambada de meninos da linha que muito de vez em quando dizem qualquer coisa de jeito, o PCP parou no tempo. o BE é um partido recente mas tem um individuo que argumenta como poucos com o primeiro ministro, ainda que lá tenha um ou outro armado em pseudo intelectual.

O 25 de Abril não era isto, mas foi assassinado.

Falas de direita e eu pergunto-me fala-me de valores que defendas e vamos discuti-los.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 3:39:00 da manhã

Jane Doe:

Ok.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 3:40:00 da manhã

jardinsdeLaura:

"Não tanto pelo texto em si sobre o 25 de Abril e a revolução, que como realmente dizes "nunca foi acabada", ou como eu diria "que entretanto tanto foi desvirtuada"."

A teoria nao é minha, é uma teoria corrente em Portugal, eu simplesmente concordo com ela. A revolucao deveria ter dado lugar à democracia e nao deu, deu sim uma ilusao de democracia que na verdade é corrupta, com Presidentes com Mário Soares que queimaram a bandeira nacional, tentaram vender Guiné aos Ingleses e traficaram diamantes, tanto ele como filho que chegou a ter um acidente de aviao onde o tráfico foi provado e o pai, Presidente salvou-o e mesmo assim tornou-se Presidente da Camara de Lisboa.

Saímos do fascismo e entrámos numa espécie de anarquia, onde o equilíbrio que o 25 de Abril deveria ter dado, foi anulado pela eliminação de todo e qualquer partido que fizesse esse equilíbrio, mantendo Portugal só com partidos de esquerda com bases socialista e sim o PSD incluído. Nem sequer por dizeres que não gostas da canção Grândola Vila Morena.

"Percebo mesmo que para ti ela não tenha qq significado, sobretudo aquele que teve e tem para quem viveu o antes o durante e o depois da "Revolução", porque imagino que sejas bem "novito" (aí nos vinte e poucos)."

Pois, como vez é fácil errar.

"Mas já não percebo e ainda menos aceito que para dizeres que não gostas (seja do que fôr) tenhas que ser tão grosseiro e até ofensivo denunciando uma total falta de respeito por aqueles que certamente não serão da tua opinião!"

Fui grosseiro onde? Por ridicularizar um hino comunista, cantado por um comunista quando eu considero o comunismo a maior organização criminosa da Europa e Ásia?
O comunismo alimentado pela URSS que fez tanto mal ou pior que o Nazismo?
Grândola Vila Morena é um hino comunista que não passou de um código para da inicio à revolução, nada mais. Não é o hino nacional.

Se a minha opinião ofende, então a culpa é de quem vê a minha letra humorista como ofensa, pois na verdade o humor não tem limites tal como a liberdade de expressão. Liberdade essa que é mais uma que o 25 de Abril não nos deu.

De acordo o o relatório de 2007 da ONU que após ser realizado, foi criada um comissão especial para estudar o estado de Portugal, declarou que é impressionante como Portugal é um pais tão desenvolvido, tendo em conta que há 40 anos que sofre de erros políticos sucessivos que deterioraram a sua economia.

A conclusão dessa comissão Suíça saiu em 2008 e refere que o crescimento económico de Portugal é um milagre económico que só se deve à capacidade de improvisação do povo Português.

Temos DEZENAS de pessoas no poder com processos por corrupção, temos condenados por corrupção no poder e continuamos a eleger essas pessoas. A revolução que deveria ter limpo o sistema, só substituiu os lideres e o sistema ainda existe com outro nome e outras caras. O governo Sócrates é tão ou mais fascista que Salazar.

"Logo tu que comentas com a mais alta indignação o facto da mulher do Obama ter ousado tocar a Rainha denunciando uma enorme falta de respeito pelo protocolo!!!"

????????? Grandola vila morena não é o hino nacional, não goza de nenhuma lei protectora. Seria um crime punível por lei eu alterar a lei do hino, essa é a Única protegida.

"E então que fazes tu ao respeito pelo outro?!"

Respeito por quem? Pelas pessoas que olham para o 25 como o dia da liberdade ignorando que não gozam de qualquer liberdade? Nem a imprensa?

"O protocolo (uma série de normas convencionadas para reger determinados comportamentos a ter em determinada situações) que tanto fazes questão de respeitar (e deste disso alguns exemplos) é então mais importante que um outro qualquer ser humano?!?!?!"

Que é também um documento escrito e aprovado pelo estado ou poder institucional e não acho que o partido comunista seja qualquer uma delas.

"Julgava-te ousado sim mas sensível, jamais capaz duma vulgaridade tão cruel!!"

As minhas opiniões reflectem a minha visão e opinião politica, o comunismo nunca trouxe nada de bom em lado nenhum. O 25 de Abril poderia ter sido excelente, mas a revolução parou antes de se mudar a raiz do problema.

Naturalmente que qualquer pró-revolucionário se pode sentir ofendido pelas minhas opiniões, tal como eu me sinto ofendido por ainda existir o PCP e por um partido criminoso de extrema esquerda como o BE ter sido autorizado a existir.

Nota-se que sou de direita? Sim sou e como Português de direita não tenho direito a ver um partido a representar os meus ideias políticos, pois a direita é vista como fascista ou nazi.

O 25 de Abril foi mais longe, fez com que criminalizássemos o nosso vocabulário levando as pessoas a acreditar que as palavras Nação, Pátria, Ultramar não devem ser usadas por serem fascistas, durante décadas foi assim, fui várias vezes repreendido na escola por as usar.

Ainda este ano, Cavaco Silva lembrou que o dia de Camões e das Comunidades é também o dia da raça e o que é que aconteceu? A imprensa veio logo trazer o fascismo à baila. O dia de Camões sempre foi o dia da raça e já o era antes do fascismo e por raça nada tem a ver com motivos raciais, mas sim com mérito e coragem relacionados com os descobrimentos, ou nova versão aparvalhada de achamentos como se tivéssemos perdido as terras que descobrimos.

Direita-Esquerda, cima-baixo, água e fogo, estamos destinados a discordar pois temos visões opostas do mundo que nos rodeia.

Não me sentirei mal por ridicularizar o que quer que seja, seja de forma séria ou como neste caso séria e humorística.
Gostaria sim que ao atacarem o meu ponto de vista me apresentassem vantagens ou exemplos em como o 25 de Abril foi um sucesso e digo isto pois a revolução em Itália fez a economia disparar, o final do Nazismo tornou a Alemanha no país mais rico da Europa, a fim do imperialismo radical de direita Japonês tornou o Japão numa potencia mundial, a revolução espanhola e o final da ditadura causou um crescimento económico que deixou Portugal a anos luz e lembro que nos anos 80 os espanhóis ganhavam unicamente mais 25-50 euros de ordenado mínimo e hoje é quase o dobro.

O 25 de Abril falhou em todos os aspectos. Não foi disparado um tiro... claro que foi, isso é uma facto assumido pelos próprios revolucionários, mas é-nos impingida uma história cor-de-rosa, como diversas outras mentiras históricas onde a mais antiga é a da formação de Portugal.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 3:40:00 da manhã

MoonDreamer disse...

"Grândola vila morena, é, na minha opinião, mais que uma música. Tem uma simbologia e um significado que nem todos têm a capacidade de sentir ou compreender."

Tem a simbologia que lhe dão, na verdade é um conjunto de palavras com notas musicais que é interpretada de formas diferentes.
Para mim foi só um sinal de "go", nada mais.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 3:40:00 da manhã

mjf disse...

"Eu entrei na vaga dos blogs que publicam a musica dos Xutos...
Acho a letra actual...e gosto."

A letra é interessante o que não consigo ouvir é a voz do Tim.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 4:09:00 da manhã

forteifeio disse...

"A Grândola Vila Morena representava..."

Representava, é mesmo isso já nao representa mais nada, como todas as musicas ficou no passado, as sociedades evoluem.

