O sexo das palavras


Sempre vivemos numa sociedade tendencialmente machista e ainda o hoje é, se bem que em menor escala. Mas parece-me que o machismo está de tal maneira enraizado que até afecta a nossa linguagem, onde temos:

O nascimento vs A morte
O sorriso vs A lágrima
O prazer vs A dor
O sol vs A lua
O encontro vs A saudade

Do lado masculino está O sexo, O orgasmo, O prazer, O Amor, O carinho, O beijo, O abraço, O sentimento até O tesão, O broche, O minete, O sexo oral, Os preliminares. Do lado feminino está, A impotência, A infertilidade, A frigidez, A doença, A separação, A raiva, A dor, A tristeza, A desilusão. Claro que há palavra positivas no feminino como A Canzana e muitas outras, mas muitas dessas são anuladas por outras, também no feminino, se não vejamos:

A vida é anulada por A morte. A alegria anulada por A tristeza. A luz por A escuridão. A paz por A guerra. A companhia por A solidão. A proximidade por A distancia. A criação por a Destruição.

O fogo é destrutivo mas é causado por umA chama, por sua vez causada por umA faísca. Podem-me dizer que vem de um isqueiro ou um fósforo, mas e a origem do fogo? Vem de um pau? Não, vem de duAs pedras.

Depois há, as que são anuladas por palavras masculinas, como:

A terra por O planeta. A casa por O lar. A água por O rio, O lago, O mar ou O oceano, A piscina sabe bem, mas não chega.

A criança antes de ser A é O espermatozoide + O óvulo, O embrião, O feto, O bebé, só depois é A criança para passar novamente a O adolescente, O adulto.

A foda que é uma palavra feminina é roubado por foder, que é O acto de foder.

Os olhos, O nariz, O queixo estão nA cara, mas a cara são as duAs faces que compõem O rosto. Sim tem a boca e ainda bem que há belas excepções, mas a boca é composta por Os lábios que dão a beleza à boca em parceria com Os dentes. Mas o corpo tem As mamas que também são Os peitos, Os seios. A vagina que juntamente com O pénis se designam por O sexo. As pernas mas que quando juntas com Os braços, formam Os membros. Sim temos A pele e é lá que nasce O Pelo. As mãos serão mãos sem Os dedos que são compostos por As falanges que não são mais do que Os ossos?

Sim há palavras belas no feminino, mas se generalizamos, fazemos no masculino:

O Homem, Os pais, Os avós, Os trabalhadores, sim dizemos As crianças que são Os filhos.
A raça Humana? Então mas isso não é designado por (como já referi), O Homem?

Talvez As letras, que compõem As palavras, que criam belAs histórias possam ficar puramente femininas, poderiam, se no fundo todas elas não formassem Os textos perdidos nAs páginas dOs livros.

Haverá com toda a certeza palavras puras no feminino, palavras que não possam ser derrubadas ou anuladas por outras no masculino ou feminino, mas são raras.

A gramática, A linguagem, As palavras, são um pouco machistas. Ou então sou eu que guiado por uma falsa ideia, fui desviado de certas palavras, numa tentativa machista de ser feminista.

Há até machismo sinalético, os semáforos para peões, aquilo é um homem e não uma mulher. As saídas de emergência marcadas a verde, aqui é também um homem e parece querer dizer que em caso de emergência, os homens devem fugir por ali, enquanto as mulheres continuam nos saldos...


Nota: Este texto é tendencioso e tem a intenção de o ser.

85 Comentários:

  vita

sexta-feira, janeiro 30, 2009 12:53:00 da manhã

Pode ser tendicioso, mas está brilhante!

As coisas que tu vais buscar homem, nunca me tinha apercebido do poder das palavras, visto dessa maneira faz todo o sentido, o mundo é de machos.;P

  Jane Doe

sexta-feira, janeiro 30, 2009 12:54:00 da manhã

Hum...

Pois...

Isso...

o do semáforo e das saidas de emergencia podem ser... ET´s...

Não?

Sim, já sei, ET também é O ET...

Pois claro...

  Ana GG

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:05:00 da manhã

Apesar de tendencioso, o texto está delicioso!

  ipsis verbis

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:11:00 da manhã

Ehehe. É tendencioso sim, mas só assim faz sentido. :P

  José

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:42:00 da manhã

Isto faz sentido na língua portuguesa... mas (por exemplo) em inglês já não tanto.

  Abobrinha

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:14:00 da manhã

Bruno

É só procurar!

A sensualidade
A beleza
A fidelidade
A ternura
A amizade
A literatura
A Ciência
A Medicina
A cumplicidade
A Sapiência
A fertilidade
A verdade

A chama e O fogo podem ser elementos de destruição ou de renovação. A morte é outro lado dA vida. Fazem parte dA ordem natural das coisas. Da natureza. Da mãe natureza...

E podíamos continuar por aí adiante. E encontrar mais antónimos, naturalmente. Seja como for, as palavras são belas para trasmitir sentimentos, verdades e sensações. Mas não as podem substituir...

  Abobrinha

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:20:00 da manhã

Bruno

Lembrei-me agora: em alemão é die Sonne/der Mond (para quem não fala alemão, os géneros do sol e da lua estão trocados em relação ao português). Quando aprendi isso ocorreu-me que não conseguia decidir se era melhor em português ou em alemão. Acabei por decidir que era bom que duas línguas tivessem cada qual a sua versão porque ambas eram lindas: a sensualidade da lua e o calor criador do sol, válidos para masculino e feminino.

