Luis Miguel Rocha

Luís Miguel Rocha é o autor do livro mais difamado em Portugal dos últimos anos, em contradição é um aclamado Best Seller internacional. O livro é O último Papa.

Num texto da série Veritas este livro foi mencionado por uma comentadora e depois um anónimo forneceu o nome do autor, falando de uma forma deselegante do mesmo.
Por toda a blogosfera encontro textos difamadores, que colocam em causa todo o livro, reputação do autor mas sem referirem dados que contradigam a obra. Como é óbvio comprei o livro e li. Ao ler concluí que sempre estive certo em relação ao povo Português. Nós odiamos ver um outro Português com sucesso e temos de o derrubar a todo o custo. Os Portugueses acreditaram que:

- o Texas Chainsaw Massacre foi baseado em factos reais, e não foi. 
- Que o Blair Witch project era real, e não era. 
- Que Dan Brown escreve a verdade, e não escreve. 
- Que a J.K. Rowlins é uma simpática senhora com muita imaginação, e não é.




Não ligamos quando somos enrabados e enganados pelos estrangeiros e mesmo após a enrabadela, muitos continuam a acreditar. Mas um Tuga? Um Tuga não, por isso temos de o difamar a todo o custo.

As principais criticas a Luís Rocha são:

- Dizer que viveu e trabalhou em Inglaterra, mas o seu Inglês não é bom.

Quanto a isto posso dizer por experiência pessoal que nunca conheci em Inglaterra um Português não nascido em Inglaterra ou numa família bilingue, com bom Inglês.


- Ele disse que escreveu um trabalho para a revista Time, mas não existe nenhum trabalho publicado por ele.

Não sei se o disse para efeitos promocionais ou não, ou se realmente escreveu sobre este assunto e simplesmente não foi publicado. Por eu já ter trabalhado nesse meio, já vi pilhas e pilhas de trabalhos recebidos que: ou nos queriam vender, ou nos deram. ou que até tínhamos encomendado e pago por ele e nunca foram nem serão publicados.

- Ele disse que o seu livro iria tornar-se filme.

O que não é mentira, confirmei que os direitos de adaptação para o cinema foram comprados e que o guião está a ser escrito, o inicio das filmagens está previsto para este ano.

Aqui na Alemanha saiu um livro e foi feito um filme semelhante, chamado "A Papisa" que explica que a época do papa desconhecido, uma altura em que parece não ter havido Papa, se deve ao facto de ter sido nomeado Papa uma mulher cujo pai sempre a vestiu de rapaz e ela sempre escondeu o seu sexo. É possível, é? Aconteceu? Não sabemos! Mas ninguém está a difamar o autor da obra.




Vamos aos detalhes polémicos do livro. Ele relata:

"A 29 de Setembro de 1978 o mundo é chocado pela morte de Joao Paulo I, que tinha sido eleito 33 dias antes".

Facto!

"O comunicado oficial do Vaticano foi: Sua Santidade faleceu de causas desconhecidas, possivelmente associadas a um ataque do coração".

Facto!

"O corpo do Papa foi embalsamado nas 24 horas seguintes, impedindo a possibilidade de uma autópsia"

Facto!


"O Papa reinou durante 33 dias a idade com que Cristo morreu"

Facto!

"O Papa referiu saber que iria reinar unicamente 33 dias"

Hipótese adiantada por dezenas de historiadores.

"O Papa foi assassinado"

Hipótese sustentada por diversos investigadores e Luís Rocha não é o primeiro a escrever um livro com essa hipótese. David Yallop escreveu In God's Name onde refere algo de muito parecido estabelecendo ligações entre o Vaticano, as elites bancárias, a maçonaria e a máfia. Que ligações fez Luís Rocha? Basicamente as mesmas com um detalhe extremamente importante, ligou este caso à loja maçonica P2, e isto na minha opinião só eleva a qualidade do livro dele.

