A crise do Islão e Europa

Depois da minha série de 3 textos sobre as vontades políticas de atacar a Síria e Irão estamos em condições de fazer uma analise final.
O ocidente perdeu a guerra política e como disse, se eles falhassem em justificar um ataque ao médio Oriente iria procurar um novo alvo.

O objetivo real dos Estados Unidos é encontrar formas de atacar a economia Chinesa, mantendo uma retórica de medo em tempo de eleições.
O objetivo real Europeu é distrair o povo da crise Europeia enquanto se continua a campanha de seleção da União Europeia. Esta seleção tem em vista pilhar os países incapazes de suportar o Euro, financiando esses pais com intenção de os deixar em rutura. Assim que for atingida a rutura, o pais não terá capacidades económicas e mesmo saindo do Euro e não pagando as dividas, esses países vão ter, após de criarem uma moeda nacional, de se voltarem a endividar junto dos países ricos.
O objetivo Russo era impor a sua presença e poder na política mundial, bem como não perder a sua influencia no médio oriente e tal como nos EUA numa altura de eleições.
O objetivo de Israel era manter o clima de guerra fria no médio oriente, também em altura de eleições. Israel sabe que atacar o Irão significaria a destruição total de Israel mesmo tendo armas nucleares.
O objetivo do Irão era manter a face também em altura de eleições.
A Síria conseguiu provar que os rebeldes estavam a receber apoio internacional e provou que o povo apoia o governo e não os rebeldes após 51% do povo ter votado favoravelmente no governo no ultimo referendo.



A retórica de guerra falhou pois o ocidente precisava do apoio da Índia, que após muita hesitação, recusou reduzir a quantidade de petróleo importado do Irão e desta forma se terem juntado ao vizinhos China e Rússia. Isto ficou claro quando a China mandou retirar os 20.000 soldados colocados na fronteira entre Índia e Paquistão, pais que anunciou apoiar os irmãos muçulmanos.

Nesta guerra de palavras todos cederam. O Irão disponibilizou o acesso a todas as instalações que a comunidade internacional queria acesso. A China baixou as importações de petróleo do Irão em 45%. Os Russos pararam de falar na defesa militar da Síria, falando em impor um cessar fogo. A Europa recuou ao não impor um embargo total de petróleo e os Americanos recuaram ao isentar 10 países Europeus do embargo e ao afirmar não apoiar um ataque Israelita ao Irão. Israel recuou deixando de ladrar ao Irão e passando unicamente a rosnar.
Tudo isto não passou da velha retórica "tenho uma pila maior que a tua e tomates de aço", essencial em tempo de eleições em países que usam do nacionalismo como arma eleitoral aliada a fins económicos.

Tal como seria de esperar os cães de guerra Americanos viraram-se contra um novo alvo: Coreia do Norte, cortando a ajuda alimentar ao país, por causa de um lançamento de um satélite. Neste momento os Americanos assistem a Coreia do Sul na exibição do seu pénis ao realizarem conjuntamente treinos militares em aguas territoriais da Coreia do Norte e como seria de esperar a Coreia do Sul está em época de eleições.

Neste momento os EUA estão em crise económica e com a sua única industria, a militar parada, necessitam de uma guerra. Não podemos ignorar que em pouco mais de 200 anos de existência, os Estados Unidos da América estiveram envolvidos em mais de 180 guerras. Precisam de usar armas para fazer armas, alimentando a sua única industria e ao mesmo tempo distrair o povo Americano durante as atuais eleições, onde Estado após Estado estão a ser detetadas irregularidades eleitorais onde milhares de votos estão a ser apagandos do sistema ou simplesmente contados a favor de Romney e contra o único candidato Americano que poderia mudar os EUA, Ron Paul.



Mas as liberdades internacionais deram mais um passo em frente com as novas potencias mundiais Brasil, Rússia, Índia, China (BRIC), que agora de chamam BRICS depois da entrada da África do Sul, terem discutido esta semana alternativas ao dólar, querendo largar o dólar como moeda de reserva mundial e indo mais longe querendo criar uma alternativa aos grupos corruptos como Banco Mundial e FMI. Apesar de serem noticias que afetam diretamente a economia Europeia, afetam bem mais a economia Americana, mas são um sinal de esperança para o futuro de todos os países Europeus em crise que vão ter de abandonar o Euro.

