A crise no horizonte 1

SIC manipula noticias com vista a praticar sexo oral ao governo Sócrates. É só isto que posso concluir de uma noticia onde convenientemente omitem a palavra "Portugal".
A noticia além de ter passado na SIC foi publicada no Jornal Expresso Online com o sugestivo título:

Deutsche Bank diz que Portugal vai enfrentar anos dolorosos.

Ao ver/ler esta noticia, somos levados a pensar que um dos mais fortes bancos Alemães com investimentos internacionais (incluindo Portugal), está a avisar o povo português do agravamento da crise em Portugal. Na verdade não está!

É preciso que percebam que apesar de Deutsche ser o mesmo que Alemão, o Deutsche Bank é "Deutsche" de nome mas é um banco privado e não o banco central Alemão (Deutsche), que na verdade é o Deutsche BundesBank.

Isto não passa de uma tentativa de confundir os portugueses fazendo-os acreditar que o banco que impediu a Alemanha de ser afectada pela crise e que está desde Janeiro em crescimento económico, está a analisar e a falar do caso português!

Outra coisa que é preciso perceber também, é que existe um banco em Portugal chamado Deutsche Bank Portugal e é na verdade este banco que está a lançar este aviso. O Deutsche Bank Portugal não é o Deutsche Bank, usa o mesmo logótipo e o mesmo nome, mas não passa de um franchising e por isso uma entidade independente que paga anualmente pela utilização do nome e logótipo.

Como sei isto? Sei, porque sou cliente do Deutsche Bank há vários anos e em Portugal o banco que me representa é o Barclays, parceiro financeiro do Deustche Bank. Se eu tentar levantar dinheiro da minha conta Alemã em Portugal, no Deutsche Bank Portugal irei pagar uma taxa, taxa que não pago no Barclays que actua como sendo o meu banco. A existência de uma taxa é demonstrativa da independência do franshising português que nem aparece nas listas de bancos internacionais que eu posso usar sem pagar extra nas minhas deslocações ao estrangeiro.

("modéstia" não faz parte do dicionário Deutsche Bank)

Outro facto é que o Deutsche Bank Portugal está desde Janeiro a expandir-se na Alemanha com o objectivo de "roubar" mercado ao BPI e Caixa Geral de Depósitos no que se refere às contas dos emigrantes. Mesmo estes bancos estão em sérias dificuldades por os emigrantes, na sua maioria, depositarem a sua confiança nos bancos Alemães. Em caso de crise, os bancos Alemães dão mais garantias que os bancos portugueses, em particular no caso de falência. Este franshising português espera que o nome Alemão confunda os imigrantes e está a resultar.

Quando o Cavaco Silva veio à Alemanha falar da Diáspora, foi numa altura em que o envio de dinheiro de imigrantes para Portugal tinha caído em 35%. O envio de dinheiro de emigrantes é uma grande fatia da economia nacional, por mais que os trabalhadores portugueses o queiram ignorar. Desde que o Deutsche Bank Portugal se lançou no mercado internacional esses envios subiram 11%. em 2010. Os imigrantes estão a mandar dinheiro para Portugal sem saber, na confiança de que nunca o Deutsche Bank irá falir, ignorantes de que o Deutsche Bank Portugal pode falir sem afectar o Deutsche Bank.

Em Fevereiro fui apresentado ao director do Deutsche Bank Portugal em Hamburgo que me tentou seduzir a mudar para esse banco. A esse senhor eu disse que já era cliente e que tinha conta e investimentos no Deutsche Bank e sendo assim eu já era cliente dele. No entanto ele insistiu nas vantagens da minha mudança apelando ao meu nacionalismo... Como posso mudar de um banco para o mesmo banco? Apesar da minha pressão ele não se desfez em respostas mas tenho a certeza que nunca mais usaram o termo "mudar" antes de saberem onde os imigrantes possuem contas.

Que Portugal vai enfrentar uma crise enorme com uma subida acentuada do desemprego, isso é mais do que claro e na verdade a culpa não é do IVA 23% mas sim da corrupção se esconde neste aumento. Irei falar disto no próximo texto.

Quando o cérebro dá TILT!

Como tenho estado um pouco ausente do mundo exterior, há coisas que me passam ao lado, como por exemplo o facto do Iran Costa ter vindo actuar a Hamburgo. Hoje, ao ir tomar o pequeno almoço dou de caras com um cartaz com a cara deste cromo e fiquei a olhar para aquilo a pensar, "mas quem é que foi ver isto?", atrás de mim uma voz pergunta: "Foste ver?". É claro que não fui ver nem iria mesmo que a minha vida dependesse disso. De que valeria viver tendo sempre presente na memória que foi O bicho que me salvou a vida? Além disso, lembro-me que naquela semana esteve em Hamburgo o Rodrigo Leão .

"Não! Fui ver o Rodrigo Leão".
"O König der Löwen?"
"Não, esse é o Rei Leão, eu fui ver o Rodrigo, mesmo!"



