25 de Abril

A última vez que escrevi sobre o 25 de Abril foi no dia 25.04.2009 (este texto). Escrevi nesse nesse texto a minha opinião sobre a pseudo-revolução, o meu ponto de vista sobre o "equilíbrio" político em Portugal e subscrevi o que muitos "revolucionários" afirmam: "A revolução está incompleta".

Critiquei de forma irónica e humorista, o valor dado uma música chamada: Grândola Vila Morena. Valor esse equivalente aos mais altos símbolos nacionais, quando na verdade, letra e música não valem o cotão que se acumula naturalmente debaixo de uma cama. O 25 de Abril teria acontecido independentemente do Grândola Vila Morena existir ou não. A escolha desta música foi simbólica e tanto poderia ter sido esta como a Lenda da Maria da Fonte (de longe, com mais qualidade).


Esse meu texto, levantou uma polémica imensa liderada por uma senhora, até esse dia minha leitora e até esse dia com a sua crise de menopausa sob controlo, à qual o meu texto desencadeou o processo natural de histeria e irracionalidade que essa fase da vida de uma mulher, por vezes causa.

A revolução do 25 de Abril é um dia em que os portugueses gritam liberdade, mas onde não há liberdade em questionar esse dia. Os auto-intitulados anti-fascistas usam essa data para se exprimirem livremente e castram a liberdade de quem questiona essa revolução planeada, estudada, combinada mas sempre em cima do joelho.

Como há quase um ano não fazia, sintonizei hoje a RTP internacional e em 10 minutos ouvi ou li a palavra liberdade 22 vezes. Mas que liberdade é essa? Onde está a porra da liberdade numa altura em perdemos o controlo da nossa economia para um grupo estrangeiro (FMI)? Onde está a porra da liberdade quando somos atacados diariamente por dizermos o que pensamos, se o que pensamos vai contra: Governos, Juízes e principalmente contra a maçonaria? Será a liberdade de nos podermos juntar em grupos de mais de 3 pessoas e conversar?

Que liberdade é a que nos liberta do controlo fascista e nos coloca sob controlo de idiotas incompententes, por sua vez controlados por um grupo obscuro como a maçonaria?
Vocês sabiam que durante a ditadura, Portugal tinha a mais baixa divida externa de todos os tempos? Sabiam que mesmo com ela baixa, a existente era vendida a Inglaterra? Ao contrário dos dias de hoje, em que vendemos a dívida externa a outro pais e acabamos com a mesma divida mas com outro cobrador, antigamente juntávamos volfrâmio à divida e entregávamos a Inglaterra. Desta forma ficávamos sem dívida e sem novo cobrador.
Não estou a defender um governo totalitarista, estou a afirmar um facto. A própria União Europeia tem documentado que a última vez que Portugal teve crescimento económico foi durante a ditadura e que os últimos 40 anos foram marcados por sucessivos erros económicos e políticos.

Será que não é possível ter em Portugal a responsabilidade económica dos fascistas juntamente com a ilusão democrática dos actuais partidos? Pelo menos desta forma teríamos idiotas incompetentes que agradam ao povo, como temos, mas bons a tratar da economia nacional. Será que é impossível um político em Portugal ser bom em qualquer coisa que não seja desviar assunto, desculpar-se e/ou fazer figuras tristes?

O 25 de Abril libertou-nos do fascismo? Será? Temos neste momento mais liberdade de expressão? Temos uma imprensa mais livre? Temos uma democracia de representação? O que temos é muita sorte em não termos caído num regime totalitarista de esquerda.
As pessoas ceguinhas defensoras do 25 de Abril, propositadamente ou por ignorância, não falam no 25 de Novembro. Nesse dia sim, houve uma verdadeira libertação, pois foi quando o plano de tornar Portugal numa URSS ocidental, caiu por terra. E mesmo assim foi uma fantochada (mas positiva), pois o maior traidor de Portugal (Mário Soares), simplesmente mudou de ideias a troca de dinheiro.

Os festejos do 25 de Abril, a repetição constante da palavra "liberdade" é uma acção flagrante de programação. Tanta vez a palavra é dita que eventualmente o povinho acredita que a sua definição é uma realidade no nosso dia-a-dia.

