Podem ficar descansados que não vou falar de Miguel Torga, mas sim dos animais.
Os animais teem de facto direitos e nós temos o dever de os proteger e de lhes garantir esses mesmos direitos. Dito isto e apesar da criticas recebidas por atacar defensores dos direitos dos animais, quero salientar que gosto deles e que os tenho em casa (digo os animais e não os defensores...).
Os meus animais comem melhor que muitas famílias, não sabem o que é estarem presos, não fazem ideia de como o ser humano pode ser violento para com eles. Sabem sim, que na sua casa são Reis, mesmo quando me chateio com eles, por me partirem a casa toda, nunca fico chateado por muito tempo, pois cedo sempre àqueles olhos de arrependimento que me fazem.
Quem protege os animais?
Serão essas sociedades da defesa dos animais, que os fecham em minúsculas jaulas?
Será a ALF ou a PETA? Que os salva das ruas e de maus donos e os abate?
Que usaram fortunas em arcas gigantescas para colocar os corpos, pois é mais economicamente viável do que a incineração dos corpos?
Será que devemos dar todos em vegetarianos ou mesmo Vegan? Tornando a existência de animais de abate obsoleta, causando a sua extinção?
Qualquer sociedade ou grupo de defesa dos direitos dos animais, acaba por torturar ou matar esses mesmo animais, colocando-os a viver sob prisão quando não os matam.
Se todos dermos em vegetarianos a existência de vacas, bois, etc, deixa de fazer sentido, pois ninguém os vai querer como despesa, só porque sim. Se dermos em Vegan, até as galinhas deixam de ter a utilidade de por ovos ou as vacas de dar leite. Esses animais acabam por ficar perto da extinção, exemplares do Zoo de cada cidade.
Até as touradas, algo que sou 100% contra, teem razão de existir. Quem é que criava touros se elas não existissem? Os únicos países que criam touros, são os que teem touradas.
Em Portugal criticamos os Espanhóis por matarem o touro na arena, mas em Portugal eles são abatidos quase sempre após a tourada. Não existe um lar para touros reformados. Agora quem é que me diz que o abate escondido de Portugal é mais humano que o público espanhol?
As touradas e largadas de touros podem continuar, mas a tortura desses animais é animalesca. Houve um grupo de defesa dos direitos dos animais em Portugal que concorda que o final das touradas, significa a extinção do touro. Louvo os esforços deles, pois apresentaram uma solução, é uma solução inviável mas é uma solução. Desenvolveram uma bandarilha que em vez de espetar o touro, simplesmente adere ao seu dorso, sendo possível aos toureiros continuarem a tourear e contabilizar os seu pontos. No entanto é inviável, pois é a dor sentida pelo touro que o enfurece, a fúria do touro é necessária para a tourada.
Gostei sim, de ter conhecimento de uma alternativa apresentada por um toureiro Mexicano. Um bandarilha que adere ao dorso do touro, sem o picar, mas que solta uma pequena carga eléctrica. Isto fará com que o touro se enfureça sem o ferir, permitindo que o touro seja usado em mais do que uma corrida.
Sou contra as touradas, para mim fazem tanto sentido, como as lutas romanas de cristãos contra leões. Mas temos de optar entre manter tudo isto de uma forma humana ou permitir a extinção do animal de maneira a salvá-lo realmente. Não existe meio termo.
Não faz sentido lutar contra a proibição de algo, quando os argumentos usados não teem peso suficiente. Faz sentido sim, dar um passo de cada vez, mudar aqui, mudar ali e em pouco tempo pode ser que seja possível a proibição. Antes temos de dar passos na humanização e educação popular, antes de os fazer ver o mundo com outros olhos.
É economicamente inviável, manter animais sem utilidade para o ecossistema ou para o ser humano. Animais como o leão, tigre são necessários para manter o equilíbrio dos seus ecossistemas, para que não aconteça como na Austrália, onde coelhos e cangurus são pragas que teem de ser controladas, devido à falta de predadores.
A luta correcta, para defender os animais, não é em gastar fortunas em abates ou asilos, mas sim em educar o povo.
