Educação

O top 10 de empregos para 2010, não existiam em 2004! Isto significa que o nosso sistema de ensino tem de preparar pessoas para empregos que ainda não existem, prepara-los para usar tecnologias que ainda não foram inventadas. Educa-los para resolver problemas que ainda não são problemas. Estas são as conclusões do encontro de Roma em 2008.
Não fazemos ideia do que o mercado de trabalho irá exigir dentro de 20 anos, mas todos sabemos que estará relacionado com novas tecnologias e que o computador estará no centro de tudo. Actualmente os nossos filhos estão a ser educados com os mesmos métodos que nós fomos e em muitos casos a aprender as mesmas matérias que nós.

A quantidade de nova informação técnica duplica a cada dois anos e por isso, um aluno ao chegar ao último ano de uma licenciatura vai verificar que metade do que aprendeu estará já desactualizado.
O sistema de ensino permanece praticamente inalterado há décadas e a própria actualização de currículos de 4 em 4 anos, é insuficiente para fazer frente a toda a informação que aparece diariamente.



A introdução de um aluno às novas tecnologias deveria ser feita desde de tenra idade, no entanto é possível passar 12 anos na escola, sem o aluno tocar num computador que não seja seu. Na verdade não sabemos o que o futuro vai exigir dos nossos filhos, mas também não parecemos muito preocupados com isso.

Uma das estatísticas apresentadas é; nos países com maior numero de alunos de mérito (como a Índia), onde 25% dos alunos possuem notas dignas de mérito, 50% dos alunos com 6 anos sabem mexer num computador e julgo que este é um facto que permite à Índia ter mais alunos de mérito (25%) do que os EUA possuem alunos (100%).


Nota: O meu agradecimento ao Ricardo pelo link do vídeo que se segue. Um trabalho de Karl Fisch que resume o encontro de 2008 em Roma intitulado: Globalization & The Information Age


34 Comentários:

  Anónimo

quinta-feira, maio 28, 2009 12:42:00 da manhã

Já lemos isto na Sábado há uns meses. exactamente isto. sem tirar nem pôr.

  Bruno Fehr

quinta-feira, maio 28, 2009 12:56:00 da manhã

Anónimo:

"Já lemos isto na Sábado há uns meses. exactamente isto. sem tirar nem pôr."

Ah sim? Pode enviar-me um scan desse artigo? É que estou de facto curioso de verificar esse "sem tirar nem por", é que como deve calcular essa revista não é vendida em Hamburgo e gostaria de saber se o artigo refere que a ideia base foi uma conclusão do encontro de Roma, onde a minuta está disponível online.

Uma coisa é vários blogues ou jornalistas falarem do mesmo assunto, outra é escreverem "sem tirar nem por". Fico à espera!

  Bruno Fehr

quinta-feira, maio 28, 2009 1:01:00 da manhã

Já agora faço questão de ver esse artigo. Solicito aos leitores da revista Sábado que me enviem um scan desse artigo. Só naquela de comparar os textos.

  Ricardo

quinta-feira, maio 28, 2009 1:12:00 da manhã

Esqueceste-te de referir o vídeo (que tá execelente)...

http://www.youtube.com/watch?v=jpEnFwiqdx8

1 abraço!

  Bruno Fehr

quinta-feira, maio 28, 2009 1:18:00 da manhã

Ricardo:

Obrigado pelo vídeo, irei adicionar ao texto. No entanto ainda estou interessado nesse artigo da Sábado, gostaria de saber se refere que a fonte é o encontro de 2008 de Roma, intitulado: Globalization & The Information Age

  afectado

quinta-feira, maio 28, 2009 1:51:00 da manhã

Leio a Sábado há vários meses e não me lembro de ler algum artigo semelhante a este texto.

Pode a minha memória estar a falhar até porque alguns artigos não leio com muita atenção por não me despertarem grande interesse, mas acho difícil que este seja um caso desses.

  Bruno Fehr

quinta-feira, maio 28, 2009 2:05:00 da manhã

afectado:

Poderá ter havido um algures no final de 2008 sobre o encontro de Roma, mas não estou a ver como possa ser igual.

A origem do comentário explica muita coisa, no entanto existe uma leitora deste blogue que trabalha em clipping e poderá ajudar nesse campo. Já agora quero ver o artigo :)

  afectado

quinta-feira, maio 28, 2009 2:12:00 da manhã

http://www.sabado.pt/Dentro-da-revista/254,-12-a-18-Mar-2009-(9)/254_sumario.aspx

Tenho ideia que eles disponibilizam a revista em pdf uma semana após estar nas bancas. Não sei se mantêm, ou se retiram quando colocam a próxima. E no fim de 2008 ainda não tinham site, por isso podem não ter essas edições em pdf, mas podes tentar neste link.