Terra da fraternidade? O povo é quem mais ordena? Nem somos fraternais pois só não lixamos o colega se não tivermos oportunidade, já não ordenamos nada nem nunca ordenámos. Elegemos corruptos para cargos públicos, até a Felgueiras que fugiu do país foi reeleita, estamos cegos por a falsa noção de liberdade que o 25 de Abril nos "deu".

A censura existe o lápis azul evoluiu mas existe e está a ser claramente demonstrado neste actual pseudo-socialismo totalitarista.

"fundamentalmente uma forma de demonstrar que havia valores que podes ou não partilhar porque felizmente nunca sentiste determinado tipo de faltas nem de condicionamento de liberdade"

Será, mas o que te leva a ti pensar isso, acho que é a mesma interpretação que a Laura teve ao dar-me 20 e poucos anos.

Durante o fascismo houve imensa gente a ver as sua empresas nacionalizadas pelo Estado. E depois? É verdade ou não que depois do 25 de Abril famílias inteiras foram perseguidas? Empresas centenárias que já existiam antes do fascismo nacionalizadas?

A minha família nunca passou fome durante o fascismo mas nunca teve fartura, mas depois do 25 de Abril o meu avo foi roubado. Um dos terrenos mais valiosos da minha família sobre o qual possuímos ainda documentos de propriedade com a data de 1856, é onde hoje está a gigantesca sede do partido comunista uma das maiores do país.

Esses chamados pró-revolucionários pilharam por completo a quinta do meu avo, roubaram tudo desde vinhos centenários ao pão cozido naquele dia. O mais irónico é que o meu avó era militante de esquerda.

Houve fome antes do 25 de Abril? Houve. Mas também houve fome depois. Antes e depois existiram crimes, os crimes fascistas foram punidos com o 25 de Abril, os crimes comunistas ainda hoje estão por resolver.

Crimes antes e crimes depois, mas acho que já disse tudo na minha resposta à JardinsdeLaura.

Além disso fiz uma Adenda ao texto para a opinião de alguns revolucionários que protagonizaram o 25 de Abril de 74, que partilham a minha opinião, a revolução está incompleta.


"O 25 de Abril não era isto, mas foi assassinado."

Foi interrompido cedo demais.

  Pronúncia

sábado, abril 25, 2009 4:11:00 da manhã

Bruno, quem canta não é o Tim é o Calu...

  forteifeio

sábado, abril 25, 2009 4:24:00 da manhã

Quer-me parecer que estás-te a focar num caso particular que meste caso envolve um familiar teu e que desde já te digo que respeito.

Acontece porém, que os tais comunistas que tu disseste foram mortos e barbaramente torturados por uma policia politica fascista ignóbil cobarde e doente. E porquê? Porque sim. Tu defendes uma politica de direita. Ok. Quantos crimes contra a liberdade foram praticados em nome da defesa nacional por a PIDE? Os regimes comunistas de leste eram tão criminosos comos os de direita foram , vê as coisas dos dois prismas, mais ,o que foi feito no Chile em Portugal em Espanha? Aqui não foram regimes comunistas. Vietnam, Japão, bomba atómica. Afeganistão. A destruição de Países através da politica cambial do dólar.

São duas faces criminosas dedois regimes.

Achas justo que houvessem propriedades que não eram cultivadas a perder de vista e outros todos ranhosos e cheios de fome.
A mim não me parece.

Agora houve muitas injustiças houve é verdade, mas o espirito do 25 de abril era bom, o que muitos lhe fizeram como os Soares, o Durão e muitos já é outra coisa.

Há casos e casos, e posso-te dizer que muitas das empresas nacionalizadas e de bens foram posteriormente devolvidos, com perdas é certo, mas foram devolvidos.

Eu considero que sou de esquerda, mas acredito mais na capacidade dos empresários do que na do Estado de gerar emprego.

Eu disse que o 25 de abril foi assassinado por os politicos

Isso sim.

Falaste aí da Espanha e permite-me lembrar-te que a Espanha até à entrada para a União europeia estava bem pior do que nós.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 4:26:00 da manhã

Pronúncia disse...

"Bruno, quem canta não é o Tim é o Calu..."

Ehehehe, não os sei diferenciar os dentes são acastanhados em todos eles. Mas aquela voz, aí não dá, as música é gira mas a voz... os Resistência era a mesma coisa, boas musicas, mas a voz...

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 5:07:00 da manhã

forteifeio:

Um revolução é ou não baseada em discordâncias politicas e sociais?

Ora eu discordo de todas as politicas comunistas, não vejo uma única ideia posta em prática pelas maos comunistas que tenham alguma vez apresentado resultados. Países de esquerda é a miséria do povo. Países de direita são mais desenvolvidos. Por exemplo, apesar dos crimes Nazis, a Alemanha Nazi é um exemplo de sucesso económico com implementação rigorosa das politicas económicas de direita onde o dinheiro é valorizado pelo trabalho. Na esquerda o dinheiro é valorizado pelo estado que concentra em si toda a economia, mas apregoa a distribuição da riqueza.

Para distribuir riqueza é preciso criar riqueza e não há um exemplo comunista de sucesso. O actual sucesso Chinês deve-se a um partido comunista que se abriu ao ocidente e que economicamente está a usar politicas de direita misturadas com a repressão comunista.

É lógico que a minha educação e tem influencia, é lógico que não é tudo, pois o meu pai mesmo assim chegou a ser membro do partido comunista, eu na adolescência cheguei a ser membro da JCP (se bem que por uma semana, antes de me dar um ataque de vómitos ao ler certos documentos/regras).
Não me guio pelo que aconteceu ao meu avo, guio-me por a minha experiência e opinião politica. A esquerda é decadente e felizmente está em decadência e por esquerda entenda-se a esquerda comunista e tudo o que estiver à esquerda comunista com o BE é extremismo com tendências criminosas (exemplos: a casa de fumo montada no terreiro da paço durante as autárquicas na primeira candidatura do BE, que desrespeitou a lei no que toca às drogas fumadas e que teve protecção policial pois foram drogas fumas como liberdade de expressão. O apoio politico dado à GAIA e ao Verde Eufémia, classificados pela Europol como organização criminosa, etc.)

Morreram comunistas é verdade mas não tantos como as vitimas do comunismo. Comunistas mataram, fascistas mataram. E então? Porque é que não existe direita mas existe esquerda? Porque motivo sempre que se tenta formar um partido que se assuma de direita é imediatamente rotulado de fascista.

Trauma devido ao fascismo? Poupem-me. Trauma deveriam ter os Alemães e mesmo lá ainda existem partido de direita e que se encontram no poder.

"Quantos crimes contra a liberdade foram praticados em nome da defesa nacional por a PIDE?"

Lá está, tu também vez a direita como fascista. Será que a esquerda tem vários graus e a direita só tem um extremo?


"Achas justo que houvessem propriedades que não eram cultivadas a perder de vista e outros todos ranhosos e cheios de fome.
A mim não me parece."

E o que aconteceu nos anos 80? Propriedades nas mãos do povo a receberem subsídios comunitários para não ser cultivadas, algo que ainda existe.

A revolução foi positiva mas o inicio pois ela não foi terminada, foi interrompida dado lugar a crimes de aproveitamento politico e financeiro e até uma tentativa que AINDA BEM falhou de implementação de um regime comunista apoiado por Moskovo (ver texto do 25 de Abril de Manuel Alegre, ele próprio admite que a revolução foi incompleta mas acha que foi melhor assim e claro que foi, graças a isso existe o PS).


"Agora houve muitas injustiças houve é verdade, mas o espirito do 25 de abril era bom, o que muitos lhe fizeram como os Soares, o Durão e muitos já é outra coisa."

O Soares foi um criminoso que foi justamente preso antes do 25 de Abril e o deveria ter sido novamente pós 25 de Abril, pois desde queimar a bandeira, tentar vender a Guiné aos Ingleses (antes da independência), até ao tráfico de diamantes, ele cometeu diversos crimes.

"Há casos e casos, e posso-te dizer que muitas das empresas nacionalizadas e de bens foram posteriormente devolvidos, com perdas é certo, mas foram devolvidos."

