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Helene Hegemann e o plágio

Podem perguntar: Quem é Helene Hegemann?


 Helene Hegemann é a nova sensação Alemã por aos 17 anos ter editado o seu primeiro romance intitulado Axolotl Roadkill que é neste momento um dos livros mais vendido na Alemanha.
O que sempre achei estranho nesta menina, que foi rotulada como menina prodígio, foi o demonstrar ser um prodígio unicamente no livro. Na sua vida social abraçou a fama com uma fantástica rapidez e impressionante arrogância, onde usando do seu novo título de menina prodígio iniciou uma onda de entrevistas e aparições na TV onde se dedicava a criticar autores conceituados por lhes faltar "estaleca" literária.
Confesso que comprei o livro e confesso que não gostei, mesmo tendo em conta que está dentro do novo estilo literário "Kapput zu Sein", um estilo iniciado na Alemanha pelo livro da autora de "Fucking Berlin" e que se define por um estilo literário de "está tudo fodido e a minha vida é uma merda", algo que apela aos adolescentes e aos adultos interessados em perceber até que ponto esta nova geração está fodida da tola.

O que percebi da escrita dela foi uma certa variação de estilo ao longo do livro, algo complicado de se fazer mas não impossível. No entanto para o fazer tem de se ser um escritor experiente ou um génio. Será Helene Hegemann mesmo um génio? Não! Helene Hegemann é uma plagiadora sem um mínimo de vergonha.

O livro não passa de uma colecção de textos plagiados de diversos blogues, que a autora juntou numa única obra a qual editou em seu nome.

- Helene Hegemann negou as primeira acusações de plágio, referindo-se a elas como: inveja.

- Helene Hegemann após surgirem as primeiras provas, negou as acusações de plágio dizendo que: uma colagem de textos não é plágio.

- Helene Hegemann após admitir que de facto usou textos que encontrou online, continua a dizer que não é plagio alegando que: a originalidade não existe.

Eu discordo pois não se trata de inveja, uma obra que consiste em textos de outras pessoas não é um  plágio mas sim vários plágios e a originalidade existe, só não existe no livro dela.
É mais do que claro que Harry Potter (1997) não passa de uma cópia de Willy the Wizard (1987) e Percy Jackson (2008) uma cópia de ambos numa eterna roda de: Adrian Jacobs processa J.K.Rowling por plágio, ela safa-se mas agora acusa Rick Riordan de plágio. J.K.Rowling inspirou os mais fanáticos fãs que nem conhecem Willy the Wizard, tem a mais poderosa industria literária e cinematográfica a dar-lhe apoio, pois se algum juiz declarasse Harry Potter como sendo plágio estaríamos a falar de milhares de milhões de euros em direitos de autor indevidos. 
Agora é a anedota total, pois a autora que roubou de um autor acusa outro autor de roubar dela. Será que vai ganhar? Claro que não, pois Percy Jackson já tem o primeiro de 3 filmes feito e está a nascer uma legião de fãs tão loucos como os os de Harry Potter. O único roubado foi mesmo Adrian Jacobs que tem Will the Wizard que é Harry Potter e é Percy Jackson mas Willy nunca chegou ao cinema nem seque a best seller e após a polémica deste processo, perdeu até o direito de ter uma página na Wikipédia, ou melhor, Wikimérdia pois só serve para manipular informação e apagar o que não interessa às elites que sustentam o site com donativos em troca de favores...

Já repararam na quantidade de autores que recorrem ao plágio e se safam? Safam-se pois se o plágio vende a industria defende, e hoje o argumento para defender esta jovem não-autora é: Ela faz parte de uma nova geração que bebe inspiração de todo o lado. Então, fico a perceber que roubar algo que vende muito passa a ser legal. As justificações continuam comparando a prosa aos DJ's que usam obras de terceiros e misturam criando uma obra original, no entanto nenhum DJ reclama originalidade. E terminam usando como argumento o lema de Berlim onde se diz: "Berlim existe para misturar tudo com tudo", uma interpretação errada do significado desta frase que serve para salientar a riqueza cultural e social de Berlim e não o furto de direitos de autor. 

