Pela primeira vez não te visitei, pois prometi-te que não o faria. Sei que não importa onde estou, tu estás comigo, pois eu transporto a tua memória.
Nestes últimos anos, não contactei ninguém que te tivesse conhecido, fui teimoso em querer guardar-te só para mim. Foi um erro, pois nunca foste só minha e eu não tenho o direito de te prender.
Nos últimos meses partilhei-te, hoje muita gente sabe que foste única, uma mulher de coragem, de força, dona do teu próprio destino. Tenho a certeza que muitas dessas pessoas gostariam de te ter conhecido. Mas o importante nisto tudo, foi o desabafo, o libertar-me ao libertar-te.
Agora, arranjei-te um quartinho no meu coração, onde irás viver para sempre, abrindo espaço para mim e para a minha vida, onde quem sabe, me permitirei voltar a amar.
Hoje provei isso a mim mesmo, pois pela primeira vez no dia do teu aniversário, lembrei-te com um sorriso, pois desde o dia em que partiste, o dia de hoje é triste por não te poder dizer "Parabéns" ao ouvido, como já o disse e gostei, sem nunca imaginar o difícil que esse mesmo dia iria ser, anos depois.
Hoje liguei à tua irmã, 10 anos depois falámos, duas horas ao telefone. Não foi fácil... Eu estava nervoso, ela atendeu sem dizer uma palavra, nem um "Alô", pois certamente viu o indicativo da Alemanha.
Estivemos uns minutos em silencio, até que lhe disse, "Parabéns". Foi aqui, que ela falou e a voz dela que é a tua voz, doeu-me imenso, mais do que o que imaginava. Ela disse; "Sabes Bruno, eu nos últimos anos, tenho sempre feito anos". Eu poderia ter dito que ela também nunca me ligou no meu aniversário, mas não o disse, pois ela tem razão. Ela que viveu uma vida contigo a festejar os aniversários contigo, encontrou-se os últimos anos, sozinha neste dia. Deve ter sido horrível para ela.
Bruno: "Eu sei e desculpa, mas nem imaginas como me foi difícil ligar-te"
Cati: "Eu sei..."
Ela virá em trabalho à Alemanha em Janeiro e combinámos o reencontro.
Não sei como vou reagir ao ver a tua cara, na dela. Não sei como ela vai reagir ao ver a tua memoria na minha.
Julgo que vai correr tudo bem.
A tua irmã tem a parte de ti que me falta, eu tenho a parte de ti que lhe falta. Acho que juntos podemos ao completar-te, completar a parte que ambos perdemos na tua partida.
Penso que este é o melhor presente que te posso dar, pois não tenho nada mais para te dar.
Uma banda da qual ouvimos juntos todas as musicas, em que algumas das minhas memórias dos tempos que estivemos juntos, são acompanhadas pelas suas melodias, voltou a lançar um Álbum, tantos anos depois. Comprei o álbum e encontrei lá, esta mistela de sentimentos, que senti, palavra por palavra.
Esta letra, é sem dúvida significativa e é completada por as imagens do filme "What dreams may come", que tanto significado tem para mim.
Guns n'Roses - This love (2008)
"...E se perguntares porque é que ela não disse Adeus. Eu sei que bem lá no fundo, há uma luz especial que mesmo na noite mais escura, ela não pode negar.
Se ela estiver perto de mim, espero que ela me ouça (...) Desejei que ela nunca me deixasse, por favor tens de acreditar. Procurei por todo o universo e encontrei-me em teus olhos..." (excerto da letra)
Nestes últimos anos, não contactei ninguém que te tivesse conhecido, fui teimoso em querer guardar-te só para mim. Foi um erro, pois nunca foste só minha e eu não tenho o direito de te prender.
Nos últimos meses partilhei-te, hoje muita gente sabe que foste única, uma mulher de coragem, de força, dona do teu próprio destino. Tenho a certeza que muitas dessas pessoas gostariam de te ter conhecido. Mas o importante nisto tudo, foi o desabafo, o libertar-me ao libertar-te.
Agora, arranjei-te um quartinho no meu coração, onde irás viver para sempre, abrindo espaço para mim e para a minha vida, onde quem sabe, me permitirei voltar a amar.
Hoje provei isso a mim mesmo, pois pela primeira vez no dia do teu aniversário, lembrei-te com um sorriso, pois desde o dia em que partiste, o dia de hoje é triste por não te poder dizer "Parabéns" ao ouvido, como já o disse e gostei, sem nunca imaginar o difícil que esse mesmo dia iria ser, anos depois.
Hoje liguei à tua irmã, 10 anos depois falámos, duas horas ao telefone. Não foi fácil... Eu estava nervoso, ela atendeu sem dizer uma palavra, nem um "Alô", pois certamente viu o indicativo da Alemanha.
Estivemos uns minutos em silencio, até que lhe disse, "Parabéns". Foi aqui, que ela falou e a voz dela que é a tua voz, doeu-me imenso, mais do que o que imaginava. Ela disse; "Sabes Bruno, eu nos últimos anos, tenho sempre feito anos". Eu poderia ter dito que ela também nunca me ligou no meu aniversário, mas não o disse, pois ela tem razão. Ela que viveu uma vida contigo a festejar os aniversários contigo, encontrou-se os últimos anos, sozinha neste dia. Deve ter sido horrível para ela.
Bruno: "Eu sei e desculpa, mas nem imaginas como me foi difícil ligar-te"
Cati: "Eu sei..."
Ela virá em trabalho à Alemanha em Janeiro e combinámos o reencontro.
Não sei como vou reagir ao ver a tua cara, na dela. Não sei como ela vai reagir ao ver a tua memoria na minha.
Julgo que vai correr tudo bem.
