A problemática do voto

Votar ou não votar eis a questão.
Durante os primeiros anos da minha vida adulta sempre acreditei no que era dito, que votar é um dever... É mentira. Votar não é um dever, é um direito e como tal temos o direito de votar ou não.

Acreditava que deveríamos votar para poder mais tarde criticar. Se ouvia criticar quem não votou achava que eles deveriam estar caladinhos. Mas estava errado e admito-o.
Quer votem ou não votem, todos vocês podem e devem criticar. Criticar é um direito tal como o é votar.

Li há uns tempos numa revista uma comparação ridícula entre a abstenção em Portugal e num país com mais ou menos o nosso nível económico, a Grécia. A primeira coisa que pensei foi: "Esta é a comparação mais deficiente que já li na minha vida, e quem a escreveu só pode sofrer de perturbações mentais e deveria ser sodomizado por um qualquer animal primitivo". O motivo é simples, na Grécia votar é um dever pois é obrigatório e para isso as eleições são marcadas para um dia de semana e esse dia é dado aos trabalhadores para cumprirem a sua obrigação. Em Portugal é um direito, que conquistado ou oferecido é algo que podemos aceitar ou recusar.
Numa democracia votar não é obrigatório, não é um dever, é um direito, uma escolha.

Se temos dois montes de merda a concorrer ao mesmo tacho, e se não gostamos do cheiro de nenhum, por que motivo temos de escolher a cor mais bonita? Eles que se fodam sozinhos, não precisam do meu voto para me foder. Ao votar é isso que estamos a fazer, a dar a nossa permissão, que fica documentada com o nosso numero eleitor, para pelo menos uma enrabadela garantida nos próximos 4 anos.

Quando percebi isto passei a ir votar, votando ora no Charlie Brown, ora na Peppermint Patty. Ia votar, para poder mais tarde criticar. Hoje não voto, acho que a maior forma de protesto contra a merda que é politica Portuguesa é não dispensar do meu sagrado domingo para votar em deficientes que mal sabem falar, desejosos por um posto onde em 4 anos vão embolsar mais do que o comum Português numa vida inteira.
Quando ouvi falar em 60% de abstenção, fiquei orgulhoso do meu país. Ou seja 60% das pessoas em Portugal, entre merda e merda escolheram ir à praia.

Por falar em merda, por que não tornar esta merda justa? Por que raio a abstenção conta a favor do candidato com mais votos? Eu não votei no pinóquio a maioria não votou no pinóquio, no entanto ele teve a maioria absoluta, ou seja, vamos ver se eu entendo... o pinóquio teve a maioria da minoria...
60% de abstenção quer dizer que a merda não convenceu, vamos lá repetir as campanhas com novos candidatos! Mas não, uma besta tem de ganhar.

Qual é a lógica de uma maioria absoluta quando a maioria absoluta não votou? Sem essas pessoas qualquer maioria é relativa. A abstenção só conta quando lhes dá jeito?

Por falar em bestas já repararam que é tudo a mesma merda? Que o jogo está viciado. Um Primeiro-Ministro ou Presidente só pode fazer dois mandatos após os quais tem de se retirar e deixar outro ganhar. É como que um jogo combinado de: "ora ganhas tu, ora ganho eu e assim ganhamos todos muito dinheiro". Este sistema serve, segundo eles, para evitar tiranias. É? Que giro, eu pensei que um tirano se estivesse a cagar para a constituição e simplesmente se proclamasse líder vitalício! Não! Este sistema serve para manter a tirania, pois nunca se sabe... imaginem que aparece uma ave rara, ou seja, um politico bom e honesto... O gajo arrisca-se a ser eleito e reeleito constantemente, desempregando todos os idiotas com desejo de poder.

Votar é um direito e não votar é também um direito.
Em vez de chorarem com a abstenção, precisam é de dar ouvidos ao que estas pessoas estão a dizer. Não votar é dizer: "Mudam-se as moscas, mas a merda é sempre a mesma".

Seja rosa, seja laranja, seja vermelho ou verde, seja a cor que for, merda é merda e nós conhecemos pelo cheiro e não pela cor.

O maior protesto é a abstenção. A abstenção é grito Ipiranga "quero que vocês se fodam". Isto vem na sequência de um e-mail em cadeia dos professores dizendo: "vota, não votes em branco, vota contra":



Oh meus amigos professores, a ingenuidade fica-vos terrivelmente mal. Se o PSD com a Manuela Ferreira Leite como Ministra de Educação já fez a merda que fez nos anos 90 aos alunos muitos deles VOCÊS, e agora pedem só porque o PS vos fez merda para votarmos PSD? Amigos professores, nesse e-mail vocês dizem que não esquecerão este governo, mas pelos vistos a vossa memória é curta e selectiva, pois o PSD fez o mesmo ou pior. O vosso apelo cai no ridículo pois soa a campanha eleitoral ao PSD.

O lema de voto sempre foi, "Vote em consciência", e se a nossa consciência nos diz que é tudo merda, então não votem. Não votar não é um crime, não é anti-constitucional, não é errado. Não votar é permitir expressar o que pensam na realidade, é gritar que A ou B não vos convenceu e não vos agrada.
Respeitem os meus direitos e os direitos de todos os cidadãos. Eu tenho o direito de não votar e não sou menos Português por isso, o que sou é mais HONESTO para comigo próprio.

Se acham que nenhum candidato vale a pena, vão para a praia, vão ao cinema. Eles que são corruptos que se entendam.

Quanto ao mail dos professores... poupem-me de hipocrisias e para vos recordar da opção que há à merda rosa, aqui fica um texto antigo laranja sobre uma vaca leiteira, sim, muitos de vós eram alunos nesta altura, mas agora como professores já se esqueceram!!!!

Não há cu que aguente!

39 Comentários:

  Feitiozinho

quarta-feira, julho 22, 2009 12:47:00 da manhã

Sabes, concordo contigo em grande parte das coisas que dizes, agora a verdade é que prefiro ir votar em branco do que não votar de todo...

Mas lá está, a maioria que ganha é da pequena minoria que votou...

