Não acho que seja a minha distancia de Portugal que me impede de perceber o meu país Natal, mas acho que nada faz sentido e por mais que me tente esclarecer, cada vez menos sentido faz.
A amnistia que é mas não é:
Antes do Papa ter visitado Portugal, li várias noticias que referiam que havia a possibilidade de haver uma amnistia em Portugal mas em caso algum essa amnistia iria incluir os crimes de transito. Achei bem, pois acho menos grave libertar um carteirista do que amnistiar alguém que conduz sob o efeito de álcool.
Antes do Papa ter visitado Portugal, li várias noticias que referiam que havia a possibilidade de haver uma amnistia em Portugal mas em caso algum essa amnistia iria incluir os crimes de transito. Achei bem, pois acho menos grave libertar um carteirista do que amnistiar alguém que conduz sob o efeito de álcool.
Agora que o Papa já visitou Portugal e já queimámos 75 milhões de euros com a sua visita e ainda lhe demos uma cópia da primeira edição dos Lusíadas, venho a saber que afinal não houve qualquer amnistia... mas houve. O que quero dizer é que não houve qualquer amnistia criminal que tenha afectado quem está preso, ou qualquer processo criminal referente ao código penal, por outro lado houve uma alteração à lei que amnistiou todos os cadastros criminais relacionados com os crimes ao volante. Ora, alterar uma lei tornando-a mais severa nunca deveria apagar registos criminais, apagando-os, assistimos a uma amnistia à qual não querem chamar amnistia. No fundo é como que ter um cozinheiro chamado Borges a fazer Bacalhau à Brás mas chamar-lhe Bacalhau à Borges.
O Papa em Portugal e a pedofilia:
O Papa em Portugal e a pedofilia:
Ainda referente ao Papa, encontrei online esta noticia "O Papa Bento XVI está disponível para um novo encontro com as vítimas de abuso sexual por padres pedófilos", Achei esta noticia incrível, pois está directamente relacionada com uma série de noticias recentes sobre abuso físico e abuso sexual de crianças por parte de padres aqui na Alemanha.
Foi aqui noticiado que o irmão do Papa agredia fisicamente crianças que faziam parte de um coro num convento aqui na Alemanha, esta noticia dava o próprio Papa como suspeito por ter frequentado na mesma altura esse convento e por ter acesso a essas mesmas crianças. Dias depois o irmão do Papa admite ter dado "uns estalos" em algumas crianças.
Neste país ainda há uma publicação sem censura e sem medos de investigar e publicar os resultados dessas investigações, já falei diversas vezes dessa publicação que é a revista Spiegel que, após exporem o caso das agressões voltam à carga implicando o irmão do Papa em casos de abuso sexual a essas mesmas crianças e mais uma vez implicavam o próprio Papa.
(Georg Ratzinger )
Há vitimas a acusar. Há processo judicial. Há tudo e mais alguma coisa, mas parece que afinal nenhum dos dois esteve naquela altura naquele convento. Apesar do irmão do Papa ter assumido agressões físicas, o Vaticano afirma que nessa altura, nem ele nem o Papa estavam naquele convento. Na verdade a ausência de registos prova-o (ou pelo menos prova que os fizeram desaparecer), mas essa ausência de registos aconteceu após o irmão do Papa ter assumido o crime.
Este é mais um caso do poder do Vaticano que não agiu para proteger o irmão do Papa, mas sim para proteger o próprio Papa. Na verdade o Papa está imune de processos judiciais por residir num estado independente (Vaticano) e mesmo em deslocações ao exterior possui imunidade diplomática pois ainda é o Rei dos Reis, o representante de Deus na Terra e ainda por cima líder de um estado soberano.
Este gajo veio a Portugal e queria encontrar-se com vitimas de pedofilia por parte de padres? Adorei o timming desta disponibilidade após séculos de abusos sexuais por parte da igreja. Será para lhes dizer: "desculpe lá qualquer mau jeito", ou "tomá lá uns trocos da caixa de esmolas e cala-te"? No entanto, acho menos grave esta campanha de marketing do Papa para parecer inocente, do que as vitimas que aceitaram encontrar-se com ele. Uma vitima de pedofilia que aceite conversar com o patrão dos seus abusadores, ele próprio suspeito de pedofilia não merece o meu tempo e perde toda a credibilidade. Reparem que o Papa se disponibilizou para um novo encontro, ou seja, já existiram outros... isto sim é grave e só fica mal às vitimas.