Cimpor por exemplo, roubada a um homem super rico que fugiu com um fortuna que foi multiplicada no Brasil, chegou a PT e recebeu a Cimpor de volta (parcialemente), mas isso só aconteceu aos poderosos.


"Eu disse que o 25 de abril foi assassinado por os politicos"

Durante a revolução e não depois.


"permite-me lembrar-te que a Espanha até à entrada para a União europeia estava bem pior do que nós."

Permite-me lembrar-te que eles se livraram do fascismo depois de nós a 19 de Novembro de 1975 dia em que Franco morreu, mas em 1978 após Espanha entrar na CEE já estava melhor que Portugal e apesar de em 1986 quando Portugal entrou ser o país que mais apoios recebia não os soubemos usar e fomos ficando para trás, nos anos 90 já a Irlanda e a Grécia eram mais ricos que nós. Portugal era a cauda da Europa e mesmo com a entrada de países miseráveis que viveram sob o regime da URSS, já o somos novamente.

Como dizes a Espanha fascista estava pior que Portugal, tal como Grécia democrática e a Irlanda. Olho para 1990 e vejo que somos os mais pobres, ou seja mais pobres ainda que nos tempos fascistas.

Ganhámos direitos? Sim, mas não criámos as estruturas que deveríamos ter criado aquando do 25 de Abril. Derrubámos o fascismo fizemos eleições e já está, assunto resolvido, mas mal resolvido pois existia esquerda.


Em ponto algum no meu texto eu me oponho à revolução do 25 de Abril, eu afirmo que foi incompleta, apressada.

Quanto ao facto de poder ou não fazer humor com o grandola vila morena... bem, não foi essa uma das liberdades que o 25 de Abril me deu?

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 5:13:00 da manhã

NOTA: quando acima digo:

"Derrubámos o fascismo fizemos eleições e já está, assunto resolvido, mas mal resolvido pois existia esquerda."

Deve ler-se pois SÓ existia esquerda. Nao culpo a esquerda como um todo, só o comunismo e radicalismo de esquerda, da mesma maneira que direita não deve ser vista unicamente como fascista.

  jardinsdeLaura

sábado, abril 25, 2009 8:47:00 da manhã

Bruno Fehr,
Não, não me enganei... a impetuosidade do teu discurso denuncia a arrogância da tua juventude. Não tens vinte e tal tens trinta e tal... és novo, mas novo no sentido mais estrito e redutor da palavra! Aliás aposto que nesse dia ou ainda não eras nascido ou eras uma criança... aliás continuas a sê-lo!
Os teus argumentos chegam a ser rídiculos. Tu és a prova acabada da LIBERDADE que se alcançou nesse dia e que tanto teimas em desvirtuar!!
Além de tudo o mais não te reconheço "estatura" para falar dessa que foi uma das mais lindas canções de Zeca Afonso! Um homem, um COMUNISTA, que ao contrário de ti pautou toda a sua vida por uma atitude de humildade e tolerância e que nunca cedeu a pressões ou insultos viessem eles de onde viessem e que jamais seria capaz de tratar alguém como tu hoje o trataste!
Confesso que visitei e gostei do teu blogue pelo seu "carácter" impulsivo que me transmitia o lado indomável duma juventude que me parecia procurar-se com coragem! Enganei-me redondamente, ADMITO-O!
Aquilo que me pareceu ser coragem não passa de insolência e se calhar duma dessas técnicas de marketing para atrair gente ao teu blogue que te faça dessa forma sentir GRANDE!
Decidi por isso que esta foi a última vez que o visitei! E devo confessar-te que não te auguro bom futuro! Tu és daquelas pessoas que a Vida ainda há-de vergar, vítimas do seu próprio veneno!
A verdadeira coragem meu jovem não se fica por afrontar o outro e dominá-lo passa antes antes por afrontarmo-nos a nós mesmos, sermos capazes de reconhecer os nossos erros para assim sermos capazes de dominar o nosso EGO! Esse dia para você ainda está longe... terá chegado quando fores capaz de pedir desculpa a quem hoje tanto ofendeste!! Ainda que talvez nunca o venhas a dizer tenho a certeza que o hás-de pensar e sobretudo sentir!

  Teté

sábado, abril 25, 2009 9:55:00 da manhã

Mas alguém disse que tinhas de alinhar na vaga, tipo carneirada? Liberdade é isso mesmo, pensar pela própria cabeça, sem ninguém ser coagido a actuar pelo "padrão"!

Eu alinhei! E considero-me de esquerda, sem ser canhota! E mais, mesmo sem ser filiada ou apoiante de nenhum partido, não encontro nenhuma pincelada vermelha nos rosas, laranjas ou azuis que têm andado no poder estes anos todos. Sobe-lhes uma coisa qualquer à cabeça (cadeira mais traiçoeira) e tornam-se uma pálida imagem do outro, embora tentando agradar ao povo que os elegeu e mais ainda aos seus correlegionários. Uma tropa fandanga de "jobs for the boys"!

Gosto muito de Zeca Afonso (e sim, concordo que Grândola não é a sua melhor música) de Xutos assim-assim! Mas o corajoso que passou aquilo na rádio, sabia que podia ter graves problemas por transmitir aquela música proibida. Evidentemente, nessa altura ainda não eras nascido (acho), já nasceste em liberdade e democracia. E não dares valor a isso (mesmo com uma série de atropelos pelo meio)... pronto, também é contigo!!!

Achei piada ao poema, mas não o cantei!

Bom fim de semana para ti!

  forteifeio

sábado, abril 25, 2009 11:17:00 da manhã

Bruno

Tu podes fazer humor com a música, és livre, e eu acredito na liberdade.
ainda que possa ficar não gostar, porque eu que também sou mesmopoderei fazer o mesmo sobre algo que tu não gostes, são as regras do jogo.

Eu acredito que todos os homens e mulheres devam poder viver com justiça e dignidade, que tenham igualdade de oportunidades e que possam evoluir como seres humanos, tendo a possibilidade de ter um trabalho e uma vida honrada. Isto é esquerda é direita, não sei, mas é seguramente humanismo.


"Países de esquerda é a miséria do povo. Países de direita são mais desenvolvidos. Por exemplo, apesar dos crimes Nazis, a Alemanha Nazi é um exemplo de sucesso económico com implementação rigorosa das politicas económicas de direita onde o dinheiro é valorizado pelo trabalho. Na esquerda o dinheiro é valorizado pelo estado que concentra em si toda a economia, mas apregoa a distribuição da riqueza."


Desculpa mas esta é uma concepção ultrapassada do que é ser de esquerda, ou então voltamos ao Chile, Portugal, Itália, Espanha e +por aí adiante, estou em crer que a direita é hoje muito mais do que isso.


A propriedade privada não é renegada pelos partidos de esquerda europeia ditos desenvolvidos.

Mas quem é que te disse a ti que sou contra a esquerda, ou a direita, por mim podem coabitar,são opiniões, respeito, agora tu destilas ódio quando falas da esquerda, pode haver esquerda responsavel, que goste de trabalhar.

Pensas que são todos sindicalistas e politicos??

Queres ums sociedade como a americana? Eu não!

O meu ideal de sociedade são os paises nórdicos, e esses são mais de esquerda como sabes do que muitos meninos que se dizem de esquerda. A exigência é o trabalho e é através daí que conseguem ter os indices de desenvolvimento que têm.

"Quantos crimes contra a liberdade foram praticados em nome da defesa nacional por a PIDE?"

O que eu digo é que sou português e tenho muito gosto em poder dizer por exemplo que o Sócrates é intruja, é uma forma de liberdade.


"O Soares foi um criminoso que foi justamente preso antes do 25 de Abril e o deveria ter sido novamente pós 25 de Abril, pois desde queimar a bandeira, tentar vender a Guiné aos Ingleses (antes da independência), até ao tráfico de diamantes, ele cometeu diversos crimes."

E já agora muitos mais.



