A primeira


O seu nome é Filipa, uma menina insuportável que me achava insuportável, éramos fogo e água, existia uma faísca entre nós que nos repelia e nos fazia trocar simpatias arrogantes que divertiam os amigos comuns. Ela representava tudo o que eu mais detestava, a menina certinha, sossegada, educada e loura de olhos azuis, tudo coisas que nada tinham a ver comigo. Com o tempo percebi que toda esta luta entre nós me divertia e acabei por me apaixonar. Combatendo o que sentia acabámos por nos tornar grandes amigos e eu arrumei esses sentimentos. Mas como seria de prever em duas pessoas tão diferentes, assim que aceitei a amizade essa amizade para ela não chegava e foi mais uma luta de investidas dela e escapadas minhas.

Eu para ela era a aventura que ela buscava, motas, festas, abusos, riscos, a entrada numa sociedade adolescente fechada que arrogantemente se considerava elite, o pegar na menina do papá e torná-la rebelde para o chocar. Ela para mim era um porto seguro da minha insanidade, sozinho em casa com ela eu sabia que não iria fazer mal a ninguém e muito menos a mim mesmo.
Passaram três anos e nada mudou na minha vida, tendo tudo mudado na dela, a relação deteriorava de dia para dia, eu arrefecia, ela forçava e sentia-me a enlouquecer. Três anos de dedicação total, de companhia total, passávamos todo o nosso tempo acordados juntos e por vezes até a dormir. O meu um dia porto seguro era agora um mar revolto que achava que o mundo lhe devia favores, os quais ela iria cobrar. Foi um final de relação duro, pois não sabíamos o motivo do fim mas tinha de ter um fim. Éramos iguais, eu e ela que passou a ser eu na versão feminina e por ter encontrado comigo uma liberdade que nunca teve, queria mais e mais, numa altura em que eu começava a ver a minha vida como uma espiral destrutiva voluntária, sem perspectivas de futuro nem grande interesse nisso.

Aquele fim foi interpretado por ambos como um "stand by" para crescermos um pouco, pois gostámos de uma forma tão intensa que foi como que um esgotar de sentimentos. Não havia um segredo, um detalhe escondido, não havia mistério, nada, apenas duas pessoas que eram como que a mesma em corpos diferentes. Deixámos de nos ver e por escolha dela de nos falar. Mesmo numa discoteca cheia os meus olhos encontravam os dela e eles conversavam numa linguagem própria. Só 10 anos depois trocámos palavras tímidas e secas cheias de interrogações e de exclamações.

Foram bons anos da minha vida nos quais aprendi muito. Com ela, demos os primeiros passos no sexo, sem restrições, convenções ou limites.

Recebi um E-mail da Filipa hoje, li-o e não respondi pois não sei o que lhe dizer. A certa altura do mail diz que está a pensar casar, não diz que vai, diz que está a pensar. Eu já recebi imensos convites de casamento e informações de amigos que vão casar, mas este é o primeiro de alguém que pensa que vai, nem é um convite, nem uma informação... enfim é spam...

51 Comentários:

  Nanda Assis

domingo, maio 10, 2009 10:56:00 da tarde

uau bacana o conto. adorei.
bjosss...

  Eu Mesma!

segunda-feira, maio 11, 2009 12:21:00 da manhã

bem bruno,....
se este post é apenas mais uma historia confesso que adorei a escrita....

se não... se pelo contrário é mesmo verdadeiro...
acho que....
ela quis desabafar contigo... e consoante a tua resposta ela te irá dizer realmente o que sente....

e que provavelmente.. ainda não esqueceu as faiscas dos teus olhares e possivelmente o namorado não a faz sentir aquela Filipa que ela deseja ser...

  Green Eyes

segunda-feira, maio 11, 2009 12:49:00 da manhã

Independentemente do que acho da história, adorei frase final...

Só tu para te lembrares de chamar spam à indecisão... eheheh

;)

  Fada

segunda-feira, maio 11, 2009 1:20:00 da manhã

Huummm...

