Os senhores da guerra (Parte 3)

O Iraque foi impedido de largar o dólar após ter sido invadido e Saddam morto. Quer no Afeganistão, quer no Iraque os primeiros tratados assinados por esses novos governantes foram acordos comerciais com os EUA e Reino Unido, dando aos ocupadores controlo total sobre os recursos naturais destes países.
Após o 11 de Setembro tanto o Afeganistão como o Iraque foram atacados sobre pretextos falsos. O primeiro sob o argumento de que Osama Bin Laden; antigo agente treinado pela CIA, identificado como Tim Osman e colocado pela CIA no controlo da Al-Qaeda, se escondia nesse país. Mentira. O segundo foi invadido, acusado de ter armas de destruição massiva e por patrocinar grupos terroristas como a Al-Qaeda. Como se sabe hoje, não havia arma nenhuma nem sequer houve guerra. Uma guerra para ser guerra tem de ter dois exércitos e nunca se viu um único soldado Iraquiano em combate. O que havia era a resistência Afegã, a resistência Iraquiana, chamados de insurgentes pois se lhes chamassem resistência iriam justificar a sua causa como sendo justa e honrada. Um resistente é um insurgente, tal como eu e qualquer pessoa que leia este texto seria insurgente, insugindo-se contra uma invasão estrangeira do seu pais, da sua casa, protegendo o que é vosso e acima de tudo a vossa família. Dependendo de que lado estivesse a imprensa vocês seriam chamados de resistentes ou insurgentes, que apesar de serem sinónimos, de alguma forma os governos e imprensa conseguem levar a maioria das pessoas a pensar que são antónimos.



Tal como ilegalmente os EUA bombardearam a ex-Jugoslávia, sem que a Europa tivesse voto na matéria (assunto ao qual dediquei uma serie de textos neste blogue), com a simples intenção, muito na moda na política Americana, de dividir as nações em grupos étnicos ou religiosos, enfraquecendo-os.

Por ironia ou humor negro, as novas bases militares Americanas no médio oriente estavam a ser construidas pela mesma empresa que as vinha a construir desde os anos 80, uma família Saudita com uma longa historia de amizade com a família Bush, a família Bin Laden. Osama por seu lado, foi tratado pelos seus problemas de rins em 2001 num hospital no Dubai, ironicamente um hospital Americano enquanto era procurado pelos Americanos...



Neste momento, além das bases Americanas em Israel (2), Arábia Saudita (22), Kuwait (16), Emirados árabes unidos (6), Bahrain (4), Oman (7), Qatar (8), Iraque (33), Afeganistão (48), Turquia (2), Uzebequistão (2), Paquistão (3), que cercam completamente Síria e Irão, estão 4 porta aviões no golfo Pérsico que servem de bases navais. Neste momento voltam os contos de fadas para apanhar o que sobra de riqueza no médio oriente.

Uma revolta aparentemente por vontade do povo nasceu na Tunísia. Fica provado que a vontade é do povo tendo em conta que o regime mudou e o país voltou a ficar estável. De seguida uma estranha revolta no Egipto que tem todos os indícios de ter sido orquestrada, pois mesmo após a mudança de regime o povo ainda esta revoltado. O motivo tem fácil explicação, a revolta inicial não passou de uma tentativa ocidental de se aproveitarem da revolta Tunisina, tentando criar uma epidemia de revoltas por todo o médio oriente. Na revolta Egípcia os EUA marcaram a sua presença vendendo o gás lacrimogéneo usado pela policia contra o povo. Neste momento sim, parece que no Egipto, agora é o povo que quer mudança. 