Saímos de Portugal em direcção aos países do norte da Europa e não vemos animais abandonados na rua. Existem leis severas. Nem todos se podem dar ao luxo de ter um animal. Um animal não sai de uma loja sem ser registado, ninguém o pode comprar ou adoptar sem ter condições para o ter. Ter um animal é um luxo mas acima de tudo uma responsabilidade que é imposta pelo Estado. Os povos do norte da Europa não andam cá há mais tempo que os do Sul da Europa, simplesmente foram educados nesse sentido. A educação demora tempo e já devia ter começado há décadas
Só a título de exemplo, no mês passado na primeira página do diário de Hamburgo vinha a foto de um cão, com um titulo em letras garrafais "conhece este animal?". Um dono atou uns pesos ao pescoço do animal e lançou-o ao rio Elba, na esperança que o animal morresse afogado e fosse ao fundo. O cão foi salvo por um rapaz de 26 anos, que se atirou à agua gelada (o calor aqui só começa em Maio). Este crime, é crime de primeira página. Em 24h o dono foi identificado e detido.
Apesar do dono se encontrar numa situação precária, sem emprego e de ter feito aquilo ao animal num acto de desespero, continua sujeito a uma pena de prisão de 3 ANOS! Mesmo, tendo a sua situação desesperada em consideração bem como o facto do cão ter sido salvo, caso contrário poderia apanhar 10 anos. Ora bem, um gajo em Portugal mata outro e não apanha 10 anos...
Este cão foi adoptado em 72h.
Esta consciencialização da população, torna obsoleta qualquer associação dos direitos dos animais, visto que a própria lei os protege.
Eu não digo que isto aconteceu de um dia para o outro, foi um processo que levou o seu tempo, só não vejo é passos a serem tomados nesse sentido, nos países do sul da Europa.
Sim, acho que as associações existentes de defesa dos animais, são ridículas. Aceitam donativos e não faço ideia do que é feito desse dinheiro.
Parem de gritar slogans idiotas e pressionem quem tem de ser pressionado, ou seja o estado. Uma coisa é um parvo gritar "salvem os bobbys e os tarecos", sem dizer como. Outra coisa é o Estado avisar "abandonas o teu animal e fodes-te à séria". Pessoalmente, só respeito a segunda opção.
No entanto eu não culpo o estado, pois a culpa é da sociedade que fecha os olhos à situacao, permitindo que o governo faca o mesmo. Italianos, Gregos, Espanhois, Franceses, povos guerreiros que lutaram durante séculos, tornaram-se hoje em povos fracos, preguicosos, que dormem a sesta à sombra das conquistas dos seus antepassados, sem vontade nem forca para dar um murro na mesa e gritar BASTA!
Temos a frustrante mentalidade, de que estamos só de passagem e quem vier atrás que feche a porta!
Os animais teem de facto direitos e nós temos o dever de os proteger e de lhes garantir esses mesmos direitos. Dito isto e apesar da criticas recebidas por atacar defensores dos direitos dos animais, quero salientar que gosto deles e que os tenho em casa (digo os animais e não os defensores...).
Os meus animais comem melhor que muitas famílias, não sabem o que é estarem presos, não fazem ideia de como o ser humano pode ser violento para com eles. Sabem sim, que na sua casa são Reis, mesmo quando me chateio com eles, por me partirem a casa toda, nunca fico chateado por muito tempo, pois cedo sempre àqueles olhos de arrependimento que me fazem.
Quem protege os animais?
Serão essas sociedades da defesa dos animais, que os fecham em minúsculas jaulas?
Será a ALF ou a PETA? Que os salva das ruas e de maus donos e os abate?
Que usaram fortunas em arcas gigantescas para colocar os corpos, pois é mais economicamente viável do que a incineração dos corpos?
Será que devemos dar todos em vegetarianos ou mesmo Vegan? Tornando a existência de animais de abate obsoleta, causando a sua extinção?
Qualquer sociedade ou grupo de defesa dos direitos dos animais, acaba por torturar ou matar esses mesmo animais, colocando-os a viver sob prisão quando não os matam.
Se todos dermos em vegetarianos a existência de vacas, bois, etc, deixa de fazer sentido, pois ninguém os vai querer como despesa, só porque sim. Se dermos em Vegan, até as galinhas deixam de ter a utilidade de por ovos ou as vacas de dar leite. Esses animais acabam por ficar perto da extinção, exemplares do Zoo de cada cidade.
Até as touradas, algo que sou 100% contra, teem razão de existir. Quem é que criava touros se elas não existissem? Os únicos países que criam touros, são os que teem touradas.
Em Portugal criticamos os Espanhóis por matarem o touro na arena, mas em Portugal eles são abatidos quase sempre após a tourada. Não existe um lar para touros reformados. Agora quem é que me diz que o abate escondido de Portugal é mais humano que o público espanhol?
