Drive in!


Os "Drive ln" sempre me fizeram confusão. Por mais do que uma vez, em dias menos bons, me deu vontade de seguir o letreiro "Drive ln" literalmente e estacionar o carro dentro do MacDonald´s.
Nunca tentei descobrir o motivo de se chamar "Drive ln", ao acto de pedir comida sem sair do carro, mas esta semana alguém puxou o assunto.

Uma amiga Americana perguntou-me:

Amiga: Porque é que vossos "Drive ln" se chamam "Drive ln"?
Crest: Sei lá, a culpa é vossa, foram vocês que inventaram isso.
Amiga: Não, nós temos os "Drive through", os "drive in" são cinemas ao ar livre.
Crest: A sério? Drive through?
Amiga: Sim, se fossem drive in, haveria alguém a entrar lá dentro com o carro!
Crest: Então, mas sendo assim faziam 1 buraco na parede, como "drive through" fazem 2, um ao entrar, outro ao sair.
Amiga: Sim... mas... (silencio)

Sim, "Drive in" implicaria entrar com o carro dentro do estabelecimento comercial. "Drive though" é para evitar confusões mas ainda me confunde mais pois significa conduzir "através".

Crest: Porque não lhe chamam "Drive by", assim é de passagem é ao lado, sem danos materiais.
Amiga: Porque os gangs poderiam interpretar mal e começar aos tiros.

Americanos... Desisto!


Nota: Escrevo "Drive Through" por ser a forma correcta, apesar de os Americanos simplificarem o Inglês para "Drive Thru".

(ab)Uso da bandeira!


Já num texto antigo, dos primeiros que escrevi, me questionei sobre a nossa bandeira nacional. Um símbolo que aprendi a respeitar durante o meu tempo no exército, mas nunca me caiu bem. Não entendia como é que apareceu esta coisa tão colorida. Hoje, visto que após esse texto investiguei, posso dizer que a nossa bandeira nacional é uma farsa, não tem nada de histórico, foi-nos imposta juntamente com a Republica. Tudo bem que a Republica é algo melhor que a monarquia, mas não havia necessidade de destruir a nossa bandeira nacional. Com a Republica bastaria retirar a coroa real de cima do escudo nacional e manter a bandeira azul e branca como sempre foi. A actual bandeira não passa de uma mistura de cores das duas maiores lojas maçónicas Portuguesas, a GOL (Grande Oriente Lusitano) e GLNP (Grande Loja Nacional Portuguesa), os dois grupos responsáveis pela deposição do nosso ultimo rei e da implantação da Republica. Quer queiram acreditar ou não, ainda hoje somos governados por pessoas ligadas à maçonaria ou Opus Dei, nós e a maioria do mundo dito "civilizado".

Apesar da nossa bandeira não ter nada que nos defina como povo, respeito-a pelo que ela significa, que é um símbolo reconhecido internacionalmente como representativo de Portugal.

O uso e abuso da bandeira nacional, está a torná-la numa anedota. Bandeiras "made in china" com símbolos trocados, bandeiras podres penduradas nas janelas, carros, etc. A bandeira feita objecto decorativo.

Eu jurei bandeira no exército, jurei respeitar e defender a pátria até ao custo da própria vida, esse juramento foi feito perante uma bandeira de Portugal, religiosamente desdobrada, hasteada e voltada a dobrar depois de cerimónia, de uma forma respeitosa e com as devidas honras.
Bandeiras invertidas em janelas é do mais ofensivo que há, pois é o que se usa em guerra quando se conquista um outro país. Na falta de uma bandeira do país vitorioso, usa-se a bandeira do país derrotado, que é hasteada de forma invertida para simbolizar a derrota e conquista.

Todos nós podemos e devemos ter uma. Todos nós a podemos usar e celebrar quando bem entendermos, mas devemos-lhe respeito. Não deve ser atada numa janela, num carro. Não deve ser usada como lenço ou uma fita à ninja. Não serve para colocar no chão, de maneira a não sujarmos as calças. E não deve ser usada como vi ser usada ontem num restaurante onde ia almoçar... os funcionários, tinham bandeira nacionais a servir de aventais, sobre os quais limpavam as mãos, usadas para não sujar a roupa.

Esta merda toda, foi um pedido do Sr. Scolari levado a um exagero extremo típico do povo Português. Ele pediu uma bandeira em cada janela, uma bandeira em cada carro, como forma de celebração nacional, como forma de mostrar aos estrangeiros o orgulho nacional. Ele nunca pediu para que fosse usada como avental, toalha, nem que fosse deixada 4 anos nas janelas.

Estive no Europeu na Holanda/Bélgica, estive no Mundial na Alemanha e irei à segunda fase na Austria/Suiça, mas não vi nem vejo o publico dos outros países a abusarem assim da bandeira. Não vejo bandeiras sujas nem rotas, não vejo bandeiras do mundial nas janelas Alemãs. Não vejo nos restaurantes Italiano, Franceses, Gregos, Turcos, a bandeira a ser usada como avental.

Não gosto de ver este desrespeito.
Apesar de não concordar com a existência da nossa actual bandeira, não vejo possibilidade da verdade ser reposta e da nossa verdadeira bandeira nacional voltar. Por isso se é esta que temos, devemos respeitá-la e no final das celebrações, deve ser dobrada e guardada como um símbolo da nossa nacionalidade e não como algo descartável.

É incrível como respeitamos mais os enfeites de natal, do que a nossa bandeira. Esses sim, são expostos e guardados religiosamente como se fossem preciosidades. Não são. Preferia ver enfeites de Natal em Agosto a apodrecer nas árvores de jardim, do que ver as bandeiras a serem desrespeitadas desta forma.