Essa tentativa de epidemia revolucionaria aparentemente alastrou-se a Líbia onde rebeldes com armamento Americano e Francês deram inicio a uma teórica guerra civil embelezada pela imprensa internacional mas em que relatos de muitos cidadãos internacionais, se resumiam a „eu não vi nada“. Nesta crise e não tendo o Presidente Americano o apoio do Congresso e do Senado para invadir a Líbia, usaram as Nações Unidas que impuseram sanções e uma „No fly zone“, logo de seguida, essa resolução foi abusada pelos EUA, Inglaterra, França entre outros para o bombardeamento da Líbia indo contra a resolução do conselho de segurança ao manipular o resultado de acordo com os seus interesses individuais. Quando isto aconteceu a Rússia protestou a ilegalidade do ataque. A Alemanha não se opôs aos seus aliados mas mandou recuar a sua frota no mar mediterrâneo e suspendeu todos os treinos militares conjuntos com as Nações Unidas. Esta atitude alemã deixava antecipar uma possível aliança política com o governo Russo mas os criminosos invasores acabaram por "comprar" a Alemanha logo após a queda do governo Líbio dando aos alemães, controlo de uma boa parte da exploração petrolífera, ficando o restante em poder dos Americanos, Ingleses, Franceses, Italianos e uma quotas menores para outros participantes.
 Neste momento é essencial que EUA e Europa, masturbem regulamente a Alemanha como forma de evitar o afastamento deste país dos atuais aliados. O afastamento da Alemanha da Europa e EUA é uma realidade a nível económico onde a única ligação é que todos devem dinheiro e todos importam da Alemanha, ao passo que a Alemanha tem como principais mercados de trocas a China e Rússia. Sabemos que a política se molda aos interesses económicos e estes interesses são as raízes de alianças militares.



O que vemos agora é a Síria a ser ameaçada pelos Americanos, acusada de estar a construir uma central nuclear. Imediatamente e cheios de tesão de mijo, os criminosos Israelitas lançam um ataque bombardeando aquilo que diziam ser a central nuclear em construção em que os "perigosíssimos" Sírios não responderam sequer a esta declaração de guerra, limitando-se a protestar politicamente.
No limiar do inicio de uma guerra contra a Síria, vemos mais uma daquelas revoltas populares onde todos estranhamente possuem armas de guerra e de acordo com dados recentes os rebeldes possuem agora tanques, que como todos nos sabemos, aparecem por magia nas mãos de supostos camponeses revoltados. 
A imagem de marca que ao longo de décadas tem sido usada para justificar um ataque militar Americano sob o lema „vamos defender o povo daquele país“ fazendo chover bombas sobre as casas das pessoas usadas como argumento para o ataque.

Desta vez os Russos resolveram impor-se. Vetaram já por duas vezes as resoluções das Nações Unidas usando como argumento que a resolução só terá o apoio Russo se for escrita de forma a não poder ser contornada através de interpretação errada, justificando um ataque semelhante ao realizado contra a Líbia. As Nações Unidas usam sempre a mesma estratégia, embargos aos governos locais para os enfraquecer financeira e militarmente, sem que imponham qualquer embargo aos rebeldes e desta forma em pouco tempo colocaram o país suficientemente fragilizado para poder ser invadido. 



De forma a que a Europa e EUA perceba que Rússia pretende manter esta posição a todo o custo, uma frota naval Russa liderada por um porta-aviões foi enviada para a Síria, sob o pretexto de que quem quiser atacar militarmente a Síria terá de passar por cima da frota Russa que não poderá ser ignorada. Os Russos disseram também que essa frota é a linha que não poderá ser ultrapassada e se o for será uma declaração de guerra. Recentemente o Primeiro Ministro Russo anunciou as medidas que os Russos estão a tomar para em caso de guerra destruírem as defesas Americanas Anti-Míssil na Europa, o alerta e movimentação militar e de sistemas nucleares por todo o pais, afirmando que a prioridade Russa vai para a defesa do seu pais e aliados onde incluem o Irão, os quais estão a equipar com modernas baterias anti-míssil.
Desta forma a Rússia diz que se provocada não vai hesitar em tornar este conflito numa guerra contra as Nações Unidas e num anuncio publico o Presidente Russo informou o seu país e o mundo que as forças militares russas estão em estado de alerta:


As declarações de Presidente Russo, começam ao minuto 1:05 e estão legendadas em Inglês.