"Cimpor por exemplo, roubada a um homem super rico que fugiu com um fortuna que foi multiplicada no Brasil, chegou a PT e recebeu a Cimpor de volta (parcialemente), mas isso só aconteceu aos poderosos."

Pois, e este homem vivia num sistema de direita e foi através de vigarices ficou super-rico

"Ganhámos direitos? Sim, mas não criámos as estruturas que deveríamos ter criado aquando do 25 de Abril. Derrubámos o fascismo fizemos eleições e já está, assunto resolvido, mas mal resolvido pois existia esquerda."

Muitos afirmam-se de esquerda para que possam fazer determinadas politicas. A esquerda e exceptuando a comunista poderá estar aliada a muitas coisas, mas não está associada à falta de liberdade e esse para mim é um dos valores mais importantes assim como a justila, a saúde a educação o direito ao trabalho por quem quer trabalhar.

Dizes que classifico a direita toda da mesma forma, a que vive em Portugal é muito fraca e interessada fundamentalmente em ter beneficio próprio. Falo-te de Portugal e do que aconteceu aqui, não foi esse o tema do post?
Portugal não aproveitou o dinheiro da União Europeia porquea grande maioria dos politicos portugueses são incultos mal formados e alguns até são vigaristas, e depois quem paga somos nós.

  forteifeio

sábado, abril 25, 2009 11:32:00 da manhã

Também não percebo porque te vais filiar na JCP, eu que sou de esquerda nunca fui filiado em partido nenhum, além disso foste antes ou depois, é que me parece que tu também terás mudado de atitude e de forma de ver o Mundo.

  MoonDreamer

sábado, abril 25, 2009 11:33:00 da manhã

Bruno:

Se reparares bem, implícito na letra original, e não na que criaste, estão os ideais da revolução francesa. Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

Foi um go, mas a música não foi escolhida por acaso.

  Sammy

sábado, abril 25, 2009 11:39:00 da manhã

Eu não costumo comentar muito mas esta vez vou tentar...
No que toca a Grândola Vila Morena, toda a gente sabe o que foi, e o que fizeram dela depois do 25A e há quem goste ou não, mas uma coisa é certa, há que reconhecer que o Zeca Afonso foi (e é) um dos cantautores mais considerados para gente que gosta desse género de música e eu já conheci bastante gente apreciadora de cantautores, e sempre foi considerado como um dos melhores (ahh e não falo só de gente que gosta por ser de esquerda, eram musicólogos, gente que tem títulos de conservatorio, etc...).

O 25A tinha de acontecer, era tempo, as mudanças são cíclicas e significou muito para muita gente, o qual tem de inspirar nem que seja um pouco de respeito.

Que foi desvirtuado? Obviamente, como quase tudo o que se começa por uns ideais e acaba sendo guiado por políticos e oportunistas.

O que não entendo é porque é que te incomoda tanto o governo em Portugal, deverias era estar chateado com os portugueses!! Afinal, são eles que se tornam políticos e são eles que votam...Mal ou bem existem eleições e temos capacidade de escolher... Outro ponto de vista é o que há para escolher...Isso é outra história.

Eu por exemplo, considerando-me de esquerda não vejo nenhum, e repito nenhum partido dos actuais que eu possa apoiar, porque me dão asco, toda a "esquerda" que impera neste momento pelo mundo fora esta corrupta, estragada e é uma vergonha o que se tem ido tornando isto.
Eu ainda não encontrei a minha "esquerda", há quem me defina como extremista, há quem me defina quase a tocar a direita, há quem diga que eu sou é social democrata, ainda estou por ver donde me identifico...

Só queria comentar algo mais, porque foi aqui mencionado e de isso eu posso falar, o caso da Espanha. É um mau exemplo, muito mau, não serve como exemplo de revolução nem de transição, Franco morreu, não o "tiraram" se ele tivesse vivido outros 20 anos, teria sido 20 anos mais de ditadura, quando morreu deixou tudo bem agarrado para que se continuasse a governar baixo o regime que tinha estabelecido, e sim, puseram o Rei, lol, desculpa que me de vontade de rir mas é que não é para menos, quando o Rei voltou para Espanha, passou os seguintes anos em companhia de Franco e há documentos e fotografias que provam isso. Não é um bom exemplo porque em Espanha não mudou nada! Só se "lavou" um bocado a cara, de facto existem 2 Espanhas, a "liberal" e a de direitas que continuam a levantar a mão e gritar Viva Franco, Viva Espanha e que ainda sacam a bandeira com a Águia e isto pode ser perfeitamente o teu vizinho.

Não me vou entreter mais, mas este ultimo tema tinha muito que se lhe dizer, muito... Mas fica por aqui

  Marcelo

sábado, abril 25, 2009 11:42:00 da manhã

Li este texto 3 vezes para tentar perceber o motivo do histerismo, e não é que não percebi? Será que passados 35 anos ainda há pessoas que não conseguem ver que foi tudo feito em cima dos joelhos à boa maneira Portuguesa.

Eu li este texto e vi humor, humor esse destruído por essa Jardinsdelaura que ainda não percebi o que é que ela viu de tão ofensivo.

Dizer que não se pode brincar com uma música (bem feia) não será um tipo de censura?

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:03:00 da tarde

jardinsdeLaura disse...

O que te posso dizer é que nada no meu texto foi ofensivo, mas afinal o que é que a ofendeu? A letra? Há-ja paciência...

"Além de tudo o mais não te reconheço "estatura" para falar dessa que foi uma das mais lindas canções de Zeca Afonso!"

Desculpa? Tu não tens de conhecer nada para eu ter uma opinião, a musica é musicalmente básica 4 acordes e já está.

"Um homem, um COMUNISTA, que ao contrário de ti pautou toda a sua vida por uma atitude de humildade e tolerância e que nunca cedeu a pressões ou insultos viessem eles de onde viessem e que jamais seria capaz de tratar alguém como tu hoje o trataste!"

Eu não tratei mal o Zeca, não sei onde leste isso. Até parece que estamos a falar de Viriato. O Zeca Afonso era comunista o que só por si é um tremendo defeito e segundo ele não faz nada a não ser umas musicas de intervenção.


Minha cara se decidiu não votar a comentar, temos pena isso é demonstrativo da sua fraca capacidade de assimilação, radicalismo e do isto no sentido de que nao aceita opinioes contrárias, de que é uma militante de esquerda do mais radical que já vi nos últimos tempos e que nao percebeu nada do que escrevi tendo baseado os seus comentários em metade do texto isgnorancia.

O meu blogue terá sempre o protagonismo que lhe derem e diga o que disser terei sempre gente a ler. É um principio básico, não importa a opinião ou a mensagem há sempre alguém que a quer ler. Os comentadores são reciclados pelo tempo, perdem-se uns ganham-se outros.

"A verdadeira coragem meu jovem não se fica por afrontar o outro e dominá-lo passa antes antes por afrontarmo-nos a nós mesmos, sermos capazes de reconhecer os nossos erros para assim sermos capazes de dominar o nosso EGO! Esse dia para você ainda está longe... terá chegado quando fores capaz de pedir desculpa a quem hoje tanto ofendeste!!"

A quem? É que se eu ofendi por a senhora ter interpretado o texto como mais jeito lhe deu, de quem é a culpa?

Zeca Afonso foi um músico que certamente não iria chorar lágrimas de sangue ao ler este texto. Além disso no campo ofensivo você bateu-me aos pontos por falta de argumentos. Reparou que você não apresentou um único dado histórico que defenda a sua tese?

Tenha este sido ou ano o seu último comentário, obrigado por ter comentado. Posso não concordar com uma única palavra que tenha escrito, mas ao contrário de sim não sou radical e aceito opiniões contrárias.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:13:00 da tarde

Teté disse...

"Eu alinhei! E considero-me de esquerda, sem ser canhota! E mais, mesmo sem ser filiada ou apoiante de nenhum partido, não encontro nenhuma pincelada vermelha nos rosas, laranjas ou azuis que têm andado no poder estes anos todos."