Por enquanto está tudo em águas de bacalhau pois o autor plagiado de 29 anos, nascido na Bavaria não quer envolvimento público nem que o seu verdadeiro nome seja divulgado, simplesmente referiu que está a analisar o livro para determinar quanto e de que forma o seu romance underground Storbo, e as entradas do seu blogue formam plagiados. A editora obviamente quer evitar que o caso chegue aos tribunais e prontificou-se a resolver qualquer questão de plágio fora dos tribunais... quem tem cu, tem medo... Neste caso, medo de perderem os direitos de um best seller. Um último argumento é usado para defender o plágio: Graças às vendas de Axolotl Roadkill, Storbo beneficiou de um considerável aumento de vendas.

Para terminar este caso: Até agora o autor plagiado (que escreve sob o pseudónimo: Airen), só se referiu uma vez a este caso publicamente e foi através de um post no seu blogue, estranhamente é a única página no seu blogue que não pode ser lida, a única página em todo o blogue que foi deitada a abaixo dando um erro 404, ou seja, o texto não foi apagado pelo autor, simplesmente foi bloqueado o acesso a essa página por factores externos ao blogue. Podem ver onde deveria estar o texto: aqui.
Além disso, desde o lançamento oficial de Storbo que o autor nunca mais publicou no blogue e coloca-se em causa se ele ainda tem acesso ao mesmo, visto ser a única ferramenta onde ele pode publicitar o seu trabalho mantendo o anonimato.

Pelo menos algumas das principais publicações Alemãs referem-se ao caso não como plágio mas sim como roubo.

Agora vamos a uma nota irónica que ainda não foi mencionada em nenhum das dezenas de textos que li sobre este assunto. O autor plagiado (Airen) é Alemão, nascido na Bavaria e encontra-se a trabalhar no México como representante de uma firma de Berlim. A autora que o plagia é de Berlim, o livro que o plagia chama-se Axolotl Roadkill... Ora roadkill é o termo usado para definir animais mortos na estrada pelo transito e Axolotl é uma espécie de salamandra que existe... adivinhem onde?... No México, exactamente onde se encontra e encontrava o autor plagiado quando esta plagiadora andava a beber inspiração no seu livro e blogue. Irónico, não? Mais irónico seria chamar ao livro: Airen Roadkill!

Miguel Sousa Tavares

Seria de esperar que mais tarde ou mais cedo, depois de ter falado de alguns casos semelhantes de escritores que considero maus, apesar do seu sucesso, que falasse deste senhor que é responsável por algumas das maiores insanidades que já li em crónicas jornalísticas em particular na sua cronica do jornal A Bola.

(Chupa, chupa que se apaga!)

Quero deixar claro que tenho perfeita consciência de que este meu tipo de textos demonstra uma "falta de respeito" pela pessoa alvo e por isso convém esclarecer de que eu não acredito que o respeito seja algo que se impõe ou conquista. Acredito que todos os seres humanos merecem respeito até ao momento que o deixam de merecer, da mesma forma que o cliente tem sempre razão até ao momento que a deixa de ter. Miguel Sousa Tavares deixou de ser merecedor do meu respeito. Esta perda de respeito está relacionada ao homem que ele demonstra ser e que demonstrou ser durante este processo chegando a ameaçar o autor da denuncia não só de "processo" mas também de "paulada". Um homem que passa a vida a masturbar-se publicamente com auto-elogios e a criticar tudo e todos, demonstrou não aceitar criticas mesmo que bem argumentadas. E mesmo sabendo que ele tem um ódio de estimação pela blogosfera e que está atento ao que é escrito sobre ele, não tenho problemas em usar da minha liberdade de expressão e falar sobre o assunto.

Miguel Sousa Tavares recebeu uma indemnização de 100.000 euros enquanto pedia 250.000 euros por uma acusação de plágio feita pela revista Focus e publicada também num blogue do mesmo jornalista, blogue esse que foi encerrado. Miguel Sousa Tavares queria também processar um bloguer que o acusa de plágio e que diz saber quem é mas não o consegue provar, dizendo que "o Google não o conseguiu identificar", o que é ridículo, pois é fácil identificar qualquer pessoa online principalmente quando se suspeita quem é. Com exemplo, posso usar a minha acusação ao BragaOnline  (servidor encerrado e que já tinha um processo por plágio do seu logótipo) pelo plágio de 23 textos entre 2007 e 2008 deste blogue, onde não tendo ideia de quem era o plagiador o identifiquei ao pormenor em 24 horas, tendo conseguido nome completo, morada, numero de telefone e numero de contribuinte ao passo que o meu representante jurídico em Portugal dizia que o ministério público considerava impossível identificar a pessoa. 