A loja P2 era uma loja maçónica como qualquer outra com ligações à Mafia, sim pois os mafiosos podem ser maçons pois até são menos criminosos que eles. Mas o mais interessante da loja P2 é que cometeu tantos crimes que foi impossível para as elites os protegerem, desde o Vaticano, máfia e até toda a maçonaria se afastaram deles, tendo pela primeira vez na história da humanidade membros da maçonaria sido presos e os seus crimes expostos.


Luís Rocha, pegou em factos severamente debatidos, adicionou novos que diz serem verdades e que podem até não ser mas ele acreditar que sim, trabalhou-os para escrever um livro e os Portugueses crucificaram-no, enquanto aceitam que Dan Brown faça o mesmo, no entanto como é estrangeiro é louvado.

Luís Rocha disse saber quem foi o assassino. E isto é um problema para os Portugueses.
Dan Brown disse que o Priorado do Sião era real. E isto já não é um problema para ninguém.


32 Comentários:

  melisand

quinta-feira, janeiro 21, 2010 9:56:00 da manhã

Olá!

Já algum tempo que leio o teu blog! Queria dar-te os parabéns por abordares temas que nunca tinha pensado e quando li os teus posts, fizeram-me mudar de ideias.

Eu nunca li nenhum livro deste escritor, mas sei que é fortemente criticado e concordo a 100% com aquilo que dizes!!

Os portugueses tendem a nunca valorizar o que é português. Não me conformo com isso! Mas enfim...

  lunatiK

quinta-feira, janeiro 21, 2010 10:55:00 da manhã

Viva Bruno
sem dúvida que somos um povo ranhoso para com os nossos, importamos toda a merda que nos metem á frente, mas nem sequer damos o benefício da dúvida ao um Português.
Não falo do livro pois desconhecia-o, mas podes ter a certeza de que o irei comprar. Imaqgino quantos o criticam e nem o leram.
Cumps.

  HAZEL

quinta-feira, janeiro 21, 2010 11:03:00 da manhã

Tivesse ele escrito o livro com um pseudónimo inglês e verias o quanto seria aclamado... enfim!

  Vani

quinta-feira, janeiro 21, 2010 12:10:00 da tarde

Já olhei para o livro várias vezes, mas confesso que me cansei de conspirações -reais ou inventadas. Referes a Papisa Joana, certo? Um espectáculo de pedaço de história ou História, a ser verdade. Não vejo razão para que não seja verdade, aliás, é bem provável que seja. Mas, pelas mesmas razões, tb é provável que não seja. Enfim, como se costuma dizer, a História é escrita pelos vencedores...é triste constatar isso, não é?

  Ana C. Nunes

quinta-feira, janeiro 21, 2010 12:19:00 da tarde

Bruno, estás outra vez a generalizar. Dizer que "os portgueses isto..." e "os portugueses aquilo ..." é um pouco falta de respeito para com o povo.
Eu muito sinceramente nunca ouvi falar do livro, e sigo dezenas de blogs de livros e nunca vi nenhuma crítica, quer positiva quer negativa, em relação ao livro, portanto não sei onde vais buscar o "toda a gente".
Mais uma vez, acho que estás a generalizar e a exagerar.
Eu não posso falar da obra, porque a desconheço, e não posso falar das más linguas, porque não li nenhuma, mas todos os autores têm boas e más críticas. Não é só ele! Qualquer escritor desconhecido (ou não) em Portugal, leva doses das duas coisas e têm de se habituar a isso.
Sineramente, como não sou fã deste género de narrativaa, provavelmente nunca o irei ler, mas se é verdade que insultam o autor, então isso sim é mau, porque insultar alguém com base na ficção que este escreve, demonstra imaturidade.
Fora isso, acho que exageraste (estás-me a fazer lembrar a crítica do David Soares ao "Memórias de um vampiro", mas numa escala ainda maior porque equacionas todo o povo português, enquanto ele se ficou pelos bloguistas que deixaram a sua opinião(o que não deixa de ser estúpido)).
Espero que não leves a mal, mas é a minha humilde opinião

  Bruno Fehr

quinta-feira, janeiro 21, 2010 1:30:00 da tarde

melisand:

"Eu nunca li nenhum livro deste escritor, mas sei que é fortemente criticado e concordo a 100% com aquilo que dizes!!"

