Kony 2012 (Parte 1)

Esta parece ser a luta da moda, um grupo de brancos usando de um dos seus filhos, pequenino, branco e lourinho, como todos nós gostamos, criaram um vídeo bonito, comovente que em 5 dias teve mais de 50 milhões visualizações. Para quem não viu o vídeo, vamos ver e pode ser que se comovam um pouco e depois continuamos a conversar: 

 
OK, limpem a lágrima!
No final do vídeo, nas descrições, há um detalhe importante: Antes de nos darem o link do website para obtermos mais informações, pois poderíamos ir também ao um motor de busca buscar informação externa. Eles dão-nos primeiro o link para doar uns trocos, os trocos inerentes a uma lágrima comovida ao ver este mini-filme dramático. Não! Primeiro informação e depois veremos se vale a pena abrir a carteira. Por isso fechem a certeira por uns momentos e deixem-me terminar. 
Kony 2012 é supostamente uma forma de protesto para „obrigar“ as autoridades a agir sobre um guerrilheiro criminoso no Uganda tornando-o conhecido internacionalmente através de um protesto global. Este grupo chamado de „Invisible Children“ trabalha na base „Problema, reacção, solução“, estão a pegar num criminoso, tornando-o conhecido como forma de nos apresentarem um problema, a população ao começar a falar disto vai exigir uma solução e tropas internacionais entram no Uganda tomando controlo dos recursos naturais e esta organização fica rica (vão perceber dentro de umas linhas).
Vamos ver o site deles http://www.invisiblechildren.com mais um vez temos a opção de „Doar“ antes da opção de ver „o que fazemos“

Mas o importante no site é a recente novidade, e digo recente pois só foi colocada há muito pouco tempo quando o grupo começou a ser exposto. A novidade é este gráfico de despesas: 

O gráfico é acompanhado por uma outra novidade: Os relatórios financeiros desde de 2009: http://www.invisiblechildren.com/financials.html Este grupo vende T-shirts a 25 dólares para ajudar a campanha, uma porcaria de kit de ativista com duas pulseiras uns autocolantes, uns cartazes, e acho que ficava bem um preservativo com a cara do Kony, por 30 dólares e ainda pedem uma pequena ajuda mensal para manter a campanha viva. Na verdade e na minha modesta opinião, estes gajos não passam de um grupo de filhos da puta que iniciaram mais um negócio da moda. Mais uma organização humanitária que nos enche de propaganda como forma de obter lucro fácil. Este grupo gerou em 2011 mais de 10 milhões de dólares e destes, menos de 2 milhões chegaram ao Uganda e dos 2 milhões que chegaram ao pais menos de meio milhão foi usado para os fins publicitados. As pessoas na frente desta organização possuem um vencimento de 80 mil dólares por ano e recusam-se a prestar contas a uma das instituições que investiga estes grupos "humanitários" onde por lei mais de 60% dos rendimentos devem de ir para a caridade anunciada. 

Mas como isto foi tornado publico resolveram publicar aquele gráfico e uns relatórios de despesas que não permitem que entidades reguladoras confirmem. Entidades como: http://www.bbb.org/charity-reviews/national/children-and-youth/invisible-children-in-san-diego-ca-4469, que não tiveram acesso a documentação nenhuma desta organização, pois a BBB investiga antes de dar a sua opinião e a sua opinião foi:


Por outro lado uma outra organização que não investiga e aceita tudo o que uma caridade lhes diz, publicou algo muito giro e que deixa passar uma imagem limpa dos Invisible Children: http://www.charitynavigator.org/index.cfm?bay=search.summary&orgid=12429. Parece tudo muito bem até perto do final onde lemos:


Parece que é uma caridade bem lucrativa tendo terminado o ano de 2011 com quase 5 milhões de dólares „assumidos“ no bolso, mesmo depois de gastar mais de 1 milhão em despesas „administrativas“. Isto em 2011 quando pouco se falava do Kony, mas agora em 2012 eles estão a atacar a sério, enchendo a net de vídeos e o mundo de T-shirts, pulseiras e cartazes. Na verdade as despesas não se alteraram pois um aumento de produção de cartazes e T-Shirts  é pago por um aumento das compras com os preços inflacionados a 1000%, mas os lucros nos donativos podem ser multiplicados por 5 ou por 10. 
Este grupo gaba-se de ter conseguido pressionar o governo Americano de Obama a colocar um grupo de 100 soldados Americanos no Uganda a treinar as tropas governamentais para que capturem Kony. Dizem ter conseguido isto após uma acção de sensibilização da opinião publica. Quando na verdade esse grupo de soldados já está no pais desde 2007, enviado por Bush, mais precisamente quando se descobriram poços de petróleo com uma capacidade 2,5 biliões de barris de petróleo junta da fronteira com o Congo e exatamente na zona onde está Kony. 
Isto só serve para mostrar a diferença entre activistas e propagandistas pois se o importante fosse realmente a ideia não seria necessário mentir por forma a reforçar essa ideia pois assim sendo não estamos na presença de uma ideia mas sim de propaganda. Eu conheço imensos activistas mas acreditem que há muitos mais a usar deste "titulo" para propaganda, para negocio.
  
Kony 2012 é uma farsa. Até ao dia 20 de Abril em que planeiam encher as capitais do mundo, na noite de 19 para 20 de Abril de cartazes Kony 2012. Grupos de jovens bem intencionados, mas completamente ceguinhos vão arranjar forma de comprar imensas quantidades de cartazes a esta organização para fazer esta palhaçada em que a maioria das pessoais ao ler "Kony 2012" vai achar que mais umas eleições estão próximas e depois da merda feita por um Sócrates um Kony não vai fazer pior.
Em todo o vídeo, o seu autor diz uma coisa muito acertada. Ele com isto quer proporcionar ao seu filho a oportunidade de crescer num mundo melhor do que aquele em que o pai cresceu e isto traduz-se como: No mundo dos milionários
Não há nada mais poderoso que uma ideia! Quando essa ideia é o que nos move! O problema é que raramente a ideia é o programa apresentado e se a minha ideia é ficar rico custe o que custar, o activismo mendigo é o negocio do século! 
O activismo, a vontade de espalhar informação e opinião é uma ideia bem formada e argumentada que nos move, mas quando fazemos dessa ideia uma profissão, acabou, toda a mensagem perde valor pois deixamos de dar a liberdade necessária para que a ideia cresça e passamos molda-la de acordo com o programa económico-financeiro ao qual nos rendemos.  
Querem ajudar alguém, ajudem! Ninguém vos impede. Mas devemos ajudar por quereremos ajudar e não abrir a carteira e dar uma nota de 50 Euros a um intermediario que primeiro faz uma pausa numa pastelaria e come uma tosta-mista e bebe um café, depois coloca 20 Euros de gasolina e passados 6 meses vai de Mercedes a vossa casa mostrar-vos uma fotografia de um puto na Somália com uma bola de futebol de 1,5 feita de preservativos reciclados na China e diz-vos que forma vocês que uniram a bola e o menino.  Depois pede-vos para imaginarem o que poderiam fazer com 100 Euros.
Dar dinheiro é uma forma de nos enganarmos a nos próprios: „eu fiz algo, dei 50 Euros um tipo que diz que deu uma bola e uma sandes de torresmo a um puto em África“. Se gostam de dar, podem dar,  começando pela vossa comunidade. Será que ajudar um menino em África que recebe 1 euro dos 50 que mandam (por vezes nem isso), da mais satisfação do que ajudar um idoso que passa um inverno a dormir na rua da vossa cidade? Será que o Kony sendo o filho da puta que é, é mais filho da puta do que o governo do Uganda que mantém o pais na miséria e que usa o Kony para causar medo e desta forma manter o poder? Não me lixem! Os Invisible Children não passam de uma versão moderna da Caritas, mas sem velhinhas a pedir na rua em troca de autocolantes. Estes possuem conhecimentos de Photoshop, edição de vídeo, Redes Sociais e a lábia necessária para se fazerem ouvir aliada a uma, economicamente útil, queda para o dramático.