(Antigo site de plágios do Sr. João Oliveira residente no 1°Esq, numero 75 de uma certa rua em Braga)


Ao Miguel Sousa Tavares só posso dizer que é possível e é fácil, (exigindo recursos financeiros) mas não é para conas (por conas refiro-me ao Miguel Sousa Tavares que possui recursos e motivo e não ao comum leitor que nestes casos se vê desarmado).

Sabendo eu que o tribunal deu razão a Miguel Sousa Tavares e sabendo que eu próprio poderia ser processado, começo por esclarecer que a acusação que faço neste texto não é de plágio. O que faço é demonstrar que há mais semelhanças do que os "3 parágrafos" que estiveram em causa em tribunal.
O livro Equador não é no seu todo um plágio mas tem partes copiadas, adaptadas e isso é inegável. e é ilegal.  Uso os termos "copiado" e "adaptado" em perfeita consciência de como funciona a lei de direitos de autor em Portugal. A lei portuguesa tem uma visão muito particular de plágio. Eu em 1998 processei uma banda portuguesa por um plágio de uma letra e música que escrevi em 1996, o processo foi complicado pelo simples facto de eu ter escrito a letra no masculino sobre uma mulher ela ter sido alterada para o feminino sobre um homem. Além disso a música era tocada meio tom abaixo em guitarra e possuía uma linha diferente de bateria, o que para a defesa a tornava um novo tema. Ganhei o processo, mas fiquei a saber que se pegarem num poema com direitos de autor e mudarem uns versos e se pegarem numa música e mudarem uns acordes ficamos, em Portugal, com um tema novo considerado original. É esta a lei que protege muitos músicos portugueses como Tony Carreira e até a linha de bateria da música Dunas dos GNR onde por só terem copiado a linha de bateria da música Last Kiss de Wayne Cochran (1961), o tema passa a ser original e as pessoas só repararam quando os Pearl Jam fizeram um cover desta música, onde cheguei a ler sobre a possibilidade dos Pearl Jam terem plagiado os GNR, o que me fez rir perdidamente.



Quanto a Miguel Sousa Tavares ele afirmou após o processo: "Não posso admitir que o livro, que me custou anos de trabalho e de vida, que está traduzido em 14 línguas, que foi Melhor Romance Estrangeiro em Itália, seja deitado abaixo por um jornalista e um tipo anónimo".

Tudo isto é uma questão de perspectiva e foi por perspectiva que o tribunal decidiu, por exemplo: Se eu entrar num banco e furtar todas as esferográficas e um jornalista me acusar de ter assaltado um banco, eu, se o processar por difamação posso vencer o processo, pois não roubei dinheiro e  por isso tecnicamente não foi um assalto a um banco. É como alguém que rouba 30€, roubou mas se rouba 30 milhões de euros já não é roubo é desvio de fundos. Tal como um puto na rua vende 5 gramas de Cocaína e é traficante de droga e um empresário que vende uma tonelada pratica tráfico de influencias. Desta forma Miguel Sousa Tavares não plagiou simplesmente usou partes de outros livros. No entanto internacionalmente o plágio tanto é do todo da obra como de parte dela e o uso de parte da obra só não é plágio sendo usada para fins informativos sem fins lucrativos, como é o caso deste blogue e muitos outros onde partes de obras com direitos de autor são usadas para esse efeito.

Vamos comparar:

"Luís Bernardo Valença, instalado confortavelmente num assento de uma carruagem de 1ª Classe, recosta-se e observa a paisagem alentejana ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Lisboa e foi chamado a Vila Viçosa, ao palácio real, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de Governador de S. Tomé".
--Equador de Miguel Sousa Tavares

"Louis Francis Mountbatten, instalado confortavelmente no assento de um automóvel, recosta-se e observa a paisagem londrina ao mesmo tempo que vai rememorando as circunstâncias desta sua inesperada viagem. Estava em Zurique e foi chamado a Downing Street, residência do Primeiro-Ministro, onde será convidado a assumir uma função absolutamente inesperada: a de último Vice-Rei da Índia".
--Cette nuit la liberté de Dominique Lapierre e Larry Collins:

É impossível negar que foi uma cópia. Aqui não há inspiração é uma cópia de um parágrafo com pequenas adaptações. Mas há mais:
"finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio."(Equador)
"His was a malady that plagued not a few of is surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it...".("Freedom at Midnight" versão inglesa de Cette nuit la liberté)



MST não tem razão ao dizer: "...de ter esta acusação sobre mim, baseada em três parágrafos de um livro que tem 500 páginas"

Na verdade não são 3 parágrafos são 3 páginas: 245, 246 e 247, que foram tidas em conta na acusação e no processo mas isto na reduz as parecenças só a estas páginas.

Miguel Sousa Tavares, «Equador», págs. 245 e 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», págs. 175 e 176. 2ª Edição, 2002

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 247, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 171. 2ª Edição, 2002

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 168. 2ª Edição, 2003

Miguel Sousa Tavares, «Equador», pág. 246, 1ª Edição, 2003 Versus Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», pág. 174. 2ª Edição, 2003

Na bibliografia publicada nas últimas páginas está referida a consulta de La Pierre, Dominique e Collins, Larry – «Cette nuit la liberté», Éditions Robert Laffont, Paris 1975. As parecenças são imensas e variadas quer seja no desenvolvimento da história como na construção e até na própria linguagem com parágrafos inteiros traduzidos e outros com pequenas alterações de nomes, locais, números, etc

Miguel Sousa Tavares afirma: "Eu pus o país a ler!", deverá ser por eu morar fora de Portugal que ele não me pôs a ler, na verdade só li o Equador depois de ler o Freedom at Midnight e quem me fez ler o Equador não foi ele mas sim este processo de plágio. Mas recomendo ao país que ele pôs a ler e  que antes de ele ter aparecido, não lia, que leia Dominique Lapierre e Larry Collins, podem ler em francês «Cette nuit la liberté» ou em Inglês «Freedom at Midnight» e acabo de descobrir que há a versão em português «Esta Noite a Liberdade», e tirem as vossas conclusões sobre se tudo se resume a 3 páginas, pois não é uma decisão judicial que torna ilegal vocês retirarem as vossas próprias conclusões. Acreditem que para quem leu um, ler o outro se torna divertido devido aos momentos de déjà vu que felizmente ainda não são passíveis de processo judicial .

O que diria Sophia de Mello Breyner Andresen deste livro? Para mim é triste pensar que ao comprar a excelente obra desta autora, estamos a encher a conta de Miguel Sousa Tavares. Tão triste como entrar numa livraria portuguesa e quando pedimos um livro de Miguel Esteves Cardoso nos fazem uma busca por Miguel Sousa Tavares, que é como confundir o Rei com o Bobo.

José Luis Peixoto outra vez?

Pensei que não fosse necessário voltar a falar de José Luís Peixoto após o meu texto sobre o seu prémio literário onde após diversos pedidos de esclarecimento via blogue, E-mail e até por carta registada, os organizadores se recusam a esclarecer. No entanto sou obrigado a dedicar-lhe mais um texto pois este senhor não pára de me impressionar.

Apesar de ter cancelado a minha assinatura da revista Visão por estar farto de ler idiotices e mau jornalismo, como forma de tentarem recuperar um cliente perdido enviaram-me a Revista Nr° 879 de 7 a 13 de Janeiro de 2010. Esta revista nunca chegou a minha casa e após diversas queixas  ao longo de 2 meses disseram que me enviaram outra... e outra... e outra revista imaginária, pois simplesmente não chegavam. Mas hoje chegou aquela que enviaram com sabor a "Sorry" e saltei toda a revista para ler o Especial - Sete Microcontos escritos por sete magníficos. A primeira imagem que me veio à cabeça foi a destes escritores portugueses vestidos de cowboys ao estilo dos "The Magnificent Seven" de William Roberts numa estranha analogia entre o mundo literário portugues e o velho Oeste americano.
Começo a ler sem ver nada de magnifico escrito pelos magníficos até que... chego ao microconto do José Luís Peixoto e me deu uma sensação de deja vu.