O problema em Portugal é que são todos de esquerda ou assim o afirmar, mas são sempre algo desbotado quando chegam ao poder, defendendo direitos próximos com a ideia de "temos 4 anos para ficarmos ricos", e refiro-me à riqueza pessoal.

Na verdade a nossa revolução não criou nenhum mecanismo de defesa, a imunidade que damos aos políticos permite que um criminoso por fim a evitar a prisão, assim que se candidate fique imune e não existe nenhum poder politico que os impeça de o fazer.

"Gosto muito de Zeca Afonso (e sim, concordo que Grândola não é a sua melhor música) de Xutos assim-assim! Mas o corajoso que passou aquilo na rádio, sabia que podia ter graves problemas por transmitir aquela música proibida."

Quem passou uma música proibida revelou mais coragem do que quem a escreveu e no final acabou por fazer mais pela revolução do que Zeca Afonso. É que ao ler certas opiniões até parece que foi o Zeca que liderou a revolução.

"Evidentemente, nessa altura ainda não eras nascido (acho), já nasceste em liberdade e democracia. E não dares valor a isso (mesmo com uma série de atropelos pelo meio)... pronto, também é contigo!!!"

Mas será que alguém me é capaz de identificar um erro nos meus dados históricos? É preciso ter-se mais de 50 anos para se compreender politica?
Será aceitável sermos todos de esquerda?

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:14:00 da tarde

Anónimo:

Não publiquei obviamente o comentário anónimo que veio aqui mencionar outros bloguers, revela que quem o fez não acompanha este blogue! E além disso esqueceu-se de comentar o texto!

  LBJ

sábado, abril 25, 2009 12:16:00 da tarde

Não vou falar de politica, nem de símbolos, nem da tua liberdade de poderes brincar com a letra de uma canção, mas reduzires um homem como o Zeca Afonso a um comunista ofusca o caminho que escolheste para expressar a tua opinião.

Também eu não considero a Grândola uma das suas melhores canções mas tem tantas, deixou tanto à musica Portuguesa, foi um dos maiores génios que tivemos e não temos assim tantos que lhes possamos perder o respeito.

Alem de tudo foi um homem que lutou por aquilo que acreditava, quer se concorde ou não com as suas ideias, teve uma vida humilde e exemplar e uma morte longa, vitima de uma doença degenerativa que não o conseguiu impedir de continuar a criar e a prova está no “Galinhas do Mato” em que já nem conseguia cantar mas que é uma obra extraordinária. Eu vi-o num café da sua Azeitão que adorava, num dos últimos dias da sua vida e nunca mais esqueci a imagem daquele homem que mesmo sabendo que ia morrer em breve, um farrapo destruído pela doença ainda se agarrava à vida.

Deixou-me triste o teu texto, não pelo que diz, mas pela ausência do respeito a alguém que realmente o merece.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:27:00 da tarde

forteifeio disse...

"eu que também sou mesmopoderei fazer o mesmo sobre algo que tu não gostes, são as regras do jogo."

Não acredito que alguma vez censure algum comentário contrário ao que acredito por expressares a tua opinião, não faço nem o farei.
Se opinar sobre tal acontecimento irei limitar-me a apresentar argumentos contrários e esperar a resposta com argumentos fortes.

"Desculpa mas esta é uma concepção ultrapassada do que é ser de esquerda, ou então voltamos ao Chile, Portugal, Itália, Espanha e +por aí adiante, estou em crer que a direita é hoje muito mais do que isso."

E o que é a direita hoje? É que pelo que sei o nosso último exemplo de direita tem já 35 anos. Eu tenho o exemplo da direita Alemã que é um dos únicos países Europeus a lidar com a crise de uma forca eficaz.

"A propriedade privada não é renegada pelos partidos de esquerda europeia ditos desenvolvidos."

Porque ainda não chegaram ao poder, nem acredito que cheguem. Não tenho nada contra a esquerda moderada visto que apoio a existência de uma direita moderada, mas o radicalismo comunista irá colocar em causa património como o faz sempre.

"Mas quem é que te disse a ti que sou contra a esquerda, ou a direita, por mim podem coabitar,são opiniões, respeito, agora tu destilas ódio quando falas da esquerda, pode haver esquerda responsavel, que goste de trabalhar."

Corrijo, quando falo de comunismo!

"O meu ideal de sociedade são os paises nórdicos, e esses são mais de esquerda como sabes do que muitos meninos que se dizem de esquerda."

Mas não comunistas! Eu sou um opositor a todo e qualquer movimento comunista não se esquerda moderada onde o BE consegue ser ainda mais radical dando uma ilusão de intelectual, mas basta ouvir qualquer um dos seus representantes para perceber que eles andam perdidos.

"O que eu digo é que sou português e tenho muito gosto em poder dizer por exemplo que o Sócrates é intruja, é uma forma de liberdade."

Concordo que o é, mas não poderá isso ofender os seus apoiantes? poderá da mesma forma que eu poderei ter ofendido os fãs de Zeca Afonso, e então? Tenho de gostar dele como autor e musico quando vejo o seu trabalho musical como medíocre?

"A esquerda e exceptuando a comunista poderá estar aliada a muitas coisas, mas não está associada à falta de liberdade e esse para mim é um dos valores mais importantes assim como a justila, a saúde a educação o direito ao trabalho por quem quer trabalhar."

O problema é que a revolução foi um movimento liderado por comunistas que felizmente falharam ao tentar fazer de Portugal uma "républica" stalinista, foi essa premissa e pressa na revolução que fez com que muito fosse deixado por fazer.

"Dizes que classifico a direita toda da mesma forma, a que vive em Portugal é muito fraca e interessada fundamentalmente em ter beneficio próprio."

Qual direita em Portugal? Não existe um representante digno de merecer esse rótulo.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:28:00 da tarde

MoonDreamer disse...

"Se reparares bem, implícito na letra original, e não na que criaste, estão os ideais da revolução francesa. Liberdade, Igualdade, Fraternidade."

3 ideais que não existem em Portugal mesmo 35 anos depois.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:43:00 da tarde

Sammy disse...

Há gente que o afirma pois é politicamente incorrecto dizer o contrário. Zeca Afonso tem uma mística de herói ao passo que Viriato poucos sabem quem foi e digo Viriato para ir buscar o Lusitano mais antigo da história que fez algo realmente por um povo que nem sequer tinha país.
Zeca Afonso foi um de muitos.

"O 25A tinha de acontecer, era tempo, as mudanças são cíclicas e significou muito para muita gente, o qual tem de inspirar nem que seja um pouco de respeito."

Não houve desrespeito nenhum pelo 25 de Abril eu simplesmente partilho a opinião de alguns dos intervenientes que afirmam que foi tudo feito depressa demais e muito ficou por fazer, pois na verdade a ideia era impor um estado comunista, ideia essa que falhou e ao nos tornarmos uma democracias faltavam bases democráticas essenciais que nos tornaram num paraíso de corrupção.

Nunca, em ponto algum do meu texto eu desrespeito o 25 de abril.


"O que não entendo é porque é que te incomoda tanto o governo em Portugal, deverias era estar chateado com os portugueses!!"

A protecção legal à corrupção enquanto no exercício ou durante eleições, é que são suspeitos de crimes que ficam sob imunidade diplomática, imunidade essa que os governos não levantam. Essa imunidade permite que políticos fiquem no poder e se voltem a candidatar e até a serem eleitos e não podem ser punidos antes do final dos mandatos, queda dos governos ou demissão. A manipulação recente da imprensa, só para citar duas coisas que me ofendem.
A única culpa dos Portugueses foi a inércia durante 35 anos, devido a ideias impostas pelo sistema educativo de que a revolução está feita e foi um sucesso.


"toda a "esquerda" que impera neste momento pelo mundo fora esta corrupta, estragada e é uma vergonha o que se tem ido tornando isto."

Mas existe! A direita não existe em Portugal, tu pode não te identificar com a esquerda, quem é de direita não tem sequer um partido de direita para discordar quanto mais se identificar.
Como poderá haver equilíbrio se todos os partidos estão do mesmo lado da balança e a única competição existente é sobre quem faz mais merda?