(O Papa tudo e mais alguma coisa)
Este gajo veio a Portugal e queria encontrar-se com vitimas de pedofilia por parte de padres? Adorei o timming desta disponibilidade após séculos de abusos sexuais por parte da igreja. Será para lhes dizer: "desculpe lá qualquer mau jeito", ou "tomá lá uns trocos da caixa de esmolas e cala-te"? No entanto, acho menos grave esta campanha de marketing do Papa para parecer inocente, do que as vitimas que aceitaram encontrar-se com ele. Uma vitima de pedofilia que aceite conversar com o patrão dos seus abusadores, ele próprio suspeito de pedofilia não merece o meu tempo e perde toda a credibilidade. Reparem que o Papa se disponibilizou para um novo encontro, ou seja, já existiram outros... isto sim é grave e só fica mal às vitimas.
(Retirado daqui)
... e as pessoas ajoelham-se, choram, gritam e adoram como um Deus aquele que se diz ser o representante de Deus na terra, colocando-o numa posição de ser não mortal, senhor da moral, quando na verdade é mais corrupto moral e criminalmente do que qualquer um de nós pelo simples facto de ocupar o lugar dos maiores homicidas desde a criação do império católico.
A igreja causou mais guerras do que qualquer mera disputa de fronteiras, desentendimento de vizinhos ou de ideais políticos ou raciais. A idade média foi um verdadeiro Holocausto que ao lado do "H"olocausto judeu retira a este o direito de usar o H maiúsculo, pois nem de longe se compara às cruzadas, idade média nem mesmo ao homicídio de nativos quer na América do Norte quer na América do Sul, onde a igreja sempre esteve na frente de batalha.
Parece que nunca será possível as pessoas dissociarem as suas crenças em Deus da Igreja. Nunca irão perceber que para acreditar em Deus, para falar com Deus não precisam de templos nem de homens de batina a dar o mote na conversa com Deus. Nunca irão perceber que um mortal pecador como qualquer outro mortal não tem uma procuração de Deus para nos ilibar dos nossos pecados. Nunca irão perceber que Deus não precisa de dinheiro. Nunca irão perceber que todo o homem é corrupto e que os padres são homens. Nunca irão perceber o motivo de pessoas como eu nunca os irem perceber.
A igreja causou mais guerras do que qualquer mera disputa de fronteiras, desentendimento de vizinhos ou de ideais políticos ou raciais. A idade média foi um verdadeiro Holocausto que ao lado do "H"olocausto judeu retira a este o direito de usar o H maiúsculo, pois nem de longe se compara às cruzadas, idade média nem mesmo ao homicídio de nativos quer na América do Norte quer na América do Sul, onde a igreja sempre esteve na frente de batalha.
Parece que nunca será possível as pessoas dissociarem as suas crenças em Deus da Igreja. Nunca irão perceber que para acreditar em Deus, para falar com Deus não precisam de templos nem de homens de batina a dar o mote na conversa com Deus. Nunca irão perceber que um mortal pecador como qualquer outro mortal não tem uma procuração de Deus para nos ilibar dos nossos pecados. Nunca irão perceber que Deus não precisa de dinheiro. Nunca irão perceber que todo o homem é corrupto e que os padres são homens. Nunca irão perceber o motivo de pessoas como eu nunca os irem perceber.
Não acredito em Deus mas não censuro quem precisa de acreditar por forma a sentir-se mais confiante. Critico sim todo o circo montando em torno deste incompreensível ideal de perfeição quando a sua suposta criação está longe de ser perfeita. Critico todo o fanatismo, luxuria, arrogância, avareza. Critico o cuspir nas palavras que pregam. Critico a igreja e critico Deus mas só critico os crentes que aceitam serem chamados de "rebanho" e que seguem cegamente, sem questionar estes homens como sendo os seus pastores, ou seja, donos! Estas pessoas são uma ofensa às ovelhas!










