A verdade de uma guerra de mentiras 4

A união Jugoslava aconteceu em 1918 com a ajuda dos Americanos na intenção  de unir os povos sob uma bandeira, povos que foram mantidos divididos e em guerras financiadas pelo Império Austro-Hungaro e Otomano, que governavam a regiões mantendo-as divididas e criando ódios entre os povos Sérvio, Croata, Macedónio, Bósnio, Esloveno, Monte-Negrense, Kosovare e Voivodine, seguindo à risca a velha tradição de dividir para governar.

 
(Império Austro-Hungaro)


Com o final da guerra fria, a Jugoslávia deixou de ter importância estratégica e os americanos abandonaram o país não sem antes exigir o pagamento do todos os créditos pendentes. Isto gerou uma crise económica que criou as condições para os vizinhos ricos, Alemanha e Áustria, criarem divisões no país com promessas económicas e politicas.

Numa altura em que a Alemanha estava unida novamente e era poderosa a nível mundial, os esforços americanos de manterem a Jugoslávia unida após  terem causado a profunda crise económica, entravam em conflito com os interesses Alemães de a dividir, os EUA desistiram de enfrentar a Alemanha numa demonstração de quererem criar laços de amizade iguais aos que tinham com Inglaterra, algo afirmado diversas vezes por George Bush pai. Os EUA retiraram, submetendo-se ao poder politico Alemão que arrastava toda a Europa e que economicamente silenciaram Inglaterra e França.

Na segunda guerra mundial, Hitler criou um país fantoche chamado Croácia que incluía Croácia e Bósnia, no poder colocou um grupo de Croatas pró-Nazis, esse grupo defendia as ideias de Hitler mas em vez de as aplicar só aos Judeus e ciganos, aplicaram-nas também aos Sérvios tendo dizimado mais de 750.000 homens mulheres e crianças em dois anos. A ideia era acabar com a Jugoslávia como país. A Croácia após ser formada para destabilizar a zona, respondia directamente a Himmler.

 
(Bandeira Croata após ser criada pelos Nazis)


A imagem que temos hoje não é esta, a única coisa de que se fala, são dos muçulmanos Bósnios que os Sérvios mataram, acusando-os de limpeza étnica quando na verdade eles próprios foram vitimas dessa limpeza, mas a história é manipulada, alterada, esquecida para que se possa culpar alguém numa realidade onde todos sao culpados.

 
(Divisões militares Croatas)


A única verdade que existe do final da segunda guerra mundial é que a Croácia nunca foi libertada do poder Nazi, nunca houve perseguição dos Nazis Croatas e a Croácia tornou-se um local onde eles sempre estiveram seguros e anónimos, nem nunca existiu um pedido de desculpas nem punição pelo extermínio Sérvio. A Jugoslávia foi então reconstituída como uma nação, até 1990 em que os líderes do movimento separatista Croata, deram inicio a um movimento de instigação ao ódio pelos seus vizinhos e compatriotas Sérvios. O movimento separatista Croata tinha conhecidas ligações ao ainda existente e poderosos lobys Nazis ainda presentes naquele país.


 
(Cartaz de recrutamento para as SS Croatas de apoio a Hitler)

Com a morte do líder Jugoslavo Tito, os movimentos Croatas pró-independência começaram a actuar reclamando a Bósnia como parte integrante da Croácia. Estas lutas politicas duraram 11 anos até à guerra enquanto a Europa assistia sem grande interesse publico.

Quando finalmente os Croatas obtiveram poder autónomo dentro da federação jugoslava, deram inicio à expulsão de todos os Sérvios de cargos públicos, policia, as suas casas foram incendiadas e todos os Sérvios expulsos da região. Lembro-vos que todos eles eram Jugoslavos e isto aconteceu nos no inicio dos anos 90 ainda antes da guerra.

(continua)

4 Comentários:

  Rui Oliveira

quinta-feira, fevereiro 18, 2010 4:57:00 da manhã

Há algum motivo para que apenas após a morte do Marechal Tito a Croácia tenha actuado, ou foi apenas mera coincidência?

  Bruno Fehr

quinta-feira, fevereiro 18, 2010 5:11:00 da manhã

Rui Oliveira:

"Há algum motivo para que apenas após a morte do Marechal Tito a Croácia tenha actuado, ou foi apenas mera coincidência?"

Não acredito em coincidências. Não podemos esquecer que apesar de Tito ser comunista, um ideal politico que causa alergia aos Americanos, ele afastou-se da Rússia e ao permitir bases Americanas nos seu país melhorou a economia nacional com esses dólares. Quando as pessoas melhoram um pouco o seu nível de vida tendem a gostar do líder e sentirem-se unidos por ele.

Quando a guerra fria terminou, os Americanos abandonaram as bases, e exigiram que todos os créditos fossem pagos. Tito pagou e criou-se uma crise, mas o povo tinha fé no homem que abriu um pouco as portas do país. Com a morte dele, o povo sentiu-se órfão, e sem um líder forte que una o povo, é fácil manipular opiniões.

Com Tito no poder das duas uma, ou não havia espaço para movimentos independentistas, ou a guerra teria sido mortal mas rápida. O exército federal tinha o poder para dominar o país em poucos dias. Pessoalmente vi o que eles tinham estacionado à saída de Sarajevo, seria mais do que o suficiente para varrer tudo até à fronteira sem que os soldados da ONU pudessem fazer algo. No entanto eles nunca avançaram 1 cm.

Só existiu um caso que resultou num conflito entre um grupo Sérvio e soldados Portugueses em patrulha, não houve mortos mas houve um ferido do lado Português. Esse incidente deveu-se à falha dos Americanos que estavam do lado Sérvio ao permitirem treinos nocturnos dos Sérvios junto à fronteira e que acabaram por entrar na zona Portuguesa/Italiana.

  lunatiK

quinta-feira, fevereiro 18, 2010 10:50:00 da manhã

Viva Bruno
são muito interessantes estes artigos.
Se dizes que eles tinham o poder de varrer tudo de uma ponta a outra, porque não o fizeram? Porque permitiram que as coisas chegassem onde chegaram?
Cumps.

  Kohinoor

quinta-feira, fevereiro 18, 2010 12:42:00 da tarde

Quando estive em Cracóvia conheci um jovem croata que me contou sobre o seu pai durante esses períodos mais agitados. Ele esteve em sérios riscos de perder o emprego e ser expulso pois o seu nome era sérvio. O que o safou foi os colegas já o conhecerem à algum tempo e ele manter low profile, pois houve outros amigos dele que não tiveram a mesma sorte.