Uma frase


Não sou quem queres que eu seja, nem quem pensas que sou. Perguntas por desejos, eu respondo o que desejo. O que é um desejo? Nada. Um desejo é como a gula, apetece mas ninguém morre se o não concretizar. Factos? Só o tempo os revelará.
Se quero? Quero! Se posso? Não!
Não mudo, não posso
mudar e não te posso nem quero mudar, e sem mudança existo eu e tu, onde o nós fica ali no nosso mundo de ilusões.

Gosto de ti por quem tu és. Gostas de mim por quem posso ser, e não por quem sou. Logo aí tudo falhou.
Num mundo louco, cidades que não param é difícil fazer um amigo. Olhamos para o relógio e vemos que estamos atrasados para algo efémero e não temos tempo. A falta de tempo torna-se numa obrigação de fazer tudo já:

"Olá, o meu nome é Bruno, prazer em conhecer-te, casa comigo"

Girl meets boy, boy loves girl e passados 5 minutos estão a morar juntos. Casam. Procriam. Uma vivenda nos subúrbios 3 filhos e um cão. Passados 10 anos acordam na mesma cama mas:

"Quem és tu?"

Não há resposta, vivemos tão apressados que não temos tempo de saber quem somos, quanto mais quem é aquele ser que dorme a nosso lado. Para onde foi o amor, o
desejo?

Sorrio na rua a um estranho e ele olha-me como se fosse louco. Será? É possível que o seja.
Vou a pé para o trabalho e alguém sorri dirigindo-se a mim, imediatamente me desvio de forma a evitar o confronto. Viria pedir-me algo, como penso e todos pensamos? Poderia simplesmente vir desejar-me um bom dia, num mundo perfeito assim seria.

Achamos que somos diferentes no meio da multidão, mas somos só mais um.
Escolhemos amigos, escolhemos colegas, escolhemos conversas, evitamos estranhos. Eu pergunto: Por quantas pessoas fantásticas nos cruzamos diariamente na rua enquanto andamos fechados no nosso pequeno mundo que parece
ser tudo não sendo nada?

Sou uma pessoa numa cidade. Esta cidade está num país que está num continente e sinto-me mais pequeno ainda. Este continente está num planeta que está num sistema solar que por sua vez se encontra perdido, insignificante num universo sem tamanho...

Seremos assim tão importantes? Sim, mas no nosso pequeno mundo que só para nós é o
melhor.

73 Comentários:

  Nanda Assis

quarta-feira, abril 08, 2009 5:45:00 da manhã

a paixão está no ar.

bjosss...

  Fada

quarta-feira, abril 08, 2009 9:31:00 da manhã

"Não desejo mudar mas desejo ser melhor."

"Ser melhor" já implica mudar. E em que conceitos te baseias para definir o "melhor"? O melhor para quem? Para ti? Para a sociedade? Para o Universo??

Huumm...

Eu desejo mudar, e só por o desejar, já mudo. Não necessariamente para "melhor", mas, sem dúvida, para "diferente".

E assim sou... Feliz. :)

Beijito

  Inconstante

quarta-feira, abril 08, 2009 9:33:00 da manhã

Como diz o outro, estás neste mundo para ser feliz...aproveita.
...ok, e também para pensar um bocadinho nas coisas, mas não demasiado!
Felizes dos inocentes, pois deles será o reino dos céus!
Bom dia.

  I.D.Pena

quarta-feira, abril 08, 2009 9:50:00 da manhã

Bruno,Bom dia :D
Por acaso tb sinto isso, por isso estamos no mesmo barco, não és o único há muito mais,

também me sinto pequena no meio de todas estas avassaladoras experiencias, e pessoas umas que interessam muito , outras que simplesmente não interessam mesmo nada.

Preocupamo-nos demais com as eventualidades da vida e como humanos e cobardes estranhamos tudo o que saia dessa norma,

por isso custa tanto a acreditar em algo que não se vê como o humor, a compaixão e a felicidade,

No entanto palavras poderao descrever um sorriso mas nunca poderão dar a sua ideia total.

Não acho que os humanos sejam importantes a não ser que sejam prestáveis, se não são mais vale é estarem bem longe.

