Já falei neste blogue do caso H1N1 em que a Baxter AG patenteou a vacina a 28 de Agosto de 2007, ou seja 1 ano e 8 meses antes do primeiro caso de H1N1, e 2 anos antes da pandemia ter sido declarada. A patente foi publicada mesmo assim 1 mês antes do vírus ter aparecido. Dei-vos essa patente neste texto e podem vê-la aqui.

Lembro-vos desse caso pois encontrei duas novas patentes. A primeira é a patente da vacina da peste pneumónica. Se bem se lembram esta peste surgiu no passado dia 1 de Novembro de 2009, mas a patente internacional registada pelo Departamento de Defesa do Reino Unido foi pedida a 29 de Agosto de 2003 e só foi publicada a 11 de Agosto de 2009. Esta patente foi pedida 125 anos depois da última epidemia de peste pneumónica e 6 anos e 2 meses antes da epidemia de 2009 (e por coincidência ela é oficializada 2 meses antes desta última epidemia). Como se isso não bastasse, foi patenteada por um departamento militar!
Mais uma vez, uma vacina que teoricamente não existe é patenteada antes da epidemia ser detectada... Mas afinal o que é que se passa aqui? Anda esta gente a patentear o futuro? A patente pode ser vista aqui.
Ainda nós andamos a decidir se queremos ou não a vacina H1N1, se nos vão ou não obrigar a tomar esta vacina, se ela é segura ou não e já estão os mesmos laboratórios a preparar-se para produzir uma nova vacina, desta vez contra a peste pneumónica.
Ainda nós andamos a decidir se queremos ou não a vacina H1N1, se nos vão ou não obrigar a tomar esta vacina, se ela é segura ou não e já estão os mesmos laboratórios a preparar-se para produzir uma nova vacina, desta vez contra a peste pneumónica.
Já sei que, como fizeram no primeiro caso, podem vir aqui comentar que o que está patenteado é o método de produção da vacina e não a vacina, o que é a mesma coisa visto que se o método está patenteado a vacina não precisa de patente pois é resultante do método. Mas mesmo assim vamos falar de métodos de produção:
Ontem encontrei também uma patente que ao contrário das outras duas não está online (por online refiro-me a disponível em sites abertos ao público), patente da qual fiz download e que podem baixar para o vosso computador usando este link. Leiam a patente, já que para certas pessoas patentear um método de criação de uma vacina não é o mesmo que criar a vacina mas sim um meio de a criar, gostaria então de saber o que acham desta terceira patente. Como podem verificar ela refere-se ao método para criar em laboratório o vírus A(H1N1). Podem também verificar que este método de criação do vírus, que está a gerar pânico em todo o mundo, foi patenteado no dia 6 de Fevereiro de 2008, 1 ano 2 meses antes do vírus ter aparecido, e foi publicada a 9 de Janeiro de 2009, 3 meses antes do primeiro caso de H1N1.
O mais interessante é que 2 dos 6 criadores trabalham para Organização Mundial de Saúde.
Se patentear o método de criação de uma vacina levou à actual vacina, o mesmo se aplica à patente para criação do vírus. Não acho que serei o único a torcer o nariz a esta patente, mas claro para alguns poderá ser perfeitamente normal patentear um vírus, não vá um maluco qualquer criar esse vírus ilegalmente, depois liberta-lo neste planeta matando milhares de pessoas, mas acima de tudo cometendo a indecência de violar direitos de autor. Se alguém tem de criar um vírus mortal que o faça de uma forma legal e recolhendo os devidos créditos de tão útil criação.
É também engraçado patentearem o método de criação da vacina antes do método de criação do vírus. É o mesmo que fazer uma chave antes de fazer a fechadura, o mais provável é a chave não servir para nada. É o mesmo que começar a tomar a pílula depois da relação sexual desprotegida. O mesmo que vender a televisão para comprar um leitor DVD. O mesmo que colocar trancas na porta depois da casa roubada...
Ontem encontrei também uma patente que ao contrário das outras duas não está online (por online refiro-me a disponível em sites abertos ao público), patente da qual fiz download e que podem baixar para o vosso computador usando este link. Leiam a patente, já que para certas pessoas patentear um método de criação de uma vacina não é o mesmo que criar a vacina mas sim um meio de a criar, gostaria então de saber o que acham desta terceira patente. Como podem verificar ela refere-se ao método para criar em laboratório o vírus A(H1N1). Podem também verificar que este método de criação do vírus, que está a gerar pânico em todo o mundo, foi patenteado no dia 6 de Fevereiro de 2008, 1 ano 2 meses antes do vírus ter aparecido, e foi publicada a 9 de Janeiro de 2009, 3 meses antes do primeiro caso de H1N1.
O mais interessante é que 2 dos 6 criadores trabalham para Organização Mundial de Saúde.
Se patentear o método de criação de uma vacina levou à actual vacina, o mesmo se aplica à patente para criação do vírus. Não acho que serei o único a torcer o nariz a esta patente, mas claro para alguns poderá ser perfeitamente normal patentear um vírus, não vá um maluco qualquer criar esse vírus ilegalmente, depois liberta-lo neste planeta matando milhares de pessoas, mas acima de tudo cometendo a indecência de violar direitos de autor. Se alguém tem de criar um vírus mortal que o faça de uma forma legal e recolhendo os devidos créditos de tão útil criação.
É também engraçado patentearem o método de criação da vacina antes do método de criação do vírus. É o mesmo que fazer uma chave antes de fazer a fechadura, o mais provável é a chave não servir para nada. É o mesmo que começar a tomar a pílula depois da relação sexual desprotegida. O mesmo que vender a televisão para comprar um leitor DVD. O mesmo que colocar trancas na porta depois da casa roubada...
A sabedoria popular está certa: "não há uma sem duas e não há duas sem três", "não há bela sem senão", "não há fumo sem fogo", "não há rosa sem espinhos", mas obviamente "não há regra sem excepção".
Se a patente da cura antes do aparecimento da doença é estranho, mais estranho ainda é patentear a doença...