E como te sentiste ao saber da possibilidade dela se casar? Doeu-te?

É que, se doeu, talvez lhe devas dizer para não casar...


Beijitos

  HCS

segunda-feira, maio 11, 2009 1:47:00 da manhã

Olá,

Se esta história é verdadeira-E parece-me que sim, mas nunca se sabe- Um conselho-Deixa-te de lirismos, vai ter com ela e diz-lhe que ela deve-se casar, mas sim contigo. Se ela te escreveu, é porque nunca te esqueceu. E tu não tens o direito de a deixares ir para um casamento onde ela será sempre infeliz porque o teu fantasma estará sempre presente.

E podes ter certeza que depois ainda fazes um blog melhor que este lamechas (estou a brincar) e que pode intitular-se "Crónicas de um homem casado". E aí, meu amigo, tens pano para mangas...

  I.D.Pena

segunda-feira, maio 11, 2009 4:13:00 da manhã

Bom isso é complicado quando acontece, mas acho que por detrás de toda a história de pensar casar deve ser porque tem saudades tuas e quer rever-te.
Atitude normal de quem ainda gosta de ti :)

  Allie

segunda-feira, maio 11, 2009 10:57:00 da manhã

A Filipa está a dar-te a oportunidade (parece-me mais um pedido) de a ires buscar antes que outro a leve.

  Susy

segunda-feira, maio 11, 2009 11:08:00 da manhã

A vida ás vezes é lixada... Provocadora... Intrometida... Misteriosa...

Faz-nos entrar pela chaminé, coisas que deixamos atras da porta fechada!

Será uma oportunidade que nos dá para realmente percebermos que temos as nossas coisas bem resolvidas e arrumadas???

Ou será uma oportunidade que nos dá para corrigirmos alguma coisa???

  Samurai

segunda-feira, maio 11, 2009 12:36:00 da tarde

Bruno,

parece-me que para ela não há amor como o primeiro.
Como quase todas as raparigas, chegam a determinada idade e querem casar, pois vêem-se a ficar solteiras. Vai daí, talvez esteja a pensar casar. Ou não, talvez seja uma forma de mexer contigo, e parece-me que mexeu, para bem ou para mal.

Se sentes algo, go for it, luta e agarra-a antes que seja tarde demais.

Ainda que sejas um caçador solitário, tens como todos os homens um espaço reservado para alguém.

Se não pretendes mesmo nada com ela, deseja-lhe felicidades nesse casamento. :-D

Já agora visitem:
http://osamuraidofarol.blogspot.com/

  Stiletto

segunda-feira, maio 11, 2009 1:08:00 da tarde

Spam?? ah! ah! ah! adorei.
Posso opinar? Responde-lhe. Ela está a pedir-te para o fazeres

  Femme Fatale

segunda-feira, maio 11, 2009 2:21:00 da tarde

Se é historia ou realidade o que é certo é que o que escreves-te se passa muito na vida de qualquer um de nós. Mas se for realidade... e pelo que passaram juntos responde, nem que seja a desejar felicidades (se bem que não sei se é bem isso que ela quer ouvir...)

=)

  Jane Doe

segunda-feira, maio 11, 2009 2:58:00 da tarde

Este texto fez-me pensar numa situação especifica da minha vida, e fez-me perceber uma coisa...

Por muito bom que tenha sido, por muito perfeito que tenha parecido...

Há coisas que ficam num tempo, e que depois deixam de fazer sentido.

Não vale a pena olhar para trás, ficar a pensar como poderá ser, porque agora já procuro mais, e aquilo que achava perfeito já me vai sufocar, já me vai parecer pouco.

O problema é que o nível de exigência aumenta, e fica-se condenado (ou não condenado, porque a velha máxima do mais vale só é muito sábia) a uma vida meio solitária...