A raça humana não me deixa de surpreender e pela negativa muito raramente pela positiva ,

haja alguma virtude nesta merda toda !
hehehehe

E se alguém te quer mudar e sentes isso, lamento mas é um erro recorrente do ser humano, julgar-se apaixonado quando na verdade está é enamorado ou viciado em alguém.

Se a culpa é do outro ou se é do próprio, é fritura proporcionada pelo óleo fula aka complexo de culpa , hehe, a posse não tem nada a ver com o sentimento que une uma pessoa à outra.

  Sanxeri

quarta-feira, abril 08, 2009 10:08:00 da manhã

Quando gostamos de alguem, criamos sempre uma imagem idealizada dessa pessoa. É lógico que tentemos moldar a pessoa de quem gostamos, para que se encaixe melhor naquilo que somos e naquilo que queremos.

Mas a mudança real tem de partir de nós, do que nós queremos. Se não quisermos mudar, ninguem nos mudará. Nem todo o amor do mundo nos mudará.

  ipsis verbis

quarta-feira, abril 08, 2009 10:32:00 da manhã

Essas mudanças a acontecerem, acontecem naturalmente. E não porque a outra pessoa ou até mesmo nós as desejamos.

Quanto aos 10 anos que dás ao casal, até acho muito.

:)

  Fada

quarta-feira, abril 08, 2009 10:41:00 da manhã

Agora que já acordei mesmo, vou recomentar:

"Olá, o meu nome é Fada, prazer em conhecer-te e... Vou pensar seriamente na tua proposta."*

:p

BOM DIA!!! :)

beijitos

*fica no fim da lista de todas as outras...eheh

  DeusaMinervae

quarta-feira, abril 08, 2009 10:56:00 da manhã

Gostei muito deste teu texto. Reflecte em muito a vivência do homem. O mundo que achamos ser melhor,que é nosso,poderá não ser.
Mas se não deixarmos entrar novos mundos no nosso, como o saberemos?

Hoje em dia a maioria não vive o presente mas sim o futuro. Vive para os bens,para o "ter"!

È triste... Há poucas pessoas que vivem em plena essência do nosso ser. Há troca de olhares, mas distantes, receosos...

Fogem do sentir como se tratasse de uma doença contagiosa.

  Joana

quarta-feira, abril 08, 2009 11:08:00 da manhã

compreendo lindamente cada palavra. Vivemos para dentro, a correr contra o tempo, a fazer coisas que nem sempre nos fazem felizes e nem vemos o que nos cerca. Não vemos o outro mundo para além do nosso.

beijnhos

  Feitiozinho

quarta-feira, abril 08, 2009 11:42:00 da manhã

Acho que esse é o principal problema das nossas vidas numa sociedade que insiste em não parar por um momento que seja.

Somos obrigados a entrar num ritmo alucinante, crescemos para estudar, porque temos que entrar numa boa escola, que nos vai permitir ter uma boa média, para entrarmos numa boa faculdade onde o curso seja reconhecido. Um bom curso serve para arranjarmos um bom emprego, onde nos matamos a trabalhar para ganhar um bom salario.

Os amigos que fomos fazendo perdem-se ao longo do caminho, deixamos de ter tempo para eles, estamos sempre ocupados... o bom dia, boa tarde ou boa noite deixam de ser utilizados quando nos cruzamos com alguém... somos demasiado ocupados para perder tempo com aqueles que desconhecemos... Mas mesmo assim achamos que somos importantes no nosso "mundo"... se calhar até somos, cheira-me é que o tal mundo é cada vez mais pequeno e individual...

  Pax

quarta-feira, abril 08, 2009 12:06:00 da tarde

Eu também não desejo mudar, mas tenho consciência que de que poderei ser melhor, viver sentimentos que me tornem melhor.

  Jane Doe

quarta-feira, abril 08, 2009 12:39:00 da tarde

"Não desejo mudar, mas desejo ser melhor."

Ilusões... Que escondem por detrás os nossos desejos, e que nos fazem perder por caminhos daquilo que não é.

"Olá(...) prazer em conhecer-te, casa comigo"

"E caso-me com o desconhecido, sem sequer saber nada de mim. Não não me caso. Não me perco nas malhas de ilusões que me levam por esses caminhos obsoletos que não quero ver. E vivo a vida à procura do que sempre desejei, sem sequer saber quem sou. Como posso saber do meu desejo sem saber quem o tem?"