Num cinema perto de si (num universo paralelo e mais ridículo que o nosso)

Onde é que eu já ouvi isto? A melhor parte do conto onde pode haver confusão em perceber se ele se está a masturbar intelectualmente com a sua conclusão ou a tentar fazer humor: "Foi só em 2010 que um escritor português de 35 anos assinalou essa mudança e a afirmou num texto de uma revista."

(Nem tudo o que se escreve deve ser publicado)

Será José Luís Peixoto um apreciador, como eu, de um dos melhores cómicos Stand Up da actualidade, o maratonista e travesti Eddie Izzard? No seu DVD intitulado Circle lançado em 2002, durante uma analogia entre a última ceia e os rituais pagãos ele diz: "Ninguém vai perceber isso durante 2000 anos até um travesti o afirmar em Nova York".


(É notório que José Luís Peixoto tem sentido de humor... Pelo menos espero que seja essa a intenção desta foto...)

Coincidências? Sim há casos em que as coincidências são possíveis mas tendo em conta o Prémio Literário José Luís Peixoto ser uma farsa desonesta (clicar no primeiro link deste texto), não lhe consigo dar o beneficio da dúvida. Concordo que o trabalho de um artista possa inspirar outro mas existe uma linha a respeitar entre inspiração e adaptação do trabalho de terceiros.
Espero que possa finalmente deixar de falar deste ser, mas julgo que ele ainda me vai dar muito material para este tipo de textos.

Abusos de direitos de autor

Abusos de direitos de autor é algo que é visto de um só lado. Quando se diz que alguém abusou de direitos de autor, pensamos sempre num terrível pirata moderno agarrado a um PC a fazer downloads e uploads de filmes e música ou de alguém a fazer copy/paste de textos de terceiros no seu blogue, ou pensamos até no Tony Carreira. Mas há o outro lado, os novos abusadores de direitos de autor, ou seja, aqueles que mandam E-mails para sites reclamando direitos de autor que não são seus.

Foi com surpresa que recebi um E-mail que colocava dois ficheiros meus, guardados num serviço online de armazenamento de dados, na categoria de abuso por violação de direitos de autor. Como estou de férias, nem perdi muito tempo com o assunto mas foi o suficiente. Simplesmente exigi saber quem apresentou a queixa e ao obter resposta fui investigar.

A reclamação, de estar em posse ou representar o proprietário, de direitos de autor sobre as obras na minha conta, veio do senhor Hervé Lemaire, nome que em poucos segundos me levou ao seu site www.leakid.com, onde o principal serviço que ele vende é detectar pirataria online. É como que um caçador de prémios, ele apresenta queixas de abusos de direitos de autor em tudo quanto é site que encontra, desta forma publicitando o seu nome, E-mail e nome da empresa. Em pouco tempo estes sites são inundados de queixas deste senhor e o site alvo começa a punir os usuários por pensar que este senhor tem um poder imenso e uma carteira de clientes gigantesca. Não tem! O que ele faz é: manda retirar o material aleatoriamente como forma de pressão, e no meio desse material aquele que ele tem como alvo e com o qual tentará ganhar dinheiro. Por um lado contacta a empresa que vende o produto e tenta receber uma gratificação e por outro lado tenta receber parte da multa de 35 dólares que estes sites passam aos usuários que violam os direitos de autor. Só uma em cada 10 queixas deste senhor é que lhe rendem capital, a maioria é só mesmo publicidade e uma forma de manter pressão sobre estes sites de partilha de ficheiros e dar poder ao seu nome.

Contactei este senhor, que duvido que me irá responder com algo que não seja "erro de sistema de detecção de pirataria" e desafiei o site em questão, pois neste caso o Sr. Hervé cometeu um erro enorme por confiar no seu motor de busca automático... Este senhor reclamou ter direitos de autor ou representar quem os tem sem ter reparado que os ficheiros eram:

Sun-Tzu - The art of war
Shakespeare - Romeo and Juliet

O primeiro foi escrito em 6 BC, traduzido para Inglês em 1905. O segundo foi escrito por volta de 1595. Obviamente que são trabalhos que não foram incluídos no Copyright Act de 1976, pois quando ele foi criado já não havia direitos de autor nestas obras. Mesmo que estivessem incluídos não  conseguiriam fugir ao facto de que os direitos de autor possuem a duração da vida do autor mais 75 anos.