O que é o 25 de Abril afinal?
É unicamente mais um dia criado para reforçar a ideia nacionalista. Reforçar aquele sentimento de amor à pátria. Reforçar a ideia de que estamos tesos mas somos os maiores. No fundo é unicamente mais um feriado, mais uma desculpa para tirar um dia e mais um dia para juntar aos 16/17 feriados que temos e que nos colocam no topo da lista dos países que menos dias por ano trabalham... e depois, não percebemos como é que estamos em crise...

E a história do cravo? Que maravilhosa coincidência de estarem a vender cravos naquele momento. Que maravilhosa ideia de colocar os cravos nos canos das armas. Que coincidência fantástica que o puto com cara e cabelo de menino Jesus que vimos a colocar o cravo numa arma, seja hoje um destacado escravo das elites maçónicas, como reconhecido bolsista na bolsa de valores de Londres. Que coincidência fantástica que tenha sido o PS o partido mais beneficiado, o partido com uma rosa como símbolo. Irónico que a rosa vermelha se tenha seguido ao cravo vermelho, sendo que ambas são símbolos maçónicos.


Mas o que significa o cravo para a maçonaria?
O cravo é uma flor oferecida pelos maçons a quem se ama e por isso é irónico que tenha sido oferecido a militares, ou melhor, às armas desses militares.
A rosa tem o mesmo valor maçónico onde "amor" passa a "paixão" e lhe é adicionado a o significado de: dor e martírio. Muita dor e martírio espera ainda os portugueses na próxima década de ilusória recuperação económica. Dor e martírio com o patrocínio do partido da rosa em conivência com todos os outros.

Nós não precisamos de festejar o 25 de Abril. Nós precisamos de parar de viver no passado. É essencial festejar um novo dia de uma nova revolução e esse dia será quando o português quiser. Esse dia será o dia tanto faz do mês não importa do ano de 2011.



Nada de cravos, nada de rosas. Que usem Euphorbia pulcherrima Willd (chamada de: Comigo ninguém pode) que simbolizem que a vontade do povo é fodida!

Quando parti de Portugal deixei de viver no passado. Esse viver no passado é que algo que nos ensinam a fazer na escola e que nos programam a fazer durante toda a nossa vida. Enquanto nos orgulhamos da grandeza colorida do passado onde a história esconde a pequenez passada, isso impede-nos de agir no presente de modo a lutar por um futuro melhor. Que melhor maneira de festejar o 25 de Abril de 1974 do que com uma revolução com principio meio e fim? Uma revolução em que não mais se diga "25 de Abril sempre", mas sim "hoje, agora, já".

34 Comentários:

  Rui Oliveira

segunda-feira, abril 25, 2011 9:38:00 da tarde

Grande Bruno, um pequeno reparo. No quarto parágrafo onde está "entregava-mos" é na verdade "entregávamos", sem o hífen.

Apaga o comentário, é só mesmo um pequeno reparo para que a ideia fique ainda mais bem explicita.

Abraço e boas escritas

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 25, 2011 10:53:00 da tarde

Não há necessidade de esconder reparos, por isso, obrigado por ele.

  Diogo

segunda-feira, abril 25, 2011 11:37:00 da tarde

O 25 de Abril representou a passagem de um sistema de um ditador que estava às ordens das 5 famílias mais ricas de Portugal, para um sistema que está às ordens da Grande Finança Internacional.

  Bruno Fehr

segunda-feira, abril 25, 2011 11:41:00 da tarde

Diogo:

"O 25 de Abril representou a passagem de um sistema de um ditador que estava às ordens das 5 famílias mais ricas de Portugal, para um sistema que está às ordens da Grande Finança Internacional."

Correcto e é por isso que não percebo a defesa do 25 de Abril. É que nós podemos ter a maior merda do mundo, mas será sempre a nossa merda e portanto melhor que a dos outros.

Neste caso, festejamos a destruição da nossa merda e adoptámos a merda dos outros como sendo nossa.

Um governo totalitarista pode ser mudado internamente sem adoptar ideias exteriores (ver: China), mas por estranho aceitamos algo estrangeiro como sendo nosso...

  Anónimo

terça-feira, abril 26, 2011 12:54:00 da manhã

A defesa do 25 de Abril tem duas grandes componentes:

A primeira é realmente o mérito da revolução. Estamos muito melhores do que estávamos no tempo da ditadura. Acabou a guerra, a liberdade de expressão é muitíssimo superior, a pobreza da maioria da população baixou dramaticamente, e os níveis de educação estão a níveis historicamente elevados. Não estou a dizer que o actual regime seja um mar de rosas, mas globalmente Portugal e os Portugueses estão muito melhor agora do que no período da ditadura.