Muitos acham que os apoios Alemães aos países em crise possuem a intenção de salvar o Euro, mas isso não é verdade pois eles sabem que é uma moeda impossível de ser mantida pela Grécia, Espanha, Irlanda, Itália, Portugal e Bélgica. Por isso a intenção é manter esses países endividados o mais tempo possível com o objetivo de pilhar as suas reservas de ouro e de os deixar numa posição em que necessitem de décadas para recuperar.
Prova disso são as recentes exposições publicas na Alemanha de dois problemas interessantes:

1- 60% do ouro Alemão está em bancos Americanos e suspeita-se que não existe mais. Peritos Americanos insinuam que o ouro foi gasto pelo governo Americano e o governo Alemão está hesitante em ceder aos pedidos do povo e pedir contas sobre esse ouro, pois ao confirmar-se que o ouro não existe o conflito político entre os dois países seria impossível de evitar.

2- Foi exposto pelo Der Spiegel que a Alemanha tem estado a imprimir DM2, ou seja, Deutsch Mark 2 uma nova versão do Marco Alemão largado pelo euro. Isto é prova de que a Alemanha sabe que a ilusão do Euro não vai ser mantida quando os países endividados decidirem não pagar a divida e abandonar o Euro. A Alemanha pode simplesmente do dia para a noite converter todas as dividas em Deutsch Marks 2, abandonar o Euro e manter viva a forte economia atual.



Agora pensem, porque motivo a Alemanha tem as suas 5 casas da moeda a imprimir Deutsch Marks não tendo sido afetada por esta crise, ainda mantendo acentuado crescimento económico, que em 2012 baixou o desemprego colocando no mercado de trabalho mais 3 milhões de Alemães, mantendo campanhas ativas na Grécia, Itália, Espanha e Portugal de aliciamento a trabalhadores qualificados em particular licenciados? Ao mesmo tempo os países que sabem que precisam sair do Euro se recusam a dar inicio a um plano B e preparar uma moeda nacional? Temos dois exemplos de como lidar com a crise:

O errado:
Espanha com o maior desemprego da Europa, 23%, gastou este mês 1 milhão de Euros em gás lacrimogéneo em vez de começar a imprimir Pesetas.

O certo:
O Reino Unido aumentou o numero de trabalhadores em Embaixadas e consulados por toda a Europa, preparando-os para dar apoio aos Imigrantes Britânicos em caso de motins e/ou encerramento dos bancos e consequente congelamento de fundos.

A Grécia viu todo o seu ouro roubado pelo FMI, após o Primeiro-Ministro Grego ter sido substituído por um homem do FMI e se isso acontecer também em Espanha e principalmente em Portugal, a capacidade de criar um nova moeda suportada por ouro vai ser impossível e vão ser obrigados a criar um nova moeda suportada pelos novos Marcos Alemães.



Como se diz popularmente: "à terceira é de vez" e no dia em que a Alemanha anunciar a nova moeda Alemã, a Europa estará oficialmente conquistada e desta vez ser armas.
Apesar de tudo, vivemos na altura muito interessante e iremos assistir a algumas das maiores mudanças do século que irão invariavelmente mudar o mundo em que os nossos filhos vão viver.

Kony 2012 (Parte Final) Sr. Punhetas

O Jason dos Invisible Children foi detido depois de durante um meltdown cerebral ter sido apanhado completamente nu, na rua e acusado de se masturbar em publico. Quanto a isso não tenho nada a dizer pois é óbvio que ele é controlado por grupos poderosos e estamos na presença de mais um que se passa da cabeça por não aguentar a pressão. Nos últimos anos tivemos muitos caso deste tipo, de pessoas que deixam de suportar o controlo e simplesmente de passam da cabeça, como por exemplo: 

Na musica: Britney Spears e Amy Winehouse: Por se quererem retirar da ribalta.
No cinema: Charlie Sheen e Mel Gibson: Depois de respetivamente terem dado as suas opiniões sobre o 11 de Setembro, e Holocausto passaram a acusados de violência domestica e iniciaram um processo auto-destrutivo. Charlie Sheen estava a tornar-se inconveniente depois da sua carta aberta ao Presidente Obama sobre o 11 de Setembro.
Na comédia: Richard Prior e Bernie Mac: O primeiro "matou" o seu próprio carro a tiro e o segundo saiu armado para a rua gritando que o queriam matar, Bernie Mac foi encontrado morto dias depois.
Temos os que escaparam como: Dave Chapell: simplesmente largou tudo, comprou uma quinta no meio do nada e desapareceu, tendo dado uma entrevista deixando no ar uma pergunta "O que acham que leva uma pessoa com dinheiro e sucesso a sair nu para a rua, de arma na mão, gritando querem matar-me?". Outra que escapou foi a dona de uma das melhores vozes do século, Joss Stone: Quando se conseguiu libertar disse que sabia que nunca mais a iam deixar ter sucesso, mas mesmo assim fundou a sua editora e lançou o seu novo disco, dias depois sofreu uma tentativa de assassinato.