Nessa altura também comecei a pensar que na volta seria melhor começar a sair mais vezes e melhorar a minha vida social...

  Teté

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:33:00 da manhã

O que tu gostas de manipular as palavras para lhe dares o sentido que pretendes... :)

Bom, mas a origem da língua é latina, tem séculos, acho que nessa altura não estavam preocupados em demonstrar a supremacia masculina. Aliás, nem se punha a questão!

A partir daí o texto está engraçado, mas não corresponde a nenhuma realidade factual... :D

  poeta_poente

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:27:00 da manhã

As palavras são sem dúvidas mágicas, mas com tanta volta que lhe tentas dar, acabas por lhes sugar a magia toda.
Não percebo O post, nem A sua mensagem.
Acho que acabaste por provar o oposto do que tentas dizer, ao matares O sentido do que escreves com A inutilidade deste texto.

É apenas a minha opinião.

Ainda assim admiro, como já o fiz doutras vezes, a tua grande capacidade criativa. Não lembra a mais ninguém, sem dúvida (é um elogio).

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:35:00 da manhã

vita disse...

"As coisas que tu vais buscar homem, nunca me tinha apercebido do poder das palavras, visto dessa maneira faz todo o sentido, o mundo é de machos.;P"

Claro que este post é tendencioso, agora irei esperar por comentários idiotas de quem não percebeu, eu sei que irão aparecer:)

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:35:00 da manhã

Jane Doe disse...

"o do semáforo e das saidas de emergencia podem ser... ET´s..."

Porque é que os ET's terão de ter forma humana?

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:36:00 da manhã

Ana GG disse...

"Apesar de tendencioso, o texto está delicioso!"

100% tendencioso :)

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:37:00 da manhã

ipsis verbis disse...

"Ehehe. É tendencioso sim, mas só assim faz sentido. :P"

Tinha de ser para fazer sentido, se não fizesse não o tinha publicado.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:38:00 da manhã

José disse...

"Isto faz sentido na língua portuguesa... mas (por exemplo) em inglês já não tanto."

Em Inglês nem tanto, nem nada, visto que artigos sao: the, the, the, the, the, the.

Nao há artigos masculinos nem femininos, nem singulares nem plural.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:45:00 da manhã

Abobrinha disse...

"É só procurar!"

Então, eu irei anular algumas dessas palavras, com outras:

A sensualidade (correcto, palavra pura)
A beleza (correcto palavra pura.)
A fidelidade vs A traição
A ternura vs A frieza
A amizade vs A inimizade
A literatura (correcto palavra pura)
A Ciência vs A religião
A Medicina vs A doença
A cumplicidade (esta palavra é também pura, visto que o antónimo seria masculino)
A Sapiência vs a Idiotice
A fertilidade vs A infertilidade
A verdade vs A mentira

"A chama e O fogo podem ser elementos de destruição ou de renovação. A morte é outro lado dA vida. Fazem parte dA ordem natural das coisas. Da natureza. Da mãe natureza..."

Ehehe, terminaste melhor do que começaste. Mas eu avisei que o post era tendencioso, mas lógico.

"Lembrei-me agora: em alemão é die Sonne/der Mond (para quem não fala alemão, os géneros do sol e da lua estão trocados em relação ao português)."

Correcto, mas eu falo unicamente em Português. Em inglês só existe o artigo "the" e em Finlandês não existe sequer masculino nem feminino.

O Finlandês não dá sexos às palavras, um dos motivos da minha paixão por essa língua.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:47:00 da manhã

Teté disse...

"O que tu gostas de manipular as palavras para lhe dares o sentido que pretendes... :)"

Acho que é o melhor exercício literário.

"Bom, mas a origem da língua é latina, tem séculos, acho que nessa altura não estavam preocupados em demonstrar a supremacia masculina."

Claro que não, daí eu ter colocado a nota final, para os mais desatentos que não percebam a intenção.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 3:56:00 da manhã

poeta_poente disse...

"As palavras são sem dúvidas mágicas, mas com tanta volta que lhe tentas dar, acabas por lhes sugar a magia toda."

As palavras não são mágicas, nem possuem qualquer capacidade sobrenatural ou mítica, logo eu não lhes sugo nada. Manipulo-as como devem ser manipuladas, brincando com os artigos, antónimos e sinónimos.
Nao é dar-lhes significações (que é o caso da poesia que as dá em vez de significados) helénicas ou não, que elas são, dignificadas, honradas ou até mesmo adquirem poderes sobrenaturais como a magia.

"Não percebo O post, nem A sua mensagem."

Isso eu percebi, pelo teu comentário. Este texto não é mais do que um exercício normal literário.

"Acho que acabaste por provar o oposto do que tentas dizer, ao matares O sentido do que escreves com A inutilidade deste texto."

As opiniões são como as pilas, cada um tem a sua. Mas a tua opinião tem o valor de ser tua, mas ao afirmares que não percebeste o post, não me parece que possas afirmar a inutilidade do texto de uma forma valorizadora ou desvalorizadora. Pois quem não percebe, pergunta antes de criticar.