De qualquer modo acho pouco provável que tenha surgido um artigo igual a este texto no fim de 2008.

  Vani

quinta-feira, maio 28, 2009 2:40:00 da tarde

Porra, nunca mais te calas, anónimo do raio??? Sim, onde está esse sem tirar nem pôr?? O único que tirar nem pôr que vejo aqui é a dor de corno com que vives diariamente. Tás com falta de arroz, ai tás tás...

  Vani

quinta-feira, maio 28, 2009 2:45:00 da tarde

Qto ao tema em questão, obviamente que numa sociedade em que o conhecimento está em evolução constante, que haverá sempre informação ultrapassada, teorias abandonadas, tecnologias novas, bláblábláblá...cabe ao Ensino, e a quem ensina, dar a conhecer não só as teorias vigentes como a possibilidade de estas virem a ser ultrapassadas. Cabe tb, a esses mesmos, ensinar as pessoas a buscar, procurar, pesquisar, criticar, processar, blábláblá, informação e actualização de conceitos e conhecimentos. Era precisa uma reunião em Roma e um suposto artigo na revista Sábado (que é uma grande revista, né :-p), para tirar essa conclusão?...(nota, Bruno, a pergunta é abstracta, não se dirige a ti ;-) )

  André

quinta-feira, maio 28, 2009 4:35:00 da tarde

Então e o choque tecnológico do Sócras!

  Diabólica

quinta-feira, maio 28, 2009 5:53:00 da tarde

A isto tudo chama-se "Novas Oportunidades"!:)))

  Krahedame

quinta-feira, maio 28, 2009 6:02:00 da tarde

Por mais que pensemos que, nos dias que correm, é absurdo alguém não saber trabalhar com um computador isso é ainda uma realidade. Falo por mim, que não possuo mais que conhecimentos básicos e mesmo estes foram apreendidos com a experiência diária e com a necessidade de resolução de problemas sem recorrer a técnicos, por vezes deparo-me com situações perfeitamente absurdas. 1o a formação que é dada nas TIC, em dois anos, não chega a tocar o suficiente, o que se aprende? funções básicas do word e algum (muito pouco) excel. 2o Quando nos é pedido para apresentar trabalhos em Power Point a maioria dos meus colegas de turma fica espantado pelo facto de eu pôr as caixas de texto em transparência, que é das coisas mais fáceis que alguém pode fazer, quanto mais recorrer a utensílios mais sofisticados.Aliás, muitos deles nem uma simples formatação sabem fazer . Por último penso que embora a culpa possa ser do ensino, maior parte das vezes é dos próprios alunos que quando o pc dá erro ou quando algo corre de modo imprevisto não procuram sequer saber qual a fonte do problema quanto mais em tentar resolvê-lo sozinhos, habituam-se de tal maneira a ter tudo pronto-a-usar que não procuram descobrir mais, saber mais, esperam sempre que alguém faça por eles.

  Fada

quinta-feira, maio 28, 2009 7:34:00 da tarde

Muito interessante, o vídeo!!!

Quanto ao texto, eu "gosto" dos anónimos que vêm coisas sem "tirar nem pôr"... Enfim...

O sistema de ensino, em Portugal e não só, está desajustado da realidade, hoje mais que nunca. Já quando acabei o curso e comecei a trabalhar senti que não sabia nada. Claro que sabia, mas... Fica-se sempre aquém das expectativas.

Estou a tirar um mestrado (bolonhês, preferia a massa...) e sinto que não tem o nível que eu gostaria. Ou os professores não estão preparados, ou não querem saber. Ou ambas as hipóteses.

Estamos sempre desactualizados, a uma velocidade assustadora, da parte tecnológica, mas não só. E parte também de nós, a nível familiar, de actualizar os miúdos naquilo que pudermos.

Eu faço questão de ensinar aos meus 7 (e todos os miúdos com que me cruzo) todas as coisas que me lembro. Seja truques de cozinha (ando a ensinar 3 a partir os ovos...é um festival..eheheh), seja ciências (como as joaninhas comerem os pulgões, o sal fazer efervescência na água quente por ser uma reacção exotérmica, o nome das estrelas, os ciclos lunares...), seja canções, seja comportamentos... O que me lembro, o que surge na hora.

Porque eu não quero que um dia eles me digam que "O fiambre vem da Sicasal" ou que o "azeite se colhe ao luar"... Ou que as plantas morrem ao fim dum verão porque as abelhas fizeram greve e que podes polinizar árvores com rosas (no filme " A História duma abelha" contaram isto...duh).