Gostei de de ler. O que está entre aspas é meu, sim, mas não é dirigido nem ao autor do texto, nem a ninguém em especial. Ou talvez seja, mas isso é cá comigo.

Foi só inspiração do momento.

  VCosta

quarta-feira, abril 08, 2009 12:59:00 da tarde

Belo post... Parabéns!!!
Eu gosto de sorrir para as pessoas mas confesso que também há dias que não olho para ninguém...
Este mundo não é perfeito, tornámo-lo assim!!!

  Green Eyes

quarta-feira, abril 08, 2009 1:03:00 da tarde

Contrariamente “à corrente” eu gosto de te ler neste registo :)
O 1º parágrafo está perfeito, poderia ter sido escrito por mim.

Eu continuo a sorrir e a não evitar estranhos, “shame on me” :))

  mf

quarta-feira, abril 08, 2009 1:04:00 da tarde

Muita gente casa, procria e acabou-se. Quem se esquece das cumplicidades, das conversas, do dar-se ao outro, da partilha tão necessária e tão rica, esquece-se de amar. Daí o 'quem és tu?'

O amor não se conquista, apenas. O amor trabalha-se. E hoje em dia muita gente trabalha para ter, esquecendo-se que é mais importante trabalhar para ser... Mas há sempre alguém que prefere a segunda hipótese. Temos é de estar atentos a quem passa na nossa vida...

  Inconstante

quarta-feira, abril 08, 2009 1:20:00 da tarde

e ser melhor...não implica mudar?

  Inconstante

quarta-feira, abril 08, 2009 1:21:00 da tarde

distrai-me com os pormenores e esqueci-me do mais importante..a frase ;-)

  Stiletto (prev My Space)

quarta-feira, abril 08, 2009 1:28:00 da tarde

ora.. se desejas ser melhor, desejas mudar. Melhorar é evoluir.
Contraria-me lá. Vá.. :P

  alfabeta

quarta-feira, abril 08, 2009 2:16:00 da tarde

Só nos conseguimos mudar a nós próprios, nunca devemos tentar mudar o outro à nossa semelhança, isso não é gostar.
Gostar é aceitarmos o outro tal como é.Ninguém consegue ser feliz a tentar mudar o outro.

:)

  Ms. Myself

quarta-feira, abril 08, 2009 2:59:00 da tarde

Brutal! Adorei! Tudo o que eu penso e por vezes falo com amigos, está tudo aqui...

Verdade e nada mais que a verdade..

E tb desejo a mesma coisa... Sempre melhor, sempre a melhorar...

beijito..

  Dida Prazeres

quarta-feira, abril 08, 2009 3:03:00 da tarde

«Olá! o meu nome é Dida, prazeres também, o casamento esta fora de questão a não ser que admitas a bigamia!!» hihihihi

Agora um pouco mais sério...é uma realidade, acordamos um dia e a pessoa que está ao nosso lado é um estranho...mas será que é um estranho apenas pela nossa correria do dia à dia?? não, muitas vezes é por medo, egoismo e muita preguiça!!! isto funciona para os dois lados...em maior ou menor escala...

  Maria...ia

quarta-feira, abril 08, 2009 3:12:00 da tarde

A noção de desejo deveria ser mais aprofundada... Deseja-se o que poderia ser, mas que nunca é afinal. É esta ânsia que move o mundo, e o homem como reflexo deste.

Página de David Freedberg, excelente investigador no campo da relação entre arte e neurociência (tem artigos interessantes para download):

http://www.columbia.edu/cu/arthistory/html/dept_faculty_freed.html

  Erotic Spirit

quarta-feira, abril 08, 2009 3:29:00 da tarde

Hmm... we do change, for better when we change on our own and for worst when we allow others to change us. Think that is all in that, when we are open to change we know who we are and are keen on knowing and learning about our surroundings, to see what can we get out of it, take it with us, make it part of us and thus improving and changing.

  Afrodite

quarta-feira, abril 08, 2009 4:04:00 da tarde

Ena como isto anda...é a Prima? A Vera??? Olha...manda postais! :)...pode ser que aceite ahahahahahah!

