Bastidores da música (Parte 9) Janelle Monae & Beyoncé

Vamos neste texto recuar um pouco no tempo e falar de Janelle Monae no seu video Many Moons, todo o vídeo está repleto de personagens do filme Metropolis, o álbum chama-se Metropolis e no inicio do vídeo aparece uma referencia a Metropolis... mas quantas pessoas hoje sabem ao que o vídeo se refere realmente?





Neste representação do Metropolis, na presença de imensas personagens do filme há um discurso em que no final é apresentada a cantora como sendo um andróide, que enquanto canta executa diversos passos de dança robótica de onde se destaca o moon walk de Michael Jackson, e durante todo o vídeo existe um desfile de robots humanizados sobre os quais o publico licita como num leilão. Mas o mais interessante é a letra que nos diz:
"Cybergirl, droid control, get away now they are trying to steal your soul", continuando a descrever uma série de eventos em ordem cronológica chegando à era do LCD que é aquela onde estamos actualmente e de seguida passa para:
"Quarentine", que já soa a uma tentativa, com relativo sucesso, do recente H1N1, ela termina com:
"Final chapter, death bed, plastic sweat, metal skin, metallic tears, manequin, care free". Tendo em conta a ordem cronológica lógica que ela seguia, chegamos a este ponto, ao "capitulo final, cama de morte, suor plástico, pele metálica, manequim, sem preocupações", nesta altura em que nos alimentamos de comida plástica e em que a esperança de vida estagnou e tem até vindo a decrescer, parece que é o tal capítulo final, ao qual se seguiria a tão falada fusão social entre humanos e máquinas.
Quero antes daquele care free final, mencionar o motivo da palavra manequim ter sido ali inserida.

O detalhe manequim é importante, todas as alusões ao filme Metropolis e utilização de robots humanizados significam isso mesmo, o abandonar o manequim que é o actual corpo humano e supostamente evoluir para o escravo robotizado... pessoalmente prefiro o meu manequim imperfeito mas ainda com emoções e sentimentos, sem desejo ser ser um care free morto por dentro.

Este detalhe é tão importante que o guardei para agora. No texto em falei do vídeo "Diva" da Beyonce, após a dança psicadélica de hipnotismo masculino retirada do filme Metropolis e antes de ela começar a cantar, ela sai e afasta-se de um carro que tem a bagageira aberta e cheia de manequins:



A alusão ao que ela aceitou fazer ao largar a inocência de Beyoncé para se tornar na Sasha Fierce. Logo depois ela aparece com os novos robots que irão substituir os manequins.


O melhor sitio para esconder segredos é à vista de todos. O melhor momento para roubar algo é quando todos estão a olhar, pois olhar não é ver. Vemos um vídeo de uma musica e conseguimos perceber que não tem nada a ver com a letra mas ficamos por aí, não sei se numa admissão da nossa idiotice ou se numa atitude de superioridade considerando quem faz os vídeos como sendo um idiota. Somos de extremos e falhamos por defeito ou por excesso porque olhamos mas não vemos.

No final deste vídeo, Beyonce/Sasha Fierce está robotizada e acaba o vídeo a destruir os manequins que representam a a condição humana.

Esta gente submete-se a tudo isto em troca de fama e fortuna, muitos deles não sabem o que os seus vídeos simbolizam ou o significado do que cantam, das suas roupas e cenários ou coreografias dos shows ao vivo. Os que lentamente vão percebendo ou submenem-se ou, entram em depressão, drogas, álcool ou até expõem o controlo a que estão sujeitos. Independentemente do caminho tomado acabam na ruína financeira ou pior ainda.

Agora que está esclarecida a parte do manequim, voltamos ao vídeo de onde retirei o detalhe, ao primeiro deste texto. No final do vídeo a cantora que canta e dança durante o desfile/leilão de robots humanizados, é sacrificada, é elevada por uma forca invisível, atingida por um raio de luz e ficando moribunda no chão. É então rodeada de noivas (mais uma vez as noivas como em imensos casos anteriores), as noivas representam a pureza da condição humana, e após ser rodeada por elas, acaba por morrer. No final aparece uma citação de Cindi Mayweather:
"Imaginei muita luas no céu, iluminando o caminho para a liberdade", pois todo o vídeo foi mesmo isto, uma luta entre o seu lado humano e robot em que conquistou a liberdade na morte pois a vida estava condenada.

Toda letra fala em liberdade, todo o vídeo é sobre controlo. É nestes termos que imensos artistas expõem parte da agenda, nunca são artistas de topo que possam atingir as grandes massas, são sempre, sempre, os de nível médio para levar quem está a par dos assuntos da industria, a pensar que há quem a queira expor, quando na verdade só é exposto o que deixam expor.