O segundo motivo pelo qual o 25 de Abril tem a importância que tem nos dias de hoje deve-se a ser uma revolução ainda fresca na cabeça das pessoas. Os portugueses que fizeram a revolução ainda se encontram vivos. Muitos dos que presenciaram a revolução ainda estão vivos. Para os mais novos, a revolução dos cravos é um acontecimento dos livros de história. Não é mais importante que a batalha de S. Mamede, ou a descoberta do caminho marítimo para a Índia. Mas para quem viveu naquele tempo, a revolução dos cravos é mais do que uns parágrafos de um livro de história. É uma memória de algo que viveram. É algo que desperta emoções e recordações.

Até esta geração que viveu o 25 de Abril de 1974 ter morrido, este feriado continuará a ser um dos mais badalados e importantes. Depois irá gradualmente diminuir a sua importância, até ser tão importante como o 5 de Outubro (que era celebrado também de forma muito efusiva pelos primeiros republicanos no início do século XX) e outros que tais.

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 1:16:00 da manhã

Anónimo:

"A primeira é realmente o mérito da revolução. Estamos muito melhores do que estávamos no tempo da ditadura. Acabou a guerra, a liberdade de expressão é muitíssimo superior, a pobreza da maioria da população baixou dramaticamente, e os níveis de educação estão a níveis historicamente elevados."

Como assim? Acabou a guerra que inevitavelmente iria acabar. A liberdade é utópica com uma cuidada seleção do que é escrito, do que aparece na TV e tudo o resto censurado, minimizado, ridicularizado. Os níveis de educação estão directamente relacionados com a escolaridade obrigatória e não propriamente com o 25 de Abril. No entanto de que vale ter um diploma quando o destino é a caixa do Continente?

"O segundo motivo pelo qual o 25 de Abril tem a importância que tem nos dias de hoje deve-se a ser uma revolução ainda fresca na cabeça das pessoas."

Fresca é, mas não foi uma revolução do povo, foi uma revolução oferecida pelo poder instalado acabando com um sistema político condenado de forma a justificar o poder que se instalou.
Sem o 25 de Abril, nunca no seu perfeito juízo algum português teria considerado Mário Soares um herói.

"Os portugueses que fizeram a revolução ainda se encontram vivos. Muitos dos que presenciaram a revolução ainda estão vivos."

Aqui surge uma outra parte da população nacional. Muitos perderam fortunas para o estado durante o fascismo, muitos perderam tudo para o estado após o fascismo. A diferença é que os primeiros podem falar abertamente e os outros precisam ficar calados pois se falam, são chamados de fascistas e por o serem é que não eram pobres durante a ditadura.

Ora isto não é liberdade de expressão, pois não existe liberdade igual para todos e em todos os assuntos.

Não invalido a necessidade de derrubar um sistema fascista, pois sublinho a necessidade de derrubar o actual sistema. No entanto, tivemos uma revolução que nos foi dada e não foi lutada e isto de forma a salientar o proverbio português: "muda-se as moscas mas a merda fica a mesma", com a agravante que a merda ficou pior.

Há menos pobres agora do que há 40 anos? Discordo, pois há 40 anos as famílias podiam não ter dinheiro mas ainda cultivavam alimentos, ainda faziam o seu próprio pão. Há mais pobres hoje pois precisam comprar tudo e como não há dinheiro endividam-se até à ruína.

Eu não ligo a pobreza ao facto de se ter ou não dinheiro. A pobreza para mim é não ter um teto e comida. Essa é uma realidade hoje bem mais cruel do que há 40 anos e digo isto assente nos discursos de pessoas que viveram nessa altura.

  Anónimo

terça-feira, abril 26, 2011 1:25:00 da manhã

Nunca me ligado o cravo do 25 de Abril à maçonaria e ao PS, mas de facto faz sentido. Acho q a revolta da eupherbia pulcherrima, não é um nome muito comercial, lol. Eu acho que devia ter nascido nos 1% que mandam em tudo, estou farto de estar nos 99, cambada de burros, ninguém acorda...

  shark

terça-feira, abril 26, 2011 2:09:00 da manhã

A rosa do PS não é vermelha, mas rosa propriamente dita. Na maçonaria não usam esse tom, pois não?

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 2:19:00 da manhã

Anónimo:

"eupherbia pulcherrima, não é um nome muito comercial"

Sem dúvida.

