Bater na Dinamarca

Recebi tal como muitos de vós devem ter recebido um E-mail com imagens chocantes da caça a uma espécie de golfinho "Calderon" na Dinamarca. Acho estes E-mails um pouco idiotas. As pessoas continuam a circular estes E-mails porque as imagens são chocantes. Eu concordo que são chocantes. Mas vamos parar para pensar um bocadinho:

Por que é que esta foto é chocante?


Será mesmo pelos animais mortos? O que é que choca quem vê esta foto? A resposta é O SANGUE, isto só é chocante porque tem imenso sangue.
O que difere esta cena da pesca com rede, é que aqui se vê sangue.
Tal como no no final do século passado foi banido um jogo chamado "Carmaggedon", porque se via sangue sempre que se atropelavam pessoas, esse sangue era chocante, mas após alterarem a cor do sangue de vermelho para verde, o jogo voltou a ser legal, pois já não era chocante. Isto é demonstrativo da nossa idiotice!

E nesta imagem?


Qual é a diferença entre esta foto e o que se passa dentro de um matadouro? A resposta é que esta cena nós vemos, pois é pública e o que se passa dentro de um matadouro é segredo.

Chamar a Dinamarca de incivilizada é um exagero e falta de investigação. Existe a caça a esta espécie, mas o crescimento da população deste tipo de golfinhos é garantida pelo governo Dinamarquês. Não é o mesmo que a caça à baleia feita pelos Japoneses e Islandeses. Aqui há um programa de protecção para que a caça seja possível. O que é impossível é criar estes animais em aquários para os matarem à escondidas de tudo e todos.

As douradas e os robalos, são criados às escondidas, onde ninguém os vê diariamente a serem transferidos entre duas piscinas onde são prensados vivos, espalmados por dois cilindros antes de serem libertados noutro tanque e isto para que todos tenham a mesma, forma, o mesmo tamanho e respeitem as nossas normas de mercado. Alguém liga a isto? Não, e não porque não vemos o que fazem aos animais para estarem nas peixaria e talhos, todos um aspecto delicioso.

Quantos acham que num restaurante comem o que pedem? Sabem quantos peixes são vendidos como pescada? Sabem que a maioria vende Butterfish como tubarão? Sabem por quantos tipos de peixe a carne de golfinho passa despercebida?

As pessoa ficam chocadas porque podem ver como os animais são mortos. Ninguém liga ao que se passa dentro de uma matadouro. Houve muito barulho há uns anos quando se viram imagens pirata de vitelos a serem espancados até à morte a pontapé e à paulada. Mas dentro de um matadouro ninguém vê.

Por isso temos estes E-mails, que são demonstrativos de com uma coisa banal se espalha pelo mundo, com informações incompletas chocam toda a gente. Tudo isto porque só nos importamos com aquilo que vemos.

Se acho isto uma cena humana? Não, mas não condeno visto que acontece nas nossas cidades no matadouro local, acontece por todo o mundo com imensos peixes e animais e até mesmo com seres humanos, mas só é importante o que vemos.

Coração que que não vê, não sente e quem dera à maioria dos países ser tão civilizadamente "incivilizados" como a Dinamarca.

57 Comentários:

  Miss R.

quarta-feira, abril 15, 2009 12:15:00 da manhã

apoiado!
concordo plenamente!
a Dinamarca é de facto um dos países mais civilizados que conheço!

  Mel

quarta-feira, abril 15, 2009 12:39:00 da manhã

Por isso, e não só, é que não como carne, e o peixe também vi à vida um dia destes!

  Fada

quarta-feira, abril 15, 2009 12:43:00 da manhã

Bruno, eu já estive num matadouro. Também já matei galinhas, e já assisti à matança tradicional de perús, coelhos, porcos, borregos e vitelos. Não são espectáculos bonitos de se ver, mas sim, o certo é que as pessoas nem se lembram disso quando compram a "chichinha" embrulhada em película e servida em cuvettes de esferovite. Está limpinha, e tal como dizes, não há sangue.

Alguns sítios onde se produzem animais respeitam as normas de bem-estar animal, respeitam as regras de reprodução, de maneio, higiene, saúde, etc. Esses são os sítios "menos maus", pois evita-se sofrimentos "desnecessários" (embora acredite que não há, nestes casos, "sofrimentos necessários").

A maior parte dos sítios, por esse mundinho fora, não respeitam nada disso.

É certo que gosto dum bom bife, duma boa costoleta, dum peixinho, etc, mas cada vez menos me apetece comer carne e peixe, pelas coisas que vejo e conheço e cada vez mais sou exigente quanto à proveniência desse género de alimentos. Se puder, opto pela Agricultura Biológica ou para a Produção Integrada, para os animais de carne; em relação aos peixes, evito espécies consideradas em perigo.