"Ainda assim admiro, como já o fiz doutras vezes, a tua grande capacidade criativa. Não lembra a mais ninguém, sem dúvida (é um elogio)."

Exercícios literários, não exigem capacidade criativa, antes pelo contrário é uma simples associação de palavras, algo útil para qualquer que pessoa que escreve.

Quem quer escrever bem, tem de aprender a brincar com as palavras e isso não treina-se. Isto é um treino.

  AP

sexta-feira, janeiro 30, 2009 9:35:00 da manhã

O que é que andaste a fumar?!
Tou a brincar. Agora a sério, tá um exercício curioso, sem dúvida. Nunca tinha pensado nisso.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 9:36:00 da manhã

AP disse...

"O que é que andaste a fumar?!"

Com esta crise... barbas de milho :)

  Abobrinha

sexta-feira, janeiro 30, 2009 9:45:00 da manhã

Bruno

Claro que acabei melhor que o que comecei, porque comecei só a enunerar. E isso faz lembrar o "eu sei que fumar faz mal, mas tive um tio que fumou até aos 120 anos e cheio de saúde".

De outra pessoa eu diria que este post e esta provocação seriam fúteis e sentidas, mas vindas de ti achei que teriam um segundo sentido. E seriam uma provocação. Nem que fosse sentido, digo-te o que disse a uma amiga um dia destes: atingi a serenidade e tranquilidade dos 30 (tenho 34). Finalmente! Nada do que se possa dizer contra o meu género me atinge. Claro que posso ripostar, mas não me atinge: sei os meus defeitos e os que não quero ver nas outras mulheres e vivo com isso.

Línguas diferentes poem-nos a pensar de maneiras diferentes. Mas nesse aspecto levas-me vantagem, claro!

Quanto aos concretamentes, vamos lá:

A fidelidade vs A traição - não são, como a vida e a morte, parte de um ciclo? Só que este não é inevitável. Mas a traição está sempre à espreita! Foi isso que quis dizer com o meu post do "pensamento do dia" e não sei se toda a gente chegou lá.

A ternura vs A frieza. Não sei sei a frieza será o oposto de ternura. Tendo a pensar na ternura como uma coisa pura, sem oposto. Mas é defensável, sim!

A amizade vs A inimizade - Aqui não sei se o oposto não será A indiferença. Não semanticamente, claro, mas humanamente. E daí, indiferença será mais o oposto de amor (e não o ódio).

A Ciência vs A religião - Não são opostos. São modos diferentes de conhecimento que às vezes colidem (indevidamente).

A Medicina vs A doença - Não: o oposto de doença é a saúde, não a medicina.

A Sapiência vs a Idiotice - Nope: idiotice é pequeno demais para sapiência.

A fertilidade vs A infertilidade - Sim, anulam-se...

A verdade vs A mentira - Anulam-se quando se anulam... às vezes é difícil ver onde acaba uma e começa a outra. Mas isso são modos estranhos de estar na vida!

A... e A Razão!

  Pax

sexta-feira, janeiro 30, 2009 10:09:00 da manhã

Eu prefiro A inteligencia (e outras encias)

:)

  vício

sexta-feira, janeiro 30, 2009 10:57:00 da manhã

há sempre uma excepção!
por exemplo: A queca pode ser anulada por O marido!

  poeta_poente

sexta-feira, janeiro 30, 2009 11:22:00 da manhã

Understood, mas de qualquer forma acho que mais uma vez mais as coisas não são assim tão lineares.
Temos opiniões diferentes então, para mim não há nada mais mágico que as palavras e sim, elas têm significações pois os significados apenas transformam uma palavra num conjunto maior de palavras que tenta explicar a primeira.

"Quem quer escrever bem, tem de aprender a brincar com as palavras e isso não treina-se. Isto é um treino."

Aqui admito, voltei a não perceber. É um treino ou não? Aprender a brincar não é um acto de criatividade?

  Green Eyes

sexta-feira, janeiro 30, 2009 11:33:00 da manhã

"Sim tem a boca e ainda bem que há belas excepções, mas a boca é composta por Os lábios que dão a beleza à boca em parceria com Os dentes."

então e A língua?

  Physalia physalis

sexta-feira, janeiro 30, 2009 11:44:00 da manhã

ahahahahahahahah! se os saldos forem bons :\ ui...Os saldos! vacos :\

  Jane Doe

sexta-feira, janeiro 30, 2009 12:09:00 da tarde

Não tem, claro que não! Mas o ser humano imagina-os assim, como se ve em muitos dos filmes de et´s...

Digo eu...

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 12:58:00 da tarde

Abobrinha disse...

"De outra pessoa eu diria que este post e esta provocação seriam fúteis e sentidas, mas vindas de ti achei que teriam um segundo sentido. E seriam uma provocação. Nem que fosse sentido, digo-te o que disse a uma amiga um dia destes: atingi a serenidade e tranquilidade dos 30 (tenho 34)."

É um simples exercicio que tu estás a continuas, nada mais.

"A fidelidade vs A traição - não são, como a vida e a morte, parte de um ciclo?"

São antónimos, ora o objectiva do jogo é mesmo este, um teste de vocabulário onde instantaneamente eu encontro mentalmente palavras do mesmo sexo que se anulem ou se signifiquem o oposto.