Bem, nem sei o que isto tem a ver com este texto, mas isto foi o que este texto me fez pensar, me fez sentir.

  anatcat

segunda-feira, maio 11, 2009 3:22:00 da tarde

eu também "estou a pensar casar" contigo :D

bjs

  André

segunda-feira, maio 11, 2009 3:32:00 da tarde

A sorte é que as histórias de encantar é só nos livros! É que isso de salvar a princesa em apuros...

  Mónica

segunda-feira, maio 11, 2009 3:33:00 da tarde

Por vezes é mesmo assim... amamos aquilo que com todas as nossas forças odiamos!!!
É tão ténue essa linha...
O que é tão diferente de nós é tão somente aquilo que nos complete ;)

  Diabólica

segunda-feira, maio 11, 2009 5:48:00 da tarde

Vai mas é atrás dela, e dá-vos uma segunda oportunidade!

Boa sorte!

  VCosta

segunda-feira, maio 11, 2009 7:16:00 da tarde

Uma história igual à de tantas outras que o mais certo é acabar como as restantes!!!
Sentimentos misturados, razões trocadas...
Responde-lhe ao mail... à tua maneira e escrevendo o que realmente sentes! Abraço!!!

  São

segunda-feira, maio 11, 2009 9:15:00 da tarde

Quem sou eu para opinar mas parece-me só lhe podes desejar que seja feliz, e assim acabar com uma esperançazinha que ela ainda mantém, talvez seja uma última tentativa de saber o que sentes por ela para tomar uma decisão e seguir com a sua vida.

  LURBA

segunda-feira, maio 11, 2009 9:15:00 da tarde

Por vezes tentamos cortar com o passado, mas o passado teima em não "desaparecer"!!!
Onde é que já ouvi isto???
;-DDD

  Mister.io

segunda-feira, maio 11, 2009 11:38:00 da tarde

Diz-lhe que só te apetece cobrir.
Ab

  aNGie

segunda-feira, maio 11, 2009 11:40:00 da tarde

nunca imaginei ver aqui uma escrita tão pessoal (talvez alterada em alguns detalhes, como meio de defesa)

ainda estou a digerir o argumento, pois é-me algo familiar.. voltarei para comentar com maior concentração, uma vez que o texto me provocou uma sensação de dispersão e viagem pela memória!

...
além disso:
porque será que, por vezes, o amor nos leva a standartizar-nos?
porque será que o esgotamos com tanta facilidade até que seja impossível estarmos juntos com a pessoa que amamos? será então esse sentimento amor ou será mera paixão?
..pois não me parece que o amor seja uma fonte esgotável..

  Lady me

terça-feira, maio 12, 2009 12:01:00 da manhã

Ontem li este post e pela primeira vez achei que podia comentar um post teu.. Venho aqui quase todos os dias mas nunca sei o que dizer :$

Quanto a isto, concordo com o que a Fada e a Allie disseram, no entanto, pelo que dizes, não foi uma relação muito " saudável"... Não sei, só tu podes saber se a queres de volta ;)

***

Obs: Gostei do teu comentário mas não concordo muito ;P

  Lady me

terça-feira, maio 12, 2009 12:21:00 da manhã

Eu uso Mozzila :)

Adiante, realmente viste muito bem! Porque se há palavra que o caracterize é a palavra improviso! E ele gosta de improvisar e muito!

Boa percepção tua!

;)

*

  SRRAJ

terça-feira, maio 12, 2009 8:58:00 da tarde

A ausência de resposta não deixa de ser uma resposta ;-)

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:35:00 da manhã

Nanda Assis:

Não é conto :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:35:00 da manhã

Eu Mesma!:

Acho que é um desabafo estranho e completamente fora de tempo e contexto, certamente terá mais pessoas com quem desabafar, já passou meia vida.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:35:00 da manhã

Green Eyes:

Visto que li e fiquei sem perceber a verdadeira intenção e não despertou nada em mim, achei "spam"um bom adjectivo.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:35:00 da manhã

Fada:

Logicamente não irei dizer nada disso, já passou muito tempo, quase meia vida, ela e eu foi para mim há duas vidas atrás.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:36:00 da manhã

HCS:

Não lhe posso dizer para ela se casar comigo, na minha memória ela tem 16, 17 anos e na verdade tem 32. Ela é unicamente uma menina que conheci há 18 anos de quem gostei como gosta um adolescente. Guardo boas memórias dela, tal como as guardo de todas as minhas namoradas. Só isso, uma linda menina, uma boa amiga e um misto de sonho/pesadelo de namorada.

