Caso Carlos Castro (parte 1)

Tenho acompanhado em silencio o caso do assassinato de Carlos Castro e reparei que andam a florear o caso, ninguém fala de uma forma aberta, clara ou como o povo diz: "Falar bem e porcamente". Eu gosto de o fazer em particular nestes casos rodeados de hipocrisia.

O assassino:


O assassino (e digo assassino pois assumiu o crime), é um escalador social, uma daquelas pessoas capazes de tudo para subir na vida. Alguém a quem não importa os meios para atingir o seu objectivo.
Um rapaz que ao não ser homossexual (e mesmo que o seja) se voluntariou para comer o cu de outro homem e/ou ter o seu cu comido por ele, em troca de facilidades profissionais, protagonismo e consequentes vantagens financeiras.
Logicamente para a mãe deste rapaz ele é uma jóia de menino e estava disposta a vender tudo ficando na miséria para defender o seu rebento e é por isto que dizem que o amor é cego.

Dizem que ele era um prisioneiro na relação e que estava sob ameaça de destruição da sua carreira por parte de Carlos Castro, caso o deixasse. Quanto a isto só posso dizer: Vão lá ser parvos para os quintos dos infernos! Um jovem alto, forte e musculado dominado por um idoso, baixo e fraco? O que importa uma ameaça do Carlos Castro de lhe retirar o que lhe deu? Se fosse um rapaz com princípios não se importaria com isso pois o importante são os nossos princípios. O recurso ao homicídio não passa de uma tentativa de ter o melhor dos dois mundos, obter a sua liberdade e manter o seu nível social.



O crime foi macabro? É claro que foi, qualquer pessoa inteligente sabe que quanto mais macabro for o crime melhor será a pena de prisão caso seja apanhado e eu já abordei estas vantagens há uns anos num texto deste blogue.
Se o jovem matasse Carlos Castro com uma pancada violenta na cabeça ou qualquer outra forma de agressão física, a violência do crime iria definir uma pena pesada em prisão normal. No entanto quando um crime é macabro e nós não o conseguimos racionalizar entra na equação a sanidade  mental do criminoso e por isso mesmo que a pena seja igual, ela será provavelmente passada confortavelmente numa prisão psiquiátrica.

Como já aqui disse: Se se mata uma pessoa com um tiro na cabeça podemos apanhar 25 anos de prisão caso seja visto como crime premeditado mas se depois desse tiro o criminoso retirar os olhos da vitima e os substituir pelas gónadas, o crime é de tal forma macabro que será declarado como insano e enviado para uma confortável prisão hospitalar onde poderá cumprir unicamente 1/3 da pena.
Por mais macabro que seja o crime a insanidade não é um factor obrigatório, podendo ser premeditação. Foi este o caso? Não sei, nem quero saber mas lá o que rapazinho não teve princípios nem no inicio nem no fim da relação, isso é uma verdade inegável fazendo deste jovem um exemplo perfeito da pior merda que temos na sociedade.

E digo mais: Todos aqueles que doaram dinheiro para ajudar este rapaz no seu processo judicial ou que o ajudem a pagar um possível recurso, são cúmplices de um crime, estarão a defender alguém que não estava disposto a abdicar de algo supérfluo de forma a recuperar o essencial para qualquer ser humano: honra, dignidade e liberdade.

A vitima:



O seu crime foi ser homossexual e é isso que faz dele inocente. Seria Carlos Castro controlador, dominador e ameaçador? É possível, e depois? Quantas pessoas não tentam dominar uma relação? Quantas pessoas não tentam tudo para não perder a pessoa de quem gostam? Será isso motivo para ser barbaramente assassinado? Não! Carlos Castro era um homem de idade que tinha como amante um jovem cheio de energia que o fazia sentir-se jovem e por isso não o queria perder. Errou, tal como todas as pessoas que tentam dominar uma relação, erram, mas isso não é motivo para lhe roubarem a sua vida.


Agentes versus Chulos

Hoje em dia, quem se quer lançar nas artes, seja música, cinema, pintura, literatura, etc é-lhe sempre recomendado um atalho, ou seja, recorrer aos serviços de um agente que nos representará e agirá, teoricamente, na defesa dos nossos interesses no que toca a contratos, relações públicas e até defesa judicial e em troca ficam com uma percentagem dos lucros do artista. Há artistas que buscam agentes e há agentes que procuram recrutar artistas.

A questão que me coloco é: Por que motivo nos referimos a estas pessoas como agentes? Já existe uma palavra para definir este tipo de serviços! Chulo.
O chulo age exactamente da mesma forma e ainda faz serviço de guarda costas.



Por isso concluo que se o agente é chulo, uma prostituta é artista e todo o artista é puta!