"A ternura vs A frieza. Não sei sei a frieza será o oposto de ternura."

Nao é um antónimo, mas é uma palavra, sentimento ou falta dele que se anula. Mais uma vez, o objectivo.

Fertilidade e infertilidade, sao antónimos, não são nulas uma à outra.

"A verdade vs A mentira - Anulam-se quando se anulam..."

Mais um caso de antónimos e nal de nulidade.

"A... e A Razão!"

Bingo! A Razão é a mais pura das palavras, dos pensamentos e sentimentos!

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 12:58:00 da tarde

Pax disse...

"Eu prefiro A inteligencia (e outras encias)"

A inteligência é anulável.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:00:00 da tarde

vício disse...

"há sempre uma excepção!
por exemplo: A queca pode ser anulada por O marido!"

Normalmente é a mulher que a anula, o marido só a anula quando chega mais cedo do trabalho.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:07:00 da tarde

poeta_poente disse...

"Temos opiniões diferentes então, para mim não há nada mais mágico que as palavras e sim, elas têm significações pois os significados apenas transformam uma palavra num conjunto maior de palavras que tenta explicar a primeira."

Errado. As palavras têm significados os poetas é que lhe dão significações em busca dessa tal magia utópica que não é visível por todos.
Em termos de palavras, tu e eu nunca poderíamos concordar, tu escrever num registo poético-romântico, duas áreas em que é necessária uma aura mágica virtual em volta das palavras que não signifique que existe, ela é criada por quem escreve bem. Eu apesar de escrever em todas as áreas, sei que a minha especialidade é a critica-lógico-argumentativa onde as palavras com significados são minhas aliadas e as significações não fazem sentido.

""Quem quer escrever bem, tem de aprender a brincar com as palavras e isso não treina-se. Isto é um treino."

Aqui admito, voltei a não perceber. É um treino ou não? Aprender a brincar não é um acto de criatividade?"

Ora aqui lógicamente existe um erro, eu nunca escreveria um insulto gramatical como "isso nao treina-se", nao revi a resposta, como nunca revejo nada do que escrevo e faltou uma palavras, a frase correcta é "isso não é inato, treina-se".

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:09:00 da tarde

Green Eyes disse...

"então e A língua?"

Bingo! Encontraste tal como a Abobrinha um palavra pura, sem antónimo nem palavra que a anule.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:10:00 da tarde

Physalia physalis disse...

"ahahahahahahahah! se os saldos forem bons :\ ui...Os saldos! vacos :\"

Eu fugia e deixava-a lá! Isto é amor, porra :) Se ela ama o saldos e eu a amo, nao a posso tirar de lá, em no caso de terramoto.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:14:00 da tarde

Jane Doe disse...

"Não tem, claro que não! Mas o ser humano imagina-os assim, como se ve em muitos dos filmes de et´s..."

Eu não os imagino assim, imagino-os de forma diferentes, ou seja, nem me dou ao trabalho de os imaginar, mas tenho a ideia de que podem ser vida microscópica, vegetal ou até animal sem ter qualquer semelhança humana, com ou sem inteligência. Neste campo a probabilidade de nao terem inteligência ou de a inteligência ser menor, ultrapassa em larga escala a possibilidade de vida extra terrestre inteligente.

  ceptic

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:23:00 da tarde

"Ganda"raciocínio :) embora tendencioso esta fixe!

e pensava que tesão era feminina :P ( tive que ir ver, so naquela...:P)

  selita

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:23:00 da tarde

Este exercício está engraçado, lembro-me de o ter feito na disciplina de filosofia, há muitos anos, e é óbvio porque é assim; foram os homens que inventaram a escrita, à Mulher era-lhe vedado o ensinamento escrito.
Mas curioos é que Amante é tanto feminino como masculino e a maioria das pessoas não diz O tesão (forma correcta, claro) mas a tesão "'tou com uma tesão". Porque será?!

  Abobrinha

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:27:00 da tarde

Bruno

OK, continuando o jogo/exercício (apetece-me!), e sem ordem nenhuma excepto a que me ocorre no tempo de escrita de um comentário.

O Vazio. Em sentimento é absoluta, mas é anulada pelO Pleno.

Mas é A Plenitude, enquanto que o Vazio continua igual ao que era há pouco: masculino...

A Palavra é definitivamente feminina e extingue-se com O Silêncio.

O Orgulho é contrariado pelA vergonha.

O Sublime... mmm... será o contrário O Medíocre. Mas é A Mediocridade: parece que dá para os dois!

O Certo. O Errado.

(continua... se me der na telha!)

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:29:00 da tarde

ceptic disse...

"e pensava que tesão era feminina :P ( tive que ir ver, so naquela...:P)"

Sempre que vejo escrito "a tesão", dá-me pensamentos suicidas!

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:32:00 da tarde

selita disse...

"Mas curioos é que Amante é tanto feminino como masculino e a maioria das pessoas não diz O tesão (forma correcta, claro) mas a tesão "'tou com uma tesão". Porque será?!"

Amante... orá aqui está uma bela palavra, é bela porque pode usar quer o artigo masculino quer o feminino e é bela no seu significado.

Esta palavra é dos exemplos falta de "magia" nas palavras que o Poeta_ponte quer ver nelas. O significado de Amante é lindo, a significação é horrível.

