A vergonha Eurovisão 2011

Como referi neste texto sobre os vários milhões de Euros investidos na cantora alemã que venceu o último festival da canção, a manipulação do vencedor continua na Alemanha. Como seria de esperar a vencedora do ano passado foi a escolhida para representar a Alemanha e defender o seu título. Algo inédito aconteceu este ano... ao passo que cada concorrente, concorreu com uma música, esta rapariga foi autorizada a concorrer com 10 músicas e obviamente venceu novamente.



Se analisarmos a actual tendência deste festival, ele está a apostar no que realmente vende, deixando de ser um festival série B no mundo da música, semelhante ao festival de Cannes no cinema. Vejamos: 

Em 2006 venceu a Finlândia com o tema "Hard Rock Halellujah" de Lordi. Um tema em Inglês que poderá ter provocado diversos enfartes nos velhotes menos habituados ao metal. Sem dúvida que era o melhor tema do concurso e um dos melhores temas de sempre. Esta vitória surpreendeu-me pois raramente ganha o melhor neste festival e esta vitória mostrou que este concurso gerido por múmias estava a prestar atenção ao que realmente vende.



Em 2007 venceu a Sérvia com o tema "Molitva" em que ao minuto 01:04 ela parece cantar "comigo puta...". Foi um regresso às origens, onde apesar da excelente voz o tema não venderia fora da Sérvia.
Em 2008 venceu a Rússia com o tema "Believe", uma balada em Inglês 100% comercial, seguindo a mudança de rumo iniciada em 2006.
Em 2009, venceu a Noruega com a canção "Farytale", que é uma música pop em Inglês que poderia ter sido cantada por um qualquer gay tipo Ricky Martin, se não fosse a óbvia influencia Celta do tema, influencia essa muito usada pelas bandas nórdicas com boa aceitação mundialmente.
Em 2010 foi a vez da irritante música "Satelite" da representante alemã, com uma letra de merda cantado numa frustrada tentativa de sotaque britânico, e que se tornou numa espécie de hino na Alemanha. Mais uma vez salientou a tendência do festival Eurovisão de se aproximar do que realmente se vende. No caso de "Satelite" é uma música que pode, foi e é passada em clubs nocturnos por ser dentro da actual vaga pop.

E o que faz Portugal? Portugal em vez de evoluir retrocedeu até aos tristes anos 70, escolhendo um palhaço (digo palhaço com todo o respeito pela profissão e porque é o que o Jel faz e sempre fez), com uma música de intervenção ao estilo de Zeca Afonso. 
Recuso-me a acreditar que é o povo que escolhe o vencedor. As chamadas telefónicas para votar, servem unicamente para cobrir as despesas do espectáculo. São exactamente como aquelas chamadas que fazemos para doar dinheiro que desaparece e não vai para a causa anunciada.


 Vamos ter um grupo de palhaços, usando o estereotipo de português atrasado que vive ainda em Abril de 1974, onde a economia nacional ainda é peixe, pão e vinho. Acho incrível que quando escrevi um texto sobre o 25 de Abril referindo-me a essa revolução como "A revolução inacabada" (termo não criado por mim, mas sim por intervenientes dessa revolução) e nesse texto ter adicionado uma letra humorística a ser cantada ao som de "Grândola Vila Morena", gerei uma onda de protestos na blogosfera devido à minha falta de sensibilidade em brincar com o tema. No entanto estes palhaços vão representar Portugal numa paródia ao 25 de Abril. Esta não é uma música de intervenção, é uma paródia.

Será que todos os portugueses adoraram o tema e por azar nenhum deles estava presente naquela noite? É de estranhar que uma vitória tão clara não tivesse apoio do público presente que protestou e abandonou o recinto.

Na actual situação económica e politica actual de um país em negação da falência em que vive, nada melhor, politicamente, do que mandar uns gajos à Europa a cantar merdas sem sentido como "Luta é alegria", passando a mensagem que mesmo sem dinheiro estamos super contentes e se protestamos é por divertimento pois na verdade gostamos de uma boa enrabadela politico-económica desde que não nos falte o pão e vinho.