Eu fico chocado com a guerra perdida das associações portuguesa versus empresas de espectáculos Alemãs. Os Alemães trazem nomes como: Madredeus, Misia, Marisa, Ana Moura e Rodrigo Leão, os tugas não sei se porque motivo trazem nomes como: Miguel e André, Tayti, Toni Carreira, e Iran Costa e depois queixam-se que ninguém vai ver. O mais irónico é ouvir portugueses em Portugal a rotular estes gajos, em particular o Toni Carreira, como pimba-para-emigrantes e saber que ele encheu duas vezes o pavilhão Atlântico e veio a Hamburgo cantar para meia dúzia de gatos pingados. 

Lembro-me uma vez de ter confrontado um dos responsáveis por trazer esta pimbalhada para Hamburgo e depois chorar por não ter dado lucro, tendo dito que pimba por pimba mais valia trazer o Quim Barreiros, a resposta surpreendeu-me: "O Quim Barreiros é um porco a cantar". Mas afinal quem é o porco? Será quem canta "quero um autografo desses" ou quem ao ouvir o verso só consegue memorizar um inexistente "fodesses"?

Acho impressionante e revelador da estranha forma de como certas cabeças funcionam ao achar que cantar: "o bacalhau quer alho" é engraçado e cantar: "quero cheirar teu bacalhau" é porco. Se a Maria está na cozinha a cozinhar um belo de um bacalhau é normal que se queira cheirar o manjar, ao passo que esse bacalhau não salta da panela porque quer alho.


Miguel Sousa Tavares

Seria de esperar que mais tarde ou mais cedo, depois de ter falado de alguns casos semelhantes de escritores que considero maus, apesar do seu sucesso, que falasse deste senhor que é responsável por algumas das maiores insanidades que já li em crónicas jornalísticas em particular na sua cronica do jornal A Bola.

(Chupa, chupa que se apaga!)

Quero deixar claro que tenho perfeita consciência de que este meu tipo de textos demonstra uma "falta de respeito" pela pessoa alvo e por isso convém esclarecer de que eu não acredito que o respeito seja algo que se impõe ou conquista. Acredito que todos os seres humanos merecem respeito até ao momento que o deixam de merecer, da mesma forma que o cliente tem sempre razão até ao momento que a deixa de ter. Miguel Sousa Tavares deixou de ser merecedor do meu respeito. Esta perda de respeito está relacionada ao homem que ele demonstra ser e que demonstrou ser durante este processo chegando a ameaçar o autor da denuncia não só de "processo" mas também de "paulada". Um homem que passa a vida a masturbar-se publicamente com auto-elogios e a criticar tudo e todos, demonstrou não aceitar criticas mesmo que bem argumentadas. E mesmo sabendo que ele tem um ódio de estimação pela blogosfera e que está atento ao que é escrito sobre ele, não tenho problemas em usar da minha liberdade de expressão e falar sobre o assunto.

Miguel Sousa Tavares recebeu uma indemnização de 100.000 euros enquanto pedia 250.000 euros por uma acusação de plágio feita pela revista Focus e publicada também num blogue do mesmo jornalista, blogue esse que foi encerrado. Miguel Sousa Tavares queria também processar um bloguer que o acusa de plágio e que diz saber quem é mas não o consegue provar, dizendo que "o Google não o conseguiu identificar", o que é ridículo, pois é fácil identificar qualquer pessoa online principalmente quando se suspeita quem é. Com exemplo, posso usar a minha acusação ao BragaOnline  (servidor encerrado e que já tinha um processo por plágio do seu logótipo) pelo plágio de 23 textos entre 2007 e 2008 deste blogue, onde não tendo ideia de quem era o plagiador o identifiquei ao pormenor em 24 horas, tendo conseguido nome completo, morada, numero de telefone e numero de contribuinte ao passo que o meu representante jurídico em Portugal dizia que o ministério público considerava impossível identificar a pessoa. 

(Antigo site de plágios do Sr. João Oliveira residente no 1°Esq, numero 75 de uma certa rua em Braga)


Ao Miguel Sousa Tavares só posso dizer que é possível e é fácil, (exigindo recursos financeiros) mas não é para conas (por conas refiro-me ao Miguel Sousa Tavares que possui recursos e motivo e não ao comum leitor que nestes casos se vê desarmado).

Sabendo eu que o tribunal deu razão a Miguel Sousa Tavares e sabendo que eu próprio poderia ser processado, começo por esclarecer que a acusação que faço neste texto não é de plágio. O que faço é demonstrar que há mais semelhanças do que os "3 parágrafos" que estiveram em causa em tribunal.
O livro Equador não é no seu todo um plágio mas tem partes copiadas, adaptadas e isso é inegável. e é ilegal.  Uso os termos "copiado" e "adaptado" em perfeita consciência de como funciona a lei de direitos de autor em Portugal. A lei portuguesa tem uma visão muito particular de plágio. Eu em 1998 processei uma banda portuguesa por um plágio de uma letra e música que escrevi em 1996, o processo foi complicado pelo simples facto de eu ter escrito a letra no masculino sobre uma mulher ela ter sido alterada para o feminino sobre um homem. Além disso a música era tocada meio tom abaixo em guitarra e possuía uma linha diferente de bateria, o que para a defesa a tornava um novo tema. Ganhei o processo, mas fiquei a saber que se pegarem num poema com direitos de autor e mudarem uns versos e se pegarem numa música e mudarem uns acordes ficamos, em Portugal, com um tema novo considerado original. É esta a lei que protege muitos músicos portugueses como Tony Carreira e até a linha de bateria da música Dunas dos GNR onde por só terem copiado a linha de bateria da música Last Kiss de Wayne Cochran (1961), o tema passa a ser original e as pessoas só repararam quando os Pearl Jam fizeram um cover desta música, onde cheguei a ler sobre a possibilidade dos Pearl Jam terem plagiado os GNR, o que me fez rir perdidamente.