Quanto ao tesão, é porque as pessoas quando não sabem, erram por imitação e digo erro porque existe a mania natural de repetir o que maioria diz e a maioria está regra geral errada.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:39:00 da tarde

Abobrinha disse...

"O Vazio. Em sentimento é absoluta, mas é anulada pelO Pleno."

Muito bem :)

"Mas é A Plenitude, enquanto que o Vazio continua igual ao que era há pouco: masculino..."

Ahahahaha, 2 pontos :)

"A Palavra é definitivamente feminina e extingue-se com O Silêncio."

O silencio é quebrado por uma palavra, mas por vezes por mais palavras que se usem o silencio continua. O silencio é mais profundo que isso.

"O Orgulho é contrariado pelA vergonha."

Nao é. Orgulho poderá ser contrariado pela modéstia e a vergonha anulará o descaramento.

Acho que me contagiaste com o que me faltava quando escrevi o texto, a capacidade de ver as coisas pelo lado feminino, acho que estou a ser capaz agora.

"O Sublime... mmm... será o contrário O Medíocre. Mas é A Mediocridade: parece que dá para os dois!"

O sublime é um estado elevado demais e o medíocre é aceitável. Se sublime fosse uma nota num exame, estaria acima do excelente e o medíocre, está a meio da tabela a cair para o mau. Acho que desprezível seria melhor palavra pois é pior que o muito mau, mas é uma palavras sem sexo, pode levar os dois artigos.

  S.Tear

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:41:00 da tarde

gostei muito do teu texto...


bj*

  I.D.Pena

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:46:00 da tarde

Fiquei sem fôlego, com este texto.

( ........ .............. .............. .............
... .......
) isto significa que me deixaste sem palavras.

  Abobrinha

sexta-feira, janeiro 30, 2009 1:46:00 da tarde

Bruno

"Acho que me contagiaste com o que me faltava quando escrevi o texto, a capacidade de ver as coisas pelo lado feminino, acho que estou a ser capaz agora."

Estás a ver como eu sou boa influência? ;)

Quanto à Palavra e ao Silêncio, acho que mantinha tudo o que disseste, mas substituía Palavra por A Comunicação e O Silêncio por A Solidão. Assim sendo, silêncio continua a anular a palavra e vice-versa. Mas no superlativo, A Comunicação seria anulada pela Solidão. Mas a Solidão anula-se pela Comunicação, pelo que se pode ver as coisas como boas também...

E agora vou aO Almoço para matar A Fome! ;)

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:02:00 da tarde

S.Tear disse...

"gostei muito do teu texto..."

Obrigado.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:03:00 da tarde

I.D.Pena disse...

"Fiquei sem fôlego, com este texto."

Inspira e expira, forca nisso!

  Jane Doe

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:07:00 da tarde

Hummm...

Ou seja... formas de vida fora da terra mas... Sem inteligência?

Como... Paramécias?

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:08:00 da tarde

Abobrinha disse...

"Estás a ver como eu sou boa influência? ;)"

Estou a ver que sim.

"Quanto à Palavra e ao Silêncio, acho que mantinha tudo o que disseste, mas substituía Palavra por A Comunicação e O Silêncio por A Solidão. Assim sendo, silêncio continua a anular a palavra e vice-versa. Mas no superlativo, A Comunicação seria anulada pela Solidão. Mas a Solidão anula-se pela Comunicação, pelo que se pode ver as coisas como boas também..."

Hmmmm, agora complicaste.
O silencio é algo de tão profundo que só pode ser anulado pela compreensão onde a comunicação é um opção válida, por isso concordo, MAS tu podes comunicar com 100 pessoas todos os dias, não estares sozinha 1 minuto e sentires-te extremamente só. Acho que na solidão queremos alguém que nos compreende, por isso a compreensão é capaz de anular tanto a solidão como a compreensão, pois na verdade toda a gente quer alguém que nos compreenda.

  Bruno Fehr

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:46:00 da tarde

Jane Doe disse...

"Ou seja... formas de vida fora da terra mas... Sem inteligência?

Como... Paramécias?"

E porque não? Seres unicelulares são formas de vida e não as encontramos pois não temos maneira de ir aos planetas vizinhos e porque andamos em busca de formas de vida superiores à nossa, com naves espaciais e tentáculos.

  I.D.Pena

sexta-feira, janeiro 30, 2009 2:56:00 da tarde

Bruno,

"Inspira e expira, forca nisso!"

Ahahah

Bom fim de semana

  Van

sexta-feira, janeiro 30, 2009 4:38:00 da tarde

E O homem, anulado pelA mulher...hehehehehehehhehehe muahahahahahahhaahhah!

O tesão??? não é A tesão???...

oh pah, semantica é discutivel...pode-se dar as voltas que quisermos para obter o resultado pretendido.

Pois, tb podes dizer que a guerra é anulada pela paz e a morte pela vida...depende da perspectiva!