Próximo texto: Parte 10 - Eminem, Hilary Duff & Elliott Smith

17 Comentários:

  Hazel

segunda-feira, março 29, 2010 12:11:00 da tarde

Ao ler estes teus posts, apercebo-me que, de repente, muitas "coincidências" começam a fazer sentido.
Excelente trabalho.

Abraço

  lunatiK

segunda-feira, março 29, 2010 12:18:00 da tarde

Viva Bruno
estamos constantemente a ser bombardeados com todo este simbolismo, esta lavagem cerebral, fico contente por, aos poucos, começar a "ver" a mensagem falsa que nos querem transmitir.
Cumps.

  I.D.Pena

segunda-feira, março 29, 2010 2:12:00 da tarde

Qualquer dia também é proibido pensar não ?

Infelizmente nem todos aguentam com verdades, pensam que têm a escolha da crença na verdade, a verdade não é só uma são várias.

A questão está na necessidade de desmantelar as constantes mentiras que criaram para toldar o nosso modesto juizo.

Estou constantemente a promover este Blogue no meu meio social, pois acho que merece e ainda assim dá espaço para pensar , e questionar de forma livre que é mesmo isso que se quer :)

Agradeço todo o tempo empregado aqui por essa causa tão grandiosa a meu ver.

Boa semana

  Gandim

segunda-feira, março 29, 2010 3:11:00 da tarde

Diz-me uma coisa Bruno, se estiveres para aí virado. O que achas desta possível "manipulação" através dos filmes e documentários que têm aparecido nos últimos anos em que se aborda a questão homem/máquina, sendo os humanos encarados como uma verdadeira praga neste planeta, como virus e como raça incapaz de se equilibrar face aos recursos naturais que o planeta dispõe e "oferece".
O que quero dizer com isto é que, talvez a única ou melhor forma de alguns artistas "livres" apresentarem a sua opinião, inteiramente válida, ser veiculada desta forma a que assistimos nos filmes Surrogates, I Robot, AI, Matrix, etc. Têm mensagens filosóficas e até bem pragmáticas muito interessantes, mas de certa forma também nos vão habituando à realidade que aí virá...!?
Por vezes custa-me acreditar que certos filmes e documentários consigam ver a luz do dia e ainda mais, que consigam ser blockbusters quando me parecem conter a tese e a antítese em si mesmos, como aliás acontece com as religiões, ou a política, que têm a sua validação e sua negação contidas nelas próprias.
divaguei um bocadinho, mas acho que a questão está lá...

  JAG

segunda-feira, março 29, 2010 6:26:00 da tarde

Bruno e outros,

do vosso ponto de vista, qual é o objectivo para esta malta artistica usar/mostrar todos estes simbolismos ou quem diz isto, diz tambem a aplicação de simbolos em matéria estática, tipo as notas de dólar?

Será na vertente de:
- eu vejo e tu não vês;
- tenho que usar estes simbolos, pois são os Iluminati que me controlam e guiam;
- eu não sou robot e tu és...

Se é uma forma dos Iluminati mostrarem que estão aí e que controlam tudo, com que objectivo expôem isso à vista de todos, ainda que não consigamos "ver" com olhos de ver isso?

Não deveria ser ocultado, tipo os poderes/esquemas do Vara? Lol

  Dan

segunda-feira, março 29, 2010 6:30:00 da tarde

Sou visitante habitual deste blog e acho-o muito interessante, por diversas razões... Pela variedade de temas abordados, pelo interesse que me desperta a forma como são "discutidos” os assuntos, entre outros...
Custa-me é acreditar em tantas "conspirações", mas também não ponho de parte a sua veracidade... Não sinto que estes textos nos façam abrir os olhos para a realidade, mas sim que nos ponham a pensar e a ter uma atitude mais crítica em relação ao que nos rodeia.

Mas deixo aqui a minha pergunta... Bruno, não será demais? Esta simbologia toda... Não serão meras casualidades? Coincidências? Não terão uma interpretação diferente?

  Fly

terça-feira, março 30, 2010 12:22:00 da manhã

Dan

NÃO há coincidências, nada acontece por acaso!

Ainda mais nestes meios(audiovisuais, publicidade, POLITICA, etc.) em que tudo é pensado ao ínfimo pormenor para manipular, alienar, incutir medo, trazer os sentimentos menos bons ao de cima.

É bom estes textos fazerem pensar, questionarem o que se passa no mundo e à nossa volta.

Se toda a gente estiver desperta e deixar-se de viver a vida dos outros, com invejas, raiva, medo e outras merdas que tais e começar a viver a SUA vida, procurando a SUA verdade dentro de si é possivel que se mude alguma coisa.