Os que para lá vão são todos iguais, mas a verdade é que ninguem "minimamente decente" tem a coragem para por ordem nesta metralhada toda... se eu iria?! bem, provavelmente não, até porque os que são relativamente bons são logo linchados...

  Catsone

quarta-feira, julho 22, 2009 12:48:00 da manhã

Bruno, deve ser das poucas coisas que não concordo contigo. Acho que votar é um dever de cidadania. Nessa lógica deve-se ir votar, nem que seja em branco, o que já é uma boa forma de protesto.
Os portugueses são uns tristes a se manifestar, pelo que o devem fazer nos dias de eleições.
Mas concordo contigo no facto de que a política e, principalmente, os políticos são uma merda, mas não o são por todo o globo? No Brasil também é obrigatório votar; os brasileiros viveram uma ditadura severa e lutaram para o direito de votar e hoje reclamam do facto de ser obrigatório. O povo é um bicho difícil de contentar.
Abraço.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 1:15:00 da manhã

Feitiozinho:

"Sabes, concordo contigo em grande parte das coisas que dizes, agora a verdade é que prefiro ir votar em branco do que não votar de todo..."

Mas a questão é mesmo essa, qual é a diferença entre não ir e ir não votando? A diferença é que ao não ir esse ficado fica documentado como abstenção e os votos em branco entram sempre a favor do vencedor. Não há tabela de votos nulos. Há os votos de um partido, do outro partido e a abstenção. Os nulos não existem portanto não é protesto visto que não causa impacto. Eu já votei como tu dizes e não produz resultados, não revolta os políticos não passa uma mensagem pública.

Um protesto eficaz é um protesto que faz barulho e no dia das eleições e não dias seguintes o barulho que ouve é o papão da abstenção que coloca em causa o processo democrático. A democracia é a pior forma de governo se esquecermos todas as outras que já tentámos, e se abstenção a coloca em causa, quem sabe o que a mudança nos poderá trazer?

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 1:20:00 da manhã

Catsone:

"Acho que votar é um dever de cidadania. Nessa lógica deve-se ir votar, nem que seja em branco, o que já é uma boa forma de protesto."

E devo isso a quem? Ao meu país não é com toda a certeza pois ele será o meu pais de qualquer forma. Quanto ao voto em branco, ele não é um protesto visto que ninguém fala nos votos nulos. Um voto em branco é nulo, um voto nulo é zero, não entra em qualquer estatística. Mas a abstenção assusta o poder, tanto que só falam nela.

Votar não é um dever, visto que não devo nada às pessoas que concorrem, com ou sem elas o meu país está lá.

"No Brasil também é obrigatório votar; os brasileiros viveram uma ditadura severa e lutaram para o direito de votar e hoje reclamam do facto de ser obrigatório. O povo é um bicho difícil de contentar."

Concordo com o povo brasileiro, pois saíram de uma ditadura de forma a poderem escolher, hoje não podem escolher pois são obrigados a votar. Ou seja, conquistaram uma liberdade que não lhes dá a liberdade de não votarem no caso de nenhum candidato lhes agradar.

Se Portugal quer combater a abstenção, existe uma forma de o fazer, não precisam de tornar obrigatório, simplesmente realizem eleições durante a semana, e todos irão votar, só para não trabalharem umas horas.

A democracia pressupõe liberdade e a liberdade se não é total não é liberdade. Votar ou não votar é um direito, não um dever, pois não devemos nada aos candidatos.
Abraço.

  Ana

quarta-feira, julho 22, 2009 1:44:00 da manhã

Sinceramente nem me lembro a última vez que fui votar. Tinha o que? 20, 21 anos? Perto disso.

Concordo a 100% contigo neste post. Votar é um direito, não um dever.E a melhor forma que eu arranjo de mostrar que me estou a lixar para eles todos é nem sequer me dar ao trabalho de lá pôr os pés!

Meu rico domingo!

  Fada

quarta-feira, julho 22, 2009 2:01:00 da manhã

E não é que desta vez CONCORDO A 100% CONTIGO?? Lol

Vai ser o comentário a este blog que menos trabalho me dá nestes últimos tempos. ;)

Beijitos :)

PS - Além do Domingo, ainda teria de gastar gasóleo!!! Nãããã... E não votando, ainda consigo diminuir a minha pegada ecológica para bem do país! :p

  Feitiozinho

quarta-feira, julho 22, 2009 12:01:00 da tarde

Ora aí está uma verdade, os politicos fogem da abstenção como do diabo da cruz...

A verdade é que fico sempre com a ideia de que se votar em branco, alguém da mesa poderá pegar numa caneta e rabiscar um X num dos quadradinhos que estão na folha...

Mas faz-me alguma confusão as pessoas que passam pelas eleições e nem sequer se preocupam, não votam por acharem que não têm opção, apenas não votam por perguiça, por falta de informação ou por falta de interesse... Estão tão "encarneirados" que nem sequer se preocupam: "ai hoje foi dia de eleições?! Nem sabia!" :|

  Stiletto

quarta-feira, julho 22, 2009 2:37:00 da tarde

Pois eu não podia discordar mais deste post. Votar é um dever e se as pessoas que pura e simplesmente se abstêm votassem em branco teríamos uma maioria de votos em branco. Isto significaria novas eleições com novos candidatos porque o povo estria a dizer que nenhum dos que se apresentou a eleições serve.
Agora não votar é apenas dizer "estou-me nas tintas e não me preocupo em nada com o futuro deste país.."
Votar é um dever, votar em branco é um direito.

