Bastidores da musica (Parte 28) Religião, Ambiente, Johnny Cash

Já nesta série falei de Hilary Duff e do seu vídeo "Reach Out", com o refrão: "reach out and touch me". Este refrão bem como a batida da musica foram retirados de um tema em que o refrão é: "reach out and touch faith", dos Depeche Mode "Personal Jesus". Que se refere a Jesus como: "O teu próprio Jesus pessoal, alguém para ouvir as tuas orações, alguém que se importa. O teu próprio Jesus pessoal, alguém para ouvir as tuas orações, alguém que está lá".

Uma representação de Jesus como parte de nós, um outro eu que me apoia e me ouve. "Precisas de te confessar, eu cumpro, sabes que perdoo. Reach out and touch faith", o que não significa que ele se está a passar por Deus, unicamente pelo seu Deus interior e esta musica tem um significado tão forte que foram imensos os artistas a fazer covers desta musica, como: Marilyn Manson, Placebo, Loolipop Lust Kills, Boogie Company, Stevie Ann, Liza Hanningan, Pull, Harald Thune, Koyi K Utho, Thomas Brun, Gravity Kills, Apathy, Jazzistic & Karen Souza, Dave Gahan et John Frusciante, Matamatics, Nina Hagen e até Johnny Cash (entre outros), que no seu último album antes de morrer fez imensas revelações sobre as forças que controlam a industria.

A agenda illuminati é 100% pagã (tal como todas as religiões em particular a católica tem bases pagãs),  e após o domínio mundial que até agora está a correr a favor deles, mas que é uma guerra que eles irão perder, eles pretendem acabar com as distracções pois a população estará já sob controlo. O final das distracções é acabar com as suas criações humanas que até hoje nos separam e nos fazem lutar, odiar e matar outros seres humanos, politica, fronteiras e religião. 

Acabar com a politica é fácil e já estamos a assistir ao primeiro passo com o actual Presidente Europeu não eleito pelo povo que serve unicamente de teste para ver se as pessoas reparam que estão a preparar uma ditadura. Este Presidente é um fantoche, um teste e cada novo futuro Presidente será cada vez mais activo e tomará para si cada vez mais poder, até ser tarde demais para nos opormos. O desaparecimento das fronteiras é já uma realidade, onde governos soberanos precisam de respeitar governos federativos onde nós ficamos com fronteiras virtuais, como: UE,  EAU, NAU, ONU, etc, etc...

Acabar com a religião é mais complicado e passará por minimizar Deus, a industria musical é uma  excelente arma neste campo, pois mostram o lado obscuro das pessoas, um lado muito mais apelativo criando de dia para dia cada vez mais agnósticos e ateus. Cada vez mais padres irão desiludir os crentes, cada vez mais documentos e factos serão fabricados de forma mudar a imagem divina, cada vez mais, mais descobertas nos vão criar dúvidas e com elas novas crenças.
Como pagãos, os Illuminati adoram no fundo GAIA e a ideia é fazer dela mais importante que o Homem. Gaia é a natureza, é o nosso planeta e sendo ele mais importante que nós, isto significa que é crime fazer algo contra ela. Não estamos assim tão longe desta realidade como se pensa, basta prestarmos atenção a todo o lobby ambientalista que assenta em pseudo-ciência por forma a atribuir ao Homem a culpa por danos insignificantes contra o nosso planeta. A ainda longe de ser verdade, teoria da sobre-população e insustentabilidade da mesma. Sendo um dia GAIA mais importante que o Ser Humano, os nossos líderes podem decidir quem nasce ou não, quem pode ou não pode ter filhos através de eugenia, infertilização. A reprodução um dia não será livre para bem do planeta.


Gaia não morre e não morrerá nunca. O planeta nunca será destruído por nós, pois se pensarem bem o planeta Terra não tem vida, o planeta é vida. É o nosso planeta que está vivo e a nossa arrogância de nos acharmos únicos, 6 biliões de macacos ligeiramente mais evoluídos com a mania que cada um é único, é que nos dá a ilusão de sermos vida. Muito antes de Homem aparecer já este planeta era vida e continuará a ser muito depois de o Homem desaparecer.

Matar lentamente a ideia de Deus, criando um Deus pessoal e é por isso que Reach out and touch faith, passa para touch me.


Johnny Cash tal como um sem numero de artistas, deixam protestos quando deixam a musica e Johnny fe-lo imediatamente antes de morrer com a sua versão do tema "Hurt" (Nine Inch Nails), que nos ajuda a ter uma ideia de que a vida de sonho que vemos nestas pessoas, é uma de pesadelo, onde todo o dinheiro do mundo não lhes devolve a pessoa que foram, nem lhes dá a liberdade de ser.