Isto não serve para desculpar o líder dos Invisible Children, serve para explicar que quem vende a sua alma a estas elites manipuladoras não tem mais liberdade e não consegue sair sem um enorme prejuízo.
Outro exemplo é Michael Jackson que desapareceu depois de ter lutado contra a Sony Music e ter exposto a manipulação na industria, passou os seguintes anos em tribunais e quando ia voltar ao palco sem as elites, morreu.

Aqui esta parte do que Jason fez na rua, não acredito que se tenha masturbado mas é visível que ficou completamente louco:


No entanto os Invisible Children vão continuar com esta propaganda, continuar a recrutar o seu exercito de crianças ativistas para combater crianças soldado e precisam ser combatidos e ridicularizados sendo este o melhor exemplo de ridicularização feito a este grupo... simplesmente genial:



A comunidade do Youtube arrasou a campanha Kony 212 com centenas de vídeos de investigação e críticos, ao pontos dos Invisible Children fecharem os comentários os seus vídeos.
A comunidade Twitter segue o mesmo caminho havendo 3 twitts negativos por cada positivo e o campo de batalha final é o Facebook, onde KONY 2012 ainda tem poder mas ainda há tempo de travar a mais uma loucura, iniciando uma nova guerra de caça a mais um fantasma onde vai ser o povo do Uganda a sofrer. O inimigo do povo não são Hitlers, Sadams, Bin Ladens ou Konys mas sim a propaganda que a historia nos ensinou a identificar mas que a maioria consome como se fossem os seus cereais matinais.


(fim da série)  

Kony 2012 (Parte 3)

Nota: Antes de abordar a nova noticia do ativista que bate punhetas em publico, irei terminar a sequencia de textos:

O Presidente do Uganda que mantém o poder desde 1986, tomou o poder com um exercito de milhares de crianças. Tem o poder porque apoia o imperialismo ocidental e sua influencia em África. A questão não são as crianças mas sim quem está e não está recetivo a liderar sem poder real, a troco de dinheiro. Um pouco como o que se passa na Nigéria, onde o governo pro-ocidental é o bom da fita ao passo que o grupo que tomou controlo de uma zona rica em petróleo, porque quer que o dinheiro desse petróleo seja investido na Nigéria e não na Europa, são os terroristas. 

Em 1985, um ano antes de tomar o poder Yoweri Museveni deu uma entrevista ao ocidente explicando o uso de crianças na guerra, dizendo que faz parte da cultura do Uganda os rapazes desde os 4 anos aprenderem a lutar e usar armas. Existe também uma entrevista a Joseph Kony feita por Sam Farmar, que não permite que ninguém use a totalidade ou parte dessa entrevista em caso algum... eu quero que ele se foda e vou revelar o conteúdo da entrevista.

(Sam filho, este vídeo está no teu canal e isto não passa de um link. Se queres o vídeo fora deste blogue, retira-o do teu canal e... it's a kind of magic... deixo de o poder linkar)

Kony falava do que o motivava nesta guerra, a vontade de libertar o Uganda da presidência vitalícia de Yoweri e que nem haveria guerra se o Presidente se encontra-se com ele no mato. Nessa entrevista ele acusava Yoweni de usar imagens de crianças mutiladas como propaganda contra o LRA. O jornalista entrevistado admite que não viu criança nenhuma mas que ouviu dizer que havia 15 no grupo. QUINZE, ora conseguimos ver uma ligeira diferença entre 15 e os 30.000 mencionado pelos Invisible children (vejam a imagem do texto anterior), mas o jornalista refere que os seus soldados apesar de não serem crianças estão com ele desde criança, desde que foram raptados... seria um triste comentário para um jornalista, mas aceitável para um mercenário jornalístico. 

Nesta entrevista, o jornalista aproveita quando o Kony fala na sua língua nativa para nos dar uma tradução que justifique os motivos que o levaram lá. Aceito que há crimes por parte dos LRA e há crimes por parte das tropas governamentais mas Kony diz que gostaria de ver eleições no Uganda e não um Presidente eterno como existe agora. Sinceramente isso sempre foi um desejo não só Africano mas em todo o mundo, por esse desejo se assassinou a família real em Portugal.