A respostae está no AMOR...sempre!

E o que estas "forças do mal" querem é que não o sintamos, para governarem a seu bel prazer e levarem a humanidade(ou o que resta dela)para o abismo.


Abraços

  oddperson

terça-feira, março 30, 2010 6:08:00 da manhã

Dan

é isso mesmo que eles querem que se pense são tantas casualidades tantas coincidencias, tão banais,que se torna dificil de acreditar, MAS tal como o Bruno disse a melhor forma de esconder um segredo é as vista de todos"

isto pode parecer ridculo mas quando leres um livro de história questiona-te sempre não à cerca de veracidade dos factos mas sim sobre as razões apontadas para esses factos.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:14:00 da manhã

Hazel:

Tenho a certeza que algumas poderão fazer menos sentido, mas tentarei ser coerente.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:15:00 da manhã

lunatiK:

Sempre fomos, mas agora há mais pessoas a começar a perceber isso.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:15:00 da manhã

I.D.Pena:

A ideia não é proibir o pensamento, mas sim levar as pessoas a pensar em banalidades como: bens e status social, coisas que no fundo reduzem o Q.I.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:15:00 da manhã

Gandim:

"O que achas desta possível "manipulação" através dos filmes e documentários que têm aparecido nos últimos anos em que se aborda a questão homem/máquina, sendo os humanos encarados como uma verdadeira praga neste planeta, como virus e como raça incapaz de se equilibrar face aos recursos naturais que o planeta dispõe e "oferece"."

Essa propaganda tem em vista a aceitação da nossa parte de ideias de suposto aperfeiçoamento humano não intelectual mas sim tecnológico, como clonagem e fusão homem/máquina. A ideia é aceitar que avanços tecnológicos façam tudo por nós e colocar-nos numa posição de dependência tecnológica o que significará uma regressão intelectual na nossa já lenta evolução.

"O que quero dizer com isto é que, talvez a única ou melhor forma de alguns artistas "livres" apresentarem a sua opinião, inteiramente válida, ser veiculada desta forma a que assistimos nos filmes Surrogates, I Robot, AI, Matrix, etc. Têm mensagens filosóficas e até bem pragmáticas muito interessantes, mas de certa forma também nos vão habituando à realidade que aí virá...!?"

Que mensagens vê como positivas? Robots com capacidade de sentir com em AI? A fuga impossível à prisão humana como em Matrix, que é de todos o mais maçónico pois até tem o grande arquitecto... O que vejo nesses filmes não é arte de artistas livres mas sim propaganda tecnológica e politica, previsão futurista como os filmes de ficção cientifica dos anos 70 previam e afinal era mais que uma previsão pois muitas dessas ideias são realidades, pois na verdade já estavam a ser estudadas.

"Por vezes custa-me acreditar que certos filmes e documentários consigam ver a luz do dia e ainda mais, que consigam ser blockbusters quando me parecem conter a tese e a antítese em si mesmos, como aliás acontece com as religiões, ou a política, que têm a sua validação e sua negação contidas nelas próprias."

Matrix, Avatar, 2012, são 3 exemplos de filmes que se acabam por contradizer. No primeiro parecem louvar um luta pela liberdade, mas uma liberdade impossível pois o grande arquitecto irá voltar a criar tudo, como percebemos no final do terceiro filme. Avatar é um contraste entre o que a civilização é e deveria ser, o seu humano é visto como louco, como uma civilização falhada mas os extra-terrestres não se salvam é um humano que os salva, um membro dessa civilização falhada, o que nos diz que afinal até somos bons no meio da maldade. 2012, toda a luta para sobreviver e alguns sobrevivem e no final podem reconstruir a humanidade aprendendo com os erros do passado... mensagem bonita se esquecermos que as elites se safaram e que vão continuar a liderar e a gerir os destinos dessa nova humanidade.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:15:00 da manhã

JAG:

"do vosso ponto de vista, qual é o objectivo para esta malta artistica usar/mostrar todos estes simbolismos ou quem diz isto, diz tambem a aplicação de simbolos em matéria estática, tipo as notas de dólar?"

Propaganda. Hoje não é normal veres pessoas nuas na rua, mas se todos os dias vires uma, em pouco tempo isso passa a ser normal.

"Será na vertente de:
- eu vejo e tu não vês;
- tenho que usar estes simbolos, pois são os Iluminati que me controlam e guiam;"

Jogos, é um jogo de controlo onde mostrando sinais de controlo ninguém acredita que está a ser controlado. Isto é patente em todo o argumento terrorista em que nos pedem para abdicarmos de alguns direitos e liberdades em troca de segurança e no entanto ela não existe mas já abdicámos do que não devíamos. Abdica de aumentos salariais em troca de trabalho garantido, mas o trabalho não é garantido e os salários a nível europeu estão a decrescer.

