Este é o segundo texto, da segunda fase, da rubrica,
Pergunta ao ex-Crest©. Desta vez irei responder a duas questões no mesmo texto, devido a serem dentro do mesmo tema.
Questões colocadas pela:
Princesa Mononoke e
Lya, respectivamente:
Princesa Mononoke: "Porque é que em Portugal existe tão poucos críticos literários, e os que existem estão "comprados" pelas editoras ?"
Não acho que existam poucos. O nosso mercado é tão pequeno que não justifica haver mais.
Só num país que não lê, é que um projecto de sonho em qualquer país civilizado como a Byblos, dá falência ao fim de um ano. Temos de ter em consideração que Portugal com 10 milhões de habitantes tem 3 jornais desportivos dedicados a futebol, mais do que a Alemanha com 60 milhões de habitantes. É também interessante que A Bola é o artigo de "literatura" mais vendido em Portugal. Isto é um exemplo flagrante dos deficientes hábitos de leitura dos Portugueses.
Os Portugueses são competitivos e escolhem sempre uma equipa e isto inclui os críticos. Por isso eles são sempre tendenciosos, os livros dos amigos, são bons, os livros dos que fazem concorrência aos amigos, são maus.
Sei como facto, que muitos fazem criticas sem ler o livro na sua totalidade, tal é a má qualidades de muitas das criticas.
O que é um critico em Portugal?
1- É um escritor que é mal pago e precisa de escrever criticas em jornais para ganhar uns cobres extra e como escritor é sempre tendencioso, criticando negativamente a concorrência.
2- É um escritor que vende pouco e em Portugal que fala mal dos outros tem audiência e as audiências são publicidade e a publicidade acaba por lhes vender livros.
3- É alguém que gostaria de ser escritor e fala mal porque acha que faria melhor e fala bem para lamber o cu a quem lhe pode dar oportunidades.
Na minha opinião, quem sabe, faz. Quem não sabe fala disso! Agora não acredito que as editoras, forretas e incompetentes como a maioria é, comprem críticos.
Agora a segunda questão, sobre o mesmo assunto:
Lya: "(...)tenho medo de enviar para uma editora que acabe roubando de mim. Devo fazer um registo antes de enviar para eles e informar que tenho direitos de autor?"
Não. Não deve registar a obra antes de enviar. Pode fazê-lo mas não o deve nem precisa fazer. Primeiro, porque a editora irá com toda a certeza fazer alterações, caso queira publicar o seu livro e o resultado será diferente do texto que registou.
Segundo, porque ao informar que fez o registo, está a dizer à editora que não confia nela.
O registo é justificado, necessário e essencial, no caso de querer publicar a sua obra online, tal como já fiz recentemente num blogue.
É certo que uma editora, pode roubar um livro e editar por conta própria sem lhe dizer nada, usando o nome de um outro autor mais conhecido, obtendo uma garantia de maiores vendas, mas uma editora responsável não o faz, não está interessada em manchar o seu bom nome no mercado, ao ser colocada no meio de uma suspeita de plágio.
Os termos em que os registos são feitos, não justificam o registo. Ele será feito pela própria editora antes de o livro ir para impressão.
Como esclarecimento, uma obra tem direitos de autor, assim que é criada e existem maneiras de provar que uma obra já publicada é sua. Use este "truque":
Assim que tiver o seu manuscrito pronto, faça uma cópia integral dele.
Envie o original por correio registado, com aviso de recepção para a editora e ao mesmo tempo
envie a cópia por correio registado, lacrado, com aviso de recepção para si mesma.
Nunca abra o envelope com o manuscrito, guarde-o lacrado tal como o recebeu de sim mesma.
Este método, serve de prova em tribunal de que a obra é sua e que a publicada é plágio. O importante é a data dos correios e o tribunal poder constatar que o envelope nunca foi aberto.
Espero ter esclarecido.