Divorcio Justo!


Finalmente uma lei decente. Uma lei que vem fazer justiça ao sexo mais explorado neste momento. Justiça para o homem.

A conquista de direitos da mulher, não é acompanhada por deveres, como seria de esperar, pois ninguém quer deveres, a malta quer é direitos.

Falei aqui num projecto lei, que considerei lúcido e justo, no texto "7 anos!". Venho agora informar que este projecto de lei, foi chumbado pelo governo Alemão, com o argumento que "iria tirar toda a magia ao casamento". Acham? Eu acho que toda a magia do casamento, acaba, ao ser necessário assinar um documento, quer seja aos olhos da igreja ou do estado.

Apesar de ter sido chumbada, foi criada uma nova lei. Uma lei que deveria ser copiada por todo o mundo. Uma lei, que é na minha opinião, a lei do século!

Antes de vos explicar em que consiste esta lei, vou descrever o que se passava antes. Para isso vou usar o caso de 3 divórcio de pessoas que conheço pessoalmente:

-Homem 1, empregado de escritório que recebe 1.500 Euros por mes. Divorciado com 2 filhos.

-Homem 2, Jornalista que recebe 2.500 Euros por mes. Divorciado com 1 filho.

-Homem 3, Médico que recebe 5.000 Euros por mes. Divorciado com 2 filhos.

Após o divórcio, estes homens tiveram de dar metade de tudo às esposas. As esposas por ficarem com os filhos, ficaram também com as casas, deixando-os na rua. O homem, após o divorcio, tem a obrigação de pagar pensão alimentar aos filhos e à mulher.

O homem 1, paga 163 Euros a cada um dos filhos e 265 Euros à ex-mulher, sobrando 909 Euros. Este homem não fica com dinheiro para alugar uma casa, tendo de morar num estúdio, do qual paga 650 Euros por mes. Os 259 Euros que lhe sobram, não chegam para pagar a prestação de um carro, tendo de andar de transportes públicos, os quais custam 82 Euros por mes. No final, este homem fica com 177 Euros, para comer. Este homem, deve sustentar os filhos, mas não deveria passar dificuldades para sustentar a ex-mulher. Este homem não vive, sobrevive constantemente sem dinheiro, apesar de ganhar um ordenado médio. É um homem deprimido, que nem sai com os amigos. A sua depressão, em nada tem a ver com o divórcio, mas sim com o facto de não poder iniciar um vida nova e não ter formação para procurar um emprego com melhor ordenado.

O homem 2, paga 198 Euros ao seu filho e 487 à sua ex-mulher. Ele fica com 1.815 Euros, que lhe permitem levar uma vida normal, sem ter de abdicar de muito. Só não percebe o motivo, de a sua ex-mulher lhe levar mais dinheiro do que a ex do homem 1.

O homem 3, paga 556 Euros a cada um dos filhos e 1200 Euros à sua esposa. Ele ainda pode viver bem com 2688 Euros, mas isso está fora de questão, escusado será dizer que ex-mulher ao receber 2320 Euros do ex-marido, não trabalha, nem precisará de o fazer para o resto da sua vida e mesmo que trabalhe, será tudo lucro!

Não se percebe o motivo de umas mulheres "valerem" mais do que outras. Não percebo porque motivo o homem tem de dar pensão alimentar à mulher, aos filhos sim, é a sua obrigação, mas à mulher? Será que as mulheres após o divórcio ficam com alguma deficiência fisica que as impede de trabalhar?

Estas pensões são pagas, durante toda vida e são ajustadas no caso de o homem ficar desempregado ou quando entrar na reforma, são também ajustadas, cada vez que o homem é aumentado, ou caso ganhe algum prémio financeiro. Se o homem, for a um casino e ganhar uma pipa de massa, a ex-mulher vai-lhe buscar uma percentagem. Enquanto a mulher não casar, tem o direito de ser sustentada pelo ex. Isto leva as mulheres a juntarem-se com outros homens e nunca mais casar.

O governo Alemão, acabou com esta exploração. Em média um homem Alemão ganha mais de 2500 Euros, o que faz com que a mulheres juntem a pensão do ex, ao apoio social dado pelo estado aos filhos e levem vidas de rainha sem nunca trabalharem. O governo Alemão, quer que essas mulheres trabalhem, pois teem formação para o fazer e ao trabalharem irá baixar a necessidade de contratação de trabalho qualificado estrangeiro. A Alemanha tem a mais baixa taxa de mulheres no mercado de trabalho, de toda a Europa.