(Continua)

Os senhores da guerra (Parte 2)

Nesta altura, continuando o texto anterior, o Presidente Americano Carter enviou um general da NATO para instigar um golpe militar de forma a impedir que Khomeini se torna-se o líder supremo do país e criasse uma Republica Islâmica, usando como base de operações, a Embaixada Americana na capital iraniana que servia de sede da CIA no país e que foi a base de operações do golpe de 1953. Na altura existia um tratado extradição entre os EUA e o Irão, tratado que o Irão usou para exigir que os Americanos extraditassem o Shah para o Irão de forma a ele poder ser julgado. Os Americanos recusaram e foi então que um grupo de estudantes invadiu a Embaixada Americana tendo não só, impedido o golpe militar que estava a ser planeado mas também fazendo reféns que libertariam sob determinadas condições: 

1- Os Americanos entregavam o Shah para que fosse julgado pelos tribunais Iranianos. 
2- A devolução ao Irão da fortuna do Shah roubada dos cofres do estado.
3- A promessa Americana de que não mais interfeririam na política iraniana. 
4- Um pedido de desculpas pelo golpe de 1953.

Nos primeiro meses como sinal de boa fé, os estudantes libertaram todas as mulheres e negros, mantendo 52 prisioneiros que só libertaram em 1981.

Após esta crise e antes das forças armadas iranianas, desmanteladas durante a revolução, terem sido totalmente refeitas/reorganizadas o Presidente fantoche pro-Americano no poder no Iraque, Sadam Hussein, invadiu o Irão sem provocação tomando controlo de uma larga parte dos poços de petróleo e vias marítimas de comercio. A guerra Irão-Iraque durou 8 anos e foi não só foi uma das mais longas guerras do século XX mas também uma das mais mortais com mais meio milhão de civis iranianos mortos (perto de um milhão de mortos no total) por um governo Iraquiano com apoio dos EUA e Inglaterra. O apoio militar Americano foi dado sob uma mascara de de um apoio agrícola  no valor de 1 bilião de dólares onde na verdade em vez de equipamento agricola os iraquianos recebiam equipamentos militares. 


Anos mais tarde o governo Americano desculpou-se dizendo que os Iraquianos tinham transformado as maquinas agrícolas recebidas em equipamentos militares.
Os países vizinhos do Iraque foram também pressionados pelos Americanos e Ingleses a dar créditos ao Iraque para que pudessem comprar equipamentos militares, sendo os maiores fornecedores a Europa, Rússia e China. Mesmo após ser de conhecimento internacional que os Iraquianos estavam a usar armas químicas de fabrico Americano sobre a população iraniana, o apoio euro-americano a Saddam Hussein  manteve-se. Mesmo tendo Saddam Hussein usado essas mesmas armas contra o seu próprio povo no norte (Kurdos) que iniciaram uma revolta. Esse ataque só se tornou relevante muitos anos mais tarde onde essas noticias foram "recicladas" para justificação extra da invasão Americana do Iraque, numa altura em que Saddam Hussein se estava a afastar dos Americanos, tomando controlo do seu pais com mão de ferro.


A ironia de tudo isto foi quando um escândalo rebentou e que foi chamado „Iran contra scandal“ em que se veio a descobrir que unilateralmente os Americanos estavam também a vender armas ao Irão, na tentativa de manter a guerra equilibrada, enfraquecendo ambos as países e boicotando possíveis alianças com países vizinhos.