Os senhores da guerra (Parte 5)

Os lideres mundiais são loucos, não só são perfeitamente capazes de iniciar a terceira guerra mundial, como não vão pensar duas vezes em usar armas nucleares. Pensem bem, eles não morrem nas guerras e não existe melhor estimulo económico do que uma guerra, e acima de tudo só uma guerra gigantesca pode acabar com uma crise mundial. Temos duas guerras mundiais para o justificar de onde destaco a segunda em que um país na miséria total e uma divida, imposta devido a uma primeira guerra, impossível de pagar destruiu a Europa e se auto-destruiu, criando uma nova idade de ouro económica de onde emergiu como a maior potencia económica e militar da Europa (se contarmos a Turquia, como ela deve ser contada, na Ásia Menor).


Mas se a guerra estava perto, nem consigo imaginar o quanto os EUA se devem estar a espumar de raiva após o Irão e a Rússia cancelarem todas as trocas comerciais em dólares. O Irão foi mais longe e não aceita dólares em troca de petróleo nas suas vendas a países como: China, Rússia, Índia e Japão. Isto significa uma desvalorização tremenda no petro-dólar e dois países que seguem a Venezuela na sua recusa em negociar em dólares. A Turquia e Índia já tinham feito esta proposta em conjunto com Rússia num acordo trilateral e a China que não usava dólares em trocas com a Rússia aliaram-se, largando o dólar como moeda de trocas e juntando esforços na defesa do Irão tendo já por duas vezes, em Outubro e Fevereiro, vetado as resoluções das Nações Unidas em fazer embargos ao governo Sírio, que fingem não ver que há também rebeldes armados a gerar o caos e que estão armados com equipamento ocidental. Com este ataque ao dólar os Americanos, se isto for seguido pois mais países, vão deixar de ter a capacidade de imprimir dólares a seu gosto, pois o que os permite imprimir dinheiro do nada é que o dólar é aceite em todo o mundo por ser a moeda de troca do petróleo e por conseguinte a moeda de reserva mundial. Deixando de ter o poder que ainda tem, o dólar cai, ou começam uma guerra para impor uma tão falada e desejada nova ordem mundial ou entram oficialmente em colapso e numa consequente guerra civil.
Só uma guerra pode acabar com uma crise e com os massivos protestos populares um pouco por todo o mundo mas sem o poder do dólar os EUA não vão conseguir suportar um guerra durante muito tempo mas uma guerra internacional, nunca uma segunda guerra civil Americana, pois isso seria a destruição do corrupto  sistema manipulativo Americano.



O ocidente tem uma visão romântica dos EUA, devido a décadas de filmes, series de televisão, livros, jogos de computador em que são sempre os bons da fita e os comunistas os maus, sendo considerados comunistas todos aqueles que falassem Russo ou uma língua parecida e também os Chineses ou qualquer outro como olhos em bico que não fosse Japonês. Mas na verdade, neste momento a nossa esperança reside nesses eternos maus da fita. Se Rússia e China conseguirem com sucesso fazer frente aos Americanos não teremos novos conflitos no médio oriente. Mas mesmo que os Americanos recuem, outra guerra será encontrada, quer seja com a Coreia do Norte ou com a pedra no sapato do Tio Sam, a Venezuela. Mas até que os Americanos recuem, se recuarem, iremos ver mais contos de fadas, não se admirem ao verem novos ataques “terroristas” em circunstancias suspeitas a serem atribuídos a movimento islâmicos e imediatamente ligados ao Irão e Síria, tudo para justificar um ataque com ou sem o consentimento das Nações Unidas, que com veto Russo e Chinês, não possui autoridade para sanções ou ataques... mas... os EUA podem sempre recorrer a uma NATO que não passa de um grupo pro-Americano que não lhes recusa nada.