Abreijinhossssss

  mau feitio

quarta-feira, abril 08, 2009 4:55:00 da tarde

somos smp os actores principais do filme que é a nossa vida

  Soraia

quarta-feira, abril 08, 2009 5:09:00 da tarde

muitas vezes o ser humano parece uma vaca ou touro, que so olha para o que nos aparece à frente, quando ao lado pode passar-nos coisas que podiam ser bem melhores do que as que nos aparecem à frente... mas nós queremos sempre rejeitar o que nao está no nosso contexto, o que nao contamos que aparecesse na nossa vida, e por isso rejeitamos o que nos é estranho...

quanto a mudanças... é normal idealizarmos a pessoa de quem gostamos, mas que provavelmente a maneira como a conhecemos, foi exactamente como ela/ele é (naturalmente) e foi por essa pessoa que nos apaixonamos e nao pela que idealizamos...
acho que alguem que supostamente conhecia o outro, mas que afinal nao o conhece, nao demora tanto tempo a descobri-lo, pois, ate podemos andar mais importados com outras coisas, mais distantes, ou a tentar esquecer que as coisas poderao ser assim, mas uma pessoa apercebe-se logo que algo está errado e que nao foi assim que os/as conhecemos, embora muitas vezes tentem adiar decisoes...
se a outra pessoa nao gosta como nós somos (mesmo depois de algumas tentativas de mudanças), nao vale a pena estarmo-nos a enganar, porque nunca resultará...

o ser humano nao veio ao mundo para agradar especialmente os outros, mas sim, para se agradar a si mesmo e tentar desfrutar do que a vida possa dar, sem nunca nos rebaixarmos, sem nunca querermos ser o que os outros querem que sejamos.. viemos sim ao mundo, para sermos NÓS MESMOS!!!

UM BEIJO

  Marisa

quarta-feira, abril 08, 2009 7:19:00 da tarde

Já és bom. Podes ser ainda melhor. Se isso te mudar, é porque não ficaste bem.

Beijos.

  Maya Gaarder

quarta-feira, abril 08, 2009 8:04:00 da tarde

"Não sou quem queres que seja nem quem pensas que sou"
Onde é que ja ouvi isso....
Acordar 10 anos depois e perguntar "quem és tu?", mas sobretudo "quem sou eu?". Quando mudamos ou tentamos mudar para agradar a alguém, ou apenas para tornar a convivência mais agradavel,é inevitavel que o nosso verdadeiro eu venha ao de cima.
Mais cedo ou mais tarde, torna-se impossivel viver tendo atitudes e comportamentos que não são os nossos.
Mudar..., ja fui por esse caminho e não resultou. "Quem é não deixa de ser"
Bom post, como sempre

  pepita chocolate

quinta-feira, abril 09, 2009 1:32:00 da manhã

Gostei imenso do texto. Consigo rever-me em muitos pontos. E sentir a pequienez do que somos, a sombra do que desejamos.

  Mafal∂a

quinta-feira, abril 09, 2009 2:19:00 da manhã

"BORBOLETAS

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"
dito isto e se não for nada disto garanto-te que não são precisos 10 anos para sentir que o outro que dorme ao nosso lado é alguem distante.
Sou tão melga com o Mario Quintana. :P

  vita

quinta-feira, abril 09, 2009 1:25:00 da tarde

Gostei imenso deste texto Bruninho, um mundo perfeito não teria tanto "sabor" se calhar, mas todos sonhamos com esse mundo.

Hoje deixo-te um beijo;)

  izzie

sexta-feira, abril 10, 2009 1:55:00 da manhã

Bem... para primeiro comentário vai soar mal...
Mas será que serei banida se dizer que criei e me deixei levar numa história destas... pois. Foi...
Ao menos... venha a refrescante e "wake up and smell the coffee" verdade :)

Beijinho,

  Salto-Alto

sábado, abril 11, 2009 1:24:00 da tarde

O texto está muito bom e a frase que deixaste a negrito está muito boa. Ser melhor pode ou não implicar mudar. :)

  Miss Me

sábado, abril 11, 2009 9:30:00 da tarde

gostei, e bastante, deste texto. somos só mais um, mas cabe tanta imensidão dentro de nós que nunca ou quase nunca nos recordamos da pequenez face ao imenso do planeta, da galáxia.
ser melhor. ser diferente (?). ser coerente, mesmo na inconstância. evoluir, não ser a corrente de mudança arbitrária. um bom, muito bom, texto ;)