Quanto a Miguel Sousa Tavares ele afirmou após o processo: "Não posso admitir que o livro, que me custou anos de trabalho e de vida, que está traduzido em 14 línguas, que foi Melhor Romance Estrangeiro em Itália, seja deitado abaixo por um jornalista e um tipo anónimo".

Tudo isto é uma questão de perspectiva e foi por perspectiva que o tribunal decidiu, por exemplo: Se eu entrar num banco e furtar todas as esferográficas e um jornalista me acusar de ter assaltado um banco, eu, se o processar por difamação posso vencer o processo, pois não roubei dinheiro e  por isso tecnicamente não foi um assalto a um banco. É como alguém que rouba 30€, roubou mas se rouba 30 milhões de euros já não é roubo é desvio de fundos. Tal como um puto na rua vende 5 gramas de Cocaína e é traficante de droga e um empresário que vende uma tonelada pratica tráfico de influencias. Desta forma Miguel Sousa Tavares não plagiou simplesmente usou partes de outros livros. No entanto internacionalmente o plágio tanto é do todo da obra como de parte dela e o uso de parte da obra só não é plágio sendo usada para fins informativos sem fins lucrativos, como é o caso deste blogue e muitos outros onde partes de obras com direitos de autor são usadas para esse efeito.

Vamos comparar:

"Luís Bernardo Valença, instalado confortavelmente num assento de uma carruagem de 1ª Classe, recosta-se e observa a paisagem alentejana ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Lisboa e foi chamado a Vila Viçosa, ao palácio real, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de Governador de S. Tomé".
--Equador de Miguel Sousa Tavares

"Louis Francis Mountbatten, instalado confortavelmente no assento de um automóvel, recosta-se e observa a paisagem londrina ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Zurique e foi chamado a Downing Street, residência do Primeiro-Ministro, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de último Vice-Rei da Índia".
--Cette nuit la liberté de Dominique Lapierre e Larry Collins:

É impossível negar que foi uma cópia. Aqui não há inspiração é uma cópia de um parágrafo com pequenas adaptações. Mas há mais:
"finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio."(Equador)
"His was a malady that plagued not a few of is surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it...".("Freedom at Midnight" versão inglesa de Cette nuit la liberté)



MST não tem razão ao dizer: "...de ter esta acusação sobre mim, baseada em três parágrafos de um livro que tem 500 páginas"

Na verdade não são 3 parágrafos são 3 páginas: 245, 246 e 247, que foram tidas em conta na acusação e no processo mas isto na reduz as parecenças só a estas páginas.

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

Na bibliografia publicada nas últimas páginas está referida a consulta de La Pierre, Dominique e Collins, Larry – «Cette nuit la liberté», Éditions Robert Laffont, Paris 1975. As parecenças são imensas e variadas quer seja no desenvolvimento da história como na construção e até na própria linguagem com parágrafos inteiros traduzidos e outros com pequenas alterações de nomes, locais, números, etc

Miguel Sousa Tavares afirma: "Eu pus o país a ler!", deverá ser por eu morar fora de Portugal que ele não me pôs a ler, na verdade só li o Equador depois de ler o Freedom at Midnight e quem me fez ler o Equador não foi ele mas sim este processo de plágio. Mas recomendo ao país que ele pôs a ler e  que antes de ele ter aparecido, não lia, que leia Dominique Lapierre e Larry Collins, podem ler em francês «Cette nuit la liberté» ou em Inglês «Freedom at Midnight» e acabo de descobrir que há a versão em português «Esta Noite a Liberdade», e tirem as vossas conclusões sobre se tudo se resume a 3 páginas, pois não é uma decisão judicial que torna ilegal vocês retirarem as vossas próprias conclusões. Acreditem que para quem leu um, ler o outro se torna divertido devido aos momentos de déjà vu que felizmente ainda não são passíveis de processo judicial .

O que diria Sophia de Mello Breyner Andresen deste livro? Para mim é triste pensar que ao comprar a excelente obra desta autora, estamos a encher a conta de Miguel Sousa Tavares. Tão triste como entrar numa livraria portuguesa e quando pedimos um livro de Miguel Esteves Cardoso nos fazem uma busca por Miguel Sousa Tavares, que é como confundir o Rei com o Bobo.