A partir de Março de 2008 as pensões alimentares ao filhos foram aumentadas em 15% e as pensões à mulheres reduzidas em 100%. Neste momento a mulher não tem direito a 1 único cêntimo após o divórcio.

Podem dizer, "ah e tal, não é justo, porque é difícil arranjar trabalho". Não, o que é difícil é arranjar emprego, pois trabalho há muito.
Assim que se divorciam, as mulheres entram num programa de ajuda social, que lhes paga a casa e todas as despesas de água, gás e luz, recebendo também uma quantia por cada filho mais uma quantia para ela sobreviver. Ao estarem neste programa, são orientadas de maneira a entrar no mercado de trabalho. Claro que isto significaria um tiro no pé, por parte do governo, pois é uma despesa gigantesca. Não é, pois 75% deste dinheiro é retirado ao ex-marido, excepto nos casos em que a mulher tenha um novo companheiro. Neste caso será esse novo companheiro a ter essa despesa. Mas, no caso de serem os ex-maridos, eles vão estar a pagar esta quantia, até o estado colocar as mulheres no mercado de trabalho, o que demora no máximo 1 ano.

Esta lei, serve para reforçar a força de trabalho alemã e a tirar muitos homens do limiar da pobreza.

Com isto, o homem 1, tem finalmente uma vida normal, tendo-se mudado para uma casa maior e até comprou algo que já não tinha à 5 anos, um carro. Uma pequena alegria que mudou a 100% este homem. Hoje é possível ve-lo com os amigos a apreciar uma cerveja e a passar tempo com a sua nova namorada, luxos dos quais há muito ele não se podia proporcionar.

Esta lei revoltou muitas mulheres, que há anos passavam os dias a fazer jogging ou com a cona no sofá, usando o dinheiro dos ex-maridos para pagar a AuPairs para lhes cuidarem dos filhos e vivendo dos rendimentos dos actuais companheiros.

Uma lei justa, que gostaria de ver generalizada por toda a Europa.

PS: Como me chamaram a atenção em textos anteriores "teem", nao é erro é sim a única alteração com a qual concordo, no novo acordo ortográfico.

A idade dos porquês X!


Por que é que as minhas camisas brancas nunca são brancas por muito tempo?

Não importa se custam 10 Euros ou 100 Euros, já tentei tudo e o branco não é branco e eu fico fodido com aquela merda do "branco mais branco não há". Não há o caralho! Qualquer branco é mais branco do que as minhas camisas após 3 ou 4 lavagens! Não há Mastercard que aguente!

12 palavras!


Não devemos viver no passado, não nos devemos alimentar dele, mas não o devemos esquecer.

"Tens de esquecer o passado e seguir em frente", dizem-me quando estou mais abatido por memórias dolorosas.
Mas... para que lado se segue em frente? Será o meu "em frente" o mesmo que o teu? Não é certamente.
Não vivo no passado, mas lembro-o. Lembro para não esquecer. São as lembranças, boas ou más que nos alimentam o presente.
Acho muito mais útil lembrar o passado no presente, do que desperdiçar o presente a pensar no futuro. Acho estúpido pensar no que ainda não aconteceu. O que é importante é o agora e o agora não é mais do que o resultado do nosso passado.
Lembrar os sorrisos, as lágrimas, caras e palavras. Lembrar um amor, a dor, as vitórias e as derrotas. Lembrar o que gostaríamos de repetir e o que gostaríamos de nunca ter visto ou sentido.
Ninguém por só lembrar, vive no passado, acho que essas pessoas são as mais seguras de si, pois não perdem tempo a idealizar o amanhã.
Eu acho que já disse aqui, algo como: "Se a vida são dois dias e um já passou, não há nada de errado em recordar o ontem, pois o amanhã não existe".


PS: Este texto não é mais, do que o resultado do desafio que me foi colocado pela Inês do blogue Anjodemonio. Este desafio consiste em escrever um texto, salientando 12 palavras do nosso vocabulário diário. Acho que escolher 12 que use todos os dias seria ridículo, pois iria resumir-se a "foda-se, café, horário, cala-te, fode-te e dança, trânsito, atrasado, telefone e não tenho tempo", por isso optei por salientar 12 que signifiquem mais do que a palavra em si.
Este desafio é passado automáticamente a quem comentar este texto.