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 2:39:00 da manhã

Bruno Fehr disse...

shark:

"A rosa do PS não é vermelha, mas rosa propriamente dita."

A rosa do PS é vermelha normalmente aparece numa bandeira rosa unicamente vectorizada a negro e muito recentemente aparece a rosa seguida de PS a verde, mas toda a simbologia do partido sempre foi vermelha, após o 25 de Novembro houve um esforço em Portugal de se distanciarem do comunismo (vermelho) e passaram ao vermelho desbotado, rosa. O mesmo aconteceu com o Benfica que passaram de vermelhos a encarnados.

Mas a cor socialista é o vermelho e não o rosa. O grupo socialista europeu do qual o PS faz parte é vermelho e não rosa.

Aqui está o símbolo que conhecemos da nossa juventude:

http://www.seeklogo.com/images/P/Partido_Socialista-logo-7196D82590-seeklogo.com.gif

Logotipo vermelho, rosa vermelha, PS vermelho.

E aqui está a mudança de cor em Portugal após o afastamento do PS da restante e impopular esquerda:

http://dossiers.publico.pt/imagens.aspx/1166764?tp=UH&db=DESTAQUES&w=320

Lavaram tanto a cara para esconder a sujeira da sua origem que acabaram por desbotar a cor. Não que os outros partidos sejam melhores, mas sim porque o PS tem o passado mais negro da política portuguesa.

"Na maçonaria não usam esse tom, pois não?"

As cores principais no ensinamentos maçónicos são: Púrpura, vermelho, branco, negro, verde e azul. Cada é usada para ensinamentos morais e/ou para chamar a sua atenção a um factor histórico maçónico. Cada cor tem ambos os propósitos.

Depois disso temos as misturas de duas ou mais cores que geram uma nova cor e portanto dá um novo significado.

Para obter rosa usamos vermelho e branco (com certos materiais nem é preciso adicionar branco), o significado maçónico fica associado ao branco e vermelho.

Vermelho: Regeneração, usado nos altos graus maçónicos.

Branco: Pureza, usado nos iniciantes maçónicos.

  Streetwarrior

terça-feira, abril 26, 2011 9:10:00 da manhã

http://espirra-verdades.blogspot.com/2011/04/25-abril.html

Ontem comentei mas o meu Post ficou nas nuvens...
Nada é feito á toa...

Nuno

  skeptikos

terça-feira, abril 26, 2011 10:25:00 da manhã

Bruno, CLAP, CLAP, CLAP e subscrevo não apenas texto - sobretudo esta pérola: «Nós precisamos de parar de viver no passado» - como respostas aos comentários.

Infelizmente este povo quer mesmo é o Pingo Doce: "zero de preocupações, zero de consciência, zero de ideias" e contra isto só fugindo daqui.

  skeptikos

terça-feira, abril 26, 2011 10:42:00 da manhã

Contos Proibidos - Memórias de um PS desconhecido

Versão light: http://www.4shared.com/document/WYEcSaEe/Contos_Proibidos-Memorias_de_u.html

(Re)Ler /Contos Proibidos: Memórias de um PS desconhecido/, de Rui Mateus, – fundador e ex-responsável pelas relações internacionais do PS, até 1986 – faz-nos perceber como é diferente a justiça em Portugal e noutros países da Europa.
Escrito em 1996, este livro é um retrato da personalidade de Mário Soares, antes e depois do 25 de Abril. Com laivos de ajuste de contas entre o autor e demais protagonistas socialistas, são abordados, entre outros assuntos, as dinâmicas de apoio internacional ao Partido Socialista e, em particular, a Soares, vindos de países como os EUA, Suécia, Itália, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Líbia, Noruega, Áustria ou Espanha.
Soares é descrito como alguém que «tinha uma poderosa rede de influências sobre o aparelho de Estado através da colocação de amigos fiéis em postos-chaves, escolhidos não tanto pela competência mas porque podem permitir a Soares controlar aquilo que ele, efectivamente, nunca descentralizará – o poder» (pp.151-152);
«para ele, o Partido Socialista não era um instrumento de transformação do País baseado num ideal generoso, mas sim uma máquina de promoção pessoal» (p.229);
e como detendo «duas faces: a do Mário Soares afável, solidário e generoso e a outra, a do arrogante, egocêntrico e autoritário» (p.237).

