O Iraque foi impedido de largar o dólar após ter sido invadido e Saddam morto. Quer no Afeganistão, quer no Iraque os primeiros tratados assinados por esses novos governantes foram acordos comerciais com os EUA e Reino Unido, dando aos ocupadores controlo total sobre os recursos naturais destes países.
Após o 11 de Setembro tanto o Afeganistão como o Iraque foram atacados sobre pretextos falsos. O primeiro sob o argumento de que Osama Bin Laden; antigo agente treinado pela CIA, identificado como Tim Osman e colocado pela CIA no controlo da Al-Qaeda, se escondia nesse país. Mentira. O segundo foi invadido, acusado de ter armas de destruição massiva e por patrocinar grupos terroristas como a Al-Qaeda. Como se sabe hoje, não havia arma nenhuma nem sequer houve guerra. Uma guerra para ser guerra tem de ter dois exércitos e nunca se viu um único soldado Iraquiano em combate. O que havia era a resistência Afegã, a resistência Iraquiana, chamados de insurgentes pois se lhes chamassem resistência iriam justificar a sua causa como sendo justa e honrada. Um resistente é um insurgente, tal como eu e qualquer pessoa que leia este texto seria insurgente, insugindo-se contra uma invasão estrangeira do seu pais, da sua casa, protegendo o que é vosso e acima de tudo a vossa família. Dependendo de que lado estivesse a imprensa vocês seriam chamados de resistentes ou insurgentes, que apesar de serem sinónimos, de alguma forma os governos e imprensa conseguem levar a maioria das pessoas a pensar que são antónimos.
Tal como ilegalmente os EUA bombardearam a ex-Jugoslávia, sem que a Europa tivesse voto na matéria (assunto ao qual dediquei uma serie de textos neste blogue), com a simples intenção, muito na moda na política Americana, de dividir as nações em grupos étnicos ou religiosos, enfraquecendo-os.
Por ironia ou humor negro, as novas bases militares Americanas no médio oriente estavam a ser construidas pela mesma empresa que as vinha a construir desde os anos 80, uma família Saudita com uma longa historia de amizade com a família Bush, a família Bin Laden. Osama por seu lado, foi tratado pelos seus problemas de rins em 2001 num hospital no Dubai, ironicamente um hospital Americano enquanto era procurado pelos Americanos...
Neste momento, além das bases Americanas em Israel (2), Arábia Saudita (22), Kuwait (16), Emirados árabes unidos (6), Bahrain (4), Oman (7), Qatar (8), Iraque (33), Afeganistão (48), Turquia (2), Uzebequistão (2), Paquistão (3), que cercam completamente Síria e Irão, estão 4 porta aviões no golfo Pérsico que servem de bases navais. Neste momento voltam os contos de fadas para apanhar o que sobra de riqueza no médio oriente.
Uma revolta aparentemente por vontade do povo nasceu na Tunísia. Fica provado que a vontade é do povo tendo em conta que o regime mudou e o país voltou a ficar estável. De seguida uma estranha revolta no Egipto que tem todos os indícios de ter sido orquestrada, pois mesmo após a mudança de regime o povo ainda esta revoltado. O motivo tem fácil explicação, a revolta inicial não passou de uma tentativa ocidental de se aproveitarem da revolta Tunisina, tentando criar uma epidemia de revoltas por todo o médio oriente. Na revolta Egípcia os EUA marcaram a sua presença vendendo o gás lacrimogéneo usado pela policia contra o povo. Neste momento sim, parece que no Egipto, agora é o povo que quer mudança.
Essa tentativa de epidemia revolucionaria aparentemente alastrou-se a Líbia onde rebeldes com armamento Americano e Francês deram inicio a uma teórica guerra civil embelezada pela imprensa internacional mas em que relatos de muitos cidadãos internacionais, se resumiam a „eu não vi nada“. Nesta crise e não tendo o Presidente Americano o apoio do Congresso e do Senado para invadir a Líbia, usaram as Nações Unidas que impuseram sanções e uma „No fly zone“, logo de seguida, essa resolução foi abusada pelos EUA, Inglaterra, França entre outros para o bombardeamento da Líbia indo contra a resolução do conselho de segurança ao manipular o resultado de acordo com os seus interesses individuais. Quando isto aconteceu a Rússia protestou a ilegalidade do ataque. A Alemanha não se opôs aos seus aliados mas mandou recuar a sua frota no mar mediterrâneo e suspendeu todos os treinos militares conjuntos com as Nações Unidas. Esta atitude alemã deixava antecipar uma possível aliança política com o governo Russo mas os criminosos invasores acabaram por "comprar" a Alemanha logo após a queda do governo Líbio dando aos alemães, controlo de uma boa parte da exploração petrolífera, ficando o restante em poder dos Americanos, Ingleses, Franceses, Italianos e uma quotas menores para outros participantes.