  Ana C. Nunes

quarta-feira, julho 22, 2009 3:35:00 da tarde

Desta vez discordo em absoluto contigo (e tenho a sensação que não é a primeira vez que digo estas palavras).
O voto é um direito e um DEVER cívico. Não és obrigado a votar, claro está, mas se não votas então não tens o direito (aliás, direito tens, mas não deves porque fica mal) de te queixares. Essa é que é a verdade. Se queres ter direito (razões válidas) a queixares-te então mostra o teu desagrado indo à urnas e entregando o papel em branco. Mostras o que sentes, mas cumpre o teu dever também. Além de que, não sei onde vives, mas não existem só dois partidos e dois cabeças de lista. Neste país existem muitas outras escolhas (felizmente). Se nenhuma te convence, olha, não sei que te diga. E o facto de saberes que eles não vão vencer não é desculpa para não votares neles. É por essas e por outras que são sempre os mesmos no topo e nada muda.
Mais, a maioria das pessoas não foi votar, não porque "Oh pá não vale a pena", mas porque "Olha que dia lindo para ir p'ra praia. Que se lixe as eleições, eu quero é bronzear-me". Ou seja, não foi protesto, foi preguiça, que é muito o que há aqui (e falo porque sei, não porque sou do contra).
E dizes tu que os votos não deviam ter sido tidos em conta? Então como é que ficávamos? Ganhava o "Zé ninguém"? Alguém tem de ganhar e se não ganha quem devia é porque esses 60% preferiram ir apanhar banhos de sol ao invés de tentarem mudar aquilo que acham que está mal.
Quanto ao limite dos mandato, bem aí a minha opinião é dividida. Se por um lado concordo contigo, por outro também acho ridículo aqueles tipos que estão nas câmaras (e etc.) há mais tempo do que eu estou viva. Os jovens bem os querem de lá para fora, mas por alguma estranha razão eles continuam lá. Não fazem nada de jeito, mas continuam lá (cá XD).
E prontos, aqui fica a minha opinião. Tão válida como a tua ou de qualquer outra pessoa. Sem querer criar faíscas (que eu disso já tenho muito na minha vida).

  Ms. Myself

quarta-feira, julho 22, 2009 3:50:00 da tarde

Olha eu nem saí de casa nesse dia.. Fiquei a fazer sessão de cinema.. É tudo uma cambada de filhos da puta que só fodem o povo...

  Mistal

quarta-feira, julho 22, 2009 3:56:00 da tarde

Fizeste me rir mas não sei se concordo totalmente. Eu se estou em Lisboa voto nem que seja em branco. Português queixa-se muito mas esforça-se pouco para fazer oq ue quer que seja. Tu fazes uma opção não-voto fundamentada e tens direito a isso. Mas a maior parte não vai porque 5 minutos a votar lhes estraga o domingo e é melhor estar na fila para a praia e queixar-se da miseria em que pais está do que perder 5 minutos a pensar e exercer o seu direito de voto

  Treze

quarta-feira, julho 22, 2009 4:35:00 da tarde

Bem, a escolha não é só entre o rosa e o laranja, embora o amarelo e os vermelhos não sirvam para nada mesmo (e ou muito me engano ou um dia lá estarão e aí é que vão ser elas...).
Muito menos se é obrigado a votar. Há o branco. Não tenho a certeza disto e devia estar a investigar antes de o escrever, mas acho que os nulos e os brancos já não contam para o "vencedor".

Quanto ao dois mandatos, lembra-te (embora lá seja diferente) tão somente das eras Clinton e Bush. Se o Clinton foi obrigado a sair de lá, não sei até que ponto o Bush teria de lá saído, mesmo com o Obama a concorrer...
Claro que a solução não é a melhor, mas se (por um ínfimo acaso) surgir algum bom, pode sempre candidatar-se 4 anos depois.

Quanto aos professores, isso daria pano para muita manga...

  Treze

quarta-feira, julho 22, 2009 4:42:00 da tarde

Já me esquecia.
É óbvio que há diferença entre um voto em branco e uma abstenção. O voto em branco é um protesto claro. A abstenção pode ter muitas interpretações que não o descontentamento...

  Gravepisser

quarta-feira, julho 22, 2009 6:13:00 da tarde

Votar ou não, é uma questão que jamais se coloca, na cabeça de um democrata, maior de 18 anos, na plena posse de todas as suas capacidades mentais.

Quem colocar em causa o facto inquestionável de que o voto é um dever de cidadania, decerto não é um democrata, decerto não merece viver em liberdade, merece apenas viver encarcerado num qualquer sistema político ditatorial onde decidem por si, sem que nada possa fazer contra isso.

Tão simples quanto isto!

O que há a discutir, aqui?

Sinceramente, e depois de ler o título do teu post, não me ocorre nada.

As democracias vão mal?
Vão, claro. Mas em todo o lado existem maus profissionais, em todas as profissões existem bons e maus. No caso concreto português, o único problema é não existir uma única pessoa, à esquerda ou
à direita, com capacidades suficientes para colocar este país no comboio do desenvolvimento... E esse não é problema que se resolva deixando de votar!

Não votando, deixamos de ter argumentos para criticar o que quer que seja. "Epah, este país está uma merda, filhos da puta dos governantes fodem isto tudo, e tal... ainda bem que não fui votar!" É isto que se pretende?

Poupem-me.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:18:00 da tarde

Ana:

"Votar é um direito, não um dever.E a melhor forma que eu arranjo de mostrar que me estou a lixar para eles todos é nem sequer me dar ao trabalho de lá pôr os pés!"

Claro que sim, pois a abstenção tem valor é um protesto e os votos nulos não são contados, são colocados de parte.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:18:00 da tarde

Fada:

2E não é que desta vez CONCORDO A 100% CONTIGO?? Lol"

Algum dia tinha de ser o primeiro.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:18:00 da tarde

Feitiozinho:

"A verdade é que fico sempre com a ideia de que se votar em branco, alguém da mesa poderá pegar numa caneta e rabiscar um X num dos quadradinhos que estão na folha..."

Não se deve votar em branco, se queres votar deves votar em todos fazer um cruz gigante no boletim de voto, ou adicionar um candidato.

"Mas faz-me alguma confusão as pessoas que passam pelas eleições e nem sequer se preocupam, não votam por acharem que não têm opção, apenas não votam por perguiça, por falta de informação ou por falta de interesse... Estão tão "encarneirados""

Esta é uma parte complicada, a dos encarneirados, será que está encarneirado que vai fazer algo de útil para sim, ou quem se coloca numa fila para fazer os que os pastores querem?