A teia montada em torno de Soares, com um cunhado como tesoureiro do partido, e as lutas internas fratricidas entre novos/velhos militantes (Zenha, Sampaio, Guterres, Cravinho, Arons de Carvalho, etc), que constantemente ameaçavam a primazia e o protagonismo a Soares, são descritos com minúcia em /Contos Proibidos/.

Grande parte dos líderes da rede socialista internacional – uma poderosa rede de “entreajuda” europeia que, em boa verdade, só começou a render ao PS depois dos EUA, sobretudo com Carlucci, terem dado o passo decisivo de auxílio a Portugal – foi mais tarde levada à barra dos tribunais e muitos deles condenados, como Bettino Craxi de Itália, envolvidos em escândalos, como Willy Brandt, da Alemanha, ou assassinados como o sueco Olof Palme.

O livro foi rapidamente retirado de mercado após a curta celeuma que causou (há quem diga que “alguém” comprou toda a edição) e de Rui Mateus pouco ou nada se sabe.

Há também quem diga que o livro de Rui Mateus desapareceu das livrarias em virtude de os livreiros terem sido ameaçados de represálias, que foram ao ponto de sugerir “que os curto circuitos acontecem e muitas vezes provocam incêndios” para bom entendedor meia palavra basta.

O partido do Sr. Soares investiu milhares $$ e moveu muitas influências para retirar do mercado o incómodo livro e pelos vistos o pau-mandado do Almeida Santos fez um bom trabalho, pois nem a censura do tempo da outra senhora faria melhor.

A “Máfia” no seu melhor.
O Sr. Soares é um individuo egocêntrico, ditador, prepotente e doente pelo poder, do tipo quem não está com ele está contra ele, (tal como a actual peste) e a prova está na pessoa de Rui Mateus, que este senhor e o partido a que presidiu destruiram politicamente e obrigaram a emigrar.

É graças a estes “artistas” que nos governam (e se “governam”) desde o 25 de Abril, que estamos na me*da e na me*da havemos de continuar se não tivermos tomates (aposto mais uma vez em como não os temos) para tomar uma atitude de corte total com toda esta cambada de corruptos e insaciáveis.

  Anónimo

terça-feira, abril 26, 2011 12:09:00 da tarde

"Como assim? (...) A liberdade é utópica com uma cuidada seleção do que é escrito, do que aparece na TV e tudo o resto censurado, minimizado, ridicularizado. "

Concerteza que é preferível ser ridicularizado por aquilo que dizemos, do que irmos para cadeia pelo mesmo motivo. E não compare a auto-censura dos meios de comunicação de massas, com a censura institucionalizada dos tempos da ditadura. São incomparáveis. E não minimize o sofrimento daqueles que foram presos e torturados por desafiarem o regime expressando as suas opiniões. Hoje já não se faz nada disso. Neste aspecto estamos incomparavelmente melhor.

  Anónimo

terça-feira, abril 26, 2011 12:14:00 da tarde

"Há menos pobres agora do que há 40 anos? Discordo, pois há 40 anos as famílias podiam não ter dinheiro mas ainda cultivavam alimentos, ainda faziam o seu próprio pão. Há mais pobres hoje pois precisam comprar tudo e como não há dinheiro endividam-se até à ruína."

Há 40 anos era frequente ver pessoas descalças em plena cidade de Lisboa. Sim, as pessoas tinham mais apego à terra e estavam menos dependentes de terceiros para a alimentação, mas eram mais pobres do que actualmente. Hoje são mais ricas, mas também mais dependentes de terceiros.

  Anónimo

terça-feira, abril 26, 2011 12:23:00 da tarde

"Eu não ligo a pobreza ao facto de se ter ou não dinheiro. A pobreza para mim é não ter um teto e comida. Essa é uma realidade hoje bem mais cruel do que há 40 anos e digo isto assente nos discursos de pessoas que viveram nessa altura."

A memória é uma coisa muito traiçoeira. A minha avó, que começou a trabalhar aos 7 anos, que nunca teve possibilidade de ir à escola, sempre me disse que veio da fome para a fartura. Conta-me histórias de como comiam frango uma ou duas vezes por ano. De como 'havia sempre pouco'. De como 'nunca sobrava'.

Nunca como nos dias de hoje existiu tanta habitação social. Nunca como nos dias de hoje existiu tanto alimento disponível a preços tão baixos. Nunca como nos dias de hoje existiu tanta e tão bem organizada caridade alimentar. Pela definição do Bruno, hoje estamos (globalmente) menos pobres que à 40 anos.