A tua irmã tem a parte de ti que me falta, eu tenho a parte de ti que lhe falta. Acho que juntos podemos ao completar-te, completar a parte que ambos perdemos na tua partida.
Penso que este é o melhor presente que te posso dar, pois não tenho nada mais para te dar.
Uma banda da qual ouvimos juntos todas as musicas, em que algumas das minhas memórias dos tempos que estivemos juntos, são acompanhadas pelas suas melodias, voltou a lançar um Álbum, tantos anos depois. Comprei o álbum e encontrei lá, esta mistela de sentimentos, que senti, palavra por palavra.
Esta letra, é sem dúvida significativa e é completada por as imagens do filme "What dreams may come", que tanto significado tem para mim.
Guns n'Roses - This love (2008)
"...E se perguntares porque é que ela não disse Adeus. Eu sei que bem lá no fundo, há uma luz especial que mesmo na noite mais escura, ela não pode negar.
Se ela estiver perto de mim, espero que ela me ouça (...) Desejei que ela nunca me deixasse, por favor tens de acreditar. Procurei por todo o universo e encontrei-me em teus olhos..." (excerto da letra)
Apesar de achar que mudei, que estou muito, mas muito mais forte, que dei finalmente um passo em frente... Este é será sempre o teu dia, mas roubo todos os outros para mim.
Não vivi todo este tempo preso à tua memória, mas vivi prendendo-te aqui. Prendendo-te a mim. Hoje liberto-te, hoje digo-te finalmente Adeus. Não que me esqueça alguma vez de ti, mas porque vou parar de te reviver, sendo estas as ultimas palavras escritas, que te dirijo.
Amei-te. Sei que sabes disso e é a primeira vez que não escrevo "amo-te", não porque o amor passe ou tenha morrido, mas porque "amo-te" é algo que quero guardar e dizer a alguém que venha ocupar todo o espaço no meu coração, que tenho agora vago, depois das limpezas que andei a fazer nestes últimos meses.
Durante anos coloquei lembranças e memórias em caixotes de cartão sentimental, que arrumei numa cave escura que assombrava os meus dias. Hoje, esses cartões já não estão dentro de mim, encontram-se em folhas de papel guardadas numa gaveta. Em mim, guardei unicamente a tua voz, para embalar os meus medos. O teu cheiro, que me lembra que vale a pena lutar. O teu sorriso, que me ilumina as noites escuras e o teu calor, que aquece este coração arrefecido, mas não totalmente gelado.
A letra desta musica está tão, mas tão certa, quando diz "não há mais ninguém que me faça sentir tão vivo", pois por mais que se pense o contrário, é a dor, que nos mostra o quanto estamos vivos e ainda sentimos. Mas é um facto que a dor quando vivida e não tratada, nos adormece os sentimentos e nos mata por dentro, impedido qualquer outro sentimento que não a dor. Percebo isso e sou novo demais para não sentir... Já sinto pouco. Não quero perder a oportunidade de voltar a sentir-me vivo, amando.
Quero que saibas que nunca ninguém te irá substituir, pois és insubstituível.
Não quero que a mulher que eu um dia ame, se sinta como segunda escolha, pois o amor não se escolhe. Não quero que sejas vista por ela, como uma concorrente que partilha o meu amor. Quero que ela te veja, como alguém que me amou, como ela ama. Que me ame, sem medos.
O meu único receio em partilhar-te, é ver o amor de alguém por mim a ser condicionado pela tua memória, pela tua presença e é por isso que tenho finalmente de te deixar partir libertando-me, libertando-te.
Não vivi todo este tempo preso à tua memória, mas vivi prendendo-te aqui. Prendendo-te a mim. Hoje liberto-te, hoje digo-te finalmente Adeus. Não que me esqueça alguma vez de ti, mas porque vou parar de te reviver, sendo estas as ultimas palavras escritas, que te dirijo.
Amei-te. Sei que sabes disso e é a primeira vez que não escrevo "amo-te", não porque o amor passe ou tenha morrido, mas porque "amo-te" é algo que quero guardar e dizer a alguém que venha ocupar todo o espaço no meu coração, que tenho agora vago, depois das limpezas que andei a fazer nestes últimos meses.
Durante anos coloquei lembranças e memórias em caixotes de cartão sentimental, que arrumei numa cave escura que assombrava os meus dias. Hoje, esses cartões já não estão dentro de mim, encontram-se em folhas de papel guardadas numa gaveta. Em mim, guardei unicamente a tua voz, para embalar os meus medos. O teu cheiro, que me lembra que vale a pena lutar. O teu sorriso, que me ilumina as noites escuras e o teu calor, que aquece este coração arrefecido, mas não totalmente gelado.
A letra desta musica está tão, mas tão certa, quando diz "não há mais ninguém que me faça sentir tão vivo", pois por mais que se pense o contrário, é a dor, que nos mostra o quanto estamos vivos e ainda sentimos. Mas é um facto que a dor quando vivida e não tratada, nos adormece os sentimentos e nos mata por dentro, impedido qualquer outro sentimento que não a dor. Percebo isso e sou novo demais para não sentir... Já sinto pouco. Não quero perder a oportunidade de voltar a sentir-me vivo, amando.
Quero que saibas que nunca ninguém te irá substituir, pois és insubstituível.
Não quero que a mulher que eu um dia ame, se sinta como segunda escolha, pois o amor não se escolhe. Não quero que sejas vista por ela, como uma concorrente que partilha o meu amor. Quero que ela te veja, como alguém que me amou, como ela ama. Que me ame, sem medos.
O meu único receio em partilhar-te, é ver o amor de alguém por mim a ser condicionado pela tua memória, pela tua presença e é por isso que tenho finalmente de te deixar partir libertando-me, libertando-te.
Adeus Erica