Deus, salva-me dos teus seguidores

Antes de esta frase se ter tornado num documentário já era usada para enfeitar carros, tanto "Lord, save me from your followers" como "Get the hell out of my way, I am late for church", eram já ironicamente usados como autocolantes de carros nos EUA, frases verdadeiras e propositadamente incompreendidas.



Deus, salva-me dos teus seguidores é das frase mais acertadas que já ouvi, pois o perigo não está em acreditar em Deus ou Jesus mas sim na loucura dos fanáticos religiosos. Adorar Jesus usando uma cruz ao pescoço é algo tão irónico como adorar São João o Baptista com um machado ou adorar Joana D'Arc com um Pelourinho ou ainda adorar Francisco Sá Carneiro com um avião ao peito.

Onde está o verdadeiro símbolo Cristão, Ichthus (o peixe)? Porque motivo se faz uma religião repleta de simbologia pagã quando ela passou séculos a combater o paganismo? Celebrar o nascimento de Jesus no dia em que ele não nasceu mas sim no dia de uma milenar celebração pagã? Trocar o símbolo Cristão do peixe (Ichthus) por o símbolo pagão da cruz? Cruz essa que era usada como instrumento de tortura? Celebrar a Ressurreição de Cristo com coelhos e ovos de chocolate, numa réplica do festival pagão da fertilidade celebrado na mesma data, sendo daí retirado o coelho? Ou será que fazem a ligação: Cristo - Cruz - Golgotha com coelho - chocolate - ovos?

Achei hilariante um comentário de um fanático religioso sobre esta frase, ao dizer que quando a leu se questionou: "Será que esta pessoa não acredita em Deus ou, pior ainda, se afastou de Deus?", e continuou dizendo: "O meu primeiro sentimento foi de tristeza e depois pena. Eu quis arrancar o autocolante e substitui-lo por algo melhor, mais alegre. Quis estender a minha mão e tocar essa pessoa para que não sentisse tanta raiva (...) Obviamente essa pessoa sentir-se-ia ameaçada ou ofendida por aqueles que tivessem um autocolante a dizer 'Segue Deus'".

Este rato de sacristia não conseguiu perceber que a pessoa com este autocolante acredita em Deus, tanto acredita que Lhe implora para o que salve de pessoas com esta que escreveu esta barbaridade. A bondade deste Cristão é tanta que queria tocar esta pessoa enquanto rasgava esse autocolante e mesmo assim diz que é o outro que sente raiva! Uma pessoa que preferia ler "Segue Deus", como se fosse Deus a conduzir o carro à sua frente!

Deus, salva-me dos teus seguidores, como este cromo que enche páginas web de pensamentos contraditórios e sem sentido.

O pior que religião tem não é a fé, não é a filosofia sobre a qual assenta essa fé, mas sim os seus seguidores, cegos, obtusos, radicais e ridículos. Pessoas que acham que a Bíblia é a palavra de Deus devido a  uma tradução tendenciosa em que dizem que as pessoas que escreveram a Bíblia foram inspiradas por Deus quando na verdade foram inspiradas pela fé em Deus, o que são coisas totalmente diferentes e faz das palavras na Bíblia, palavras de pessoas como nós e não a de Deus. Se Deus ditasse a Bíblia não haveria tanta contradição, contradições essas desculpadas com a frase "não podemos interpretar a Bíblia literalmente", ao passo que sempre que lhes convém a interpretação é o mais literal possível.

Quem tem fé, espera que Jesus regresse e espera de cruz na mão? Acham que Jesus se voltar quer ver alguma cruz depois do que passou pregado a ela e torturado até à morte? Isso seria como organizar um jantar para Judeus enfeitando a sala com bandeiras Nazis e com máscaras de gás na cara dizendo "Entrem, entrem, estejam à vontade!"

O argumento: "Deus criou o Homem à sua imagem", é nos dias de hoje derrubado pelo argumento: "O Homem criou Deus à sua imagem dizendo que ele odeia as mesmas pessoas que nós". Pois hoje em dia é God bless America como se Deus se estivesse a cagar para o resto do mundo e portanto ele agissem em nome de Deus. Uma coisa não nos podemos esquecer... A América foi fundada por puritanos que eram religiosos tão loucamente radicais que até correram com eles de Inglaterra e por isso quem acredita em Deus deve dizer: "Deus, salva-me dos teus seguidores", pois bastará esses seguidores te passaram a odiar para dizerem que Deus te odeia e por isso tens de ser destruído/a.

Recomendo vivamente a religiosos, ateus e, como eu, agnósticos a verem o documentário: Lord Save Us From Your Followers e iremos perceber um pouco melhor a insanidade dos Seus seguidores.


"Antes de verem o mal nos outros, vejam o mal em vós próprios"
--Jesus Cristo

E no final de todas as discussões o que fica? O que é realmente importante?
Não é aquilo em que acreditas, o que pensas, o que queres, o que sonhas. O importante é unicamente o que fazes de bom, independentemente das tuas intenções ou do que pensam de ti.