Este tema, a representar o meu país, envergonha-me como português. Não consigo, nem quero acreditar que os portugueses votaram nesta merda e se votaram, só posso dizer que tenho imensa pena da vossa falta de visão, falta de cultura, falta de gosto e falta de inteligência e que devem sair dessa mediocridade intelectual que é a responsável pela actual situação do país.
Aos que se sentirem ofendidos por estas minhas palavras, cliquem na cruz vermelha no canto superior direito e vão dormir que o vosso mal é sono!

Portugal é a ovelha negra deste festival, nunca ganhou e já nos habituou a terminar com 1 ou zero pontos. Este ano serão zero pontos, nem se Portugal pudesse votar em Portugal, este tema iria ter um único ponto. Merda é merda e o país e seu povo mereciam mais e melhor nesta fase difícil.
Faz exactamente 20 anos que não vejo um festival da canção. O último que vi na totalidade foi o de 1991 em que Portugal ficou em oitavo lugar, tendo estado em terceiro até aos últimos votos, com aquele que foi de longe o melhor tema que representou Portugal, com a melhor voz e foi o melhor tema daquela edição. Nessa edição percebi a politização do festival e a sua relação directa com o que se passa politicamente na Europa e neste momento é necessário masturbar a Alemanha que é a economia que está a sustentar uma Europa falida e sem rumo.

Olimpíadas 2012 e Ricky Clay

Já neste blogue tinha feito uma homenagem a Ricky Clay (neste texto, Agosto 2009), o músico e investigador de 26 anos que morreu em circunstancias duvidosas em 2008 e cujo seu blogue foi apagado dias depois (Rick era o único com acesso ao blogue). Várias pessoas tentaram colocar os seus textos de investigação novamente online e os sites eram imediatamente atacados. Também falei (neste texto, Setembro 2009) do sucesso ao colocar os seus textos online num servidor privado, mas há poucos dias esse servidor foi vitima de um ataque e todos os textos desapareceram (este era o link). No entanto isto nao ficará assim e um novo site será criado e os seus textos colocados online novamente e as vezes que forem precisas.
Serve esta introdução para adicionar novos desenvolvimentos.

O governo do Irão acaba de subscrever o trabalho de Ricky Clay, que foi o primeiro a expor os jogos olímpicos de 2012. O Irão ameaçou não participar nos jogos olímpicos por o logótipo esconder no seu design a palavra "Zion" (Zion = Sion).


Agora foi a vez de apresentarem as mascotes do jogos olímpicos e dos jogos para-olímpicos:



A mascote dos jogos olímpicos de 2012 (à esquerda, em branco e laranja), chama-se Wenlock, e está em perfeita concordância com Zion (Sionismo), pois aparenta ser um pénis circuncidado. A da direita é a dos jogos para-olímpicos e por isso ligeiramente diferente.

A apresentação oficial da mascote criou uma onda de protestos. Pois foi apresentada de uma forma curiosa. Foram colocadas diversas crianças a brincar como se estivessem num recreio, a mascote é apresentada e um dos criadores diz: “A mascote irá ajudar-nos a interagir com as crianças, é nisso que acredito apaixonadamente", neste momento aquele pénis gigante começa a abraçar as crianças à sua volta.
Achei o comentário na apresentação muito estranho, não vejo a lógica de alguém acreditar "apaixonadamente" que um falo gigante os irá ajudar "a interagir" com as crianças! Porquê  "apaixonadamente" e porquê "interagir"? Brincar, divertir, tudo bem mas "interagir" não me parece o termo mais apropriado quando temos na imagem um pénis rodeado de crianças.

Mais de 17.000 sites comparam a mascote a um pénis com garras de lagosta. O que espera o pénis agarrar com aquelas garras? Destaco também a referencia ao olho de Hórus, sendo que a glande do pénis é um gigante olho. De facto o pénis tem um "olho" que é o buraco na glande, e nesta mascote, esse buraco existe e dele saí uma pirâmide.
Além desses 17.000 sites, temos a imprensa internacional. Na Nova Zelândia foi escrito: "Poupem-nos desta indignidade de mascote". Nos Estados Unidos da América foi escrito: "Londres revela mascote assustadora". O Canadá foi ainda mais directo, escrevendo: "Pénis andante extra-terrestre publicitado a crianças".