As touradas e largadas de touros podem continuar, mas a tortura desses animais é animalesca. Houve um grupo de defesa dos direitos dos animais em Portugal que concorda que o final das touradas, significa a extinção do touro. Louvo os esforços deles, pois apresentaram uma solução, é uma solução inviável mas é uma solução. Desenvolveram uma bandarilha que em vez de espetar o touro, simplesmente adere ao seu dorso, sendo possível aos toureiros continuarem a tourear e contabilizar os seu pontos. No entanto é inviável, pois é a dor sentida pelo touro que o enfurece, a fúria do touro é necessária para a tourada.
Gostei sim, de ter conhecimento de uma alternativa apresentada por um toureiro Mexicano. Um bandarilha que adere ao dorso do touro, sem o picar, mas que solta uma pequena carga eléctrica. Isto fará com que o touro se enfureça sem o ferir, permitindo que o touro seja usado em mais do que uma corrida.
Sou contra as touradas, para mim fazem tanto sentido, como as lutas romanas de cristãos contra leões. Mas temos de optar entre manter tudo isto de uma forma humana ou permitir a extinção do animal de maneira a salvá-lo realmente. Não existe meio termo.
Não faz sentido lutar contra a proibição de algo, quando os argumentos usados não teem peso suficiente. Faz sentido sim, dar um passo de cada vez, mudar aqui, mudar ali e em pouco tempo pode ser que seja possível a proibição. Antes temos de dar passos na humanização e educação popular, antes de os fazer ver o mundo com outros olhos.
É economicamente inviável, manter animais sem utilidade para o ecossistema ou para o ser humano. Animais como o leão, tigre são necessários para manter o equilíbrio dos seus ecossistemas, para que não aconteça como na Austrália, onde coelhos e cangurus são pragas que teem de ser controladas, devido à falta de predadores.
A luta correcta, para defender os animais, não é em gastar fortunas em abates ou asilos, mas sim em educar o povo.
Saímos de Portugal em direcção aos países do norte da Europa e não vemos animais abandonados na rua. Existem leis severas. Nem todos se podem dar ao luxo de ter um animal. Um animal não sai de uma loja sem ser registado, ninguém o pode comprar ou adoptar sem ter condições para o ter. Ter um animal é um luxo mas acima de tudo uma responsabilidade que é imposta pelo Estado. Os povos do norte da Europa não andam cá há mais tempo que os do Sul da Europa, simplesmente foram educados nesse sentido. A educação demora tempo e já devia ter começado há décadas
Só a título de exemplo, no mês passado na primeira página do diário de Hamburgo vinha a foto de um cão, com um titulo em letras garrafais "conhece este animal?". Um dono atou uns pesos ao pescoço do animal e lançou-o ao rio Elba, na esperança que o animal morresse afogado e fosse ao fundo. O cão foi salvo por um rapaz de 26 anos, que se atirou à agua gelada (o calor aqui só começa em Maio). Este crime, é crime de primeira página. Em 24h o dono foi identificado e detido.
Apesar do dono se encontrar numa situação precária, sem emprego e de ter feito aquilo ao animal num acto de desespero, continua sujeito a uma pena de prisão de 3 ANOS! Mesmo, tendo a sua situação desesperada em consideração bem como o facto do cão ter sido salvo, caso contrário poderia apanhar 10 anos. Ora bem, um gajo em Portugal mata outro e não apanha 10 anos...
Este cão foi adoptado em 72h.
Esta consciencialização da população, torna obsoleta qualquer associação dos direitos dos animais, visto que a própria lei os protege.
Eu não digo que isto aconteceu de um dia para o outro, foi um processo que levou o seu tempo, só não vejo é passos a serem tomados nesse sentido, nos países do sul da Europa.
Sim, acho que as associações existentes de defesa dos animais, são ridículas. Aceitam donativos e não faço ideia do que é feito desse dinheiro.
Parem de gritar slogans idiotas e pressionem quem tem de ser pressionado, ou seja o estado. Uma coisa é um parvo gritar "salvem os bobbys e os tarecos", sem dizer como. Outra coisa é o Estado avisar "abandonas o teu animal e fodes-te à séria". Pessoalmente, só respeito a segunda opção.
No entanto eu não culpo o estado, pois a culpa é da sociedade que fecha os olhos à situacao, permitindo que o governo faca o mesmo. Italianos, Gregos, Espanhois, Franceses, povos guerreiros que lutaram durante séculos, tornaram-se hoje em povos fracos, preguicosos, que dormem a sesta à sombra das conquistas dos seus antepassados, sem vontade nem forca para dar um murro na mesa e gritar BASTA!
Temos a frustrante mentalidade, de que estamos só de passagem e quem vier atrás que feche a porta!



