Escrever bem é respeitar todas as regras gramaticais. Ao fazê-lo o texto ficará primorosamente escrito e um prazer de ver, mas nem sempre de ler. Escrever bem, a preocupação de escrever bem, domina o pensamento de quem escreve e limita a inspiração escrita. Piora ainda quando em vez de deixarmos a escrita fluir, perdemos o nosso tempo em busca de palavras e expressões mais elaboradas que coloquem o nosso texto num patamar intelectual superior, por vezes matando-o.
José Luís Peixoto escreve bem e nos seus livros combina o escrever bem com o bem escrever mas quando lemos uma crónica sua em que ele não teve tempo de "retocar" o seu texto, vemos uma crónica bem escrita mas sem o "docinho" do bem escrever.
Ricardo Araújo Pereira não domia a arte de bem escrever, nem escreve bem. É um excelente comunicador mas não pela via escrita.
Saramago domina a arte de bem escrever, mas não escreve bem.
Rui Zink escreve primorosamente bem, mas aborrece o leitor muitas vezes por não o cativar, não chega ao patamar de bem escrever.
Cecelia Ahern a autora de PS: I love you, usando da arte de bem escrever, tocou os seus leitores, roubou lágrimas e é dos livros mais mal escritos que já li, no entanto gostei.
Miguel Esteves Cardoso, é dos raros casos em que tudo o que escreve é um domínio perfeito da arte de bem escrever aliado a escrever bem. Por vezes, com alguns exageros a cair para a masturbação intelectual, mas o que é certo é que domina a ciência e a arte.
No fundo é isto mesmo:
-Escrever bem é uma ciência, qualquer pessoa pode escrever bem se estudar, se tiver formação e se, se esforçar para o fazer.
-Bem escrever é uma arte, na qual a criatividade é um factor que se impõe à formação, onde qualquer pessoa poderá conseguir transmitir sentimentos, opiniões e ideias, de uma forma cativante.
Escrever bem é uma ciência que muitos dos que escrevem usam como masturbação intelectual. Uma forma de os distinguir num nível intelectual que mata os seus textos. Textos para uma elite que sabe o significado de motejar, sem recorrer a um dicionário ou fazer uma pausa nesse tipo de palavras e pensar no seu significado, matando o ritmo do texto.
A arte de bem escrever é a que dispensa palavras eruditas, onde se deixa o motejo e se usa o riso, onde doutor e trolha podem ler e sentir da mesma forma, sem barreiras linguísticas.
Escrever é uma ciência, escrever é uma arte. Aquele que conseguir juntar ambos na sua escrita, com toda a certeza tem o caminho aberto para o sucesso. Será perfeito. Mas a perfeição acarreta responsabilidades que por vezes, são dominadoras demais, para que um ser humano lide com elas, e é nestes casos que encontramos a loucura nos génios, de mãos dadas e indissociáveis. Onde a loucura é um resultado da pressão de génio, que hoje infelizmente é visto como uma característica pessoal e não mais atribuído a musas.
O génio da criatividade é livre, onde só uma coisa importa, chegar ao leitor fazê-lo sentir o que o autor quer que ele sinta e não o que sentimos ao escrever, se é que sentimos. Tal como escreveu um dia Fernando Pessoa, "Sentir, sinta quem lê".
Apesar de todas as criticas idióticas sobre separar irmãos gémeos à nascença dando um para adopção, como é o caso de separar sujeito de predicado, uma estúpida "proibição nacional". Eu orgulho-me do seguinte:
De todos os dias, dia após dia ter a imaginação e criatividade de escrever algo novo. Algo que é comentado por muita gente e lido por muitas mais, e se lêem não é importante que concordem ou não, não é importante se gostam ou não, o importante é que existe algo naquilo que escrevo que as faz voltar.
Os blogues crescem e a visibilidade aumenta e a partir de hoje que a minha disputa com o Google está resolvida as visitas dispararam e irei receber muitas mais críticas, espero que sejam fundamentadas e se acham que comentar sobre um erro de digitação ou a colocação duvidosa de uma virgula é comentar, estão errados. A mensagem é o texto não é a virgula.
Que a imaginação e criatividade nunca me abandonem e que a colocação purista de virgulas fique nos textos chatos e sem interesse dos meus mais queridos críticos, aos quais me recuso a fazer publicidade, mas que incluem o meu homónimo, crítcio gay, a minha parelha de quaretonas em plena menopausa, a pita púdica e a Sotora pita burra. Já são 5, mas juntos não fazem 1.
Aceito criticas mas... poupem-me. Quero críticos de conteúdo e com capacidade argumentativa.