"É um mau exemplo, muito mau, não serve como exemplo de revolução nem de transição, Franco morreu, não o "tiraram" se ele tivesse vivido outros 20 anos, teria sido 20 anos mais de ditadura, quando morreu deixou tudo bem agarrado para que se continuasse a governar baixo o regime que tinha estabelecido"

Só preciso de olhar para Espanha hoje e ver que evoluiu ao contrário de Portugal. Nem precisaram de uma revolução para construirem um economia de fazer corar as nossa.

"Não é um bom exemplo porque em Espanha não mudou nada!"

Como podes dizer isso? 3 anos depois tinham a economia sob controlo. E quanto ao Rei é uma monarquia constitucional que cria um espécie de equilíbrio politico apesar de não interferir, além disso dispensa a existência de um Presidente.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:45:00 da tarde

Marcelo disse...

Claro que ainda há, este texto é exemplo disso pois não percebi onde estão as supostas ofensas que proferi.

"Dizer que não se pode brincar com uma música (bem feia) não será um tipo de censura?"

É isso mesmo, liberdade mas para certos grupos políticos não para todos. Claro que não posso concordar com isto.

  Bruno Fehr

sábado, abril 25, 2009 12:52:00 da tarde

LBJ disse...

"Alem de tudo foi um homem que lutou por aquilo que acreditava"

Ele e mais quantos anónimos? Porque é que ele é mais importante do que a pessoa que passou a sua musica naquela madrugada? Será que esse senhor da rádio não lutou pelo que acreditava? Porque é que o Zeca é especial no meio de tantos anónimos que lutaram?

Não entro numa onda de adoração seja a quem for, todos somos humanos e lutamos por aquilo em que acreditamos, quer sejam ideais políticos ou pessoais. A genialidade na musica dela não a vejo, mas falo da musica e não dos jogos de palavras na letras que concordo que são bons. Mas 4 acordes e um refrão qualquer pessoa com parcos conhecimentos de guitarra faz, o impacto esteve realmente nas letras e não o desrespeito como homem, simplesmente não dou um valor divino ao seu trabalho e critico o seu comunismo irracional, só porque ser-se comunista era sinónimo de anti-Salazarista.

  Mulheka

sábado, abril 25, 2009 12:53:00 da tarde

Não vou falar de politica pois poderia-me espalhar ao comprido. Mas tenho uma dúvida: Onde está a ofensa ao Zeca Afonso?!?

  Anónimo

sábado, abril 25, 2009 12:57:00 da tarde

Li o texto e vi algumas verdades: que ficou algo por fazer há 35 anos, que o actual governo se está a comportar com fascista e vi uma brincadeira com uma letra que não é um símbolo nacional.
Depois li os comentários e não percebi a revolta.


Ana

  AjB

sábado, abril 25, 2009 4:36:00 da tarde

realmente se á coisa que eu não posso ouvir é as chamadas musicas de Abril e da revolução,pá...

e a de chamarem génio ao zeca afonso , até me dá arrepios nos tomates, pá...

e ódespois chamam liberdade a isto em que vivemos , eu quando digo que não gostos dessas "musicas" , e das letras da treta , olham para mim com um desprezo e ódio , que me diverte imenso , são muito sensíveis a isto do 25 de abril , o que tem a esconder, pá ???

gozem a vida, pá...

  Anónimo

sábado, abril 25, 2009 4:44:00 da tarde

Estranho o facto de todos os anónimos, excepto eu, terem uma linguagem idêntica à sua concordando consigo. Fazer-se passar por anónimo para ter opiniões à seu favor não lhe fica nada bem bruno fehr. Não menospreze a inteligência dos seus parcos leitores.

  Maria...ia

sábado, abril 25, 2009 8:58:00 da tarde

Bruno,

Os meus pais fizeram parte dos "anónimos" que sofreram com o regime. Inclusivamente, o meu pai teve de fugir para o estrangeiro "a salto", pelos ideais que defendia e porque se recusou a ser informador da PIDE. A minha mãe seguiu depois, grávida de 8 meses e com mais três filhos à volta. Sozinha, sem mais ninguém.
Fui educada nos valores que Abril deixou, que foram vividos e, acima de tudo sentidos, por estes "anónimos". Não me incomoda em nada a tua opinião, acima de tudo porque sei que, se a situação está como está, foi porque o português acreditou que os políticos poderiam manter viva a esperança no amanhã. Sempre fomos demasiado crédulos, e afinal a esperança pode ser castrante.
Sou de esquerda, e filiada num partido de esquerda. Um daqueles que tanto condenas. Não tenho que me sentir ofendida em nada, porque apresentas argumentos que já não são novos para ninguém. Não interessa argumentar afinal. O que seria realmente importante - e isto faço-o eu todos os dias - seria lutar por algo melhor. Não apenas para mim, mas também para os outros. Idealismo? Não... Vontade.
O 25 de Abril trouxe palavras sim... E trouxe esperança, a muita gente. Aos meus pais, por exemplo. E isso ninguém lhes poderá tirar. Se uma canção - pobre musicalmente, whatever - a simboliza, podes criticar este último facto, mas não condenar o sentimento. Podes criticar os homens, mas nunca aquilo em que eles acreditam. A isso se chama "respeito".
A Revolução foi incompleta porque Portugal se comportou como um rebanho, e ainda hoje o é. Com maus pastores. Agora não é na crítica, ou melhor na palavra, que esteve e está a mudança, mas sim na acção.

;)

  Bruno Fehr

domingo, abril 26, 2009 12:11:00 da manhã

AVISO: Futuras tentativas de comentar neste blogue usando a opção Nome/url colocando o Nome/url de outro bloguer, fará com que não volte a autorizar comentários dessa pessoa, após a identificar.

  Carlos II

domingo, abril 26, 2009 12:13:00 da manhã

Diria, 25 de Abril, nem sempre.

Não questiono o anterior regime nem a liberdade. Mas uma democracia que necessita, ano após ano, para sempre, como se diz, de vir para a rua de papelinho vermelho na mão comemorar a liberdade, contra algo, não é uma democracia madura.

Abraço

  I.D.Pena

domingo, abril 26, 2009 12:35:00 da manhã

LOL tá engraçada a letra mas gira sempre à volta da mesma temática, parece-me lolloll.

  Fada

domingo, abril 26, 2009 12:59:00 da manhã

Bruno, apesar de ter lido o teu texto de manhã, só agora tive oportunidade de comentar, o que se revelou uma mais-valia, mediante a leitura das tuas respostas aos teus comentadores.

Concordo com o que dizes acerca da revolução inacabada, com o estado actual da nação, com tudo isso... Infelizmente. :(

Apesar deste ser mais um dos temas que detesto (política, dinheiro e violência), mais uma vez mostras uma opinião fundamentada e até me inspiraste para escrever sobre o tema lá no meu canto, mediante lembranças que me surgiram, a mim, uma menina da geração pós-25 de Abril.

Quanto às músicas, também aderi à colocação da música dos Xutos, admitindo que está longe (bastante longe) de ser a minha preferida, mas a minha liberdade permite-me colocá-la...eheheh
Quanto à Grândola Vila Morena, confesso que gosto, pois nem sempre a simplicidade é de "menosprezar", seja ela musical ou outra. Claro que gostos não se discutem, tens a tua opinião e eu a minha. :)

Quanto à tua vertente artística de escritor de letras... Bem... Só me deu vontade de rir!!!

Como já alguém disse, não é ofensivo, nem vejo qualquer ofensa nem ao autor, nem a ninguém neste post. (E acredita que se visse aqui alguma ofensa, levavas um slap bem dado.)

Beijitos :)

  Mulheka

domingo, abril 26, 2009 1:40:00 da manhã

Mas que grande revolução que para aqui vai nesta caixa de comentários, parece é que se esqueceram dos cravos...