Como se lembram, um drone Americano foi "abatido" no Irão. Os Americanos dizem que se despenhou ou pode ter aterrado (falar em aterragem nem faz sentido). Na verdade veio a saber-se que foi usada tecnologia Russa para detetar e apreender o drone intacto, o que prova que a tecnologia stealth Americana é detetável (os chineses provaram isso ao emergir vários submarinos bem no meio de uns exercícios militares Americanos no pacifico em 2010). Mas não tem sido noticia o que esse drone possuía. O drone possuía tanques para disseminação aerossol, algo essencial para espalhar químicos e vírus. Algo bem na nossa memoria depois de anos de sucessivos novos vírus mortais e propaganda de terror que não passam de programação do povo para aceitar um futuro vírus verdadeiramente mortal como sendo uma mutação de vírus anteriores, tal como os projetos da gripe asiática, gripe das aves e gripe suína. E isto aliado a uma noticiada construção de uma base de drones Americana, com capacidade de agir em qualquer ponto do planeta.

Noticia nos EUA sobre o drone em posse dos iranianos.


Sendo a Alemanha o maior parceiro comercial Chinês, Angela Merkel viajou recentemente para a China e as noticias eram interessantes. Nos EUA e Europa dizia-se que a delegação alemã iria pedir para China não aumentar e se possível reduzir a importação de petróleo do Irão. Ironicamente na Alemanha as noticias eram sobre os chorudos acordos comerciais que a gigantesca delegação alemã tinha conseguido.
Logicamente que a Alemanha não iria dar um tiro no pé, tanto que a China manteve a sua posição pro-Irão.



2012 vai ser um ano marcante por toda a fantasia que estamos a viver na política internacional, economia mundial e imprensa, aliadas a contos de fadas como o fim do calendário Maia e a perigos reais com a Nova Ordem Mundial já iniciada na Europa, com a eleição não democrática de um Presidente Europeu, as leis anti-terroristas com vista a convencer a população a abdicar das suas liberdades em troca de segurança, impondo documentação digital, vigilância nas vias publicas dia e noite, recolha de dados DNA, um aumento da repressão policial e as frequentes tentativas de controlo da Internet onde para alem de Facebook temos agora os loucos e inaceitáveis termos de privacidade do Goolge que entram em vigor dia 1 de Março e que todos vão aceitar só por usarem uma ferramenta Google. E ainda as novas leis SOPA que depois de ter sido rejeitada vai novamente a votação nos EUA pois eles precisam dessa lei aliada a uma outra que passou chamada ACTA para impedir que eu e todos vocês tenham o direito de se expressarem e terem acesso a noticias vinda de fontes livres, sem que passem pela censura estatal. Eles querem que toda a informação disponível seja aquela que eles nos querem dar.



Quando se fala de uma terceira guerra mundial, estamos a falar de conflito armado entre militares. Mas a terceira guerra mundial começou. A guerra contas as elites, a repressão do povo que protesta um pouco por todo o mundo. Novas leis Americanas como o Acto de defesa nacional, recentemente assinado pelo Presidente Obama e que permite que os militares possam deter civis indiscriminadamente, por tempo indefinido e sem direito a julgamento se forem rotulados como inimigos do estado. Todos o que falam abertamente são inimigos do Estado e portanto em risco de verem os seus direitos violados. A constituição Americana impede o usos das forças militares em território Americano, excepto em defesa nacional, exatamente o que esta lei acaba de autorizar. Ao declarar um cidadão Americano como inimigo do Estado, os militares passam a poder agir, passam a poder patrulhar as ruas, e só precisamos de esperar para ver quantos vão respeitar o seu juramento. Um militar defende em primeiro lugar a constituição, em segundo lugar o povo, território nacional e bandeira e só depois vem o Estado, desde que o Estado não seja o inimigo do povo.



Ao mesmo tempo que isto acontece nos EUA, em Inglaterra o governo está a tentar passar uma lei que legaliza o uso de armas químicas banidas dos cenários de guerra desde há décadas, para controlo populacional em território nacional. Armas consideradas desumanas em guerra passam desta forma a ser aceitáveis para uso em manifestações após ficar provado a incapacidade das forças de segurança (do Estado), em controlar a população, que seria suposto protegerem, quando ela se insurge contra o seu funcionário, o Estado que cada vez mais se quer fazer passar por patrão.