Orgulho-me de ter putos inteligentes, que merecem ser ensinados e que me fazem dizer "Sabes mais disto do que eu" nalgumas áreas.

Ainda assim, apesar de compreender o avanço tecnológico da sociedade, lamento muito que este avanço não seja também espiritual, emocional e social. As pessoas desligam-se do básico, mas que por ser básico, é essencial.

E por falar em básico...
Há uns anos, num chat, tive uma "discussão" em que falávamos na importância do sector primário e alguém me disse: "Mas eu não calço couves, nem visto alfaces". E eu respondi: "Mas vestes algodão, linho, lã, couro, seda. E acima de tudo, COMES e BEBES, e não comes nem bebes óleo das máquinas, alcatrão, chips, plásticos..."

A tecnologia é importante, sem dúvida, e sabermos lidar com ela, é fantástico. Mas eu prefiro ter 2 telemóveis com 8 anos (fantásticos, os meus Nokias!) que fazem o básico, do que ter algo tão xpto que não teria tempo nem vontade de lhe descobrir os truques todos. Porque também nem todos temos inclinação para o mesmo, certo? E eu prefiro curtir um por-do-sol real do que ter a imagem dum, virtual, no meu visor. :)

Por falar em tecnologia... E aquele teu "brinquedo" que servia para levares não sei quantos e-livros (não me lembro do nome do brinquedo, sorry), correspondeu às expectativas?

Beijitos

  Stiletto

quinta-feira, maio 28, 2009 7:49:00 da tarde

Há por aí algum radicalismo. Suponho que te tenhas baseado num qualquer estudo mas o facto é que o meu filho, com 4 anos, mexe em computadores na escola. Ocasionalmente, é certo, mas mexe.
E a partir dos 6 anos existe uma cadeira de informática. Não sei se isto acontece em todo o lado mas eu posso enumerar-te uma série de sítios, em Lisboa, onde isto se passa.
Quanto ao evoluir da informação... tell me something new.. A maior diferença é que a mudança agora é muito mais rápida, obrigando a uma maior especialização.

  Belota

quinta-feira, maio 28, 2009 8:24:00 da tarde

Bem, a primeira coisa em que pensei foi que o "sem tirar nem pôr" do primeiro cmentário fosse mais uma expressão do que outra coisa, mas depois li o resto e já percebi que deve andar para aí alguém a refilar constantemente. Eu também já li isso algures, mas não sei onde nem vou procurar. Estes comentários fazem-me rir. Em vez de serem sobre os posts são sobre pessoas a agredirem-se umas às outras. Mas isto agora é moda nos blogs todos? Eu estou a gostar desta coisa de levar os blogs mesmo a sério. É divertido. lol

  Belota

quinta-feira, maio 28, 2009 8:50:00 da tarde

Ah, mas notei que não há moderação de comentários. Grande Bruno. Gostei. Assim é que é!

  Anónimo

sexta-feira, maio 29, 2009 12:39:00 da manhã

Este e outros assuntos que são descritos no vídeo fazem parte do encontro sobre a globalização em Roma, sou leitora da Sábado e não me lembro de ter lido nada de parecido lá.

  Vani

sexta-feira, maio 29, 2009 12:24:00 da tarde

Contudo, tb acho que há uma bebedeira geral de material informático. Nem tudo passa pelo material informático.

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:49:00 da manhã

afectado:

Obrigado pelo link, tal como esperava não encontrei nada de remotamente parecido.

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:49:00 da manhã

Vani:

"Porra, nunca mais te calas, anónimo do raio??? Sim, onde está esse sem tirar nem pôr?? O único que tirar nem pôr que vejo aqui é a dor de corno com que vives diariamente."

Ahahahahaha

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:49:00 da manhã

André:

Ui, até os meus cabelos ficaram em pé.

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:49:00 da manhã

Diabólica:

"A isto tudo chama-se "Novas Oportunidades"!:)))"

Eu a essas "novas oportunidades", chamo "remendo".

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:49:00 da manhã

Krahedame:

"Por mais que pensemos que, nos dias que correm, é absurdo alguém não saber trabalhar com um computador isso é ainda uma realidade."

Claro que é, mas obviamente refiro-me a quem já nasceu na era dos computadores. Eu por exemplo toquei no primeiro computador de uma escola numa pós graduação em Londres. Em Portugal nunca tive acesso a um que não fosse meu.

Quem está a estudar agora, deveria ter aulas de informática e não me refiro a trabalhar com instrumentos Microsoft, refiro-me sim a perceber minimamente como um computador funciona. Acho que as aulas de informática do séc XXI devem ter como base a programação.