O sistema politico que vivemos falhou, como os anteriores falharam e não maneira de quebrar este ciclo vicioso votando. Enquanto as pessoas votarem, o sistema resulta e é por isso que querem que todos votem. Os políticos sabem que se um dia ninguém for votar, o reino deles terminou, não podem ser eleitos, e não se podem auto eleger e se querem continuar em posição de poder, precisam de aparece com novas ideias.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:18:00 da tarde

Stiletto:

"Votar é um dever e se as pessoas que pura e simplesmente se abstêm votassem em branco teríamos uma maioria de votos em branco. Isto significaria novas eleições com novos candidatos porque o povo estria a dizer que nenhum dos que se apresentou a eleições serve."

Isso não é verdade, podes dizer-me onde leste ou quem te disse isso?
Os votos em branco são votos nulos e como nulos são colocados de parte e nem contados são. Os 100% contam como votos válidos.

A única maneira de repetir eleições é ninguém indo às urnas, se não existir 1/3 da população a votas as eleições precisam ser repetidas.

Se todas as pessoas votarem em branco e só tu votarem num partido, esse partido ganha, pois tu és os 100% de votos válidos. É por isso que nada muda pois se todos protestarem votando em branco e esse voto é nulo, o sistema democrático resulta.

Dever significa:
1. Estar obrigado a.
2. Ser necessário.
3. Ter de suceder.
4. Ter dívidas.
5. Ser provável que.
6. Ter a dívida de.
7. Estar reconhecido (a alguém) por.

Não, não tenho qualquer tipo de dever desta ordem.

"Agora não votar é apenas dizer "estou-me nas tintas e não me preocupo em nada com o futuro deste país..""

Será? Ou é dizer "eu não voto, e se tu na votares e ninguém votar, terá de haver mudanças porque ninguém é eleito".

Quem quer protestar numa eleições, só o faz se entrar num grupo que seja contado, os nulos são nulos e os votos em branco são nulos também, que raio de protesto é um em que o voto nem é contado?

"Votar é um dever, votar em branco é um direito."

Dever nunca é, pois não a lei que me obrigue. Votar em branco não é contado, logo é perda de tempo.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:22:00 da tarde

Ana C. Nunes:

"O voto é um direito e um DEVER cívico. Não és obrigado a votar, claro está, mas se não votas então não tens o direito de te queixares."

A queixa é feita como cidadão e não como eleitor. Os políticos gostam muito de dizer isso, que quem não vota não pode criticar. Pode. Critica-se com DONO DA TERRA, como cidadão e não como eleitor. Votar não te dá voz, votar em branco sim, tira-te a voz pois é um voto inútil que não é contado. Ao votar é o primeiro passo para a mudança, pois a única forma de repetir eleições é pela abstenção e por isso ela mete tanto medo ao poder politico. Somos 60%, se passarmos os 66& de abstenção, terá de haver mudanças para manterem o poder, pois ninguém será eleito.

"Se queres ter direito (razões válidas) a queixares-te então mostra o teu desagrado indo à urnas e entregando o papel em branco."

Mas por que me dizem isto, do voto em branco. Ele não entra em estatísticas, ele não serve para nada e é retirado % total. O universo de 100% de votos são unicamente os votos válidos após retirarem brancos e nulos.
É importante que as pessoas percebam que não há maior perda de tempo do que votar em branco.

Se todos os Portugueses votarem em branco, alguém será eleito, mas se nenhum Português for votar, o processo terá de ser repetido.
Onde está o poder do voto em branco?

Dever:
1. Estar obrigado a.
2. Ser necessário.
3. Ter de suceder.
4. Ter dívidas.
5. Ser provável que.
6. Ter a dívida de.
7. Estar reconhecido (a alguém) por
Não, não tenho o dever de votar.

"Além de que, não sei onde vives, mas não existem só dois partidos e dois cabeças de lista."

Vamos colocar um partido comunista no poder?
Quais são as opções? Temos PS e PSD, existe uma opção equilibrada, que não nos leve para um extrema esquerda (PCP, BE, Verdes, MRPP, MDPCDE), ou para um extrema direitas (CDSPP, P.Humanista, PNR).

"Neste país existem muitas outras escolhas (felizmente). Se nenhuma te convence, olha, não sei que te diga. E o facto de saberes que eles não vão vencer não é desculpa para não votares neles."

Não é o facto de saber que eles não vão vencer. Já aconteceu em Portugal considerar importante um Partido comunista forte na oposição, e aconteceu ele quase ganhar. Não existe um partido comunista moderado no poder em ponto nenhum do mundo e 70% dos nosso partidos são comunistas.

"É por essas e por outras que são sempre os mesmos no topo e nada muda."

Não, nada muda porque votar em branco mantém o ciclo vicioso, votar em branco é uma prova politica de que o processo funciona.


"E dizes tu que os votos não deviam ter sido tidos em conta? Então como é que ficávamos? Ganhava o "Zé ninguém"?"

Exactamente. Se a abstenção subir apenas mais uns pontos percentuais ninguém é eleito e esse dia será o maior protesto de sempre, que poderá significar o abandono da maiorias das nossas figuras politicas e quem sabe a extinção de maioria dos partidos. Sem revolução não há mudança e como votos em branco estamos a apoiar um processo viciado.

"Alguém tem de ganhar e se não ganha quem devia é porque esses 60% preferiram ir apanhar banhos de sol ao invés de tentarem mudar aquilo que acham que está mal."

Alguém tem de ganhar? Por que motivo alguém tem de ganhar? Se ambos os políticos são maus por que não um valor acima dos 66% de abstenção? Pois assim nenhum deles seria eleito.
Um não tem de ganhar, nós podemos dizer se um ganha, ou se não ganha nenhum, o que não podem é ganhar os dois.

"Quanto ao limite dos mandato, bem aí a minha opinião é dividida. Se por um lado concordo contigo, por outro também acho ridículo aqueles tipos que estão nas câmaras (e etc.) há mais tempo do que eu estou viva."

Mas é assim o processo democrático, estão lá com todo o direito, pois o povo vota neles e aí não se podem culpar a abstenção, o povo gosta deles.

Não há faíscas, só quero esclarecer alguns pontos, como: a invalidade de um voto em branco, a definição de dever, e como se pode parar uma eleição.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:22:00 da tarde

Ms. Myself:

"Olha eu nem saí de casa nesse dia.. Fiquei a fazer sessão de cinema.. É tudo uma cambada de filhos da puta que só fodem o povo..."