Com isto não quero dizer que vai começar uma guerra militar a nível mundial, pois na verdade já estamos em guerra. Estado contra o povo, pilhando a cada dia que passa toda a nossa economia. Piorando o nosso nível de vida. Obrigando o povo a revoltar-se para que possa ser controlado, dominado e se tudo correr bem, ligeiramente reduzido.



Podem dizer que isto são só palavras e palavras nada fazem. Mas historicamente as palavras são mais fortes do que qualquer arma. Com palavras nasceram nações, mudaram-se opiniões, criaram-se religiões. moveram-se multidões. Pois a arma mais poderosa é a informação, o conhecimento a base de toda e qualquer mudança.

(Final de série) Irei criar mais um texto como Adenda a esta serie.

Os senhores da guerra (Parte 4)

No meio de tudo isto não podemos esquecer a Turquia que chegou a estar recentemente em alerta de guerra contra Israel tendo afirmado que qualquer barco Israelita em águas territoriais Turcas seria afundado, qualquer avião Israelita no seu espaço aéreo seria abatido. Isto aconteceu depois do ataque Israelita a um barco civil Turco acusado de transportar armas, que nunca ninguém viu para o povo palestiniano. As armas eram tantas que as imagens existentes mostram os civis nesse barco a lutar contra os soldados Israelitas armados com paus e ferros.



E claro, todos os ataques políticos ao Irão sob o pretexto de que o programa nuclear Iraniano poderá, quem sabe, num futuro longínquo permitir que o Irão produza armas nucleares. O Irão diz que o programa é civil. A Rússia diz que o programa é civil. A China diz que o programa é civil. As organizações Europeias e Americanas afirmam que não existem armas nucleares no Irão e que o atual programa não tem capacidade de as produzir mas no entanto a imprensa não se cala com as armas nucleares, possíveis, mesmo que inexistentes. Protestos vindos de governos que possuem armas nucleares. Até os hipócritas dos Israelitas que são um pais com armas nucleares e que se recusa a assinar o tratado de não proliferação dessas armas e que não permite que entidades internacionais verifiquem a sua capacidade nuclear, estão a cantar de galo dizendo que o programa iraniano é inaceitável. No entanto Israel não faz ao Irão o que fez a Síria pois sabe que o Irão tem capacidade militar para limpar Israel do mapa mesmo sem armas nucleares. 
A grande diferença entre estes dois países, e algo que peritos militares Americanos e Russos estão de acordo, é que mesmo que os Israelitas usem armas nucleares contra o Irão, o pais é tão grande que pode suportar um ataque nuclear, mas basta que o Irão centre os seus misseis não nucleares em Telavive que caindo essa cidade cai Israel no seu todo.



Cientistas Iranianos andam a aparecer mortos e ninguém sabe de nada, a imprensa nem sequer fala muito nisso. Mas são assassinatos.

Agora vem a parte engraçada. A Europa decidiu fazer um embargo parvo, a maior estupidez política deste século ao decidir em 6 meses deixar de importar petróleo do irão. Ora bem, a Europa não importa quase nada, e os países que mais importam do Irão são: Grécia, Espanha e Itália. A Itália não é obrigada a parar de importar pois não paga o petróleo ao Irão, o petróleo que recebe é pagamento de divida externa. 
Com este embargo a Grécia que já está em crise vai ficar completamente de rastos e poderá agravar a guerra civil que já existe, apesar de não ser muito divulgada pela imprensa. A Espanha entrará em colapso financeiro se não encontrar alternativas para esse petróleo. Portugal tem sorte pois tendo indo contra os conselhos Americanos, assinou tratados comerciais com a Venezuela de quem recebe petróleo que de outra forma teria de vir do Irão.
O embargo foi tão parvo que Irão afirmou estar a ponderar não vender mais petróleo antes da data marcada pela Europa para parar de importar e que isso não iria afetar em nada a economia do pais. Por outro lado a China e Índia afirmaram comprar todo o petróleo que a Europa não quer.