Neste momento é essencial que EUA e Europa, masturbem regulamente a Alemanha como forma de evitar o afastamento deste país dos atuais aliados. O afastamento da Alemanha da Europa e EUA é uma realidade a nível económico onde a única ligação é que todos devem dinheiro e todos importam da Alemanha, ao passo que a Alemanha tem como principais mercados de trocas a China e Rússia. Sabemos que a política se molda aos interesses económicos e estes interesses são as raízes de alianças militares.
Neste momento é essencial que EUA e Europa, masturbem regulamente a Alemanha como forma de evitar o afastamento deste país dos atuais aliados. O afastamento da Alemanha da Europa e EUA é uma realidade a nível económico onde a única ligação é que todos devem dinheiro e todos importam da Alemanha, ao passo que a Alemanha tem como principais mercados de trocas a China e Rússia. Sabemos que a política se molda aos interesses económicos e estes interesses são as raízes de alianças militares.
O que vemos agora é a Síria a ser ameaçada pelos Americanos, acusada de estar a construir uma central nuclear. Imediatamente e cheios de tesão de mijo, os criminosos Israelitas lançam um ataque bombardeando aquilo que diziam ser a central nuclear em construção em que os "perigosíssimos" Sírios não responderam sequer a esta declaração de guerra, limitando-se a protestar politicamente.
No limiar do inicio de uma guerra contra a Síria, vemos mais uma daquelas revoltas populares onde todos estranhamente possuem armas de guerra e de acordo com dados recentes os rebeldes possuem agora tanques, que como todos nos sabemos, aparecem por magia nas mãos de supostos camponeses revoltados.
A imagem de marca que ao longo de décadas tem sido usada para justificar um ataque militar Americano sob o lema „vamos defender o povo daquele país“ fazendo chover bombas sobre as casas das pessoas usadas como argumento para o ataque.
Desta vez os Russos resolveram impor-se. Vetaram já por duas vezes as resoluções das Nações Unidas usando como argumento que a resolução só terá o apoio Russo se for escrita de forma a não poder ser contornada através de interpretação errada, justificando um ataque semelhante ao realizado contra a Líbia. As Nações Unidas usam sempre a mesma estratégia, embargos aos governos locais para os enfraquecer financeira e militarmente, sem que imponham qualquer embargo aos rebeldes e desta forma em pouco tempo colocaram o país suficientemente fragilizado para poder ser invadido.
Desta vez os Russos resolveram impor-se. Vetaram já por duas vezes as resoluções das Nações Unidas usando como argumento que a resolução só terá o apoio Russo se for escrita de forma a não poder ser contornada através de interpretação errada, justificando um ataque semelhante ao realizado contra a Líbia. As Nações Unidas usam sempre a mesma estratégia, embargos aos governos locais para os enfraquecer financeira e militarmente, sem que imponham qualquer embargo aos rebeldes e desta forma em pouco tempo colocaram o país suficientemente fragilizado para poder ser invadido.
De forma a que a Europa e EUA perceba que Rússia pretende manter esta posição a todo o custo, uma frota naval Russa liderada por um porta-aviões foi enviada para a Síria, sob o pretexto de que quem quiser atacar militarmente a Síria terá de passar por cima da frota Russa que não poderá ser ignorada. Os Russos disseram também que essa frota é a linha que não poderá ser ultrapassada e se o for será uma declaração de guerra. Recentemente o Primeiro Ministro Russo anunciou as medidas que os Russos estão a tomar para em caso de guerra destruírem as defesas Americanas Anti-Míssil na Europa, o alerta e movimentação militar e de sistemas nucleares por todo o pais, afirmando que a prioridade Russa vai para a defesa do seu pais e aliados onde incluem o Irão, os quais estão a equipar com modernas baterias anti-míssil.
Desta forma a Rússia diz que se provocada não vai hesitar em tornar este conflito numa guerra contra as Nações Unidas e num anuncio publico o Presidente Russo informou o seu país e o mundo que as forças militares russas estão em estado de alerta:
As declarações de Presidente Russo, começam ao minuto 1:05 e estão legendadas em Inglês.
(Continua)
