É o seu primeiro livro e se fosse a ele, seria o meu último em Portugal.

  Bruno Fehr

quinta-feira, janeiro 21, 2010 1:30:00 da tarde

lunatiK:


"Imaqgino quantos o criticam e nem o leram."

A maioria sem dúvida.

  Bruno Fehr

quinta-feira, janeiro 21, 2010 1:31:00 da tarde

HAZEL:

"Tivesse ele escrito o livro com um pseudónimo inglês e verias o quanto seria aclamado... enfim!"

Isso é uma verdade.

  Bruno Fehr

quinta-feira, janeiro 21, 2010 1:31:00 da tarde

Vani:

"Referes a Papisa Joana, certo? Um espectáculo de pedaço de história ou História, a ser verdade."

Ser verdade ou não, não interfere no livro e filme fantásticos.

  Bruno Fehr

quinta-feira, janeiro 21, 2010 1:31:00 da tarde

Ana C. Nunes:

"Bruno, estás outra vez a generalizar. Dizer que "os portgueses isto..." e "os portugueses aquilo ..." é um pouco falta de respeito para com o povo."

Será exagero? Nós somos assim mesmo, temos o caso de Moonspell, Madredeus, Cristina Branco, Ana Moura, Saramago, Afonso Lopes Vieira, etc, etc, etc, sem aclamação internacional não teria sucesso em Portugal.

Há excepções e uma generalização simplesmente contempla o quando elas são insuficientes. Povo tem a sua razão no que se refere à seguinte anedota:

Andava um pescador Português a apanhar carangueijos com um balde sem tampa. Um Inglês ao ver aquela cena aborda o pescador:

- Então mas não tapa o balde? Não tem medo que os caranguejos trepem e fujam?

Ao que o pescador responder:

- Caro amigo, isto são caranguejos portugueses, quando um tenta subir os outros puxam-no para baixo.

"Eu muito sinceramente nunca ouvi falar do livro, e sigo dezenas de blogs de livros e nunca vi nenhuma crítica, quer positiva quer negativa, em relação ao livro, portanto não sei onde vais buscar o "toda a gente"."

A minha análise baseia-se numa busca de directório blogue dentro dos 1500 blogues no meu google reader. Em 12 criticas uma é neutra e 11 são negativas não devido ao conteúdo, mas devido ao tema e a supostas acções de marketing do autor.

  Dakota

quinta-feira, janeiro 21, 2010 2:05:00 da tarde

Realmente é pena sermos assim. Por vezes chego a pensar que sou parola por sentir orgulho na mínima coisa aludindo a Portugal. Para não falar no orgulho pelo reconhecimento que o estrangeiro tem por escritores, pintores, arquitectos, desportistas, actores etc portugueses.

Aquela mínima coisa de que falo em cima, pode por exemplo ser um poster da Ramos Pinto (os famosos posters vintage)que vi pendurado numa parede qualquer do cenário da série Friends, ou pode ser o emblema do Benfica (sou portista) num filme protagonizado pelo Daniel Day-Lewis ...

Devo ser mesmo parola.

  Ana C. Nunes

quinta-feira, janeiro 21, 2010 3:09:00 da tarde

Bruno, continuo a achar que o acto de generalizar é absurdo.
Eu não sou mais áspera com autores portugueses, só por eles serem portugueses, e a grande maioria das pessoas que eu conheço, também não o é. E por isso sinto-me algo injuriada com o que dizes, sabendo que tens as tuas razões e respeitando-as, acho que é demasiado absurdo clamares algo sobre um povo inteiro. Isso faz-me lembrar o Alberto João Jardim, que quando fala, insulta todos os portugueses, em vez de insultar o governo, ou simplesmente quem ele "acha" que o está a prejudicar.