Somos todos inconscientes, quando não queremos ver a realidade, e eu não me choco com esses mails precisamente por saber que são incompletos.

Somos todos muito humanos, quando estamos ao computador a ver estas imagens revoltantes, mas somos todos uns animais, quando estamos sentado com o prato à frente...

Beijitos

 

quarta-feira, abril 15, 2009 12:54:00 da manhã

Não é só por isso. A mim não me custa ver sangue, mas sim os animais mortos, assim como o acto em si. Acho horrível. Parece uma tourada no mar...

  casos reais

quarta-feira, abril 15, 2009 1:03:00 da manhã

pegando no titulo do teu blogue.

A D. Rita é q não o conhece, senão ai ai!!! lá ía o blogger.
:))

  SleepWalker

quarta-feira, abril 15, 2009 1:22:00 da manhã

Ok...hás-de me dizer onde raio é que praticam aquacultura onde os bichos são "transferidos entre duas piscinas onde são prensados vivos, espalmados por dois cilindros antes de serem libertados noutro tanque" para que "todos tenham a mesma forma, o mesmo tamanho"...que eu cá já visitei imensas aquaculturas portuguesas e olha que nunca vi tal acontecer...mas vá...sou só bióloga marinha...e pronto...sei que o, chamado, tamanho de prato, que basicamente é o que chamas de "normas de mercado" é chegado através de dieta alimentar com artémia e de um controlo rigoroso de outros biólogos marinhos e veterinários...
Quanto aos peixes vendidos como pescada...é mito. À saída da lota ou de navios-fábrica (são os que congelam o peixe mal é capturado e depois já os traz para terra, embalado) têm um controlo sobre a espécie que é capturada, a pescada, verdadeira, é da espécie Merluccius merluccius, no entanto existem outras espécies que são da mesma família ou género que também poderão ser vendidas como tal.
Quanto ao butterfish...digamos que há uma grande diferença entre teleósteos e elasmobrânquios...e sim, eu já comi tubarão por isso penso que sei do que falo...
No entanto há que dizer que há muita pata-roxa a ser vendida como cação, mas está dentro dos parâmetros legais.
Já quanto ao golfinho não posso avançar nada porque não sei. Nunca comi mas é algo que me suscita curiosidade.

Agora, indo de encontro ao que realmente é o tema do post...epá, não acho mal a pesca dos animais, desde que seja feita de forma controlada de modo a que a espécie não se extinga. De resto comam o que quiserem. Além do mais, a Dinamarca é dos países mais avançados nas pescarias, tanto em controlo de embarcações, como no controlo das capturas...com eles não há cá pessoal nas lotas a pedir um polvinho ou uns chicharros...

  Nanda Assis

quarta-feira, abril 15, 2009 1:57:00 da manhã

nossa, muito chocantee!!

bjosss...

  São

quarta-feira, abril 15, 2009 3:46:00 da manhã

Eu cresci numa quinta onde os animais eram bem tratados, mas onde tirando o cão e o gato, eram criados para serem mortos e consumidos, eu como carne e peixe, confesso que se tivesse que ser eu a mata-los não sei se comeria, mas não sou hipócrita ao ponto de julgar as pessoas que matam animais para consumo, desde que assegurem a reprodução das espécies e que matem os animais de forma que sofram o menos possível.
Os animais devem ser bem tratados, mas sem exageros, enquanto alguns cães tem coleiras de noventa mil euros, muitas crianças morrem de fome.
Ao ler este texto não deixei de pensar num outro que li há pouco na newsletter da Aministia muito diferente é certo mas chocante, na Arábia Saudita uma idosa de 75 anos de nacionalidade Síria foi condenada a uma pena de prisão de 4 meses, 40 chicotadas e a ser deportada para o seu país assim que cumprir a pena, por ter sido encontrada sozinha na sua casa na companhia de dois jovens do sexo oposto, que não eram seus familiares directos, sendo que um deles foi amamentado por ela quando bebé e que eles se deslocaram à casa dela para lhe levar pão, não dá para acreditar nas barbaridades que os homens cometem uns contra outros o que dizer do que fazem aos animais.