Acho que a nossa forma de tratar a bandeira é exemplificativa de como somos desleixados como povo, "deixa andar, depois logo se vê..."

Na minha ultima moradia aqui na Alemanha, todos os dias, o meu vizinho exactamente às 07:00 ia ao seu jardim hastear a bandeira Alemã, a bandeira de Hamburgo e a bandeira do país da sua esposa (Noruega), todos os dias às 18:00 ele as retirava, dobrava e guardava. Não digo que todos deveríamos fazer o mesmo, mas a imagem deste senhor impressionava-me, o orgulho do seu país, da sua cidade e o respeito pelas origens da sua esposa.

Os símbolos nacionais, tal como a nossa nacionalidade, são das únicas coisas que são realmente nossas e ninguém nos pode tirar, tudo o resto que achamos que é nosso, na verdade não o é. A nossa casa só é nossa enquanto a pagarmos e pagarmos os respectivos impostos, caso contrário é-nos retirada pelo Estado, quem diz casa diz carro, terrenos, etc. É tudo "alugado/emprestado" ao/pelo Estado.

Respeitar os símbolos que nos representam é respeitar não só quem somos, mas todos aqueles que deram a vida para que hoje possamos dizer que somos Portugueses.

Pode parecer um exagero da minha parte, posso parecer um nacionalista radical, mas acho que abordo a questão de uma forma directa e lógica. Podem até dizer que sou um hipócrita por pedir que algo seja respeitado, visto que nem em Portugal moro. Não moro em Portugal, não acho que alguma vez vá voltar a Portugal de vez, mas não deixo de ser Português, não renego as minhas origens, não tenciono abdicar da minha nacionalidade obtendo uma nova. Ser Português é algo que ninguém me pode tirar, mas isso não significa que por ser algo garantido, não mereça ser respeitado.

A foto neste texto é um exemplo de um crime cometido por um dos nossos jornais, que violou a lei ao fazer esta palhaçada à bandeira Portuguesa.

Uma coisa é a bandeira nacional usada em épocas festivas como forma de celebração nacional, outra são as bandeiras de papel coloridas que se penduram nas feiras. Não confundir!

Realmente importante!


Finalmente temos algo de verdadeiramente importante com que nos preocupar. Que se lixe que tudo aumentou, que se lixe que a gasolina vá atingir os 3€ por litro num futuro próximo. Não importa os baixos ordenados a falta de emprego, a má segurança social. Não interessa a ninguém que tem 30 anos, muito provavelmente não terá reforma. Que importância tem que o nosso Primeiro-Ministro que nos proibiu de fumar em locais fechados, fume num avião, violando a sua própria lei? Estes não são motivos para revolta popular, tudo isto se ignora pois não influencia em nada o nosso dia-a-dia.

O que importa realmente é se o grupo de betinhos que ganham fortunas, ganham ou não a outros betinhos que ganham fortunas idênticas. Isso sim é importante.

Portugal bateu a Turquia por 2-0. No lugar dos Tugas dizerem "não fizeram mais do que a sua obrigação", não. O Tuga afoga-se em cerveja, entra no carro mesmo com a gasolina ao preço que está e vai conduzir em direcção a engarrafamentos que odeia no seu dia-a-dia, mas que ama, nestas "revoltas" populares. No dia seguinte vai trabalhar de ressaca, dando um rendimento ainda inferior ao seu normal, isto se for trabalhar, pois a ressaca é uma desculpa para tirar o dia.

Uma vitória num jogo, causa maiores demonstrações de alegria que o 25 de Abril de 1974.
Uma vitória já cá canta, com esta vitória a nossa vida será totalmente diferente, pelo menos até ao próximo jogo.

Se Portugal for campeão da Europa, isso será como se todos os nossos problemas fossem resolvidos, já estou a ver a equipa a ser recebida como heróis, adorados como Deuses. Se este grupo voltasse depois de acabar com a fome em África, não estaria ninguém no aeroporto para os receber e se lá estivesse alguém, seria para pedir dinheiro emprestado.

Gosto de ver futebol, gosto de ver Portugal a ganhar, mas fico parvo com a maneira como o povo se manifesta. O futebol é até capaz de colocar um "macho man" a abraçar-se e até beijar um outro "macho man". O futebol, torna-nos idiotas por uns momentos. O maior problema é que são momentos eternos. Em 2004 foi o Euro, em 2006 o Mundial, em 2008 o Euro, em 2010 será o mundial. Estes intervalos de 2 anos, servem para descansar, pois mais nada importa.

O homem é um caso perdido (regra geral), pois além disto tem o campeonato nacional, que o faz esquecer todos os problemas económicos que são secundários.
A mulher é um ser estranho, liga pouco ou nada ao futebol durante o ano, mas quando chegam os Euros e Mundiais, gritam mais alto que os homens, sofrem tanto ou mais, mesmo quando gritam "Penalti" numa falta a meio campo ou "fora de jogo" quando a bola sai de campo.

Agora venham os Suiços e os Checos, "até os comemos" ou "quem vier morre", como se o jogo decidisse a nossa soberania como país.

Levanto-me quando começa o hino nacional, vibro com os golos, sofro durante o jogo, aplaudo a vitória, mas troco de t-shirt, arrumo a bandeira e volto à minha vida. Pois o futebol deveria ser um passatempo e não um vicio. Deveria ser como um anti-depressivo e não como a cocaína.

Portugal venceu um jogo, fizeram o seu trabalho, na manha seguinte temos de fazer o nosso, que apesar de não ser tão giro, é bem mais importante e realmente muda algo!