Be stupid with Diesel

Vivemos numa época em que o processo de estupidificação começa nas escolas e é completado por tudo o que nos rodeia, cinema, televisão, música, publicidade, drogas legais e ilegais e mais ou menos legais. Cada vez estudamos mais anos e cada vez temos pessoas menos preparadas. Entramos numa sala de aula de qualquer universidade e vamos encontrar quem lê como se estivesse na segunda classe, ou até, quem lê bem mas não percebe o que lê. Há um óbvio interesse em estupidificar, pois facilita o destaque de quem escapa a este processo (colégios particulares e home school).

A marca Diesel, seguindo e apoiando esta tendência de regressão humana a um estado estupidificação primitiva, mas bem vestida, fez uma campanha publicitária exactamente sobre isto. Dizendo ao jovens que ser estúpido é que é bom: "Sejam estúpidos!"

Essa campanha é composta por um vídeo e vários cartazes. O texto com o nome "A Filosofia de se ser estúpido" pode ser lido no vídeo. Não o vou traduzir, vou simplesmente salientar algumas partes: 


"Smart critiques. Stupid creates."
Isto ou é uma contradição ou estão a dizer que os escritores, pintores, escultores, músicos e todos os artistas, são estúpidos.
Neste caso, sou esperto por criticar esta campanha e sou estúpido por dedicar muito do meu tempo às artes.
"The fact is if we didnt have stupid thoughts we'd have no interesting thoughts at all"
Concordo, pois o maior dos génios tem ideias estúpidas ao passo que o maior dos estúpidos será eternamente estúpido. Todas as ideias geniais hoje, foram estúpidas um dia mas nenhuma dessas pessoas era estúpida.
"Smart may have the authority but stupid has one hell of a hangover"
O que quer dizer esta frase? Como justificam a defesa de se ser estúpido com esta frase? Admito a minha estupidez durante a minha adolescência estupidamente abusiva, mas neste momento tenho relativa autoridade... afinal como é? A resposta é simples, apanhar bebedeiras é viver a vida, bebam como uns camelos sem se preocuparem com o futuro, pois nós (os responsáveis por esta campanha), cá estaremos para exercer a autoridade sobre vós.

"Its not smart to take risks... Its stupid." 
Esta frase foi inteligentemente deixada incompleta (saliento as reticencias), pois um estúpido não a sabe completar. O que não é inteligente é tomar riscos não calculados. Isso sim é estúpido! Os riscos calculados são aceitáveis, desejáveis e necessários mas impossíveis de calcular por um estúpido.

"To be stupid is to be brave" 
Não é sinal de coragem ser-se estúpido, é sinal de coragem ter-se orgulho em se ser estúpido.

Esta campanha insinua que quem é estúpido tem mais sexo, quando é sabido que a inteligência, poder e sentido de humor são dos atributos mais procurados. Insinuam que quem é estúpido vive mais, diverte-se mais e claro se fores estúpido e vestires Diesel, será prova que quem é estúpido veste "melhor". No entanto ocultam que ninguém quer passar o resto da vida ao lado de um estúpido. Nenhuma empresa se especializa a contratar estúpidos, e ao preço das roupas Diesel um estúpido de ressaca que toma riscos não calculados só para sentir que está vivo mas sem um emprego, não terá nunca o dinheiro para vestir Diesel. Após esta campanha fico a saber que quem saí à rua com artigos Diesel é um potencial estúpido e congratulo-me por não ter um único artigo de vestuário desta marca.

Achei tristemente engraçado que em dezenas de blogues que falam desta campanha, não encontrei ainda um que a criticasse negativamente. Todos classificam esta campanha de ousada, irreverente, actual e até, pasmem-se, genial. Considero quem escreveu textos com critica tão positivas como verdadeiros "brochistas", realizando felátios literários sem que se perceba a satisfação/vantagem que retiram do processo.