  Melga

sexta-feira, janeiro 30, 2009 6:02:00 da tarde

Adorei o post...mas precisei de fumar umas barbas de milho e tomar um chá de carqueja para masturbar as minhas próprias ideias, é que esta coisa de sexualizar as palavras tem um poder que mexe com os tomates que um gajo tem no quintal...fossem eles de chumbo e eu não levantaria o poder que tenho no meu ferrãozinho...sangue muito sangue que até a Tia Maria pensou que o frasco da polpa tinha partido...

  provocação

sexta-feira, janeiro 30, 2009 6:05:00 da tarde

Lol, que maravilha de texto Bruno, a sério...nisso os alemães conseguem ter o género neutro o que só traz mais confusão...
Lembrei-me agora que até o masculino de puta passa a ser uma criancinha no masculino (o puto) realmente, há aqui qualquer coisa a bater mal...Uma cabala! Que em expanhol é um belo exemplar equídeo no masculino, lol....nunca mais saímos disto :)

  provocação

sexta-feira, janeiro 30, 2009 11:57:00 da tarde

Ah e finalmente decobri a música do mahna mahna...muito giraaaaaaaaaaaaa!!!!! :p

  Bruno Fehr

sábado, janeiro 31, 2009 1:13:00 da manhã

I.D.Pena disse...

:)

  Bruno Fehr

sábado, janeiro 31, 2009 1:16:00 da manhã

Van disse...

"E O homem, anulado pelA mulher...hehehehehehehhehehe muahahahahahahhaahhah!"

Regra geral sim :)

"O tesão??? não é A tesão???..."

Tesão é singular masculino.

"oh pah, semantica é discutivel...pode-se dar as voltas que quisermos para obter o resultado pretendido."

Este texto é um exercício quando feito sozinho, ou um jogo a dois, nada mais.

"Pois, tb podes dizer que a guerra é anulada pela paz e a morte pela vida...depende da perspectiva!"

Guerra anula a paz e vice versa, a vida é anulada pela morte, mas a morte, não é anulada pela vida, a morte unicamente anula a vida.

  Bruno Fehr

sábado, janeiro 31, 2009 1:18:00 da manhã

Melga disse...

"Adorei o post...mas precisei de fumar umas barbas de milho e tomar um chá de carqueja para masturbar as minhas próprias ideias, é que esta coisa de sexualizar as palavras tem um poder que mexe com os tomates que um gajo tem no quintal...fossem eles de chumbo e eu não levantaria o poder que tenho no meu ferrãozinho...sangue muito sangue que até a Tia Maria pensou que o frasco da polpa tinha partido..."

Algures a meio do comentário, perdi-me... vou à minha procura, volto já!

  Bruno Fehr

sábado, janeiro 31, 2009 1:21:00 da manhã

provocação disse...

Frustra-me é muita gente nao perceber a intenção dos textos... eu devo ser muito metafórico, ou gostam pegar comigo :)

"nisso os alemães conseguem ter o género neutro o que só traz mais confusão..."

É verdade, para simplificar só me apetece falar no plural, pelo menos é sempre Die.

"Lembrei-me agora que até o masculino de puta passa a ser uma criancinha no masculino (o puto) realmente, há aqui qualquer coisa a bater mal...Uma cabala!"

Sim, por acaso escrevi sobre isso, Puta é ofensivo e Puto já nao é.

"Ah e finalmente decobri a música do mahna mahna...muito giraaaaaaaaaaaaa!!!!! :p"

Viva os marretas! Mas odeio o Sapo Cocas, é um cócó de todo o tamanho!

  mf

sábado, janeiro 31, 2009 3:15:00 da manhã

Quando li este texto sorri. Tu foste muito hábil e, apesar de seres tendencioso, andas muito perto da verdade. Porque a nossa língua, por questões culturais (isto de vivermos numa sociedade patriarcal tem muito que se lhe diga), é mesmo tendenciosa. Se não, repara na diferença semântica dos seguintes pares, que veicula a ideia da mulher como um ser inferior ao homem: o governante/a governanta (país/casa); o costureiro/a costureira (alta costura/classe média-baixa); o vadio/a vadia; o (homem) perdido/a (mulher) perdida; etc.
Há ainda expressões como 'loira burra' ou 'mãe solteira', que têm um carácter pejorativo (os equivalentes masculinos não têm uma força semântica assim tão negativa, pois não?).
Nas asneiras, então, é fenomenal. Para além do par puta/puto, que alguém já mencionou, há um fenómeno curiosíssimo: muitos insultos implicam um ataque à mulher (e não ao homem), 'olhada' como promíscua. É o caso, por exemplo, de filho da puta, filho da mãe, maricas (vem de Maria), coninhas.

Outras culturas não usarão a língua desta forma. Terão outras 'estratégias'. Mas a nossa usa. E isto não sou eu que o digo: há estudos detalhados sobre o assunto.

Por isso eu diria antes: acertaste na mouche...

  provocação

sábado, janeiro 31, 2009 12:01:00 da tarde

Sim, o Cocas é muito cocó...

  Mulheka

sábado, janeiro 31, 2009 1:21:00 da tarde

O quê? Este texto é tendencioso? Ainda por cima propositado?

Não me tinha apercebido! ;)

Do que tu te vais lembrar. Essa cabeça é um caldeirão!!!

  JS

sábado, janeiro 31, 2009 3:56:00 da tarde

Mais uma dança de palavras genial...

Ás vezes gosto de acompanhar um texto com música, mas aqui encontro sempre uma prosa ritmada.

Fabuloso.