Eu compreendo a tua posição, mas acho que estás a ir longe demais porque não conheces TODOS os portugueses, e assim sendo, não deves (podes, mas não deves) incluí-los a todos numa equação tão depreciativa.
E quanto à anedota, fica a nota que eu seria um dos caranguejos que se colocaria em bicos de patas para ajudar o outro a fugir do balde e até sou bem condescendente com autores portugueses, porque sei que neste pequeno país, ser-se escritor não é fácil (ou pelo menos imagino, já que me falta a experiência).

  Mel

quinta-feira, janeiro 21, 2010 5:34:00 da tarde

Aprende a escrever comigo: J.K. Rowling... Insistes no "Rowlins" nao sei porque... ou entao nao estamos a falar da mesma pessoa, deve de ser isso!

  gmg

quinta-feira, janeiro 21, 2010 6:15:00 da tarde

Epá, eu não acredito que haja alguem que ache q o Blair witch foi real!

  Parisiense

quinta-feira, janeiro 21, 2010 9:49:00 da tarde

Não tenho tido muito tempo para ler e este livro também ainda não li.

Mas concordo contigo quando dizes que em Portugal valoriza-se quem é estrangeiro e o que é estrangeiro, e não o que é nacional, pouco importa em que área ( até as maças espanholas são melhores que as nossas, só porque são mais baratas e os jogadores de futebol estrangeiros são melhores que milhares deles portugueses, por isso os nossos que são péssimos vão depois para Inglaterra e Espanha jogar....).

Vivi anos em Paris e dizem que os franceses são "chauvinistas", porque o que é Francês é que é bom.

Pois nós somos justamente o oposto.

Nem tanto ao mar, nem tanto á terra.

Gostei do tema e gosto deste teu cantinho.
Nem sempre tenho é tempo para aqui vir.

Beijokitas

  Nandez

quinta-feira, janeiro 21, 2010 11:20:00 da tarde

Esse livro parece-me interessante, sim senhor, falaste no aspecto de Dan Brown, não sei se já falaste sobre esse assunto, mas penso, na minha opinião também interessante.

  Anónimo

sábado, janeiro 23, 2010 4:46:00 da tarde

boas tardes moçoilos e moçoilas.
quanto ao que o autor diz nao faço ideia porque nao vou ler o livro. agora, quanto ao assassinato do desgraçado do papa ja li umas coisas interessantes. nao sei se sabem mas o vaticano rege-se como qualquer sistema politico, por votaçoes. isto quanto á eleição do novo papa. quer dizer, isto devem saber mas o que se calhar nao sabem é que dentro desse curioso circulo existem facçoes divergentes. ultraconservadorismo (o actual papa), conserdores, moderados e liberais. e como qualquer corpo politico, so é elegido o preferido (dentro dos apetites e maiorias desses mesmos grupos). constasse (isto ja fora do contexto, penso eu, do livro) que esse desgraçado papa fazia parte do grupo dos liberais. segundo alguns mais dentro dos amigos e chegados desse papa, iria promolgar uma enciclica ou bula ou coisa que o valha, uma "lei" na falta de melhor termo. lei esta que iria mudar muita coisa no vaticano, coisa que a facção mais conservadora era totalmente contra. assim a OPUS DEI (ultra-ultra conservadores) fez-lhe a folha sem que ter dado tempo ao papa de se mexer.
Ó bruno, nao tens conhecimentos em relação á OPUS DEI? é um assunto extremamente interessante e nada mas nada santo. arrepia um bocado.

so queria deitar mais lume á fogueira...

