Gostaria de divulgar e comentar um excerto de um pedido que acho importante, mas com o qual não posso concordar a 100%.
"Olá amigos,
Este E-mail sensibilizou-me, pois perdi alguém que me era muito importante para a leucemia, alguém que apesar de não poder estar com ela, sinto-a sempre comigo.
Acho que sim, que se devem ajudar as pessoas nesta situação, mesmo sabendo que os hospitais não entregam ao doente todo o sangue doado e em em muitos casos recebem o sangue doado e o vendem ao doente. Eu lembro-me da conta apresentada pelo hospital, no meu caso. No entanto é uma vida a salvar e pode ser salva.
Mas... há sempre um mas. A lista das pessoas que não podem dar sangue excluem a maioria dos potenciais dadores. "Pessoas com múltiplos parceiros sexuais", não podem dar sangue? Estamos a falar de um grupo sanguíneo raro e se vamos escolher os dadores, excluindo os daquela lista, as possibilidades de sobrevivência do doente são ínfimas. Múltiplos parceiros sexuais? A que se refere isto? A múltiplos ao mesmo tempo ou múltiplos no nosso passado? Mais do 1 já é múltiplo? Ridículo. O hospital deve testar o sangue antes da transfusão!
Eu dava tudo, para que me tivesse aparecido alguém com uma gripe, mas com sangue compatível. Apesar da gripe poder matar devido às defesas do doente serem mínimas, a morte não seria tão certa.
Eu dava o que tenho e não tenho, para que tivesse aparecido alguém acabado de chegar a Portugal, vindo de África ou América do sul, como sangue compatível. O risco seria menor, a morte foi certa.
Eu dava a minha vida, para que me tivesse aparecido uma prostituta que pudesse ter salvo a pessoa que perdi.
Não apareceu e eu nem sequer seleccionei os dadores desta maneira, só esperei, procurei, implorei a alguém, fosse quem fosse, para dar um pouco de si, não por mim, mas por alguém mais importante que eu.
Achei importante divulgar o problema deste rapaz, mas deixo o aviso de que a dor de perder alguém se pode tornar insuportável e destruir-nos. Fazendo-nos pensar que falhámos, mesmo tendo tentado tudo. Pois na verdade falhámos mesmo.
Eu não escolhi assim. Eu era capaz de sugar o sangue de alguém na rua, se soubesse que era compatível. Passei a odiar qualquer pessoa que passasse feliz da vida, por mim na rua. Apetecia-me estrangular todas as pessoas com o mesmo tipo de sangue, arrogantes ao ponto de recusar doar, algo que não lhes faz falta, só porque ou não gostam de agulhas, ou perder 30 minutos é chato!
Podem ser cautelosos, mas na minha opinião vale a pena arriscar, quando a morte se encontra no horizonte Arriscar TUDO!
"Olá amigos,
Um dos meus melhores amigos foi surpreendido pela Leucemia.
(...)É um amigo do seu amigo.
(...)É um amigo do seu amigo.
Sempre saudável, nao fumador, foi-lhe diagnosticado a dia 2 de Abril uma Leucémia aguda (leucemia linfoblástica aguda). Em Dezembro tinha 15,3 de hemoglobina. Quando foi internado o valor era de 8,0.
Está internado no Hospital dos capuchos, no s. Hematologia para fazer quimioterapia.
Tem mantido sempre uma atitude positiva e tem sido ele que nos tem dado apoio.
Ele tem necessitado de transfusoes sanguíneas e em grande quantidade. E cada vez que faz um ciclo, necessita de novo.
Ele tem um tipo de sangue que nao é mto frequente em Portugl: B RH +.
Ninguem na família tem este tipo de sangue.
Ele pode receber sangue B RH+, O RH+, O Rh-.
Se alguem que ler esta mensagem conhecer alguém, cujo grupo de sangue é compativel e quiser ajudar é simples:
-dirige-se ao H.Sao josé, ao Serviço de Imunohemoterapia, das 8.30m ás 19h durante a semana e ao fim de semana das 9h ás 13h.
-Nao precisa de ir em jejum. Até é preferível comer qualquer coisa.
-Tem de dizer que o sangue é para o Michael ferreira, do s. Hematologia dos capuchos, e assim o sangue ficará reservado para ele.
Nao podem dar sangue:
- Pessoas que tenham feito tatuagens á menos de 6 meses
- Pessoas que naquele dia estejam constipadas ou com alguma infecao viral ou herpes.
-Pessoas que estejam a amamentar
- Pessoas que tenham sido operadas á menos de 6 meses
-Pessoas que já receberam sangue
-Pessoas que voltaram de Angola, Cabo verde, Moçambique, Guiné, á menos de 6 meses
-Pessoas que voltaram do Brasil á menos de 6 meses
-Pessoas com múltiplos parceiros sexuais
-Pessoas que tem anemia
Beijinhos"
Este E-mail sensibilizou-me, pois perdi alguém que me era muito importante para a leucemia, alguém que apesar de não poder estar com ela, sinto-a sempre comigo.
Acho que sim, que se devem ajudar as pessoas nesta situação, mesmo sabendo que os hospitais não entregam ao doente todo o sangue doado e em em muitos casos recebem o sangue doado e o vendem ao doente. Eu lembro-me da conta apresentada pelo hospital, no meu caso. No entanto é uma vida a salvar e pode ser salva.
Mas... há sempre um mas. A lista das pessoas que não podem dar sangue excluem a maioria dos potenciais dadores. "Pessoas com múltiplos parceiros sexuais", não podem dar sangue? Estamos a falar de um grupo sanguíneo raro e se vamos escolher os dadores, excluindo os daquela lista, as possibilidades de sobrevivência do doente são ínfimas. Múltiplos parceiros sexuais? A que se refere isto? A múltiplos ao mesmo tempo ou múltiplos no nosso passado? Mais do 1 já é múltiplo? Ridículo. O hospital deve testar o sangue antes da transfusão!
Eu dava tudo, para que me tivesse aparecido alguém com uma gripe, mas com sangue compatível. Apesar da gripe poder matar devido às defesas do doente serem mínimas, a morte não seria tão certa.
Eu dava o que tenho e não tenho, para que tivesse aparecido alguém acabado de chegar a Portugal, vindo de África ou América do sul, como sangue compatível. O risco seria menor, a morte foi certa.
Eu dava a minha vida, para que me tivesse aparecido uma prostituta que pudesse ter salvo a pessoa que perdi.
Não apareceu e eu nem sequer seleccionei os dadores desta maneira, só esperei, procurei, implorei a alguém, fosse quem fosse, para dar um pouco de si, não por mim, mas por alguém mais importante que eu.
Achei importante divulgar o problema deste rapaz, mas deixo o aviso de que a dor de perder alguém se pode tornar insuportável e destruir-nos. Fazendo-nos pensar que falhámos, mesmo tendo tentado tudo. Pois na verdade falhámos mesmo.
Eu não escolhi assim. Eu era capaz de sugar o sangue de alguém na rua, se soubesse que era compatível. Passei a odiar qualquer pessoa que passasse feliz da vida, por mim na rua. Apetecia-me estrangular todas as pessoas com o mesmo tipo de sangue, arrogantes ao ponto de recusar doar, algo que não lhes faz falta, só porque ou não gostam de agulhas, ou perder 30 minutos é chato!
Podem ser cautelosos, mas na minha opinião vale a pena arriscar, quando a morte se encontra no horizonte Arriscar TUDO!