  ★ Aralis ★

sábado, abril 11, 2009 11:22:00 da tarde

Adorei a profundidade do post.
Eu considero a mudança parte da evolução, para um relacionamento resultar não podemos é deixar o nosso parceiro/a sem ir redescobrindo a maravilhosidade do nosso ser.(LOL)

Jokas

  São

domingo, abril 12, 2009 1:37:00 da tarde

Este texto remeteu-me para a tua teoria das duas peças de barro, nenhuma das duas pessoas deve mudar para agradar à outra, as duas devem conversar bastante e respeitando sempre a opinião uma da outra, vão se adaptando fazendo cedências de parte a parte. Penso que todas as diferenças se ultrapassam, o que é necessário é ter-se certezas, certeza dos nossos sentimentos em relação à outra pessoa e dos dela em relação a nós, conhecermo-nos, aceitarmo-nos e dar-nos a conhecer na totalidade, de certeza que a pergunta ao fim de 10 anos não é Quem é esta pessoa? Mas como é possível gostar assim tanto desta pessoa, e todos os dias esse sentimento não parar de aumentar?

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:55:00 da manhã

Nanda Assis:

Nem por isso :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:55:00 da manhã

Fada disse...

""Ser melhor" já implica mudar. E em que conceitos te baseias para definir o "melhor"? O melhor para quem? Para ti? Para a sociedade? Para o Universo??"

Ser melhor implica evoluir como pessoa e isso não muda quem somos.

"Eu desejo mudar, e só por o desejar, já mudo."

Não desejo nem quero mudar, pois já sei quem sou e não quero ser diferente, só melhorar.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:55:00 da manhã

Inconstante:

Concordo, pois pensar demais não é bom.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:55:00 da manhã

I.D.Pena:

Ainda bem que há mais :)

Mas há momentos em que penso, "quantas pessoas fantásticas ignorei hoje?"

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

Sanxeri:

"Quando gostamos de alguem, criamos sempre uma imagem idealizada dessa pessoa. É lógico que tentemos moldar a pessoa de quem gostamos, para que se encaixe melhor naquilo que somos e naquilo que queremos."

Devemos ambos ser fléxiveis e mais do que mudar, devemo-nos moldar um ao outro.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

ipsis verbis:

Para mudar não, mas temos de querer ser melhores para o ser.

"Quanto aos 10 anos que dás ao casal, até acho muito."

Ahahaha, é verdade :) sou um mãos largas.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

Fada:

Ahahahahaha

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

DeusaMinervae:

"Mas se não deixarmos entrar novos mundos no nosso, como o saberemos?"

Exactamente.

Sim, vivemos no amanha, no daqui a pouco, no próximo encontro, na hora de saída do trabalho, na hora que se aproxima e nunca, nunca no agora.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

Joana:

Nao o faco mas deveria fazer, sorrir mais na rua, dizer mais "bom dia", etc

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

Feitiozinho:

Mas nós podemos não parar, mas abrandar um pouco. Digo isto porque acho que é o correcto mas não o faço :(

Essa dos amigos é outra. Eu, e como eu muitos, perdemos amigos pelo caminho. Os alemães conseguem manter amizades toda a vida e eu não percebo como.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:56:00 da manhã

Pax:

É essa consciência que nos torna melhores.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

Jane Doe:

Interessante teres escrito algo de parecido, mas por outro ponto de vista :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

VCosta:

Eu sorrio também e respondo sempre a um sorriso, mas é mais o tempo em que ignoro tudo e todos.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

Green Eyes:

Se o fazes, acho que isso é óptimo.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

mf:

"Muita gente casa, procria e acabou-se. Quem se esquece das cumplicidades, das conversas, do dar-se ao outro, da partilha tão necessária e tão rica, esquece-se de amar. Daí o 'quem és tu?'"

Exacto, acho que isso é o que me faz ver o casamento como algo cinzento, tipo um apedrejamento público mas sem sangue e sem morte... apesar de que há uma morte interior.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

Inconstante:

"e ser melhor...não implica mudar?"

Não. Ser melhor não deve mudar quem és, mas sim melhorar quem és.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

Stiletto (prev My Space):

"Melhorar é evoluir.
Contraria-me lá. Vá.. :P"

Não posso contrariar, pois é isso mesmo.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:57:00 da manhã

alfabeta:

Não devemos mudar ninguém nem nós próprios, a não ser que estejamos errados. Devemos sim, melhorar quem somos.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:58:00 da manhã

Ms. Myself:

Melhorar, sempre!