quanto ao leitor tenho pena que o critiquem assim dessa forma. é realmente triste. faz lembrar o filme mexicano do crime do padre amaro. os intelectuais portugueses ficaram com um azedume danado por nao tar igual ao livro. mas baseado é mesmo isso, base, cresce livremente para outra coisas podendo ou nao ser fora da base. é a vontade do autor que manda e acabou.

cumprimentos
élio

  Anónimo

sábado, janeiro 23, 2010 4:49:00 da tarde

desculpem os erros, no fim do comentario, falava do autor e nao do leitor.
peço desculpa.

boas tardes

élio

  Vani

domingo, janeiro 24, 2010 9:04:00 da tarde

O filme, da Papisa Joana, não vi ainda. Mas adorei o livro. Fabulástico. Há um, não tão bom, mas tb interessante, com o mesmo tema: mulheres históricas perdidas nas brumas no tempo, mas que fizeram alguma diferença. Música Escarlate. Ah, e A Escriba (não é tão bom e faz lembrar um pouco o nome da rosa, mas é interessante).

  Vani

domingo, janeiro 24, 2010 9:13:00 da tarde

Qualquer que seja o círculo, há sempre facções divergentes...aliás, basta olhar para as caixas de comentários dos blogues :D.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:01:00 da manhã

Dakota:

"Realmente é pena sermos assim. Por vezes chego a pensar que sou parola por sentir orgulho na mínima coisa aludindo a Portugal."

Isso é normal, o que não é normal é o orgulho parvo de nação valente e imortal. Devemos ter orgulho do que é positivo e ver os podres do negativo e os nosso fantásticos "descobrimentos" estão repletos de um orgulho ilógico que o generaliza, ocultando os crimes.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:01:00 da manhã

Ana C. Nunes:

"Bruno, continuo a achar que o acto de generalizar é absurdo."

Diz-me como não se generaliza? É que "generalizar" é um rótulo e nada mais do que isso. Se todos sabemos que toda a regra tem excepção, é fácil eu dizer que não estou a generalizar visto que excepção está presente sem ser referida. A única forma de evitar este rótulo seria nomear quais dos Portugueses não são assim.

Portugal é lindo! É uma generalização incorrecta.
Portugal é pobre! É uma generalização incorrecta.
O povo Português não é como Bruno Fehr diz! É também uma generalização incorrecta.

A generalização é normal em qualquer discurso, toda a gente pode ser acusada de generalizar, parte do leitor saber que há excepções. No entanto no meu ponto de vista as excepções não são suficientes para eu dizer que: "o povo Português dá valor ao que é nacional", pois isso seria generalizar havendo mais excepções do que regras.

"Eu não sou mais áspera com autores portugueses, só por eles serem portugueses, e a grande maioria das pessoas que eu conheço, também não o é."

Somos mais severos na critica a Saramago do que a Dan Brown. Somos mais severos se o que é escrito atinge as nossas já enraizadas e irracionais crenças pessoais.

"Por isso sinto-me algo injuriada com o que dizes, sabendo que tens as tuas razões e respeitando-as, acho que é demasiado absurdo clamares algo sobre um povo inteiro."

Se tivesse dito o oposto, seria também uma generalização, mas aceite. No entanto a analise é sempre pessoal e não tem de ser socialmente ou politicamente correcta. Se assim fosse não haveria conflito de ideias e a vida seria uma chatice.
Eu sentir-me-ia ofendido se lesse que o povo Português valoriza os talentos nacionais.

"Isso faz-me lembrar o Alberto João Jardim, que quando fala, insulta todos os portugueses, em vez de insultar o governo, ou simplesmente quem ele "acha" que o está a prejudicar."

Da mesma forma que é insultado.
Só um Português pode falar mal de Portugal, é um direito de se ser Português. O real problema é quando se fala só bem, pois isso é revelador de uma visão parcial. Alberto João ao falar mal dos Portugueses está a falar mal dele próprio, pois é Português... porque não ver as coisas assim?
Será que devo culpar um governo por tudo? Não é aceitável apontar o dedo a quem o elege?