  Gravepisser

quarta-feira, abril 15, 2009 4:05:00 da manhã

Pah... O sangue a mim não me choca mesmo nada. O que me choca é a crueldade infinita e intolerável do ser humano, que através de espectáculos como este, se revela em todo o seu esplendor...
A primeira foto choca, precisamente por ilustrar isso mesmo, e não por conter sangue. Era necessário, fotografar um "evento" destes? Não. Era evitável? Claro, o evento, e as fotos. Eles asseguram a manutenção das suas espécies? Óptimo! Mostram que são um país ecologicamente atento e responsável. Eles permitem que as matanças se processem desta forma, regozijam-se com esse facto? Terrível, é uma prova de que não são tão civilizados como se pintam.
Há piores? Claro que sim. Nem vale a pena começar a enumerar, são muitos os países que permitem barbáries ainda piores contra os animais.
Se eu sou um acérrimo defensor dos direitos dos animais? Dos direitos sim, das causas/métodos de organizações fundamentalistas como a PETA, não.
Não acho que devamos enxotar moscas com um pano da louça, ao invés de as pulverizar com veneno, não evito esborrachar todo e qualquer insecto que se atravesse no meu caminho, mas também não aceito que este tipo de coisas sejam consideradas banais, em países civilizados.
Existe por aí tanta gentinha, muito menos digna e merecedora do ar que respira, do que estes pobres e indefesos seres que não fazem mal a ninguém... Porquê matá-los de uma forma tão grotesca, sem fundamento algum?
Enfim. É assunto que dá muito pano para mangas.

P.S: Carmageddon era e é, um grande jogo... Como todos os outros, este só deve ser permitido o seu acesso a quem saiba claramente as diferenças que existem entre a realidade e a ficção. E a partir do momento em que a censura é lei, neste e em muitos outros casos, está tudo dito...

  jardinsdeLaura

quarta-feira, abril 15, 2009 4:31:00 da manhã

Li e gostei do teu raciocínio mas não estou completamente de acordo porque o facto de sabermos e termos consciência de que longe dos nossos olhos se passam atrocidades iguais ou piores não confere qq tipo de "legalidade" ao que estas imagens denunciam! E digo-te isto partilhando contigo a ideia de que muito bom seria se muitos países (como o nosso por exemplo) fossem tão civilizados quanto a Dinamarca o é! Mas não é por isso que devemos fechar os olhos ao que aí (na Dinamarca) se passar de "errado"! Até porque países ou sistemas perfeitos não existem... se o HOMEM que está na sua origem não o é!!!

  Sanxeri

quarta-feira, abril 15, 2009 10:24:00 da manhã

As pessoas são um bocado hipócritas. Só lhes choca o que está perto delas ou o que é mesmo obvio.

Sabem que ha milhares de animais a morrer nos canis portugueses, todos os anos, sob os metodos mais crueis... E não se importam.

Mas vêem sangue e fazem logo uma escandaleira.

Mas compram peles... E cornos de marfim... E sapatos de pele de cobra ou cena do género.

Se gostamos ade animais e nos preocupamos com eles, temos de nos preocupar com TODOS.

  VCosta

quarta-feira, abril 15, 2009 11:02:00 da manhã

Concordo com tudo o que a jardinsdeLaura escreveu...

  DeusaMinervae

quarta-feira, abril 15, 2009 11:10:00 da manhã

O que me choca é ver pessoas e crianças a morrer à fome. Isso sim, choca-me. E choca-me ainda mais pela indiferença das pessoas que são capazes de passar por uma pessoa com fome ou a necessitar de algo e nem olham para o lado. E depois... Chocam-se ao ver peixes mortos.

  Tiago de la Rocha

quarta-feira, abril 15, 2009 11:26:00 da manhã

Caro Bruno,


Acho que estás a ser errático ao menosprezar a tortura dos golfinhos. Se calhar tens razão no ponto em que referes que não é em nada mais violenta ou desumana que muitas outras ocorridas rotineiramente, mas isso não significa que possa ou deva passar em claro. Deve sim, ser denunciada a situação e todos devemos fazer um esforço (ou pressão, pelo menos) para que as coisas mudem de figura, trate-se de golfinhos, douradas, vitelos ou até galinhas. E não enfatizar outros casos para retirar destaque a um outro.

E sim, isto passa-se diariamente em qualquer matadouro, porto ou mesmo em qualquer quinta.

  Claudia Oliveira

quarta-feira, abril 15, 2009 12:32:00 da tarde

ODEIO SANGUE. ATE ME SINTO MAL COM ISSO

MAUFEITIO3

  I.D.Pena

quarta-feira, abril 15, 2009 1:35:00 da tarde

Não me choca estas histórias nem fotos, não me impressiono com sangue, genocídios e assim já me choca. O ser humano n tem respeito pelos membros da sua própria espécie quanto mais da classe animal.
E não sei se esse proverbio se aplica a todos mas tenho que admitir que maior parte das pessoas impressiona-se muito facilmente.
Aliás, logicamente o coração não vê de facto.
Chamar à Dinamarca de incivilizada, isso parece moralidades de ambientalistas do green piça.