Sem em vez de 60% a ficar em casa, tivessem sido 70%, teria sido o maior protesto possível, e Portugal seria o primeiro país a não eleger um governo. Todos os políticos Europeus iriam tremer de medo, campanha pró voto iriam começar e num tentativa de salvar o sistema, iriao aparecer caras novas e politicas novas.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:22:00 da tarde

Mistal:

"Fizeste me rir mas não sei se concordo totalmente. Eu se estou em Lisboa voto nem que seja em branco."

O voto em branco junta-se aos nulos e não entra na % final. O voto em branco contribui para a % de votantes e são os votos em branco que sustentam o sistema mesmo sem serem contados.

Imagina que a abstenção é de 60% e 15% dos votantes votam em branco, se esses 15% ficarem em casa, as eleições são inválidas. Políticos irão cair, novas caras e novas ideias serão apresentadas de modo a conquistar esses 75%.

Só pode haver mudança com um boicote, não votar é boicotar as eleições, pois é um processo viciado por quem tem mais dinheiro para dar autocolantes e canetas.

"Tu fazes uma opção não-voto fundamentada e tens direito a isso. Mas a maior parte não vai porque 5 minutos a votar lhes estraga o domingo"

Então e voto em branco? Quantas pessoas o defendem sem saber que não é contado, nem nas %'s entra?

"exercer o seu direito de voto"

O direito do voto tem ser motivado, por pessoas e politicas e a rotina de serem sempre as mesmas caras e politicas já mete nojo.

Quem é que votou naqueles gajos que estão na Assembleia da Republica? Eu não votei neles. É isso a democracia?

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:22:00 da tarde

Treze:

"Bem, a escolha não é só entre o rosa e o laranja, embora o amarelo e os vermelhos não sirvam para nada mesmo (e ou muito me engano ou um dia lá estarão e aí é que vão ser elas...)."

Fora o rosa e o laranja, todos os outros nos levarão para extremismos políticos, quer comunista, quer extremista de direita, quer o pior de todos, o humanista.

"Há o branco. Não tenho a certeza disto e devia estar a investigar antes de o escrever, mas acho que os nulos e os brancos já não contam para o "vencedor"."

Nem para o vencedor nem para nada. Se votarem 1 milhão de pessoas e 500.000 votarem em branco, os 500.000 votos válidos serão os 100%. Votos brancos não entram em qualquer estatística.
Mas se um país tem 1 milhão de pessoas e 750.000 não votarem, então ninguém é eleito e todo o processo terá de ser repetido com as devidas mudanças de caras e politica. É por isso que os políticos tanto temem a abstenção.

A abstenção coloca em causa o processo democrático, Demo + Kracia = Casa do Demónio, o que é um termo interessante para liberdade.

Todos os sistemas políticos que já usámos falharam, desde a monarquia ao comunismo e fascismo, esta democracia é só mais um processo falhado e tal como sempre apareceram novos processos, eles continuaram a aparecer, mas para isso o processo actual tem de falhar. E nunca falhará com o apoio de um voto em branco, que é simplesmente não abstenção mas sem validade percentual.

Por isso sim, se metade das pessoas votam em branco, os 100% serão a outra metade e os votos em branco são distribuídos percentualmente por todos os candidatos.


"Quanto ao dois mandatos, lembra-te (embora lá seja diferente) tão somente das eras Clinton e Bush. Se o Clinton foi obrigado a sair de lá, não sei até que ponto o Bush teria de lá saído, mesmo com o Obama a concorrer..."

Então mas é importante o voto ou nao? É que se é importante e toda a gente quer votar no Hitler, o Hitler tem o direito de lá estar enquanto votarem nele. Ou bem que é um processo democrático ou não é.


"Claro que a solução não é a melhor, mas se (por um ínfimo acaso) surgir algum bom, pode sempre candidatar-se 4 anos depois."

Se é uma democracia, por que motivo nos temos de submeter a 4 anos de mau, após 8 anos de bom?

"É óbvio que há diferença entre um voto em branco e uma abstenção. O voto em branco é um protesto claro. A abstenção pode ter muitas interpretações que não o descontentamento..."

O voto em branco é um protesto? Em que sentido? Como é que um voto que conta a favor de todos os candidatos poderá ser um protesto? Quanto políticos já ouviste protestarem contra o voto em branco.
Se dois homens concorrem, e 1 milhão de pessoas votar com 999.998 a votarem em branco, sobram os votos desses dois homens, e eles empatam com 50% dos votos cada.
O que fez o voto dos 999.998? Nada contaram percentualmente para aos dois candidatos.

  Bruno Fehr

quarta-feira, julho 22, 2009 6:43:00 da tarde

Gravepisser:

"Votar ou não, é uma questão que jamais se coloca, na cabeça de um democrata, maior de 18 anos, na plena posse de todas as suas capacidades mentais."

E o que é ser um democrata? A própria definição de democracia = cada do demónio não me parece digna de um governo justo.
Tu pediste democracia?
A democracia não é mais do que algo que não foi imposto, mas um tipo de governação a juntar a todos os que já falharam. A democracia falhou.

"Quem colocar em causa o facto inquestionável de que o voto é um dever de cidadania, decerto não é um democrata, decerto não merece viver em liberdade, merece apenas viver encarcerado num qualquer sistema político ditatorial"

E quem te disse que a opção à democracia é um sistema ditatorial? Aliás quem é que te disse que é necessário um governo composto por políticos profissionais. Onde está a liberdade num sistema que lhes permite decidir sem consulta, onde o referendo é como restos do jantar oferecidos aos animais. Onde o referendo na caso de dar um resultado indesejado será repetido.


"As democracias vão mal?
Vão, claro. Mas em todo o lado existem maus profissionais, em todas as profissões existem bons e maus. No caso concreto português, o único problema é não existir uma única pessoa, à esquerda ou
à direita, com capacidades suficientes para colocar este país no comboio do desenvolvimento..."