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:58:00 da manhã

Dida Prazeres:

A bigamia é algo que defendo, até que uma única pessoa me faça mudar de opinião :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:58:00 da manhã

Maria...ia:

"A noção de desejo deveria ser mais aprofundada... Deseja-se o que poderia ser, mas que nunca é afinal."

Só quando o desejo passa a um querer e só deverá ser um querer se estivermos preparados para lutar por ele.

"Página de David Freedberg, excelente investigador no campo da relação entre arte e neurociência (tem artigos interessantes para download):"

Vou lá espreitar :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:58:00 da manhã

Erotic Spirit:

"Hmm... we do change, for better when we change on our own and for worst when we allow others to change us."

I don't want to change, justo to improve.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:59:00 da manhã

Afrodite:

Tenho uma Prima Vera em Lisboa :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:59:00 da manhã

mau feitio:

É verdade.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:59:00 da manhã

Soraia:

É como se tivéssemos aquelas palas dos burros para olhar só em frente.

"o ser humano nao veio ao mundo para agradar especialmente os outros, mas sim, para se agradar a si mesmo e tentar desfrutar do que a vida possa dar, sem nunca nos rebaixarmos, sem nunca querermos ser o que os outros querem que sejamos.."

Daí o devermos melhorar quem somos, por gostar de quem somos e querer ser melhore e gostar ainda mais. Nunca mudar para agradar.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:59:00 da manhã

Marisa disse...

Exacto, acho que será só evolução.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 4:59:00 da manhã

Maya Gaarder:

"Onde é que ja ouvi isso..."

Não sei, onde foi?

"Mudar..., ja fui por esse caminho e não resultou. "Quem é não deixa de ser""

Também eu, por isso conheci-me melhor e resolvi só melhorar.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:00:00 da manhã

pepita chocolate:

Por momento todos devemos sentir que somos mesmo pequeninos, em particular quando achamos que temos um problema enorme.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:00:00 da manhã

Mafal∂a:

"Temos que nos bastar..."

Mas é isso mesmo, temos de nos bastar e alguém especial será unicamente um bónus.

"Sou tão melga com o Mario Quintana. :P"

É pena que ele seja um pouco daquela onda "ajude-se a si próprio", quando na verdade ele nos diz como agir...

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:00:00 da manhã

vita:

E hoje aceito-o :) ahahaha

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:01:00 da manhã

izzie:

"Mas será que serei banida se dizer que criei e me deixei levar numa história destas... pois. Foi..."

Banida? Daqui não :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:01:00 da manhã

Salto-Alto:

"Ser melhor pode ou não implicar mudar."

Isso mesmo :)

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:01:00 da manhã

Miss Me:

É isso mesmo. Obrigado.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:02:00 da manhã

★ Aralis ★:

"Eu considero a mudança parte da evolução"

Mas nem sempre a evolução é uma mudança. Há aspectos que melhorados não mudam.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 13, 2009 5:02:00 da manhã

São disse...

"Este texto remeteu-me para a tua teoria das duas peças de barro, nenhuma das duas pessoas deve mudar para agradar à outra, as duas devem conversar bastante e respeitando sempre a opinião uma da outra, vão se adaptando fazendo cedências de parte a parte."

É isso mesmo, só depois de escrever me lembrei dessa teoria.

  Mafal∂a

terça-feira, abril 14, 2009 6:40:00 da tarde

"É pena que ele seja um pouco daquela onda "ajude-se a si próprio", quando na verdade ele nos diz como agir..."

Acho mais, talvez, que ele nos põem a reflectir sobre certos assuntos de um outro ângulo, não me diz o que fazer ainda que eu ache que se o conseguisse fazer conseguiria ser uma mulher mais congruente comigo mesma. Todos temos uma forma peculiar de ser, mas em certas cenas erramos todos de forma idêntica....temos os mesmos medos, as mesmas formas de resistir, de fugir...não somos assim tão diferentes...

  Bruno Fehr

sexta-feira, abril 17, 2009 3:56:00 da manhã

Mafal∂a:

Sim, mas eu tenho alguma dificuldade em ver as coisas por outro ângulo, acho que temos o nosso e nunca poderemos ver por outro. Posso é ver outra opinião mas terei de formar a minha, que regra geral será diferente.