  Afrika

quarta-feira, abril 15, 2009 2:35:00 da tarde

Não se trata do sangue... mas sim pela forma como matam o animal. E depois temos que não o fazem pra se alimentarem mas sim, por tradição! Matadouros são sem duvida um dos locais mais crueis, tendem a ter normas de controlo quanto a eficacia e rapidez com que a morte do animal acontece... mas ja encontrei casos horrendos!

Anyway, todos os casos de barbarismo devia ser evitados assim como a tradição da morte do Touro na arena (em Espanha) é uma visão horrenda, qualquer morte por espancamento devia ser evitada, que seja golfinhos, quer seja focas bebes, quer seja o próprio ser humano!

Da uma vista de olhos neste link, aparece la uma excelente explicação!

http://www.flickr.com/photos/7692825@N03/3060943279/

  André

quarta-feira, abril 15, 2009 3:25:00 da tarde

As pessoas 'sabem' muitas vezes o que se passa nos matadouros e similares, mas como dizes não é publico, não podemos afirmar que la dentro os animais são ou não maltratados e tenham uma morte dolorosa, quando em muitos casos se sabe que isso acontece. Mas as pessoas gostam de fazer 'alarido' por de certa forma é 'novidade' e lá estão a contribuir como bons samaritanos para as causas dos animais, mas se for algum bicho que lhes acabe na mesa para comerem depressa se esquecem disso.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:49:00 da tarde

Miss R.:

Uma característica dos países escandinavos.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:49:00 da tarde

Mel:

Não vejo vegeterianismo ou o veganismo como solução.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:49:00 da tarde

Fada:

Matar é sempre cruel, mas sobreviver é uma necessidade. Qualquer pesca é aceitável para a sobrevivência de uma comunidade, desde que não coloque em perigo a espécie.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:50:00 da tarde

Bê:

A tourada em terra é lúdica e este tipo de pesca não tem a intenção de entreter ou divertir.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:50:00 da tarde

casos reais:

...

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:50:00 da tarde

SleepWalker disse...

"Ok...hás-de me dizer onde raio é que praticam aquacultura onde os bichos são "transferidos entre duas piscinas onde são prensados vivos, espalmados por dois cilindros antes de serem libertados noutro tanque""

Dou como exemplo a Alemanha que adopta o sistema Canadiano, se (no caso que vi) a Dourada deixa de caber no espaço entre esses cilindros é automaticamente rejeitada e usada para qualquer outro tipo de alimento descaracterizado.

"o, chamado, tamanho de prato, que basicamente é o que chamas de "normas de mercado""

Chamem o que chamarem em Portugal, existem normas noutros países. No Canada o peixe tem de ser descaracterizado ao ser vendido em qualquer local fora da lota. Na Alemanha existem pesos e tamanhos. A dourada e robalo devem rondar as 300g e o linguado não poderá passar das 700g.

"Quanto aos peixes vendidos como pescada...é mito."

Neste caso faço questão de perguntar o nome do peixe hoje à hora de jantar e mais logo irei comentar aqui o nome desse peixe que é 3 vezes mais barato e depois de ser vendido em filetes legalmente, ganha o nome de pescada nos restaurantes.

"À saída da lota ou de navios-fábrica (são os que congelam o peixe mal é capturado e depois já os traz para terra, embalado) têm um controlo sobre a espécie que é capturada"

Mas eu não falei em qualquer ilegalidade na pesca ou no processo até chegar a terra, eu falei em restaurantes.

"Quanto ao butterfish...digamos que há uma grande diferença entre teleósteos e elasmobrânquios..."

Eu não disse que não havia, eu já comi Butterfish sem saber que era Butterfish mas vi logo que não era o que pedi (tubarão), a posta no prato até pode enganar muita gente mas basta tocar-lhe para perceber que fomos enganados. Foi o próprio gerente do restaurante a dizer-me o nome do peixe que vendia como sendo tubarão.

"No entanto há que dizer que há muita pata-roxa a ser vendida como cação, mas está dentro dos parâmetros legais."

Mais uma vez falas da origem e não do mercado final. Existe uma pata a ser vendida ilegalmente como pata-negra (no campo das carnes), essa venda não é feita ilegalmente pelo produtor mas sim pelo vendedor final, regra geral os restaurantes.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:50:00 da tarde

Nanda Assis:

:S

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:50:00 da tarde

São:

Eu também nunca teria estômago para matar animais mesmo que caseiros, mas sei que o que tenho no prato foi morto e que nem sempre respeitam as regras.

Ainda há menos de um mês, comprei 4 leitoes para um colega meu assar para uma festa. O bicho morto estava repleto de hematomas, não me parece que tenham sido mortos de forma legal, apesar da empresa que os vende ser um criação legal.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:50:00 da tarde

Gravepisser:

"A primeira foto choca, precisamente por ilustrar isso mesmo, e não por conter sangue. Era necessário, fotografar um "evento" destes? Não. Era evitável? Claro, o evento, e as fotos."