"Se é uma forma dos Iluminati mostrarem que estão aí e que controlam tudo, com que objectivo expôem isso à vista de todos, ainda que não consigamos "ver" com olhos de ver isso?"

O ser humano vive dentro da TV, se vemos cá fora o que vimos na TV é porque é show. Se vemos cá fora mas não é falado na TV, então não existe.
Se dizem que A matou B com uma faca porque estava lá, mas o jornal diz que foi overdose, achamos que essa pessoa mentiu.

"Não deveria ser ocultado, tipo os poderes/esquemas do Vara? Lol"

Para controlares o controlado precisa de contacto com o controlador, e quando o controlador está confiante do seu poder, ele mostra-se. Se pensarmos bem eles estão mais expostos que nunca, a maçonaria silenciosa durante décadas já se apresenta publicamente em todo o lado, já faz exigências, já quer policias maçónicas... Eles acham que estamos prontos a ceder que o trabalho todo deles irá culminar em breve.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:16:00 da manhã

Dan:

"Custa-me é acreditar em tantas "conspirações", mas também não ponho de parte a sua veracidade..."

Não são muitas, é só uma. São é muitos exemplos da mesma conspiração.

"Não sinto que estes textos nos façam abrir os olhos para a realidade, mas sim que nos ponham a pensar e a ter uma atitude mais crítica em relação ao que nos rodeia."

Nem tenho a intenção de abrir os olhos de ninguém, só de suscitar a curiosidade e quem estiver interessado em saber mais, tem nos meus textos material para não começar do zero. Material esse que deverá ser devidamente questionado e investigado.

"Bruno, não será demais? Esta simbologia toda... Não serão meras casualidades? Coincidências? Não terão uma interpretação diferente?"

Qual achas que é a probabilidade de 500 artistas pensarem em pirâmides para as capas dos seus álbuns? Digo isto pois tenho uma lista de mais de 3000 álbuns com elas.

É claro que há coincidências, uma vez é coincidência, duas aceita-se como tal, mas 3, 4, 5, 50? Isso já é agenda.
Com tantos filmes desde os anos 20 até agora, e uma carrada de artistas inspiram-se no Metropolis? Um filme que na altura ninguém percebeu e que durante décadas tem sido interpretado de forma tentada e só agora começa a fazer sentido?

Acho que são coincidências de mais e nesta série irei apresentar centenas de coincidências que na verdade não o são.

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:17:00 da manhã

Fly:

"Ainda mais nestes meios(audiovisuais, publicidade, POLITICA, etc.) em que tudo é pensado ao ínfimo pormenor para manipular, alienar, incutir medo, trazer os sentimentos menos bons ao de cima."

Conheço várias pessoas peritas nisso, uma criativa publicitária, uma decorada de interiores perita em cores (é contratada para escolha de cores de parede que façam o cliente sentir-se bem naquele local) e conheci recentemente um perito em música, que faz as selecções musicais para centros comerciais e estações de metro. A primeira para manter os clientes mais tempo lá dentro, a segunda para afastar pedintes e mendigos.

Uma coisa é certa, as estações metro aqui nesta cidade que estão a passar as selecções musicais dele, estão pela primeira vez livres de sem abrigo e pedintes.

Outra coisa interessante que ele me disse é que a selecção de musicas para o tempo de espera ao telefone nas chamadas pagas, serve para te levar a desligar e ligar novamente, visto que o grosso da tarifa é o impulso de activação, que aqui na Alemanha com as flatrates é o único que é pago.

O segredo está nas frequências das músicas :)

  Bruno Fehr

terça-feira, março 30, 2010 6:59:00 da manhã

oddperson:

"isto pode parecer ridculo mas quando leres um livro de história questiona-te sempre não à cerca de veracidade dos factos mas sim sobre as razões apontadas para esses factos."

Ora aqui está uma grande verdade. Lembro-me de ainda com 8 a 10 anos pensar durante as aulas de História: "com tanta sova que os Espanhóis levaram as aulas de História deles devem ser uma vergonha"... mas afinal a nossa História é que foi colorida de cor-de-rosa... até exterminar árabes e escravizar negros tem um realce heróico...

  I.D.Pena

terça-feira, março 30, 2010 11:49:00 da manhã

Só estava a exagerar, mas se o objectivo for "mas sim levar as pessoas a pensar em banalidades como: bens e status social, coisas que no fundo reduzem o Q.I." como disseste, o objectivo todos os dias é cumprido e começa na escola onde quem é diferente é imediatamente posto de parte no melhor dos casos, no pior é espancado gozado etc, etc.