  Van

sábado, janeiro 31, 2009 4:41:00 da tarde

A morte não anula a vida? isso tb é discutível. Não sabemos o que é a morte nem o que está para lá dela, por isso...

Mas, filosofias à parte, por exemplo: um corpo em decomposição é alimento de inúmeros microorganismos, para além de levar ao crescimento de novos elementos do reino plantae. Já para não falar das minhocas e afins que se deleitam com o banquete...portanto, nesta perspectiva, a vida também anulou a morte, ao encontrar caminho através desta.

  Van

sábado, janeiro 31, 2009 4:44:00 da tarde

ps - bolas, não sabia. Sempre pensei que era "a tesão"...não é algo que oiça ou leia propriamente no meu dia a dia lol. Tb é aquele tipo de coisas que numa frase, cheia de sons, me escapa constantemente. E tb nunca pensei muito no assunto...

Tá-se sempre a aprender...dásse!

  Abobrinha

sábado, janeiro 31, 2009 6:05:00 da tarde

Bruno

Bem, essa discussão de solidão e do que a quebra não cabe só em trocas de comentários, mas em posts com muitos jogos de palavras. Mas sobretudo, a solidão quebra-se de dentro para fora. Naturalmente que é preciso ajuda, mas se não damos nós o salto não adianta!

Eu gosto de jogos de palavras. O que não gosto é que mas atirem à cara por as lerem à sua conveniência, depois de as terem distorcido. Mas agora não estava a falar de ti nem para ti: estava a falar para mim, a lembrar-me do que outra pessoa me fez e eu não gostei. E não permitirei que me façam isso (como não permiti a ele).

  Amanda

sábado, janeiro 31, 2009 10:17:00 da tarde

eu continuo com A dúvida

O tesão? e eu que sempre entendi como A

Ok

Adorei!!

  Manuel de Jesus

sábado, janeiro 31, 2009 11:02:00 da tarde

Este comentário foi removido pelo autor.
  Van

domingo, fevereiro 01, 2009 4:35:00 da tarde

# nós homens contribuímos para a evolução com coisa mais práticas, como o fogo, a roda e a “menage a trois” #

nós, homens?...e depois o machismo é invenção de mulher?...tá bem, tá...

  mf

domingo, fevereiro 01, 2009 5:01:00 da tarde

Essa de que o machismo foi inventado pelas mulheres é boa... É muito boa, mesmo... Já agora, gostava de saber quem foi 'a esperta' que o inventou. É provável que isso ande por aí em alguma enciclopédia que eu não conheço e eu gosto de andar sempre bem informada...

  Manuel de Jesus

domingo, fevereiro 01, 2009 9:20:00 da tarde

Este comentário foi removido pelo autor.
  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:17:00 da tarde

mf disse...

"Quando li este texto sorri. Tu foste muito hábil e, apesar de seres tendencioso, andas muito perto da verdade. Porque a nossa língua, por questões culturais (isto de vivermos numa sociedade patriarcal tem muito que se lhe diga), é mesmo tendenciosa. Se não, repara na diferença semântica dos seguintes pares, que veicula a ideia da mulher como um ser inferior ao homem: o governante/a governanta (país/casa); o costureiro/a costureira (alta costura/classe média-baixa); o vadio/a vadia; o (homem) perdido/a (mulher) perdida; etc."

Sem dúvida. Pai solteiro = a homem de coragem, enquanto mulher solteira deverá ter qualquer problema e ninguém a quer.

"Nas asneiras, então, é fenomenal. Para além do par puta/puto, que alguém já mencionou, há um fenómeno curiosíssimo: muitos insultos implicam um ataque à mulher (e não ao homem), 'olhada' como promíscua. É o caso, por exemplo, de filho da puta, filho da mãe, maricas (vem de Maria), coninhas."

Já escrevi por alto sobre isso num texto chamado "Puta". Acho que o termo que vem de Maria é Marialva e do qual deriva maricas.

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:17:00 da tarde

provocação disse...

:)

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:19:00 da tarde

Mulheka disse...

"Do que tu te vais lembrar. Essa cabeça é um caldeirão!!!"

Já me chamaram muita coisa...

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:20:00 da tarde

JS disse...

"Ás vezes gosto de acompanhar um texto com música, mas aqui encontro sempre uma prosa ritmada."

Obrigado.

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:20:00 da tarde

Van disse...

"A morte não anula a vida? isso tb é discutível."

Eu não disse que a morte não anula a vida, pois é óbvio que anula, o que disse foi que a morte não é anulada nem anulável pela vida, pois isso seria ressuscitar.

"ps - bolas, não sabia. Sempre pensei que era "a tesão"...não é algo que oiça ou leia propriamente no meu dia a dia lol. Tb é aquele tipo de coisas que numa frase, cheia de sons, me escapa constantemente. E tb nunca pensei muito no assunto..."

Agora sabes :)

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:20:00 da tarde

Abobrinha disse...

"Mas sobretudo, a solidão quebra-se de dentro para fora. Naturalmente que é preciso ajuda, mas se não damos nós o salto não adianta!"

Nao acho que seja preciso ajuda, pelo menos externa.

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:21:00 da tarde

Amanda disse...

"eu continuo com A dúvida

O tesão? e eu que sempre entendi como A"

O tesão é singular masculino.

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:21:00 da tarde

Manuel de Jesus disse...