Mas quem tirou estas fotos, tirou-as para criar toda esta polémica, não foram os pescadores que as tiraram para mais tarde recordar, mas sim um turista chocado a querer expor esta "crueldade" ao mundo. Esse mesmo turista poderá fazer o mesmo numa qualquer tourada, o que não torna a tourada ilegal e mais desumana do que já é.

"Eles permitem que as matanças se processem desta forma, regozijam-se com esse facto?"

Não sei onde está o regozijo...

"Porquê matá-los de uma forma tão grotesca, sem fundamento algum?"

Referes-te ao fundamento com que o animal é morto ou de como o é? Pois ele é morto por motivos alimentares e económicos. É que na verdade culpam a Dinamarca quando isto se passa nas ilhas Faroé que possuem um governo próprio apesar de serem um protectorado.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:51:00 da tarde

jardinsdeLaura:

Tudo bem, mas esta pesca é a principal fonte de sustento das ilhas Faroé e ao contrário da Islândia na sua caca è baleia, existem programas de protecção.

O homem pode cortar 50 hectares de árvores se tiver já 50 hectares plantados. As imensas áreas devastadas na Noruega e Finlândia também são chocantes, mas quem expõe isso esconde que tudo o que é cortado já foi replantado noutro local uma década antes e até ao momento do corte de 50 hectares, existem já essas árvores adualtas, bem como mais 100 hectares em crescimento para permitir um novo corte em breve.

Tudo o que é legal tem a ver com as leis internas do país, mas se há uma protecção e a garantia de que não há riscos de extinção, então não vejo o problema.

Quanto à forma chocante como estes animais são mortos, acho que devemos passar menos tempo a reenviar e-mails parvos e mais tempo em busca de soluções, tenho a certeza que uma nova ideia será bem vinda por este país.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:51:00 da tarde

Sanxeri:

Somos muito assim, só nos preocupámos com Dafour enquanto era noticia, Myanmar fez esquecer Dafour, o Tibete fez esquecer Myanmar, o europeu de futebol e os jogos olímpicos fizeram esquecer tudo.

As pessoas tornam-se parvinhas, pois só dão importância quando lhes mostram algo e lhes dizem que é para dar importância. Mas a importância que dão é tanta, que passados dias já se esqueceram.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:51:00 da tarde

VCosta:

Obrigado pelo comentário.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:51:00 da tarde

DeusaMinervae:

Se mostrarem na TV meninos com fome, vai chocar as pessoas, mas assim que a imagem desaparece da TV é como se o problema estivesse resolvido, como se a fome fosse só algo durante os segundos que aparece na TV.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:51:00 da tarde

Tiago de la Rocha:

"mas isso não significa que possa ou deva passar em claro. Deve sim, ser denunciada a situação e todos devemos fazer um esforço (ou pressão, pelo menos) para que as coisas mudem de figura, trate-se de golfinhos, douradas, vitelos ou até galinhas."

Denunciar? De que vale denunciar algo que é legal? Se é legal não há denuncia. Essas pessoas que querem ver o fim deste tipo de pescas podem ver esse fim, basta que garantam o sustento anual de toda a população das ilhas Faroé, se as pessoas chocadas fizerem isto, GARANTO que ele não voltam a pescar.

Eu imagino muitos dos chocados que espalham este e-mail, dentro de meses a abandonar o seu cão, pois o parque de campismo no Algarve para onde vao em Agosto não aceita cães.

Chocar? Temos pessoas em Portugal a serem ilibadas num julgamento de milhares de crimes de corrupção, temos um PM que rouba o que pode, temos animais abandonados por todo o país, temos pais a malhar nos filhos como se não houvesse amanha, temos directores que depois de serem despedidos por roubarem uma empresa a receberem um indemnização da mesma... e ficamos chocados com uma actividade legal?

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:51:00 da tarde

Claudia Oliveira:

Não gosto de sangue, mas não é por ele que vou condenar o acto.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:52:00 da tarde

I.D.Pena:

As pessoas ficam chocadas com o que lhes é mostrado, pois caso contrário fingem não ver.

"Chamar à Dinamarca de incivilizada, isso parece moralidades de ambientalistas do green piça."

Ora aí está a verdade, pois são mesmo esses primitivos que adoram falar do que não sabem.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 3:52:00 da tarde

Afrika:

"Não se trata do sangue... mas sim pela forma como matam o animal."

Não me venham com formas, quem passa o dia no seu PC a reenviar estes e-mails que apareça com uma nova forma de matar estes animais, estou certo que o Governo Dinamarquês está disponível para fazer alterações de forma a tornar tudo isto mais humano.