Percebo pouco de política, é um facto. Mas se me dessem a escolher, diria que sou de esquerda. (E tu, sendo como és, irias-me dizer: "Por isso é que percebes pouco de política!" e de seguida eu mandava-te calar :D )

Adiante...
Sou de esquerda mas pouco convicta. Sou de esquerda pelos ideais, apesar de utópicos ou quase utópicos.
A direita poderá ter mais sucesso com o que pretende mas os meios para o conseguirem...

That's all folks!

  Joana

domingo, abril 26, 2009 1:52:00 da manhã

"Gostaria sim que (...) me apresentassem vantagens ou exemplos em como o 25 de Abril foi um sucesso."

As mulheres obtiveram:
- direito ao voto
- direitos iguais sobre os filhos
- direito ao divórcio
- direito a poder sair do país sem autorização do pai/marido
- direito a poder trabalhar sem autorização do pai/marido
- direito a ler, escrever e dizer o que quisessem
- direito a ser casada e professora ao mesmo tempo

E continuava por mais meio metro.

  Maria Tudor

domingo, abril 26, 2009 5:02:00 da manhã

Oh pá o que eu me divirto contigo. Está sublime essa tua versão...

E quanto aos ditos camaradas, já percebeste que eu tenho um problema de pele com essa gentalha...

  Maria Tudor

domingo, abril 26, 2009 5:09:00 da manhã

Ah curiosamente ninguém fala nem do 5 de Outubro nem do 25 de Novembro.

A luta pela liberdade e pela democracia não são exclusivo de ninguém e muito menos dos que se exilaram em Paris e afins.

São património de uma silênciosa maioria que nunca abandonou Portugal e que passou fome como os meus pais passaram e que trabalhou de sol a sol para andar de cabeça erguida.

Por isso quando vejo uma certa esquerda caviar de cravinho ao peito a dizer que falta cumprir abril. Pois falta! Ponham-se na alheta seus chulos de merda e Abril cumpre-se em 3 tempos...

Ah e já agora Bruno, desculpa-me a linguagem mas depois de ler uns certos comentários voltei a ter aquela brotoeja...

Se me permites uma boa sugestão de livro a partilhar, aqui te deixo: O Triunfo dos Porcos (obra que sei que conheces!).

bjo

  Jane Doe

domingo, abril 26, 2009 3:58:00 da tarde

Li o texto, li os comentários, até mais de uma vez. E prefiro, por ínumeras razões não comentar coisas que realmente deveriam ser comentadas.

As outras... Não tenho conhecimento de história suficiente para o fazer.

Mas que há coisas que me deixam triste, isso há...

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:34:00 da manhã

Mulheka disse...

"Onde está a ofensa ao Zeca Afonso?!?"

Alterei a letra da musica de um "deus" menor.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:34:00 da manhã

Anónimo Ana:

A revolta é uma sobrevalorização de algo devido a histórias tendenciosas onde falta informação vital.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:35:00 da manhã

AjB disse...

"e a de chamarem génio ao zeca afonso , até me dá arrepios nos tomates, pá..."

Ehehehehehe

"e ódespois chamam liberdade a isto em que vivemos , eu quando digo que não gostos dessas "musicas" , e das letras da treta , olham para mim com um desprezo e ódio , que me diverte imenso , são muito sensíveis a isto do 25 de abril , o que tem a esconder, pá ???"

Não faço ideia, mas acho que a restauração de independência tem mais valor que um semi-revolução.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:35:00 da manhã

Anónimo disse...

"Estranho o facto de todos os anónimos, excepto eu, terem uma linguagem idêntica à sua concordando consigo. Fazer-se passar por anónimo para ter opiniões à seu favor não lhe fica nada bem bruno fehr. Não menospreze a inteligência dos seus parcos leitores."

Não tenho necessidade de concordar comigo mesmo anonimamente pois eu discordo e concordo publicamente com quem quer que seja.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:36:00 da manhã

Maria...ia disse...

Eu sei que o que diz aconteceu com muitos, mas a esquerda revolucionária fez o mesmo. Houve crimes do fascismo e houve crimes quando a esquerda tentou fazer de Portugal um regime totalitarista comunista, falharam, no entanto a liberdade colou imensas famílias centenárias na miséria com fortunas que não foram feitas durante o fascismo.

"Fui educada nos valores que Abril deixou, que foram vividos e, acima de tudo sentidos, por estes "anónimos"."

Eu sei que existem valores de Abril, mas o que falo é que o podres de Abril não são mencionados, a parte obscura da revolução foi apagada dos livros de história, nem tudo foi cor-de-rosa com o querem pintar.

Eu respeito toda a ideologia pública do 25 de Abril, toda a ideia, todos os projectos, mas a maneira apressada como o exército entregou o poder, foi o maior erro de Abril.

"Sou de esquerda, e filiada num partido de esquerda. Um daqueles que tanto condenas."

Eu condeno unicamente o PCP e BE, um por pegar na ideologia socialista de Karl Marx, falar dela da forma correcta que todos querem ouvir, mas ao chegar ao poder concentram os poderes no estado e criam regimes socialista repressivos e violadores de liberdades. O BE é um partido que comente as mais diversas ilegalidades sob a bandeira do protesto, consumir drogas ilegais por apoiar a legalização é crime, invadir propriedade alheia destruindo-a, só porque não se acredita em transgénicos é crime. Não posso respeitar partidos ou politicos que apoiam grupos criminosos, mesmo que sejam estudantes adolescentes.

Aceito uma esquerda moderada tal com anseio pela criação de um partido de direita moderada, o que não existem Portugal e que tentam tudo para que não exista nunca.


"O 25 de Abril trouxe palavras sim... E trouxe esperança, a muita gente."

É verdade, mas eu olho para o 25 de Abril e olho para a politica actual e o nível de corrupção e o 25 de Abril tornou-se numa ideia, em palavras e na prática pouco mudou.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:36:00 da manhã

Carlos II disse...

"Mas uma democracia que necessita, ano após ano, para sempre, como se diz, de vir para a rua de papelinho vermelho na mão comemorar a liberdade, contra algo, não é uma democracia madura."

Ora lá está, é como que uma necessidade de lembrar uma data, por ainda não se ver resultados práticos.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:36:00 da manhã

I.D.Pena:

Sim a temática é a mesma, mas a letra original também anda em torno da mesma temática.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:36:00 da manhã

Fada disse...

"Como já alguém disse, não é ofensivo, nem vejo qualquer ofensa nem ao autor, nem a ninguém neste post. (E acredita que se visse aqui alguma ofensa, levavas um slap bem dado.)"

Eu que não leio o que escrevo confesso que li o meu texto mais de 20 vezes em busca de algo ofensivo, nas verdade só vejo VERDADES. A letra é humor e quem não tem sentido de humor, poderá sentir-se ofendido, mas isso não é problema meu.

O que é certo que este texto, que contém uma primeira parte de verdades que não podem ser contestadas e uma segunda parte humorística, foi levada para um campo politico que eu dispensava.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:37:00 da manhã

Mulheka disse...

"Mas que grande revolução que para aqui vai nesta caixa de comentários, parece é que se esqueceram dos cravos..."

Já agora...

"Percebo pouco de política, é um facto. Mas se me dessem a escolher, diria que sou de esquerda. (E tu, sendo como és, irias-me dizer: "Por isso é que percebes pouco de política!" e de seguida eu mandava-te calar :D )"

Por isso percebes pouco de politica e fundamento. A maioria da esquerda radical como BE e PCP, só percebe mesmo de esquerda, não estudam a direita, simplesmente dizem que são "o lobo mau", comparam toda a direita a Hitler, Franco, Salazar. Se é direita é radical.
Eu como de direita, estudei a esquerda, não os comparo a Mao, Stalin entre outros.
Se critico a esquerda apresento dados da sua politica de trazer por casa, mas quando a esquerda critica a direita é só com fábulas.

Se eu usasse dos mesmos argumentos da esquerda em relação à direita, poderia dizer que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço. Pelo menos é esse o mito Americano.

"A direita poderá ter mais sucesso com o que pretende mas os meios para o conseguirem..."