Estes são os novos piratas, os que dizem estar do lado da lei e tentam tramar os incautos. Mas... com tanto ficheiro online ilegal, quais serão as probabilidades de fazer uma falsa acusação de violação de direitos de autor a um teimoso português de férias, perdido algures na Roménia, com imenso tempo livre e que até gosta de guerras destas? 
Só porque posso, vou terminar com umas palavras dirigidas ao senhor Hervé Lemaire, para que ele decida se quer também exigir que este blogue retire as palavras de Shakespeare (foi para que chegue até aqui, que linkei o seu site), as quais ele alega ter direitos de autor ou representar o autor. Não sei bem e acho que este pobre homem também não sabe:

"Assim a todos nos faz covardes nossa consciência,
Assim o grito natural do ânimo mais resoluto
Se afoga na pálida sombra do pensar
E as empresas de mor peso e alto fim,
Tal vendo mudam o seu rumor errando
E nada conseguindo! Sossega agora..."
                                --Hamlet - William Shakespeare

Adenda: Ao publicar o texto reparei que recebi resposta do Sr. Hervé... tal como previ uns parágrafos acima: 

Uso justo e direitos de autor

Recebi um mail engraçado em forma de aviso de mais um ataque por difamação que se aproxima e o senhor, será o senhor do costume. O mesmo que gosta de usar uma cópia deste template, copiar este blogue e editar os meus textos nesse blogue fechado ao público, publicando print-screens de coisas que não escrevi no seu espaço. O mesmo que gosta de ilustrar esse blogue plágio com a minha imagem de perfil que contém direitos de autor. O mesmo que gosta de usar outros bloguers como tema por não ter capacidades de escrever algo minimamente interessante. Tirando politica, futebol e felatios nada mais sai daquela cabecinha oca.

Este blogue foi já diversas vezes plagiado, primeiro pelo servidor de blogues Braga Online que foi uma luta vencida por mim após dois blogues terem plagiado mais de duas dezenas de textos meus (ver aqui, aqui e aqui). O servidor já não está online. Depois, um blogue clone no servidor Sapo que a Sapo cancelou após eu ter movido um processo. Mais tarde fui eu acusado de plágio de uma biografia numa série sobre a cientologia algo que me fez apresentar o E-mail do autor dessa parte do texto que me autorizava a traduzir e incluir na série.

Nunca disse não a nenhum pedido que me tenha sido feito de publicarem noutro blogue um texto meu, havendo mais de três dezenas de textos meus noutros blogues. Gosto sim que se cumpram as regras, não custa identificar a origem, o que não está certo é tomar o texto de alguém como sendo seu, como pegar nisto e fazer isto. Isto é plágio descarado lá no cu de Oeiras!

Existe agora uma questão. Os meus textos sobre a Nova Ordem Mundial, Maçonaria, Illuminati e H1N1 são uma colagem de informação recolhida das mais diversas fontes e são noticias,  é informação pública que se encontra ao abrigo do uso justo de direitos de autor. Usar vídeos de programas de televisão, documentários, noticias e investigação já publicada ou não, não é plágio é sim informação e encontra-se ao abrigo da lei.
É conhecido que reclamo direitos de autor dos meus textos, mas em ponto algum reclamo ou reclamei direitos de autor dos textos onde partilho noticias. Nesses podem copiar e publicar onde bem entenderem, são de livre uso. A questão está em como saber que textos podem e não podem ser copiados e publicados noutros blogues. Agora há solução:



Todos os textos marcados no seu final com a tag acima referida, podem ser usados por qualquer pessoa, só não podem é reclamar qualquer direito sobre o texto. Desta forma facilita ao leitor saber quais os textos que ao abrigo da lei de "uso justo" que podem ser usados sem que isso possa ser considerado violação de direitos de autor.

Mais informações sobre os direitos de autor e uso justo, aqui. O texto nesse link pretende esclarecer a forma como este blogue funciona e funcionará no que toca aos direitos de autor e ao uso justo de informação e divulgação da mesma. Espero desta forma esclarecer os leitores mais desatentos, alguns anónimos, difamadores, editores de imagem e E-mail spammers que poluem esta blogosfera, e desta forma evitar perder o meu tempo em discussões parvas que só servem para promoção de terceiros que não conseguem atrair atenção de outra forma.

Nota: Este texto não terá comentários.