"E depois temos que não o fazem pra se alimentarem mas sim, por tradição!"

Queres-me dizer que isto é lúdico? Caso não saibas, e pelos vistos nao sabes, isto não acontece na Dinamarca. Dizer que é na Dinamarca é demonstrativo da falta de inteligência de quem criou este e-mail. Isto passa-se nas ilhas Faroé, que apesar de serem um protectorado Dinamarquês, eles gozam de um governo e leis próprias. Não pescam ludicamente, pescam com fins alimentares.

"Matadouros são sem duvida um dos locais mais cruéis, tendem a ter normas de controlo quanto a eficácia e rapidez com que a morte do animal acontece... mas ja encontrei casos horrendos!"

Lá dentro o "show" não é mais bonito, simplesmente não é visto.


"Da uma vista de olhos neste link, aparece la uma excelente explicação!

http://www.flickr.com/photos/7692825@N03/3060943279/"

A explicação está terrível, repleta de erros desde a forma como estes animais são mortos até ao nome dado a esta pesca. Ora se quem escreveu aquilo não sabe como os animais são mortos, nem o nome da pesca, parto do principio que não sabendo o básico deveria estar caladinho em relação ao geral.

Não é usado nenhum martelo e gostaria que esse bloguer me dissesse que o é um "Moz", pois essa palavra nem existe na língua Dinamarquesa.

  provocação

quarta-feira, abril 15, 2009 3:56:00 da tarde

Não consigo ter uma opinião formada sobre este assunto, tenho de me informar melhor...mas de facto à primeira vista choca-me, sem dúvida, há ali sofrimento e um mar de sangue!

  Fada

quarta-feira, abril 15, 2009 5:06:00 da tarde

Bruno, disseste-me: "Matar é sempre cruel, mas sobreviver é uma necessidade. Qualquer pesca é aceitável para a sobrevivência de uma comunidade, desde que não coloque em perigo a espécie."
Nem questiono isso, é precisamente isso que penso... Tudo tem de ter equilíbrio.

E ainda respondeste à São: "Eu também nunca teria estômago para matar animais mesmo que caseiros, mas sei que o que tenho no prato foi morto e que nem sempre respeitam as regras."
Eu já matei galinhas precisamente porque entendi que deveria saber fazê-lo. Não matei outros animais porque não aprendi.
Mas gostaria, pelo menos para aprender a fazer algo com o mínimo de sofrimento para o animal em causa, em vez de assistir a mortes cruéis por incompetência ou ignorância dos matadores."Saber fazer", não para "fazer isso sempre" (não pretendo fazer disso modo de vida... :p ), mas para "ensinar".
Não entendo que seja hipocrisia "não matar mas depois comer", entendo isso como uma sensibilidade que eu tentei dominar.

Mas seja como for, repito: prefiro optar por alimentos cuja produção tenha implicado o mínimo de maus maneios durante a vida e ao abate, e por isso opto pela Produção Integrada e pela Agricultura Biológica. De qualquer das formas, andamos (sociedade em geral) a consumir demasiadas proteínas de origem animal, não nos faria mal nenhum refrearmo-nos um pouco mais. :)

Beijitos

  SleepWalker

quarta-feira, abril 15, 2009 5:33:00 da tarde

Bruno Fehr disse:

«a Dourada deixa de caber no espaço entre esses cilindros é automaticamente rejeitada e usada para qualquer outro tipo de alimento descaracterizado.»

Ah!...então já não é prensada por esses cilindros? Afinal é só uma forma de medição? Parece-me bastante aceitável. Até porque espalmando uma dourada ela não ia ficar com aquela forma tão gira...

  Mel

quarta-feira, abril 15, 2009 5:33:00 da tarde

"Não vejo vegeterianismo ou o veganismo como solução."

Não te disse que era uma solução, é a minha opção.

  Nwanda

quarta-feira, abril 15, 2009 5:35:00 da tarde

Epá tu és o verdadeiro Nuno Rogeiro da blogosfera!

  alfabeta

quarta-feira, abril 15, 2009 10:28:00 da tarde

Eu condeno todo o tipo de matadouro em que não existe piedade na matança do animal.


Eu já vi um vídeo onde retiravam a pele a animais vivos, é super chocante, vê-los vivos sem pele e com aqueles olhos de meter dó.

Não uso peles e condeno quem as usa.

Agora o vídeo dos golfinhos é outra coisa, em que lhes dão um golpe e os deixam morrer aos poucos, a agonizar.