Se substituir "estúpido" por "burro", esta campanha lembra-me o segundo texto que escrevi neste blogue há quase 4 anos: A inteligência "genética". Eu sou da opinião que se alguém quer ser estúpido por opção, é bom que seja rico.

25 de Abril,novamente...

Como possivelmente repararam este blogue tem andado um pouco mais parado devido a eu estar numa fase de transição no mercado de trabalho. Por opção deixei recentemente uma posição de escravidão em nome das elites em busca de algo que goste e queira realmente fazer. É certo que todo o trabalho é escravidão voluntária, mas já que é voluntária que faça algo que me agrade onde construa algo, me sinta bem sem que tenha de destruir a economia de terceiros e podendo dormir de consciência tranquila. Felizmente tenho agora essa oportunidade mas que durante este tempo de adaptação me está a roubar muito do meu tempo.

É por isto que sobre o 25 de Abril, escrevi um texto de opinião e não uma explicação mais fundamentada do dia em si. Há cada vez mais pessoas a investigar e a partilhar informação e por isso gostaria de divulgar um texto de investigação que subscrevo na totalidade:

25 de Abril

A última vez que escrevi sobre o 25 de Abril foi no dia 25.04.2009 (este texto). Escrevi nesse nesse texto a minha opinião sobre a pseudo-revolução, o meu ponto de vista sobre o "equilíbrio" político em Portugal e subscrevi o que muitos "revolucionários" afirmam: "A revolução está incompleta".

Critiquei de forma irónica e humorista, o valor dado uma música chamada: Grândola Vila Morena. Valor esse equivalente aos mais altos símbolos nacionais, quando na verdade, letra e música não valem o cotão que se acumula naturalmente debaixo de uma cama. O 25 de Abril teria acontecido independentemente do Grândola Vila Morena existir ou não. A escolha desta música foi simbólica e tanto poderia ter sido esta como a Lenda da Maria da Fonte (de longe, com mais qualidade).


Esse meu texto, levantou uma polémica imensa liderada por uma senhora, até esse dia minha leitora e até esse dia com a sua crise de menopausa sob controlo, à qual o meu texto desencadeou o processo natural de histeria e irracionalidade que essa fase da vida de uma mulher, por vezes causa.

A revolução do 25 de Abril é um dia em que os portugueses gritam liberdade, mas onde não há liberdade em questionar esse dia. Os auto-intitulados anti-fascistas usam essa data para se exprimirem livremente e castram a liberdade de quem questiona essa revolução planeada, estudada, combinada mas sempre em cima do joelho.

Como há quase um ano não fazia, sintonizei hoje a RTP internacional e em 10 minutos ouvi ou li a palavra liberdade 22 vezes. Mas que liberdade é essa? Onde está a porra da liberdade numa altura em perdemos o controlo da nossa economia para um grupo estrangeiro (FMI)? Onde está a porra da liberdade quando somos atacados diariamente por dizermos o que pensamos, se o que pensamos vai contra: Governos, Juízes e principalmente contra a maçonaria? Será a liberdade de nos podermos juntar em grupos de mais de 3 pessoas e conversar?

Que liberdade é a que nos liberta do controlo fascista e nos coloca sob controlo de idiotas incompententes, por sua vez controlados por um grupo obscuro como a maçonaria?
Vocês sabiam que durante a ditadura, Portugal tinha a mais baixa divida externa de todos os tempos? Sabiam que mesmo com ela baixa, a existente era vendida a Inglaterra? Ao contrário dos dias de hoje, em que vendemos a dívida externa a outro pais e acabamos com a mesma divida mas com outro cobrador, antigamente juntávamos volfrâmio à divida e entregávamos a Inglaterra. Desta forma ficávamos sem dívida e sem novo cobrador.
Não estou a defender um governo totalitarista, estou a afirmar um facto. A própria União Europeia tem documentado que a última vez que Portugal teve crescimento económico foi durante a ditadura e que os últimos 40 anos foram marcados por sucessivos erros económicos e políticos.