Não existe? Ou a sua entrada na visibilidade politica é vedada? Tenho a certeza que se Portugal atingir o ponto de ruptura e com 60& de abstenção é o país mais próximo disso, essas pessoas aparecerão, pois as eleições irão falhar e terão de ser repetidas. Basta que quem vota em branco, dando o seu voto a um candidato aleatório, não vote. 2/3 de abstenção exigem nova eleições, novos candidatos, novas ideias e lança um aviso claro, de que : "O poder é nosso, e é-lhes transmitido pelo voto e que se eles não inspiram confiança, nós não temos de votar em merda, pois não temos dividas para com eles (dever), temos sim direitos, o direito dos expulsar do poder e o direito de os impedir de lá chegar, e quando os dois candidatos são maus, a única maneira de os impedir é não votando, pois votar em branco é votar num deles.

"E esse não é problema que se resolva deixando de votar!"

Claro que é, só não votando o processo democrático é colocado em causa.
Tu defendes o processo democrático, como antes de haver democracia se defendia um qualquer outro processo. A democracia não é a perfeição social, e sem ela falhar outro processo não será encontrado.

Nós vivemos em tirania na democracia na verdadeira ascenção da palavras "cada do demónio", pois votamos num e ele decide quem serão todas as pessoas com poder.

"Não votando, deixamos de ter argumentos para criticar o que quer que seja."

O acto de não votar não retira argumentos, nem isso é argumento ou faz sentido. O que me dá o direito de falar é o meu BI, o meu passaporte, o facto de ser Português. Um anarquista, comunista, monárquico, ou um defensor de uma qualquer outra forma de politica falhada, tem tanto direito de falar como quem vota. Pois quem vota, sabe que o sistema está viciado e alimenta-o, achando que o voto em branco é um protesto.

Nenhuma mudança é conseguida com protestos silenciosos.
E se há voz como poder, 60% de abstenção é uma voz poderosa, ao ponto de ser para esses 60% que durante semanas os políticos falam e mais de metade das campanhas são neste momento direccionadas para eles.

"Epah, este país está uma merda, filhos da puta dos governantes fodem isto tudo, e tal... ainda bem que não fui votar!" É isto que se pretende?"

O que pretende, é "Epah, este país está um merda, filhos da puta dos governantes fodem isto tudo, e tal... ainda bem que não foste votar". 60% não chega para uma eleições falharem, mas estamos próximos de uma falharem e sei que basta que numas eleições ninguém seja eleito, para o medo dos políticos ser tão grande, ao ponto de haver mudanças reais.

  luafeiticeira

quarta-feira, julho 22, 2009 9:13:00 da tarde

É por isso que eu escrevo nos boletins de voto: "Ainda estou à espera de D. Sebastião", referindo-me à metáfora, claro, porque esse rei era um anormal, coitado, cruzamento de muito sangue igual.
jocas

  Fada

quarta-feira, julho 22, 2009 11:01:00 da tarde

Bruno, disseste: "Algum dia tinha de ser o primeiro."

Eiiiiiiiii... Acho que não foi o primeiro! (Acho, não tenho a certeza.)

Mas é, sem dúvida, o que me deu menos trabalho a comentar, ultimamente! ;)

Kiss kiss

  Treze

quinta-feira, julho 23, 2009 12:40:00 da manhã

Bem, antes de mais, como te disse não tinha a certeza quanto à questão dos votos em branco. Se assim é, creio que havendo tantos votos em branco (e não nulos ou abstenção), mais tarde ou mais cedo terão que lhes dar a devida imporância para avaliar a opinião do povo relativamente a quem vai concorrer.
Como sabes as mudanças nunca se efectuam da noite para o dia, leva tempo. A ver vamos...

Tens razão quando afirmas que não é democrático obrigar alguém a sair ao fim de 8 anos, mas isso vai para o bem e para o mal. Continuo a achar que há determinadas pessoas que não sairiam de onde estão se não fosse este sistema, que não é perfeito, tal como nenhum o é, precisamente porque depende de seres nada perfeitos, nós.

E claro que o voto é importante. E as pessoas podem votar num Hitler e sabes bem que o que não falta por aí são partidos da mesma ideologia que vão a votos. Precisamente por achar que o voto é importante é que o defendo, não como um dever, mas sim como um direito e como um trunfo.
E a crítica é um direito que nos assiste mas (e Bruno, és um homem inteligente e perceberás o que quero dizer) não concordo com quem opina contra quando optou por ir à praia ou ao cinema.
Isto é tudo uma m****? "Eles" são todos uma cambada de chulos? Pois bem, votem e mostrem o que sentem! Não serve de nada? Reunam-se e protestem! Reunamo-nos todos e façamos com que vejam o que têm pela frente. De gente amorfa estou eu farto.

É a minha opinião. Vale o que vale...

Só uma pergunta final, que é mais uma dúvida. O que aconteceria se não fosse possivel eleger ninguém? Se os votos em branco contassem realmente para a contagem final? Lei marcial? Aqui estou mesmo a apelar à minha ignorância...

  Vani

quinta-feira, julho 23, 2009 10:45:00 da tarde

Concordo contigo em quase tudo, excepto numa palavra: abstenção. Quando alguém se abstém, nunca sabes se é por protesto ou se é porque é ignorante e se está a cagar para o país ou se é porque nem sabe que existe um sistema eleitoral...
Se votares branco, sim. Dirigiste-te lá para lhes cuspires na cara directamente. Usaste o teu direito de voto para dizer, directamente: vocês são merda.
A abstenção não clarifica os motivos para não votares.
Mas, na pratica, vai tudo dar ao mesmo. Por isso, o melhor é mesmo tentar evitar a maioria absoluta e votar no partido monárquico ahahahahah

  Francisco Norega

sábado, julho 25, 2009 5:15:00 da tarde

Oh Bruno, aqui tenho de discordar. Acho que considerares apenas o PS e o PSD é uma falha enorme no teu raciocínio.
Há imensos partidos, e duvido que não haja um único que não fizesse melhor do que o PS ou o PSD. Podemos sempre dar-lhes uma oportunidade, se é que já chegámos à conclusão que PS e PSD são merda.

Quanto ao problema das maiorias das minorias, há uma coisa que tem de ser feita - contar os votos EM BRANCO (e não a abstenção, é diferente - os que votam em branco dizem que não concordam com nenhum dos partidos, os que não votam estão-se a cagar) como lugares nos parlamentos. Se as pessoas se dignam a ir às urnas dizer que TUDO é uma merda, então essas pessoas deveriam contar. E os votos em branco contariam como os outros votos, e representariam lugares vazios no parlamento.

