Desculpa!


Desculpa é uma palavra difícil de dizer, mas devemos dizê-la mais vezes.

Os maiores problema em dizer esta palavra são:

-Orgulho
-Má interpretação
-Uso da palavra como arma

Orgulho:
Para mim é fácil dizer que devemos pedir mais desculpa, mas sempre fui estupidamente orgulhoso que chegava ao ponto de ter convulsões nervosas sempre que pensava em dizê-la. Hoje lentamente vai-se tornando mais fácil.

Má interpretação:
Após uma discussão, assim que um pede desculpa, o outro interpreta esse pedido como uma admissão de erro, como estando a dizer que o outro está certo.
Se após uma discussão, eu pedir desculpa, não estou a dizer "tens razão, eu estou errado, desculpa", estou a sim a dizer, "fica na tua, que eu fico na minha, mas desculpa lá estarmos a perder tempo com estas merdas".

Uso da palavra como arma:
Ao usar a palavra desculpa, mesmo que não repare o dano, algo muda na pessoa que a ouve. Talvez um pouco por má interpretação do seu significado, mas lá no fundo, dão valor (talvez demasiado) à palavra e ficam em parte,desarmados, ficam mais calmos, mais suscéptiveis a compreender ou pelo menos a aceitar.

Desculpar não é esquecer.
Desculpar é dar um passo em frente.

Se são traídos e vos pedem desculpa, ao não desculpar, estão a guardar rancor, estão a envenenar os vossos sentimentos. Neste caso, é preferível desculpar, o que não esquecer. Desculpar é a melhor maneira de o/a mandar pregar para outra freguesia, indo ela/ele mais atingida/o que nós. Desculpar não é perder a razão, não aceitar alguém de volta. Desculpar é na verdade ser condescendente para com terceiros. Desculpar pode ser sincero ou como caridade.

Eu desculpo e peco desculpa por caridade, quando raramente o faço. Sei que deveria pedir desculpa mais vezes, não por o que faço, mas por ser orgulhoso ao ponto de manter feridas das discussões com as pessoas que mais amo.

A minha saída de Portugal foi controversa dentro da minha família, ao ponto de me ter afastado de grande parte dela. Por vezes dá-me vontade de pedir desculpa, mas não o faço pois sei que vão interpretar, que eles estavam certos e eu errado. Não. Foi a minha família que falhou comigo, eu nunca falhei com eles. Hoje digo que estava e estou certo e dei o rumo que queria à minha vida, mas um dia irei querer pedir desculpa, não pelas minhas decisões, mas pela guerra que elas causaram. Quando esse dia chegar, só espero ter tempo para o fazer.

Pedir desculpa, deve ser feito, como que um libertação, o primeiro passo para dar outros passos com um sorriso nos lábios.

Estao a destruir o meu país!


Um gajo vive fora de Portugal e recebe notícias trágicas. Até as lágrimas me vieram aos olhos.
Fecharam a Ginginha do Rossio? Não pode, mas que seres maquiavélicos se lembrariam de fechar um dos mais importantes locais de Lisboa? A ASAE claro!

Uma tasca que deveria ser património mundial.
A ginginha do Rossio era um local de passagem obrigatória, a quem visita Lisboa.
A ginginha do Rossio aumentava os lucros do Coliseu de Lisboa.

Amigo: Os pica-na-mula vêem a Portugal, queres ir ver?
Crest: Quem são os pica na mula?
Amigo: É um grupo de musica pimba, Albanês.
Crest: Achas que vou?
Amigo: É no Coliseu!
Crest: Ginjinhas!!!!!

Não importa quem actuava no Coliseu, eu ia. Era a melhor desculpa para apanhar uma moca na tasquinha. Um gajo ia à baixa pombalina e dizia: "já que estou aqui...". Ao entrar víamos uma típica taberna, onde 6 pessoas enchiam o balcão, do outro lado uma pergunta "com ou sem?". "Sem" era sem ginja no copo, "Com" era com ginja no copo sem pagar mais por isso.

Que se lixe a economia nacional, o encerramento da Ginginha do Rossio é motivo para eu fazer luto por Portugal!

O que se segue? Só falta fechar o Pratas em Coimbra! Se é que não o fecharam já. Se a ASAE for lá, fecham aquilo por o pó não ser limpo desde que o Egas Moniz lá ia. Mas a verdade é que todos os estudantes de Coimbra conhecem o pratas, tenham 60 ou 30 anos, todos o conhecem e ninguém que lá vá espera beber num copo lavado. Quem lá vai espera ver o mesmo pó que os seus pais viram.

Bolas, porque raio a ASAE não fecha o Parlamento? Esse sim está cheio de merda!

Um ano!


Pronto, este blogue fez um ano. E agora?

Agora nada, nem sequer tenho alguma coisa minimamente interessante a dizer sobre o assunto.

Tenho uma excelente memória para caras, nunca esqueço uma cara, ao ponto de a conseguir identificar com o local onde a conheci. Mas nomes? Esqueço-me de nomes e esqueço-me de datas. Lembrei-me unicamente deste aniversário, pois foi o dia que escolhi para dar início ao meu novo blogue, que será diferente dos blogues normais.

O blogue terá textos mais longos com actualizações semanais e cada novo texto é suposto ser a continuação do anterior, ou pelo menos é essa a minha intenção. Claro que dificilmente alguém terá o tempo ou paciência de ler tudo o que irei escrever lá, por isso tentarei que os episódios façam algum sentido, mesmo para quem não leu os primeiros textos ou perdeu algum.

O novo blogue, pode ser encontrado, aqui!
Quanto a este blogue, continuará aqui, pois é o local onde liberto a minha insanidade mental... sim, admitir a minha insanidade pode ser um passo para a cura, mas espero que não!