Acredito que nunca me esqueceu, nem nunca me esquecerá. Acho que não se esquece a quem se dá a virgindade e a quem se tira. No nosso caso éramos ambos virgens. Eu nunca a esquecerei, mas não penso nela há anos e com este e-mail, só a lembrei não houve despertar de qualquer sentimento.

"E tu não tens o direito de a deixares ir para um casamento onde ela será sempre infeliz porque o teu fantasma estará sempre presente."

Eu não tenho esse direito, tal como não tenho o dever de lhe dizer o que fazer. Casar ou não é uma questão que ela terá de resolver.

Desde que escrevi o texto até agora, já lhe respondi pois ela tem e terá sempre aqui um amigo, pois nunca deixei de o ser apesar de ela ter preferido matar a amizade no final do namoro, mas não posso fazer mais do que ouvir, neste caso ler. Nunca lhe irei dizer para casar ou não casar com ele, não quero ser responsável por qualquer das decisões.

Aliás, para ela eu até posso estar casado!

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:36:00 da manhã

I.D.Pena:

O nosso namoro terminou juntamente com o ano lectivo de quando fui para a faculdade. Desde esse dia falamos uma vez e estivemos 10 anos sem falar. Voltei a vê-la em 2006 e juro que nem a reconheci. Ela hoje é totalmente diferente de aspecto, eu sou facilmente reconhecível, toda a gente me reconhece mesmo após 20 anos sem me verem.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:36:00 da manhã

Allie:

A sério, acho que faz pouco sentido. Em 10 anos ela viu-me uma vez pessoalmente e uma outra na TV quando eu já estava em Inglaterra.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:36:00 da manhã

Susy:

Eu acho que o "nós" entre eu e ela está resolvido guardo boas memórias pois as más foram apagadas pelo tempo. Mas são momentos que serão sempre mais bonitos em memórias.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:36:00 da manhã

Samurai:

Pode ser que sim. Para mim não há amor como o primeiro, tal como não há amor como o segundo, são todos diferentes, uns maiores, mais fortes, outros menores e mais fracos.

Desejo-lhe as maiores das felicidades e se precisar mesmo de mim, eu estarei lá mas como o amigo que sempre fui.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:37:00 da manhã

Stiletto:

Já lhe respondi, tentei não parecer frio, mas tentei retirar-lhe qualquer ideia a meu respeito.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:37:00 da manhã

Femme Fatale:

Sinceramente não sei o que ela quer ouvir ou ler, mas desejei-lhe o que desejo para mim, o melhor.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:37:00 da manhã

Jane Doe:

"Há coisas que ficam num tempo, e que depois deixam de fazer sentido."

É isso mesmo. É como os casais que tentam reviver anos mais tarde o melhor momento passado juntos, esses casais arriscam-se a ficar com essa bela memória afectada ao lembrar também momentos menos bonitos que esqueceram.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:37:00 da manhã

anatcat:

"eu também "estou a pensar casar" contigo :D"

Ora, aqui está uma mensagem bem mais directa, ahahahahahaha

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:37:00 da manhã

André:

"A sorte é que as histórias de encantar é só nos livros! É que isso de salvar a princesa em apuros..."