"Aliás, muitos deles nem uma simples formatação sabem fazer ."

Basta andar pelos blogues e ler alguns textos e aqui basta clicar num botão para formatar :)

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:50:00 da manhã

Fada:

"Quanto ao texto, eu "gosto" dos anónimos que vêm coisas sem "tirar nem pôr"... Enfim..."

Alguns querem é "tirar e por", mas ninguém os deixa :=)

"Estou a tirar um mestrado (bolonhês, preferia a massa...) e sinto que não tem o nível que eu gostaria. Ou os professores não estão preparados, ou não querem saber. Ou ambas as hipóteses."

Essa treta do bolonhês nem sequer foi aplicada em PT, a única coisa que fizeram foi encurtar os cursos, mais nada.

"Ainda assim, apesar de compreender o avanço tecnológico da sociedade, lamento muito que este avanço não seja também espiritual, emocional e social."

Se andamos a ensinar os jovens a serem burros, se não evoluem em intelecto nunca irão evoluir em mais área nenhuma.

"do que ter algo tão xpto que não teria tempo nem vontade de lhe descobrir os truques todos."

Pois, eu tenho 2 xpto, que não sei bem o que fazem, pois só uso para telefonar :)

"Por falar em tecnologia... E aquele teu "brinquedo" que servia para levares não sei quantos e-livros (não me lembro do nome do brinquedo, sorry), correspondeu às expectativas?"

O meu Kindle 2, dei-lhe o nome de "Verónica" é uma maravilha :)

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:50:00 da manhã

Stiletto:

"Há por aí algum radicalismo. Suponho que te tenhas baseado num qualquer estudo mas o facto é que o meu filho, com 4 anos, mexe em computadores na escola."

Sim o texto foi baseado no encontro de Roma sobre as novas tecnologias, que fizeram estatísticas sobre diversas áreas de ensino, e a quantidade de crianças que mexem em PC's na escola, em toda a Europa é uma vergonha em comparação com o ensino na China e Índia.

"E a partir dos 6 anos existe uma cadeira de informática. Não sei se isto acontece em todo o lado mas eu posso enumerar-te uma série de sítios, em Lisboa, onde isto se passa."

Sim, eu sei que existem boas escolas, mas não deixam de ser uma triste minoria. Acho que os país devem ter isso em consideração ao inscrever os seus filhos. Devem saber o tipo de instalações que a escola tem e as actividade extra-curriculares existentes.

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:50:00 da manhã

Belota:

"mas depois li o resto e já percebi que deve andar para aí alguém a refilar constantemente."

Anda sim, tenho aqui um frito mór.

"Estes comentários fazem-me rir. Em vez de serem sobre os posts são sobre pessoas a agredirem-se umas às outras. Mas isto agora é moda nos blogs todos?"

No meu sempre foi uma constante, se desaparece um anónimo aparece outro :)

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:50:00 da manhã

Anónimo:

Eu também investiguei e nada vi.

  Bruno Fehr

sábado, maio 30, 2009 12:50:00 da manhã

Vani:

Mas os conhecimentos básicos não de trabalho com programas (pois todos os anos aparecem novos) mas sim de como funciona um pc, são indispensáveis neste século.

  Fada

segunda-feira, junho 01, 2009 11:35:00 da manhã

Bruno:
Verónica??
Mais fácil de decorar do que Kindle 2, sem dúvida! :D

Costumas batizar os teus aparelhos?? :D

Andei num carro com um GPS que era a Raquel... Muita gente batiza a máquina da roupa de "Maria"... E eu só tenho UM electrodoméstico a pilhas batizado... lol

Ui, mentira, também tenho o Bobby, que é o aspirador. :p

Beijitos :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, junho 03, 2009 4:33:00 da manhã

Fada:

Eu baptizo tudo :)

  Fada

quarta-feira, junho 03, 2009 8:37:00 da manhã

Bruno:

Tudinho, tudinho???? :D

Huummm... Aposto que o fogão é o "Virgem", o forno "Gruta por explorar", a "varinha mágica" deverá ser... huummm "Precisa-se duma fada!!!" ehehehhe

Então e a minha carta branca?!?!??! ;)

Beijitos de bom dia! :D

  Bruno Fehr

quinta-feira, junho 04, 2009 3:40:00 da manhã

Fada:

O fogão é o "Quase-Virgem", o forno é "O que é isso?" A varinha mágica simplesmente não é.
Mas a máquina de café é "salva vidas" e o microondas é "tudo".

  Fada

quinta-feira, junho 04, 2009 8:37:00 da manhã

E o frigorifico???...

E já agora... "Carta branca", não há? Não te atreves???? :)

Beijitos