O vídeo dos vitelos a serem espancados também me revoltou, os animais não têm que morrer assim com tanta violência, há matadouros que cumprem as normas da matança sem os animais quase sentirem a morte.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 11:54:00 da tarde

provocação:

Claro que há, mas não acho que exista alguma morte sem sofrimento.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 11:54:00 da tarde

Fada:

Compreendo o que dizes, mas continuo a afirmar que as produções biológicas são a maior mentira do Séc XXI.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 11:54:00 da tarde

SleepWalker:

Tal como te prometi, questionei o dono do restaurante onde janto regularmente e aqui vão as mentiras mais normais em restaurantes:

Filetes de Pescada custam aqui 15€ o Kg, o que se vende como filete de Pescada é um peixe chamado Pegasus, pescado na Ásia e que custa 3€ o Kg, após cozinhado e com um molho de vinho branco por cima, raramente se nota a diferença. O peixe é este:

http://www.cairnsunlimited.com/images/promos/pegasusfishing/pegasus_v1_small.jpg

Outra troca de peixes normal (desculpa mas não sei o nomes em Português) é o linguado que em alemão se chama seezunge (língua do mar), custa 11,50€ a unidade que tem até 600g, é normal vender-se como se fosse linguado o Rotzungue (língua vermelha) que é mais pequeno e custa 5€ a unidade.
Aqui ficam as fotos:

http://de.wikipedia.org/wiki/Seezunge

http://de.wikipedia.org/wiki/Rotzunge

Existe também um peixe a ser vendido como bacalhau, que até já houve uma polémica nos supermercados Modelo. É igual ao bacalhau, mas após cozinhados é impossível retirar-lhes a pele... infelizmente no caminho até a casa, esqueci-me do nome.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 11:55:00 da tarde

Mel:

Sim, é uma opção e aceitável desde que tenhas em conta todos os suplementos que necessitas para substituir a carne e o peixe. Primeiro a saúde depois o altruísmo.

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 11:55:00 da tarde

Nwanda:

Não sei se isso é bom ou mau...

  Bruno Fehr

quarta-feira, abril 15, 2009 11:55:00 da tarde

alfabeta:

"Eu já vi um vídeo onde retiravam a pele a animais vivos, é super chocante, vê-los vivos sem pele e com aqueles olhos de meter dó."

Sim, eu vi esse vídeo e esse é dos casos que deve ser divulgado e punido.

"Agora o vídeo dos golfinhos é outra coisa, em que lhes dão um golpe e os deixam morrer aos poucos, a agonizar."

A forma como esta espécie de golfinho é morta é com um facada (não uma martelada como dizem), na cabeça, sendo a zona pela qual morrem mais rápido, tal como os porcos são mortos com uma facada no coração. Demora a morrer mas é a forma mais rápida de o fazer. No entanto se o Green Peace achar que sabe de uma forma melhor, acho que os pescadores estão abertos a sugestões.

  Fada

quinta-feira, abril 16, 2009 4:07:00 da manhã

Bruno:
Creio que é ao "Paloco do Pacífico" ou "Escamudo do Alasca" que te referes quando mencionas que esqueceste o nome do peixe parecido com bacalhau.

"Apenas três espécies são consideradas bacalhau legítimo: Bacalhau do Atlântico (Gadus morhua), o chamado Bacalhau da Noruega, abrangendo ainda o da Islândia e da Rússia; o Bacalhau da Gronelândia (Gadus ogac), pescado nas costas do país com o mesmo nome; o Bacalhau do Pacífico (Gadus macrocephalus), um bacalhau com menor valor comercial e mesmo depois de cozinhado a carne não se desprende em lascas tão definidas como outros bacalhaus. As espécies afins são a Abrótea, Arinca, Bacalhau do Árctico, Bacalhau Polar, Escamudo, Lingue, Paloco ou Juliana, Paloco do Pacífico ou Escamudo do Alasca e Zarbo ou Bolota." in http://www.chefesdecozinha.com/index.php?s=4&eid=19

O "seezunge" é o linguado (Solea solea), e o "rotzunge" é o solhão (Glyptocephalus cynoglossus).

Já agora, em jeito de pesquisa, os nomes comerciais e as respectivas espécies admitidas como tal estão neste ficheiro do MADRP:
www.dgpa.min-agricultura.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=1581019&att_display=n&att_download=y

Sobre a "pescada" (que antes de o ser, já o era...) encontrei uma base de pesquisa aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pescada

Já o peixe que referes (Pegasus) não tem nome em português, e traduzindo do inglês, poderia ser "peixe-dragão" ou "traça-do-mar".

Encontrei este esquema no Lidl, sobre alguns peixes, e achei interessante, passe a publicidade, pela sua simplicidade: http://www.lidl.pt/pt/home.nsf/pages/c.service.specials.sort.s.lex.ov


Esta pesquisa deu-me fome... :p

Beijitos

  Bruno Fehr

quinta-feira, abril 16, 2009 4:46:00 da manhã

Fada:


É mesmo esse o nome usado em Inglês Dragon fish, peixe-dragão, na Alemanha é Pegasus 5 vezes mais barato que o peixe pelo qual é vendido. Não é só o boi que perde o nome no talho.