  ESPAÇO SUDOESTE

terça-feira, abril 26, 2011 10:38:00 da tarde

Com pouco a ver com o assunto principal mas como se prima pela exactidão das "coisas". "Euphorbia pulcherrima" é comercialmente conhecida por Poinsettia, flor de natal, estrela de natal ... originária do México, no fundo aquela planta que "toda" a gente conhece que tem as ´"flores" (porque não são flores mas sim folhas) normalmente vermelhas e que se comercializam que nem ginjas por altura do Natal. A planta da foto, também conhecida por comigo ninguem pode (mais no Brasil) ou por difembaquia (em Portugal)é uma planta do género "Dieffenbachia"

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:03:00 da tarde

Streetwarrior:

Por causa dos comentários que desaparecem habituei-me ao copy antes de clicar em publicar :)

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:03:00 da tarde

skeptikos:

"Infelizmente este povo quer mesmo é o Pingo Doce: "zero de preocupações, zero de consciência, zero de ideias" e contra isto só fugindo daqui."

Sem dúvida que é o conformismo de um povo com uma história de luta que me irrita. Das duas uma, ou os portugueses estão frouxos ou sempre foram frouxos e inventaram uma bela História de heroísmo. Sim, porque muita da História de Portugal é uma grande treta...

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:04:00 da tarde

skeptikos:

"Contos Proibidos - Memórias de um PS desconhecido"

Sem dúvida um livro super interessante, com importância reforçada ao ter sido censurado depois de ter esgotado em tempo recorde a primeira edição.

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:04:00 da tarde

Anónimo:

"Concerteza que é preferível ser ridicularizado por aquilo que dizemos, do que irmos para cadeia pelo mesmo motivo."

A ridicularizacao é unicamente o primeiro passo, no segundo passo somos combatidos e a prisão é ainda uma realidade a ter em conta para os activistas. Acha que se eu criticasse a maçonaria dando a cara nas ruas de Lisboa, estaria aqui?

"E não compare a auto-censura dos meios de comunicação de massas, com a censura institucionalizada dos tempos da ditadura."

Tenho de comparar, pois a auto-censura é a pior das censuras. É quando nós passamos a ser os nossos policias e policias dos nossos colegas. É quando o poder central vence e passamos acreditar que temos a liberdade de não dizer o que não devemos.

"E não minimize o sofrimento daqueles que foram presos e torturados por desafiarem o regime expressando as suas opiniões."

Tal como não menosprezo aqueles que para proteger as suas famílias, colaboraram com o regime e foram presos e humilhados no pós 25 de Abril.

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:05:00 da tarde

Anónimo:

"Há 40 anos era frequente ver pessoas descalças em plena cidade de Lisboa."

E o que é que isso tem a ver com o fascismo? Ter sapatos era um luxo!
Dentro de 40 anos iremos dizer que em 2011 éramos tão pobres que havia pessoas nas ruas de Lisboa sem um iPhone.

Antes dos sapatos usavam panos em volta dos pés e não podemos culpar a monarquia por isso.
A maioria das mudanças estão relacionadas com o passar dos anos e não com a política.

A minha família não era pobre e mesmo assim o meu pai tinha sapatos para usar unicamente ao Domingo. Além de não serem confortáveis eram supérfluos.

"Sim, as pessoas tinham mais apego à terra e estavam menos dependentes de terceiros para a alimentação, mas eram mais pobres do que actualmente."

Pobres monetariamente, mas retiravam um mínimo de alimentos da terra. Hoje somos pobres e não retiramos nada da terra, nem sequer bebemos água de fontes e poços. Como disse a pobreza não é só o dinheiro que temos no bolso, pois era possível viver sem dinheiro e hoje é impossível.

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:06:00 da tarde

Anónimo :

"A memória é uma coisa muito traiçoeira. A minha avó, que começou a trabalhar aos 7 anos, que nunca teve possibilidade de ir à escola, sempre me disse que veio da fome para a fartura. Conta-me histórias de como comiam frango uma ou duas vezes por ano."

A minha avó sempre trabalhou na terra, não havia dinheiro para luxos mas havia comida. Hoje, sem dinheiro não há nada, pois apesar de ter as terras da minha avó, não faço ideia de como se plantam batatas.

"Nunca como nos dias de hoje existiu tanta habitação social. Nunca como nos dias de hoje existiu tanto alimento disponível a preços tão baixos."