Alberto João generaliza para com os Portugueses. E nós não generalizamos ao falar de Alberto João? Ou será que tudo nele é mesmo rancor contra os Portugueses e não há excepção?

"E quanto à anedota, fica a nota que eu seria um dos caranguejos que se colocaria em bicos de patas para ajudar o outro a fugir do balde"

Encontraste uma das excepções. E encontrarás a regra numa qualquer empresa que de promoções aos funcionários.

Quando Fernando Pessoa escreveu: "Sentir? Sinta quem lê!", esta frase não se fica pelo verbo "sentir", poderás colocar lá uma imensidão de outros verbos e manter o poder e verdade da frase. No fundo a escrita deve provocar reacção de quem lê e essa reacção irá variar consoante o leitor. É sempre algo pessoal, excepto a generalização que deverá ser tida como presença constante num discurso, e parte do leitor perceber que a excepção está sempre presente.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:02:00 da manhã

Mel:

Não sejas tão sensível quando falo dela, sabes bem que gostas do que ela escreve, mas eu acho que a originalidade dela foi o desenvolver que algo que já tinha sido escrito.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:02:00 da manhã

gmg:

"Epá, eu não acredito que haja alguem que ache q o Blair witch foi real!"

Hoje não, mas na altura os cinemas foram cheios com essa ideia.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:02:00 da manhã

Parisiense:

"até as maças espanholas são melhores que as nossas, só porque são mais baratas"

E bonitas. É certo que ouvimos dizer que as nossas são mais saborosas, mas já comi maças mais baratas, mais bonitas e igualmente saborosas.
Os enchidos espanhóis são mais baratos, mas temos de dizer que são feitos com porcos portugueses... não sei quem é que anda a conversas com os enchidos.

Na verdade, desdenhamos do que é nosso, mas quando é preciso conseguimos colocar um pouco de português no que é estrangeiro.

"Vivi anos em Paris e dizem que os franceses são "chauvinistas", porque o que é Francês é que é bom.

Pois nós somos justamente o oposto."

Isso regra geral é uma verdade. Até há muito pouco tempo, para os Portugueses, tudo o que era francês era um exemplo de educação e cultura. Tal como falam do civismo Alemão, de que não atiram papéis para o chão,não cospem na rua e não urinam na rua. Isto é mentira, eles são um povo como qualquer outro, simplesmente limpam mais as ruas.

Uma coisa que noto nos Alemães, é que mandam lixo para o chão, mas apanham sempre o cocó dos seus cães...

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:02:00 da manhã

Nandez:

"no aspecto de Dan Brown, não sei se já falaste sobre esse assunto, mas penso, na minha opinião também interessante."

Falar de Dan Brown é complicado pois tenho tantos defeitos, erros e mentiras a apontar que seria um texto destruidor sem nada de positivo. Quando encontrar algo de bom na sua obra, irei abordar o tema.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:02:00 da manhã

Anónimo:

"que esse desgraçado papa fazia parte do grupo dos liberais."

Sem dúvida que ele foi o mais liberal dos Papas e que profundas mudanças seriam feitas por ele. A começar pela atenção dele ao banco do Vaticano, numa altura que a máfia era parceira de investimento.

"Ó bruno, nao tens conhecimentos em relação á OPUS DEI? é um assunto extremamente interessante e nada mas nada santo. arrepia um bocado."

A Opus Dei é a maçonaria dentro da igreja, toquei no assunto na série Veritas. Mais do que conservadores extremistas, pois esses são os soldados, a sua liderança é profundamente politica.

"faz lembrar o filme mexicano do crime do padre amaro. os intelectuais portugueses ficaram com um azedume danado por nao tar igual ao livro. mas baseado é mesmo isso, base, cresce livremente para outra coisas podendo ou nao ser fora da base."