"A linguagem e A palavra são inequivocamente femininas, indesmentíveis da sua condição, insubstituíveis e insuperáveis, em oposição aos exemplos que encontraste, que podem ser facilmente ser contrariados por outras forças do género oposto, como A Paixão, A ternura, A carícia, As sensação , A ambição, A lealdade, A amizade, A razão, A solidão, A saudade, A verdade e até A mentira."

Acho que não percebeste a função do exercício. A verdade e a mentira, anulam-se por isso não entendo os teus exemplos.


"Até as palavras que tentaste masculinizar como A tesão e A foda"

Tentei? O tesao é masculino, por mais que queria que seja feminino, nao é, nem nunca será. A foda é feminino mas ao falar no acto de foder o acto é masculino e torna a foda assexuada.

"É fácil de entender que o Machismo foi inventado, pelas mulheres, nós homens contribuímos para a evolução com coisa mais práticas, como o fogo, a roda e a “menage a trois” onde mais uma vez e se feita da forma correcta o género feminino está de novo em maioria…"

Mennage é masculino e não feminino como você diz. Menage é uma palavra Francesa que ao ser usada em Português o artigo "Le" passa para a sua tradução "o". Para mensage ser feminino teria de ser La menage e não é.

O machismo foi inventado pelo homem, pois a mulher não era autorizada a inventar o que quer que seja, não era sequer autorizada a falar sem autorização.

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:22:00 da tarde

Van disse...

:D

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:22:00 da tarde

mf disse...

"Já agora, gostava de saber quem foi 'a esperta' que o inventou."

Deve ter sido a parva da Eva!

  Bruno Fehr

domingo, fevereiro 01, 2009 10:22:00 da tarde

Manuel de Jesus disse...

"Calma Leoas, estava apenas a ser irónico e a ironia para ser eficaz deve de ser seca e um pouco amarga, assim como um bom Martini, que como diz o ícone do Machismo tem que ser “Shaken not Stirred”."

Que no ultimo filme, entrou numa de "who cares?"

  Van

domingo, fevereiro 01, 2009 11:55:00 da tarde

ah ah ah não queira o manuel de jesus saber o que é mesmo uma leoa... :-p end and over... :D

  Bruno Fehr

segunda-feira, fevereiro 02, 2009 8:07:00 da manhã

Van disse...

"ah ah ah não queira o manuel de jesus saber o que é mesmo uma leoa... :-p end and over... :D"

Calma, quero-te calma, se não digo ao teu gajo para te por um açaime... nada de morder nos outros leitores. Ok?

E nao vale arranhar, ou limo-te as garras... se me morder eu também mordo, ahahahahahah

  Manuel de Jesus

segunda-feira, fevereiro 02, 2009 9:12:00 da manhã

Este comentário foi removido pelo autor.
  Bruno Fehr

segunda-feira, fevereiro 02, 2009 9:28:00 da manhã

Manuel de Jesus disse...

"Bruno és uma Besta e não é um elogio, peço-te desculpa se assim não o entendeste."

Meu caro Jesus, será a ofensa resultado da falta de poder argumentativo?
É que o seu primeiro comentário revelou um leitura na diagonal do meu texto, ou então uma deficiente compreensão, ou até mesmo uma má interpretação. Qualquer que seja o caso é um defeito seu.

Claro que ao não ter percebido o texto, poderia ter buscado informação nos comentários, mas não o fez, tal era a tesão de mijo de comentar algo ilógico e que na verdade sustenta o que já disse.

"Já agora cronologicamente os últimos filmes do James Bond contam o inicio da história e lá se vai a tua teoria do “who cares”..."

Isso é deveras interessante, mas não me interessa nada, eu nem sequer vi os filmes, nem tenciono ver!

Eu normalmente respondo à letra. Comentários sérios, respostas sérias. Comentários parvos respostas parvas. Comentários ofensivos ou tentativas de o fazer, serão respondidos na mesma moeda.

Neste comentário, não serei ofensivo, mas se continuar a comentar nesse tom, eu irei responder à letra. Nao é ameaça, é promessa,mas todos merecem uma segunda oportunidade. Esta é a sua.

Em blogues alheios comporte-se como convidado. Aqui é livre de discordar mas não de de escrever baixarias, nem em relação aos comentadores (que apesar de ter sido um comentário machista, não foi mal educado), nem em relação ao autor do blogue, que não pensa duas vezes em responder.

Tenha um bom dia e acalme-se, o dia é longo!

  Manuel de Jesus

segunda-feira, fevereiro 02, 2009 9:42:00 da manhã

Caro Bruno, tens toda a razão, não honrei a minha posição de convidado, com um sincero pedido de desculpas, retiro os meus comentários.

  Bruno Fehr

quinta-feira, fevereiro 05, 2009 11:43:00 da tarde

Manuel de Jesus disse...

"Caro Bruno, tens toda a razão, não honrei a minha posição de convidado, com um sincero pedido de desculpas, retiro os meus comentários."

Nao pedi para que os retirasses, até porque eu poderia fazê-lo se assim o entendesse. Referi apenas que não é necessário, usar termos ofensivos para expores as tuas opiniões sobre a minha pessoa. Até porque o que escrevo são textos e eu sou eu e não estou aqui para ser analisado ou comentado.