No vídeo Johnny mostra alguns dos objectos em sua casa, imagens do seu museu, discos de platina no chão partidos num acesso de raiva, e imagens de quando era jovem. Por isso, este vídeo aponta para uma retrospectiva e devemos abordar a letra também como o seu passado:

Hurt by Johnny Cash




Na letra conta uma história aplicável a imensos músicos e este velho músico achou que contava também a sua história: "magou-se só para ver se ainda sente, que se concentrou na dor pois é a única coisa real", a única maneira de perdermos os nossos sentimentos é por factores externos que nos fazem mudar, ele continua, falando de uma agulha que faz um buraco e que é uma picada familiar tentando matar a dor mas que se lembra de tudo, logicamente que se magoou só para sentir a dor, ele não deu nenhuma injecção nele próprio para a matar, aqui é já um recuo no tempo, possivelmente da fuga à dor pelo uso de drogas, abusos pelos quais ele foi conhecido durante a maior parte da sua carreira. No refrão ele questiona-se sobre a pessoa que se tornou, uma frase que demonstra que ele algures no tempo deixou de ser ele, diz que todas as pessoas que conhece se afastam eventualmente numa possível ligação à pessoa que se tornou.
É nesta altura que vem outra parte importante: "And you could have it all, my empire of dirt", dizer que podemos ficar com todo o seu império de terra, é dizer que tudo o que ele criou, a obra imensa com o seu nome, para ele não significa nada. Uma obra é sempre motivo de orgulho, cada musica é algo conquistado, excepto se não foi, excepto se ele não foi livre de pensar, agir, criar, aí sim nada tem valor e cada musica mata-o um pouco por dentro.

Ela continua dizendo-nos que usa uma coroa de espinhos na sua cadeira de mentiroso. A coroa de espinhos não é algo que se coloque voluntariamente é uma tortura imposta tal como foi imposta a Jesus que também ele foi torturado sob argumentos falsos. Um artista, tal como Jesus, não passam de seres humanos tornados ídolos sem nunca pedirem para o ser.
O final da musica é revelador, quando diz que se tivesse a possibilidade de recomeçar longe daqui, que ficaria consigo. Johnny Cash perdeu-se, perdeu parte de si, que na verdade lhe foi roubada pela imagem e extras que a industria impõe às pessoas. Mas... no final o que resta? Um homem rico, rodeado de luxos, na mais profunda tristeza por se ter perdido e que daria tudo só para voltar a ser ele.

Próximo texto: Parte 29

7 Comentários:

  Anónimo

quarta-feira, junho 02, 2010 12:23:00 da tarde

Bom dia.

sigo atentamente este blog embora nunca tenha participado.

Apenas gostaria de referir que o tema Hurt, foi composto pelos Nine Inch Nails(Trent Reznor) algures em 1995, não saindo portanto, da cabeça do Johny Cash. Esta canção estava incluida no album "The downward spiral" que foi um sucesso nos EUA na altura...

  Bruno Fehr

quarta-feira, junho 02, 2010 3:23:00 da tarde

Anónimo:

Quantas as vezes as pessoas identificam a sua vida com uma música?
Se me pedirem para descrever as partes mais importantes da minha vida com uma música, fazê-lo-ia com uma música já existente, com a qual me identifico mais do que com qualquer música que eu tenha escrito. Mudaria, tal como JC, o vídeo.

  Pedro Almeida

quarta-feira, junho 02, 2010 3:37:00 da tarde

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
  Anónimo

quarta-feira, junho 02, 2010 3:42:00 da tarde

Caro Bruno,

não ponho isso em causa, porém, como apreciador da musica dos NIN, não poderia deixar de efectuar o reparo.

  Bruno Fehr

quinta-feira, junho 03, 2010 12:07:00 da manhã

Pedro Almeida:

Como sabe, aqui não comenta. O seu comentário foi apagado.

  Bruno Fehr

quinta-feira, junho 03, 2010 12:07:00 da manhã

Anónimo:

Eu percebi isso.

  lunatiK

sexta-feira, junho 04, 2010 11:40:00 da tarde

Viva Bruno
apesar de ultimamente não ter comentado muito, ou nada, não deixo de vir ler os textos desta sério, e a sensação com que fico é a de que realmente a corja está em todo o lado, na música parece que dominam talvez mais de 90% do que se ouve. Esta série poderia ser interminável.
Confesso que tenho algumas saudades de alguns textos com as tuas análises da actualidade.
Cumps.