Unilateralmente a China, anunciou recentemente a defesa incondicional da soberania Iraniana e Siria salientando que um ataque quer ao Irão ou Síria, ira colocar a China em guerra mesmo que isso signifique o inicio da terceira guerra mundial. A China sabe perfeitamente que se a Europa e EUA invadirem o Irão a China não mais conseguirá o petróleo de que necessita para alimentar a sua economia em franca expansão.
De uma forma similar ao que acontece na Rússia, a China anunciou a transferência de 3.000 misseis nucleares para bases subterrâneas e colocou em Fevereiro de 2012 a sua marinha de guerra em alerta máximo.

Noticias chinesas legendadas em Inglês

O Paquistão anunciou que não será possível ficarem indiferentes a um ataque ao Irão, considerando o Irão como irmão. Neste momento a Índia ergue a sua voz contra o estado de pré-guerra, sem que tenha ainda tomado uma posição nesse cenário. Afirma que se opõe a qualquer ataque das nações Unidas a este país, pois tal como a China, a economia Indiana depende do petróleo e gás natural Iraniano.



O que estamos a assistir é a uma América que precisa de guerras para impedir o colapso da sua economia. Neste momento os EUA são os maiores produtores de armas do mundo. A produção de armas cria empregos e quando mais bombas forem lançadas, mais precisam de ser fabricadas, mais empregos são criados. Empresas Americanas fabricam armas nos EUA, com recursos dos EUA. O governo compra essas armas no seu próprio país, injetando dinheiro na economia nacional, estimulando-a. Como bónus, o povo Americano tendencialmente junta-se em torno da bandeira sempre que há guerra, reduzindo as protestos anti-governamentais. A Europa vai atrás pois desde a queda do regime nazi e a consequente criação da Nato, somos como putas dos Americanos e adoramos dar tiros nos nossos próprios pés, como isso fosse a cura para micose que a tesão de mijo de guerra dos Americanos, nos dá.



O Irão nunca foi e nunca será conquistado. Este povo é teimoso demais para se submeter. Se os paus e pedras dos Palestinianos dão tanto trabalho aos Israelitas mesmo tendo eles misseis e drones, imaginem um Irão que é uma potencia militar de respeito.
A Rússia tem de se meter, pois da mesma forma que os EUA cercaram a Síria e Irão nos últimos 10 anos, a Rússia esta também cercada neste momento, desde as bases americanas anti-míssil da Polónia, Republica Checa, Turquia e pelo médio oriente ate ao Kazaquistão, sul da Ásia com Coreia do Sul, Vietname, Filipinas e Japão e ainda Alasca. Depois do Irão cair é a Rússia quem tem mais petróleo no mundo e que não é aliado Americano e são historicamente o lobo mau nas historias de encantar nos EUA em que a América é ao mesmo tempo o capuchinho vermelho e o justiceiro.



Este caso que estamos a assistir, acaba por ser uma completa loucura pois conseguiram que países historicamente inimigos, se tornassem aliados contra as Nações Unidas. China e Rússia sempre viveram em clima de guerra fria. China e Índia também. Índia e Paquistão ainda hoje possuem divergências. Mas num ataque ao Irão eles vão estar do mesmo lado, unidos, 4 potencias nucleares e ainda a maior força militar no quintal da Europa, a Turquia.
Seria de pensar que isto bastaria para mudar o rumo dos ataques políticos e ameaças e no entanto as Nações Unidas estão a ignorar este imponente e economicamente superior, adversário. Nem a Europa nem os EUA possuem economia para alimentar uma guerra, ao passo que China tem um exercito feminino maior do que a totalidade do exercito Americano. Por outro lado os Americanos possuem uma media 1.500 armas nucleares a mais do que qualquer outro país e é o único pais que arrogantemente não hesita em as usar em nome da "paz".

(Continua)