Exacto. E acontece porque raramente quem vê o filme leu o livro e quando leu o livro acha que o filme tem de ser uma cópia. Tal como quem lê um livro raramente tenta confirmar factos. E no fundo o povo em vez de ter opinião segue regra geral a de terceiros.

  Bruno Fehr

segunda-feira, janeiro 25, 2010 7:02:00 da manhã

Vani:

"O filme, da Papisa Joana, não vi ainda. Mas adorei o livro."

Se o autor fosse Português, achas que seria tão facilmente aclamado na nossa sociedade religiosamente fechada?

  Sangueoculto

terça-feira, março 16, 2010 8:07:00 da tarde

Para primeira visita ao seu blog, este post foi uma espécie de "check-mate". Isto porque é deveras interessante. Mas vamos por partes...

1º - Inveja "Made in Portugal". Somos recordistas em questões de inveja.. e não é por acaso, que, salvo erro, "inveja" é precisamente a última palavra dos Lusíadas (ilucidem-me se estou enganado).

2º - O Dan Brown foi só o começo de muitas provocações literárias ao Vaticano e a determinadas organizações desconhecidas... depois disso, muitos mais ganharam inspirações para histórias originais, com muita imaginação e com muito espaço para ocupar livrarias como a Fnac e a Bertrand.

3º - Quanto a esse Papa,ilucidem-me mais uma vez...por acaso não é aquele papa que foi "assassinado" no filme Padrinho II? Agora a sério, já sabemos como a coisa acabou com o banco Ambrosiano..por isso, é bem possivel que houvesse "mão" ali por parte dos Maçons, porque da Mafia já sabemos!!!

E por aqui me fico!!!!

  Bruno Fehr

quarta-feira, março 17, 2010 12:56:00 da manhã

Sangueoculto:

"2º - O Dan Brown foi só o começo de muitas provocações literárias ao Vaticano e a determinadas organizações desconhecidas..."

Não vejo como provocação, é mais desinformação, parece provocar mas na verdade protege pois a verdade é bem mais negra.

"3º - Quanto a esse Papa,ilucidem-me mais uma vez...por acaso não é aquele papa que foi "assassinado" no filme Padrinho II? Agora a sério, já sabemos como a coisa acabou com o banco Ambrosiano..por isso, é bem possivel que houvesse "mão" ali por parte dos Maçons, porque da Mafia já sabemos!!!"

Exactamente esse, ele queria fazer uma reforma profunda na Igreja bem como no banco. No assassinato esteve envolvida a loja maçónica P2 que nunca se provou o envolvimento mas que se acabou por descobrir um sem fim de crimes financeiros e assassínios. A P2 era uma loja maçónica ligada à máfia.

  Nuno Guerreiro

sexta-feira, abril 09, 2010 9:46:00 da manhã

...e mais uma vez,deparamo-nos como a notória obessesão por rituais.
não foi a toa que o papa saberia que só iria reinar durante 33 dias, pois 33 é um numero bastante simbolico para a Maçonaria.
A fabula em torno de Cristo,conta que ele morreu com 33 anos...
O Rito Escoçes tem 33º graus,o 3 é um numero esotérico, entre outras similariedades.
Demasido notório para quem entende a questão ritualistica que envolve estas organizações.

Nuno Guerreiro

  I.D.Pena

sexta-feira, agosto 20, 2010 11:37:00 da manhã

Gostava que mais gente tivesse tempo para ler um livro... Antes de ouvirem uma opini~ao de quem quer que seja.
Neste mundo de ovelhas negras, racismos 'a parte se o OBAMA DISSESSE que um livro chamado o peido fosse o melhor, a maquina corporativa fazia como que fosse o melhor , s]o assim se explica um freemason do grau 33 ganhar um pr'emio nobel da paz por NAO TER RETIRADO TROPAS, mas sim aumentar o numero de tropas noutros locais, suportanto a guerra. Os estupidos n~ao podem ver porque muitos nem ler(compreender) sabem...