Tudo o que Ricky Clay expôs faz cada vez mais sentido. Com a relação da mensagem "ZION" do logótipo, a localização da cidade olímpica rodeada de estradas com nomes Bíblicos entre outros factores religiosos e históricos que expôs, ele previu surpresas relativas à religião durante estes jogos em 2012. Para ajudar a tudo isto, o Papa esta semana e 2011 anos depois, declarou que os judeus não devem ser culpados pela morte de Cristo. Esta mensagem peca por vir 2011 anos tarde demais e por coincidência poucos meses antes dos jogos olímpicos Sionistas, com um pénis circuncidado ambulante a abraçar crianças

A Noruega é fantástica

O título não deveria ser irónico mas neste caso é! Eu adoro a Noruega tal como toda a Escandinávia. Visito quase todos os anos este país por motivos desportivos, apesar do Norueguês ser muito diferente do Sueco e ainda mais do Finlandês, eu ainda apanho umas palavras e com facilidade identifiquei este título de jornal:





Esta foi a capa do semanário Dag og Tid do dia 11-02-2011. Na foto podemos ver milhares de Egípcios na rua e sobre a foto um interessante título: "- Isto não é uma revolução". Será que li mal? Não, pois questionei um Norueguês e a minha tradução está perfeita! 
É incrível a flagrante utilização de double talk ao estilo do livro 1984 como "war is peace". Após ver esta capa, procurei as edições deste jornal durante a revolução na Tunísia e reparei que não foi noticia. Pura e simplesmente o Dag Og Tid, dos jornais mais vendidos e o qual os Noruegueses levam para casa ao fim-de-semana pois sai à Sexta-Feira, ignorou a primeira revolução da década (Tunísia) e que desencadeou mais duas (Egipto e Líbia) e vários países estão em risco (Bahrain, Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait, Yemen, Marrocos). Até há movimentos a serem inspirados na Europa (Itália e Albânia).

Não contente com a capa fui ver o que se dizia na noticia:


Em letras gordas pode-se ler "Nenhuma revolução no Egipto" e todo o texto é um desdobramento em argumentos sem sentido para fazer esta verdadeira revolução parecer um golpe de estado. Em ponto nenhum referem que o líder destituído manipulava as eleições ao ponto de vencer todas elas com mais de 80% dos votos. O que tentam dizer é que um povo satisfeito com um líder durante 30 anos, ao ponto de o eleger consecutivamente com maioria absoluta, não inicia uma revolução. No meio de tudo isto e se eu estivesse estado ausente do mundo durante os últimos meses, iria pensar que a foto que vemos acima, se trata de uma vigília para que o Presidente não se demita...

Afinal se parece uma revolução, mas não é... O que é uma revolução de verdade?
Será que é esta a forma do governo Norueguês dizer que só é uma revolução se for influenciada pela maçonaria, como: Revolução Francesa, Revolução Americana, Revolução dos Cravos... ou quem sabe, só se admite como revolução a industrial...

É claro que para o governo socialista Norueguês, isto não pode ser uma revolução depois de 30 anos a viverem felizes com um sistema politico dominador. Pois se fosse uma revolução os Noruegueses poderiam ver semelhanças com o seu velho governo socialista e também com a sua luxuosa monarquia, motivo pelo qual pagam tão altos impostos.
É interessante que depois disto, em vez de falarem na Líbia, deixaram o assunto de lado e usaram as páginas deste jornal para uma outra noticia: "Poderá a Noruega tornar-se numa Argentina?". Mais uma vez desdobram-se em explicações sem nexo, dizendo que apesar da linha politica ser igualmente de esquerda, uma ditadura seria impossível e impensável na Noruega. Então e a monarquia, o que é?

É verdade que a imprensa portuguesa está amordaçada pelo actual governo socialista, mas não é a única!