Que meios? É que tendo em conta que em Portugal não existe nem nunca existiu um partido de direita moderada, não sei do que estás a falar.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 12:37:00 da manhã

Jane Doe:

Não percebi...

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 1:31:00 da manhã

Joana disse...

"As mulheres obtiveram:
- direito ao voto"

O direito ao voto nunca foi um objectivo do 25 de Abril, pois se o comunismo tivesse conseguido estabelecer o seu regime como quase conseguiu elas não iria votar, aliás ninguém mais iria votar.
O direito ao voto seria um processo lento seguindo o exemplo dos EUA e outros países civilizados, coisa que nós em 74 não éramos.

"- direitos iguais sobre os filhos"

Isso nunca existiu, o meu pai nos anos 80 foi o primeiro homem a norte de Lisboa a conseguir a custódia de um filho durante o divórcio, sem que a mulher tivesse cometido um crime. Ainda hoje se acha que os homens não são capazes educar e que os filhos devem ficar com a mãe. Logo, o 25 de Abril não tem nada a ver com isto.

"- direito ao divórcio"

Mais uma vez, até final dos anos 80 se um dos elementos do casal queria o divorcio e outro não, o divorcio era litigioso, o dos meus pais demorou 6 anos. O direito ao divórcio surgiu já nos anos 90.

"- direito a poder sair do país sem autorização do pai/marido"

É uma liberdade que não existia, mas que foi dada por decreto lei pós 25 de Abril e não no 25 de Abril.

"- direito a poder trabalhar sem autorização do pai/marido"

O direito existe, mas na pratica as mulheres não autorizadas a trabalhar passam assim grande parte dos anos 80.
Mais uma vez a liberdade teórica da revolução não posta em prática a não ser quase uma década depois.

"- direito a ler, escrever e dizer o que quisessem"

Olhando para os processos do nosso primeiro ministro a jornalistas e os processos a bloguers, essa liberdade é virtual.

"- direito a ser casada e professora ao mesmo tempo"

Não comento, pois essa desconhecia.

"E continuava por mais meio metro."

O que é certo é: A única coisa que aconteceu no 25 de Abril de 1974 foi a queda do regime fascista e a realização das primeiras eleições, tudo o resto se baseia no ideal de liberdade que durou 35 anos a completar e ainda não está completo.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 27, 2009 1:31:00 da manhã

Maria Tudor disse...

"E quanto aos ditos camaradas, já percebeste que eu tenho um problema de pele com essa gentalha..."

Tenho um problema com todo o tipo de radicalismos e infelizmente a esquerda radical como BE e PCP são os Nazis de esquerda, eles sabem tudo mas não sabem discutir nada de forma civilizada e argumentada.


"Ah curiosamente ninguém fala nem do 5 de Outubro nem do 25 de Novembro."

Claro que não falam, a esquerda só fala do que lhes convém, o 25 de Novembro de 1975 não lhes interessa falar, pois correu mal para eles e ainda bem para todos nós. "Abaixo o capitalismo" pffff frase da treta pois eles são tão consumistas e sedentos de coca-cola como qualquer outro.

"A luta pela liberdade e pela democracia não são exclusivo de ninguém e muito menos dos que se exilaram em Paris e afins."

Paris, Londres, Moskovo, fugiram um deles até a bandeira nacional queimou e voltaram como heróis após a cobardia da fuga.

"Se me permites uma boa sugestão de livro a partilhar, aqui te deixo: O Triunfo dos Porcos (obra que sei que conheces!)."

Ehehehehehehe, sim conheço :)

  Tocha

segunda-feira, abril 27, 2009 1:55:00 da tarde

Ao ler este texto ia comentar no seu sentido politico, mas deixei-me levar pela discussão com a jardinsdeLaura tendo visitado o espaço dela. Bastou uma visita para ver quem não teve nível na discussão e o baixou ainda mais ao tornar uma opinião politica num ataque pessoal.

Quanto ao texto, é verdade que o 25 de Abril teve como objectivo derrubar um regime para instaurar outro, por isso tivemos os 25 de Novembro largamente ignorado por haver um proteccionismo nacional ao comunismo. Podemos nunca nos tornar um pais comunista mas existirá sempre um carinho por esse partido que julgo ficar a dever-se a Alvaro Cunhal.

Ainda bem que o fascismo caiu, ainda bem que o partido comunista falhou ao tentar instalar-se no poder. Por isso concordo que o 25 de Abril foi um revolução incompleta e ainda bem que o foi.

  I.D.Pena

segunda-feira, abril 27, 2009 11:22:00 da tarde

"Sim a temática é a mesma, mas a letra original também anda em torno da mesma temática."

Para ser sincera confesso que não ouvi a musica até ao fim...

  HCS

quarta-feira, abril 29, 2009 10:26:00 da manhã

É a primeira vez que ouço alguém com a mesma opinião que eu e sem medo de a expressar, relativamente aos "Xutos", como se aqueles gajos fossem da KGB, no tempo em que não havia liberdade de expressão e as pessoas tinham medo de dizer verdadeiramente o que pensavam.

Hoje há uma verdadeira falta de assumpção de opiniões, valores, ideias. Tudo é um arco-íris manchadi, desbotado. Nada é preto, nada é branco, mas uma amálgama estranha e confusa, como a sociedade. Bem visto, mais uma vez.-Porra, mas não faço mais nada se não ter que concordar contigo?

  Vani

quarta-feira, abril 29, 2009 7:09:00 da tarde

Sem ler comentários, e tendo lido apenas o texto, e como eu já disse antes...25 de Abril sempre, porque 25 de abril terá de ser todos os dias. O de 74 trouxe-nos uma Liberdade e uma Voz que a nossa geração talvez desvalorize porque nunca soube o que era não ter Liberdade nem Voz. Nessa perspectiva, 25 de abril sempre, viva a liberdade.
Mas que o páis está sem eira nem beira, está, e bem que podia soar a 2a senha outra vez...e, desculpa lá, mas euzinha gosta do Grandola Vila Morenaaaaa :-p :D ;-)

  Bruno Fehr

sábado, maio 02, 2009 2:51:00 da manhã

Tocha:

Já estou habituado, se escrevesse sobre toda a gente que escreve sobre mim, não fazia mais nada...

  Bruno Fehr

sábado, maio 02, 2009 2:51:00 da manhã

I.D.Pena disse...

"Para ser sincera confesso que não ouvi a musica até ao fim..."

É sempre a mesma treta.

  Bruno Fehr

sábado, maio 02, 2009 2:51:00 da manhã

HCS:

Eu sei de um assunto em poderemos discordar, mas é um assunto sobre o qual tenho sempre cuidado a escrever. Gosto de apresentar a minha opinião sem ferir a dos outros. A religião.

  Bruno Fehr

sábado, maio 02, 2009 2:51:00 da manhã

Vani:

"O de 74 trouxe-nos uma Liberdade e uma Voz que a nossa geração talvez desvalorize porque nunca soube o que era não ter Liberdade nem Voz. Nessa perspectiva, 25 de abril sempre, viva a liberdade."

Mas onde está ela? Com jornalistas a serem processados por apresentarem noticias com apoio em vídeos que tornam a noticia FACTO.
Quando os trabalhadores a recibo verde, respondem a patrões, são obrigados a cumprir horários e com local fixo de trabalho.
Onde trabalhadores estudantes, chumbam por não assistirem às aulas por estarem a trabalhar e não poderem ir a exame. Onde as empresas já não são obrigadas a dar dias antes do exame.
Onde bloguers são "calados" com processos judiciais por parte de políticos com registo criminal ou processos pendentes.
Onde eu parece que não posso dizer que o 25 de Abril foi um ideal nunca concretizado e que toda a censura ainda existe sob a forma de pressão politica mas sem lápis azul.
Onde uma música popular é vista como mais importante que o hino nacional.
Onde o 25 de Novembro está a ser ignorado dos livros de história para esconder a real intenção do 25 de Abril.

Liberdade limitada não é liberdade!