A diferença entre criminoso e justo está em quem tem o poder e por isso Kony é o único criminoso. Este jornalista tentou perpetuar a imagem de louco com a mania que é Deus perguntando „Foi Deus que lhe disse para lutar esta guerra?“, esta pergunta é uma armadilha pois quer ele responda que sim ou não ele está correto. Um crente religioso que luta pela liberdade acha que Deus está do seu lado. Os Americanos dizem „God bless America“, „One nation under God“, „In God we trust“. Mas Kony mostrou não ser o preto burro que o jornalista tentou mostrar ao mundo e respondeu: „Não, não é assim, Deus não me disse para lutar“. Não desistindo o jornalista insiste perguntando a Kony, quantos espíritos falam com ele, e pronto, ele respondeu que muito espíritos falam com ele e ficou rotulado de louco sem importar que ele tenha esclarecido que a medicina africana depende dos espíritos, pois não existe medicina.

Em África ainda são os curandeiros, com ajuda de rezas e espíritos que selecionam ervas e misturas naturais criando medicamentos... tudo bem, placebos mas a nossa cultura evoluída também os tem... quem nunca tomou Melhoral... que nem faz bem, nem faz mal? Não faz nada, mas para quem acha que ajuda, certamente se sente melhor. 

Mas afinal quem esta a ser atraído por toda esta propaganda? Analisando as estatísticas online dos vídeos de promoção Kony 2012, eles estão a ser devastador nos rapazes e raparigas dos 13 aos 17 e nos rapazes o vídeo continua a atrair dos 19 aos 24 e isto tem uma explicação: Os homens não só possuem um atraso de 2 a 4 anos de maturidade em relação ao sexo feminino como também possuem uma estupidez prolongada de 5 a 7 anos depois da adolescência. Existem exceções mas eu adoro a regra.

Aqui temos o sucesso da campanha, pois são estes jovens que sem mais nada que fazer, tornam estes vídeos virais. Como já disse, depois das criticas terem começado os Invisible Children publicaram no seu website os relatórios anuais de contas mas continuam a recusar uma auditoria por parte de um grupo independente. Por isso possuem menos 50% de pontuação de confiança no que toca a transparência. Gastam menos de 37% nos programas que apresentam ao publico sendo o restante para ordenados e propaganda e no final sobra dinheiro como mostrei no primeiro texto. Os 3 lideres deste grupo que podem ver nesta bela fotografia com ar super cool armados no meio de rebeldes Sudaneses:

 (Ironicamente os rebeldes Sudaneses usaram e ainda usam crianças soldado mas eles estão numa onda cool demais, de armas na mão para se preocuparem com os novos amigos.)

Estes 3 afirmaram receber em 2011 como salário:
Ben Keesey – Diretor – 88.241 dólares 
Jason Russel – Co-fundador – 89.669 dólares (O Sr. Punhetas)
Laren Poole – Co-fundador – 84.337 dólares
Cada um deles recebeu 1% de todos os lucros de 2011 e como já disse só na primeira semana deste mês fizeram mais dinheiro do que em todo o ano de 2011. Neste momento alem de censurarem comentários nos seus vídeos e banirem certos utilizadores, entram com ações junto do YouTube e websites para retirar vídeos e estudos que exponham o projeto Kony 2012. Parece que este ano vão gastar muito dinheiro em ações judiciais e por isso África vai receber menos do que os 37%. 

Kony 2012 quer uma intervenção armada no Uganda onde está o petróleo e o ouro, ignorando que Kony está desaparecido há anos e os 400 rebeldes do grupo já nem estão no Uganda mas sim no Congo.

Não sigam lideres, não sejam ovelhas num rebanho. Leiam, ouçam, questionem e busquem as vossas respostas. Analisem os dados concluídos e chegam ao que importa, não a verdade mas sim a vossa verdade. Se querem apoiar apoiem, mas tendo a informação vão apoiar conscientes de que acreditam no protesto. Se não apoiam, falem, imponham-se. Sempre que um amigo vosso começar a soltar traques orais imaginando-se um bloquista de boina na cabeça e polegar no rabo, confrontem-no não para mudar a forma dele pensar mas para impedir que ele passe o vírus da idiotice mascarada de intelectualidade.