Habitação social paga por quem não pode e dada a muitos que nem querem trabalhar. Alguns até com o reconhecido direito cultural de não trabalhar. Se ficares pobre, o Estado dá-te uma casa? Não dá, mas certamente dará casa a um qualquer refugiado.
Existem alimentos a baixos preços para quem tem um ordenado decente. Para quem ganha 500 euros nada é barato. Isto sem referir que o que é barato sai caro e nunca houve tantos alimentos sem qualidade para serem consumidos por nós.

Como se justifica que se ganhe 500 euros hoje, quando há 20 anos eu ganhava 80 contos (400 euros) em trabalhos de verão? Estamos mais ricos, ou temos mais créditos?

Os pobres antes do 25 de Abril não tinham nada mas também não deviam nada. Hoje temos pouco e devemos o que temos e o que não temos.

"Pela definição do Bruno, hoje estamos (globalmente) menos pobres que à 40 anos."

Aparentemente. Pois se Portugal está falido é óbvio que estamos bem mais pobres do que há 40 anos.

  Bruno Fehr

terça-feira, abril 26, 2011 11:06:00 da tarde

ESPAÇO SUDOESTE:

"Com pouco a ver com o assunto principal mas como se prima pela exactidão das "coisas". "Euphorbia pulcherrima" é comercialmente conhecida por Poinsettia, flor de natal, estrela de natal ..."

Interessante, pois isso reforça ainda mais o seu significado maçónico, estando relacionada com a estrela de Natal.

"A planta da foto, também conhecida por comigo ninguem pode (mais no Brasil) ou por difembaquia (em Portugal)é uma planta do género "Dieffenbachia""

Escolhi essa como parte humorística, pois achei o nome interessante para lema de uma revolução.

  Anónimo

domingo, maio 01, 2011 4:00:00 da tarde

"Como se justifica que se ganhe 500 euros hoje, quando há 20 anos eu ganhava 80 contos (400 euros) em trabalhos de verão? Estamos mais ricos, ou temos mais créditos?

Os pobres antes do 25 de Abril não tinham nada mas também não deviam nada. Hoje temos pouco e devemos o que temos e o que não temos."

1) Há 20 anos já não estávamos em ditadura. Estávamos aliás no auge do crescimento económico gerado durante a integração europeia.

2) A definição de pobreza do Bruno não era a quantidade de dinheiro, mas uma casa e comida. Eu mantenho que há 40 anos muita gente vivia em barracas (coisa que graças aos programas de habitação social praticamente já não existe nos dias de hoje), e que a comida é muito mais abundante hoje que nos tempos de ditadura (para não falar nas inúmeras organizações de caridade que se dedicam, de forma organizada, a combater a fome que não existiam no nosso país há 40 anos).

  Bruno Fehr

domingo, maio 01, 2011 11:14:00 da tarde

Anónimo:

"1) Há 20 anos já não estávamos em ditadura. Estávamos aliás no auge do crescimento económico gerado durante a integração europeia."

Nem eu disse que estávamos, foi uma demonstração de que se ganhava pouco mais do que no tempo do fascismo, mas relativamente ao custo de vida de hoje em dia, ganhava-se muito mais do que actualmente.

"2) A definição de pobreza do Bruno não era a quantidade de dinheiro, mas uma casa e comida. Eu mantenho que há 40 anos muita gente vivia em barracas (coisa que graças aos programas de habitação social praticamente já não existe nos dias de hoje)"

Portugal não é Lisboa. A centralização de pessoas na capital é voluntária, preferindo morar em barracas na capital do que em casas no interior.
Além disso, havia muito mais barracas entre 1974 até aos anos 90, do que durante todo o Estado Novo... Em particular quando se descobriu que ter uma barraca era meio caminho andado para se receber uma casa.

"e que a comida é muito mais abundante hoje que nos tempos de ditadura"

Nas cidades a altos preços e de qualidade muito inferior. Hoje em dia a comida é menos abundante no interior com o subornos da EU para a não produção.

"(para não falar nas inúmeras organizações de caridade que se dedicam, de forma organizada, a combater a fome que não existiam no nosso país há 40 anos)."

Como ex-membro do banco alimentar e outras organizações semelhantes, isso são negócios extremamente lucrativos. O negócio sobrepõe-se à ajuda. Menos de 10% chega aos necessitados sendo a ajuda entre vizinhos durante o Estado Novo, bem mais eficaz.