Ronald Regan, agora no poder nos EUA, tinha visto o seu pedido de financiamento para uma guerra na Nicarágua a ser negado pelo congresso e por isso, o lucro da venda de armas no médio oriente, que estava a ser feito através de Israel (os Americanos mandam o armamento para Israel que por seu lado as vendia ao Irão e Iraque) estava a ser usado para financiar os rebeldes nesse país mesmo sabendo da onda de terror, matando e violando mulheres por todo o pais. Mas foi essa onda de terror que deu o poder a Ronald Regan para contornar o Congresso Americano e invadir a Nicarágua, destituído o governo existente e criando um outro pro-Americano. Isto tanto  é verdade, que o governo Americano foi condenado pelo tribunal mundial por uso ilegal de força e por patrocinar um grupo terrorista, no entanto os Americanos ignoraram o tribunal mundial e tudo caiu no esquecimento.

(Ali Khamenei)

Depois do fim da guerra Irão-Iraque, Khomeini morreu. O homem que prometeu um democracia nunca a deu. A Khomeini seguiu-se Khamenei que ainda hoje é o lider supremo do Irão.

O que seguiu foi a invasão por parte de Rússia do Afeganistão que acabou por perder a guerra contra os Mujahedin, equipados e apoiados pelos Americanos. Após a retirada Russa, os Americanos através de CIA treinaram os Mujahedin para serem um grupo de guerrilha de elite, equipado e financiado de modo de poderem defender o Afeganistão de futuras invasões Russas, esse grupo passou a ser chamado de Al-Qaeda.
No Iraque Saddam Hussein afastava-se cada vez mais dos Americanos e resolveu invadir o Kuwait, o que gerou a primeira invasão Americana do Iraque e quando o Iraque estava de rastos e só era preciso as tropas Americanas marcharem pela capital Iraquiana e deter Saddam Hussein, os Americanos terminaram a guerra e deixaram Saddam no poder.

Anos depois Saddam Hussein voltou em força dizendo que estava disposto a vender petróleo em Euros e não em dólares e assim começou a campanha política e mediática de demonização do fantoche que se cansou de ter uma mão Americana no rabo. Para manterem o dólar como moeda de reserva mundial, os EUA precisam que o petróleo seja negociado em dólares e precisam de impedir que um produtor de petróleo como o Iraque largue o dólar.


(Continua)

Os senhores da guerra (Parte 1)

Podem pensar que crise entre os EUA e o Irão é recente. Que se resume aos últimos 10/20 anos. Outros podem dizer que tudo começou em 1979 durante a revolução iraniana e a crise de reféns, quando um grupo de Iranianos invadiu a Embaixada Americana e manteve os seus funcionários prisioneiros até 1981. Na verdade temos de regressar ainda mais no tempo para perceber o que se passa hoje.

(Os reféns Americanos)
 
Em 1953 os Americanos usando a CIA e com apoio do MI6, foram responsáveis pelo derrube do governo democrático iraniano. Apesar disto ter sido negado por mais de 40 anos, Obama numa declaração durante a sua campanha de charme, no seu primeiro ano de presidência, pediu desculpa pelos actos de 1953 no seu famoso discurso no Egipto. Na verdade a interferência Americana tinha já sido assumida em 1999 pela então Secretaria de Estado Americana mas nunca tinha sido emitido um pedido de desculpas. 

Mas vamos recuar ainda mais no tempo, de forma a melhor perceber este ódio pelo Irão.
Em 1925 a dinastia Qajar no poder no Irão foi derrubada por Reza Khan que se tornou Shah e criou o parlamento Iraniano. Nesta altura foi inicializada a era industrial começando pelas vias de comunicação e sistema educacional nacional mantendo um equilíbrio, controlado, das influencias Russa e Inglesa na politica nacional. O principal aliado do Irão era a Alemanha e por isso em 1941 Rússia e Inglaterra invadiram este pais de forma a usarem as recém criadas vias de comunicação, em particular os caminhos de ferro, nos esforços de guerra contra o regime Nazi. O Shah foi obrigado pelos invasores a abdicar tendo sido substituído pelo seu filho, que permitiu que a forças invasoras tomassem controlo dos recursos naturais do pais, e em 1950 os ingleses controlavam quase todo o petróleo.
 