Ora lá está, até porque não tenho cavalo branco, tenho alguns mais mas cinza que para além de gastarem Diesel não terão o mesmo efeito :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:38:00 da manhã

Mónica:

Isso é verdade :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:38:00 da manhã

Diabólica:

São muitos anos, é uma vida, não faz sentido para mim.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:38:00 da manhã

VCosta:

Assim o fiz, respondi.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:38:00 da manhã

São:

Sim, fiz isso mesmo e espero que ela seja muito feliz.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:38:00 da manhã

LURBA:

Nunca podemos cortar com o passado, devemos de o aceitar e seguir em frente, nunca o esquecendo.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:39:00 da manhã

Mister.io:

"Diz-lhe que só te apetece cobrir."

E cobri-lhe um e-mail de palavras :)

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:39:00 da manhã

aNGie:

Não há qualquer tipo de alteração, não referi há quanto tempo foi, referi quanto tempo tivemos sem nos ver. Quanto ao nome é real, não gosto de usar F., há tantas Filipas e eu sou anónimo que chegar a ela ou a mim seria impossível.

"porque será que, por vezes, o amor nos leva a standartizar-nos?"

Leva?

"porque será que o esgotamos com tanta facilidade até que seja impossível estarmos juntos com a pessoa que amamos? será então esse sentimento amor ou será mera paixão?"

Amor ou paixão, ambos se esgotam. A fome, a necessidade de estar com quem gostamos limita toda a nossa vida, queremos tudo e queremos mais ainda e um dia vemos que fomos limitados por nós próprios e que não vivemos um amor saudável mas algo de dominador e talvez doentio.

"..pois não me parece que o amor seja uma fonte esgotável.."

O amor não se esgota, só o amor por algo ou alguém se pode esgotar, ou pelo menos transformar-se em algo menor.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:39:00 da manhã

Lady me:

"pelo que dizes, não foi uma relação muito " saudável"..."

Não, não foi. Imagina algo que domina a tua vida de uma forma que não deixa espaço para mais nada. Imagina que até nos nossos tempos livres teoricamente longe um do outro estávamos juntos? Eu sempre nadei durante todo o ano, no inverno frequentava a piscina onde ela dava aulas de natação me part-time. Eu tinha como fuga os meus treinos diários de Judo, clube e desporto onde ela se juntou, passando até aí a estarmos juntos. Éramos da mesma turma e até à noite ou acabava por estar em casa dela, ou ela na minha. Parecia um vírus que tínhamos apanhado.

  Bruno Fehr

quarta-feira, maio 13, 2009 3:39:00 da manhã

SRRAJ:

"A ausência de resposta não deixa de ser uma resposta ;-)"

Sim, mas não achei o meu silencio justo.

  Lady me

sábado, maio 16, 2009 2:21:00 da manhã

Credo!!!
Já diz o ditado que !Tudo o que é demais é erro" e é bem verdade...

  Bruno Fehr

sábado, maio 16, 2009 4:17:00 da manhã

Lady me disse...

"Já diz o ditado que !Tudo o que é demais é erro" e é bem verdade..."

É mesmo.

  Vani

terça-feira, maio 19, 2009 5:12:00 da tarde

Ena...a prova q elas gostam dos bad boys :-p.

Na minha singela opinião, q vale o q vale (ando a aprender a ser humilde, por isso, faxavor de alinhar :D), ela queria mesmo ver a tua reacção e se ainda sentirias o mesmo por ela, ou se ainda haveria algo entre vocês dois. Ou isso ou quer convidar-te pró casório.

Não há amor como o primeiro, não. :) eu tive uma porrada de primeiros amores ahahahah, porque cada vez q me apaixonava, achava que o anterior não tinha sido nada ao pé daquele... :D
Depois, cresci. E encontrei mesmo o primeiro amor. Ainda aqui está :). Mas o sacana não era virgem pah... :D mas era virgem de virgens, looool, deve contar pra alguma coisa. ;D
E já estão quase a cumprir-se 9 anos, fosca-se...8 na mesma casa...

  Vani

terça-feira, maio 19, 2009 5:12:00 da tarde

ps - e por acaso nunca estivemos tão bem como agora :) crescer tem destas coisas...