Ajudar da cozinha!

Porque é que o homem não ajuda na cozinha?

Eu acho que é porque a mulher não admite travessas destas em casa:



Pessoalmente, passaria a lavar as travessas à mão com muito carinho e a passar imenso tempo na cozinha... mas isto sou eu...

Escuteiros!


Detesto escuteiros! Pronto disse-o e acreditem que saíu um peso enorme da minha consciência... Bem, não era assim um peso tão grande, mas fica bem exagerar.

Lembro-me de aos 12 anos e, num momento de vergonhosa insanidade mental, ter pedido ao meu pai para me inscrever nos escuteiros. Não pelas roupas idiotas, nem para me tornar num idiota, mas porque tinha gajas muito boas, de acordo com o meu padrão de "boa" na altura. Ao tentar inscrever-me, disseram-me, após me pedirem a minha cédula católica, "desculpe, mas tem de ter pelo menos a primeira comunhão para entrar".

O meu pai, num tom de voz irónico, sabendo as minhas precoces opiniões religiosas, perguntou-me, "e agora, queres ir para a catequese?", eu pensei, "Foda-se!!", mas respondi, "não, obrigado!".

Afinal, iria eu entrar para os escuteiros, ou estudar para padre? Será mesmo preciso, vestir um vestido branco e ser benzido por um "Zé Padre", para me tornar num idiota certificado?

Até hoje não conheci um escuteiro que seja normal, todos tem uma pequena deficiência mental, que os levou a entrar naquele gang para-militar.

Agora vamos lá ver se eu entendo o que é ser escuteiro. Eles regem-se por leis que passo a descrever:

Os dez artigos da Lei Escoteira:

1-A Honra, para Escoteiros, é ser digno de confiança.
É só para os escuteiros? Será que por se ser escuteiro se é digno de confiança. Dizem o mesmo do governo e eu não confio neles!

2-O Escoteiro é leal ao Rei, a sua pátria, aos seus escotistas, aos seus pais, aos seus empregadores, e aos seus subordinados.
Leal ao Rei? Mas será que eles ainda não repararam que vivemos numa Républica? Será que precisamos de um grupo de idiotas, leal ao idiota do Duarte Pio?

3-O dever para o Escoteiro e ser útil e ajudar o próximo.
Ou seja, ajudar as velhinhas a atravessar a rua, mesmo quando elas não querem. E ajudar o próximo vendendo-lhe rifas para sabe-se lá o que. Porque é que em vez de me venderem uma rifa por 1€, não me dão 2€ para um café e um pastel de Belém?

4-O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros, não importando, que país classe ou credo, que o outro possa pertencer.
Ai é? Então porque raio se tem de ser católico para entrar? Estas bestas, são irmãos uns dos outros mas só amigo dos restantes. Amigos sim, mas dispenso escuteiros no meu grupo de amizades.

5-O Escoteiro é cortês.
Foda-se... É?

6-O Escoteiro é amigo dos animais.
Duh! Ele é um animal!

7-O Escoteiro obedece às ordens dos seus pais, do seu monitor ou do seu chefe escoteiro.
Como um bom animal de estimação!

8-O Escoteiro sorri e assobia sobre todas dificuldades.
Sorri e assobia? Ora, lembro-me perfeitamente de me ter irritado com um colega de turma que era escuteiro. Ele violou a lei 5, levou uma sova de porrada e ficou em dificuldades. Não me lembro de o ter ouvido a assobiar e juro que a minha mão não esteve em contacto com os dentes dele, durante toda a sova.

9-O Escoteiro é econômico.
Isso é verdade, um gajo dá um par de estalos e o assunto fica arrumado!

10-O Escoteiro é limpo no pensamento,na palavra e na acção.
O que caralho quer isto dizer?

Há algo nos escuteiros, que me faz lembrar a Juventude Hitlariana ou a Mocidade Portuguesa. Com a diferença que tanto a JH como a MP tinham ideias políticos e os escuteiros, teem... teem... o que é que os escuteiros teem? Ah, sim, lembrei-me. Teem um ar gayzola, com aqueles lencinhos ao pescoço e as meias com berloques à Pipi das meias altas.