  Francisco Norega

domingo, julho 26, 2009 1:49:00 da manhã

Quanto aos votos em branco, uma coisa:
Eles contam para os 100%, ainda que não representem lugares vazios. Nas eleições europeias deste ano contaram, pelo menos. Vê aqui.
O que está mal não são os votos em branco, é o facto de estes não contarem como lugares em branco. Apenas isso. Ao haver pessoas suficientes (50% + 1) a votar em protesto (voto em branco), os parlamentos (ou assembleias municipais) estariam incapacitados de realizar as suas funções, pois mais de metade dos lugares estariam vazios (e nenhuma lei poderia ser aprovada).


"Imagina que a abstenção é de 60% e 15% dos votantes votam em branco, se esses 15% ficarem em casa, as eleições são inválidas. Políticos irão cair, novas caras e novas ideias serão apresentadas de modo a conquistar esses 75%."
Bem, é isso que já está a acontecer. Nascem mais partidos a cada dia que passa, para agradar aos que votam em branco e para tentar chegar aos que não votam.
Não vai ser com uma abstenção com mais 10% ou menos 10% que a situação se vai alterar. Se achas que não há nada suficientemente bom, então cria tu mesmo um partido. Quer dizer, não há aí tanta gente descontente a não votar? ;)

"Nem para o vencedor nem para nada. Se votarem 1 milhão de pessoas e 500.000 votarem em branco, os 500.000 votos válidos serão os 100%. Votos brancos não entram em qualquer estatística."
Errado, eles entram para a estatística da percentagem de votos (pelo menos nas Europeias), não contam é para os lugares.

  Bruno Fehr

segunda-feira, julho 27, 2009 5:21:00 da manhã

luafeiticeira:

Bem vinda de volta à blogosfera.

  Bruno Fehr

segunda-feira, julho 27, 2009 5:21:00 da manhã

Fada:

Algum dia teria de ser o primeiro em relação ao comentário e não ao concordar.

  Bruno Fehr

segunda-feira, julho 27, 2009 5:22:00 da manhã

Treze:

Nao acredito que alguma vez seja dado valor aos votos em branco, pois eles ajudam a manter este processo politico viciado. Se 9 milhões de pessoas votarem em branco e 3 pessoas votarem em 2 candidatos, um dele ganha com maioria absoluta. Eles nunca irão dizer que foram só 3 votos.

"E a crítica é um direito que nos assiste mas (e Bruno, és um homem inteligente e perceberás o que quero dizer) não concordo com quem opina contra quando optou por ir à praia ou ao cinema."

Mantenho que não é votar que faz de ti Português e como Português podes criticar.
Como é que alguém poderia arriscar dizer que eu não posso criticar a politica nacional por não votar quando eu sou contra toda a realidade democrática em que vivemos, que não passa de uma ilusão de nos impor decretos-lei como se fossem lei quando na verdade são aprovados por uma instituição ilegal como é a assembleia da republica. Sim porque ninguém vota naqueles gajos, eles são escolhidos do grupo de amigos.

Se eu votasse, aí sim poderiam dizer que eu tenho de estar calado e não criticar a democracia actual, pois participo nela e apoio-a com o meu voto em branco.

"Pois bem, votem e mostrem o que sentem! Não serve de nada? Reunam-se e protestem!"

Tal como disse, votar seria negar o que sinto e participar na mentira democrática. Talvez um dia arranje uma abertura no blogue para escrever sobre a ilegalidade politica Portuguesa e a falsa democracia, bem como a policia criminosa e imposição de fazerem os seres humanos pensarem que são pessoas, quando não são.

Não votar é o protesto, de acabar com o negócio COTADO NA BOLSA que são os governos mundiais. Sabias que podes comprar acções dos governos? Podes comprar até acções de primeiros-ministros e presidentes. Sim são cotados na bolsa e sim são empresas.

Se as pessoas soubessem exactamente como funciona o governo e lei.


"O que aconteceria se não fosse possivel eleger ninguém?"

As eleições são sempre antes do final dos mandatos, se ninguém fosse eleito haveria ainda líder e seriam marcadas novas eleições, o que fariam mudar algumas caras e programas. Se não fosse ninguém eleito e o mandato do actual líder terminasse, o Presidente de Assembleia da Republica lideraria o país temporariamente. Se o processo continuasse a falhar, em pouco tempo iria aparecer a alternativa. A democracia é um processo inventado e somos capazes de inventar melhor, poderá é não ser tão lucrativo para os líderes.

"Lei marcial?"

A lei marcial poderia ser imposta pelo exército caso um dos partidos ou o partido no poder tentasse usar a crise politica para tomar o poder, aí o exército teria como função impor a lei marcial, derrubar o governo e promover eleições.

  Bruno Fehr

segunda-feira, julho 27, 2009 5:22:00 da manhã

Vani:

"Quando alguém se abstém, nunca sabes se é por protesto ou se é porque é ignorante"

Quando se vota num partido nunca se sabe se é por ideal politico, se é pelo candidato ser giro, se é porque é onde os pais votam, ou se foi uma cruz ao calha. Por isso não percebo o teu ponto de vista.

Qual é a diferença entre ir à praia ou votar no candidato mais giro? E qual se caga mais para o país?

"Se votares branco, sim. Dirigiste-te lá para lhes cuspires na cara directamente."

Não, na verdade estás a dar um papel que nunca será revelado quantos foram e que apoia o processo eleitoral e mantém a negócio em movimento.
Votas em branco e nem sabes para que partido o teu branco foi, pois vai sempre para um.
Imagina que o teu voto em branco significa que ficava um lugar vazio na assembleia da republica... já viste algum lugar a não ser preenchido após a eleições? Não. E é aí que reside a farsa a e inutilidade do voto em branco.

Se todo o país votar em branco e só há dois candidatos em que cada um vota em si mesmo e tu vais e votas num deles, esse candidato tem maioria absoluta com 2/3 dos votos, por isso sim os votos em branco vão para esses candidatos.