"Já agora, em jeito de pesquisa, os nomes comerciais e as respectivas espécies admitidas como tal estão neste ficheiro do MADRP:
www.dgpa.min-agricultura.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=1581019&att_display=n&att_download=y"

Bem, com isto já posso brincar nos restaurantes onde vou, ahahahahah

  I.D.Pena

quinta-feira, abril 16, 2009 10:30:00 da manhã

-é assim eu sei que não tenho nada que me meter nas conversas, mas tenham paciência que me estou a borrifar para o que pensam de mim.

O Veganismo é uma alimentação muito complicada. Não acredito que esteja disponibilizada para quem n tem tempo para cozinhar.

Nós Humanos não somos só herbívoros tb somos carnívoros, o que é preciso ter em conta é que as pessoas devem comer conforme as suas necessidades.

Acho necessário para uma criança em crescimento comer mais proteina e hidratos de carbono, enquanto que o adulto nem sempre precisa disso.

Para mim e eu sou tão ruim como radical é bem feita que os gordos se sintam mal nas suas peles, e desenvolvam aquele notorio complexo de culpa que depois canalizam para as coisas erradas, como estas fotos com sangue.

Eu tb me sentiria mal.

São o reflexo desta sociedade, e perdoem-me se fui franca demais, foi unicamente a minha opinião.

Sorry Bruno

  Fada

quinta-feira, abril 16, 2009 11:11:00 da manhã

Bruno:

"Pegasus" é o nome do género, na nomenclatura binominal das espécies, logo é normalíssimo ser usado ou adaptado quando as espécies não têm expressão ou são desconhecidas do local onde são usadas.

Quanto a brincares com a listinha, fica ao teu critério, mas pensei que fosses aos restaurantes PARA COMER!!! :p

:)

Beijitos e boas pescarias no prato! ;)

  Fada

quinta-feira, abril 16, 2009 11:41:00 da manhã

Bruno, disseste:
"Não é só o boi que perde o nome no talho."

E fizeste-me lembrar um cartaz dum talho, no mercado albicastrense, aquando da "crise das vacas loucas", que dizia em letras gordas:

"Temos carne de boi, vaca não"

Eehehehehh

Beijitos :)

  Miss Me

quinta-feira, abril 16, 2009 8:33:00 da tarde

Bem visto, como quase sempre.
Eu não como carne há mais de 12 anos. Peixe só como enquanto viver aqui, pois tive de chegar a consenso com a progenitora e prestadora de cuidados.
Não obstante, o teu ponto de análise é magnífico! É tão fácil como nos indignarmos com a fome das criancinhas lá longe e fecharmos os olhos aos que aqui no bairro ao lado (e todos temos um bairro ao lado) passam fome...

  Bruno Fehr

sexta-feira, abril 17, 2009 4:10:00 da manhã

André.

"Mas as pessoas gostam de fazer 'alarido' por de certa forma é 'novidade' e lá estão a contribuir como bons samaritanos para as causas dos animais, mas se for algum bicho que lhes acabe na mesa para comerem depressa se esquecem disso."

É isto mesmo.

  Bruno Fehr

sexta-feira, abril 17, 2009 4:38:00 da manhã

I.D.Pena:

"O Veganismo é uma alimentação muito complicada. Não acredito que esteja disponibilizada para quem n tem tempo para cozinhar."

Tempo e dinheiro, pois sai muito caro.

"Nós Humanos não somos só herbívoros tb somos carnívoros, o que é preciso ter em conta é que as pessoas devem comer conforme as suas necessidades."

O ser humano, como bom primata, é omnívoro e por o ser devemos consumir vegetais e carne. O apêndice já não existe e acredita-se que era um órgão activo antes de consumirmos carne.

Nenhuma criança deve ser obrigada a ser vegetariana e muito menos Vegan, eles precisam de carne para o seu desenvolvimento e além disso devem ter o direito de escolher.

  Bruno Fehr

sexta-feira, abril 17, 2009 4:38:00 da manhã

Fada:

"Quanto a brincares com a listinha, fica ao teu critério, mas pensei que fosses aos restaurantes PARA COMER!!!"

Vou comer mas assim já posso dar a entender que sei quando estou ou posso estar a ser enganado :)

  Bruno Fehr

sexta-feira, abril 17, 2009 4:39:00 da manhã

Miss Me:

"Peixe só como enquanto viver aqui, pois tive de chegar a consenso com a progenitora e prestadora de cuidados."

Ahahahahahah