(O Shah: Mohammad Reza Shah Pahlavi)
 
Em 1951 após o assassinato do Primeiro Ministro Ali Razmara nomeado pelo Shah o Irão teve as primeiras eleições democráticas, ainda não por sufrágio universal mas sim, por voto parlamentar. O vencedor destas eleições foi Mohammad Mosaddeg que se tornou primeiro ministro após ratificação do Shah. Usando da sua enorme popularidade junto do povo, este Primeiro Ministro deu inicio a uma politica pro-Iraniana, passando a usar a riqueza do pais em nome do desenvolvimento da nação. Isto foi feito ao nacionalizar os poços de petróleo expulsando do pais a empresa, de seu nome Anglo-iranian oil company, hoje conhecida como BP, que há 50 anos explorava e furtava do Irão a maioria do petróleo produzido. Os Ingleses deram então inicio a uma serie de bloqueios económicos após perderem todos os direitos sobre o petróleo iraniano junto do tribunal mundial. Tendo tudo falhado, os Ingleses recorreram ao governo Americano para os ajudar. O Presidente Truman na altura recusou ajudar os Ingleses, mas em 1953 o Presidente Eisenhower foi convencido pelos Ingleses de que o primeiro ministro iraniano mantinha o seu poder com o apoio do partido comunista. Isto durante a guerra fria, que como sabem foi a altura em que era moda dizer que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço e qualquer politica centrada numa economia interna para desenvolvimento da nação era anti-globalização e portanto comunista e portando comiam bebés.

 (Mohammad Mosaddeg homem do ano 1951)
 
Foi então que os Americanos colocaram a CIA em ação na chamada operação Ajax, nome sugestivo tendo em conta que Ajax foi um guerreiro Grego que se infiltrou em Tróia escondendo-se dentro do cavalo de Tróia. Com o sucesso desta operação, os Americanos pseudo-defensores da democracia internacional, destruíram a democracia iraniana colocando o primeiro ministro na prisão e reforçando os poderes do Shah. Com o apoio Americano a política Iraniana mudou radicalmente com o Shah a tomar controlo da toda a politica nacional. Nos 25 anos que se seguiram ele governou pelo medo com a ajuda da policia secreta chamada Savak criada e treinada pela CIA e Mossad. No Irão deixou de haver oposição política, prisões, assassinatos, tortura de prisioneiros políticos e massacres da população em manifestações encheram jornais por todo o mundo. A gota de água, apesar de ter dado as mulheres o direito de votar, foi a tentativa de afastar o país do Islamismo sendo que 90% da população era Islâmica. Ao mesmo tempo o petróleo voltou para as mãos do Ingleses, com Franceses e Holandeses a terem também uma fatia do bolo. Nesta altura Ayatollah Khomeini era a voz mais crítica a toda a  politica do Shah mas foi preso por 18 meses e após ter sido libertado começou a expor a influencia Americana no regime Iraniano. Por pressão Americanas o Shah expulsou-o do pais tendo ficado em exílio durante 14 anos iniciando uma campanha anti-EUA e anti-Shah. 
 
(Ayatollah Khomeini)
 
Em 1978 deu-se inicio a um processo de mudança. A revolta iraniana também conhecida pela Revolução Islâmica. As consecutivas manifestaçoes levaram o Shah a declarar lei marcial proibindo demonstrações publicas o que gerou um protesto de 2 milhões de pessoas nas ruas da capital e uma greve que parou a economia iraniana. Esta revolta popular culminou com destituição do Shah e sua consequente fuga do pais. Logo de seguida Khomeini regressou ao pais.
A revolta iraniana e o seu sucesso apanhou o mundo de surpresa pois não foi causada por guerras ou crise economica mas sim por vontade popular.





(Continua)