Nota: Antes de abordar a nova noticia do ativista que bate punhetas em publico, irei terminar a sequencia de textos:
O Presidente do Uganda que mantém o poder desde 1986, tomou o poder com um exercito de milhares de crianças. Tem o poder porque apoia o imperialismo ocidental e sua influencia em África. A questão não são as crianças mas sim quem está e não está recetivo a liderar sem poder real, a troco de dinheiro. Um pouco como o que se passa na Nigéria, onde o governo pro-ocidental é o bom da fita ao passo que o grupo que tomou controlo de uma zona rica em petróleo, porque quer que o dinheiro desse petróleo seja investido na Nigéria e não na Europa, são os terroristas.
O Presidente do Uganda que mantém o poder desde 1986, tomou o poder com um exercito de milhares de crianças. Tem o poder porque apoia o imperialismo ocidental e sua influencia em África. A questão não são as crianças mas sim quem está e não está recetivo a liderar sem poder real, a troco de dinheiro. Um pouco como o que se passa na Nigéria, onde o governo pro-ocidental é o bom da fita ao passo que o grupo que tomou controlo de uma zona rica em petróleo, porque quer que o dinheiro desse petróleo seja investido na Nigéria e não na Europa, são os terroristas.
Em 1985, um ano antes de tomar o poder Yoweri Museveni deu uma entrevista ao ocidente explicando o uso de crianças na guerra, dizendo que faz parte da cultura do Uganda os rapazes desde os 4 anos aprenderem a lutar e usar armas. Existe também uma entrevista a Joseph Kony feita por Sam Farmar, que não permite que ninguém use a totalidade ou parte dessa entrevista em caso algum... eu quero que ele se foda e vou revelar o conteúdo da entrevista.
(Sam filho, este vídeo está no teu canal e isto não passa de um link. Se queres o vídeo fora deste blogue, retira-o do teu canal e... it's a kind of magic... deixo de o poder linkar)
Kony falava do que o motivava nesta guerra, a vontade de libertar o Uganda da presidência vitalícia de Yoweri e que nem haveria guerra se o Presidente se encontra-se com ele no mato. Nessa entrevista ele acusava Yoweni de usar imagens de crianças mutiladas como propaganda contra o LRA. O jornalista entrevistado admite que não viu criança nenhuma mas que ouviu dizer que havia 15 no grupo. QUINZE, ora conseguimos ver uma ligeira diferença entre 15 e os 30.000 mencionado pelos Invisible children (vejam a imagem do texto anterior), mas o jornalista refere que os seus soldados apesar de não serem crianças estão com ele desde criança, desde que foram raptados... seria um triste comentário para um jornalista, mas aceitável para um mercenário jornalístico.
Nesta entrevista, o jornalista aproveita quando o Kony fala na sua língua nativa para nos dar uma tradução que justifique os motivos que o levaram lá. Aceito que há crimes por parte dos LRA e há crimes por parte das tropas governamentais mas Kony diz que gostaria de ver eleições no Uganda e não um Presidente eterno como existe agora. Sinceramente isso sempre foi um desejo não só Africano mas em todo o mundo, por esse desejo se assassinou a família real em Portugal.
A diferença entre criminoso e justo está em quem tem o poder e por isso Kony é o único criminoso. Este jornalista tentou perpetuar a imagem de louco com a mania que é Deus perguntando „Foi Deus que lhe disse para lutar esta guerra?“, esta pergunta é uma armadilha pois quer ele responda que sim ou não ele está correto. Um crente religioso que luta pela liberdade acha que Deus está do seu lado. Os Americanos dizem „God bless America“, „One nation under God“, „In God we trust“. Mas Kony mostrou não ser o preto burro que o jornalista tentou mostrar ao mundo e respondeu: „Não, não é assim, Deus não me disse para lutar“. Não desistindo o jornalista insiste perguntando a Kony, quantos espíritos falam com ele, e pronto, ele respondeu que muito espíritos falam com ele e ficou rotulado de louco sem importar que ele tenha esclarecido que a medicina africana depende dos espíritos, pois não existe medicina.
Em África ainda são os curandeiros, com ajuda de rezas e espíritos que selecionam ervas e misturas naturais criando medicamentos... tudo bem, placebos mas a nossa cultura evoluída também os tem... quem nunca tomou Melhoral... que nem faz bem, nem faz mal? Não faz nada, mas para quem acha que ajuda, certamente se sente melhor.
Mas afinal quem esta a ser atraído por toda esta propaganda? Analisando as estatísticas online dos vídeos de promoção Kony 2012, eles estão a ser devastador nos rapazes e raparigas dos 13 aos 17 e nos rapazes o vídeo continua a atrair dos 19 aos 24 e isto tem uma explicação: Os homens não só possuem um atraso de 2 a 4 anos de maturidade em relação ao sexo feminino como também possuem uma estupidez prolongada de 5 a 7 anos depois da adolescência. Existem exceções mas eu adoro a regra.
Aqui temos o sucesso da campanha, pois são estes jovens que sem mais nada que fazer, tornam estes vídeos virais. Como já disse, depois das criticas terem começado os Invisible Children publicaram no seu website os relatórios anuais de contas mas continuam a recusar uma auditoria por parte de um grupo independente. Por isso possuem menos 50% de pontuação de confiança no que toca a transparência. Gastam menos de 37% nos programas que apresentam ao publico sendo o restante para ordenados e propaganda e no final sobra dinheiro como mostrei no primeiro texto. Os 3 lideres deste grupo que podem ver nesta bela fotografia com ar super cool armados no meio de rebeldes Sudaneses:
(Ironicamente os rebeldes Sudaneses usaram e ainda usam crianças soldado mas eles estão numa onda cool demais, de armas na mão para se preocuparem com os novos amigos.)
Estes 3 afirmaram receber em 2011 como salário:
Ben Keesey – Diretor – 88.241 dólares
Jason Russel – Co-fundador – 89.669 dólares (O Sr. Punhetas)
Laren Poole – Co-fundador – 84.337 dólares
Cada um deles recebeu 1% de todos os lucros de 2011 e como já disse só na primeira semana deste mês fizeram mais dinheiro do que em todo o ano de 2011. Neste momento alem de censurarem comentários nos seus vídeos e banirem certos utilizadores, entram com ações junto do YouTube e websites para retirar vídeos e estudos que exponham o projeto Kony 2012. Parece que este ano vão gastar muito dinheiro em ações judiciais e por isso África vai receber menos do que os 37%.
Kony 2012 quer uma intervenção armada no Uganda onde está o petróleo e o ouro, ignorando que Kony está desaparecido há anos e os 400 rebeldes do grupo já nem estão no Uganda mas sim no Congo.
Não sigam lideres, não sejam ovelhas num rebanho. Leiam, ouçam, questionem e busquem as vossas respostas. Analisem os dados concluídos e chegam ao que importa, não a verdade mas sim a vossa verdade. Se querem apoiar apoiem, mas tendo a informação vão apoiar conscientes de que acreditam no protesto. Se não apoiam, falem, imponham-se. Sempre que um amigo vosso começar a soltar traques orais imaginando-se um bloquista de boina na cabeça e polegar no rabo, confrontem-no não para mudar a forma dele pensar mas para impedir que ele passe o vírus da idiotice mascarada de intelectualidade.