Será que não é possível ter em Portugal a responsabilidade económica dos fascistas juntamente com a ilusão democrática dos actuais partidos? Pelo menos desta forma teríamos idiotas incompetentes que agradam ao povo, como temos, mas bons a tratar da economia nacional. Será que é impossível um político em Portugal ser bom em qualquer coisa que não seja desviar assunto, desculpar-se e/ou fazer figuras tristes?

O 25 de Abril libertou-nos do fascismo? Será? Temos neste momento mais liberdade de expressão? Temos uma imprensa mais livre? Temos uma democracia de representação? O que temos é muita sorte em não termos caído num regime totalitarista de esquerda.
As pessoas ceguinhas defensoras do 25 de Abril, propositadamente ou por ignorância, não falam no 25 de Novembro. Nesse dia sim, houve uma verdadeira libertação, pois foi quando o plano de tornar Portugal numa URSS ocidental, caiu por terra. E mesmo assim foi uma fantochada (mas positiva), pois o maior traidor de Portugal (Mário Soares), simplesmente mudou de ideias a troca de dinheiro.

Os festejos do 25 de Abril, a repetição constante da palavra "liberdade" é uma acção flagrante de programação. Tanta vez a palavra é dita que eventualmente o povinho acredita que a sua definição é uma realidade no nosso dia-a-dia.

O que é o 25 de Abril afinal?
É unicamente mais um dia criado para reforçar a ideia nacionalista. Reforçar aquele sentimento de amor à pátria. Reforçar a ideia de que estamos tesos mas somos os maiores. No fundo é unicamente mais um feriado, mais uma desculpa para tirar um dia e mais um dia para juntar aos 16/17 feriados que temos e que nos colocam no topo da lista dos países que menos dias por ano trabalham... e depois, não percebemos como é que estamos em crise...

E a história do cravo? Que maravilhosa coincidência de estarem a vender cravos naquele momento. Que maravilhosa ideia de colocar os cravos nos canos das armas. Que coincidência fantástica que o puto com cara e cabelo de menino Jesus que vimos a colocar o cravo numa arma, seja hoje um destacado escravo das elites maçónicas, como reconhecido bolsista na bolsa de valores de Londres. Que coincidência fantástica que tenha sido o PS o partido mais beneficiado, o partido com uma rosa como símbolo. Irónico que a rosa vermelha se tenha seguido ao cravo vermelho, sendo que ambas são símbolos maçónicos.


Mas o que significa o cravo para a maçonaria?
O cravo é uma flor oferecida pelos maçons a quem se ama e por isso é irónico que tenha sido oferecido a militares, ou melhor, às armas desses militares.
A rosa tem o mesmo valor maçónico onde "amor" passa a "paixão" e lhe é adicionado a o significado de: dor e martírio. Muita dor e martírio espera ainda os portugueses na próxima década de ilusória recuperação económica. Dor e martírio com o patrocínio do partido da rosa em conivência com todos os outros.

Nós não precisamos de festejar o 25 de Abril. Nós precisamos de parar de viver no passado. É essencial festejar um novo dia de uma nova revolução e esse dia será quando o português quiser. Esse dia será o dia tanto faz do mês não importa do ano de 2011.



Nada de cravos, nada de rosas. Que usem Euphorbia pulcherrima Willd (chamada de: Comigo ninguém pode) que simbolizem que a vontade do povo é fodida!

Quando parti de Portugal deixei de viver no passado. Esse viver no passado é que algo que nos ensinam a fazer na escola e que nos programam a fazer durante toda a nossa vida. Enquanto nos orgulhamos da grandeza colorida do passado onde a história esconde a pequenez passada, isso impede-nos de agir no presente de modo a lutar por um futuro melhor. Que melhor maneira de festejar o 25 de Abril de 1974 do que com uma revolução com principio meio e fim? Uma revolução em que não mais se diga "25 de Abril sempre", mas sim "hoje, agora, já".