"A abstenção não clarifica os motivos para não votares."

Votar não clarifica os motivos por que se vota.

  Bruno Fehr

segunda-feira, julho 27, 2009 5:42:00 da manhã

Francisco Norega:

Só temos partidos comunistas, (fascistas onde o PNR não está sozinho) e monárquicos.

Será que não testámos já o suficiente? Será que não está na altura de inventar outro processo governativo? Tal como a monarquia falhou a democracia não tem vantagem nenhuma.

Eu acho que quem vota em branco apoia um processo viciado e mantém a estagnação e quem não vota quer mudança.
É tudo uma questão de ponto de vista. Ao votar eu digo que concordo com o sistema eleitoral e na verdade se eu quero apoiar o governo e ganhar algum dinheiro posso comprar as suas acções na bolsa. Sim, pois os Portugueses não sabem que Portugal é uma empresa, que temos uma acção dessa empresa e que ela vale dinheiro, e não sabe que podemos comprar acções dos governos, partidos políticos e até do Presidente ou assembleia. A democracia é um negócio e se não concordo com o negócio, não seria hipocrisia votar?

Além disso ao votares assumes o papel que o governo quer que tenhas, assumes-te como pessoa, e nós não somos pessoas, somos seres humanos que possuímos uma pessoa imposta pelo estado. Esse governo precisa que votem para terem pessoas pois só podem impor a sua vontade sobre pessoas. Se não voto não me identifico perante o estado, e até que me identifique não entro em contrato com eles vendando-lhes qualquer poder sobre mim.

A lei é uma coisa linda depois de afastarmos a areia que tapa algumas alíneas.

"e representariam lugares vazios no parlamento."

Parlamento, aquele local de "governancia" ilegal pois nenhum dos elementos lá dentro foi eleito pelo povo (sim pois de acordo com a lei, só o Presidente e Primeiro-Ministro são eleitos pelo povo e os únicos com autoridade legal), onde se passam decretos-lei que não são leis mas nos fazem acreditar que são leis e que temos de as cumprir?

Perdoem-me por não investir em ilusões, pois na verdade quem vai votar simplesmente permite a perpetuação de uma mentira chamada democracia.


"é o facto de estes não contarem como lugares em branco."

Como poderiam? Tu não votas em deputados votas em partidos que colocam nesses lugares quem bem entenderem e mesmo que saibas quem vai para esses lugares, essas pessoas podem ceder o seu lugar a outros, e isto é o prato do dia . Uma democracia onde quem decide não foi eleito pelo povo?

"estariam incapacitados de realizar as suas funções"

Será? Qual foi a percentagem de votos em brancos das últimas eleições? Ou em qualquer eleição? Não se sabe...

"pois mais de metade dos lugares estariam vazios (e nenhuma lei poderia ser aprovada)."

O que seria óptimo, pois eles não aprovam leis, aprovam decretos que nos são impostos ilegalmente como leis, visto que é um grupo sem validade legal para decidir. Na verdade a assembleia é a democracia, a casa do demónio, um grupo de pessoas que aprovam coisas sem validade que o Presidente poderá vetar mas que quando não veta passa a ser lei sem o ser.
No fundo o decreto-lei passa a lei por omissão, ou seja se o Presidente não veta, é lei sem que ele o assuma.

Se sai um decreto-lei que diga que temos todos de usar cuecas azuis, isso não é lei, mas no entanto seremos condenados em tribunal se não fizermos, pois o Estado controla tudo e quer que as "pessoas" acreditem que é lei. No entanto se levado ao tribunal constitucional com o trabalho de casa bem feito, sobre legalidade governamental e lei, o cidadão ganha, nem que seja pelo facto de que o próprio magistrado à frente do tribunal constitucional é inconstitucional para definir lei, visto que a autoridade legal que ele tem é dada por quem a tem que é o Presidente eleito pelo povo e ele tem o poder de o fazer porque lhe damos o poder para abusar do poder e a isso chama-se eleições.


Eu seja, não me considero um leigo no que toca ao processo democrático, realidade legal, constituição e deveres morais inerentes à condição de Português, pois eu nasci Português não nasci democrata.

  Francisco Norega

segunda-feira, julho 27, 2009 11:50:00 da manhã

Tens razão em tudo o que dizes, e estás na posse de mais informação do que eu sobre a legalidade de tudo isto, mas só te quero corrigir uma coisa:

"Será? Qual foi a percentagem de votos em brancos das últimas eleições? Ou em qualquer eleição? Não se sabe.."
Está disponível onde quiseres. Até passa no telejornal. Ainda que com menos destaque do que a abstenção.
Pesquisa um pouco.

;)

  Vani

segunda-feira, julho 27, 2009 6:21:00 da tarde

ahahahahahahahah, bela jogada de retórica!!! :DDDDDD

Conheço muitos que têm a mesma opinião que tu e, vá, confesso que me estão a fazer desejar nem ir votar. Ou isso, ou Partido da Terra ahahahahah. Quem sabe, os monárquicos!

  Vani

segunda-feira, julho 27, 2009 6:22:00 da tarde

Melhor, movimento esperança portugal! ao menos retira a maioria absoluta.

  Bruno Fehr

segunda-feira, agosto 03, 2009 2:47:00 da tarde

Francisco Norega:

A questão importante é que a democracia é um sistema de corrupção sustentável devido ao facto de nos imporem o deito ao voto como obrigação.

Todos os tipos de governo seguiram o mesmo processo:
-Caos
-Governo de solução ao caos.
-Crescimento económico.
-Conformismo dos civis.
-Crise económica.
-Violação de direitos pessoais.
-Caos

Nós estamos perto de uma nova fase de Caos, um novo ciclo e podemos mudar esta forma falhada de governo antes do caos, antes de ele cair pela violência. Não votar é colocar um basta e buscar um novo sistema governativo, a solução aparece sempre, temporária mas aparece.

  Bruno Fehr

segunda-feira, agosto 03, 2009 2:47:00 da tarde

Vani:

"ahahahahahahahah, bela jogada de retórica!!! :DDDDDD"

Eu diria lógica, pois é verdade. Há tanta a gente a votar só porque não, como há a votarem só porque sim.