  Anónimo

segunda-feira, maio 02, 2011 12:35:00 da manhã

"Nas cidades a altos preços e de qualidade muito inferior. Hoje em dia a comida é menos abundante no interior com o subornos da EU para a não produção. "

Sim, a comida actualmente tem qualidade inferior. Mas, mesmo no interior, a comida é muito abundante. Não é feita em Portugal, mas é abundante. Muito mais do que no tempo do fascismo.

  Anónimo

segunda-feira, maio 02, 2011 12:38:00 da manhã

"Como ex-membro do banco alimentar e outras organizações semelhantes, isso são negócios extremamente lucrativos. O negócio sobrepõe-se à ajuda. Menos de 10% chega aos necessitados sendo a ajuda entre vizinhos durante o Estado Novo, bem mais eficaz."

Como regular voluntário do Banco Alimentar lhe digo que isso é mentira. Praticamente a totalidade da comida entregue ao Banco é entregue aos mais necessitados.

  Bruno Fehr

segunda-feira, maio 02, 2011 12:48:00 da manhã

Anónimo:

" Mas, mesmo no interior, a comida é muito abundante. Não é feita em Portugal, mas é abundante. Muito mais do que no tempo do fascismo."

Basta ver as terras em pousio/abandonadas para perceber o seu erro argumentativo.

  Bruno Fehr

segunda-feira, maio 02, 2011 12:51:00 da manhã

Anónimo:

"Como regular voluntário do Banco Alimentar lhe digo que isso é mentira. Praticamente a totalidade da comida entregue ao Banco é entregue aos mais necessitados."

Quando falamos de comida, o banco alimentar entrega a grupos e não directamente às pessoas e no caminho a maioria "perde-se". Conheci algumas famílias que recebiam essa ajuda e não tinham necessidade de a receber.

Quando falamos de roupas, após serem seleccionadas as de marca e qualidade são carregadas em carrinhas e vendidas em lojas de segunda mão em Espanha. Outras são vendidas a uma empresa do norte para se fazer desperdício industrial. O lixo enviado para África recebe uma segunda escolha pelas autoridades locais e menos de 1% chega ao alvo.

  Anónimo

segunda-feira, maio 02, 2011 12:14:00 da tarde

"Basta ver as terras em pousio/abandonadas para perceber o seu erro argumentativo."

Que parte do (...)"não é feita [a comida] em Portugal"(...) é que não percebeu?

  Anónimo

segunda-feira, maio 02, 2011 12:21:00 da tarde

"Quando falamos de comida, o banco alimentar entrega a grupos e não directamente às pessoas e no caminho a maioria "perde-se". Conheci algumas famílias que recebiam essa ajuda e não tinham necessidade de a receber.

Quando falamos de roupas, após serem seleccionadas as de marca e qualidade são carregadas em carrinhas e vendidas em lojas de segunda mão em Espanha. Outras são vendidas a uma empresa do norte para se fazer desperdício industrial. O lixo enviado para África recebe uma segunda escolha pelas autoridades locais e menos de 1% chega ao alvo."

As roupas não conheço pessoalmente (mas isso também não entra no critério de pobreza do Bruno). Nem estou muito por dentro do que se passa no que vai para África. Mas o Banco Alimentar dispõe de distribuição própria. E Eu já acompanhei pessoalmente (com alguma frequência) a comida desde os armazéns até às cantinas e pessoas necessitadas (A entrega a particulares é através de outras instituições como disse, mas muitos dos voluntários do banco são os mesmos dessas instituições e portanto acompanham todo o trajecto dos alimentos). O seu comentário só revela que nunca pôs os pés numa acção do Banco Alimentar (pelo menos no de Lisboa).

  Bruno Fehr

segunda-feira, maio 02, 2011 5:33:00 da tarde

Anónimo

"Que parte do (...)"não é feita [a comida] em Portugal"(...) é que não percebeu?"

Que parte do: essas terras estavam cultivadas durante o Estado Novo, que não percebeu?

  Bruno Fehr

segunda-feira, maio 02, 2011 5:35:00 da tarde

Anónimo:

"(A entrega a particulares é através de outras instituições como disse, mas muitos dos voluntários do banco são os mesmos dessas instituições e portanto acompanham todo o trajecto dos alimentos). O seu comentário só revela que nunca pôs os pés numa acção do Banco Alimentar (pelo menos no de Lisboa)."

Informe-se melhor. Você é voluntário tem essa possibilidade.