Para que servem os escuteiros?

Para serem gozados! Por isso não compreendo toda a polémica em torno da publicidade do Média Markt! O escuteiro não é burro antes de entrar para os escuteiros, nem o é após sair, o problema é o entretanto...

A todos os escuteiros eu dedico a seguinte marcha, pois as semelhanças são incríveis com quem marchava cantando isto:

"Cale-se a voz que, turbada,
Já de si mesma se espanta;
Cesse dos ventos a insânia;
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas nascida:
E, por nós, oh Lusitânia,
Corpo de Amor, terra santa
Pátria! serás celebrada;
E por nós serás erguida,
Erguida ao alto da Vida
Nau de Epopeia, a varar,
Ao longe, na praia absorta,
De novo, faze-te ao Mar!
Acesa de ébria alegria,
Soberba de Galhardia,
De novo, faze-te ao Mar,
Que o teu rumo é o verdadeiro!
Se a Morte espreita,
que importa?
«Morrer é partir primeiro»,
Como Camões anuncia !
Querer é a nossa divisa;
Querer, palavra que vem
Das mais profundas raízes:
Deslumbra a sombra indecisa,
Transcende as nuvens de além
Querer, palavra da Graça,
Grito das almas felizes!
Querer! Querer!
E lá vamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa!
Lá vamos, cantando e rindo,
Levados, levados, sim,
Pela voz de som tremendo
Das tubas,- clangor sem fim . . .
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras abrindo!
Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça,
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer!
E lá vamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa!"

Marcha da Mocidade Portuguesa

Serão os escoteiros e os escuteiros assim tão diferentes da extinta Mocidade Portuguesa? A Mocidade Portuguesa defendia o estado, os escoteiro sdefendem o Rei... mas nós nem temos Rei... os escutas... escutam, a Mociadade também escutava!

Porco!


Finalmente vi o "Simpsons -The Movie", está giro. Gostei mais do "SouthPark - The Movie".
Ao ver o filme e a relação do Homer Simpson com o porco, lembrei-me do Baltazar.

O Baltazar, era o nome do meu porco de estimação. A minha avó comprou-o quando eu tinha 6 anos. Eu soltava-o e ele andava pela quinta a brincar com os cães, esperava-me ao portão quando eu vinha da escola. Era mais um, dos meus animais de estimação e o meu porco de guarda, pois fazia mais barulho que os cães quando via o carteiro.

O Baltazar cresceu, ficou gigante e eu já não o podia soltar. Sempre que chegava da escola ele fazia imenso barulho, até eu o ir visitar. Adorei aquele porco. Nunca tive fantasias sexuais com um porco como o Homer Simpson mas ele era meu amigo.

1,5 metros e 380Kg mais tarde, chego a casa depois da escola e vejo muita gente lá na quinta. Entro na adega e vejo o meu Baltazar pendurado num gancho e aberto de alto a baixo. Lembro-me de ter ficado petreficado, não conseguia chorar, não me conseguia mexer.

Tinham morto o meu amigo Baltazar.

Já me tinham dito que um dia, isso iria acontecer. Tudo bem, eu aceitava que a minha avó matasse coelhos, galinhas e perus. Esses animais não ficam tão ligados a nós. O Baltazar era diferente, era tão amigo e tão fiel como um cão e apesar de ser um porco, não fazia tanta porcaria como os cães.

Apartir do momento, que uma criança dá nome a um animal e brinca com ele, cria-se uma ligação de amizade. Na verdade tanto eu como o porco eramos crianças e crescemos juntos.
Nessa noite, por volta de 50 canibais da minha familia, reuniram-se para comer o meu Baltazar. Eu era o único a comer frango.

Disse ao meu pai para nunca me dar o Baltazar a comer, provavelmente comi-o mais tarde... Não sei. O que sei é que anos mais tarde, naquela altura em que a malta não comia carne de vaca por causa das vacas loucas. Em janteres de amigos em que pediamos bitoque, eu era o único a comer carne de vaca. Ainda hoje me custa comer carne de porco. Chamem-me louco, mas prefiro arriscar-me com as vacas loucas, do que a comer os meus amigos!